Categorias
Cultura Notícias Teatro

Após Wicked Brasil, novo musical e show marcam a carreira de Hipólyto

Em Quem é Juão – Um Musical, Hipólyto protagoniza a obra de Jota.pê, em cartaz no Teatro Marte Hall. Sambelting é o novo show de Hipólyto e Thales Cesar

Após se destacar nos palcos de Wicked Brasil como Fiyero, Hipólyto começa uma nova fase de sua trajetória com dois projetos que destacam sua versatilidade artística. Ele protagoniza Quem é Juão – Um Musical, obra autoral brasileira com músicas de Jota.pê, em cartaz no Teatro Marte Hall. Paralelamente, apresenta Sambelting, show inédito de samba e pagode idealizado por Hipólyto, Thadeu Torres e Thales Cesar, que transforma a roda de samba em um espetáculo vibrante e afetivo.

Em Quem é Juão – Um Musical, Hipólyto vive um momento especial ao protagonizar a obra escrita e musicada por Jota.pê. Em seus últimos dias em cartaz no Teatro Marte Hall, em São Paulo – Capital, o espetáculo acompanha a jornada de Juão, um jovem que tenta encontrar seu caminho enquanto lida com sonhos, afetos, dúvidas e os contrastes da vida adulta. Com uma trilha original marcada por poesia e brasilidade, o musical cria uma atmosfera íntima, potente e emocional.

Foto: reprodução/Instagram @lifelucas

‘Quem é Juão’ é a realização de um sonho. É um tema que eu amo falar: sobre trajetória, sobre sonho, sobre ser artista e sobre permanecer artista. A história me leva muito às minhas raízes – de onde eu vim e para onde decidi ir. Juão é um menino do interior que tenta a vida numa cidade maior e que chega cheio de ideias sobre como tudo seria… até descobrir que a realidade é bem diferente. Nesse caminho, ele encontra pessoas boas e ruins, todas importantes para sua transformação. Isso mexe comigo de um jeito muito pessoal, porque não consigo ver o Juão separado da história que ele carrega e nem do que eu consegui colocar nele. Desde a primeira leitura, eu me apaixonei pela peça. Fazer o Juão é necessário para mim – e, acredito, para quem assiste, principalmente artistas”, comenta o artista.

Já em Sambelting, Hipólyto evidencia sua potência vocal ao lado de Thales Cesar, em um show que celebra samba, pagode e memória afetiva. Acompanhados por banda ao vivo, eles percorrem clássicos do gênero e apresentam versões totalmente novas de artistas como Djavan, Jorge Vercillo e Fat Family: tudo com a energia de uma roda de samba que vira espetáculo. Participações especiais completam a experiência e serão reveladas em breve pela produção.

Foto: reprodução/Instagram @lifelucas

Sambelting nasce de um desejo antigo de fazer algo ligado às minhas raízes: pagode e samba. Tudo começou numa conversa de camarim com Thadeu Torres, com quem faço Wicked. Decidimos levar a ideia adiante e chamamos o Thales Cesar, de quem sou fã e com quem sempre tive vontade de trabalhar – e que hoje é uma alegria dividir o palco. O show é nosso respiro no fim do ano: vamos cantar, dançar, rir e fazer samba do nosso jeito, sem frescura, do jeito que a gente ama. É para nós, para a classe artística, para quem curte pagode, samba e diversão. A primeira edição já está lotando, então espero que todo mundo garanta o ingresso e viva essa festa com a gente”, complementa Hipólyto.

Com uma carreira em plena ascensão, Hipólyto constrói um caminho diverso entre teatro, cinema, TV e música. Recentemente, dublou Taka (Scar) em Mufasa: O Rei Leão, da Disney, sua primeira experiência de dublagem falada e cantada. Nos palcos, viveu Fiyero na temporada 2025 de Wicked Brasil e integrou montagens como Marrom, O Musical, Kiss Me Kate, Cabaret Kit Kat Club e Legalmente Loira, onde interpretou Emmett. No audiovisual, participou dos filmes Turvo e Meu Filho Só Anda Um Pouco Mais Lento, das séries O Coro – Sucesso, Aqui Vou Eu, Últimas Férias e Jogo Cruzado, da Disney+ – além de Pecadora, atualmente em pós-produção.

Serviço 

Quem é Juão – Um Musical

Datas: 1° e 2 de dezembro

Horário: 20h

Endereço: R. Domingos de Morais, 348 – Vila Mariana – São Paulo – SP (Teatro Marte Hall)

Valores: entre R$25,00 e R$120,00

Ingressos no link: https://bilheto.com.br/evento/4228,4229/quem-e-juao-um-musical

Sambelting – Thales Cesar e Hipólyto com banda ao vivo

Datas: 16 de dezembro

Horário: 18h às 22h

Endereço: R. Aspicuelta, 531 – Vila Madalena, São Paulo – SP, (Tropikall Bar)

Valores: Lote único – R$30

Ingressos no link: https://meaple.com.br/xodoproducoes/sambelting

 

Curtiu as novidades do Hipólyto? Conte pra gente o que achou da matéria e siga o Entretetizei nas redes sociais – InstagramFacebook e X – para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

 

Leia mais: Crítica | Wicked: Parte 2 encerra a saga com emoção, maturidade e um poderoso grito político

Texto revisado por Angela Maziero Santana

Categorias
Música Notícias

Know-it-All: 10 anos depois do álbum de estreia de Alessia Cara

O álbum é um retrato sincero das inseguranças e dos dilemas de amadurecimento da juventude

Se você não é da turma “inimigos do fim”, com certeza se viu representado na letra de Here, single que fez parte do álbum de estreia de Alessia Cara e marcou uma geração de introvertidos.

Há dez anos, uma adolescente canadense de 18 anos lançou um álbum que falava sobre ansiedade, pertencimento, beleza e amadurecimento sem transformar tudo isso em espetáculo.

Know-It-All, estreia de Alessia Cara, continua hoje tão honesto e direto que parece até de outro mundo: um mundo anterior à era da autoestima performática, das frases prontas e da vulnerabilidade vendida como produto.

Um álbum contra a mentira motivacional 
Imagem: reprodução/Giphy

Em 2015, quando o álbum chegou ao público, ainda não existia essa indústria de slogan emocional que hoje infesta o pop. A cantora falava de insegurança real, não da insegurança de comercial de cosmético.

Ela não exigia aceitação; apenas confessava sua dificuldade de se sentir parte de alguma coisa, e isso bastou para que milhares de jovens se reconhecessem na confusão dela.

Essa honestidade desarmada é justamente o que falta no discurso atual sobre autoestima, que muitas vezes transforma a experiência humana em propaganda mercadológica.

Cheio de faixas que envelheceram muito bem

Em Scars to Your Beautiful, segundo single da cantora a entrar no top 10 da Billboard Hot 100, Alessia trata da relação com o próprio corpo sem transformar a música em um manifesto. Ela descreve uma jovem tentando se ajustar a padrões inalcançáveis, mas fala com sutileza e empatia real.

Here virou hino dos introvertidos porque não tenta ser nada além daquilo que é: o relato cru de alguém que está numa festa onde não queria estar. Não há glamour, não há moldura; há apenas uma sensação universal que todo adolescente (e muito adulto) conhece.

Já em Wild Things, a cantora mostra que não ser do grupo dos Cool Kids (descolados) é um ato de coragem. E canta sobre como não se encaixar nos padrões sociais requer autenticidade e liberdade.

O videoclipe, que mostra Cara e seus amigos apenas se divertindo juntos, foi indicado para Melhor Vídeo Pop no MTV Video Music Awards de 2016.

O álbum inteiro é marcado por essa perspectiva de adolescência sem dramatização teatral: alguém que está amadurecendo e não sabe como, e que não tenta transformar essa confusão em uma narrativa épica.

É justamente essa humildade que torna Know-It-All tão adulto – ironicamente, mais adulto que boa parte do pop consciente de hoje.

A força da escrita de Alessia Cara 

Talvez seja difícil ouvir o álbum e não se perguntar como alguém tão jovem escreveu coisas tão maduras. E a resposta é que Alessia sempre escreveu como quem está pensando em voz alta, não como quem está fazendo um discurso. Não existe pose ou slogan.

Isso a distancia radicalmente das tendências atuais, em que o artista já compõe pensando nas trends do TikTok, no videoclipe viral, na frase para camiseta. Ela, ao contrário, parece escrever primeiro para si e só depois para o mundo.

É a diferença entre experiência vivida e narrativa construída.

Porque o álbum ainda importa 10 anos depois?
Foto: reprodução/Internet Archive

Hoje, quando grande parte da produção musical virou identidade plastificada e marketing emocional, Know-It-All soa como um lembrete de que a vulnerabilidade verdadeira não precisa de maquiagem ou tantas pirotecnias.

O álbum permanece atual porque não tenta ser nada além de sincero, e sinceridade virou artigo de luxo em uma parte considerável do mercado cultural.

Dez anos depois, Know-It-All mantém a força não por ser um álbum importante, mas por ser humano. Alessia não queria ensinar nada a ninguém, e talvez por isso mesmo tenha ensinado muito.

Enquanto tantos querem parecer profundos, sua composição queria ser apenas honesta. E isso, hoje, é quase revolucionário.

Know-it-All foi apenas um prelúdio de tudo que a cantora canadense ainda viria a lançar. Mas essa é uma conversa para outro dia.

Se quiser relembrar as faixas de Know-It-All basta apertar o play, sentar e relaxar.

 

Já conhecia o álbum de estreia de Alessia Cara? Conta pra gente sua faixa favorita nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

Leia também: Stray Kids no Brasil: grupo é confirmado no Rock in Rio 2026 

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

 

Categorias
Entrevista Livros Notícias

Entrevista | As autoras por trás do fenômeno Águas de Março

Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, Hannah Kaiser contou como a parceria na vida e na escrita com Gisele Carvalho transformou uma fanfic em fenômeno literário

Desde seu surgimento no Wattpad, Águas de Março já mostrava a força de uma narrativa capaz de emocionar, provocar e criar vínculos profundos com os leitores. O que começou como uma fanfic rapidamente se tornou um marco dentro da plataforma e, agora, a história ganhou edições físicas, tanto de Águas de Março (Volume 1) quanto de Águas de Março (Volume 2), pela Editora Euphoria, ampliando ainda mais seu impacto. 

Foto: divulgação/Editora Euphoria/Entretetizei

Entretanto, para compreender a narrativa também é necessário entender quem a escreveu. Hannah Kaiser e Gisele Carvalho, além de autoras, são um casal que transforma vivências, afetos e memórias em ficção. A escrita conjunta nasce do diálogo, da parceria e da vontade de representar um amor sáfico complexo, sensível e profundamente brasileiro – algo que reverbera tanto nas personagens quanto no próprio processo criativo. 

Foto: divulgação/Editora Euphoria/Entretetizei

Nesta entrevista, Hannah Kaiser revisitou a trajetória de Águas de Março e comentou como a parceria dela com Gisele Carvalho, tanto na vida quanto na escrita, molda as protagonistas Lizzie e Carolina. Ela falou, também, sobre o impacto da representatividade sáfica na obra, sobre como suas próprias vivências atravessam o processo criativo e, ainda, deixou pistas sobre o futuro do universo do livro e dos novos projetos que ambas estão construindo.

Entretetizei: Águas de Março nasceu no Wattpad e hoje é um fenômeno literário com milhões de leituras. Como foi acompanhar essa transição – de uma fanfic para um livro físico – com tanta repercussão? Qual o papel da Editora Euphoria nesse processo?

Hannah Kaiser: Até agora parece surreal. Ver uma fanfic virar livro é algo que não esperávamos quando começamos a escrever. Naquela época só pensávamos em passar essa história para as pessoas. Ver o alcance de Águas de Março, além de uma simples fanfic, dá vontade de chorar. A Editora Euphoria foi uma surpresa maravilhosa. A Nathalia sabe conversar, esclarecer as dúvidas e trabalhar com ela e com a equipe da editora tem sido prazeroso. O cuidado com a preparação do livro foi algo que nos fez ficar ainda mais felizes com essa realização.

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria, @autoras.giss.han e @triz.schaper

E: A relação entre Lizzie e Carolina é cheia de camadas, como espiritualidade, identidade e autoconhecimento. Como foi o processo de criar um amor tão real e, ao mesmo tempo, simbólico?

HK: Lizzie e Carolina têm muito de nós. Expressar nossa fé e nossos sentimentos em forma de escrita foi uma experiência única. Receber elogios e até mesmo as críticas foi importante para sabermos o quanto as pessoas estavam dispostas a ver e entender um amor diferente que se tornou tão sólido.

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria, @autoras.giss.han e @triz.schaper

E: Vocês são casadas e escrevem juntas – o que, por si só, já é inspirador. De que forma a relação de vocês influencia a escrita e a construção das personagens?

HK: Começamos a escrever ADM no início do nosso namoro. Era comum trocarmos ideias sobre como demonstrar nossos próprios sentimentos sobre o que esperávamos da história. Claro que situações de crise aconteceram, como em todo casal, mas a facilidade de sentar e conversar nos ajudou a entender nossos próprios processos e tentamos transparecer isso na história.

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria, @autoras.giss.han e @triz.schaper

E: O primeiro livro nasceu de um ship entre Lauren Jauregui e Camila Cabello. Como esse ponto de partida evoluiu para algo tão autoral e emocionalmente profundo?

HK: As fanfics Camren fizeram parte da nossa juventude como fãs do 5H. Como eu disse anteriormente, não imaginávamos que ADM um dia deixaria de ser só aquela fanfic que fala sobre religião e sobre o Rio de Janeiro. A história tem muito dos nossos processos e evoluções pessoais, e ficamos felizes quando pessoas se identificam com alguns trechos.

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria, @autoras.giss.han e @triz.schaper

E: A história se passa no Rio de Janeiro e carrega uma atmosfera muito brasileira. O que essa ambientação representa para vocês dentro da narrativa?

HK: Estávamos acostumadas a ver fanfics que se passavam fora do Brasil, mas nenhuma por aqui. Quando decidimos ambientar Águas de Março no Rio, queríamos passar o nosso amor pela cidade maravilhosa e pela MPB, que poucas pessoas apreciam da forma que merece. Trazer esse ambiente para a história é ver pessoas gostando de MPB ou com vontade de conhecer o Rio. É gratificante!

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria, @autoras.giss.han e @triz.schaper

E: Águas de Março também se destaca por trazer um casal lésbico como protagonista de uma história de amor sensível e complexa. Qual é, para vocês, a importância de ocupar esse espaço na literatura e o que ainda falta avançar em termos de representatividade sáfica no mercado editorial?

HK: O mundo está recheado de histórias heterossexuais. Crescemos com a televisão e os filmes ensinando que esse é o correto, nada além disso. Criar uma história lésbica, ter uma série literária que mostre esse lado, muda a forma que muitas se identificam. É o sentir que há espaço para a representatividade. As histórias e as séries com protagonistas lésbicas mostram que, nem sempre, o relacionamento precisa acabar em tragédia, como muitos filmes antigos que se aproximavam do gênero terminavam. É bom ver que evoluímos nesse sentido, mas acho que falta muito para deixar de ser algo diferente.

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria e @autoras.giss.han

E: Por fim, o que vocês esperam que os leitores sintam ao virar a última página desta sequência? Há planos para continuar a história ou o ciclo se encerra aqui? Vocês já têm outros projetos em mente?

HK: Esperamos que sintam amor. Que sintam um abraço quente e que se sintam acolhidas. Existe, sim, um plano para finalizar um spin-off que estava em andamento no Wattpad, mas esse segredo vou deixar mais para frente! Já temos outro projeto em mente, uma história que muitos leitores da época conheciam e que difere muito de Águas de Março, mas esperamos que amem da mesma forma.

Foto: reprodução/Instagram @editoraeuphoria, @autoras.giss.han e @triz.schaper

Ao revisitar o caminho de Águas de Março – da fanfic escrita no início de um relacionamento ao fenômeno literário que emociona leitoras e leitores –, as autoras reafirmam a força de histórias que nascem do afeto, da fé e da vivência compartilhada. A parceria de Hannah com Gisele não apenas molda Lizzie e Carolina, mas também sustenta um universo narrativo que celebra o amor sáfico, a brasilidade e a coragem de ocupar espaços que, por tanto tempo, lhes foram negados. Entre memórias, processos criativos e futuros possíveis, as autoras seguem construindo uma trajetória que ainda promete muitos encontros, recomeços e novas camadas a serem descobertas.

E vocês, estão prontos para mergulhar ainda mais fundo no universo de Águas de Março? Compartilhe com a gente em nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Do Wattpad às livrarias: sucesso sáfico Águas de Março ganha sequência pela Editora Euphoria 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

Categorias
Música Notícias Sem categoria

Rock in Rio anuncia line-up, novidades e revela quem é o verdadeiro headliner de 2026

A coletiva do Rock in Rio trouxe Gil, Elton, balé aéreo de aviões, bossa nova, promessas de shows exclusivos e um anúncio que não estava no line-up: estava no discurso

 

O Rock in Rio realizou, na última terça (25), no Morro do Pão de Açúcar, uma coletiva repleta de anúncios. Teve de Gilberto Gil a Elton John, passando pelo balé aéreo The Flight, novidades em relação à mobilidade e até o anúncio de espaço dedicado à bossa nova. Mas, no meio de tantas informações, uma afirmação do fundador do festival, Roberto Medina, definiu o espírito da edição de 2026: o festival decidiu assumir o Rio de Janeiro como seu grande headliner. Entre debates sobre pluralidade musical, promessas de shows exclusivos e novas experiências sensoriais por terra e céu, ficou claro que o evento não apenas acontece na cidade. Ele se constrói a partir dela.

O Rock in Rio sempre foi um retrato do próprio Rio, foi o que Medina reforçou ao apresentar a edição que acontece de 4 a 13 de setembro de 2026, no Parque Olímpico. Segundo ele, o festival nunca pertenceu a uma única tribo – e o line-up de 2026 promete provar isso, atravessando rock, pop, MPB e outros gêneros.

Mesmo com os 2.400 m² de LED do Palco Mundo chamando atenção, a velha discussão continua aparecendo: “Por que tem pop? E sertanejo? Por que não só rock? Pode ter K-pop?”. Luis Justo, CEO da Rock World, e Roberto Medina repetiram as mesmas questões: o Rock in Rio sempre foi diverso, assim como a cidade que o recebe.

O line-up completo ainda é segredo, mas, segundo a organização, a intenção é manter o espírito iniciado em 1985: um evento para famílias inteiras, para públicos diferentes coexistindo no mesmo lugar. Exatamente como o Rio sempre foi.

Um dia é rock’n’roll, outro é pop, outro é mistura. As primeiras atrações anunciadas já dão uma noção do que podemos esperar. 

Gilberto Gil e Elton John: duas forças diferentes que entregam emoção

Entre os anúncios mais fortes, o festival confirmou Gilberto Gil no Palco Mundo, em 7 de setembro. O cantor e compositor baiano, que impressiona pelo talento e vitalidade aos 83 anos, está atualmente em turnê – que só terminará no ano que vem – e tem se mostrado um grande sucesso comercial, com alta procura de ingressos. Gil levará sua ampla obra musical à Cidade do Rock.

E, em contraste perfeito, foi anunciado o show de Elton John, que escolheu o Rock in Rio para fazer sua apresentação única no Brasil, parte final de sua turnê de despedida. “É um privilégio mostrar a relevância que a gente conseguiu construir”, disse Luis Justo, CEO do festival, ao anunciar o astro.

Dois artistas completamente diferentes, mas que têm algo em comum: ambos hipnotizam o público, seguram a atenção e entregam emoção até o último segundo.

E o Rock in Rio também confirmou o grupo Stray Kids como uma das atrações da edição, representando a força global do K-pop. O grupo sul-coreano, que reúne uma das bases de fãs mais engajadas do mundo, leva ao festival uma performance marcada por coreografias de impacto e um repertório que une pop, hip-hop e eletrônica. A inclusão do Stray Kids reforça que o evento não ignora tendências culturais que movimentam milhões de pessoas, especialmente o público jovem.

Balé aéreo? Temos. O céu também é palco

Outro anúncio que chamou atenção foi o The Flight, um balé aéreo com aviões que promete virar uma das imagens da edição. O show, comandado por aeronaves da Esquadrilha Céu, foi sucesso em 2024 e promete retornar na próxima edição com novidades.

Foto: reprodução/Ana Carolina Tolentino/Entretetizei

São aviões vestidos de Rock in Rio que dançam com balé aéreo coreografado, uma trilha feita para esse balé, muita sonorização, muitos fogos, muita emoção”, explica Ana Deccache, diretora de marketing do Rock in Rio.

A experiência começa antes do portão

E não ficou só na terra e no ar – ou será que ficou? Medina revelou que estão trabalhando para disponibilizar o transporte lagunar, que deve ficar pronto a tempo da edição.

Traduzindo: existe a possibilidade de o público chegar para assistir ao Rock in Rio de barco – numa cena típica de filme de romance. Um jeito diferente para entrar no clima do festival antes mesmo de pisar na Cidade do Rock.

Outra novidade que chamou atenção foi a parceria do festival com a CRMBonus, plataforma que permitirá devolver 100% do valor do ingresso ao resgatar bônus para serem utilizados em lojas de marcas brasileiras – reforçando a valorização dos fãs do festival e mostrando que a experiência começa antes do portão do Parque Olímpico.

A bossa de Wanda Sá dentro da intensidade

A coletiva também teve uma performance da cantora Wanda Sá, que representou o espaço de bossa nova que entra na programação ano que vem. Foi um daqueles momentos que quebram o ritmo e mudam o ar da sala, remetendo a elegância e um clima muito carioca. Uma lembrança de que o Rock in Rio não vive só de som alto, mas também de criar atmosfera.

O curador do festival, Zé Ricardo, explicou que cada edição é encarada como um recomeço de possibilidades. Isso vale para o público, para os artistas e para toda a equipe envolvida.

Foto: reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

Em 2026 o festival pretende plantar a semente da paz

Medina adiantou que 2026 será dedicado ao tema da paz, retomando o espírito de 2001, quando o festival lançou o projeto Por um Mundo Melhor, cujo objetivo era usar a música como incentivo para ações positivas no planeta. Uma das imagens mais marcantes daquela edição foi o toque do Sino da Paz no palco; tradição que se repetiu em outros anos.

A intenção, agora, é transformar o festival num espaço de convivência, depoimentos e encontros que reforcem a capacidade humana de se relacionar. Nas palavras do fundador do Rock in Rio, não é possível construir uma sociedade melhor vivendo nesse nível de estresse.

E aí tudo faz sentido: o headliner é o Rio

Foto: reprodução/Ana Carolina Tolentino/Entretetizei

Com tudo isso junto – a pluralidade, a diversidade de tantas tribos, o espetáculo, a exclusividade, a bossa, os aviões, os barcos e o discurso de paz –, a frase final de Medina se encaixa no roteiro do novo Rock in Rio:

O Rock in Rio não é um projeto de rock que tem no Rio. Ele é o Rio.

No fim das contas, o festival assumiu aquilo que sempre esteve no subtexto, fortalecendo a essência carioca não apenas pela localização onde acontece. A Cidade do Rock deixa de ser mero plano de fundo e passa a funcionar como uma tradução do próprio Rio de Janeiro. Completando quarenta anos de existência e de relação com a cidade maravilhosa, nada mais coerente do que abraçar ainda mais essa identidade e promover uma conexão que considere o impacto cultural e econômico do Rio. Nesse contexto, o lançamento do movimento Viva o Rio com Rock in Rio, que incentiva o público a vivenciar a cidade, impulsiona o turismo e movimenta a economia, surge como uma consequência natural desse posicionamento.

E, talvez por isso, entre tantos anúncios importantes, o mais simbólico tenha sido esse protagonismo: o Rio é o headliner da próxima edição.

Curtiu as novidades sobre o Rock in Rio 2026? Conta pra gente! E para ficar por dentro de mais novidades do mundo do entretenimento, siga o Entretê nas redes sociais – Facebook, Instagram e X.

 

Leia também: Stray Kids no Brasil: grupo é confirmado no Rock in Rio 2026 – Entretetizei

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

Categorias
Livros Notícias

8 livros nacionais para aproveitar durante a Black Friday

Histórias românticas, ficção científica e até livros para crianças são destaques na Black Friday 2025

Categorias
Sem categoria

Jason Mraz anuncia turnê pela América do Sul

Após dez anos, o ganhador de múltiplos Grammys volta a cantar no continente 

 

Fonte: reprodução/Access Mídia

 

Em 2026, o cantor vencedor de múltiplos Grammys Jason Mraz cantará pela América Latina e México com a turnê Return to South America Tour. Depois de uma década, o cantor vai iniciar sua jornada pelo continente no dia 25 de fevereiro, em Santiago, e finalizá-la no dia 22 de março

 

Jason Mraz, que ficou conhecido pelos seus sucessos I’m Yours (2008) e I Won’t Give Up (2012), declara sua paixão pelos ouvintes latinos: “Meus fãs nessas regiões sempre compartilharam seus corações e vozes de forma tão apaixonada”. O extenso portfólio de Mraz conta com dois Grammys e uma homenagem no Songwriters Hall of Fame. 

 

A Return to South América Tour chega a solos brasileiros em março e os ingressos para os shows no Rio de Janeiro e São Paulo já estão à venda. Mraz também traz o repertório cheio de nostalgia para Curitiba, Belo Horizonte e Porto Alegre.  

 

E aí, ansiosos para essa turnê? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Wicked: novo livro de Gregory Maguire abordará a infância de Glinda

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

Categorias
Cultura Cultura pop Entretenimento Entrevista Notícias Teatro

Entrevista | Tuca Moraes e a Eternidade de Morte e Vida Severina

Atriz revisita o clássico de João Cabral de Melo Neto e revela os bastidores da montagem que reafirma a força da arte popular

Entrar no universo de Morte e Vida Severina é como embarcar numa viagem poética e musical, onde cada gesto, cada palavra e cada nota contam histórias de vida, luta e esperança. Para Tuca Moraes, revisitar esse clássico é muito mais do que atuar: é sentir a obra pulsar no corpo e na alma, e compartilhar isso com o público de forma viva e intensa.

Em uma entrevista franca e transparente, concedida ao Entretetizei, a atriz comenta a diferença entre a primeira vez que atuou nesse espetáculo, há 25 anos, e a experiência atual. Ela também exalta a importância de todos os trabalhadores diretos que tornam a peça possível e ressalta como a história continua atemporal.

Segue a entrevista completa e na íntegra:

Entretetizei: Morte e Vida Severina é uma obra profundamente poética e simbólica. Como foi para você o processo de mergulhar nesse texto e encontrar o tom certo entre a poesia e a interpretação cênica?

Tuca Moraes: Morte e Vida Severina é um auto de Natal. A encenação, e por consequência, a interpretação segue a tradição do teatro popular, a tradição dos praticáveis, do teatro de feira. Não é uma interpretação dramática, psicológica.

Foto: Júlia Freiman

E: O espetáculo aborda temas como desigualdade, fé e resistência, que continuam muito atuais. De que forma você enxerga a relevância dessa história no Brasil de hoje?

TM: A relevância é que, infelizmente, a desigualdade, a fome, a miséria não estão restritas ao Brasil. Essa distopia se espairou pelo mundo…. Os Severinos não estão mais na Serra da Costela apenas… os Severinos são cada vez mais e em mais pontos do mundo. Felizmente, em 2014, no governo Lula, do Partido dos Trabalhadores, o Brasil saiu do mapa da fome, graças a políticas públicas sociais.

Voltou, porém, a figurar no mapa da fome entre 2019 e 2021, durante a gestão Bolsonaro. Após dois anos do retorno de Lula, em 2025, o Brasil saiu novamente do mapa da fome, por conta do Programa Plano Brasil Sem Fome.

Esses ir e vir comprovam que a fome é histórica. Acabar com a fome é uma vontade política, depende dos que governam. A vida Severina é uma consequência da ganância, da concentração dos recursos, da proteção do privilégio de poucos em detrimento de muitos.

E: A encenação mistura música, corpo e palavra de maneira intensa. Como foi o trabalho de preparação física e vocal para sustentar esse ritmo e essa fusão de linguagens?

TM: A preparação corporal do Morte e Vida Severina é realizada pela Luiza Moraes e Mika Makino. O elenco tem treinos diários nos ensaios e nos dias de espetáculo da temporada. As aulas englobam técnicas de gyroknesis, pilates, treinos com bastão, jogos corporais de ritmo, reflexo, risco, tonicidade, resistência, criados pra ativar e colocar os corpos dos atores disponíveis para a encenação. No caso específico do Morte e Vida Severina temos ainda aulas de danças populares : cavalo marinho, coco, jogo, samba de raiz… Não raro, as preparadoras criam novos exercícios e jogos que são vinculadas às necessidades da movimentação cênica. O trabalho da companhia exige muita precisão. O domínio do corpo é imprescindível.

A preparação vocal é de Ana Calvente, que além de preparadora vocal é fonoaudióloga. A preparação consiste em exercícios de aquecimento vocal, ensinar as músicas e as vozes, conforme a escritura na partitura; distribuir os solos, dividir e timbrar o coro. Ana cuida da nossa saúde vocal e é incansável nos detalhes e dicas coletivas e personalizadas para 25 atores.

Estamos sempre em trabalho. Essa é a vantagem do teatro. O trabalho não tem fim. Sempre se pode dar um passo a mais, ir além.

Pra isso, os ensaios têm 7 horas de duração e, nos dias de espetáculo, chegamos 4 horas antes, pra fazer esses aquecimentos de corpo, voz e cena. O sucesso do nosso Morte e Vida Severina não seria possível sem a dedicação e competência dessas profissionais.

Foto: Thiago Gouvea

E: Você tem uma trajetória marcante no teatro. O que mais te desafiou e também te emocionou nesse novo trabalho com “Morte e Vida Severina”?

TM: Morte e Vida Severina foi marcante em todas as edições, a começar da estreia no ano 2000, no Castelo São Jorge, em Lisboa. Mas a versão de 2025 tem algumas peculiaridades. É sem dúvida o melhor coletivo. Na afinação, no timbre, mas sobretudo na defesa do espetáculo e do coletivo. O elenco é grande. São 25 atores e 4 músicos. Quinze são do núcleo fixo, logo, 14 são de fora. E todos defendem o espetáculo e a companhia. Dá gosto estar junto, trabalhar junto. Isso me emociona.

Também fico emocionada pelo fato de a Companhia Ensaio Aberto realizar um espetáculo que junta tantos profissionais bacanas, na criação, no palco, nos bastidores. É muita gente. São mais de 60 empregos diretos. É uma super estrutura. Isso é um gesto generoso de todos. Me comove o verbo dividir.

Agora do ponto de vista pessoal, é poder revisitar um espetáculo de repertório e sentir um amadurecimento em cada gesto, fala, música. Poder viver o meu trabalho no tempo desse espetáculo… ir além. Faço as mesmas coisas de 25 anos atrás, uso o mesmo figurino, os mesmos objetos de cena, mas tudo é muito diferente. Ver o tempo e o efeito dele é bom.

E, como cereja do bolo, é maravilhoso ver meu neto, de 2 anos, cantar as músicas, tocar os instrumentos, imitar os atores e querer ver todos os ensaios e os espetáculos. É a terceira geração da Ensaio Aberto. Antônio foi iniciado e é forjado na Morte e Vida Severina. É um privilégio ver uma criança beber na fonte de João Cabral Melo Neto, Chico Buarque, Carybé… Ninguém sai impune.

E: Se pudesse deixar uma mensagem para o público que ainda vai assistir à peça, o que você gostaria que as pessoas levassem consigo ao final do espetáculo?

TM: “Muita diferença faz entre lutar com as mãos ou abandoná-las pra trás” (Mestre Carpina)

(…)

é uma criança pequena,

enclenque e setemesinha,

mas as mãos que criam coisas

nas suas já se adivinha

É belo porque com o novo

todo o velho contagia. (…)

(música “De sua formosura”)

“E não há melhor resposta que o espetáculo da vida” (Mestre Carpina)

 

Curiosa para assistir a peça e ver essa diva em ação? Morte e Vida Severina chegará em SP daqui a pouquinho, fique atenta! E conte pra gente o que achou da matéria e siga o Entretetizei nas redes sociais Instagram, Facebook e X para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

Leia mais: Filme de Billie Eilish, dirigido por James Cameron, ganha data de estreia

Texto revisado por Kaylanne Faustino

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!