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Dia da Visibilidade Trans: 10 filmes essenciais para assistir em 29 de janeiro

Em celebração à data, confira documentários e ficções de diferentes países que ampliam olhares sobre identidades e resistências da comunidade trans

Reconhecido oficialmente desde 2004, o Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado no dia 29 de janeiro, marca a luta por respeito, dignidade e direitos da população trans no Brasil. A data se originou após uma manifestação histórica ligada à campanha “Travesti e Respeito”, realizada no Congresso Nacional, e segue sendo um momento fundamental de reflexão e afirmação da comunidade.

Mesmo com os grandes avanços conquistados nas últimas décadas, a realidade ainda impõe desafios urgentes a serem solucionados. A violência contra pessoas trans e LGBTQIAPN+ persiste, bem como a dificuldade de acesso pleno a direitos básicos, evidenciando que a visibilidade continua sendo uma ferramenta de transformação social.

Em diálogo com essa data, foram reunidas obras de uma curadoria especial, entre documentários e ficções, vindas de diferentes países. As dez produções selecionadas ampliam perspectivas sobre vivências trans, explorando temas como identidade, pertencimento, desejo, família, exclusão, resistência e reinvenção, a partir de múltiplos olhares e contextos culturais.

Confira a seleção:

Inferninho (2018), de Pedro Diógenes e Guto Parente Brasil
Foto: divulgação/FILMICCA

Ambientado em um bar que exerce a função de refúgio de sonhos e fantasias, Inferninho acompanha a história de amor entre Deusimar, uma mulher trans que deseja partir, e Jarbas, um marinheiro em busca de suas raízes. O encontro entre os dois muda completamente a rotina do local e de seus frequentadores. O filme estreou no Festival de Roterdã e passou por diversos festivais internacionais, além de ser exibido no Festival de Brasília.

Tangerine (2015), de Sean Baker Estados Unidos
Foto: divulgação/FILMICCA

Filmado do início ao fim com iPhones, o filme apresenta um dia na vida de Sin-Dee Rella, mulher trans recém-saída da prisão que descobre ter sido traída pelo namorado. Após essa revelação, o longa mostra um retrato realista e humano de uma subcultura marginalizada de Los Angeles. Exibido em Sundance, Tangerine se tornou um marco do cinema queer contemporâneo.

Fabiana (2018), de Brunna Laboissière Brasil
Foto: divulgação/FILMICCA

O documentário aborda a última viagem de Fabiana antes da aposentadoria, após mais de 30 anos vivendo como caminhoneira nômade pelas estradas do Brasil. A obra representa um retrato sensível sobre trabalho, identidade e deslocamento, e teve passagem por festivais como Olhar de Cinema, Roterdã, IndieLisboa e a Mostra de São Paulo.

Lola e o Mar (2020), de Laurent Micheli Bélgica / França
Foto: divulgação/FILMICCA

Lola é uma jovem mulher trans que, após a morte da mãe, precisa enfrentar o pai ausente durante uma viagem ao Mar do Norte. Estrelado por Mya Bollaers, vencedora do Prêmio Magritte de Atriz Revelação, o filme retrata luto, identidade e reconciliação familiar.

Uýra – A Retomada da Floresta (2022), de Juliana Curi Brasil
Foto: divulgação/FILMICCA

O documentário acompanha Uýra, artista trans indígena, em uma jornada pela Amazônia que une arte performática, saberes ancestrais e ativismo. Dialogando com jovens indígenas, Uýra enfrenta o racismo estrutural e a transfobia, oferecendo uma reflexão profunda sobre território, corpo e resistência coletiva.

Dorian Gray no Espelho dos Tabloides (1984), de Ulrike Ottinger Alemanha
Foto: divulgação/FILMICCA

Inspirado na obra O retrato de Dorian Grey de Oscar Wilde, o filme reconstrói a figura de Dorian Gray como um produto midiático manipulado por uma imprensa sensacionalista. Ao abranger identidade como performance e o corpo como espetáculo, a obra figura debates centrais sobre gênero, visibilidade e violência simbólica, dialogando diretamente com experiências trans.

O Lugar Sem Limites (1978), de Arturo Ripstein México
Foto: divulgação/FILMICCA

Ambientado em um bordel de uma pequena cidade, o filme acompanha a trajetória de Manuela, uma travesti, e sua relação com a filha e os homens que controlam o poder local. Clássico do cinema latino-americano, o longa foi selecionado para representar o México no Oscar e integrou, décadas depois, a mostra Clássicos de Veneza.

O Que é Uma Mulher? (2020), de Marin Håskjold Noruega
Foto: divulgação/FILMICCA

Curta de apenas 14 minutos, O Que é Uma Mulher? acompanha o conflito gerado quando uma mulher trans é convidada a deixar um vestiário feminino. A situação revela tensões, preconceitos e múltiplas visões sobre identidade e pertencimento, transformando um episódio cotidiano em um potente debate social.

Genderblend (2017), de Sophie Dros Holanda
Foto: divulgação/FILMICCA

O documentário acompanha cinco jovens não-binários que vivem fora da norma de gênero tradicional. Ao abordar suas rotinas, desafios e afetos, o filme propõe uma reflexão sobre identidade, aceitação e a rigidez das categorias de gênero na sociedade contemporânea.

Señorita (2011), de Isabel Sandoval Filipinas
Foto: divulgação/FILMICCA

No primeiro longa de Isabel Sandoval, que também interpreta a protagonista, a trama acompanha Donna, uma mulher trans que trabalha como profissional do sexo em Manila e se envolve em um cenário político marcado por corrupção e violência. Com estética noir, o filme constrói um retrato tenso sobre sobrevivência, poder e marginalização.

 

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Leia também: Living The Land, vencedor do Urso de Prata de melhor direção, tem data de estreia nos cinemas nacionais 

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Cultura pop Música Notícias

Fcukers, duo que abre os shows de Harry Styles no Brasil, anuncia álbum de estreia

O lançamento do disco está previsto para o dia 27 de março

Nomeados pela BBC Radio 1 como Future Artist of the Month e adicionados pelo Spotify na playlist Artist to Watch, Fcukers anuncia o lançamento de seu álbum de estreia no dia 27 de março, pelo selo Ninja Tune. O disco Ö foi produzido por Kenneth Blume (FKA Kenny Beats) e mixado pelo engenheiro multi-vencedor do Grammy Tom Norris (que trabalhou com Lady Gaga, Charli XCX, The Weeknd e muitos outros) e conta com a produção adicional de Dylan Brady, do 100 Gecs, em três faixas do álbum.

Ö mostra os Fcukers em modo aceleração máxima, capturando a energia indomável que lhes rendeu o status de principais iniciadores de festa de Nova York. O álbum foi gravado no ano passado em uma intensa sessão de estúdio de duas semanas, após um primeiro encontro entre o duo e Kenny Beats, e reúne os recentes singles de destaque Play Me e I Like It Like That.

A premissa da produção conduz o ouvinte por todos os altos e baixos de uma noite no universo Fcukers. Afiado, musculoso e transbordando o auge de energia na pista que a dupla lapidou em sua curta trajetória, Ö comprova uma banda totalmente no controle do próprio som, pronta para ditar o ritmo de 2026.

O anúncio vem na esteira de grandes shows em arenas nos EUA com a banda Tame Impala – com direito a Kevin Parker elogiando a banda em diversos momentos e Billie Eilish indo encontrá-los nos bastidores –, além de um stadium show na Austrália com Dom Dolla. A dupla também esteve em uma série de apresentações com ingressos esgotados em Nova York e Los Angeles, e tocou para casas lotadas pela Europa e pelo Reino Unido, incluindo três noites consecutivas em Londres que deixaram milhares de fãs na lista de espera.

Em julho deste ano, a dupla abre os quatro shows da turnê Together, Together Tour, que o cantor Harry Styles fará no Estádio MorumBIS, em São Paulo. As apresentações acontecerão nos dias 17, 18, 21 e 24 de julho.

Fcukers
Imagem: divulgação/Live Nation

A chegada do álbum de estreia marca mais um ponto alto na trajetória meteórica da dupla, formada por Shanny Wise (vocais) e Jackson Walker Lewis (baixo, teclas, produção). Já um dos nomes novos mais comentados desde o EP de 2024, Baggy$$, a dupla vem sendo celebrada por especialistas e veículos especializados, como Zane Lowe, Rolling Stone, DAZED, W Mag, New York Times, Pitchfork, NME, The Face, HERO, NYLON, PAPER, Notion, NY Mag, Flaunt e Office Magazine.

O duo passou de seu primeiro show no Baby’s All Right para quase 200 pessoas, em 2023, para tocar para mais de 2 mil pessoas em Nova York em uma única noite. Já abriram para LCD Soundsystem durante a residência de 12 noites no Knockdown Center, apoiaram HAIM no Madison Square Garden para um público de 20 mil pessoas, Justice no Red Rocks, além de Disclosure e Confidence Man em suas turnês.

O Fcukers mantém uma impressionante rota de festivais, com sets lotados no Coachella, Lollapalooza, Glastonbury (apresentação transmitida nacionalmente pela BBC), Primavera Sound (Barcelona e Porto – e um dos poucos atos convidados a retornar em 2026), Outside Lands, Portola e muitos outros.

Fcukers
Foto: reprodução/Erica Snyder/Flaunt Magazine

A dupla também foi convidada para sonorizar festas da marca Celine (escolhidos a dedo por Hedi Slimane), a abertura da loja da Louis Vuitton 100 years in NYC em Manhattan (ao lado de Mike D, dos Beastie Boys), além de DJ sets na afterparty privada do Coachella da Charli XCX e, mais recentemente, na afterparty oficial do filme Caught Stealing (2025), que teve convidados notáveis dançando nos sofás até altas horas.

 

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Leia também: Together, Together Tour: Harry Styles anuncia novas datas no Brasil

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cinema Notícias

Bye-bye, orelhões: o fim da era que conectou o Brasil (e brilhou no cinema!)

Eles já foram o porto seguro de quem queria fofocar, o refúgio dos dramas urbanos e até estrelas de cinema. Mas, com o fim das concessões, os telefones públicos estão com os dias contados. Prepare o lencinho para esse adeus à maior rede social offline que o país já teve

Sabe aquele orelhão da esquina que hoje serve mais como suporte para adesivos ou anúncios improvisados? Ele está prestes a virar oficialmente peça de museu. A Anatel deu o veredito final: com o encerramento dos contratos das grandes operadoras, como Oi, Vivo e Claro, deixa de existir a obrigação legal de manter telefones públicos espalhados pelas calçadas brasileiras. É o ponto final de um processo silencioso que vem acontecendo há anos, à medida que esses aparelhos se tornaram cada vez mais raros, frequentemente sem funcionamento ou alvo de vandalismo.

Até 2028, a expectativa é que os orelhões desapareçam quase por completo das grandes cidades. A retirada será gradual e priorizará regiões onde o uso de celulares é praticamente universal e a demanda pelo telefone público caiu a níveis insignificantes. Eles ainda devem resistir por mais algum tempo em regiões remotas, aldeias indígenas e comunidades rurais, onde o acesso à telefonia móvel ou à internet ainda é limitado. Para a maioria da população urbana, o orelhão deixa de ser ferramenta essencial e passa a existir apenas como memória coletiva de uma época em que era preciso carregar moedas ou fichas para conseguir se comunicar.

orelhões
Foto: reprodução/olhar digital

Essa decisão marca o encerramento de um dos maiores símbolos de democratização da comunicação no Brasil. Durante décadas, ter um telefone fixo em casa era um privilégio caro e demorado, o que tornava o orelhão o único meio de contato com o mundo para milhões de pessoas. Com sua retirada, as cidades perdem um elemento icônico do mobiliário urbano, e o país oficializa a transição definitiva da era dos fios e cabines para o domínio absoluto do digital.

Girl Power: conheça Chu Ming Silveira, a mente brilhante por trás do ícone

Ao contrário do que muita gente imagina, o design futurista do orelhão não veio de um escritório estrangeiro. Ele é brasileiro e tem assinatura feminina. A arquiteta e designer Chu Ming Silveira, chinesa naturalizada brasileira, foi a responsável pelo projeto que venceu o concurso da Companhia Telefônica Brasileira em 1971. O desafio era prático e urgente: substituir cabines de madeira que eram caras, abafadas, ocupavam muito espaço e sofriam constante depredação.

orelhões
Foto: reprodução/arch daily

Inspirada na geometria do ovo e nas conchas marinhas, Chu Ming criou um objeto que unia forma e função de maneira inédita. A curvatura da redoma de fibra de vidro não apenas protegia o usuário, mas também reduzia o ruído das ruas, criando uma solução acústica eficiente sem necessidade de portas. Os modelos, batizados de Chu I e Chu II, se espalharam rapidamente pelo Brasil e chamaram tanta atenção que acabaram exportados para países como Peru, Colômbia e Moçambique.

orelhões
Foto: reprodução/arch daily

Além da inovação técnica, o projeto pensava a cidade. O orelhão não bloqueava a paisagem nem criava barreiras visuais pesadas, integrando-se às calçadas de forma quase orgânica. Projetado para resistir ao calor intenso e às chuvas tropicais, o design garantiu décadas de uso contínuo. Hoje, a criação de Chu Ming é referência em faculdades de design ao redor do mundo, estudada como exemplo de como a estética pode servir diretamente às necessidades sociais.

Do ação ao alô!”: o orelhão como estrela de cinema

A Hora da Estrela (1985)

No filme de Suzana Amaral, o orelhão surge como um símbolo direto da solidão urbana e da invisibilidade social. Em meio à cidade grande, ele aparece como um objeto frio, quase indiferente, que Macabéa tenta usar para se conectar a um mundo que insiste em não ouvi-la. O telefone público reforça o abismo entre o desejo de comunicação da personagem e a realidade dura da pobreza, funcionando como uma fronteira física e emocional entre ela e o restante da sociedade. A presença do orelhão intensifica o sentimento de isolamento que atravessa o filme e traduz visualmente a dificuldade de existir e ser percebida em um espaço urbano hostil.

Central do Brasil (1998)

Aqui, o orelhão assume o papel de elo entre mundos. Em um país de distâncias continentais, o telefone público aparece como portal de esperança e desespero, conectando o interior ao centro urbano. Em cenas decisivas, ele representa a possibilidade de reencontro, a chance de resgatar laços perdidos e de transformar uma ligação a cobrar em um ponto de virada emocional. No contexto do filme, o orelhão simboliza a busca por pertencimento, reforçando a ideia de que, em um Brasil fragmentado, a comunicação ainda pode ser o primeiro passo para a reconstrução de afetos.

O Homem que Copiava (2003)

No longa de Jorge Furtado, o orelhão aparece associado ao acaso, à urgência e às decisões rápidas que moldam a vida de quem vive à margem. Ele funciona como um espaço onde planos improvisados são comunicados e onde o cotidiano urbano se desenrola com ritmo acelerado. Inserido em uma estética pop e urbana, o telefone público se torna parte da engrenagem narrativa que mistura romance, crime e humor, mostrando como a comunicação pública pode ser tanto ferramenta de sobrevivência quanto de conquista amorosa.

Cidade de Deus (2002)

Em Cidade de Deus, o telefone público está diretamente ligado ao controle da informação e ao poder territorial. O orelhão surge em cenas de alta tensão como ponto estratégico, usado para monitorar movimentos da polícia ou de grupos rivais. Ele deixa de ser apenas um meio de comunicação e passa a integrar a lógica de vigilância e sobrevivência da comunidade. Sua presença evidencia como tecnologias públicas são apropriadas por dinâmicas locais, tornando-se peças fundamentais em um jogo de poder em que informação vale tanto quanto armas.

2 Filhos de Francisco (2005)

Talvez um dos usos mais emocionantes do orelhão no cinema nacional. O telefone público simboliza a persistência e a de Francisco, que espera ansiosamente pela ligação da rádio enquanto gasta suas últimas economias em fichas telefônicas. O orelhão se transforma em um verdadeiro monumento ao sonho, representando a esperança de um pai que acredita no talento dos filhos mesmo diante da pobreza, da distância e das dificuldades. A cena reforça o papel do telefone público como espaço de expectativa, onde segundos de espera carregam o peso de uma vida inteira.

O Agente Secreto (2025)

Em O Agente Secreto, o telefone público reaparece como peça central de tensão narrativa e comunicação fora do radar. Em um universo marcado por vigilância, paranoia e jogos de poder, o orelhão surge como um espaço ambíguo: permite contato longe dos circuitos digitais rastreáveis, mas expõe o personagem ao espaço público, ao imprevisto e ao perigo constante. Cada ligação carrega urgência e risco, reforçando a ideia de que nenhuma palavra é segura. O filme resgata o orelhão como símbolo de uma comunicação analógica, precária e vulnerável, mas justamente por isso mais humana e carregada de consequências. Em contraste com a lógica da hiperconectividade, o telefone público reafirma seu papel como ferramenta capaz de movimentar estruturas, selar destinos e colocar vidas em jogo.

O Invasor (2001)

No filme de Beto Brant, o orelhão contribui para a construção de um clima constante de paranoia e ameaça. As ligações feitas em cabines sujas, pichadas e mal iluminadas reforçam a sensação de que não há lugar seguro. O telefone público aparece como ponto de contato com um submundo violento, onde cada chamada pode significar perigo iminente. Ele intensifica a atmosfera de insegurança e mostra como a comunicação, em vez de proteção, pode se tornar instrumento de medo e controle.

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Leia também: Brasil em destaque no Oscar 2026: O Agente Secreto soma 4 indicações e o país ainda surge em fotografia

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Notícias Séries

Podcast oficial de Bridgerton estreia com lançamento da 4ª temporada

Elenco, criadores e segredos de bastidores ganham espaço em produção oficial que acompanha os novos episódios

A espera pela estreia da Parte 1 da quarta temporada de Bridgerton chegou ao fim! Nesta quinta-feira, 29 de janeiro, além dos novos episódios disponíveis na plataforma de streaming, os fãs também poderão ampliar ainda mais a experiência com o Bridgerton: O Podcast Oficial, produção em áudio e vídeo dedicada a acompanhar todos os detalhes da aguardada temporada da série.

Ao longo de seis episódios, Alison Hammond, estrela da TV britânica, conduzirá conversas intimistas e divertidas com o elenco e a equipe criativa da série, explorando os temas centrais da temporada, segredos de bastidores e a evolução dos arcos dos personagens. Entre os nomes confirmados estão os protagonistas Luke Thompson (Benedict Bridgerton) e Yerin Ha (Sophie Baek), além da produtora executiva Shonda Rhimes e da showrunner Jess Brownell.

Foto: divulgação/Netflix

O lançamento dos episódios do podcast, legendados em português, será semanal no YouTube da Netflix Brasil. Os três primeiros saem nos dias 29 de janeiro, 5 de fevereiro e 12 de fevereiro, sempre às 10h da manhã. Já os três episódios finais do podcast estão previstos para após a estreia da Parte 2 de Bridgerton, que chega à plataforma no dia 26 de fevereiro.

 

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Leia também: Personagem da 4ª temporada de Bridgerton ganha apresentação

 

 Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Livros Notícias

Livros paranormais conquistam jovens leitores no Brasil

Entre escapismo, identidade e fantasia, histórias sobrenaturais ganham espaço nas listas de leitura da nova geração

Vampiros, fantasmas, academias misteriosas e universos onde o real se mistura ao fantástico estão cada vez mais presentes nas estantes físicas e digitais de jovens leitores brasileiros. 

Nos últimos anos, obras com tramas paranormais vêm se consolidando como uma das preferidas entre adolescentes e jovens adultos, impulsionadas tanto pelo ambiente digital quanto pelas redes sociais literárias, onde recomendações e debates sobre o gênero se espalham com rapidez.

O crescimento desse interesse acompanha um dado relevante do mercado editorial. Segundo o Painel do Varejo de Livros, jovens lideram o consumo literário no país, sendo responsáveis por 35,64% do faturamento do setor. 

Ao mesmo tempo, pesquisas como Retratos da Leitura no Brasil revelam um cenário desafiador: 53% da população não leu sequer parte de um livro nos três meses anteriores ao levantamento. 

Nesse contraste, a ficção paranormal se destaca como uma porta de entrada para o hábito da leitura, especialmente entre públicos mais jovens. Mais do que entretenimento, essas narrativas funcionam como espaços de identificação e refúgio. 

Em um contexto marcado por instabilidade, ansiedade e questionamentos de identidade, o sobrenatural surge como linguagem simbólica para conflitos muito reais: pertencimento, amadurecimento, afetos intensos e a busca por sentido. É nesse cenário que títulos recentes têm chamado a atenção.

Em Coração de Gelo e Rosas (2025), a autora Babi A. Sette une romance e fantasia ao apresentar Briana, uma jovem assombrada por visões de um mundo que parece existir apenas nos contos de fadas. 

Foto: divulgação/Assessoria Aspas e Vírgulas/Entretetizei

Órfã e pesquisadora em linguística, ela tenta compreender suas origens enquanto se aproxima de Ian Ferner, seu orientador, um professor frio, respeitado e cercado por segredos. A obra marca a entrada da autora no universo fantástico sem abandonar o romance emocional que já caracteriza sua escrita.

As Almas da Academia Blackwood (2025), estreia no Brasil de I.V. Marie, aposta na estética da dark academia. Ambientado em uma escola situada entre a vida e a morte, o livro acompanha jovens almas que competem no Decênio, uma série de provas sobrenaturais cujo prêmio envolve uma escolha definitiva: integrar a elite imortal de Blackwood ou atravessar para o Outro Lado. A narrativa combina fantasia, tensão e ambiente universitário, elementos que vêm conquistando leitores nas redes.

Foto: divulgação/Assessoria Aspas e Vírgulas/Entretetizei

Encerrando a lista, Feras (2025), de Lis Vilas Boas, apresenta um romance paranormal ambientado em um Rio de Janeiro fictício, às vésperas do carnaval. Inspirada por elementos do imaginário carioca, como o jogo do bicho e a cultura carnavalesca, a autora constrói uma trama de segunda chance entre Selene Veronis e Heitor Lacarez, misturando desejo, poder e liberdade em um cenário onde o sobrenatural se insinua de forma simbólica e urbana.

Foto: divulgação/Assessoria Aspas e Vírgulas/Entretetizei

Entre o fantástico e o emocional, os livros com temática paranormal seguem ganhando força ao dialogar diretamente com as inquietações de uma geração que busca, na leitura, não apenas fuga mas reconhecimento.

 

E você, também é do time fantasia/paranormal? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei Facebook, Instagram e X. E, se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube de Leitura do Entretê!

Leia também: Crítica | A Melhor Surpresa e a delicadeza de recomeçar

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Livros Notícias

Livro O Elo da Mariposa destaca diálogo no Dia da Visibilidade Trans

Projeto reúne depoimentos e incentiva empatia em tempos de transfobia

Em um contexto no qual a violência transfóbica ainda influencia números e estatísticas, a literatura surge como espaço de resistência, acolhimento e criação de pontes. No mês em que se celebra o Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), a discussão sobre o direito à existência digna encontra um importante aliado no livro O Elo da Mariposa. Desenvolvido pela ilustradora Luda Aquareluda, em parceria com a multi-artista Nambir Kaur, o título está disponível online e funciona como suporte para famílias que buscam compreender e acolher identidades trans desde a infância.

Foto: reprodução/Instagram @elodamariposa

Mais do que uma obra literária, O Elo da Mariposa se apresenta como um convite à escuta. A publicação reúne depoimentos de familiares que compartilham experiências, dúvidas, aprendizados e afetos durante o processo de entendimento e acolhimento de identidades trans, muitas ainda na infância e adolescência. Os relatos evidenciam desafios cotidianos enfrentados por essas pessoas e por seus familiares, além de destacar o amor presente nessas relações em um país onde a transfobia ainda se manifesta de maneira alarmante.

O projeto teve como ponto de partida a transição de gênero da irmã de Luda Aquareluda, responsável também pelas ilustrações em aquarela. “Fui a primeira a saber que Rapha era minha irmã, e não meu irmão. Surgiram novas perspectivas, conceitos foram decapitados. Em família, aprendemos muito e, nas crises e tristezas do caminho, expandimo-nos. Surgiu a ideia de editar um livro ilustrado que inspirasse outras pessoas que também estavam passando por este processo. Muitas aquarelas foram fluindo entre lágrimas, manifestando pinturas que são de acolhimento e de amor”, relata.

Foto: reprodução/Instagram @elodamariposa

As entrevistas e a organização do conteúdo ficaram a cargo da antropóloga e multi-artista Nambir Kaur, que priorizou uma abordagem acessível, didática e afetuosa, contando ainda com a consultoria especializada do psicólogo Ernesto Nunes.

O fio condutor dos encontros foi a potência do acolhimento em suas inúmeras facetas, sempre com um olhar compassivo sobre as dificuldades inerentes ao processo. Conversamos sobre o luto das idealizações, o medo da transfobia, a religiosidade e a espiritualidade, a surpreendente capacidade amorosa dos mais idosos e, principalmente, a beleza do amor que nos transforma quando encontramos coragem”, explica Nambir Kaur.

Foto: reprodução/Instagram @elodamariposa

O livro foi editado e promovido pela Casa Jasmim, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e da OSC Jasminas. A obra foi distribuída gratuitamente para escolas e bibliotecas da rede pública e também pode ser adquirida online. Para garantir acessibilidade a pessoas com deficiência visual, parte da tiragem foi impressa em braille.

O livro O Elo da Mariposa foi lançado online e está disponível nas principais plataformas. Mais informações acerca do projeto podem ser encontradas no perfil do Instagram

Foto: reprodução/Instagram @elodamariposa

Em tempos em que o debate sobre identidade e respeito ainda enfrenta tantas barreiras, O Elo da Mariposa se firma como um gesto de escuta e humanidade. Ao reunir histórias reais de afeto, aprendizado e transformação, o livro não apenas amplia o diálogo sobre vivências trans, mas também reforça a importância do acolhimento dentro e fora de casa, mostrando que compreender o outro é, antes de tudo, um exercício de amor e coragem.

Foto: reprodução/Instagram @elodamariposa

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Música Notícias

The Lumineers anunciam datas na América do Sul da turnê mundial Automatic 2026

A turnê inclui shows no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Equador

The Lumineers anunciaram uma etapa sul-americana de sua turnê mundial Automatic World Tour, trazendo seu aclamado show ao vivo para a América Latina em abril e maio de 2026. As novas datas anunciadas levarão a banda a realizar shows como atração principal em grandes arenas no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Equador, dando continuidade ao impulso de uma das turnês mais bem-sucedidas de sua carreira.

A etapa sul-americana começa em 22 de abril no Rio de Janeiro, no Vivo Rio; passando por Curitiba, no dia 24 de abril, na Live Curitiba; e São Paulo  no dia 25 de abril, na Suhai Music Hall;, seguida por Buenos Aires, Santiago, Bogotá e Lima, antes de encerrar em 9 de maio em Quito, no Equador.

A turnê celebra o lançamento do mais recente álbum do The Lumineers, Automatic, lançado pelo selo Dualtone e que marca o trabalho mais pessoal e criativamente expansivo da banda até hoje. Elogiado por sua emoção crua e seus hinos coletivos, Automatic consolidou ainda mais a reputação do The Lumineers como um dos shows ao vivo mais poderosos do rock moderno;  reputação refletida em estádios, arenas e apresentações como headliners em festivais esgotados ao redor do mundo.

Os fãs já podem se cadastrar para ter acesso antecipado à pré-venda de ingressos. As pré-vendas para fãs começam na quarta-feira, 28 de janeiro, às 10h online e 11h nas bilheterias oficiais. A venda de ingressos para o público em geral estará disponível a partir do dia 30 de janeiro, começando às 10h online e às 11h nas bilheterias oficiais. 

As datas na América do Sul vêm após uma jornada épica de shows da Automatic

Foto: divulgação/Noa Griffel

World Tour pela Europa, América do Norte e palcos de festivais ao redor do mundo, onde o The Lumineers foi atração principal em locais icônicos como Citi Field, Fenway Park, Soldier Field, Empower Field at Mile High e a The O2, em Londres, entre outros.

Após mais de duas décadas juntos, Wesley Schultz e Jeremiah Fraites continuam a evoluir criativamente, entregando performances carregadas de emoção e forte conexão com o público, marcas registradas da banda, momentos que transformam cada sala, arena e estádio em uma experiência compartilhada.

The Lumineers 

The Automatic World Tour 2026 –- América do Sul 

22 de abril – Rio de Janeiro, BR – Vivo Rio

24 de abril – Curitiba, BR – Live Curitiba

25 de abril – São Paulo, BR – Suhai Music Hall

29 de abril – Buenos Aires, AR – Estadio Malvinas Argentinas

1º de maio – Santiago, CL – Movistar Arena

4 de maio – Bogotá, CO – Movistar Arena

7 de maio – Lima, PE – Costa 21 Duomo

9 de maio – Quito, EC – Arena Top Media

 

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Leia também: Together, Together Tour: Harry Styles anuncia novas datas no Brasil 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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