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Dizi Bahar chega ao fim no 64º episódio

Produção estrelada por Demet Evgar se despede como um dos destaques recentes da TV turca

A dizi Bahar, produção da MF Yapım estrelada por Demet Evgar, teve seu final confirmado para o 64º episódio. A série, que estreou com uma das maiores audiências dos últimos anos na televisão turca, não seguirá para uma nova temporada.

Personagem Bahar olhando sorridente.
Foto: reprodução/Dizilah
Mudança de dia e definição do encerramento

Exibida inicialmente às terças-feiras, Bahar passou recentemente por uma mudança estratégica na grade, sendo transferida para a programação de domingo. Nos bastidores, a expectativa era encerrar a produção antes do fim do ano, caso não houvesse crescimento significativo nos índices de audiência, cenário que acabou se confirmando.

Elenco e legado da série

Além de Demet Evgar, o elenco conta com Buğra Gülsoy, Ecem Özkaya, Demirhan Demircioğlu, Nilsude Albayrak, Füsun Demirel e Hatice Aslan, nomes que contribuíram para a repercussão da produção.

O anúncio do encerramento no 64º episódio ocorre após uma temporada em que Bahar figurou entre os títulos mais comentados da TV turca, impulsionada pela boa recepção da narrativa e pelo desempenho do elenco.

Bahar e Timur conversando.
Foto: reprodução/Dizilah

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Leia também: Bahar: mais um sucesso turco que chega ao Brasil em streaming

 

Texto revisado por  Cristiane Amarante

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Monobloco reedita no Brava Arena Jockey a festa que marcou o início de sua trajetória

Apresentação única no dia 27 de dezembro, com as participações de Lenine e Fernanda Abreu, entre outros convidados

Com 25 anos de Carnaval completados no início deste ano, o Monobloco vai reeditar a festa que marcou o começo de sua trajetória. A apresentação acontece no Brava Arena Jockey, dia 27 de dezembro, e promete trazer de volta, apenas por uma noite, a atmosfera dos ensaios que lotavam o Clube Condomínio, no Horto (RJ). Foi lá que o grupo fundado por Pedro Luís, Celso Alvim, C.A. Ferrari e Sidon Silva pavimentou sua trajetória de sucesso, que se multiplicaria em desfiles, oficinas e apresentações que acontecem durante o ano todo.

Além da bateria completa, a apresentação no Brava Arena Jockey vai reunir personagens fundamentais na história do Monobloco, como Lenine e Fernanda Abreu (ambos frequentadores das festas do Clube Condomínio); o DJ Nado Leal; os designers Ernani Cal e Billy Bacon, este último criador do boneco que virou marca do bloco; e o multiartista Batman Zavareze. Antes de participar do Brava Arena Jockey, o Monobloco passou por 12 cidades europeias, em mais uma turnê internacional.

Foto: Pati Guimarães

No repertório do show, aquela mistura única de ritmos e estilos que faz do Monobloco mania nacional, além de inspiração para inúmeros grupos e blocos. Clássicos de Jorge Ben Jor, Tim Maia, Alceu Valença, sambas-enredo e uma seleção de canções do pop nacional prometem antecipar a chegada do Carnaval 2026 em pleno Jockey Clube carioca.  A noite terá ainda a participação de artistas que fizeram parte da história do Monobloco em canjas especiais.

SERVIÇO

BRAVA ARENA JOCKEY – dia 27/12

Endereço: Praça Santos Dumont, 31 – Gávea – Rio de Janeiro

Horários: 18h (abertura da casa) e 20h (show)

Vendas: www.eventim.com.br/bravaarenajockey

Ponto de venda sem taxa: Estádio Nilton Santos – Engenhão

Endereço: Bilheteria Norte – Rua das Oficinas, s/n – Engenho de Dentro

Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h

Classificação etária: 16 anos

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Coração Acelerado: dois dias de conversas, energia e revelações nos bastidores da nova novela

Elenco e direção se reuniram em uma maratona de entrevistas marcada por emoção, maturidade artística e expectativas altas para a estreia

Nos dois dias de coletiva de imprensa de Coração Acelerado, a equipe apresentou não apenas a trama, mas o tom emocional e estético que pretende conduzir o público. A recepção calorosa do elenco e das autoras refletiu o interesse em torno da novela, que desde já se posiciona como uma das estreias mais aguardadas do próximo ano. A dinâmica das conversas evidenciou um grupo alinhado em propósito e sensibilidade.

O primeiro dia foi marcado por falas mais técnicas, com destaque para a construção narrativa e visual da obra. As autoras Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento detalharam o processo de preparação e a busca por uma estética que traduzisse a intensidade prometida pelo título da produção. Explicaram como cada núcleo foi pensado para equilibrar drama, ritmo e representatividade, reforçando o compromisso com uma televisão mais plural e afetiva.

Foto: divulgação/TV Globo

O elenco, por sua vez, deu vida às discussões com relatos sinceros sobre suas experiências. Houve espaço para risos, lembranças de bastidores e reflexões sobre a responsabilidade de ocupar personagens tão densos emocionalmente. A troca entre os atores e a imprensa manteve o clima leve, mas profundamente conectado ao que a novela se propõe a entregar.

Entre trocas e risadas, Luellem de Castro e Victtor Hugo Maia foram dois dos diversos atores que responderam às perguntas dos jornalistas. Ambos contaram como foi o encontro em cena e como estão se divertindo juntos. Ao Entretetizei, responderam qual palavra poderia resumir a relação dos personagens:

“Eu e Lu (Luellem de Castro) refletimos muito sobre isso e chegamos à conclusão de que é a amizade; eles são muito amigos. Para os dois toparem as loucuras que fazem, eles têm que ser muito amigos”, respondeu Vicctor Hugo.

Foto: divulgação/TV Globo

“É uma parceria, uma amizade inteira mesmo, eles se entendem e não necessariamente concordam com tudo, mas é uma parceria intensa, completa. Nós estamos nos divertindo, decidimos que vamos nos divertir, que vamos entrar de palhaços, no melhor dos sentidos, fazendo essa parceria, esse jogo. Nós respiramos juntos, andamos juntos e está sendo muito divertido”, completou Luellem.  

Um segundo dia marcado pelo protagonismo dos artistas e entusiasmo com o impacto da obra

O segundo dia da coletiva mergulhou mais fundo nos aspectos emocionais da novela, dando espaço para falas que tocaram diretamente o público presente. Os atores compartilharam processos internos, dificuldades pessoais e a preparação necessária para sustentar personagens que lidam com amor, trauma, perda e reencontros. Foi um momento de vulnerabilidade e potência, que ampliou ainda mais o interesse pela história.

Foto: divulgação/TV Globo

Letícia Spiller, Isadora Cruz e Elisa Lucinda trouxeram ao segundo dia da coletiva uma energia de alinhamento raro, destacando a união que formaram nos bastidores. Elas falaram sobre como o processo criativo foi marcado por apoio mútuo, trocas profundas e uma sintonia que ultrapassou o trabalho, algo que todas descreveram como um verdadeiro encontro cósmico, daqueles que transformam não só a obra, mas também quem a constrói.

O trio reforçou que essa conexão interfere diretamente na intensidade e na verdade das relações que a novela apresenta. As atrizes comentaram que a harmonia entre elas ampliou a confiança em cena, favoreceu a construção dos afetos e criou um ambiente de gravação que acolheu vulnerabilidades e impulsionou o melhor de cada uma. O que não faltou foram os elogios entre elas; o clima geral foi de entusiasmo: Coração Acelerado vai chegar carregando não só em técnica e trama, mas em um elo humano que promete transbordar para o público.

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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8ª edição do Prêmio DID celebra o teatro musical brasileiro em noite marcada por homenagens e números inéditos

Cerimônia reuniu artistas, criadores e profissionais do mercado para reconhecer os destaques de 2025

A 8ª edição do Prêmio Destaque Imprensa Digital (DID), realizada no dia 9 de dezembro, no Teatro Liberdade, em São Paulo, celebrou a potência, a diversidade e a força criativa do teatro musical brasileiro. Considerado o maior e único prêmio dedicado exclusivamente ao setor, o DID foi apresentado em parceria com a Infinitus, empresa do Grupo IN, responsável pela gestão do teatro que, desde 2021, tornou-se um dos principais palcos do gênero no país.

Idealizado por Joaquim Araújo e cofundado por Grazy Pisacane, Wall Toledo e Pedro de Landa (in memoriam), o prêmio nasceu com a missão de reconhecer as produções que passaram pela capital paulista e evidenciar o caráter colaborativo do teatro musical.

Desde 2017, o DID adota um conceito que o diferencia no calendário cultural: ao invés de eleger o melhor, utiliza o termo destaque para apontar contribuições que se sobressaíram na temporada segundo a avaliação dos jurados. A escolha traduz uma visão mais ampla e plural sobre o ofício teatral, reafirmando que o reconhecimento se inicia já na lista de indicados. Esse enfoque, que combina rigor crítico e espírito de celebração, consolidou-se como uma marca essencial da premiação.

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos

A edição de 2025 avaliou 36 produções que estrearam ou cumpriram temporada em São Paulo entre 1º de novembro de 2024 e 31 de outubro de 2025, atingindo o mínimo de 12 sessões no período, critérios que garantem pluralidade, diversidade estética e representatividade no recorte anual. Ao todo, os espetáculos concorreram em 18 categorias.

A avaliação foi conduzida por um corpo de jornalistas e comunicadores especializados que acompanham e divulgam o teatro musical em diferentes plataformas, garantindo um olhar atento e plural sobre as produções da temporada. Integraram esse grupo: Joaquim Araújo, Wall Toledo, Andy Santana, Arthur Pazin, Bruno Cavalcanti, Claudio Erlichman, Danilo Gobatto, Isabel Branquinha, Miguel Arcanjo Prado, Priscila Ribeiro, Ubiratan Brasil e William Amorim.

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos
Uma noite de música, encontros e expectativas

A noite, comandada pelos Mestres de Cerimônia Rodrigo Miallaret e Maria Clara Rosis, apresentou versões especiais, voz e piano de trechos dos musicais indicados às categorias de Destaque Musical Brasileiro e Estrangeiro, além do tradicional medley de encerramento, que antecipou ao público parte dos títulos já confirmados para a próxima temporada. Em sua proposta editorial, o prêmio reforçou mais uma vez seu papel de celebrar o presente enquanto prepara o olhar da indústria para o que vem pela frente.

A lista de premiados da 8ª edição do DID desenhou um retrato preciso da diversidade estética e da força criativa da temporada. Uma Babá Quase Perfeita despontou como o grande destaque da noite entre os títulos estrangeiros, reunindo os prêmios de Musical, Ator, Cenografia e Revelação, enquanto o brasileiro Torto Arado consolidou sua força ao conquistar os troféus de Musical do Ano, Direção e Atriz.

Prêmio DID
Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos

A dramaturgia nacional também brilhou com Dom Casmurro, vencedor em Dramaturgia e Letra Original, enquanto Dreamgirls foi reconhecido pelo Visagismo e Ator Coadjuvante. A noite ainda celebrou a excelência técnica de montagens como Chorus Line (Iluminação), Meninas Malvadas (Atriz Coadjuvante) e Jersey Boys (Direção Musical), além da força coletiva de Ray – Você Não Me Conhece, eleito Destaque Elenco, compondo um panorama que reafirma a maturidade, a pluralidade e o alto nível artístico do teatro musical brasileiro em 2025.

Entre os anfitriões da noite, nomes que simbolizaram as pontes entre temporadas, gerações e produções marcaram momentos de forte significado. Entre eles, Stella Maria Rodrigues e Mara Carvalho dividiram o palco, representando dois aguardados títulos nacionais de 2026: Meu Filho é um Musical, inspirado na vida e no legado de Paulo Gustavo, e Susi – O Tempo Dispara, que mergulha no universo da icônica boneca.

Totia Meireles e Carol Botelho celebraram diferentes gerações de Chorus Line (Totia na montagem original de 1983 e Carol na produção atual) e também estarão juntas em 2026 no elenco da nova montagem de Ópera do Malandro, na visão de Jorge Farjalla. O mesmo título foi representado pelo estreante no gênero Amaury Lorenzo e pela vencedora de Destaque Atriz 2024, Ana Luiza Ferreira.

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos

Completaram o grupo de duplas ligadas a produções previstas para 2026 Claudio Lins e Giselle Prattes por Diana – A Princesa do Povo, e Analu Pimenta e Carol Roberto por Tina – O Musical. Também participaram da cerimônia nomes como Leonardo Miggiorin e Rafael Pucca, além do Destaque Ator Coadjuvante 2024, Hugo Bonèmer, e do Destaque Ator 2022, Renan Mattos.

Ao longo de oito edições, o DID consolidou-se como um espaço de encontro da imprensa digital especializada com a classe artística, valorizando produções, profissionais e narrativas que constroem o teatro musical brasileiro contemporâneo. A edição de 2025 reafirmou esse compromisso, ao mesmo tempo em que abriu caminho para uma temporada 2026 que promete novos encontros, olhares e experiências.

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos

Confira todos os premiados da 8ª edição do Prêmio DID:

Destaque Cenografia

Rogério Falcão: Uma Babá Quase Perfeita

Destaque Coreografia

Gabriel Malo e Nyandra: Rio Uphill

Destaque Iluminação

Túlio Pezzoni: Chorus Line

Destaque Visagismo

Dicko Lorenzo: Dreamgirls – Em Busca de um Sonho

Destaque Figurino

Marcos Valadão: João

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos
Destaque Dramaturgia Original

Davi Novaes: Dom Casmurro

Destaque Letra Original

Guilherme Gila: Dom Casmurro

Destaque Revelação em Musicais

Diego Becker: Uma Babá Quase Perfeita

Destaque Ator Coadjuvante

Reynaldo Machado: Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho

Destaque Atriz Coadjuvante

Lara Suleiman: Meninas Malvadas – O Musical

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos
Destaque Ator

Eduardo Sterblitch: Uma Babá Quase Perfeita

Destaque Atriz

Larissa Luz: Torto Arado

Destaque Elenco

Ray – Você Não Me Conhece

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos
Destaque Direção Musical

Jorge de Godoy: Jersey Boys – A História De Frankie Valli e The Four Seasons

Destaque Direção

Elisio Lopes Jr.: Torto Arado

Destaque Musical Estrangeiro

Uma Babá Quase Perfeita

Destaque Musical Brasileiro

Torto Arado

Destaque Musical Voto Popular

Meninas Malvadas – O Musical

Foto: divulgação/Prêmio DID/Beth Santos

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Crítica | Livros Restantes: Denise Fraga brilha em um drama de silêncios profundos

A diretora Marcia Paraiso constrói um drama sensível e contundente, conduzido pela força emocional de Denise Fraga, que entrega uma das performances mais completas de sua carreira

Livros Restantes é um filme que transborda humanidade, às vezes em sutilezas quase imperceptíveis, às vezes em explosões necessárias. Marcia Paraiso conduz a narrativa com maturidade rara, enquanto Denise Fraga cria uma personagem que respira verdade em cada gesto. Um longa bonito, imperfeito e profundamente significativo.

Marcia Paraiso demonstra um domínio narrativo que equilibra lirismo e dureza em doses precisas. A diretora entende o poder do silêncio, do espaço e dos detalhes, construindo uma obra que confia no espectador e o convida a observar, não apenas a história, mas as rachaduras emocionais que a sustentam. Seu olhar é delicado sem perder força, e político sem perder intimidade.

No centro dessa sensibilidade está Denise Fraga, que entrega uma atuação de brilho incomum. A atriz cria uma personagem profundamente humana, evitando qualquer caricatura e trabalhando nuances emocionais com precisão quase cirúrgica. É um desempenho que cresce a cada cena, capaz de comover mesmo nos momentos mais contidos, justamente porque a atriz sabe que vulnerabilidade não precisa ser barulhenta para ser imensa.

O filme brilha ao explorar temas como memória, perda, ausência e reconstrução de identidade. A diretora costura essas camadas com segurança, utilizando a metáfora dos livros como elemento condutor de forma elegante. Nada é gratuito: cada movimento de câmera, cada pausa e cada objeto em cena carrega peso simbólico e emocional. É cinema pensado, sentido e articulado.

Foto: divulgação/H2O Filmes

Entre os pontos mais positivos, destacam-se a direção de arte, que reforça o estado emocional da protagonista por meio de espaços que parecem guardar histórias, e a fotografia, que aposta em tons suaves para traduzir a melancolia que move a narrativa. O trabalho sonoro também merece elogios por nunca se sobrepor, mas sempre acompanhar a respiração interna da personagem.

Ainda assim, Livros Restantes não está isento de fragilidades. Em alguns momentos, a narrativa se estende mais do que o necessário, especialmente no segundo ato, onde a repetição de algumas situações enfraquece o impacto emocional. Há também cenas que desejam soar contemplativas, mas acabam sendo alongadas, prejudicando um pouco o ritmo e comprometendo parcialmente a fluidez do enredo.

Outro ponto que pode dividir o público é o uso constante de metáforas visuais. Embora a estética proposta por Paraiso seja consistente, há instantes em que sua carga simbólica se aproxima do excesso, não por falta de qualidade, mas pela densidade acumulada. Ainda assim, a diretora demonstra domínio suficiente para que essas escolhas funcionem no conjunto e reforcem o caráter poético do filme.

A trama se impõe como um dos trabalhos mais maduros de Marcia Paraiso e uma das grandes interpretações da carreira de Denise Fraga. O filme emociona, provoca, abraça, incomoda e, justamente por isso, permanece imperfeito, como as histórias que mais importam: é um drama que encontra beleza no que sobra, no que fica e no que resiste. Um cinema que valoriza a humanidade, mesmo quando ela parece fragmentada.

 

Livros Restantes já está em cartaz nos cinemas. Ansiosas para assistir? Comente nas redes sociais do Entretetizei – Instagram, Facebook e X – e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

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Texto revisado por Gabriela Fachin

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