Novidade de 40 ml mantém a fórmula do best-seller da marca em um formato compacto para levar na bolsa
Os produtos de beleza em versão mini seguem ganhando espaço no nécessaire e a Dailus acaba de levar um de seus best-sellers para esse universo. A marca lançou a Bruminha Fixadora Fix Tudo, versão compacta da Fix Tudo, criada para facilitar os retoques da maquiagem fora de casa.
Com 40 ml, a novidade mantém a fórmula da versão original e promete alta fixação e resistência à água e ao atrito. O lançamento também acompanha a popularidade dos minis nas redes sociais, impulsionada por tendências como #tinycore e #tinyaesthetic, que transformaram produtos pequenos e colecionáveis em objetos de desejo.
Segundo uma pesquisa da Mintel divulgada pela marca, 72% das entrevistadas afirmaram que formatos menores facilitam a manutenção da maquiagem fora de casa. Já no TikTok, as tendências relacionadas à estética mini somam 2,4 bilhões de visualizações, de acordo com dados de 2026 citados pela Dailus.
Foto: divulgação/Dailus
A fórmula da Bruminha Fixadora Fix Tudo é livre de álcool e conta com uma resina de alta resistência e um blend de ativos naturais com extratos de rosa mosqueta, amora e cereja. Segundo a marca, a combinação ajuda a manter a pele hidratada enquanto prolonga a maquiagem.
A novidade também é livre de parabenos, vegana e cruelty-free. A Dailus, marca brasileira fundada em 2006, possui certificação da PETA como empresa que não realiza testes em animais.
A Bruminha Fixadora Fix Tudo chega em embalagem de 40 ml e tem preço sugerido de R$ 34,90.
Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana
Por Anna Mellado, Débora Lima, Gisélia Oliveira e Mariana Chagas
Estreia de Iludida: dizi foi vice-líder
Sucesso! A estreia da novela Iludida (Sadakatsiz, 2020) no Brasil conquistou resultados expressivos em todo o país e garantiu a vice-liderança absoluta em 13 das 15 regiões metropolitanas que contam com medição da Kantar Ibope Media.
Foto: divulgação/RECORD
No mercado nacional, a novela registrou 5,3 pontos de média, 6,4 de pico e 8,7% de participação, contra 2,8 pontos da emissora que ocupou a terceira posição. O resultado representa uma vantagem de 89% sobre a concorrente.
Estreia de Roupa Suja na HBO MAX
A produção turca Kirli Sepeti, que chega ao Brasil com o nome de Roupa Suja, estreou nesta segunda (31) na HBO Max.
Foto: divulgação/HBO MAX
Ambientada em um condomínio residencial exclusivo de Istambul, a dizi acompanha três faxineiras que, após a morte de uma colega, começam a descobrir o lado mais sombrio da elite que vive no local.
Hilal Altınbilek teve experiência semelhante à de sua personagem em Visões de um Amor
Visões de um Amor (Öngörü, 2026), novo filme turco da Disney+, chegou à plataforma na última sexta (28). Com roteiro escrito por Sema Ergenekon, conhecida pelo sucesso Yargı: Segredos de Família (Yargı, 2020), o longa reúne Hilal Altınbilek e Serkan Çayoğlu como protagonistas. Na produção, Altınbilek interpreta Selen, uma mulher capaz de ver o futuro de outras pessoas por meio de seus sonhos. Em entrevista ao canal de YouTube de Birsen Altuntaş, ao lado de Çayoğlu, a atriz contou que viveu uma experiência semelhante em sua própria vida.
Foto: divulgação/Disney+
Hilal Altınbilek revelou que, seis anos antes, sonhou com a morte de seu pai, Özdemir Altınbilek, que faleceu em 2023. Segundo a atriz, ele não estava doente na época e ela ficou assustada ao acordar, pois o sonho pareceu muito real. Algum tempo depois, a família descobriu que ele estava doente e, seis anos após o sonho, ela perdeu o pai. Ao falar sobre a experiência após gravar o filme, Altınbilek afirmou que passou a pensar que aquilo poderia ter sido uma previsão.
Lizge Cömert será parceira de Mert Ramazan Demir em Susuz Yaz
A nova dizi do Kanal D, adaptação da obra homônima de Necati Cumalı, segue entre os projetos mais aguardados da nova temporada. Produzida pela Ay Yapım, Susuz Yaz (tradução livre: Verão Seco) terá Lizge Cömert no papel de Bahar, parceira de cena de Mert Ramazan Demir, que interpretará Osman.
Foto: reprodução/Instagram @1birsenaltuntas
Dirigida por Yusuf Pirhasan e escrita por Sema Ergenekon, a produção também confirmou Meriç Rakalar no elenco. Rakalar dará vida a Müslüm, um jovem honesto que trabalha como auxiliar de veterinários e engenheiros agrícolas do distrito.
Halit Özgür Sarı é cotado para ser parceiro de Neslihan Atagül em Kaderin Cilvesi
Neslihan Atagül está de volta aos sets após a pausa para a maternidade com a dizi Kaderin Cilvesi (tradução livre: As Voltas do Destino). A nova produção da Ay Yapım, que conta com Özlem Yılmaz e Anıl Eke, roteiristas de Amor sem Fim (Kara Sevda, 2017), entre seus nomes criativos, segue em fase de preparação. Ainda sem canal definido, a produção despertou curiosidade sobre quem será o protagonista masculino.
Foto: reprodução/Instagram @1birsenaltuntas
Segundo informações dos bastidores, Halit Özgür Sarı está em negociações para assumir o papel de protagonista masculino da dizi, descrita como um forte drama feminino. Sarı foi protagonista de Alıkara (tradução livre: Escuridão Rubra)em seu trabalho mais recente. A direção ficará por conta de Nadim Güç.
O que mais aconteceu essa semana:
Hande Yılmaz interpreta Kumsal em Güneye Giderken: conhecida por interpretar a secretária Tülay em Erşan Kuneri e Pimora em Prens (tradução livre: Príncipe), Hande Yılmaz integra o elenco de Güneye Giderken (tradução livre: A Caminho do Sul), filme que reúne Ali Atay e Haluk Bilginer. Na produção, a atriz interpreta Kumsal, uma personagem importante para a história.
Ferhan Vural tornou-se filho de Yadigar em Teşkilat: a sétima temporada de Teşkilat (tradução livre: A Organização), fenômeno da TRT1, começou a ser gravada na última quinta (27). Com o salto temporal previsto para a nova temporada, Vural chega à dizi no papel de Berkay, filho de Yadigar (Serhat Kılıç). O elenco também ganhou novos nomes, como Bensu Soral, Selim Bayraktar, Duygu Sarışın, Serhat Kılıç, Ali Seçkiner Alıcı, Damla Colbay, Gökberk Demirci, Ahmet Yıldırım, Ayşen Gürler e Uğur Yücel.
Ekin Aksoy será a esposa de Furkan Palalı em Davet Musab: a nova dizi de época da tabii, produzida pela Tekden Film, tem previsão de início das gravações para setembro. Dirigida por Cem Akyoldaş, a produção Davet Musab (tradução livre: O Chamado de Musab) terá grande parte das filmagens realizadas no Irã e contará com 16 episódios. A jovem atriz Ekin Aksoy dará vida a Hamne, protagonista feminina da história e esposa de Musab, personagem de Furkan Palalı. Além dela, Emre Kıvılcım e Ali Buhara Mete foram confirmados no elenco.
Kaan Mirac Sezen será o protagonista de Centilmen:Centilmen (tradução livre: Cavalheiro), novo projeto da MF Yapım para a NOW que marcará o retorno de Vahide Perçin aos sets de dizi, tem previsão de início das gravações para o fim de setembro. Dirigida por Ece Erdek Koçoğlu e escrita por Mustafa Becit, a produção tem como protagonista jovem Kaan Mirac Sezen, que interpretará Arif.
Novos atores entram para o elenco de Mehmed Fetihler Sultanı: a quarta temporada da dizi de época da TRT1, protagonizada por Serkan Çayoğlu, chega em setembro com o elenco renovado. A produção Mehmed Fetihler Sultanı (tradução livre: Mehmed, o Sultão da Conquista) passou por uma nova rodada de escalação e ganhou nomes como Burcu Kirman, que interpretará Nurbanu na trama marcada por um salto temporal, Hilmi Cem İntepe, que dará vida a Has Murad Paşae Tuğba Tutuğ será Ayşe Hatun.
Hazal Çağlar será Oya em Mercan Köşk: conhecida por interpretar Asuman em Gönül Dağı (tradução livre: Montanha do Coração), Hazal Çağlar integra o elenco de Mercan Köşk (tradução livre: Mansão de Coral), produzida pela Faro e Sinehane. A produção vai estrear neste sábado (05) e acompanhará a história de Cemre (Hafsanur Sancaktutan), que se torna policial seguindo os passos do pai, vítima de um assassinato. Opôster oficialjá foi lançado.
Ercan Reşat Demir será o pai de Sado em Altı Üstü İstanbul: a dizi jovem da ATV, Altı Üstü İstanbul (tradução livre: No Limite, Istambul), continua em destaque nas noites de segunda. Produzida por Mehmet Yiğit Alp, a produção ganhará um novo personagem a partir do 13º episódio, que vai ao ar em 7 de setembro. Ercan Reşat Demir dará vida a Dursun, pai de Sado, personagem interpretado por Kaan Akkaya.
Mehmet Meral interpretará a versão jovem de Alper Çankaya em Sevdiğim Sensin: a segunda temporada de Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você É Quem Eu Amo) é aguardada pelo público e tem previsão de estreia para 17 de setembro. Alper Çankaya se juntará à produção a partir do 16º episódio, no papel de Ali Cabbar, personagem que busca vingança contra a família Aldur e surgirá inesperadamente diante de Erkan (Aytaç Şaşmaz). Além das cenas ambientadas nos dias atuais, Ali Cabbar também aparecerá em momentos do passado, com Mehmet Meral dando vida à versão jovem do personagem. O trailer da segunda temporada da dizi já foi lançado.
Kızılcık Şerbeti inicia gravações da 5ª temporada: a dizi Kızılcık Şerbeti (tradução livre: O Xarope de Cranberry),fenômeno da Show TV, começou a gravar sua nova temporada, que terá início com o 139º episódio e um salto temporal de seis meses. A produção, escrita por Melis Civelek e Zeynep Gür e dirigida por Özgür Sevimli, volta ao ar em 18 de setembro, e o novo pôster, que terá Evrim Alasya, Barış Kılıç, Ahmet Mümtaz Taylan, Özge Borak, Erkan Avcı, Seray Kaya, Emre Dinler, Servet Pandur e Murat Aygen, será fotografado em 3 de setembro.
Sevdan Bir Ateş será exibida às quartas:Sevdan Bir Ateş (tradução livre: Seu Amor é um Fogo), nova dizi da Show TV produzida pela CNP Film e estrelada por Murat Ünalmış e Özge Özacar, teve o dia de exibição definido. Segundo as informações mais recentes, a produção ocupará as noites de quarta. A data de estreia deve ser 9 ou 15 de setembro. Dirigida por Murat Saraçoğlu, a dizi é gravada na atmosfera de Capadócia.
Ebru Şam e İştar Gökseven no elenco de Güller ve Günahlar: a dizi Güller ve Günahlar (tradução livre: Rosas e Pecados) do Kanal D, produzida pela NGM e estrelada por Murat Yıldırım e Cemre Baysel, começou as gravações da segunda temporada, que estreia em 12 de setembro. Entre as novidades do elenco estão Ebru Şam, que interpretará a advogada Sonay e voltará a contracenar com Murat Yıldırım após Teşkilat (tradução livre: Organização), e o veterano İştar Gökseven, que dará vida a Yusuf Tecer, pai de Serhat.
Sevdam Karadeniz tem adição no elenco:Sema Keçik e Merve Ateş assumem os papéis de Nafiye e Bahar na nova dizi da NOW, que terá exibição às segundas. Em Sevdam Karadeniz (tradução livre: Meu Amor, Karadeniz), Keçik interpretará a avó da família Yeniceli e esposa de Durali (Şerif Erol), enquanto Ateş será Bahar, neta de Nafiye e irmã de Zeyşan (Meltem Akçöl). A produção é gravada em Trabzon e tem Erdem Adilce como Kuzey Alazlı.
Rapidinhas:
– A dizi Uzak Şehir (Longe Demais, 2024) retorna para sua terceira temporada no dia 14 de setembro.
– Saiu um novo teaser de Anne Yarısı (tradução livre: Quase Mãe),nova dizi da NOW TV protagonizada por Burcu Özberk e Cihangir Ceyhan.
– O filme Harabe (tradução livre: Ruína) terá Burcu Biricik e Burak Dakak como protagonistas. Primeiro longa-metragem da diretora e roteirista Senem Bay, a produção é inspirada em acontecimentos reais.
– Hilal Altınbilek elogiou seu parceiro de cena, Serkan Çayoğlu, durante entrevista sobre o filme Visões de um Amor (Öngörü, 2026). A atriz definiu Çayoğlu como um profissional com quem se sentiu muito confortável durante as gravações.
– O teaser de Alıkara (tradução livre: Escuridão Rubra) já foi divulgado pela plataforma TOD. A produção conta com Miray Daner e Halit Özgür Sarı no elenco.
– O filme Kazım: Yarım Kalan (tradução livre: Kazım: Inacabado), com estreia prevista para 1º de janeiro,ganhou Serra Arıtürk no elenco. A atriz interpretará Türkan, uma estudante de arquitetura apaixonada por literatura.
– Evlilik Güzeldir (tradução livre: O Casamento é Lindo) ganhou novo pôster e teve sua estreia confirmada para 7 de setembro, às 20h, na TRT 1.
– Tuğba Çom entra para Çirkin (tradução livre: Feio) e interpretará Kader, amiga de Meryem (Derya Pınar Ak) na prisão, na segunda temporada da dizi da Star TV.
– O pôster e o teaser da dizi A.B.I. foram divulgados pela ATV. Agora, a dizi é protagonizada por Kenan İmirzalıoğlu e Bergüzar Korel.
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Jonathan Anderson, Matthieu Blazy, Pharrell Williams, Raf Simons e outros nomes assumiram o desafio de atualizar o legado das maiores maisons da moda
No mercado da moda, uma grife não é marcada apenas pelo estilo da roupa. Toda sua identidade visual é composta por silhuetas, cores, materiais e referências, e é nessa parte que o diretor criativo se torna a peça importante para as grandes marcas. Por trás de toda essa construção, eles interpretam e reinterpretam o legado desses nomes da moda e transformam em novas coleções
Quando um novo diretor criativo assume uma grande grife, sua chegada costuma movimentar toda a indústria. A mudança costuma representar uma nova era para as marcas, de forma que até mesmo redefine a maneira como o público enxerga.
As quatro grandes semanas de moda se aproximam e marcas como Chanel, Dior e Saint Laurent são nomes que estão sempre presentes entre a lista de desfiles, mas você sabe quais são os criadores por trás das roupas? Conheça alguns nomes para se manter por dentro!
Dior por Jonathan Anderson
Foto: reprodução/Dior
Em Junho de 2025, Dior apresentou ao mundo da moda seu novo diretor criativo Jonathan Anderson. Ele assume as principais coleções: masculinas, femininas e de alta-costura da maison, o que se tornou um marco pois foi o primeiro designer desde o próprio Christian Dior a comandar as três principais coleções.
Nascido na Irlanda do Norte em 1984, Anderson se formou na London College of Fashion no início dos anos 2000. Sua carreira iniciou ao trabalhar com Manuela Pavesi, como visual merchandiser da Prada, e anos depois ele fundou sua própria marca, a JW Anderson, que costuma estar presente na London Fashion Week. Inicialmente, era focada em moda masculina, com um estilo andrógino, mas logo se expandiu para a moda feminina. Em 2013 o estilista foi nomeado como diretor criativo da Loewe e trouxe para a marca uma revolução visual mais autêntica aproximando mais do artesanato, design e cultura pop.
Foto: reprodução/Dior
Em março de 2025, ele deixou a Loewe, e logo no mesmo ano veio o anúncio da sua entrada como diretor criativo da Dior, inicialmente para a linha masculina, mas em seguida também recebeu a nomeação para a linha feminina e alta costura. Para o seu trabalho, o estilista carrega as tradições da Dior, unindo-se à abordagem experimental das técnicas artísticas e artesanais.
Sua estreia para a Dior foi com a coleção Ready-to-wear de Primavera/Verão de 2026, trouxe uma coleção que transita entre a dualidade do legado histórico da grife e uma estética moderna com silhuetas e volumes de forma que representa o cotidiano através da paleta suave de cores.
Alguns trabalhos pelos quais Jonathan Anderson teve reconhecimento e destaque, pode-se citar como: a roupa usada pela Rihanna no Super Bowl de 2023, onde ela anunciou sua segunda gravidez, e também a assinatura do vestido de noiva da Taylor Swift em maio deste ano.
Prada por Miuccia Prada e Raf Simons em co-criação
Foto: reprodução/Vogue
Diferente de outras grifes, a Prada possui uma configuração diferente. Dentro da direção criativa, Miuccia Prada e Raf Simons trabalham em parceria desde Abril de 2020, onde compartilham as responsabilidades criativas da Prada.
Miuccia Prada é neta do fundador da grife, e assim que assumiu a empresa da família, trouxe um novo momento para a criação da marca. Transformando artigos de couro em uma potência internacional de luxo, chamando até mesmo a atenção da Anna Wintour em seu desfile de estreia. Em 1993, a estilista também fundou a Miu Miu, da qual continua à frente da direção criativa. Enquanto a Prada segue um estilo mais sofisticado, a Miu Miu — também conhecida como a irmã mais nova — trabalha com uma estética mais jovem e experimental.
Do outro lado da criação está Raf Simons, nascido em 1968 na Bélgica, o designer conta, na verdade, com uma formação em Design Industrial e Mobiliário, mas assim que se formou, ele criou sua própria marca masculina em 1995. Sua experiência na moda traz grandes nomes como: Jil Sander, Dior e Calvin Klein, todos como diretor criativo.
Foto: reprodução/Prada
A parceria entre Miuccia e Raf se iniciou em 2020, com a apresentação da coleção de Primavera/ Verão de 2021. A coleção com o nome Dialogues traz a proposta de apresentar ao público a conversa entre dois criadores que possuem suas visões próprias, Prada com o experimental e Simons com minimalismo e juventude.
O trabalho em co-criação dos designers chegou para o mundo da moda como forma de mostrar que as grandes grifes não precisam ter apenas um “gênio criativo”. A coleção atual de Outono/Inverno de 2026 traz uma relação com essa conversa mostrando que moda e elementos narrativos podem atuar lado a lado, assim como Miuccia e Raf.
Louis Vuitton por Pharrell Williams
Foto: reprodução/AP Photo/Thomas Padilla
Diferente dos outros criadores mencionados, Pharrell Williams entra na posição de cuidar apenas da divisão masculina da Louis Vuitton, mas sua trajetória dentro da grife é marcada por uma criação que relaciona moda e música. Ele sucede Virgil Abloh, que faleceu em 2021 devido a um câncer
Pharrell possui um currículo admirável, desde empresário à artista, criou uma forte relação com a moda nos últimos anos. Antes de chegar a LV, realizou desenvolvimento de colaborações com marcas como Adidas, Chanel e até mesmo com a própria grife. Se tornando uma figura importante na relação entre música, cultura pop e mundo fashion, sua entrada para a Louis Vuitton, como diretor criativo, se iniciou em 2023 ao assumir a linha masculina.
Foto: reprodução/Louis Vuitton
O desfile de estreia que marcou seu início na direção criativa foi da temporada Primavera/Verão de 2024. A Pont Neuf, uma das pontes mais famosas de Paris, se tornou uma passarela aos olhos de Williams com a presença de celebridades e convidados importantes que estiveram na primeira fila. A coleção traz silhuetas revitalizadas e uma forte presença das estampas Damier e Monogram, em uma visão inovadora para a maison.
Pharrell Williams representa uma mudança importante na relação entre celebridade e direção criativa ao estar à frente da Louis Vuitton. Sua presença mostrou que a estratégia de grandes maisons de aproximarem a moda e cultura pop pode dar certo. Seus trabalhos procuram trazer conceitos experimentais para o streetstyle masculino e representações de culturas, como a masculinidade negra e e a conexão Paris e Índia como na coleção de Primavera/Verão de 2026
Chanel por Matthieu Blazy
Foto: reprodução/Getty Images
O estilista Matthieu Blazy assumiu o cargo de diretor criativo da Chanel no final de 2024, tornando-se o responsável pelas coleções ready to wear, alta costura e acessórios da maison. Ele sucede Virginie Viard, que assumiu após a morte de Karl Lagerfeld, trazendo o início de um novo capítulo para a Chanel, trabalhando com uma das identidades mais fortes do mundo da moda. Ele se torna apenas o quarto a assumir a direção criativa da Chanel desde a fundação da maison por Gabrielle Chanel.
Blazy teve uma infância com forte presença da arte e da história por influência de seus pais, e seu caminho para o ramo da moda iniciou-se ao estudar na Le Cambre em Bruxelas. Seu histórico profissional passa por Maison Margiela, Céline, e trabalhou ao lado de Raf Simons para a Calvin Klein. Seu grande destaque aconteceu na Bottega Veneta, onde foi criador entre 2012 a 2024.
Foto: reprodução/Chanel
Sua primeira coleção para a marca foi apresentada no Grand Palais com a coleção de Primavera/Verão de 2026, carregada de referências passadas da grife de forma cotidiana, em um cenário planetário e imersivo. Matthieu possui uma visão criativa que eleva a experiência do público para além das roupas e traz um estilo mais contemporâneo, de forma que há um diálogo entre o patrimônio da Chanel e suas perspectivas para a grife.
Matthieu possui uma assinatura mais voltada para um minimalismo sofisticado, artesanato e silhuetas precisas. Um de seus trabalhos mais notáveis foi a criação da máscara cravejada de pedrarias utilizada por Kanye West em 2014, como também a assinatura de uma linha artesanal feminina para a Maison Margiela.
Versace por Pieter Mulier
Foto: reprodução/Getty Images
Em 2026, Versace iniciou um novo capítulo ao anunciar em 6 de fevereiro Pieter Mulier como novo Chief Creative Officer, iniciando seu trabalho no dia 1 de julho e seu primeiro desfile ocorrerá apenas em setembro. Mas seu nome foi apresentado após a aquisição da grife pelo Prada Group, sucedendo Dario Vitale, que ficou apenas uma temporada na direção.
O designer belga, antes mesmo de entrar na moda chegou a estudar direito por dois anos e possui um histórico ao trabalhar em outras marcas como Dior, Jil Sander e Calvin Klein, também ao lado de Raf Simons, mas em 2021 ele foi o primeiro diretor criativo a assumir a Alaïa após a morte de Azzedine Alaïa. Nessa renomada marca de luxo francesa, Mulier conseguiu um trabalho admirável de continuar o legado do fundador sem transformar a marca em uma clara reprodução do passado.
Foto: reprodução/Desfile Alaïa/Vogue
A escolha de Versace ao trazê-lo para a direção criativa segue o desafio de dialogar com o legado de Gianni e Donatella Versace sem abandonar a evolução da marca. A grife é conhecida pela sua sensualidade, maximalismo e glamour, e o Pieter possui uma linha de criação mais ligada ao artesanato e sensualidade sofisticada.
Seu trabalho traz uma visão sobre o corpo feminino de forma que trabalha com curvas, recortes, criando peças que se transformam com a silhueta. Sua estreia nas passarelas da Versace está marcada para fevereiro de 2027.
Saint Laurent por Anthony Vaccarello
Foto: reprodução/Saint Laurent
Anthony Vaccarello é o estilista belga à frente da Saint Laurent desde 2016, seu trabalho não se iniciou apenas aqui, mas seu histórico traz trabalhos em sua marca autoral e até mesmo em outros nomes conhecidos. Ele sucede Hedi Slimane, que deixou a grife francesa após 4 anos na direção criativa.
Formado na La Cambre em Bruxelas, Anthony possui experiências em maisons como: Fendi e Versus Versace, mas em 2009 lançou sua própria marca. Com uma assinatura marcante da estética feminina sensual, suas roupas autorais foram como um pontapé para sua contratação na YSL. Ele recebeu a missão de assumir uma das maiores marcas de moda que possuía uma identidade forte por conta do diretor anterior.
Foto: reprodução/Saint Laurent
Ao estrear no desfile de Primavera/Verão de 2017, a escolha do local foi até então o futuro endereço da Saint Laurent que estava em reforma na época, como uma metáfora para uma nova fase da marca. A estética do desfile revisita a clássica YSL, com peças marcantes como o uso de couro, mini saias, silhuetas curtas e um contraste entre a sensualidade e referências urbanas.
Além da moda, o diretor criativo também ampliou suas ideias para o cinema através da Saint Laurent Productions, de forma que a iniciativa surgiu para produzir filmes em parceria com diretores, chegando a participar de Cannes em 2024. Para ele a moda, cinema, fotografia e música fazem parte de um mesmo universo criativo do qual vale a pena investir.
Gucci por Demna
Foto: reprodução/Getty Images
O anúncio do novo diretor criativo da Gucci chegou em março de 2025. Demna Gvasalia, conhecido apenas como Demna, foi anunciado após a saída de Sabato De Sarno, que havia comandado a maison em 2023. A escolha de Demna para a Gucci foi estratégica para recuperar o seu impacto cultural e também fortalecer sua identidade.
Nascido na Geórgia, se formou na Royal Academy of Fine Arts Antwerp, uma das mais prestigiadas instituições de designers contemporâneos. Dentro do mercado da moda ele carrega nomes como Maison Margiela, Louis Vuitton e Balenciaga em seu currículo, além de fundar a Vetements ao lado de seu irmão Guram. Sua marca ajudou a criar uma relação entre moda e luxo junto da cultura popular ao usar peças banais em semanas de moda.
Foto: reprodução/Gucci
Sua primeira apresentação após sua nomeação na Gucci, não foi um desfile, mas sim uma coleção cápsula chamada La Famiglia em setembro de 2025, que introduziu sua ideia e proposta para a Maison. Demna estreou suas coleções na passarela com a temporada Outono/Inverno de 2026, apresentada como Primavera, com silhuetas ajustadas, couro e alfaiataria, junto de uma sensualidade, de forma que foram mantidas referências importantes do código histórico da marca.
Diferente de seu trabalho na Balenciaga, que abordou principalmente silhuetas oversized e um streetwear desconstruído, o designer mostrou que possui uma versatilidade em seu trabalho e ainda mantém sua identidade visual sem abandonar a tradição e estética da marca
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A série começa a ser gravada em São Paulo e reúne nomes conhecidos da comédia brasileira
A Netflix anunciou o início das gravações de Casamento Aberto e Outras Coisas que Não Existem, nova série nacional de comédia que promete explorar, com humor, os desafios e as contradições dos relacionamentos nos dias atuais. A produção é protagonizada por Camila Pitanga e Sergio Guizé e conta ainda com nomes como Xamã, Heloisa Périssé, Otávio Muller e Samantha Schmütz no elenco.
A série mostra o cotidiano de um casal que decide abrir o relacionamento e, a partir dessa escolha, passa a lidar com novos desejos, acordos e situações inesperadas. A produção pretende abordar as diferentes formas de se relacionar na atualidade sem deixar de lado o tom de comédia que marca a proposta.
Imagem: Julia Mataruna/Netflix
Parceria conhecida da comédia brasileira
Casamento Aberto e Outras Coisas que Não Existem tem direção de José Alvarenga Jr. e é criada e escrita por Alexandre Machado, responsável por uma parceria que já rendeu produções de sucesso, entre elas Os Normais, exibida entre 2001 e 2003.
A nova série também marca a parceria entre a Netflix e a Manas Filmes, produtora independente liderada pelas produtoras Bel Berlinck e Joana Cooper. A empresa é responsável pelo desenvolvimento de projetos de diferentes formatos e histórias para plataformas de streaming.
Imagem: divulgação/ Netflix
As gravações acontecem atualmente em São Paulo, mas a Netflix ainda não divulgou uma data de estreia para a produção. Enquanto o lançamento não chega, o público pode conferir os registros dos bastidores que já começaram a ser divulgados nas redes e dão uma prévia do clima cômico que deve marcar a série.
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Imagem: reprodução/NewPOP/Acervo Lucas Paixão | edição por Larissa Andrade
Primeiro estrangeiro a vencer o prestigiado Golden Comic Award, o artista apresenta seu primeiro quadrinho publicado no Brasil durante a Bienal do Livro de São Paulo e o Festival da Cultura Japonesa, em Salvador
O quadrinista e designer soteropolitano Lucas Paixão, atualmente residente em Taiwan, retorna ao Brasil em setembro para apresentar ao público brasileiro a edição nacional de A Garota da Noz, seu primeiro quadrinho publicado no Brasil. O lançamento acontece pela Editora NewPOP e integra uma agenda especial que passa por São Paulo e Salvador.
A primeira parada será na Bienal do Livro de São Paulo, nos dias 4 e 5 de setembro, com lançamento no estande da Editora NewPOP. Em seguida, Lucas desembarca em Salvador para participar do Festival da Cultura Japonesa, nos dias 6 e 7 de setembro.
A Garota da Noz marca a chegada ao mercado brasileiro de uma obra que faz parte da trajetória internacional de Lucas Paixão. O quadrinho foi criado e publicado inicialmente em Taiwan, país onde o artista vive desde 2014, e narra a aventura de Lúcio Santos, estrela em ascensão do futebol brasileiro, que desiste da Copa do Mundo para viajar para uma ilha no lado oposto do planeta e encontrar a garota que ama.
Agora, com a edição brasileira da obra, Lucas aproxima novamente sua produção do público brasileiro, um momento simbólico na carreira do artista.
Quem é o quadrinista Lucas Paixão
Foto: divulgação/Acervo Lucas Paixão
Nascido e criado em Salvador, Lucas leva referências da cultura, do cotidiano e da paisagem soteropolitana para suas histórias. Em Sexland Adventures, quadrinho que o fez ser o primeiro brasileiro a vencer o Golden Comic Award em 2024, duas das nove histórias são ambientadas em Salvador, apresentando ao público taiwanês lugares como o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) e o Centro Histórico.
As produções de Lucas transitam entre o humor, o cotidiano e referências da cultura popular brasileira, incluindo novelas e memes. Além dos quadrinhos, o artista também desenvolve trabalhos de ilustração e já colaborou em projetos ligados a artistas como Gilberto Gil, Marília Mendonça, Luan Santana, Menos é Mais, Alok e Maria Rita.
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Série original brasileira sobre vampiros e lobos tem data de continuação confirmada após muita espera dos fãs
Desde o lançamento de Vermelho Sangue no Globoplay, a segunda temporada é um assunto muito comentado entre todos que assistem a série. Hoje, finalmente, temos uma data para essa continuação: 17 de setembro!
Foto: divulgação/Globoplay
A primeira temporada da série brasileira teve sua estreia em outubro de 2025, já com a segunda temporada gravada e confirmada. Com o final cheio de perguntas, os fãs não conseguiam conter a ansiedade para ter respostas.
Por enquanto, ainda sabemos pouco sobre muitos dos acontecimentos que cercam os episódios inéditos de Vermelho Sangue. Entre os assuntos mais comentados pelos fãs estão a transformação de Flora, os casais Luna e Michel e Flora e Celina.
Foto: reprodução/GShow
A segunda temporada conta com 10 episódios criados por Rosane Svartman e Claudia Sardinha. Em frente das câmeras, temos alguns rostinhos já conhecidos pelo público brasileiro como Alanis Guillen, Pedro Alves, Heloísa Jorge e Rodrigo Lombardi, mas também alguns que nem todos conhecem como Laura Dutra e Letícia Vieira.
Agora, o Globoplay poderia lançar um trailer e algumas fotos oficiais para matar um pouco da curiosidade dos fãs sobre tudo de novo que nos espera, não é mesmo?
No dia 17 de setembro, você pode assistir todos os novos episódios no Globoplay.
Estão ansiosos para descobrir tudo da nova temporada? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!
Filme estreia em junho de 2028 e terá direção de Jonathan Levine
Anne Hathaway estrelará a sequência de Dias de Trovão ao lado de Tom Cruise, que chega aos cinemas norte-americanos em 2 de junho de 2028. Informações sobre a história ainda não foram divulgadas, mas Cruise retorna como Cole Trickle e Hathaway interpretará uma engenheira e dona de uma equipe de corrida.
O anúncio foi feito no último sábado (29) pelas redes sociais dos atores, com uma foto promocional e vídeo em frente a um carro de corrida personalizado com o logo do filme. No vídeo, Hathaway, que está grávida de seu terceiro filho, brinca: “Eu vou dar à luz a esse bebê, e aí nós vamos fazer esse filme!”. Essa será a primeira vez que Tom Cruise e Anne Hathaway contracenam juntos no cinema.
Foto: reprodução/@tomcruise Instagram
Dirigido por Jonathan Levine (Casal Improvável), o longa será filmado para telas IMAX e também será lançado em cinemas com tecnologia Dolby Cinema e 4DX. Cruise e Jerry Bruckheimer, ambos envolvidos no original de 1990, também servem como produtores, enquanto Will Staples assina o roteiro. Dias de Trovão 2 é uma produção da Paramount Pictures.
reprodução/Revista Quem
Dias de Trovão (1990) foi dirigido por Tony Scott (Top Gun: Ases Indomáveis) e marcou a primeira colaboração entre Tom Cruise e Nicole Kidman, que foram casados por 11 anos após se conhecerem no set de gravações.
Na trama, acompanhamos Cole Trickle (Cruise), um jovem piloto de stock car sendo treinado por Harry Hogge (Robert Duvall), um engenheiro ex-campeão, também encarregado de construir um novo carro à sua altura para que compita pela Associação Nacional para Corridas de Carros de Série (NASCAR). Ambicioso, porém, impulsivo, Cole desenvolve uma rivalidade com outro piloto, que resulta em um acidente que pode ameaçar a carreira de ambos para sempre.
Confira o trailer do primeiro filme:
Até o momento, não se sabe se outros membros do elenco de Dias de Trovão vão participar da sequência. Robert Duvall, mentor de Cruise no primeiro filme, faleceu em fevereiro deste ano. A dupla compartilhou a tela pela última vez em Jack Reacher: O Último Tiro (2012). Especula-se que a personagem de Anne Hathaway possa ter alguma conexão com o personagem de Duvall no longa original.
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Daiana Broniczak analisa como os figurinos, personagens e produtos dos K-dramas transformam referências culturais em desejos de consumo
Deixando de ocupar apenas um espaço de nicho e passando a fazer parte do cotidiano, a cultura sul-coreana vem tomando espaço ao redor do mundo com suas músicas, séries, beleza e moda. Entre o sucesso dos K-dramas e K-pop, a moda coreana chamou atenção do público pelo seu estilo cotidiano que se expressa através das roupas.
Esse impacto também pode ser percebido no Brasil. Além de acompanhar as produções, o público também se inspira e se influencia pelo estilo, tendências de consumo e produtos usados pelos artistas e personagens.
Para entender mais sobre a relação entre moda e Hallyu (a chamada Onda Coreana), o Entretê conversou com Daiana Broniczak, uma especialista em cultura sul-coreana e sua influência no consumo, para entender melhor como essa tendência vem se tornando uma referência de moda.
Foto: reprodução/Instagram @daianabroniczak
Entretetizei: Para começar, gostaria de saber o que te atraiu para consumir o Hallyu e como isso te influenciou depois?
Daiana Broniczak: O primeiro passo foi a curiosidade quando namorei um coreano, ele me mostrou mundo, e mesmo tendo também descendência asiática, junto com polonesa e alemã, depois virou um caminho sem volta.
O Hallyu tem essa capacidade de apresentar uma cultura de um jeito muito visual, muito envolvente. Você começa pelo K-drama, vai reparando nas roupas, na maquiagem, nos lugares, na música… Quando percebe, está pesquisando uma marca coreana às duas da manhã. No meu caso, isso também mudou meu olhar para a moda: passei a enxergar o styling como uma forma de demonstrar personalidade e contar uma história, e não só de “estar bem vestida”.
E: Como você definiria a expansão da Hallyu e a influência dos K-dramas para a moda cotidiana?
Day:Eu acho impressionante que a Hallyu deixou de ser uma tendência de nicho e virou uma linguagem global. E os K-dramas têm uma participação enorme nisso, porque colocam a moda dentro da narrativa de uma maneira muito natural. Você não está vendo um catálogo de roupas, está vendo um personagem vivendo e isso faz a gente pensar: “Eu preciso dessa blusa para viver essa experiência também”. Aos poucos, elementos que pareciam muito específicos da estética coreana começaram a entrar no cotidiano de pessoas do mundo inteiro.
E: Para você, qual foi o personagem de K-drama que mais te impactou, não só pela história, mas também pelo seu visual?
Day: Essa é uma pergunta perigosíssima para quem ama K-drama, porque escolher um só é quase uma prova de resistência emocional. Mas a Ko Moon-young, da série Tudo Bem Não Ser Normal tem um figurino com muita personalidade e que ajudava a reforçar quem ela era: poderosa, excêntrica, sofisticada e completamente dona de si. Eu gosto quando a roupa não está ali só para deixar a personagem bonita, mas funciona quase como uma extensão da sua personalidade.
O que mais me impacta nela é justamente o fato de não tentar ser “normal”, e eu me identifico muito com isso. Seu estilo é ousado, marcante, cheio de personalidade e impossível de passar despercebido. Mesmo quando trabalhei como modelo, sempre tive uma relação muito forte com esse lado mais fashionista e provocador da moda. Gosto de roupa que comunica alguma coisa, que chega antes de você e diz: “Sim, eu escolhi estar assim”. A Ko Moon-young tem essa liberdade de não se vestir para agradar, e acho isso muito poderoso. Afinal, se é para ser lembrada, que seja pelo look também, né?
E: Como o figurino dos personagens é usado pelos K-dramas para construir todo o enredo dele?
Day: O figurino é praticamente outro personagem. Ele pode mostrar uma mudança de fase, uma transformação emocional, uma posição social ou até uma relação de poder sem precisar de uma única fala. Às vezes você percebe que o personagem está diferente antes mesmo dele perceber. E isso é muito inteligente visualmente. A roupa conta uma história paralela e, muitas vezes, a gente está tão entretido com o drama que nem percebe o quanto está sendo conduzido por ela.
Foto: reprodução/ Instagram @daianabroniczak
E: Qual gênero de K-drama você acha que traz mais impacto para a moda? Por quê?
Day: Acho que os romances e os dramas contemporâneos têm um impacto enorme, porque existe muita identificação. Você olha para a personagem e pensa: “Isso eu usaria para sair, trabalhar, encontrar minhas amigas… ou pelo menos gostaria de usar”. Já os dramas de época têm uma influência mais estética e conceitual. Mas o contemporâneo consegue transformar uma tendência em desejo de consumo com muita facilidade.
E: Como funciona a relação entre moda e entretenimento sul-coreano para o público internacional?
Day: Funciona porque existe uma integração muito forte entre entretenimento, beleza e moda. O público não consome apenas uma série; ele acaba entrando naquele universo. Quer saber quem é a marca da roupa, qual é a maquiagem, qual produto a atriz usou, onde comprar… É uma experiência muito mais ampla. E as redes sociais potencializam tudo isso, porque uma cena pode virar referência de moda em questão de horas.
E: E como esse efeito está chegando ao Brasil?
Day: O brasileiro é muito receptivo a referências culturais que conseguem criar conexão emocional, e a Hallyu fez isso muito bem. Aqui, a gente já percebe influência nos looks, na maquiagem, nos cuidados com a pele, nos cabelos e até na forma de consumir conteúdo. E tem uma coisa muito brasileira nisso tudo: a gente pega a referência coreana e dá o nosso tempero. Não é simplesmente copiar; é adaptar para a nossa realidade.
E: Quais tendências de moda ou beleza coreana você percebe que ganharam mais força entre os fãs brasileiros nos últimos anos?
Day: Na beleza, os cuidados com a pele ganharam muita força, principalmente essa ideia de olhar para skincare como parte da rotina e não apenas como algo feito quando a pele “dá problema”. Na maquiagem, vejo bastante interesse por uma aparência mais leve e luminosa. Na moda, peças mais minimalistas, sobreposições, alfaiataria e acessórios delicados também conquistaram espaço. E claro: tudo que aparece em um K-drama corre o risco de virar objeto de desejo.
Imagem: reprodução/Instagram @daianabroniczak
E: Você acredita que um produto usado por um personagem pode gerar mais desejo de consumo do que uma publicidade tradicional? Por quê?
Day: Com certeza, porque existe uma diferença enorme entre alguém dizer “compre isso” e você ver aquele produto inserido na vida de um personagem que você gosta. A narrativa cria desejo antes mesmo da publicidade acontecer. Você cria uma conexão emocional com aquela personagem e, de repente, o produto passa a carregar um pouco daquela personalidade. É quase uma publicidade que entra pela porta dos fundos e quando você percebe, já está pesquisando onde comprar.
E: Para quem começou a se interessar pela moda através da Hallyu, o que você recomendaria como dica? Seja K-drama, influencers, ou coisas nesse estilo.
Day: Eu diria para começar observando, e não tentando reproduzir tudo imediatamente. Assista aos K-dramas prestando atenção nos detalhes: styling, acessórios, cabelo, maquiagem, combinação de cores. Depois, procure criadores de conteúdo que falem sobre moda e cultura coreana. E principalmente: adapte as referências para quem você é. Moda é repertório, não uniforme. Você pode amar uma estética coreana sem precisar sair de casa parecendo que acabou de desembarcar de Seul.
E: Além das roupas, quais elementos do visual dos personagens mais influenciam o público: acessórios, cabelo, maquiagem ou cuidados com a pele?
Day: Acho que cabelo e maquiagem têm uma influência muito imediata porque são elementos que conseguimos incorporar mais facilmente no nosso dia a dia. Mas o skincare ganhou um espaço enorme porque mudou a conversa sobre beleza: existe uma valorização maior do cuidado e da preparação da pele. E os acessórios são aquele detalhe perigoso, você vê um personagem usando um brinco ou uma bolsa e, cinco minutos depois, já está procurando algo parecido.
E: Se você tivesse que explicar por que os K-dramas conseguem influenciar o modo de se vestir e o consumo do público, o que diria?
Day: Porque eles não vendem apenas uma roupa ou um produto; eles vendem uma história, uma personalidade e uma sensação. A gente se identifica com os personagens, acompanha suas transformações e começa a incorporar pequenas partes daquele universo na nossa própria vida. Acho que esse é o grande segredo: a moda aparece dentro de uma experiência emocional. No fim, você não quer apenas o casaco que a personagem usou, você quer um pouquinho da confiança, da atitude e da vida que aquela personagem parecia ter usando aquele casaco. E aí a Hallyu ganhou o jogo.
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Helena Lopes leva romance de fantasia sobre bruxas, alquímicos e dragões à 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
A escritora roraimense Helena Lopes participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo com Ignis Lacrimosa (2026), romance de fantasia publicado pela Editora Rocco. A obra, que chegou ao topo da lista de mais vendidos da Amazon após seu lançamento independente, ganha agora uma edição revista e ampliada pela editora.
Durante a Bienal, a autora participa de sessões de autógrafos no estande da Rocco nos dias 4 de setembro, às 15h; 5 de setembro, às 17h; e 6 de setembro, às 11h. Helena também integra uma série de bate-papos ao longo do evento. No dia 4, participa de encontros às 11h, no estande da Amazon KDP, e às 19h, no espaço Escreva, Garota! – Areninha. Já no dia 6, a autora estará no estande da Estante Virtual, às 10h.
Em Ignis Lacrimosa, Helena Lopes constrói um universo marcado pelo conflito entre bruxos e alquímicos, cuja rivalidade secular contaminou rios e montanhas. A disputa muda de rumo quando necromantes surgem das profundezas e lançam uma maldição que afeta os dois povos. Por todo o continente, mulheres passam a dar à luz monstros, mergulhando a população em um cenário de medo e caos.
Em busca de uma cura, os reis rivais estabelecem uma aliança e decidem unir seus reinos por meio do casamento de seus filhos. A estratégia também prevê que os exércitos deixem de lutar entre si para enfrentar o inimigo em comum e tentar restabelecer a paz.
Foto: divulgação/Editora Rocco/Entretetizei
É nesse contexto que Zália, uma poderosa princesa bruxa, é prometida a Astero, comandante alquímico conhecido como assassino de bruxos. Enquanto a batalha contra os necromantes se intensifica e segredos do passado começam a vir à tona, Zália precisa decidir entre se entregar ao homem que deveria odiar ou destruir tudo em busca de vingança pelas perdas que sofreu.
A ideia para o livro surgiu durante uma viagem de trem para Londres. Ao observar a paisagem de inverno, Helena se viu refletindo sobre a própria trajetória e sobre a dualidade entre quem era e o lugar onde havia chegado. A experiência acabou servindo de ponto de partida para a construção da história.
A trajetória da protagonista também carrega elementos inspirados em experiências da autora. Na infância, Helena não tinha permissão para cortar o cabelo, algo que desejava fazer e realizou assim que pôde. Anos depois, a lembrança foi transformada em um dos elementos centrais da personagem.
“Quando criança, eu não podia cortar meu cabelo. Algo que sempre quis fazer e fiz na primeira oportunidade. Durante longos anos da minha vida, vi essa proibição como uma forma de repressão. No livro, eu transformo os cabelos longos em poder e conexão”, comenta Helena.
Na história, os cabelos de Zália representam justamente sua força e conexão com a magia. Quando a personagem aparece com os cabelos curtos e sem seus poderes, precisa reconstruir a própria identidade a partir do que perdeu.
Ignis Lacrimosa está em pré-venda pelo site da Editora Rocco e pela Amazon. Durante a Bienal do Livro de São Paulo, a obra também estará disponível para compra no estande da editora.
Sobre a autora
Foto: divulgação/Helena Lopes
Helena Lopes é uma escritora roraimense radicada na Inglaterra. Atualmente, vive no campo e dedica-se à escrita durante o tempo livre. Autora de romances e fantasias, possui obras que alcançaram o topo da lista de mais vendidos da Amazon e foram finalistas do prêmio Wattys.
Você já leu Ignis Lacrimosa? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram,FacebookeX – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
O cantor anunciou 10 shows para 2027; venda geral começa hoje
Em 2019, Ney Matogrosso começou a percorrer o Brasil com a longeva turnê Bloco na Rua, que carregava o nome de uma das suas mais famosas regravações, e que ficou marcada por um figurino emblemático: uma peça dourada que cobria o astro brasileiro da cabeça aos pés.
Para 2027, Ney anunciou uma nova sequência de shows em comemoração aos seus 85 anos de idade, completados em agosto de 2026, e mais de 50 anos de carreira. O evento celebra uma característica que acompanha Ney Matogrosso desde suas primeiras passagens pelos palcos: a Ousadia.
A turnê é realizada pela produtora 30e e apresentada pelo Itaú Live. Clientes do banco têm direito a condições especiais.
Foto: reprodução/David LaChapelle
A estreia do giro será no Nubank Parque, em São Paulo, no dia 30 de janeiro. Até o momento, cinco datas foram anunciadas e incluem uma apresentação no Estádio do Maracanã. Diferentemente da turnê anterior, Ney Matogrosso se apresentará com figurinos diferentes. O artista anunciou que, para cada noite, será recriado um de seus trajes mais emblemáticos.
A identidade visual da turnê conta com um ensaio produzido pelo fotógrafo David LaChapelle, conhecido por suas fotos provocativas e surrealistas. Entre as imagens divulgadas, uma mostra a versão atual de Ney Matogrosso, em meio a mata, segurando no colo a sua versão de Bandido, álbum de 1976.
Foto: reprodução/David LaChapelle
Após importantes homenagens, como o filme Homem com H, de Esmir Filho, e o samba-enredo Camaleônico, da Imperatriz Leopoldinense, o artista e a produção ressaltam que a turnê não será uma despedida, mas sim uma nova oportunidade de celebrar sua trajetória olhando para o futuro.
Confira as datas e locais anunciados:
São Paulo – 30 de janeiro de 2027 (Nubank Parque)
Curitiba – 3 de abril de 2027 (Arena da Baixada)
Recife – 17 de abril de 2027 (Classic Hall)
Belo Horizonte – 01 de maio de 2027 (Esplanada do Mineirão)
Rio de Janeiro – 18 de dezembro de 2027 (Maracanã)
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