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Os Garotin lançam segundo volume do EP de estreia, Os Garotin Session 2

O projeto do trio que conquistou o Grammy Latino vem acompanhado de Live Session da faixa-título Calor e Arrepio

 

Na sua estreia, em 2023, o trio de São Gonçalo — formado por Anchietx, Cupertino e Leo Guima — apresentou ao mundo uma produção ao vivo que misturava samba, soul, funk, R&B e black music. Agora, dois anos depois de um debut histórico e um Grammy Latino, que consolidou o grupo como um dos nomes mais promissores da música brasileira, Os Garotin retornam com mais camadas e muito ritmo no Os Garotin Session 2, o segundo volume do EP de estreia.

Mantendo a originalidade que conquistou o público, Os Garotin Session 2 traz cinco faixas: duas composições assinadas pelo grupo e uma solo de cada integrante, com produção de Julio Raposo e Moodstock. Gravado em formato Live Session e acompanhado de um registro audiovisual, o projeto mantém a essência do ao vivo, mas agora com arranjos mais elaborados, incluindo uma variedade de metais.

“A gente sempre se sentiu muito em casa no palco. Então, pra gente é essencial transmitir essa energia nos álbuns e EP’s”, explica o trio. Essa energia transborda nas faixas que transitam entre romance, sensualidade, vulnerabilidade e bom humor, um reflexo das personalidades dos integrantes. Entre as novidades, o Session 2 apresenta também as canções Simples Assim, Maldade, Coração de Lata e finaliza com Força Bruta.

Coroando uma trajetória em ascensão, este será o primeiro lançamento do trio após o álbum de estúdio, Os Garotin de São Gonçalo (2024), que garantiu as indicações a Melhor Álbum de Engenharia de Gravação e Artista Revelação, e conquistou a primeira estatueta do principal prêmio da indústria musical, na categoria Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa. Os Garotin Session 2 abre uma turnê nacional que passará pelos principais festivais do calendário cultural nacional, como The Town e o AFROPUNK Brasil.

Assista o Live Session de Os Garotin Session 2:

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cultura Cultura pop Entretenimento Eventos Notícias Teatro

Companhia Ensaio Aberto apresenta Palavras, na Sala Sérgio Britto, no Armazém da Utopia

Espetáculo com atriz Tuca Moraes, baseado na obra de Clarice Lispector, será apresentado nos dias 4, 11, 18 e 25 de setembro, às 19h

“Toda verdadeira arte é experimentação, e, lamento contrariar muitos, toda verdadeira vida é experimentação, ninguém escapa.”  Clarice Lispector, escritora

Uma nova experimentação, a literatura como ponto de partida para a pesquisa do teatro narrativo e do teatro épico. É o que a Companhia Ensaio Aberto apresenta com Palavras, encenada por Tuca Moraes, a partir de 28 de agosto, na Sala Sérgio Brito, no Armazém da Utopia. As sessões acontecem às quintas, às 19h, até 25 de setembro.

Tuca Moraes se deixa conduzir pelo pulsar de palavras, frases, memórias, sentimentos e pensamentos, acumulados uns sobre os outros, como em um espiral. Linguagem e sentidos vão se fazendo ali à vista dos espectadores. A atriz se deixa conduzir pelo encontro com o público, tornando o espetáculo um experimento único. O diretor faz intervenções de som e luz que provocam a atriz.

Foto: Thiago Gouvea

O espaço cênico criado por J.C. Serroni é composto por vários tipos de poltronas, que são harmonizadas a partir da luz de Cesar de Ramires. O figurino de Beth Filipecki e Renaldo Machado completa a ambientação de Palavras, que tem capacidade para apenas 60 pessoas por sessão.

“É um enorme desafio se jogar no abismo de Clarice, no abismo do mundo sem nenhuma linha de vida pra te salvar. O experimento é uma enorme desconstrução e uma aposta no encontro com cada espectador. É também levar ao extremo a relação de confiança atriz/diretor. Eu me jogo. Se estiver me afundando, sei que o Luiz Fernando Lobo vai intervir. É um jogo de risco. Um jogo de verdade”, afirma Tuca.

Uma experiência delicada, fugaz, extrema, enigmática.

FICHA TÉCNICA

Em cena e dramaturgia: Tuca Moraes, a partir da obra de Clarice Lispector.

Direção, operação de luz, trilha: Luiz Fernando Lobo.

Direção de produção: Tuca Moraes.

Produção: Aninha Barros.

Espaço cênico: J.C.Serroni.

Iluminação: Cesar de Ramires.

Figurino: Beth Filipecki e Renaldo Machado.

Assistente de direção: Octavio Vargas.

Desenho de som: Branco.

Técnico de som: Daniel Ventuani.

Produção de arte/cadeiras: Patrícia Barbeitas.

Realização: Companhia Ensaio Aberto

 

► Serviço

Palavras

Quintas — 28 de agosto e  4, 11, 18 e 25 de setembro, às 19h.

Ingressos: R$60 (inteira) / R$30 (meia).

Abertura da casa: 1h antes do início do espetáculo.

Classificação indicativa: livre.

Capacidade: 60 lugares.

Duração: 60 minutos.

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Cinema Cultura pop Livros Notícias

O Morro dos Ventos Uivantes: confira as primeiras imagens da nova adaptação do clássico literário

A nova versão cinematográfica do romance de 1847 chega aos cinemas em fevereiro de 2026

 

Sob a direção de Emerald Fennell, a nova adaptação de O Morro dos Ventos Uivantes traz Margot Robbie e Jacob Elordi interpretando os personagens criados por Emily Brontë, no romance de 1847. Com estreia marcada para 2026, a produção promete dar vida ao clássico literário com uma abordagem contemporânea e visceral — embalada pela trilha sonora de Charli XCX.

As primeiras imagens oficiais foram divulgadas junto ao tão aguardado trailer.  Nesta prévia, o público é convidado a mergulhar em uma releitura ousada e subversiva da diretora, com produção de Margot Robbie e um olhar moderno sobre a obra.

O filme revive o romance obsessivo e arrebatador que marcou gerações, destacando uma paixão provocante, inebriante e profundamente romântica entre Catherine e Heathcliff. A atmosfera intensa é potencializada por uma trilha sonora hipnotizante, que envolve cenas impactantes, revelando de forma crua e visceral os contornos da complexa relação entre os protagonistas. .

Produzido pela Warner Bros. Pictures e roteirizado pela própria Fennell, O Morro dos Ventos Uivantes também conta com Hong Chau — indicada ao Oscar —, Shazad Latif, Alison Oliver, o vencedor do BAFTA Martin Clunes e Ewan Mitchell no elenco. O longa chega aos cinemas brasileiros em 13 de fevereiro de 2026.

O Morro dos Ventos Uivantes
Imagem: Divulgação/Warner Bros. Pictures

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Música Notícias

The Weeknd anuncia shows no Brasil em 2026 com Anitta como convidada especial

Turnê “After Hours Til Dawn” terá produção épica e participações de Anitta e Playboi Carti

 

O astro global The Weeknd, dono de hits recordistas como Blinding Lights e Save Your Tears, anunciou a extensão de sua turnê After Hours Til Dawn para 2026 com datas confirmadas no México, Brasil, alguns países da Europa e Reino Unido. No Brasil, o cantor se apresenta no Estádio Nilton Santos (RJ) no dia 26 de abril e no Estádio Morumbis (SP) nos dias 30 de abril e 1º de maio.

A extensão da turnê, lançada originalmente em 2022 e consolidada como a maior turnê de R&B da história, quebrando recordes e esgotando ingressos, dessa vez contará com a brasileira Anitta que participará de todas as apresentações na América Latina, enquanto o rapper Playboi Carti será presença em todos os shows na Europa e no Reino Unido.

Celebrando a aclamada trilogia de álbuns de The Weeknd com After Hours (2020), Dawn FM (2022) e Hurry Up Tomorrow (2025), os shows apresentarão sucessos de seu catálogo no topo das paradas. Ouça Hurry Up Tomorrow aqui:

Produzida pela Live Nation e patrocinada pela Nespresso, a turnê promove também uma parceria solidária com a Global Citizen e o Programa Mundial de Alimentos da ONU (PMA). O equivalente a US$1 de cada ingresso vendido será destinado a iniciativas de combate à fome e apoio à educação.

Cartaz turnê
Divulgação: ticketmaster.com.br

A Pré-venda exclusiva do artista terá início a partir de 08 de setembro (segunda-feira), às 10h, no site theweeknd.com/tour e a venda geral para o público no dia 10 de setembro às 12h.

 

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Texto revisado por Larissa Couto

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Cinema Notícias

Ataque ao Metrô: Novo suspense nacional reúne grandes nomes da TV com estreia exclusiva nos cinemas

Longa traz Mel Maia, Sérgio Malheiros, Mateus Solano, Leticia Spiller e Marcelo Serrado no elenco principal

Tiveram início as filmagens de Ataque ao Metrô, novo suspense nacional produzido pela INTRO Pictures, em coprodução e distribuição da The Walt Disney Company. Dirigido por Mauricio Eça (Maníaco do Parque-2024; A Menina que Matou Meus Pais-2021), o longa promete prender a atenção do público com uma trama intensa e atual, e conta com um elenco de peso, incluindo Mel Maia, Sérgio Malheiros, Mateus Solano, Leticia Spiller e Marcelo Serrado.

O filme acompanha a inauguração de uma nova linha de metrô que é abruptamente interrompida quando um trem é sequestrado por Diana (Mel Maia), uma jovem em busca de justiça por uma tragédia esquecida. Ela conta com a ajuda de Santiago (Sérgio Malheiros) em sua missão. Enquanto a cidade entra em colapso, a delegada Helena (Leticia Spiller) conduz as negociações com os sequestradores, ao passo que o jornalista Julio Barreto (Mateus Solano) busca desvendar as verdadeiras motivações por trás do ataque, o que transforma o caso em uma disputa entre verdade e caos.

Elenco de Ataque ao Metrô
Divulgação: Pedro Macedo / Yuzú Filmes

O elenco também conta com Rocco Pitanga, Talita Younan, Marina Moschen, Xando Graça e Leo Senna. O roteiro é livremente inspirado no livro Linha 4 Amarela, de Felipe S. Mendes. Tanto o filme quanto a obra literária não são baseados em fatos reais.

Ataque ao Metrô terá lançamento exclusivo nos cinemas, com a data oficial de estreia a ser anunciada em breve.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Cultura Notícias Séries

Tomb Raider: Sophie Turner será Lara Croft

Depois de fazer sucesso em Game of Thrones, atriz dará vida para personagem icônica dos videogames

Nesta quarta-feira (03/09), o Prime Video anunciou que Sophie Turner dará vida a Lara Croft na nova série original da Amazon, baseada no enredo do famoso jogo de videogame, Tomb Raider. Jonathan Van Tulleken também foi confirmado como diretor e produtor executivo, enquanto Chad Hodge se junta como co-showrunner e produtor executivo.

A atriz britânica, que ficou mundialmente famosa por sua atuação como Sansa Stark em Game of Thrones, afirmou estar entusiasmada com o novo papel: “Estou extremamente emocionada por interpretar Lara Croft. Ela é uma personagem tão icônica, que significa muito para tantas pessoas e estou dando tudo de mim. É um grande desafio seguir os passos de Angelina e Alicia com suas atuações poderosas.”

A produção, criada pela vencedora do Emmy, Phoebe Waller-Bridge (Fleabag e Killing Eve), é baseada na franquia de videogames mundialmente famosa e será iniciada em janeiro de 2026. Waller-Bridge atuará como criadora, roteirista, produtora executiva e co-showrunner da série que acompanha as aventuras da arqueóloga e aventureira Lara Croft. 

Sobre a confirmação de Turner na produção, Phoebe afirmou: “Estou muito animada em anunciar Sophie Turner como nossa Lara, ao lado desta equipe criativa fenomenal. Não é sempre que se tem a oportunidade de fazer uma série dessa magnitude com uma personagem que você cresceu amando. Todos os envolvidos são extremamente apaixonados por Lara e são tão extravagantes, corajosos e hilários quanto ela. Preparem seus artefatos… Croft está chegando…

Foto: reprodução/Uol Splash

A série é produzida pela Story Kitchen, Crystal Dynamics e Amazon MGM Studios. Os produtores executivos incluem Crystal Dynamics, Phoebe Waller-Bridge e Jenny Robins pela Wells Street Productions, Dmitri M. Johnson, Mike Goldberg e Timothy I. Stevenson pela Story Kitchen, Michael Scheel e Legendary Television.

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Leia também: Confira as produções que chegam ao streaming em setembro

 

Texto revisado por Simone Tesser 

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Entretenimento Eventos Livros

Lázaro Ramos lança A Rainha da rua Paissandu em homenagem a Ruth de Souza

Evento na Academia Brasileira de Letras celebra o legado da atriz pioneira

Durante o Quinta é Cultura na Academia Brasileira de Letras, Lázaro Ramos lança seu novo livro A Rainha da rua Paissandu. O ator e escritor inicia sua participação com a leitura dramatizada de poemas de Oratório dos Inconfidentes, do acadêmico Domício Proença, e logo depois recebe o público para autografar seu livro sobre as memórias da atriz Ruth de Souza

A publicação celebra o legado dessa personalidade inesquecível da cultura brasileira, ressaltando o seu pioneirismo como artista negra. Nesse encontro de peças, lembranças e tributo, Lázaro Ramos compartilha as histórias que a própria Dona Ruth — como era carinhosamente chamada — dividiu com ele em uma série de conversas realizadas pouco antes de sua morte, aos 98 anos.

Foto: divulgação/Editora Intrínseca

Grande dama da dramaturgia nacional e verdadeira inspiração, Ruth de Souza foi uma precursora em muitos sentidos. Foi a primeira atriz negra a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro e a primeira brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema. Construiu, ao longo de décadas, uma carreira marcante, tornando-se também símbolo de representatividade negra no teatro, no cinema e na televisão. Esse legado é revisitado no livro de Lázaro Ramos, resultado de encontros com a atriz.

Para compreendê-la, é fundamental ter em mente que ela foi uma pioneira, o que significa ter ocupado uma posição sem muitas referências prévias. Ruth foi alguém que lutou pelo justo direito de pessoas negras terem seu espaço e de o povo poder ver a diversidade que o constitui representada nas artes”, afirma o ator e escritor.

Lázaro, que em sua trajetória como artista sempre se sentiu inspirado a continuar desbravando o caminho aberto por Ruth de Souza, faz jus a essa grande mulher ao traduzir literariamente e com muita sensibilidade as palavras dela. “Examinar a vida da Pérola Ruth de Souza é uma oportunidade de entender um tanto a respeito desse tempo. Não só de percebermos quais amarras ainda existem em nosso país — ausências, preconceitos, desigualdades —, mas também de enxergarmos vitórias, estratégias, descobertas artísticas, sonhos e, principalmente, pioneirismo”, reflete.

A Rainha da rua Paissandu reúne fotografias, ilustrações inéditas e uma extensa pesquisa para narrar a vida de Ruth de Souza. A escrita, com ritmo de conversa íntima entre grandes amigos, é acompanhada por textos de apoio que contextualizam e aprofundam as lembranças da atriz.

Decidi, aqui, adotar como caminho uma voz teatral, pois esse foi o alimento da nossa Ruth do começo ao fim. A cadência da voz, o modo como seu corpo se deslocava no espaço, sua maneira de olhar… Tudo nela fluía como uma obra de arte. E essa obra se desdobra no filme de uma vida que testemunhou de tudo”, conta Lázaro.

Mais que uma biografia, o livro é um tributo à luta dos artistas negros de ontem e de hoje por espaço e reconhecimento. Ao resgatar as memórias de Ruth de Souza, o livro também reúne depoimentos de atrizes como Dani Ornellas, Taís Araújo e Tatiana Tiburcio, representantes de gerações que seguem reconhecendo, em Ruth, um farol de inspiração.

A sessão de autógrafos de A Rainha da rua Paissandu acontece hoje, 4 de setembro, a partir das 17h30, na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro. A entrada é franca, mediante retirada de ingressos aqui.

Foto: divulgação/Editora Intrínseca
Sobre o autor

Lázaro Ramos é ator, apresentador, diretor e escritor. Iniciou a carreira em 1994, na Bahia, e desde então participou de mais de oitenta produções em teatro, cinema e televisão. Autor de obras como o best-seller Na Minha Pele, estreia agora na editora Intrínseca com A Rainha da rua Paissandu.

Foto: reprodução/Biografias Resumidas

Já conhecia a história de Ruth de Souza e o legado que inspirou Lázaro Ramos? Compartilhe suas impressões nas nossas redes — Instagram, Facebook e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @anadodll

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Cinema Notícias Resenhas

Crítica | A Vida de Chuck é um olhar solene sobre o universo em cada um de nós

Com muito charme, Mike Flanagan constrói um épico existencial sobre a vida humana e o direito de se deslumbrar com ela

Quando eu fui assistir A Vida de Chuck, a única informação que eu tinha sobre o filme era que o Tom Hiddleston estava no elenco e que a direção era assinada pelo Mark Flanagan, cujo trabalho eu costumo ver me escondendo da tela. Sem saber o que esperar, encontrei no cinema um filme suntuoso, com um roteiro criativo que celebra a vida em termos épicos, por menor que ela possa parecer.

Baseado em um conto de Stephen King, o longa faz um retrato da vida de um simples contador chamado Charles Krantz (Tom Hiddleston), ou Chuck, partindo de sua morte precoce aos 39 anos para então mergulhar nos principais momentos de sua grandiosa pequena  existência. Em três atos contados inversamente, A Vida de Chuck é um filme sobre a vida, mas que parte da morte.

Confira o trailer do filme abaixo:

Um dos maiores triunfos de A Vida de Chuck está no primeiro ato, que é construído como um drama apocalíptico cheio de mistérios que provocam o público sem subestimá-lo, algo raro, mas muito bem-vindo atualmente.

Nesse início, somos apresentados a um universo muito instigante, e as escolhas criativas – como o uso de um narrador (Nick Offerman), a trilha sonora dramática, a composição das cenas e a iminência do fim do mundo – deixam claro que vamos acompanhar uma história de proporções épicas. Por essas características, A Vida de Chuck é um filme que cresce quando assistido na sala de cinema, permitindo que a trilha sonora extraia o máximo do seu potencial e que o público se deslumbre com o design de produção e a fotografia.

Ainda que o roteiro perca essa provocação a partir do segundo ato, com a voz do narrador passando a conduzir mais a história e, consequentemente, reduzindo a abertura para interpretações, o filme tem tanto charme e um coração tão grande que isso não diminui sua força.

Foto: reprodução/Tribuna do Cinema

A despeito do olhar intimista que uma história biográfica poderia sugerir, em A Vida de Chuck existe um distanciamento entre o público e seu protagonista, que não é complexo, e o filme nem parece ter a pretensão de tematizar seus conflitos. Chuck enxerga o mundo sem malícia nenhuma, através do melhor que ele tem a oferecer, e é uma perspectiva trabalhada ao longo de todo o filme com tanta força que, mesmo clichê ou ingênua, consegue ser muito comovente.

Nesse sentido, os atores que interpretam Chuck na pré-adolescência e na vida adulta – Benjamin Pajak e Tom Hiddleston, respectivamente – merecem destaque pelo carisma e pela composição de um personagem muito cativante, ainda que seja mais objeto de admiração ou símbolo do que alguém propriamente delineado. Os números de dança protagonizados por eles são maravilhosos.

Foto: reprodução/Agora RS

Durante o filme, a seguinte estrofe do poema Canção de Mim Mesmo (51), do poeta estadunidense Walt Whitman é repetida várias vezes:

Eu me contradigo?
Muito bem, então eu me contradigo.
(Eu sou grande, eu contenho multidões.)

É verdade que o filme não propõe muitas contradições, nem em seu personagem título nem em seu enredo, mas o trecho funciona como um motif da narrativa. A Vida de Chuck contempla o mundo que existe dentro de cada um de nós, as multidões compostas por todas as pessoas que conhecemos e pelas nossas experiências.

Com muito charme, A Vida de Chuck, que chega aos cinemas hoje (4), transmite um sentimento de completude muito grande, de uma vida vivida de forma simples, mas que é grandiosa nessa simplicidade. Ainda que perca um pouco de fôlego após o primeiro ato, o filme nos faz perceber o quanto de vida cabe em apenas alguns segundos.

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Leia também: Precisamos falar sobre a solidão da mulher adulta – e como ela é retratada (ou ignorada) na cultura pop

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin 

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