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Crítica | Bridgerton 4ª temporada: um amor digno de conto de fadas

Primeira parte aposta no romance de Benedict e Sophie com química impecável e núcleos secundários mais maduros

[Contém spoiler] 

Histórias de amor atravessam gerações porque tocam em algo profundamente humano: o desejo de conexão, pertencimento e descoberta. Quando contadas com sensibilidade, elas deixam de ser apenas romances e se transformam em experiências que evocam memórias, sonhos e até frustrações. É justamente essa mistura entre emoção e fantasia – muitas vezes envolta em uma atmosfera quase de conto de fadas – que faz com que determinadas narrativas permaneçam no imaginário coletivo por tanto tempo.

Foto: reprodução/Netflix

A quarta temporada de Bridgerton (2020-) inicia sua jornada lembrando ao público por que a série se tornou um fenômeno: ela fala, acima de tudo, sobre amor em suas múltiplas formas. Amor romântico, amor maduro, amor não correspondido, amor próprio e até amor que dói. Essa primeira parte da temporada entrega emoção, estética impecável e, talvez pela primeira vez desde a estreia da produção, uma sensação de fidelidade genuína à essência literária. Mesmo com mudanças inevitáveis da adaptação, a narrativa se mantém surpreendentemente próxima ao núcleo de Um Perfeito Cavalheiro (2001), de Julia Quinn, o que faz desta, até agora, a temporada mais consistente da série.

Foto: reprodução/De Livro em Livro

A trama acompanha Benedict Bridgerton (Luke Thompson), o segundo filho da família, cuja vida muda ao conhecer a enigmática Dama de Prateado durante o baile de máscaras promovido por sua mãe, Violet (Ruth Gemmell). Por trás do disfarce está Sophie Baek (Yerin Ha), uma jovem que é bastarda de um conde e que vive à margem de sua própria herança, submetida aos abusos da madrasta, Lady Araminta Gun (Katie Leung), e da meia-irmã, Rosamund Li (Michelle Mao) dentro da casa que um dia pertenceu a seu pai. O encontro entre os dois dá início a uma história que mistura encanto, identidade e escolhas difíceis – como todo bom conto de fadas, mas sem prometer finais fáceis.

O espetáculo visual de Bridgerton

Se há algo que Bridgerton nunca falha em entregar é o espetáculo visual e, aqui, isso se reafirma com força. A temporada se abre com um baile de máscaras oferecido por Violet Bridgerton (Ruth Gemmell), evento que inaugura oficialmente a nova temporada social em Londres. A escolha não poderia ser mais simbólica: máscaras escondem identidades, revelam desejos e antecipam o tom de conto de fadas que permeia o arco de Benedict e Sophie. 

Foto: reprodução/Netflix

Os cenários seguem luxuosos, os figurinos continuam exuberantes e a fotografia permanece delicada e vibrante na medida certa. É um universo onde o exagero é proposital e funciona como assinatura estética.

Quando a música conta a história
Foto: reprodução/Netflix

A trilha sonora, mais uma vez, é um dos maiores triunfos da série – talvez o mais marcante desta primeira parte. A escolha de Enchanted, de Taylor Swift, vai além do apelo popular e encontra eco direto na própria origem da canção. Escrita a partir de um encontro marcante que Swift teve com Adam Young, vocalista e fundador da banda de synthpop Owl City, por quem sentiu uma conexão imediata, a música nasce desse instante único em que tudo parece possível e, justamente por isso, tão frágil. A cantora já comentou que a inspiração veio da sensação de conhecer alguém especial e torcer, em silêncio, para que aquela pessoa não estivesse apaixonada por outra.

Na série, o paralelo é inevitável. Muitos fãs já desejavam que a faixa se tornasse tema de Benedict e Sophie, e sua inclusão reforça o caráter quase mágico do primeiro encontro dos dois. Diferente da história que inspirou Taylor, o casal tem apenas uma dança e uma noite compartilhada, mas o impacto é igualmente transformador. Há, sobretudo, uma inversão dolorosa: Sophie reconhece Benedict, guarda a memória e o sentimento, enquanto ele sequer sabe quem ela é fora da máscara. O encanto deixa de ser apenas sobre paixão instantânea e passa a carregar também a angústia de amar em silêncio, um sentimento que ecoa ao longo de toda a temporada.

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Em contraste, o encerramento do quarto episódio, intitulado Um Perfeito Cavalheiro, traz a versão instrumental de Bad Idea Right?, de Olivia Rodrigo, e muda completamente o tom emocional. Após declarar seus sentimentos, Benedict propõe que Sophie se torne sua amante, um pedido que a devasta profundamente, principalmente por tocar em feridas ligadas ao passado de sua mãe, que viveu como criada e amante. A música, irônica e intensa, traduz perfeitamente a quebra do ideal romântico e marca um dos momentos mais dolorosos e memoráveis desta primeira parte.

Além do romance principal: corações que estão movendo a temporada

Se o casal principal sustenta o eixo romântico, são os núcleos paralelos que conferem profundidade e maturidade à temporada. Diferente de fases anteriores, em que as tramas secundárias orbitavam quase sempre o mesmo círculo de bailes e títulos nobres, aqui há uma expansão perceptível do olhar narrativo. 

Foto: reprodução/Netflix

A presença de Sophie como personagem central permite que o público conheça com mais intimidade o cotidiano dos criados, a dinâmica de hierarquia dentro das casas e o contraste entre luxo e serviço que sustenta silenciosamente a sociedade retratada. Esses arcos deixam de ser meros complementos e passam a funcionar como peças essenciais para compreender o universo além dos salões iluminados, revelando conflitos de classe, pertencimento e identidade que enriquecem a história como um todo.

Somado a isso, diferentes núcleos ganham espaço e complexidade, revelando camadas que vão muito além do romance central.

O amor também amadurece
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A relação entre Violet (Ruth Gemmell) e Marcus (Daniel Francis) é, possivelmente, uma das construções mais bonitas desta fase. A química entre os dois é natural e delicada, mas o que realmente se destaca é o significado narrativo. Violet representa mulheres maduras que muitas vezes deixam de ser vistas como indivíduos desejantes após a maternidade ou com o avanço da idade. Sua jornada mostra que ainda há espaço para romance, conexão e redescoberta sem que isso diminua seu papel como mãe e amiga. É uma trama sensível, necessária e extremamente bem recebida emocionalmente.

Amores que não cabem em expectativas
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O arco de Francesca (Hannah Dodd) segue sendo o mais delicado e também o mais divisivo desta primeira parte. Recém-casada com John Stirling (Victor Alli), ela demonstra dificuldades de conexão e intimidade que revelam uma distância emocional cada vez mais perceptível – um contraste marcante em relação à forma como o relacionamento é retratado nos livros. Paralelamente, a série aprofunda a aproximação entre Francesca e Michaela Stirling (Masali Baduza), escolha criativa que vem gerando debates intensos desde a temporada anterior.

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A complexidade da personagem, porém, não se limita ao campo romântico. Parte do público passou a enxergar em Francesca uma possível representação neurodivergente, especialmente por sua necessidade de silêncio, desconforto diante de convenções sociais e maneira particular de se relacionar com o mundo.

Embora Julia Quinn tenha afirmado que essa não foi uma intenção consciente na obra original, a própria equipe criativa da série reconheceu que a leitura surgiu de forma orgânica entre espectadores e roteiristas. O resultado é uma personagem que, mesmo sem rótulos explícitos, permite identificação a quem raramente se vê representado em narrativas de época.

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A decisão de tornar Francesca (Hannah Dodd) uma personagem queer e transformar Michael em Michaela também divide opiniões. Para leitores fiéis aos livros, a mudança soa como ruptura; para outros espectadores, representa um avanço significativo em termos de inclusão. A própria produção defende a escolha como uma oportunidade de oferecer um felizes para sempre a diferentes formas de amor, sem invalidar o afeto genuíno que Francesca sente por John – um amor construído mais no companheirismo e na amizade do que na paixão arrebatadora. 

É justamente essa dualidade que torna sua jornada tão desconfortável quanto humana, prometendo desdobramentos ainda mais intensos na segunda parte da temporada.

Afeto em voz alta e tinta permanente
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Penelope (Nicola Coughlan) e Colin (Luke Newton) surgem como o contraponto leve e apaixonado. O casal mantém uma sintonia encantadora, enquanto Lady Whistledown (Nicola Coughlan) continua sendo uma força narrativa essencial. Suas observações sobre a sociedade – desde pequenas intrigas até comentários mais amplos sobre reputação e comportamento – seguem afiadas e divertidas, garantindo frescor e continuidade ao espírito crítico que sempre acompanhou a série.

Amizade à prova do tempo
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Talvez o núcleo mais emocionalmente poderoso seja o de Lady Danbury (Adjoa Andoh) e Rainha Charlotte (Golda Rosheuvel). A amizade entre as duas começa a se fragilizar quando Lady Danbury expressa o desejo de deixar Londres e retornar às suas origens familiares, ligadas à linhagem real da tribo Kpa-Mende Bo, em Serra Leoa. Charlotte recusa prontamente, temendo perder mais uma presença significativa em sua vida enquanto lida com o envelhecimento do marido e o encolhimento de seu círculo social.

Ambas as perspectivas são compreensíveis, e justamente por isso os confrontos entre elas carregam tanta carga dramática. São cenas que misturam saudade, lealdade e medo da solidão, entregando alguns dos momentos mais tocantes desta primeira fase.

Entre debuts e questionamentos
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A aproximação entre Eloise (Claudia Jessie) e Hyacinth (Florence Hunt) é uma das surpresas mais delicadas desta temporada. Enquanto Eloise reafirma sua decisão de não se casar e passa a se enxergar cada vez mais deslocada em conversas sobre matrimônio – especialmente ao lado de Penelope (Nicola Coughlan) e Francesca (Hannah Dodd), que trocam confidências quase cifradas sobre a vida conjugal, como na bem-humorada cena dos biscoitos esquentando – Hyacinth se encontra no extremo oposto, ansiosa e completamente imersa na expectativa de seu debut.

A dinâmica entre as duas evidencia o contraste de perspectivas dentro da própria família Bridgerton. Ao perceber que Eloise evita pretendentes e eventos sociais, Violet determina que ela acompanhe a irmã mais nova nas aulas de etiqueta, o que gera um desconforto inevitável. A situação ecoa a relação que Eloise teve com Daphne (Phoebe Dynevor) nas primeiras temporadas: a sensação constante de inadequação diante de rituais sociais que parecem naturais para outras mulheres, mas que para ela soam artificiais e limitadores.

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O ponto de virada acontece durante um jantar na casa Kilmartin, quando Hyacinth confronta Eloise após ser ridicularizada pela irmã mais velha. O momento é breve, porém significativo: Eloise, conhecida por suas respostas rápidas e convicções firmes, se vê sem palavras e, pela primeira vez em muito tempo, verdadeiramente reflexiva. É uma cena que humaniza ambas, pois Hyacinth deixa de ser apenas a caçula entusiasmada e Eloise revela uma vulnerabilidade rara, mostrando que amadurecer também significa ouvir aquilo que não se quer escutar.

Esse núcleo não entrega grandes escândalos, mas oferece algo igualmente valioso: a construção de um laço fraterno que cresce em meio a diferenças, revelando que, em Bridgerton, nem todos os conflitos giram em torno do romance, alguns nascem simplesmente do processo de descobrir quem se é em um mundo que insiste em dizer quem você deveria ser.

O outro lado do brilho
Foto: reprodução/Netflix

O núcleo de Araminta (Katie Leung) e da família Li amplia o olhar da temporada para as engrenagens sociais que sustentam o luxo da alta sociedade. A chamada Guerra das Criadas é um exemplo claro disso. Ao dispensar Sophie e, posteriormente, tentar atrair empregados de outras casas, Araminta transforma as relações de trabalho em disputa de poder e status. O gesto revela não apenas frieza, mas uma compreensão estratégica das hierarquias que regem aquele universo.

Nos livros, Araminta é retratada como uma figura abertamente inescrupulosa, disposta a ultrapassar qualquer limite para alcançar seus objetivos. A série suaviza parcialmente essa vilania, apresentando uma personagem ainda cruel, porém menos caricata e talvez mais ambígua. Essa escolha abre espaço para diferentes leituras, pois enquanto alguns espectadores sentem falta da antagonista implacável das páginas, outros percebem na adaptação uma tentativa de complexificar suas motivações, possivelmente preparando terreno para uma redenção ou reconfiguração na segunda parte da temporada.

Foto: reprodução/Netflix

Essa diferença de abordagem não enfraquece o conflito, mas muda o seu tom: em vez de uma vilã absoluta, a série entrega uma antagonista que opera dentro das regras sociais com cálculo e oportunismo, o que torna suas ações menos explosivas, porém igualmente reveladoras das desigualdades que permeiam o enredo.

Um conto de fadas imperfeito

O romance entre Benedict (Luke Thompson) e Sophie (Yerin Ha) é o eixo emocional da temporada, mas seu maior trunfo não está apenas na narrativa, está na atuação e na química entre os atores. Há uma naturalidade nas trocas de olhares, nas pausas e até nos silêncios, transformando cenas simples em momentos memoráveis. 

Foto: reprodução/Netflix

A famosa cena do lago, por exemplo, rapidamente se tornou um dos pontos mais comentados entre os fãs justamente por condensar vulnerabilidade e desejo sem recorrer a excessos. Já o reencontro no campo, quando Benedict a defende de Philip Cavender e de seus amigos, marca uma virada simbólica: ali o conto de fadas deixa de ser apenas fantasia e passa a assumir riscos sociais reais.

Individualmente, os protagonistas também revelam nuances interessantes em relação à obra original. Sophie, na adaptação, é construída com maior poder de decisão. Ela não apenas reage ao mundo, mas faz escolhas conscientes, recusando destinos que lhe são impostos e se posicionando diante das propostas que a diminuem. Sua força não está no confronto direto, mas na firmeza silenciosa de quem entende o próprio valor.

Foto: reprodução/Netflix

Benedict, por outro lado, surge menos incisivo e menos dominante do que nos livros. Ainda que tome decisões questionáveis e por vezes egoístas, sua postura é marcada por hesitação e imaturidade emocional. Parte desse comportamento também deriva do fato de ele ainda desconhecer completamente a história de Sophie – sua origem, sua condição de filha bastarda e o peso social que isso carrega. Essa ignorância não o isenta, mas adiciona camadas ao conflito: o romance se constrói não apenas sobre atração, mas sobre descobertas tardias e a necessidade de crescimento pessoal.

Foto: reprodução/Netflix

O resultado é um casal que funciona justamente por não ser perfeito. O encanto existe, mas é atravessado por falhas humanas, orgulho e vulnerabilidade – elementos que tornam a releitura de Cinderela menos idealizada e muito mais palpável.

Quando o encanto não se dissipa: expectativas para a segunda parte

Ao final desta primeira parte, o sentimento predominante é de expectativa. A recepção do público tem sido majoritariamente positiva, e, mesmo diante de decisões narrativas controversas – especialmente a proposta de Benedict para Sophie – muitos fãs já se mostram prontos para passar pano caso o personagem apresente o amadurecimento necessário nos próximos episódios. 

Foto: reprodução/Netflix

A temporada também reforça com delicadeza os elementos clássicos de Cinderela: o baile mágico, a empregada que adentra um espaço que não lhe pertence, o objeto deixado para trás – aqui representado por uma luva – e a dinâmica social entre nobreza e serviço que sustenta todo o conflito.

O que realmente sustenta essa releitura, porém, é a química entre Benedict e Sophie. Impecável, cativante e profundamente comovente, ela transforma cada reencontro em promessa e cada silêncio em torcida coletiva. Há algo poeticamente bonito na ideia de Benedict se apaixonar duas vezes pela mesma mulher sem perceber, enquanto o público acompanha ansioso para que a verdade venha à tona. 

Mais do que um romance de época, a primeira parte da quarta temporada de Bridgerton entrega a sensação de que o amor pode ser redescoberto e que, às vezes, o encantamento não está em encontrar alguém novo, mas em finalmente enxergar quem sempre esteve ali.

A segunda parte da quarta temporada estreia em 26 de fevereiro. Por isso, não guardem os espartilhos e nem as máscaras, pois o conto de fadas de Benedict e Sophie ainda reserva muitas surpresas. 

Foto: reprodução/Netflix

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Leia também: Resenha | Um Perfeito Cavalheiro: o conto de fadas imperfeito de Julia Quinn

 

Texto revisado por Larissa Couto

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The Rose: documentário sobre trajetória da banda ganha data de estreia no Brasil

Filme apresenta os bastidores da busca por independência do quarteto de indie rock sul-coreano

 

Black Roses brasileiros já podem marcar o dia 14 de fevereiro no calendário. O documentário The Rose: Come Back to Me chega aos cinemas nacionais com distribuição da Sato Company.

​A produção traz um olhar profundo sobre a jornada de um dos maiores nomes do indie rock atual. O foco principal é o período de transição do grupo, que decidiu trilhar um caminho autônomo na indústria musical.

O filme explora o processo criativo e os desafios reais enfrentados pelos integrantes. O quarteto buscou maior liberdade artística longe dos moldes tradicionais do K-pop após enfrentar um hiato por questões contratuais.

​A obra acompanha a banda em turnês mundiais e mostra a evolução que os levou a palcos como o do Coachella. Vale lembrar que o grupo possui uma conexão forte com o Brasil, sendo o primeiro ato coreano no Lollapalooza Brasil.

​Dirigido por Eugene Yi, o documentário promete humanizar a figura dos artistas. O longa revela as vulnerabilidades e a resiliência necessárias para manter uma banda independente no topo das paradas globais.

 

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Leia também: Você lembra deles? Nomes do indie e folk que deveriam voltar para sua playlist

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cultura Cultura asiática Eventos Música Notícias

Yerin desembarca no Brasil com turnê Chapter Y in South America

Com três shows confirmados, fãs tratam apresentações como momento histórico do K-pop

Yerin, integrante do grupo GFriend, anunciou sua primeira turnê oficial na América do Sul, Chapter Y in South America, que marca um novo momento de conexão direta com os fãs em sua carreira solo.

Com hits queridos pelos fãs, como Awake e WayV, a cantora aposta em performances intimistas, criadas para aproximar ainda mais seu público. 

Yerin desembarca em solo brasileiro com forte potencial de repetir o impacto das últimas grandes turnês do gênero, impulsionada por um público jovem, engajado e altamente ativo nas redes.

Depois das três datas brasileiras, a artista segue para shows em Buenos Aires (4 de fevereiro) e Santiago (6 de fevereiro), consolidando sua presença no continente.

Foto: divulgação/Keybeat
Serviço 

Sala Nelson Pereira dos Santos – Niterói (RJ)

Quando: 30 de janeiro (sexta-feira), às 20h

Ingressos disponíveis no site: articket.com.br

Studio Stage – São Paulo (SP)

Quando: 31 de janeiro (sábado), às 20h

Ingressos disponíveis no site: bilheto.com.br

Teatro AMRIGS – Porto Alegre (RS)

Quando: 2 de fevereiro (domingo), a partir das 20h

Ingressos disponíveis no site: articket.com.br

 

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Leia também: De Closer ao filtro do cachorro no Snapchat: por que 2016 virou o ano mais lembrado da cultura pop, e por que a gente só percebeu isso agora?

 

Texto revisado por Kalylle Isse

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Cultura Notícias Teatro

Com Mouhamed Harfouch, monólogo Meu Remédio está de volta a São Paulo

O espetáculo, vencedor do FITA e do Prêmio Arcanjo, reabre temporada no dia 28 de fevereiro, celebrando público crescente, crítica unânime e novas chancelas na carreira do artista

Ele está de volta! Depois de uma trajetória que passou por Juiz de Fora, por uma longa temporada no Rio de Janeiro e pela elogiada estreia em São Paulo, o espetáculo Meu Remédio volta ao Teatro Santos Augusta a partir de 28 de fevereiro de 2026.

Escrita, produzida e estrelada por Mouhamed Harfouch, com direção de João Fonseca, a montagem chega à segunda temporada paulista fortalecida por um ano praticamente inteiro em cartaz e pelo reconhecimento da crítica, do público e de premiações importantes. Nesse intervalo, o espetáculo venceu o Prêmio FITA na categoria Melhor Dramaturgia – em uma edição que recebeu também indicações de Direção e Melhor Ator – e conquistou o Prêmio Arcanjo de Teatro Solo, chancelas que reforçam a força e a originalidade do trabalho.

A peça foi construída a partir do desejo do artista de revisitar sua trajetória e compreender a relação com seu próprio nome. Entre música ao vivo, humor, passagens biográficas e momentos de introspecção, Harfouch resgata memórias da infância e da juventude, marcadas pela herança síria do lado paterno e pela ascendência portuguesa da família materna, além de experiências de pertencimento e aceitação no Brasil dos anos 1970. Essa combinação de delicadeza e comicidade estabeleceu uma conexão rápida com o público, tornando Meu Remédio um dos solos mais elogiados do último ano.

A criação do texto começou durante as gravações da novela Órfãos da Terra, quando o ator foi levado a reaproximar-se de suas raízes. O processo se intensificou durante a turnê da peça Quando Eu for Mãe Quero Amar Desse Jeito, ocasião em que o artista percebeu que aquele mergulho emocional precisava ganhar forma no palco. A escrita se desenrolou ao longo de meses, acompanhada do desafio de assumir simultaneamente a atuação e a produção do próprio espetáculo, uma escolha que exigiu maturidade e segurança artística. O olhar cuidadoso do diretor João Fonseca foi fundamental para equilibrar espontaneidade, humor e emoção, permitindo que a narrativa pessoal dialogasse com questões universais e atemporais.

Foto: reprodução/Claudia Ribeiro

A nova temporada marca também um momento de expansão profissional para Harfouch, que reafirma a versatilidade de uma carreira com mais de três décadas, mais de 40 produções teatrais e participações em novelas, séries e filmes de grande repercussão nacional.

Entre seus trabalhos mais recentes nas telas está a série musical Rensga Hits, na qual participou das três temporadas, sendo que a terceira foi exibida recentemente pela Globo. Em 2026, o artista amplia também sua presença no cinema e poderá ser visto em dois novos longas: Viver de Vento, onde interpreta Torben Grael, e na cinebiografia Emmanuel, em que assume o papel-título, reforçando uma fase de intensa produção e renovação artística.

Com personagens que simbolizam figuras marcantes das duas primeiras décadas de sua vida, costurada a uma trilha cantada e tocada ao vivo, Meu Remédio convida o público a refletir sobre a relação com as próprias origens, partindo do íntimo para alcançar o coletivo. O espetáculo, que se consolidou como um dos solos mais bem-sucedidos do ciclo recente, evidencia como cada história pessoal é atravessada por escolhas, afetos e camadas que moldam quem somos, emocionando plateias ao tratar de identidade, pertencimento e autoconhecimento. A nova temporada aprofunda esse percurso, ressaltando que, muitas vezes, o maior remédio é aceitar quem se é. “Um nome nunca é só um nome”, lembra Harfouch em cena, e a trajetória do espetáculo demonstra como relatos verdadeiros têm o poder de conectar e transformar.

Ficha técnica

Idealização, produção e texto: Mouhamed Harfouch

Elenco: Mouhamed Harfouch

Direção: João Fonseca

Figurinos: Ney Madeira e Dani Vidal

Iluminação: Daniela Sanchez

Cenografia: Nello Marrese

Coordenação Geral: Edmundo Lippi

Assessoria: GPress Comunicação

Serviço:

Local: Teatro Santos Augusta

Alameda Santos, 2159 – Jardim Paulista, São Paulo

Estreia: 28 de fevereiro de 2026

Temporada: 28 de fevereiro a 29 de março de 2026

Sessões: sábado, 20h; domingo, 18h

Valor: R$ 150 Plateia | R$ 90 Balcão

Ingressos: Bilheteria local e Sympla

Duração: 75 minutos

Classificação: 10 anos

 

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Leia também: Daniela Chindler transforma o Theatro Municipal em experiência viva de memória e afeto

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Se Eu Fosse Você 3 estreia em junho e tem teaser oficial divulgado

A franquia ganha continuação com Tony Ramos, Glória Pires, Cleo Pires e Rafael Infante nos papéis principais e tem estreia marcada para junho de 2026 nos cinemas de todo o país

Um raio caindo três vezes na mesma família! É essa a premissa apresentada no teaser oficial que acaba de sair de Se Eu Fosse Você 3, que traz Tony Ramos e Glória Pires de volta aos icônicos personagens Cláudio e Helena, agora em uma nova fase da vida. O casal divide a cena com a filha Bia (Cleo Pires), agora adulta, e seu parceiro Aquiles (Rafael Infante), indicando que a troca de corpos, marca registrada da franquia, pode retornar aqui com novas e divertidas situações.

Foto: divulgação/Eny Miranda

Após o enorme sucesso de bilheteria dos dois primeiros filmes, lançados em 2006 e 2009, Se Eu Fosse Você 3 estreia em junho de 2026, exclusivamente nos cinemas de todo o país, marcando o retorno triunfal de uma das franquias mais queridas do cinema nacional, mais de uma década após seu último capítulo.

 

O longa é dirigido por Anita Barbosa com supervisão artística de Daniel Filho, responsável pela direção dos dois primeiros filmes da agora trilogia. A produção é da Total International, em coprodução e distribuição da Disney Brasil

Foto: divulgação/Eny Miranda

Além do quarteto protagonista, o elenco ainda conta com Valentina Daniel, Paulo Rocha, Yohama Eshima, Dan Ferreira, Rosi Campos, participação especial de Fefe Schneider, entre outros grandes nomes. 

 

E aí, gostou de saber mais sobre esse grande sucesso nacional? Está ansiosa para a continuação da comédia? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Teaser de As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você revela drama emocionante com Any Gabrielly e Giulia Be

Filme inspirado no livro de Fernanda de Castro Lima estreia nos cinemas em 16 de julho

O filme As Dez Vantagens de Morrer Depois de Você ganhou seu primeiro teaser oficial, e já vem emocionando o público com a história de amizade, luto e superação vivida pelas personagens de Any Gabrielly (Moana 2, 2024) e Giulia Be (Depois do Universo, 2022). Dirigido e roteirizado por Diego Freitas (Caramelo, 2025), o longa terá produção da Paris Entretenimento e distribuição da Paris Filmes.

O drama acompanha a trajetória de duas amigas de infância com personalidades opostas, mas inseparáveis. De um lado está Gabi (Any Gabrielly), tímida, reservada e avessa a riscos; do outro, Julia (Giulia Be), expansiva, intensa e apaixonada pela vida. A dinâmica entre elas é o coração da história e é justamente essa conexão que move a trama após uma reviravolta trágica. Na história, Julia sofre um acidente de carro e morre, deixando para Gabi um inesperado presente de despedida: dez cartas com desafios pessoais. Ao longo do caminho, Gabi conta com a ajuda da colega Lorena para cumprir as tarefas e ressignificar a ausência da amiga.

Foto: divulgação/Amanda Aguiar

O elenco reúne nomes da música e da televisão. Any Gabrielly faz sua estreia no cinema como protagonista ao lado de Giulia Be que, além de cantora e compositora, também foi a atriz principal do filme Depois do Universo (2022), também escrito e dirigido por Diego. Também estão no filme Sheron Menezzes e Paulo Lessa, como os pais de Gabi, além de Regiane Alves, Léo Jaime, Michel Joelsas e Daniel Rangel, que interpretam personagens centrais na rede de apoio e nos novos vínculos afetivos da protagonista.

Foto: divulgação/Amanda Aguiar

Baseado em obra literária brasileira, o longa aposta em uma abordagem sensível sobre amizade feminina, perda e amadurecimento emocional, combinando drama e momentos de leveza. O teaser destaca o tom intimista da produção e a química entre as protagonistas, além de sugerir uma narrativa construída a partir das experiências propostas nas cartas.

 

Quem já está com a pipoca na mão para assistir e se emocionar com essa história? Para ficar por dentro de todas as novidades sobre o filme e de tudo que movimenta o mundo do entretenimento, siga a Entretê nas redes sociais Instagram, Facebook e X.

Veja também: 10 filmes com os atores da produção de Agente Secreto.

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cultura asiática Entrevista Entrevistas Eventos Notícias

Entrevista | Milena Yoo fala sobre o crescimento do Festival Seollal, tradição coreana e pertencimento no Bom Retiro

Diretora da Feira do Bom Retiro, Milena Yoo comenta a evolução do Festival Seollal, a energia do Ano do Cavalo de Fogo e o papel do evento como ponte cultural entre Brasil e Coreia do Sul

O Festival Seollal deixou de ser apenas uma celebração da comunidade coreana para se tornar um dos eventos culturais mais aguardados do início do ano em São Paulo. Realizado no coração do Bom Retiro, o Ano Novo Lunar reúne rituais ancestrais, gastronomia típica, música, dança e a força da cultura pop coreana em um espaço de encontro entre gerações, públicos e culturas.

Milena Yoo
Foto: divulgação/Yumi Yamashi

Nesta entrevista, Milena Yoo, diretora da Feira do Bom Retiro e uma das idealizadoras do festival, fala sobre o crescimento do Seollal ao longo das edições, a simbologia do Ano do Cavalo de Fogo em 2026, os desafios de equilibrar tradição e cultura contemporânea e a importância de fortalecer a identidade coreana dentro de um bairro marcado pela diversidade. Um olhar direto sobre cultura, pertencimento e troca real entre Brasil e Coreia do Sul. Confira:

Entretetizei: O Festival Seollal já virou um dos eventos mais esperados do Bom Retiro. O que muda emocionalmente para você ao ver essa celebração crescer a cada edição?

Milena Yoo: Ver o Seollal crescer é algo muito emocionante e especial para mim. Lá em 2022, na primeira edição, o desejo era simples: compartilhar uma celebração que faz parte da minha história e da história de tantas famílias coreanas. Hoje, ao ver milhares de brasileiros aguardando o festival todos os anos, sinto um misto de orgulho e responsabilidade. É a confirmação de que a cultura conecta, acolhe e cria pertencimento, mesmo longe do país de origem… mais do que longe, eu diria. A Coreia está do outro lado do mundo, entende? Há 10 anos, muitas pessoas nem lembravam da existência da Coreia e hoje elas estão em busca de conhecer sobre nossas tradições de ano novo. Isso é realmente muito emocionante para mim.

E: A edição de 2026 acontece no Ano do Cavalo de Fogo, um signo raro e cheio de simbolismo. Como essa energia influenciou as escolhas de programação e o clima do festival este ano?

MY: O Cavalo de Fogo simboliza movimento, coragem e transformação. Essa energia inspirou uma programação mais dinâmica, com atrações que valorizam tanto a força da tradição (Coral das Mães Coreanas) quanto a vitalidade da cultura contemporânea (como o Aura, cover de K-Pop, e o grupo de dança moderna POZ-e). Pensamos em um festival mais intenso, vibrante, que convidasse o público a participar ativamente, refletindo esse espírito de impulso e renovação. Quando falo sobre participação temos, por exemplo, os blocos de Random Play Dance, que convida os fãs de K-Pop a mostrar as habilidades de dança e isso, junto à renovação, teremos a escola de samba Unidos do Peruche, que além de se apresentar, também fará interações com o público ensinando passos de samba. Essa escolha, sem dúvida, é uma que foi muito influenciada pela energia do ano. Mas claro que a maior atração de todo ano novo está confirmada, a Dança do Dragão e Leão, para nós coreanos, asiáticos, é muito importante, não podemos abrir mão, porque atrai boa sorte e prosperidade.

E: O Seollal é uma data muito ligada à família e às tradições na Coreia do Sul. Como vocês traduzem esse sentimento para o público brasileiro, que muitas vezes está tendo o primeiro contato com essa celebração?

MY: Fazemos isso por meio da experiência. Há um momento na programação em que explicamos os rituais, convidamos o público a participar do Sebae (reverência aos mais velhos), apresentamos o significado do Tteokguk (a sopa de alga) e criamos momentos de convivência. Mesmo que as tradições sejam coreanas, os valores por trás delas que são respeito, união e gratidão são universais e facilmente entendidos pelos brasileiros.

E: O festival mistura rituais ancestrais, como o Sebae e o Tteokguk, com K-Pop, Random Play Dance e atrações contemporâneas. Qual é o maior desafio em equilibrar tradição e cultura pop no mesmo evento?

MY: O maior desafio é garantir que nenhuma dessas linguagens se sobreponha à outra, o equilíbrio é fundamental. Nosso cuidado é criar uma programação em que a tradição seja apresentada com contexto e respeito, enquanto a cultura pop funcione como uma porta de entrada, especialmente para o público jovem, que é a grande maioria. Quando bem equilibradas, elas se complementam e ampliam o alcance cultural do festival.

E: O Bom Retiro é um bairro marcado pela diversidade cultural. De que forma o festival ajuda a fortalecer a identidade coreana dentro desse espaço tão plural de São Paulo?

MY: O Seollal reforça a presença coreana como parte viva da história do Bom Retiro. Ele mostra que a identidade do bairro é construída pela convivência entre culturas. Ao ocupar o espaço público com rituais, música e gastronomia coreana, o Seollal contribui para o reconhecimento e a valorização dessa comunidade dentro de um bairro multicultural. É importante para a comunidade coreana e também para o Bom Retiro.

E: A presença de grupos como o Coral das Mães Coreanas e o Sugi Line Dance chama muita atenção do público. Por que era importante dar protagonismo a essas mulheres da comunidade na programação?

MY: Essas mulheres são uma espécie de “guardiãs” das tradições. Dar protagonismo a elas é reconhecer o papel fundamental que exercem na preservação da memória, na transmissão de valores e na construção de pontes culturais. Além disso, é uma forma de mostrar ao público que a cultura se mantém viva através das pessoas. Estamos falando de senhoras acima de 60 anos que amam a cultura de seu país natal e querem compartilhar isso com aqueles que abriram os braços para recebê-las anos atrás. E claro, quando falamos do Sugi, também falamos que não há idade para dançar. Elas são senhoras que ensaiam, investem em figurinos, chamamos de “idols do Bom Retiro”, em alusão aos idols de K-Pop, porque no palco elas parecem grupos de K-Pop. A energia que transmitem e a mensagem de “não vamos nos limitar pela idade” me encanta e acredito que encante a todos também.

E: Para quem nunca participou do Festival Seollal, qual experiência você acredita que mais surpreende o visitante logo no primeiro contato com o evento?

MY: A surpresa costuma vir do acolhimento. Muitas pessoas chegam curiosas e acabam se envolvendo profundamente com os rituais, com as explicações e com a atmosfera do festival. Temos uma equipe que não está aqui só para trabalhar, antes disso ser um trabalho, todos são apaixonados pela cultura coreana, começaram como voluntários em diversos eventos da comunidade e hoje trabalham de forma fixa como staff. O amor, o cuidado, o acolhimento com o público é o nosso diferencial porque nossa equipe já esteve do outro lado, então eles querem explicar, tirar dúvidas e falar sobre a  cultura. Participar do Sebae ou entender o significado do Ano Novo Lunar costuma ser um momento marcante para quem está vivendo isso pela primeira vez e aí entra nossa mais uma vez nossa equipe, sempre disposta a falar mais a respeito.

E: A parceria com o Centro Cultural Coreano no Brasil e a Competição de Canto de Canções Coreanas reforçam o intercâmbio cultural entre os dois países. Como você enxerga o papel do festival nessa ponte entre Brasil e Coreia do Sul?

MY: Vejo como um espaço de encontro real entre os dois países. Não é apenas uma vitrine cultural, entende? Mas um lugar de troca, aprendizado e diálogo. Essas parcerias fortalecem essa ponte ao incentivar o envolvimento ativo do público brasileiro com a língua, a música e os valores culturais da Coreia. No caso dessa parceria com o CCCB, é também um momento em que falamos mais sobre a instituição e reforçamos as atividades que eles fazem, incentivando o público a se matricular nas aulas de coreano e Taekwondo, por exemplo, que o CCCB oferece de forma gratuita.

E: O festival recebe públicos muito diferentes, de famílias a fãs jovens de K-Pop. O que você percebe que todos eles têm em comum quando vivenciam o Seollal juntos?

MY: Com certeza a curiosidade e a disposição para participar, interagir. Independentemente da idade ou do interesse inicial, as pessoas se permitem viver algo novo juntas. Essa vivência gera respeito, empatia e um senso de comunidade que é muito bonito de observar, porque é isso que aprendemos como coreanos quando pequenos e nossa família começa a nos ensinar os rituais de ano novo.

E: Depois de quatro edições e mais de 50 mil visitantes ao longo dos anos, qual é o futuro que você imagina para o Festival Seollal dentro do calendário cultural de São Paulo?

MY: Imagino o Seollal cada vez mais consolidado como uma celebração multicultural da cidade, reconhecida não apenas como um festival coreano, mas como um evento que promove diversidade, educação cultural e convivência. O objetivo é crescer de forma responsável, mantendo a essência e o cuidado com as tradições que deram origem a tudo isso. Também acredito que o futuro seja o brasileiro conhecer mais sobre nosso ano novo lunar pela mídia, antes mesmo de ir ao evento. O papel de vocês, por exemplo, é extremamente importante e muito especial, pois estão levando ao público mais conhecimento sobre a Coreia e nossas tradições.

 

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Leia também: Seollal 2026: Bom Retiro celebra o Ano do Cavalo de Fogo com cultura coreana, K-Pop e tradição

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Confira todas as produções que chegam ao streaming em fevereiro

Novas séries, filmes e documentários entram para o catálogo este mês

O segundo mês do ano traz consigo a folia e mais 22 produções para o catálogo do streaming! A partir da primeira semana, você já pode começar a conhecer os títulos que chegam à Netflix em fevereiro, como O Dublê (2024), comédia estrelada por Ryan Gosling e Emily Blunt, e a trilogia completa de 50 Tons de Cinza.

No final do mês, o assinante também pode conferir a aguardada segunda parte da quarta temporada de Bridgerton (2020 – presente) e os dois filmes da franquia Mamma Mia!.

Confira a lista completa das produções que entram na Netflix em fevereiro:

Séries

O Diário de Daniela (7/2)

Foto: divulgação/Netflix

Aos dez anos, Daniela Monroy conta com a ajuda de um fantasminha para liderar sua turma e registrar sonhos, segredos e travessuras no seu diário.

Rebelde (7/2)

Foto: divulgação/Netflix

Na Elite Way School, uma escola exclusiva com um programa de bolsas para jovens com poucos recursos, um grupo de alunos de origens diversas se une pelo amor à música.

De Belfast ao Paraíso (12/2)

Foto: divulgação/Netflix

Três mulheres embarcam em uma jornada caótica para tentar solucionar a morte misteriosa de uma amiga de infância e, de quebra, proteger um segredo sombrio.

O Agente Noturno – Temporada 3 (19/2) 

Foto: divulgação/Netflix

Peter se junta a um repórter para impedir um ataque terrorista, sem saber que forças muito maiores estão em ação para enterrar a verdade.

Bridgerton – Temporada 4: Parte 2 (26/2) 

O eterno solteirão Benedict Bridgerton encontra seu par: Sophie Baek, a criada de uma família poderosa que foi a um baile de máscaras disfarçada. 

A Arte de Sarah (26/2) 

Foto: divulgação/Netflix

Ela criou uma nova identidade baseada em mentiras. Quando um corpo é descoberto em Seul, um policial implacável começa a investigá-la. 

Na Lama – Temporada 2 (em breve) 

Foto: divulgação/Netflix

Uma nova administração, a mesma prisão e uma cela de detentas fatais. Em La Quebrada, sobrevive quem faz acordos e troca favores… até ser cada uma por si.

Filmes

28 Dias (1/2)

Uma colunista de jornal dependente de álcool é enviada à reabilitação e encontra ali um companheiro que mudará sua visão sobre a vida e o amor.

O Dublê (2/2)

Foto: divulgação/Netflix

Após um acidente que quase pôs fim à sua carreira, um dublê decadente volta a trabalhar no novo filme da sua ex e, sem querer, se depara com uma conspiração sinistra. 

Cinquenta Tons de Cinza – Franquia completa (4/2)

Foto: divulgação/Netflix

O enigmático magnata Christian Grey envolve Anastasia Steele, uma universitária ingênua, em uma tórrida relação erótica.

Twisters (8/2)

Foto: divulgação/Netflix

Caçadores de tempestades em busca de emoção e uma dedicada meteorologista se encontram em Oklahoma, enquanto imensos tornados destroem cidades e ameaçam a vida de todos.

Salve Geral: Irmandade (11/2) 

Foto: divulgação/Netflix

Durante uma onda de violência sem precedentes em São Paulo, uma advogada ligada ao crime precisa fazer um acordo com a polícia para resgatar a sobrinha sequestrada.

Viagem a Darjeeling (12/2)

Após a morte do pai, três irmãos embarcam numa viagem de trem a vapor pela Índia e tentam se reaproximar.

O Grande Hotel Budapeste (12/2)

Foto: divulgação/Netflix

No período entre as duas guerras mundiais, Gustave H, concierge de um prestigioso hotel europeu, forma um vínculo com um jovem mensageiro chamado Zero. 

A Cela dos Milagres (13/2) 

Foto: divulgação/Netflix

Preso por um crime que não cometeu, um pai dedicado luta para provar a própria inocência. Enquanto isso, sua filha precisa se virar sozinha. 

Como Ser Solteira (13/2)

Quatro amigas solteiras se divertem, enquanto algumas pegam geral e outras procuram o par ideal em sites de namoro. Mas as coisas estão prestes a mudar. 

Mamma Mia! – Filmes 1 e 2 (24/2)

Na ilha grega de Kalokairi, uma mãe solo enfrenta uma saia justa quando a filha convida três ex-amantes da mãe para sua festa de casamento. 

Documentários e especiais

Eu, Gordon Ramsay (18/2) 

Foto: divulgação/Netflix

Acompanhe o renomado chef Gordon Ramsay nos bastidores, enquanto ele lida com a vida familiar, um império global e seu maior lançamento até agora neste documentário apetitoso.

Anime

Naruto Shippuden – Temporada 21 (20/2)

Foto: reprodução/Prime Video

Esta temporada mostra a infância de vários personagens. Depois, Naruto e Hinata se casam, mas nem todo mundo pode participar da festa.

Qual dessas produções fará parte da sua maratona? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

Leia também: Namorado coreano ou acessório de feed? O Tokenismo que transformou homens em troféus de estética

 

Texto revisado por Gabriela Fachin 

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WAY BETTER faz turnê de K-pop pelo Brasil, com apresentações em 12 cidades brasileiras entre março e abril

Projeto reúne nomes da cena sul-coreana, como HELLO GLOOM, from20, KANG YUCHAN (A.C.E) e LIM SEJUN (VICTON)

O K-pop segue em expansão no Brasil e ganha um novo capítulo este ano com a confirmação da 2026 WAY BETTER WORLD TOUR: GLOBAL WARMING. Entre março e abril, quatro artistas sul-coreanos farão uma turnê pelo país, com shows em 12 cidades brasileiras, começando por Porto Alegre, no dia 25 de março de 2026, seguindo para Florianópolis, São Paulo, Goiânia, Brasília, Fortaleza, Recife, Belém, Manaus, Salvador, Belo Horizonte e encerrando dia 22 de abril no Rio de Janeiro. A produção é assinada pela K-Beat Entertainment.

K-pop
Foto: reprodução/Berlândia Portal

A turnê reúne os artistas HELLO GLOOM, from20, KANG YUCHAN (A.C.E) e LIM SEJUN (VICTON), que integram o elenco da empresa sul-coreana WAY BETTER, voltada ao desenvolvimento de artistas solo e aos projetos autorais na música pop asiática.

Coletivo artístico da Coreia do Sul

A WAY BETTER é um coletivo artístico independente sul-coreano, fundado por from20 e HELLO GLOOM, com foco na liberdade criativa e na autenticidade artística, afastando-se dos padrões tradicionais da indústria do K-pop. Recentemente, eles lançaram o single em conjunto 119.

“É muito importante levar o K-pop para lugares onde há fãs, mas para onde normalmente os artistas não vão. Será uma oportunidade imperdível para as pessoas conhecerem um estilo de K-POP autêntico e inovador”, explica Junwon Park, diretor da K-Beat.

A WAY BETTER atua de forma integrada nas áreas de música, audiovisual e moda, com foco em identidade artística, autenticidade e inovação, guiada pelo conceito Better Dreams, Better Things and Better Ways.

A 2026 WAY BETTER WORLD TOUR: GLOBAL WARMING reforça a estratégia de expansão internacional da empresa e aposta em apresentações próximas do público, repertório diverso e experiências que evidenciam a identidade artística de cada um dos artistas envolvidos.

Os fundadores da WAY BETTER e suas carreiras

from20 iniciou sua trajetória na indústria musical como integrante do grupo BIGSTAR, que encerrou suas atividades em 2019. Após o fim do grupo, o artista deu início à sua carreira solo em março de 2021, com o lançamento do single digital 1st Single [20; Still Greedy For Juicy, I’m Kissing This 20], marcando uma nova fase artística mais autoral. Sua música mais famosa chama-se Eye Candy.

HELLO GLOOM, também conhecido como Ungjae, é cantor, compositor e rapper. É autor de Mamacita. Ele fez parte do grupo IMFACT, que teve suas atividades encerradas em 2022. No mesmo ano, deu início à sua carreira solo com o EP Because I Was Young Boy, trabalho que consolidou sua identidade musical e ampliou seu reconhecimento como um artista completo.

KANG YUCHAN (A.C.E), anteriormente conhecido como Chan, é cantor, ator e ator de musicais. Ele é o membro mais novo do grupo A.C.E e também integrou o grupo temporário UNB. Em março de 2025, foi anunciado o fim do contrato do A.C.E com a Beat Interactive e, em abril do mesmo ano, Yuchan assinou com a WAY BETTER. Sua estreia solo aconteceu em julho de 2025 com o single digital Champagne Poppin. Além da música, o artista também participou do web drama Twenty-Twenty.

LIM SEJUN (VICTON) é cantor e compositor e ficou conhecido como integrante do grupo VICTON, no qual estreou em 2016. Após sua saída da IST Entertainment no final de 2024, assinou contrato com a WAY BETTER em fevereiro de 2025. Sua estreia solo ocorreu em maio do mesmo ano com o single You’re My Summer, lançado antes de sua primeira turnê asiática de fan meetings. 

 

Você pretende ir em algum desses shows? Conta pra gente nos comentários e siga o Entretetizei nas redes socais – Facebook, Instagram e X – para ficar por dentro do mundo da música.

Leia também: The Lumineers anunciam datas na América do Sul da turnê mundial Automatic 2026 

 

Texto revisado por Cristiane Amarante 

 

 

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