Depois de três anos de hiato, Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa retornam com DEADLINE, 3º mini álbum do grupo, trazendo novas faixas e a energia que conquistou fãs ao redor do mundo
Chegou a vez dos Blinks! O grupo globalmente famoso BLACKPINK confirmou o lançamento do seu terceiro mini álbum, intitulado DEADLINE, marcado para 27 de fevereiro, às 13h (horário da Coreia do Sul). O single Jump, lançado no ano passado, deve integrar a lista de faixas do projeto.
Foto: reprodução/Instagram @blackpinkofficial
Este será o primeiro grande lançamento do grupo desde BORN PINK (2022), encerrando oficialmente um hiato de três anos sem álbuns coletivos.
Foto: reprodução/YG Entertainment
Recentemente, Jennie falou em uma entrevista sobre retornar aos palcos após um hiato de três anos do grupo. “Obviamente, nenhuma de nós estava com medo, mas não sabíamos o que esperar ao voltar ao grupo e estar em turnê depois de três anos”, explicou Jennie.
Foto: reprodução/YG Entertainment
“Nada realmente mudou, mas também, todas nós lançamos álbuns solo. Então, poder trazer músicas diferentes para nossos shows e assistir às performances umas das outras de uma nova perspectiva foi algo novo para nós, o que tornou tudo mais divertido.”
Foto: reprodução/YG Entertainment
Vale lembrar que Jisoo, Jennie, Rosé e Lisa tiveram agendas solo cheias em 2024 e 2025, e o BLACKPINK já voltou aos palcos em julho do ano passado, preparando o terreno para este comeback que promete agitar o K-pop novamente.
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Ícone da música japonesa retorna ao país, após mais de dez anos, com apresentação exclusiva em São Paulo
O artista japonês GACKT retorna ao Brasil ao lado da banda YELLOW FRIED CHICKENz (YFCz), para um show exclusivo no dia 7 de fevereiro de 2026, em São Paulo. A apresentação faz parte da turnê mundial WORLD TOUR – ATTACK OF YFCz e marca o retorno do projeto após mais de dez anos longe dos palcos internacionais.
Ícone do J-Rock e da cultura pop japonesa, GACKT é conhecido por performances intensas, forte apelo visual e uma carreira que transita entre música, cinema e games. O show promete alta energia, cenografia elaborada e um setlist que reúne sucessos da carreira solo do artista e do YFCz.
Seu trabalho combina técnica vocal apurada, forte carga dramática e um olhar artístico singular. Entre seus maiores sucessos estão REDEMPTION (tema de Final Fantasy VII: Dirge of Cerberus), LAST SONGS e RETURNER ~Yami no Shuuen~, este último responsável por um feito histórico ao alcançar o topo da Oricon Chart em 2007, como o primeiro single de um artista solo masculino japonês.
Além da música, GACKT também construiu uma sólida carreira como ator. Participou de produções internacionais como BUNRAKU (2010), ao lado de Josh Hartnett e Demi Moore, e do cultuado MOON CHILD (2003), estrelado com HYDE (L’Arc~en~Ciel). Nos games, deu vida ao personagem Genesis Rhapsodos, da franquia Final Fantasy VII, reforçando sua forte ligação com a cultura pop global.
Foto: divulgação/Right in Time Brasil Produções
Álbuns como MARS (2000), MOON (2002), CRESCENT (2003) e DIABOLOS (2005) também são considerados marcos do rock japonês moderno. Com turnês pela Europa, Ásia e América do Norte, GACKT é um dos poucos artistas japoneses a manter presença constante fora do Japão, reunindo fãs em mais de 50 países.
A produção é da R.I.T. Produções e o show acontece no dia 7 de fevereiro de 2026 (sábado), no Carioca Club, em São Paulo, com abertura dos portões às 18h e início previsto às 20h. A classificação etária é 16 anos.
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O lançamento une os últimos hits da artista num mosaico de memórias e experiências
A nova era de Madison Beer já tem nome: locket, o novo disco da cantora e compositora indicada duas vezes ao Grammy, chega hoje (16) às plataformas digitais. Escrito e coproduzido por Beer, o álbum também conta com contribuições de produção de seus colaboradores de longa data One Love, LOSTBOY e Leroy Clampitt. O lançamento inclui ainda as já lançadas bittersweet, que se tornou a música mais rápida de Beer a entrar no Top 40 das rádios, e yes baby.
Imagem: divulgação/Sony Music
Madison Beer já tinha o título do álbum em mente desde o início do processo de composição. Assim como o objeto que lhe dá nome, locket é um mosaico de memórias e experiências passadas, com Beer no comando, fundindo criativamente paisagens sonoras pop. Evidenciando seu crescimento como compositora, cantora e produtora, o disco apresenta algumas das músicas mais vocalmente dinâmicas de toda a sua carreira.
Imagem: reprodução/Instagram @madisonbeer
Ela conta: “Depois de escrever o álbum, parece que cada música vive dentro desse medalhão metafórico para ser guardada com segurança. Cada álbum parece uma era e, quando os álbuns são lançados no mundo, esse capítulo para mim — geralmente ligado ao que escrevi — se encerra.”
A novidade sucede o lançamento do videoclipe de bittersweet, escrito por Beer e codirigido por ela e Iris Kim. Com uma nova perspectiva sobre o coração partido, o vídeo se inicia com o término entre a artista e seu par romântico em cena, interpretado pelo ator Sean Kaufman (o Steven, de O Verão Que Mudou Minha Vida, 2022). Assim que a tristeza começa a se instalar, fogos de artifício explodem no céu e um desfile em grande escala toma conta da cena, celebrando a recém-descoberta liberdade de Beer.
A canção foi destaque na performance impactante de Madison no icônico desfile anual da Victoria’s Secret de 2025, em Nova York. A transmissão ao vivo no YouTube do evento atingiu um pico de 2,5 milhões de espectadores durante sua apresentação e, pouco depois, Beer disparou para o #1 entre os assuntos mais comentados no Twitter/X mundialmente. A música bittersweet tornou-se a mais rápida de Madison Beer a entrar no Top 40 das rádios pop dos EUA.
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Como The Fragrant Flower Blooms with Dignity ressignifica a masculinidade no shonen contemporâneo
[Contém spoiler]
Publicado em outubro de 2021, The Fragrant Flower Blooms with Dignity é escrito e ilustrado por Saka Mikami e atualmente é serializado no Japão pela Kodansha. No Brasil, o mangá é publicado pela Editora MPEG, ampliando o alcance de uma obra que, desde o início, se destacou pela delicadeza com que trata os temas emocionais. A história também ganhou adaptação em anime, lançada pela Netflix, o que ajudou a levar essa narrativa intimista a um público ainda mais amplo.
Foto: divulgação/Editora MPEG/Entretetizei
Mesmo inserido no universo dos romances escolares, o mangá chama atenção por deslocar o foco do sofrimento emocional dentro de uma estrutura shonen. Tradicionalmente, obras voltadas a esse público tendem a associar protagonistas masculinos à ação, à resistência emocional e à superação através do conflito externo. The Fragrant Flower Blooms with Dignity (2021) rompe com essa lógica ao colocar Rintaro Tsumugi no centro de uma jornada marcada não pela força ou pela vitória, mas por insegurança, baixa autoestima e um profundo sentimento de não pertencimento.
Foto: reprodução/Instagram @mangasbrasil
Rintaro não é apresentado como alguém em busca de superação heroica. Desde o início, ele carrega o peso de uma desistência silenciosa, alimentada pelo preconceito que sofre por sua aparência intimidadora e pela má reputação da escola que frequenta. A obra, no entanto, jamais trata esse cansaço como falha de caráter. Pelo contrário: reconhece-o como resultado de um ambiente social que frequentemente nega aos homens o direito de sentir, duvidar e demonstrar fragilidade.
Foto: reprodução/Netflix
É nesse ponto que a família Tsumugi se torna um dos pilares mais importantes da narrativa. Kyoko, a mãe; Keiichiro, o pai; e Sotaro, o irmão mais velho, constroem um verdadeiro refúgio emocional para Rintaro. Enquanto o mundo exterior o julga e o rotula, sua família o acolhe sem reservas, oferecendo um espaço onde ele pode existir sem medo de rejeição.
Foto: reprodução/Netflix
Kyoko, em especial, se destaca como uma figura materna atenciosa e ativa. Seus conselhos não são impositivos, mas cheios de escuta e sensibilidade, ajudando Rintaro a refletir sobre suas escolhas e a desenvolver, pouco a pouco, sua autoestima e confiança. Esse cuidado se manifesta também em gestos concretos: quando Rintaro expressa o desejo de pintar o cabelo de loiro e furar as orelhas, Kyoko o apoia sem questionamentos e pinta, inclusive, seu próprio cabelo e fura a sua orelha para que o filho não se sinta culpado caso sua escolha afete a confeitaria da família.
Foto: reprodução/Netflix
Keiichiro, o pai, também exerce um papel fundamental ao transformar o afeto em aprendizado compartilhado. Quando Rintaro decide fazer um bolo de aniversário para Kaoruko, é com o pai que ele aprende, em um momento simples, mas carregado de significado. Já Sotaro, o irmão mais velho, aparece como uma presença constante desde a infância, sempre atento para que Rintaro não se sentisse sozinho – como nos momentos em que os dois assistiam juntos a filmes de terror. Esses detalhes cotidianos revelam uma família que não apenas ama, mas participa ativamente da construção emocional de Rintaro.
Foto: divulgação/Entretetizei
Além do núcleo familiar, as amizades também desempenham um papel essencial em sua jornada. Na escola Chidori, Rintaro constrói laços com Shōhei Usami, Saku Natsusawa e Ayato Yorita. Esses amigos não tentam moldá-lo nem exigem dele uma postura de força constante. Ao contrário, oferecem companhia, lealdade e um espaço onde ele pode ser inseguro sem ser ridicularizado. O pertencimento surge não da mudança forçada, mas da aceitação mútua.
Foto: reprodução/Netflix
Esse grupo se expande com a chegada de Subaru Hoshina, melhor amiga de Kaoruko Waguri e estudante da escola Kikyo. Ao se juntar ao grupo, Subaru amplia ainda mais esse espaço de acolhimento, mostrando que laços podem atravessar barreiras sociais e escolares. A convivência entre estudantes de escolas com reputações tão distintas reforça um dos temas centrais da obra: o preconceito social pode ser desarmado pelo contato humano genuíno.
Foto: reprodução/Netflix
É também no relacionamento entre Rintaro e Kaoruko que a obra atinge um de seus pontos mais sensíveis e simbólicos. O próprio título Kaoru Hana wa Rin to Saku funciona como um trocadilho delicado com os nomes dos protagonistas. Kaoru, presente em Kaoruko, carrega o significado de algo fragrante, perfumado; Rin, de Rintaro, remete à dignidade. A flor que floresce com dignidade é, portanto, o próprio vínculo entre eles, construído a partir da gentileza, do respeito e do apoio mútuo.
Foto: reprodução/Netflix
Essa simbologia se reflete diretamente na forma como o romance se desenvolve. Kaoruko não surge como solução para os conflitos internos de Rintaro, nem como recompensa por seu sofrimento. Ela oferece presença e escuta, permitindo que ele se veja com mais cuidado e menos severidade. Da mesma forma, Rintaro não ocupa o papel de protetor idealizado; ele aprende a se relacionar a partir da vulnerabilidade. Juntos, eles não apagam as dores causadas pelo preconceito social, mas criam um espaço onde é possível florescer apesar dele, com delicadeza, dignidade e tempo.
Foto: reprodução/Netflix
Kaoruko funciona como um espelho afetivo: ao se relacionar com ela, Rintaro passa a enxergar em si qualidades que antes ignorava. Ainda assim, o mangá evita romantizar o sofrimento masculino ou sugerir que o amor, por si só, resolve tudo. O que a obra propõe é mais sutil: o amor cria condições para que alguém escolha continuar, mesmo depois de ter desistido internamente.
Foto: reprodução/Netflix
Ao permitir que um protagonista masculino viva uma jornada de amadurecimento emocional tão delicada dentro de uma obra shonen, The Fragrant Flower Blooms with Dignity (2021) oferece uma reflexão potente sobre masculinidade. Crescer, aqui, não significa endurecer ou silenciar sentimentos, mas aceitar cuidado, reconhecer limites e compreender que sentir também é um ato de coragem.
Rintaro Tsumugi não se torna alguém melhor aos olhos do mundo: ele se torna alguém mais inteiro para si mesmo. E, ao fazer isso, a obra reafirma uma ideia simples e poderosa: o campo do sentir não é exclusivo das mulheres, ele também pertence aos homens, e há dignidade em florescer com delicadeza.
Foto: reprodução/Netflix
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Educadora e criadora da visita teatralizada revela em entrevista ao Entretetizei como une teatro, educação não-formal e história para ressignificar o patrimônio cultural carioca
Com mais de três décadas dedicadas à educação não-formal, Daniela Chindler consolida-se como uma das principais referências na criação de experiências culturais que unem conhecimento, sensibilidade e participação do público. Em entrevista ao Entretetizei, a educadora detalha o processo de criação da visita teatralizada do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, projeto que sintetiza sua trajetória: o uso da linguagem artística como ferramenta de mediação e transformação social. A iniciativa, que dialoga com a Belle Époque carioca e avança até os dias atuais, reafirma o olhar de Daniela para a história como algo vivo, acessível e atravessado por múltiplas vozes.
Mais do que uma visita guiada, o trabalho no Theatro Municipal propõe uma experiência imersiva, em que figurinos de época, dramaturgia e narrativa conduzem o público por diferentes momentos do teatro e da cidade. Daniela destaca, na entrevista, a escolha por um roteiro que valoriza protagonismos femininos e negros, conectando passado e presente sem perder o rigor histórico. Fiel à sua atuação na educação não-formal, ela defende que o objetivo central é provocar encontros significativos, aqueles que tocam, emocionam e permanecem reafirmando o teatro como espaço de memória, aprendizado e pertencimento.
Confira a entrevista na íntegra:
Entretetizei: Como surgiu a ideia de criar uma visita teatralizada para contar a história do Theatro Municipal?
Daniela Chindler: Desde 1997 escrevo roteiros para visitas em edifícios históricos. O primeiro projeto foi elaborado para a Academia Brasileira de Letras e ficou 15 anos em cartaz. Depois fiz roteiros para visitas em igrejas do Centro histórico do Rio de Janeiro, para o Grande Templo Israelita que fazia parte da vida da Praça Onze (região que foi toda posta abaixo) e para o centenário do prédio que abriga o CCBB carioca. Também montamos roteiros para São Paulo e Belo Horizonte. Então, eu já tinha segurança neste formato que reúne a linguagem do teatro, da música, da contação de histórias e da mediação em espaços museológicos, mas como dizem, um escritor sabe escrever o livro que já foi escrito, o próximo é um novo desafio.
A ideia de criar uma visita teatralizada para o Theatro Municipal não nasceu agora. Tinha tentado alguns anos atrás e a gestão da época não se interessou. A gestão atual do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, presidida por Clara Paulino, valoriza a cultura como instrumento de transformação social. Eu tinha trabalhado com a Clara no IPHAN e quando fui procurá-la, ela topou na hora.
E por que fazer uma visita no Theatro Municipal? Parafraseando uma personagem do espetáculo “eu pergunto e eu mesmo respondo”: porque acredito que este seja um dos edifícios mais bonitos que temos. É irresistível. Me sinto muito sortuda de ter tido o privilégio de escrever esse roteiro. Oh sorte!
E: Quais momentos e aspectos da história do Theatro Municipal ganham destaque no espetáculo?
DC: Optei em ter como cenário a Belle Époque carioca, quando damos adeus ao Império e saudamos a República. No final do século XIX nos tornamos um país. É na virada do século, em 1905, que a Avenida Central é construída com seus imponentes edifícios e alguns anos depois será inaugurado, em 1909, o Theatro Municipal. Assim abrimos o espetáculo na época que as ideias tomaram corpo e as portas foram abertas. Um recurso das visitas teatralizadas são os figurinos de época. Roupas de outros tempos ajudam os espectadores a embarcarem em uma volta ao tempo e a moda feminina dos primeiros anos do século XX é linda, com suas saias longas e chapéus pomposos.
Mas não ficamos congelados no passado. A partir do momento que elenco e visitantes entram no coração do teatro, na plateia, os anos começam a correr e chegamos até os dias de hoje.
E por falar em dias hoje, o olhar contemporâneo está presente no roteiro, muitas falas trazem histórias que tem o protagonismo feminino, como passagem que falam de Nair de Teffé, Isadora Duncan e Fernanda Montenegro, assim como de pessoas negras, como Chiquinha Gonzaga ou quando falamos da montagem de Orfeu da Conceição.
Foto: divulgação/assessoria Andrea Tenorio
E: Como a linguagem teatral contribui para transformar a visita em uma experiência diferente de uma visita guiada tradicional?
DC: Hoje muitos museus trabalham com a medição incorporando recursos originais, como objetos mediadores, música, malas para famílias, bonecos etc. Tem muitos espaços pesquisando formas de mediar que tragam uma experiência para os visitantes. Somos uma resposta dentre tantas possíveis. Mas existem diferenças conceituais. Um educador de museu que trabalha com mediação e o faz bem, de alguma forma distinta fará um percurso pelo espaço ou pela galeria para cada grupo que receber. A mediação pressupõe uma conversa e uma conversa é mais de uma pessoa falando. Este mediador vai organicamente criando seu roteiro de acordo com o repertório dos visitantes. A Visita Teatralizada, neste sentido, está mais próxima do teatro, existe um texto ensaiado. Mas isso não é bom ou ruim, é diferente.
Gosto de citar Ana Maria Machado quando ela diz que, ao ler ficção, o leitor aceita suspender temporariamente sua descrença na realidade factual para entrar no universo imaginário. O leitor, e aqui seria o espectador, concorda em considerar como “verdade” o universo que está sendo a ele apresentando, se entrega a narrativa, permitindo-se ser levado pela história. É isso que torço para estarmos conseguindo fazer: convidamos as pessoas dos dias de hoje para embarcarem conosco em uma aventura que começa em 1900. Essa é a magia de uma visita teatralizada.
O pedagogo espanhol Jorge Larrosa Bondía, descreve muito bem o que devemos buscar em nossas ações: “(…) a experiência é, em espanhol, “o que nos passa”. Em português se diria que a experiência é “o que nos acontece”; em francês a experiência seria “ce que nous arrive”; em italiano, “quello che nos succede” ou “quello che nos accade”; em inglês, “that what is happening to us”.
A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, não o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece. Nunca se passaram tantas coisas, mas a experiência é cada vez mais rara.
Em primeiro lugar pelo excesso de informação. A informação não é experiência. E mais, a informação não deixa lugar para a experiência, ela é quase o contrário da experiência, quase uma antiexperiência.
Nós buscamos a experiência. Desde que me conheço por gente, desde os 21 anos, trabalho com educação não formal e o que almejo todos os dias é contribuir para que as pessoas vivam experiências.
E: Quais foram os principais desafios de realizar um espetáculo em um espaço histórico como o Theatro Municipal?
DC: O que escolher contar foi meu maior desafio. São tantas as possibilidades que no primeiro momento fiquei congelada. A única certeza que eu tinha era que não seria uma visita com foco na arquitetura. Falo do mármore, do vitral, das pinturas, do ar-condicionado, mas esses dados são pontuações dentro de um passeio por uma época.
O segundo desafio foi parar de escrever. Depois que eu passei da etapa inicial que era o medo de não saber escrever esse roteiro, eu desembestei a escrever. Terminava uma lauda e mandava para o diretor. Lá pelas tantas ele começou a pontuar que estava ficando grande demais. E aí o terceiro desafio foi permitir que o elenco sugerisse cortes para o texto caber no tempo de uma hora e pouquinho. Dizem por aí que escrever é cortar, né? Mas dá um dó danado.
E: Que tipo de experiência o público pode esperar ao participar dessa visita teatralizada?
DC: Mergulhar em uma época, se apaixonar ainda mais por essa joia que é esse prédio que temos a sorte de ter na nossa cidade. E daria a dica para que após a visita os espectadores fossem buscar as referências como esta: https://eliseuvisconti.com.br/theatro-municipal-pano-de-boca/
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O retorno do maior grupo de K-pop do mundo prova que a esperança é a última que morre, mas nem todo “até logo” musical termina em reencontro
Depois de anos de espera, o BTS finalmente voltou à ativa e, como eraprevisto, provou que quando o assunto é fandom, entrega e impacto cultural, os sete sul-coreanos continuam jogando em outra liga.
Mas, para além da euforia, o anúncio do comeback também acendeu um sentimento meio agridoce em parte do público.Isso porque todo retorno grandioso vem acompanhado daquela velha lembrança: os grupos que prometeram que a pausa era “só um descanso” e nunca mais voltaram. Artistas que ficaram presos no limbo entre o hiato e o esquecimento, deixando fãs colecionando teorias, datas imaginárias e uma paciência quase mística.
É pensando nesses órfãos da cultura pop que abrimos agora o baú das promessas não cumpridas para relembrar quem ainda está devendo aquele comeback que parecia garantido:
One Direction: o hiato de 18 meses que já dura uma década
Em 2015, o One Direction anunciou uma pausa de 18 meses após a saída de Zayn Malik. A ideia era simples: cada um seguiria seu caminho, mas o grupo seguiria existindo. Só que o tempo passou e o retorno nunca veio.
Harry Styles virou um dos maiores nomes do pop, Niall Horan seguiu firme nas paradas, Louis Tomlinson manteve uma carreira sustentada pelo fandom, e a morte de Liam Payne, em 2024, encerrou qualquer possibilidade de reunião completa.
O resultado é um hiato que virou estado permanente: o One Direction não acabou oficialmente, mas também nunca mais voltou a ser um grupo.
Fifth Harmony: o sonho fragmentado do X-Factor
Seguindo a cartilha de seus antecessores do One Direction, o Fifth Harmony anunciou sua pausa em 2018. A justificativa oficial: “queremos ser autênticas com nós mesmas e com vocês”.
Tradução: o clima nos bastidores e a pressão da indústria tornaram a convivência insustentável. Camila Cabello já havia saído em 2016, e as outras quatro tentaram manter o barco, mas o peso das carreiras individuais falou mais alto. Normani, Lauren, Dinah e Ally seguiram caminhos distintos, mas hoje vemos notícias de comeback que parecem mais reais do que nunca. Quanto tempo será que vai durar?
BIGBANG: os reis que o tempo (e as polêmicas) levaram
O BIGBANG é, sem dúvida, um dos pilares do K-pop global. Eles entraram em hiato para o serviço militar em 2017/2018 e, desde então, o grupo foi atingido por tempestades.O escândalo Burning Sun levou à saída de Seungri, e as saídas subsequentes de T.O.P e Daesung da YG Entertainment fragmentaram a estrutura.
Em 2022, lançaram Still Life, uma canção belíssima que soou mais como um testamento do que como um recomeço. Eles ainda não disseram a palavra “disband”, mas o hiato do BIGBANG é o que mais dói nos fãs da segunda geração.
*NSYNC: na sombra de uma superestrela
Este é o caso clássico: o grupo entra em pausa e um membro se torna tão grande que voltar seria “dar passos para trás”. Em 2002, o *NSYNC parou. Justin Timberlake lançou Justified e o resto é história.
Por mais que Lance Bass, JC Chasez, Joey Fatone e Chris Kirkpatrick tenham tentado ensaiar retornos ao longo das décadas, a agenda e o status de Timberlake sempre foram impeditivos. Eles se reuniram para uma música em Trolls 3 recentemente, mas um álbum completo continua sendo um delírio febril dos fãs dos anos 2000.
Destiny’s Child: o hiato mais elegante do R&B
Beyoncé, Kelly Rowland e Michelle Williams são o exemplo de como terminar no topo. Em 2006, elas pararam após a turnê Destiny Fulfilled.
Ao contrário de muitas bandas, elas continuam melhores amigas e se apoiam publicamente. No entanto, o hiato musical é real. Fora apresentações icônicas no Super Bowl (2013) e no Coachella (2018), elas nunca mais entraram em estúdio como um trio. A carreira imperial de Beyoncé parece não deixar espaço para que ela volte a ser “apenas” um terço de um grupo.
EXO: o exército de idas e vindas
O EXO vive o que chamamos de hiato rotativo. Devido ao serviço militar sul-coreano, o grupo nunca esteve com sua formação completa de nove membros nos últimos anos.
Somado a isso, as batalhas judiciais de membros como Chen, Baekhyun e Xiumin contra a SM Entertainment em 2023 criaram uma névoa sobre o futuro. Eles lançaram Exist recentemente, e em outubro de 2025 anunciaram o tão aguardado comeback, mas nem todos os integrantes vão participar.
2NE1: A redenção tardia
O 2NE1 é o caso de hiato que se transformou em disband forçado e depois em milagre. Após anos de negligência da gravadora, o grupo acabou em 2016.
No entanto, a persistência das integrantes e o amor global levaram a um anúncio bombástico em 2024: elas estão voltando para uma turnê mundial. É o exemplo perfeito de que, às vezes, o hiato precisa de um choque de realidade para virar um retorno triunfal.
Girls’ Generation (SNSD): O grupo da nação em “modo de espera”
Após o aniversário de dez anos, várias integrantes deixaram a SM Entertainment, mas juraram que o grupo não acabou. Elas cumpriram a promessa com o álbum Forever 1 em 2022, mas logo voltaram ao hiato para focarem em suas carreiras de atrizes. É um grupo que existe, mas que o fã só consegue ver reunido uma vez a cada cinco anos.
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