A animação promete entretenimento para toda a família
Foram divulgados pelo Disney+ novo trailer e pôster oficial de Diário de um Banana: A Gota D’água, nova animação de comédia familiar do streaming. O filme, que adapta o terceiro livro da coleção best-seller de Jeff Kinney, estreia na plataforma dia 5 de dezembro.
No trailer, vemos o protagonista, Greg, em constante aflito com as expectativas de seu pai. Depois de uma série de divertidos e inusitados “quase desastres”, o pai do jovem lhe dá um ultimato: uma viagem a um acampamento na natureza que deve mudar os seus hábitos delinquentes.
Confira o trailer:
A animação, repleta de desventuras, é dirigida por Matt Danner, escrita e produzida pelo criador da série, Jeff Kinney. Na versão em inglês, o filme conta com as vozes de Aaron D. Harris (Matlock, 2024), como Greg Heffley; Chris Diamantopoulos (Silicon Valley, 2014), como o pai de Greg; Erica Cerra (The 100, 2014) como a mãe de Greg; Hunter Dillon (As Crônicas de Spiderwick, 2024) como o sarcástico irmão mais velho de Greg, Rodrick.
É fã da série e gostou da novidade? Conte pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para mais notícias sobre o mundo do entretenimento e da cultura.
Baseado no livro de Andy Weir, novo filme já tem estreia confirmada para março de 2026
Foi divulgado nesta semana o trailer do novo longa de ficção científica Devoradores de Estrelas.
Na trama, Ryland Grace (Ryan Gosling) é um professor de ciências que acorda em uma espaçonave a anos-luz da sua casa. O personagem não tem nenhuma lembrança do que aconteceu ou como ele foi parar lá.
Sua memória volta aos poucos e ele descobre que foi convocado para o Projeto Fim do Mundo, e tem uma missão: resolver o enigma de uma substância que está fazendo o Sol morrer.
cFoto: divulgação/Sony PicturesRyland vai precisar usar todo seu conhecimento científico e pensar em alternativas para que o planeta não acabe. Ao longo da trama, uma amizade inesperada faz com que ele não encare o problema sozinho.
Confira o trailer:
O filme é baseado no livro de Andy Weir. A obra tem roteiro de Drew Goddard, produção de Amy Pascal, Ryan Gosling, Phil Lord, Christopher Miller, Aditya Sood, Rachel O’Connor e Andy Weir.
Devoradores de Estrelas lança nos cinemas brasileiros em março de 2026.
Quem também é fã de filmes de ficção científica? Conta pra gente aqui no Entretê, e nos acompanhe também nas redes sociais – Instagram, Facebook e X – para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.
Para quem prefere o silêncio ao caos, aqui estão histórias onde introvertidos brilham, se apaixonam e vivem grandes momentos
Se você se identifica como introvertido, já sabe que às vezes é difícil expressar sentimentos, lidar com situações sociais ou simplesmente existir em um mundo barulhento. Mas isso nunca impediu ninguém de viver um romance, recomeçar a vida ou até criar uma inteligência artificial holográfica. Nos K-dramas, personagens reservados têm jornadas únicas, emocionantes e extremamente relacionáveis. Estes cinco títulos são especialmente perfeitos para quem vive muito dentro da própria cabeça:
Porque Esta é a Minha Primeira Vida
Estar nos seus 30 anos pode ser um trabalho complicado. As pessoas geralmente esperam que você tenha uma casa, um emprego estável, esteja em um relacionamento e no caminho para construir uma família. Mas e se você for um adulto introvertido que ainda está nos estágios desconfortáveis de descobrir tudo isso? Porque Esta é a Minha Primeira Vida acompanha dois adultos de trinta e poucos anos que se sentem presos e encontram uma solução pouco convencional para seus problemas.
O introvertido adorável desse drama é Nam Sae Hee (Lee Min Ki), um trabalhador de TI obcecado por produtividade, reservado e emocionalmente neutro. Ele tem toda a vida planejada com três metas simples: cuidar de si mesmo, cuidar de sua gata e ter uma casa onde possa envelhecer. Para conseguir chegar em casa a tempo de alimentar a gata, ele até tem um acordo de trabalho que estipula que só precisa participar de um encontro social após o expediente por vez. A questão é que ser solteiro e financeiramente estável não é fácil, especialmente quando você tem empréstimos e uma casa para pagar.
Foto: reprodução/soompi
Isso leva Sae Hee a alugar um quarto em seu apartamento para alguém que ele pensa ser um homem. Mas esse homem é, na verdade, Yoon Ji Ho (Jung So Min), uma escritora subestimada que também está lutando na vida.
Apesar da confusão inicial, Sae Hee e Ji Ho concordam que devem tentar fazer a convivência funcionar, já que não têm outras opções. Então decidem fazer o que dois estranhos recém-conhecidos fariam: se casar. Não por amor, ou pelo menos é o que dizem, mas por estabilidade financeira e um lar.
Por que vale a pena assistir:
É a comédia romântica perfeita para adultos introvertidos. Engraçada, sensível e incrivelmente relacionável, especialmente para quem ainda está tentando encontrar seu próprio caminho.
As Células da Yumi
As Células da Yumi conta a história doce, mas cheia de altos e baixos, entre dois introvertidos que nunca tiveram muita sorte no amor. Mas não é uma comédia romântica comum.
O diferencial é perfeito para introvertidos: enquanto os protagonistas têm dificuldade de expressar seus sentimentos no mundo real, o espectador tem acesso direto às emoções internas dos dois por meio de suas células, pequenos avatares animados que representam pensamentos, medos e devaneios, revelando o que realmente acontece nos momentos silenciosos.
Depois de várias tentativas fracassadas no amor, a quieta funcionária Kim Yumi (Kim Go Eun) se fecha emocionalmente e sua célula do amor entra em coma. Ela está pronta para desistir de relacionamentos, mas nem tudo está perdido.
Foto: reprodução/soompi
Quando Yumi é convidada para um encontro às cegas por amigos e colegas, ela conhece Goo Woong (Ahn Bo Hyun), um novato em relacionamentos que é igualmente desajeitado. Ele tenta entender o clima, quase nunca consegue, acha suas próprias piadas engraçadas e pensa demais quase tanto quanto Yumi.
Embora Yumi não se impressione com Woong no início, ela percebe que os dois têm muito mais em comum do que imaginava. Um bom cara é difícil de encontrar, e Yumi decide dar mais uma chance ao amor.
As células de Yumi mostram sua jornada emocional enquanto ela enfrenta o trabalho, a possibilidade de um novo amor e as dores de seus fracassos passados.
Por que vale a pena assistir:
É perfeito para introvertidos que pensam demais. A vida interna de Yumi é mais barulhenta que a externa, e suas células personificadas dão uma perspectiva única sobre seu funcionamento emocional. É basicamente um Divertida Mente coreano em forma de drama.
Holo, Meu Amor
Holo, Meu Amor gira em torno de Go Nan Do (Yoon Hyun Min), um desenvolvedor brilhante, recluso e totalmente dedicado ao programa de IA que criou, chamado Holo, um companheiro holográfico avançado acessado por meio de óculos especiais. Embora Nan Do seja a mente por trás de tudo e Holo seja quase uma cópia dele, ninguém sabe disso.
Por causa de seu passado, Nan Do evita qualquer exposição e é extremamente reservado. Ele prefere ficar trancado em seu quarto resolvendo problemas de software a aparecer em público, tanto que contrata sua confidente para ser o rosto da empresa.
Foto: reprodução/netflix
Os óculos de Holo acabam acidentalmente nas mãos de Han Seo Yeon (Go Sung Hee), mas talvez seja o acidente perfeito. Embora trabalhe em uma empresa de óculos, Seo Yeon tem cegueira facial, o que faz com que ela seja excluída pelos colegas e tenha dificuldade de se comunicar.
Por causa da solidão e da condição única de Seo Yeon, Holo se torna o companheiro ideal, ajudando-a no trabalho e na vida cotidiana. O que ela não sabe é que Holo foi modelado a partir de Nan Do. Mas Holo é caloroso, gentil e fácil de conversar, diferente do criador, que é pessimista e cínico.
O verdadeiro problema começa quando Holo começa a demonstrar sentimentos inesperados após passar tempo com Seo Yeon. Nan Do é então forçado a sair de seu isolamento para entender o que está acontecendo com o programa.
Por que vale a pena assistir:
É uma abordagem criativa sobre amor e autoconhecimento por meio da tecnologia. O drama apresenta um dos triângulos amorosos mais originais dos K-dramas: uma mulher, um homem e sua própria criação holográfica.
Semantic Error
Em Semantic Error, dois universitários, um introvertido e um extrovertido, acabam invadindo a vida um do outro, levando a algo que nenhum deles esperava.
Chu Sang Woo (Jae Chan) é o introvertido: um aluno analítico de Ciência da Computação que prefere ficar sozinho, evita conversa fiada e foca totalmente nos estudos.
Ele pensa em dados e estatísticas, toma decisões com base em lógica e não em emoções. Quando interações sociais ficam pesadas, ele foge até encontrar uma resposta lógica. E ele realmente ama suas rotinas. Mas sua bolha introvertida estoura quando ele se torna o alvo de Jang Jae Young (Park Seo Ham).
Depois que Sang Woo expõe publicamente os membros do grupo que não apareceram para o trabalho da faculdade, ele descobre da pior forma que um desses alunos é Jae Young, um artista digital talentoso, popular, extrovertido e extremamente confiante.
Com sua graduação ameaçada por causa de Sang Woo, Jae Young decide se vingar, jogando a vida pacífica do introvertido no caos. Mas talvez o resultado disso tudo não seja tão ruim.
Por que vale a pena assistir:
As investidas de Jae Young são divertidas e um pesadelo literal para qualquer introvertido tentando viver em paz. É um embate entre lógica e emoção, e os dois lados são fortes. Com episódios curtos e apenas oito no total, é extremamente fácil de maratonar.
Summer Strike
Em Summer Strike, um romance suave se desenvolve entre dois introvertidos em uma pequena cidade litorânea.A história começa com Lee Yeo Reum (Seolhyun), que, após um problema no trabalho e várias frustrações, decide largar tudo e se mudar para uma cidade litorânea para recomeçar.
Como uma forma de protesto contra sua vida antiga e infeliz, ela está decidida a criar um novo lar e encontrar uma comunidade. Ela não tem dinheiro, amigos ou um teto, mas tudo tem seu tempo.
Foto: reprodução/soompi
Uma de suas primeiras ações ao chegar na cidade é fazer uma carteirinha da biblioteca. Lá, ela tem seu primeiro de muitos encontros desajeitados com o bibliotecário e introvertido hardcore An Dae Beom (Yim Si Wan).
À medida que continuam a se esbarrar em situações engraçadas, os dois começam a sair de suas bolhas e a se conhecer. Ao mesmo tempo, Yeo Reum tenta se adaptar enquanto encontra moradores excêntricos, mistérios e mudanças inesperadas, tudo parte de sua jornada de autodescoberta e talvez de um novo romance.
Por que vale a pena assistir:
É um drama acolhedor, leve e confortável, mesmo com um toque de mistério na cidade. Se você procura algo doce e refrescante, essa é a escolha certa. Provavelmente você vai sorrir e dizer “own” várias vezes por episódio.
Você já assistiu algum k-drama dessa lista? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook,Instagram eX – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.
Idealizada pelo jornalista Miguel Arcanjo Prado, premiação aconteceu no Teatro Sérgio Cardoso e entregou mais de 20 prêmios
A sétima edição do Prêmio Arcanjo realizou uma inesquecível festa da cultura nesta segunda (17). Nany People foi a grande homenageada do ano, celebrando seus 60 anos de vida, 50 anos de carreira, 40 anos de chegada a São Paulo e 30 anos de televisão com um discurso emocionante, mas o evento também prestigiou novas vozes do teatro e da cultura nacional.
Com idealização e direção geral do jornalista Miguel Arcanjo Prado, a cerimônia celebrou os melhores do ano na cultura com vencedores em sete diferentes categorias, além de homenageados especiais escolhidos pelo júri formado por Adriana de Barros, Bob Sousa, Hubert Alquéres, Miguel Arcanjo Prado e Zirlene Lemos.
Foto: divulgação/Prêmio Arcanjo/Annelize Tozetto
“Que noite linda estou vivendo aqui hoje. Muito obrigada de coração a todas as pessoas que fizeram esse sonho acontecer desde quando eu olhava o céu azul de Minas Gerais e pensava assim: ‘Eu quero fugir com o circo,’” disse Nany People, emocionada.
“Agradeço às pessoas que me deram chances na vida para eu chegar aqui hoje. O Miguel Arcanjo, em 2007, me deu uma matéria na revista Contigo intitulada Muito além de uma drag queen, e falou bem da minha peça Como Salvar Um Casamento, escrita pelo Bruno Motta. Foi a primeira vez que uma drag teve uma mídia tão expressiva e foi lendo essa matéria que o Jô Soares me convidou para seu programa. Aí a minha vida no teatro mudou e viajei o Brasil inteiro. E tudo isso a partir da matéria e da crítica linda que o Arcanjo fez”.
Foram 25 troféus entregues na noite, além de cinco performances musicais de tirar o fôlego, com Aretha Marcos, Alexia Twister, Thais Piza, Julia Sanchez e Abrahão Costa. Entre os vencedores estão o ator Gregório Duvivier, a cantora Luedji Luna, que acabou de trazer para o Brasil um Grammy Latino, a série Tremembé e os programas Arena dos Saberes e Mulheres.
Foto: divulgação/Prêmio Arcanjo/Annelize Tozetto
Durante a premiação, a vereadora Edir Sales (PSD) também anunciou que fez um projeto de lei para colocar o Prêmio Arcanjo no Calendário Oficial da Cidade de São Paulo – o incentivo e fomento à cultura foi, inclusive, tema da maioria dos discursos da noite, que reforçaram a importância de valorizar a produção artística nacional.
“Foi uma cerimônia repleta de emoção e com a presença em peso de quem faz a cultura acontecer. O Prêmio Arcanjo surgiu em 2019 para valorizar a diversidade dos artistas brasileiros. Foi uma festa incrível, que demonstrou que o Prêmio Arcanjo está consolidado. Isso é fruto de como o Prêmio Arcanjo é abraçado por todos os trabalhadores da cultura”, comemora Miguel Arcanjo Prado.
Confira a lista completa de vencedores:
Grande Homenageada do Ano
Nany People
Foto: divulgação/Prêmio Arcanjo/Annelize Tozetto
Artes Visuais
Andy Warhol: Pop Art! – Faap
Gordon Parks – A América Sou Eu – Instituto Moreira Salles
HIP-HOP 80’sp – São Paulo na Onda do Break – Sesc 24 de Maio
Mundo Zira – CCBB
Ocupação Leda Maria Martins – Itaú Cultural (VENCEDOR)
Cinema
Homem com H, de Esmir Filho
Malês, de Antonio Pitanga
O Último Azul, de Gabriel Mascaro
Ritas, de Oswaldo Santana e Karen Harley (VENCEDOR)
Vitória, de Andrucha Waddington e Breno Silveira
Dança
Balé da Cidade de São Paulo – Réquiem SP
Bienal Sesc de Dança 2025
Cia Sansacroma – Carvão
Grupo Corpo, 50 anos – Piracema (VENCEDOR)
São Paulo Companhia de Dança – Alvorada, Rostos à Deriva e Löyly
Música
FBC – Assaltos e Batidas
Gaby Amarantos, Rock Doido
Luedji Luna – Um Mar Para Cara Um e Antes Que a Terra Acabe (VENCEDOR)
Arena dos Saberes com Gabriel Chalita – TV Cultura (VENCEDOR)
Beleza Fatal – HBO
Caramelo – Netflix
Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente – HBO
Terceira Metade – Globoplay
Teatro: Comédia
Agora É Que São Elas
Dona Lola
Drácula – Um Terror de Comédia
Mulheres em Chamas
O Céu da Língua (VENCEDOR)
Foto: divulgação/Prêmio Arcanjo/Annelize Tozetto
Teatro: Contemporâneo
12º Round – A História de Emile Griffith
ORioLEAR
Padre Pinto: A Narrativa (Re)Inventada
Pai Contra Mãe ou Você Está me Ouvindo? (VENCEDOR)
Um Pequeno Incidente
Teatro: Drama
A Médica
Dois Papas (VENCEDOR)
Entre Irmãos
O Mercador de Veneza
Veneno
Teatro: Solo
Eu, Estatística, com Maciel Silva
Elisa em Fuga, com Thaina Muniz
Lady Tempestade, com Andrea Beltrão
Meu Remédio, com Mouhamed Harfouch (VENCEDOR)
PAI, com Guilherme Logullo
Teatro: Musical Brasileiro
Chatô E Os Diários Associados – 100 Anos de Paixão
Djavan, O Musical – Vidas Pra Contar (VENCEDOR)
O Palhaço Tá Sem Graça
Marku Musical
Tim Maia Vale Tudo – O Musical
Teatro: Musical Internacional
Chorus Line
Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho (VENCEDOR)
Hair
Meninas Malvadas – O Musical
Uma Babá Quase Perfeita
Foto: divulgação/Prêmio Arcanjo/Annelize Tozetto
Prêmios Especiais
Alexandre Brazil – Escritório das Artes
APAA e Teatro Sérgio Cardoso Luís Sobral
Bárbara Bruno e Vanessa Goulartt – Família Bruno Goulart
Célia Forte e Selma Morente – Morente Forte 40 anos
Eduardo Martini – Teatro União Cultural
Fundação Itaú – Eduardo Saron
Ilvio Amaral e Maurício Canguçu – Cangaral Produções
Marilia Marton
Mulheres – 45 anos – Gazeta
Othon Bastos – Não Me Entrego, Não
Raquel Hallak – Universo Produção 30 anos
Renata Borges – Touché Entretenimento
Tremembé – Prime Video
Foto: divulgação/Prêmio Arcanjo/Annelize Tozetto
O que você achou dos vencedores da noite? Comente e nos siga nas redes sociais do Entretetizei – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento!
No primeiro volume do mangá, Suu Morishita constrói uma história sobre empatia, descoberta e os mil jeitos de se dizer “eu te amo” sem usar palavras
Há histórias que falam de amor e há aquelas que traduzem o amor. O mangá Um Sinal de Afeto pertence à segunda categoria. Neste primeiro volume, Suu Morishita nos convida a mergulhar no universo silencioso, mas profundamente expressivo, de Yuki, uma jovem com deficiência auditiva que descobre, em cada novo gesto, uma forma de se conectar com o mundo e com o sentimento mais universal de todos: o amor.
Foto: reprodução/Instagram @teka.reads
Yubisaki to Renren é um mangá escrito e ilustrado pela dupla Suu Morishita – pseudônimo que reúne Makiro (roteiro e storyboard) e Nachiyan (desenhos). A obra é publicada desde julho de 2019 na revista Dessert da Kodansha e rapidamente se tornou um fenômeno: durante muito tempo foi o mangá mais vendido da revista, sendo superado apenas por Uruwashi no Yoi no Tsuki, de Mika Yamamori.
Foto: reprodução/Editora NewPOP
Ainda assim, segue como um dos pilares do gênero, com 11 volumes e mais de 5 milhões de cópias em circulação. Além do sucesso comercial, o título foi vencedor do grande prêmio da 11ª edição do An An Manga Awards, 9º colocado no ranking feminino do Kono Manga ga Sugoi! em 2021, e concorreu a diversas outras premiações.
Um encontro que muda tudo
Yuki Itose é uma universitária surda que vive uma rotina tranquila, até o dia em que conhece Itsuomi Nagi, seu veterano, que a ajuda em uma situação corriqueira no trem. Diferente de muitos, ele não a trata com constrangimento ou piedade, mas com naturalidade e curiosidade genuína.
Foto: divulgação/Café Mais Geek/Entretetizei
A partir desse encontro, Yuki começa a sentir o coração se abrir para novas possibilidades e a perceber que o mundo pode ser muito maior do que aquele que ela conhecia.
Um romance que cresce em silêncio
A relação entre Yuki e Itsuomi se desenvolve de maneira surpreendentemente rápida se comparada a outros shoujos, porém isso não a torna superficial, pelo contrário, é justamente essa naturalidade que dá força à narrativa. Desde o primeiro encontro, há entre eles um tipo de curiosidade mútua: Itsuomi se interessa genuinamente por Yuki, não por sua deficiência auditiva, mas pela forma única com que ela percebe o mundo; enquanto Yuki se encanta pelo modo como ele transita entre culturas, idiomas e experiências com uma leveza que contrasta com o seu cotidiano silencioso.
Foto: reprodução/Editora NewPOP
O romance nasce do gesto e da observação. Não há grandes declarações ou reviravoltas dramáticas, o que Suu Morishita oferece é a construção paciente de uma intimidade. Cada troca de olhar e tentativa de comunicação, carregam o peso e a ternura de quem está aprendendo a se expressar e a ouvir de novo, ainda que de outro modo.
Foto: reprodução/Crunchyroll
O mais encantador é a forma como o mangá materializa o sentimento. À medida que Yuki compreende melhor as suas emoções e se permite vivê-las, os quadros se tornam mais abertos, claros e arejados, como se o próprio espaço da página respirasse junto com ela. Essa expansão visual é uma metáfora para o modo como o amor, aqui, não aprisiona, mas liberta. Itsuomi, com seu olhar atento e tranquilo, não invade o mundo de Yuki: ele apenas o ilumina, permitindo que ela o redescubra com novas cores.
Outro aspecto notável é o equilíbrio entre os dois protagonistas. Mesmo que Itsuomi pareça o catalisador da transformação, é Yuki quem conduz o leitor por essa jornada de descoberta, afinal é através de suas percepções, dúvidas e silêncios que o amor ganha sentido. E é justamente por isso que o romance soa tão sincero: não é sobre o salvador que chega para completar alguém, mas sobre duas pessoas que, por meio do afeto, aprendem a compreender os diferentes modos de existir e de se comunicar.
No fim, Um Sinal de Afeto mostra que o amor não precisa ser barulhento para ser intenso. Às vezes, ele floresce no espaço entre as palavras e é nesse intervalo que o mangá encontra sua beleza mais pura.
A representação da deficiência auditiva
Yuki é uma protagonista doce, introspectiva e poeticamente sensível. Ela faz faculdade e, à sua maneira, busca expandir o próprio mundo, aprendendo e se comunicando com quem a cerca. Sua forma de pensar e se expressar é sempre delicada, como se procurasse ver beleza até nas pequenas coisas.
Foto: reprodução/Crunchyroll
A representação da surdez aqui é feita com enorme respeito: Yuki não é reduzida à deficiência, mas mostrada como uma jovem cheia de sonhos, desejos e curiosidade. Essa abordagem confere à obra uma dimensão importante de representatividade, especialmente para leitores surdos, que encontram uma personagem complexa, independente e inspiradora.
Entre laços e gestos: personagens secundários e suas conexões
Além do casal central, o primeiro volume introduz um elenco cativante que torna o mundo de Yuki ainda mais vivo e o entorno de Itsuomi cheio de novos contatos e experiências.
Foto: reprodução/Editora NewPOP
Rin Fujishiro, a melhor amiga de Yuki e digitadora de aulas da mesma, é uma jovem extrovertida e carismática que oferece o contraponto perfeito à natureza reservada de Yuki. Rin, assim como Itsuomi, faz parte do Clube de Intercâmbio Cultural, um projeto universitário que se propõe a expandir as fronteiras dos alunos, além de estabelecer pontes para conhecer outros idiomas.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Outro personagem é Kyouya Nagi, que é primo paterno de Itsuomi, proprietário do Rockin’ Robin bar – estabelecimento onde ambos trabalham – e o interesse romântico de Rin. Sua presença adiciona novas dinâmicas ao grupo e traz uma perspectiva leve, mas madura, sobre os acontecimentos.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Temos ainda Oushi Ashioki, amigo de infância de Yuki, que nutre sentimentos não resolvidos por ela, o que traz um toque sutil de tensão emocional à narrativa. O personagem é o único do núcleo principal que sabe, de fato, a língua de sinais japonesa, podendo estabelecer uma comunicação efetiva com Yuki, sem o uso de recursos tecnológicos como o celular, por exemplo.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Há também Emma Nakazono, amiga de escola de Itsuomi, que contribui com nuances e olhares sobre o protagonista, além de nutrir um sentimento romântico unilateral pelo mesmo. Por fim, há Shin Iryuu, cabeleireiro e melhor amigo de Itsuomi, cuja leveza e bom humor escondem, talvez, sentimentos mais profundos do que aparenta.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Essa pluralidade de personagens enriquece o enredo, tornando cada interação significativa e contribuindo para a atmosfera de doçura e amadurecimento emocional que permeia toda a obra, além de proporcionarem momentos engraçados.
A edição da NewPOP: um cuidado que se sente
A edição brasileira, lançada pela Editora NewPOP, é um exemplo de como um bom trabalho editorial pode ampliar a experiência de leitura. O acabamento é de excelente qualidade, e o volume traz notas e textos da própria autora explicando aspectos da língua de sinais japonesa.
Além disso, a editora manteve um detalhe gráfico importante: as falas dirigidas a Yuki aparecem em balões cinzentos, e quando ela não compreende o que está sendo dito, algumas letras aparecem invertidas. Essa escolha – explicada no início do volume – permite que o leitor vivencie parte da percepção da protagonista, reforçando a imersão emocional da narrativa.
Do papel para a tela: a adaptação em anime
O sucesso de Um Sinal de Afeto foi tanto que a obra ganhou uma adaptação em anime, exibida na Crunchyroll, que preserva a atmosfera suave e contemplativa do mangá. A animação valoriza os gestos e expressões, dando atenção especial às cenas em língua de sinais – um detalhe essencial para manter o respeito e a beleza da comunicação entre Yuki e Itsuomi.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Com uma trilha sonora delicada e uma paleta de cores suaves, o anime reforça o tom de ternura e introspecção da história, tornando-se uma porta de entrada ideal para novos leitores conhecerem a obra original.
O afeto como linguagem universal
Um Sinal de Afeto é mais do que um romance: é uma reflexão sobre o poder da empatia e a beleza de se comunicar além das palavras. Suu Morishita transforma o silêncio em poesia visual, e a NewPOP entrega uma edição à altura dessa sensibilidade.
Entre gestos, olhares e pequenas descobertas, o leitor é convidado a experimentar um amor que não precisa ser dito, apenas sentido.
Foto: reprodução/Editora NewPOP
Pronto para se apaixonar por um romance que fala com as mãos e emociona com o coração? Compartilhe com a gente em nossas redes sociais – Instagram,FacebookeX – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de usoe qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!