Um guia sobre como seguir seu coração te levará até o que você mais precisa
Alexis é uma médica bem-sucedida, nascida em berço de ouro, mas não está interessada em ter fama e glória. O que ela mais deseja é poder ajudar as pessoas de maneira assertiva.
Daniel é carpinteiro em uma pequena cidade do interior, onde todos se conhecem e todos se ajudam, e faz o possível para deixar tudo em ordem e contribuir com a cidade.
Eles são totais opostos: idades diferentes, estilos de vida diferentes e, principalmente, classe social divergente. Os dois se conhecem em uma noite estranha, e até parece obra do destino.
Mas Alexis está vivendo um divórcio complicado, e Daniel tem evitado machucar seu coração. Mesmo assim, são inevitavelmente atraídos um ao outro, como ímãs.
Abordando relacionamentos abusivos de forma delicada e consciente, Parte do Seu Mundo (2022) nos mostra a importância de priorizar nossos sentimentos, e sermos capazes de fazer escolhas por nós, e não pelos outros.
Não podemos correr o risco de perder aquilo que mais queremos por medo de decepcionar outra pessoa. Nossas vontades e felicidade são importantes e merecem ser ouvidas.
Somos nós quem decidimos o futuro que teremos, e as pessoas certas vão entender, apoiar e incentivar as decisões que irão te fazer feliz.
Apesar de terem vidas diferentes e serem de mundos opostos, os sentimentos de Alexis e Daniel e a felicidade que sentem quando estão juntos é o que realmente importa para os dois.
Imagem: reprodução/Editora Arqueiro
Ainda bem que o destino – ou teria sido a cidadezinha estranha e com ar um tanto quanto mágico? – reservou aquela noite para que eles se conhecessem.
Sobre a autora
Foto: reprodução/Caitlin Abrams
Abby Jimenez é autora best-seller do The New York Times. Fundou a padaria Nadia Cakes em 2007, com a qual venceu várias competições de culinária, inclusive no canal Food Network. Ela é bem caseira e adora um bom romance, café e cachorrinhos.
Seus romances geralmente abordam temas importantes mas sem perder a leveza. Outras obras conhecidas da autora são Até o Fim do Verão, Para Sempre Seu e ApenasAmigos?.
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O próximo ano contará com lançamentos bombásticos na literatura
O ano de 2025 contou com grandes sucessos literários, com lançamentos que abalaram o mercado editorial, como foi o caso de Tempestade de Ônix, terceiro livro da saga Quarta Asa, de Rebecca Yarros, publicado no Brasil pela editora Planeta Minotauro, e de Alchemised, de Sen Liu Yu, lançada no brasil pela editora Intrínseca.
Para 2026, alguns lançamentos foram confirmados: alguns deles já estão em pré-venda. O Entretê preparou para vocês uma seleção especial de títulos que serão lançados ainda em 2026.
A Mulher em Queda de Colleen Hoover
Publicado no Brasil pela editora Galera, o livro está em pré-venda e será lançado oficialmente no dia 13 de janeiro.
A obra acompanha Petra Rose, que já foi considerada uma autora talentosa de livros renomados, mas que, devido a reações negativas ao seu último livro, perdeu credibilidade e se tornou alvo de críticas online.
Desesperada, a autora se refugia em uma cabana à beira de um lago, onde ela conhece Nathaniel Saint, detetive misterioso, que desperta em Petra uma criatividade feroz.
Patinando no Amor de Lynn Painter
Foto: reprodução/Amor por Livros
Este é para os amantes de fake dating!
O livro inédito da autora do best seller Melhor do que nos Filmes, Patinando no Amor, foi adquirido pela Intrínseca e tem lançamento marcado para o dia 2 de fevereiro.
Nele, conhecemos a história de Dani e Alec, melhores amigos de infância, que perderam contato quando a garota mudou de cidade. Ao retornar à cidade natal, Dani percebe que Alec não é mais o garoto doce que ela conheceu, agora ele é estrela do hóquei.
Decepcionada, Dani se afasta de Alec, até que por motivos inusitados os dois precisam fingir estar em um relacionamento.
Shield of Sparrows de Devney Perry
Foto: reprodução/The Nerd Daily
Romantasia famosa na gringa, chega ao Brasil pela editora Paralela, ainda sem data de estreia.
A obra é o primeiro livro de uma duologia que conta a história da princesa Odessa, que é forçada a se casar com o príncipe Turan por conta de uma promessa antiga. Levada para um reino perigoso, ela precisa descobrir os segredos do misterioso Guardião e possivelmente assassiná-lo.
O livro conta com um romance slow burn que promete tirar suspiros!
A Inquilina de Freida McFadden
A renomada autora de suspense Freida McFadden retorna com nova obra que será lançada no dia 2 de janeiro pela editora Record.
O livro acompanha Blake Porter que, após ser demitida, precisa alugar dois quartos de sua casa em Nova York para levantar dinheiro extra. Depois que a simpática Whitney se muda para a sua casa, coisas sinistras começam a acontecer no local.
Alguns títulos que estão previstos para serem lançados ainda não tem data de lançamento confirmada. É o caso de Empíreo, quarto livro da saga Quarta Asa de Rebecca Yarros, e de Heated Rivalry, ainda sem nome em português, que trata-se de um picante romance gay que será lançado pela editora Alt.
E aí? Quais desses lançamentos você está mais ansioso para ler? Conte pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para mais notícias sobre o mundo do entretenimento e da cultura.
Como a heroína de Diana Gabaldon desafia séculos de expectativas sobre o que uma mulher pode ou não pode ser
[Contém spoiler]
Em Outlander, Claire Fraser não viaja apenas no tempo, ela atravessa séculos de expectativas, normas sociais e narrativas históricas que insistem em reduzir a experiência feminina a funções rígidas e previsíveis.
Foto: reprodução/Instagram @womanon
A saga literária de Diana Gabaldon, assim como a adaptação televisiva, não escondem que a Inglaterra pós-guerra e a Escócia do XVIII não desejam mulheres complexas. Desejam figuras úteis. Desejam ordem. Desejam silêncio. Claire, no entanto, surge como tudo aquilo que esses mundos não sabem como conter.
Entre eras, mas fora do lugar
A força de Claire não está apenas no fato de ser uma viajante no tempo. Está no fato dela continuar sendo ela em qualquer época. Enfermeira durante a Segunda Guerra, médica formada em um mundo que a hostiliza, mulher que conhece seu corpo, seus desejos e sua inteligência.
Foto: reprodução/Disney+
Entretanto, em 1743, isso não existe. Uma mulher instruída demais é ameaça. Uma mulher assertiva demais é escândalo. Uma mulher que salva vidas com procedimentos que os homens sequer compreendem é bruxaria.
Foto: reprodução/Disney+
Claire existe em um contínuo de resistência. Não porque quer ser excepcional, mas porque é impossível ser comum quando o mundo insiste em negar sua complexidade.
A mulher que pensa – e pensa alto
Uma das maiores subversões de Outlander é sua insistência em mostrar uma mulher que pensa, questiona, conclui e confronta. E que faz isso em voz alta, inclusive quando isso lhe custa segurança, pertencimento e até a própria vida.
Foto: reprodução/Disney+
Na ficção histórica, e mesmo na contemporânea, mulheres costumam ser inteligências silenciosas. Pensam, mas não atrapalham. Entendem, mas não interferem. Claire desmonta esse modelo. Ela fala, enfrenta e expõe a incompetência dos homens à sua volta não por arrogância, mas porque a sobrevivência exige ação.
Foto: reprodução/Disney+
É aqui que sua representação se torna radical: Claire não é sábia com doçura, é sábia com decisão.
Entre ciência, espiritualidade e instinto
Como protagonista feminina, Claire ocupa um território raramente permitido às mulheres na ficção: o da racionalidade complexa. Ela pensa como cientista, age como médica e lê o mundo com atenção técnica. Ao mesmo tempo, carrega uma espiritualidade própria, intuitiva, que não se confunde com superstição e que jamais se opõe ao raciocínio.
Foto: reprodução/Disney+
Essa união entre ciência e intuição, lógica e sensibilidade, cria uma figura feminina rara: uma mulher que pode sentir profundamente sem ser diminuída, e que pode compreender profundamente sem ser desumanizada.
Amor como escolha, não como destino
Muito já se discutiu sobre o romance entre Claire e Jamie Fraser – e por boas razões. A relação entre eles é intensa, igualitária dentro da estrutura social da época e construída sobre o diálogo, o desejo e o respeito. Todavia, o que raramente se comenta é como Outlander rejeita a ideia de que o amor define Claire.
Foto: reprodução/Disney+
Ela ama Jamie, mas não desaparece nele. Ela o escolhe repetidas vezes, em diferentes séculos, sem sacrificar a própria identidade. Claire não é a mulher que ama demais nem a mulher que vive para o homem que encontrou: ela é uma mulher cuja vida é grande demais para caber apenas na função de amante e é exatamente isso que torna o romance entre eles tão potente.
A maternidade como fissura e como legado de força
A jornada materna de Claire começa marcada pela dimensão mais brutal da perda: Faith, sua primeira filha com Jamie. O parto traumático, cercado de violência emocional, isolamento e dor física, deixa uma cicatriz que acompanha Claire por toda a vida. Faith é ausência e presença ao mesmo tempo: é memória, sombra, luto e força.
Foto: reprodução/Disney+
Quando, mais tarde, ela retorna ao século XX grávida de Brianna, sua escolha não nasce de um desejo de afastamento, mas de proteção. O século XVIII, com guerras iminentes e instabilidade política, não oferece condições para a sobrevivência de uma gestação saudável. A ida ao futuro é um ato de amor e autopreservação, não de ruptura – ainda que se separar de Jaime tenha sido uma das escolhas mais difíceis da protagonista.
Foto: reprodução/Disney+
E é justamente por isso que a relação entre Claire e Brianna se torna tão singular: elas não precisam reconstruir nada, pois a conexão nunca se perde. Elas são amigas, confidentes e parceiras de vida. Bree cresce ao lado de uma mãe que não apenas a ama, mas a trata como alguém com quem pode pensar, debater, discordar e buscar respostas juntas.
Foto: reprodução/Disney+
A maternidade de Claire, portanto, não se define por abandono, culpa ou tentativa de remendar laços. Ela se define por escolhas difíceis, por coragem diante da perda e por uma relação construída com respeito, admiração e afetos que atravessam séculos.
Foto: reprodução/Disney+
Claire não é mãe idealizada nem mártir. É uma mulher que ama de forma ativa, que protege, que falha, que tenta, que chora e que ensina – e cujo vínculo com Brianna é uma das representações mais bonitas de amizade entre mãe e filha na ficção contemporânea.
A mulher que carrega o mundo, mas não sozinha
Em Outlander, Claire é uma heroína em sentido literal. Cura ferimentos, negocia alianças, enfrenta guerras e epidemias. Contudo, a série, e especialmente os livros, fazem algo ainda mais importante: não tratam essa força como natural, essencial ou obrigatória.
Foto: reprodução/Disney+
Ela não dá conta de tudo. Ela quebra. Ela duvida. Ela sangra, física e emocionalmente, com uma frequência que o heroísmo tradicional tenta esconder. A humanidade de Claire é seu maior poder de representação: ela é uma mulher que suporta o insuportável sem ser transformada em mártir.
Os ecos de Claire Fraser no agora
Claire permanece como uma das personagens femininas mais complexas da ficção contemporânea, porque não existe para cumprir uma única função narrativa. Ela é curadora e destruidora, amante e racionalista, mãe e insurgente. É a mulher que pensa e sente, que age e hesita, que ama e confronta – às vezes tudo na mesma cena.
Foto: reprodução/Disney+
Ela não viaja apenas entre séculos. Ela atravessa os papéis limitados que mulheres receberam na história da ficção. E, ao fazer isso, mostra algo que ainda tentamos aprender: uma mulher não precisa ser uma coisa só.
Foto: reprodução/Disney+
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7 livros que abraçam o leitor com tramas delicadas e personagens que aquecem o coração
As férias costumam chegar como um respiro bem-vindo depois de meses de rotina apertada. Para muitos leitores, esse também é o momento perfeito para colocar as leituras em dia, especialmente aquelas histórias leves, envolventes e fáceis de acompanhar entre um descanso e outro. São livros que combinam com tardes preguiçosas, viagens longas, dias tranquilos em casa e aquele desejo de simplesmente relaxar sem abrir mão de uma boa narrativa.
Pensando nisso, reunimos uma seleção de obras que trazem exatamente essa sensação de leveza, ideal para acompanhar seu período de férias.
Verônica e os Pinguins (2022)
Foto: divulgação/Editora Gutenberg/Entretetizei
Nesta obra, publicada no Brasil pela Editora Gutenberg, Hazel Prior apresenta a jornada inesperada de Verônica McCreedy, uma senhora de 85 anos que vive em meio ao silêncio e às repetições de uma rotina solitária. Quando começa a se questionar sobre o destino de sua herança, ela se depara com um documentário sobre um centro de pesquisas na Antártica e decide atravessar o mundo para descobrir se ainda existe espaço para a mudança.
Foto: reprodução/Instagram @taglivros
A convivência com os pesquisadores, o reencontro com um possível parente e a aproximação com os pinguins abrem rachaduras em muros que Verônica manteve erguidos por décadas. E, enquanto revisita memórias que preferia manter enterradas, ela percebe que, talvez, ainda haja tempo para novos laços.
Amor em Roma (2023)
Foto: divulgação/Editora Intrínseca/Entretetizei
Publicada no Brasil pela Intrínseca, Sarah Adams recria em Amor em Roma o charme dos romances clássicos ao acompanhar Amelia Rose, uma estrela pop exausta de sustentar a própria imagem.
Inspirada por Audrey Hepburn, ela decide fugir durante a madrugada e acaba parando em Roma – não a italiana, mas uma pequena cidade no Kentucky. É ali que encontra Noah Walker, um homem ranzinza que só quer administrar a loja de tortas da avó e manter celebridades bem longe da própria porta.
Foto: reprodução/Instagram @bygabireyes
A convivência forçada deixa evidente que Amelia carrega vulnerabilidades que as manchetes nunca mostram, e Noah, apesar de resistente, não consegue ignorar o lado doce que ela tenta esconder. Entre vizinhos intrometidos e o aconchego de uma cidade minúscula, Amelia precisa compreender se o que sente cabe naquele lugar ou se, assim como sua musa, também precisará partir.
Nora Sai do Roteiro (2023)
Foto: divulgação/VR Editora/Entretetizei
Publicado pela VR Editora, o romance de Annabel Monaghan acompanha Nora Hamilton, uma roteirista de filmes românticos que conhece bem as fórmulas do gênero, embora sua própria vida esteja longe delas.
Depois de transformar o fim traumático de seu casamento em um roteiro brilhante, ela vê Hollywood invadir sua casa centenária para filmar a história e trazer junto Leo Vance, o ator escalado para interpretar seu ex.
Foto: divulgação/VR Editora/Entretetizei
Quando as câmeras vão embora, Leo reaparece com uma garrafa de tequila e uma proposta inusitada: pagar para ficar hospedado ali por alguns dias. O que começa como um arranjo temporário se desenrola em conversas sinceras, trocas improváveis e uma intimidade que cresce apesar de todas as complicações que Nora sabe de cor.
Em meio ao caos da maternidade solo e do trabalho, ela descobre que a vida real insiste em criar enredos que nenhum estúdio ousaria escrever.
A Pequena Padaria do Brooklyn (2023)
Foto: divulgação/Editora Arqueiro/Entretetizei
No segundo volume da série Destinos Românticos, Julie Caplin – publicada no Brasil pela Editora Arqueiro – apresenta a história de Sophie Bennings, editora de gastronomia que acreditava ter uma vida segura, ainda que sem grandes emoções.
Tudo muda quando uma traição desmonta seus planos e a empurra para um recomeço em Nova York. Instalando-se em um prédio no Brooklyn, logo acima de uma padaria irresistível, Sophie conhece Todd McLennan, um colunista tão carismático quanto os doces que vive experimentando.
Foto: reprodução/Pequena Jornalista
Tentando manter distância por puro instinto de autoproteção, ela logo percebe que a cidade que nunca dorme pode ser o cenário perfeito para um tipo de amor que nunca imaginou viver – um que surge aos poucos, entre conversas sobre comida, cheiros de torta e o desejo discreto de pertencer a algum lugar novamente.
Leitura de Verão (2022)
Foto: divulgação/Editora Verus/Entretetizei
Emily Henry, publicada pela Editora Verus, constrói um encontro improvável entre dois autores que não poderiam ser mais diferentes. January Andrews vive dos finais felizes que cria; Augustus Everett prefere histórias densas, muitas vezes sombrias.
Forçados a compartilhar a mesma paisagem litorânea durante três meses, ambos enfrentam bloqueios criativos que parecem intransponíveis, até firmarem um desafio: ele tentará escrever um romance leve e ela se arriscará em algo mais melancólico.
Foto: reprodução/PS Amo Leitura
O acordo os leva para passeios, conversas e experiências que desmontam percepções antigas e os aproximam de maneiras que nenhum deles planejava. E, enquanto tentam provar que sentimentos não têm espaço ali, descobrem que o verão pode ser mais imprevisível do que qualquer enredo.
Vou te Receitar um Gato (2024)
Foto: divulgação/Editora Intrínseca/Entretetizei
Publicado pela Intrínseca, o romance de Ishida Syou apresenta a encantadora Clínica Kokoro, um lugar escondido em um beco que só aparece para quem realmente precisa. Ali, o excêntrico dr. Nike oferece um tratamento tão curioso quanto transformador: gatos receitados como remédio.
Foto: reprodução/Instagram @entrelinhaslivros
Cada paciente, ao receber o felino, passa por mudanças inesperadas – seja reencontrando a alegria após uma perda, seja restabelecendo relações familiares estremecidas ou simplesmente aprendendo a respirar com mais leveza. Entre histórias diferentes, mas unidas pela busca de cura, o livro mostra como gestos pequenos e cotidianos podem reconstruir o que parecia impossível.
Bolo de Limão com Sementes de Papoula (2022)
Foto: divulgação/Faro Editorial/Entretetizei
Publicado pela Faro Editorial, o romance de Cristina Campos acompanha Anna e Marina, duas irmãs que passaram anos afastadas até receberem uma herança misteriosa de uma mulher que nenhuma delas lembra. A notícia as obriga a se reencontrar em uma pequena cidade espanhola, onde percebem o quanto desconhecem a vida uma da outra. Enquanto investigam a origem desse legado inesperado, elas precisam revisitar antigas feridas, confrontar mágoas e decidir se ainda é possível recuperar o que se perdeu no caminho.
Foto: reprodução/Instagram @achoquesoublogueira
Com delicadeza, o livro explora a maternidade, a amizade e as receitas que carregam memórias, além de marcar a estreia literária de Cristina Campos, que se tornou um sucesso internacional adaptado para o cinema em 2021.
Foto: reprodução/Instagram @consuortizr
Quando as férias finalmente chegam, nada melhor do que criar o seu próprio ritual de descanso. Pegue a sua caneca preferida, acomode-se na poltrona mais confortável da casa, prepare um café ou um chá bem quentinho e permita-se entrar, com calma, nessas histórias que acolhem e renovam.
E você, pretende se aventurar na leitura desses livros durante as suas férias? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram,FacebookeX – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
Histórias que marcaram leitores ao redor do mundo chegam ao cinema e ao streaming
2026 promete ser o ano das adaptações literárias. Depois de dominar as redes sociais, conquistar mesas de leitura e virar obsessão no TikTok, alguns dos romances mais comentados finalmente chegam às telas e o público já está em contagem regressiva.
Do universo universitário caótico de Off-Campus (2015) ao romance acadêmico que virou febre mundial em A Hipótese do Amor (2022), passando por dramas intensos como Verity (2018) e pelo conforto romântico de De Férias com Você (2022) e até Orgulho e Preconceito (1813), o ano se prepara para entregar tudo aos leitores.
A seguir, reunimos as adaptações mais aguardadas e por que cada uma delas promete movimentar tanto os streamings quanto o coração dos fãs.
A Hipótese do Amor
Foto: reprodução/X @PrimeVideoBR
Um dos fenômenos mais queridos da recente onda de romances acadêmicos finalmente ganha vida no cinema. A trama acompanha Olive Smith, uma dedicada doutoranda de Biologia em Stanford que prefere confiar em dados, lógica e hipóteses bem fundamentadas do que em romances açucarados. Mas, para ajudar a melhor amiga a viver um novo amor sem culpa, Olive cria uma mentira inocente: finge que está em um relacionamento.
O que ela não imaginava era que, no impulso de sustentar a história, acabaria beijando um desconhecido no campus que se revela ninguém menos que Adam Carlsen, um professor brilhante, sisudo e temido no departamento.
Surpreendentemente, Adam aceita entrar na farsa. A convivência forçada coloca os dois em situações cheias de tensão, química e vulnerabilidade.
A obra de Ali Hazelwood se tornou febre entre leitores que amam as troppes de fake dating e agora chega ao Prime Video com Lili Reinhart no papel de Olive e Tom Bateman interpretando Adam. A expectativa? Alta. Muito alta.
Off-Campus
Foto: reprodução/Liane Hentscher
A saga universitária de Elle Kennedy, queridinha do público New Adult, finalmente será adaptada em formato de série. A produção irá explorar os cinco livros da franquia, que acompanham o time de hóquei da universidade fictícia Briar e misturam romance, amadurecimento e o caos irresistível da vida acadêmica.
A primeira temporada irá adaptar O Acordo, que apresenta Hannah Wells, uma estudante de música inteligente, sarcástica e determinada, e Garrett Graham, o capitão do time de hóquei que precisa desesperadamente de ajuda para passar nas provas. Eles fazem um acordo improvável: ela o ajuda a estudar e ele finge ser seu namorado para ajudar no crush dela. O clássico fake dating que, obviamente, foge do controle.
O elenco principal já está confirmado: Ella Bright será Hannah e Belmont Cameli interpreta Garrett. Também estarão presentes personagens queridos dos fãs, como Logan, Dean, Tucker e Allie, vividos por Antonio Cipriano, Stephen Kalyn, Jalen Thomas Brooks e Mika Abdalla respectivamente.
Verity
Foto: reprodução/X @enews
Depois do sucesso literário, Verity, de Colleen Hoover, ganha sua sombria adaptação para os cinemas. No filme, acompanhado por um clima psicológico intenso, uma escritora falida é contratada para finalizar a série de livros de Verity Crawford, autora best-seller incapacitada após um misterioso acidente. Mas, ao se mudar para a casa da família, ela percebe que as paredes escondem segredos perturbadores e que nada ali é o que parece.
A produção conta com um trio de peso: Anne Hathaway, Dakota Johnson e Josh Hartnett. A estreia está marcada para Outubro de 2026.
De Férias com Você
Foto: reprodução/X @NetflixBrasil
Baseado no romance queridinho de Emily Henry, De Férias com Você chega à Netflix em 9 de janeiro de 2026, estrelado por EmilyBader e Tom Blyth.
A história acompanha Poppy e Alex, melhores amigos há dez anos que mantêm a tradição de viajar juntos todo verão mesmo sendo completamente opostos. Porém, após uma viagem que termina mal, eles passam anos afastados. Agora, em uma nova tentativa de reconciliação, topam viajar mais uma vez para lidar com feridas antigas, conversas adiadas e sentimentos que talvez nunca tenham sido apenas amizade.
A viagem vira o reencontro que pode redefinir tudo o que eles pensavam um sobre o outro.
Orgulho e Preconceito
Foto: reprodução/X @NetflixBrasil
Clássico absoluto da literatura inglesa, Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, retorna às telas em 2026 com uma nova versão feita pela Netflix. A série foi confirmada com elenco estrelado: Emma Corrin como Elizabeth Bennet, Jack Lowden como Mr. Darcy e Olivia Colman no papel da Sra. Bennett, entre outros nomes de peso.
A nova adaptação será uma minissérie de seis episódios, com roteiro de Dolly Alderton e direção de Euros Lyn, trazendo de volta o romance de Elizabeth e Darcy com a promessa de fidelidade ao espírito original da obra, mas com sensibilidade moderna e visuais renovados.
Para quem ama romances clássicos, dramas de época ou histórias de amor intensas, essa adaptação aparece como uma das produções mais aguardadas de 2026, perfeita para completar sua lista de leituras que viram tela.
E aí, qual adaptação você está mais ansioso para assistir? Comente nas redes sociais do Entretetizei – Instagram, Facebook e X – e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.
A técnica se tornou um fenômeno entre pessoas de diferentes idades e transborda personalidade
Os famosos desenhos nas unhas têm se popularizado muito na sociedade. Celebridades como Lil Nas X, Cardi B, Rosalía e Charli XCX são exemplos de pessoas que exibem suas unhas em tapetes vermelhos e clipes musicais como uma forma de expressão. Mas essa técnica se tornou popular apenas agora?
Na verdade, a técnica de desenhos nas unhas, popularmente conhecido como nail art, começou nas civilizações antigas – como o Egito Antigo, entre 5000 e 3000 a.C. Nessa época, homens e mulheres usavam henna para pintar as unhas e as pontas dos dedos como forma de indicar a classe social. As cores mais escuras e intensas indicavam a elite, enquanto os tons mais leves eram usados por classes inferiores.
É interessante pensar como o método de pintar as unhas era utilizado no passado e como, hoje em dia, elas se tornaram uma forma de se expressar no mundo.
Em 2016, o artista de unhas Juan Alvear foi um dos primeiros a se afastar do que era comum, com uma arte considerada extravagante para quem é acostumado com o básico. Unhas que brilham no escuro e cores chamativas criavam uma ideia surrealista e de conto de fadas, tornando-se uma estética que chamou a atenção do público.
Foto: reprodução/Instagram @byjuanalvear
Com a popularização dessa tendência, esse estilo de unha se tornou um fenômeno e, só no TikTok, existe mais de 13 milhões de vídeos com a tag #NailArt. Nas redes sociais, os usuários também compartilham dicas e ensinam como fazer alguns desenhos para as unhas.
Além disso, uma trend fez sucesso na plataforma recentemente, com o tema: “unhas legais e divertidas, porque sou legal e divertida”. Nos vídeos publicados, inúmeras pessoas mostravam desenhos autorais nas unhas ou inspirações feitas por outros artistas, que valorizavam a estética extravagante e fora do comum.
Para além das redes sociais, podemos destacar exposições de nail art em galerias independentes. A primeira exposição dedicada a nail art foi a Nailphilia: London’s First Nail Art Exhibition,realizada pela Degree Art, em 2011. O objetivo era inspirar o público e reconhecer as pinturas nas unhas como arte, reunindo o trabalho de grandes nomes da indústria.
Já que o sucesso da Nail Art é garantido, quais serão as próximas tendências de unha para o verão?
Um dos mais promissores para o verão são as unhas floridas e praianas. Desenhos de peixes, conchinhas e flores 3D são uma boa proposta para brincar com diferentes texturas e entrar no clima das férias.
Os fãs de animal print podem comemorar, porque esse estilo vai estar em alta no verão! Unhas com estampas de animais, seja de zebra ou de tigre, já estão fazendo sucesso para as artes nas unhas. É uma boa opção para quem procura uma proposta divertida e, ao mesmo tempo, sofisticada, que pode ser adaptada para diferentes ocasiões.
Outro palpite para o verão são as queridinhas do momento: Jelly Nails. Esse estilo traz cores vibrantes, criatividade e nostalgia dos anos 2000, que nós já sabemos que tem liderado as tendências de moda.
Elas são feitas com camadas de gel e trazem um efeito de vidro colorido, translúcido e brilhante ao mesmo tempo. Elas também são versáteis e podem ser usadas tanto para o dia a dia, quanto para um evento importante.
E, claro, não podiam faltar as unhas maximalistas! Esse é um dos mais usados e comentados nos últimos meses. Tendo como inspiração inúmeras celebridades, cada unha tem um desenho diferente, tornando-se uma exaltação de personalidade.
Um mix de metálico, brilho, lantejoulas e até esmaltes foscos, podem ser encontrados nas referências. O tamanho da unha também pode ser variado, pensando no que é mais confortável para a pessoa.
Já salvou essas inspirações para arrasar no verão? Conta pra gente aqui no Entretê e nos acompanhe também nas redes sociais – Instagram, Facebook e X – para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.
Uma análise sobre representação, complexidade e intenção narrativa
A representação feminina nos mangás sempre foi alvo de discussão e, em muitos momentos, de contestação. Enquanto uma parcela relevante de autores homens ainda recorre à objetificação como recurso narrativo, reforçando corpos hiperestilizados, piadas sexualizadas e mulheres que orbitam o protagonista masculino, várias mangakás mulheres seguem um caminho distinto, construindo personagens densas, contraditórias, fortes e plenamente humanas. A diferença não se resume ao gênero de quem escreve, mas à perspectiva, e a perspectiva é a lente que define o que é aprofundado e o que é deixado à margem.
Foto: reprodução/Crunchyroll
A sexualização como eixo e problema recorrente
Seria impreciso afirmar que todos os mangakás homens escrevem mal as mulheres, afinal existem exceções notáveis. Autores como Yoshihiro Togashi, em Hunter x Hunter (2008), e Makoto Yukimura, em Vinland Saga (2014), demonstram que é possível construir personagens femininas complexas sem recorrer ao fanservice. Ainda assim, certos padrões se repetem com frequência nos gêneros mais populares.
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Em muitos shonen e mesmo em alguns seinen, a lógica visual se impõe sobre a lógica narrativa: roupas improváveis em combate, corpos que seguem regras próprias de física e anatomia, humor baseado em constrangimento sexual e personagens femininas que servem ao enredo, mas raramente escapam da função de apoio.
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Em várias obras, o fanservice acaba ocupando o espaço que deveria pertencer ao desenvolvimento psicológico. É a câmera, e não a história, que decide o que importa. Esse tipo de construção diz muito sobre o olhar de quem escreve. É um olhar moldado não apenas por expectativas do mercado, mas por uma tradição que, por décadas, reforçou a mulher como o elemento decorativo do grupo, a fonte de alívio cômico ou a motivação emocional do herói. Quando o corpo da personagem se torna o ponto central, sua subjetividade inevitavelmente se esvazia.
Quando mulheres escrevem mulheres
Mangakás mulheres não escrevem personagens femininas melhores porque pertencem ao mesmo gênero das personagens, mas porque partem de vivências que atravessam cada gesto e contradição de suas protagonistas.
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Hiromu Arakawa, por exemplo, constrói em Fullmetal Alchemist (2007) mulheres que ocupam espaço narrativo sem depender de sexualização ou de validação masculina. Suas personagens têm objetivos próprios, tomam decisões que impactam o enredo e exercem poder com naturalidade – poder que não precisa ser justificado nem suavizado.
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Arakawa não está sozinha. Rumiko Takahashi, em Inuyasha (2002), desenvolve uma protagonista que aprende e se transforma sem ser tratada como apoio emocional do herói. Em Sailor Moon (2014), Naoko Takeuchi eleva a feminilidade ao patamar de força narrativa, recusando a ideia de que sensibilidade e coragem são opostos. Em Nana (2008), Ai Yazawa mergulha em subjetividades femininas tão complexas que se aproximam mais da literatura contemporânea do que dos estereótipos tradicionais do mangá comercial.
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Mesmo quando um homem rompe o padrão – como é o caso de Claymore (2001), escrito por Norihiro Yagi – o contraste revela algo importante: a diferença não é apenas de habilidade individual, mas de prioridade narrativa.
Vivência como lente
A experiência de mundo faz diferença, porque influencia as perguntas que o autor ou autora faz enquanto escreve. Muitas mangakas conhecem, de dentro, o peso das expectativas sociais, o julgamento sobre a aparência, a cobrança emocional, a sensação de ser subestimada e o desejo constante de ser mais do que a garota bonita da história.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Essas vivências se transformam em camadas que dificilmente surgem quando a personagem é escrita apenas a partir do olhar externo. Isso não implica que todas as autoras rejeitam a sexualização – Miki Yoshikawa, em Yamada-kun and the Seven Witches (tradução livre: Yamada-kun e as Sete Bruxas, 2012), explora o ecchi como recurso cômico –, assim como não significa que todos os autores homens ignoram a complexidade. Todavia, as tendências são visíveis e ignorá-las é fechar os olhos para o modo como estrutura, mercado e perspectiva moldam a ficção.
A linha que separa fanservice de personagem
No fim das contas, a divisão mais precisa não é entre homens e mulheres, mas entre duas prioridades distintas: fanservice e construção narrativa. Quando a estética e o apelo visual se tornam mais importantes do que a trajetória e o propósito da personagem, o resultado é raso. Quando a história se dedica a explorar contradições, desejos e conflitos, a personagem ganha densidade e, com isso, verdade.
Foto: reprodução/Crunchyroll
A pergunta que define essa diferença permanece simples: o que essa personagem representa dentro da narrativa? Se a resposta gira em torno do corpo, algo essencial foi sacrificado.
O peso cultural de escrever mulheres
Representações moldam percepções. Moldam como meninas entendem seu espaço no mundo e como meninos aprendem a olhar para elas. Uma ficção que trata mulheres como ornamentos reforça a ideia de que sua relevância está vinculada à aparência. Uma ficção que as trata como sujeitos completos ensina que força, inteligência, vulnerabilidade e imperfeição podem coexistir, e que nada disso depende de aprovação masculina.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Mangás escritos por mulheres não são necessariamente superiores, mas mostram com clareza o que acontece quando a feminilidade é representada com respeito, profundidade e humanidade. É aí que a ficção deixa de repetir estereótipos e passa a criar possibilidades.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Você já tinha refletido sobre a representação feminina nos mangás? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram,FacebookeX – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
Do Reddit às livrarias, o livro de Marcus Kliewer envolve o leitor em seu suspense psicológico desde a primeira página
Lançado em setembro de 2025, Nós Já Moramos Aqui começou como um conto publicado na plataforma Reddit, que levou o título de mais assustador em 2021.
Em sua obra de estreia, Kliewer apresenta a história de Eve e Charlie, um casal que vive de transformar casas antigas em novos lares, até que a rotina aparentemente tranquila é abalada por uma visita inesperada: um desconhecido aparece à porta afirmando ter morado ali décadas antes e pede para revisitar o espaço com sua família.
O que parece um pedido inofensivo resulta em estranhos acontecimentos que levam Eve a questionar sua sanidade.
Imagem: divulgação/Intrínseca
De forma intrigante, o livro intercala os capítulos entre uma narrativa marcada por tensão crescente e postagens em fóruns de discussão on-line que colaboram de forma excepcional para a construção de teorias ao longo da história.
Esses trechos oferecem ao leitor pistas fragmentadas, criando a sensação de que há uma verdade sendo compartilhada.
O autor combina uma escrita ágil, capítulos curtos e uma ambientação que faz com que o cotidiano ganhe forma de ameaça. Kliewer aposta em uma atmosfera psicológica densa, onde pequenos detalhes como um silêncio prolongado, um gesto fora do lugar ou uma lembrança funcionam como gatilhos para desconfiarmos de tudo e todos.
Sem recorrer a exageros, ele mantém o leitor sempre um passo atrás da verdade, criando uma narrativa que se move entre o suspense doméstico e o terror sutil, sem nunca perder o ritmo.
Nós Já Moramos Aqui brinca com a vulnerabilidade emocional dos personagens e com a sensação de invasão, colocando o leitor dentro do mesmo labirinto psicológico que os protagonistas enfrentam, trazendo o suspense como uma presença constante que se infiltra em cada cômodo e cada interação.
Se você busca um suspense que prende, provoca e deixa aquela inquietação mesmo depois da última página, este livro promete te conquistar.
ADAPTAÇÃO
Antes mesmo de sua publicação, a história já havia conquistado seu espaço entre as adaptações literárias.
Para isso, Marcus Kliewer assinou com a Netflix e, apesar do longa ainda não ter data de estreia confirmada, o nome de Blake Lively (Gossip Girl, 2007) já é citado como a protagonista Eve Palmer.
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De romances a aventuras musicais, veja a seleção de filmes que vai deixar seus dias de descanso mais refrescantes e inesquecíveis.
Mesmo longe das praias, piscinas e festas, as férias de verão são feitas para somente uma coisa: relaxar. Seja aproveitando a brisa fresca do ar livre ou esparramado no sofá, a alegria de não fazer nada é a mais importante. Para aproveitar a folga, nada melhor que uma superseleção de filmes para acompanhar.
E, para ajudar você a curtir esse momento da melhor maneira possível, o Entretê escolheu algumas produções que vão deixar o seu verão ainda mais legal:
Me Chame Pelo Seu Nome (2017)
Foto: reprodução/Sony Pictures
Em 1983, durante um verão no norte da Itália, o jovem Elio Perlman (Timothée Chalamet) vive entre livros, música e tranquilidade. Tudo muda com a chegada de Oliver (Armie Hammer), um pesquisador americano que vem auxiliar seu pai. A convivência, inicialmente distante, logo dá lugar a uma curiosa aproximação. Entre trocas sutis, conversas e descobertas, Elio e Oliver constroem uma conexão intensa e inesperada.
O romance dirigido por Luca Guadagnino floresce em meio ao calor do verão e às dúvidas típicas da juventude. Ao fim da temporada, a despedida traz amadurecimento, saudade e a certeza de que alguns amores, mesmo breves, deixam marcas profundas.
Pequena Miss Sunshine (2006)
Foto: reprodução/Fox Searchlight Pictures
A família Hoover é cheia de conflitos, fracassos e excentricidades, mas tudo muda quando Olive (Abigail Breslin), a filha mais nova, recebe a chance de participar do concurso Little Miss Sunshine. Determinados a apoiá-la, todos embarcam em uma longa viagem de kombi, marcada por panes, brigas e momentos inesperadamente afetuosos. No caminho, cada membro enfrenta seus próprios dilemas, aprendendo a lidar com suas limitações e com as dos outros. Ao chegar ao concurso, Olive e os Hoover desafiam expectativas e percebem que vencer não é o mais importante. A jornada revela que, apesar das falhas, a união e o amor imperfeito da família são o que realmente importa.
Duas Garotas Românticas (1967)
Foto: reprodução/Comacico
Na pequena cidade francesa de Rochefort, as irmãs gêmeas Delphine (Catherine Deneuve) e Solange (Françoise Dorléac) sonham com uma vida maior do que a rotina da província permite. Talentosas em dança e música, elas desejam encontrar oportunidades, e talvez grandes amores, além das fronteiras locais. Quando uma feira itinerante chega à cidade, novos encontros, coincidências e desencontros começam a se misturar em meio a cores vibrantes e números musicais. Enquanto as irmãs se preparam para uma apresentação decisiva, moradores e visitantes têm seus destinos entrelaçados por romances inesperados. Entre sonhos, melodias e encontros quase mágicos, o filme celebra o amor, a juventude e o desejo de transformação.
Luca (2021)
Foto: reprodução/Disney
Luca é um jovem monstro-marinho curioso que vive escondido no fundo do oceano, temendo o mundo dos humanos. Tudo muda quando ele conhece Alberto, outro garoto aventureiro que o incentiva a explorar a superfície. Ao descobrirem que, fora d’água, podem assumir forma humana, os dois decidem viver um verão inesquecível na cidade costeira de Portorosso. Lá, fazem amizade com Giulia e sonham em vencer uma corrida local. Enquanto vivem aventuras, segredos e novos desafios, Luca começa a questionar seus medos e entender quem deseja ser. A história celebra amizade, coragem e a beleza de descobrir o próprio caminho.
Priscilla, a Rainha do Deserto (1994)
Foto: reprodução/Allstar-Polygram
Quando duas drag queens e uma mulher trans recebem a proposta de se apresentar em um hotel no meio do deserto australiano, elas embarcam em uma viagem inesquecível a bordo de um ônibus batizado de Priscilla. O percurso, repleto de paisagens áridas e encontros improváveis, desafia o trio a lidar com preconceitos, segredos pessoais e diferenças internas. Entre shows improvisados, figurinos extravagantes e muita música, elas descobrem novas formas de amizade e coragem. A jornada transforma não só o caminho que percorrem, mas também a forma como cada uma enxerga a si mesma. O filme celebra liberdade, identidade e a força de criar seus próprios espaços no mundo.
Rivais (2024)
Foto: reprodução/MGM
Tashi Duncan (Zendaya), uma ex-promessa do tênis que se tornou treinadora, dedica-se a transformar seu marido, Art (Mike Faist), em um atleta de elite. Quando a carreira dele entra em crise, ela o inscreve em um torneio menor para recuperar a confiança – sem imaginar que ele enfrentará Patrick (Josh O’Connor), seu ex-namorado e antigo melhor amigo de Art. O reencontro reacende rivalidades, mágoas e uma tensão emocional que ultrapassa as quadras. Entre flashbacks de juventude, escolhas duvidosas e paixões que nunca se resolveram, o trio é forçado a confrontar ambições, desejos e limites. O filme constrói um jogo intenso, em que amor, poder e competição se misturam, mostrando que, às vezes, o verdadeiro confronto acontece fora do esporte.
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O único livro publicado por Emily Brontë atravessou séculos, críticas severas, adaptações controversas e multidões de leitores que ainda discutem se ali existe amor ou apenas ruína
Quando Emily Brontë publicou seu primeiro e único romance usando o pseudônimo Ellis Bell, a Inglaterra vitoriana reagiu com choque. O enredo foi taxado de imoral, brutal e impróprio para uma autora mulher. Brontë, que vivia isolada no interior de Yorkshire, criou uma história que recusava convenções: personagens mergulhados em ódio e desejo, paisagens que refletiam angústias internas e um mundo no qual o amor não cura, mas destrói.
Imagem: reprodução/Editora Principis
Ao contrário das narrativas sentimentais populares na época, O Morro dos Ventos Uivantes (1847) desmontava qualquer ideia de romance idealizado. Brontë expôs as contradições humanas antes mesmo da crítica literária ter ferramentas para isso, e apenas décadas depois o livro começou a ser reconhecido como uma antecipação do romance psicológico moderno.
Agora, mais de 175 anos após sua publicação, O Morro dos Ventos Uivantes continua a nos perseguir. Lido como romance, tragédia, denúncia, a pauta que a história carrega parece jamais se esgotar.
Narrativa em camadas: quando o livro transforma o leitor em investigador
Um dos aspectos mais revolucionários da obra é sua estrutura. A história é contada por dois narradores: Lockwood, o inquilino que mal compreende o que vê, e Nelly Dean, a governanta que testemunhou quase tudo, mas relata os eventos filtrados por emoções, memórias falhas e julgamentos pessoais.
Essa narrativa produz versões conflitantes, dúvidas constantes e a sensação de que nunca sabemos toda a verdade. É um jogo literário que transforma o leitor em intérprete ativo, forçado a decidir o que é fato e o que é distorção. A técnica antecipa debates que só se tornaram centrais no século XX.
Heathcliff, Catherine e a ferida aberta do amor obsessivo
O relacionamento entre Heathcliff e Catherine é frequentemente citado como um dos mais intensos da literatura, e também é um dos mais controversos. Por muito tempo, parte do público enxergou nessa história um amor trágico destinado a sobreviver à morte. Hoje, a crítica moderna enxerga algo mais complexo: padrões de abuso emocional, codependência, humilhação e violência psicológica.
Heathcliff não é apenas um amante devotado. É um homem consumido pela necessidade de controle e vingança. Catherine, por sua vez, vive dilacerada entre o desejo e as pressões sociais para ascender por meio de um casamento vantajoso. Ambos se amam a ponto de se arruinarem, e o romance não oferece redenção para a primeira geração. A cura vem apenas com os descendentes, que tentam interromper o ciclo de dor que herdaram.
Essa dinâmica ressoa no presente justamente porque reconhecemos nela comportamentos que hoje identificamos como tóxicos. Emily Brontë já discutia, sem nomeá-los, temas que só muito depois seriam associados à psicologia moderna.
Classe, raça e o corpo estrangeiro de Heathcliff
Outro ponto de debate é a origem de Heathcliff. Brontë o descreve como “moreno”, “de aparência exótica”, alguém que causa estranhamento e suspeita. Ele é encontrado vagando pelas ruas de Liverpool, um porto marcado pela imigração e pelo tráfico colonial. A crítica contemporânea levanta a possibilidade de que Heathcliff seja um corpo racializado em uma sociedade rigidamente branca.
Essa leitura pós-colonial reconfigura o romance. A marginalização que ele sofre não se deve apenas à pobreza, mas também ao que ele representa: o estrangeiro, o intruso, o que não se encaixa. A violência que ele devolve ao mundo pode ser lida como resposta à exclusão estrutural.
A versão cinematográfica de 2011, dirigida por Andrea Arnold, acentua esse aspecto ao escalar um ator negro para o papel. Foi uma interpretação polêmica, mas alinhada às discussões modernas sobre raça e identidade.
O cenário como espelho da alma
A paisagem de Yorkshire é um dos elementos mais marcantes da obra. Os pântanos, a ventania constante, as colinas isoladas e a sensação de desamparo funcionam como extensão emocional dos personagens. O ambiente não é cenário, é sintoma. A geografia bruta reforça a brutalidade interna e cria um clima gótico-naturalista raro na literatura inglesa.
Essa fusão entre natureza e psicologia deu ao romance sua estética particular, tão poderosa que ainda influencia produções audiovisuais, capas, ensaios fotográficos, videoclipes e a própria cultura pop.
Adaptações cinematográficas
Apesar de os fãs afirmarem que nenhum dos filmes foram capazes de transmitir a intenção da obra, a cada década surge uma nova leitura do romance de Emily. Até o momento o livro ganhou 8 produções.
A versão de 1939 transformou a história em romance clássico de Hollywood, estrelando MerleOberon e Laurence Olivier.
Nos anos 1990, Ralph Fiennes interpretou um Heathcliff mais contido e melancólico.
Em 2011, a estética crua de Andrea Arnold trouxe uma leitura radical sobre raça e abandono com a escalação de James Howson, única adaptação de um Heathcliff como um homem racializado. Kaya Scodelario interpreta Catherine.
Foto: divulgação/Prime Video
Em 2003 a obra também ganhou um musical, dirigido por SukiKrishnamma.
A oitava e nova adaptação, que está prevista para 2026 e será estrelada por Margot Robbie e Jacob Elord, que interpretará Heathcliff O trailer sugere uma abordagem sensual e sombria, capaz de encantar parte do público e incomodar outra, já provocando discussões sobre erotização excessiva e romantização da violência.
Foto: divulgação/Warner Bros Pictures
Além disso, a escalação de Elordi para interpretar um personagem descrito como racial incomodou os leitores, já que este detalhe acrescenta muito à trama da história.
A escolha de olhar para uma narrativa que carrega tanta dor e mágoa de uma forma sexy revela outro fenômeno: tendemos a romantizar histórias que não foram criadas para esse fim.
Um clássico que incomoda, e é por isso que resiste
Ler O Morro dos Ventos Uivantes no século XXI é encarar uma obra que nunca buscou conforto. Ao contrário de outros romances da época, Brontë não oferece lição de moral, apenas mostrando seres humanos tomados por sentimentos extremos e incapazes de escapar deles.
Abordando temas sociais ainda vivos até os dias atuais, como a violência doméstica e exclusão que segue determinadas posições sociais, a obra permite debates sobre raça, classe e gênero.
O interesse dos jovens modernos pelo livro nasce justamente da estrutura narrativa apresentada por Emily, que carrega uma ambiguidade moral – uma história sem heróis óbvios, onde o que torna os vilões um vilão são sentimentos que o leitor conhece bem.
Em meio a debates sobre violência, saúde mental e dinâmicas de poder, o romance parece mais vivo do que nunca. Cada geração volta a ele porque se vê refletida no caos, no desejo e na escuridão das relações humanas.
Podemos abominar Heathcliff e criticar Catherine. Podemos rejeitar a ideia de amor descrita na história. Mas, ainda assim, retornamos ao romance porque ele toca algo profundo, que as narrativas românticas mais convencionais não alcançam.
O Morro dos Ventos Uivantes nos obriga a admitir que o amor, em sua forma mais primitiva, raramente é puro. Muitas vezes é fúria, orgulho, medo, solidão. Justamente por não oferecer respostas fáceis, o livro continua sendo um espelho incômodo, inquietante e irresistível.
Emily Brontë escreveu que, se tudo desaparecesse e apenas uma pessoa permanecesse, isso lhe bastaria para existir. A frase atravessou séculos porque revela um desejo tão universal quanto perigoso: o de ser amado a qualquer custo.
É por isso que seguimos lendo. Porque ainda buscamos entender por que, às vezes, amar e perder-se são quase a mesma coisa. Porque, mesmo quando sabemos que o abismo está logo ali, há algo em nós que continua a escutar os ventos de Yorkshire.
Sobre a autora
Imagem: único retrato confirmado de Emily Brontë, pintado por seu irmão, Branwell
Emily Brontë (1818-1848) foi uma romancista e poetisa inglesa, imortalizada por seu único romance, O Morro dos Ventos Uivantes, um clássico da literatura mundial conhecido por sua intensidade de paixão e ódio, ambientado nos pântanos de Yorkshire, e usou o pseudônimo masculino de Ellis Bell para a publicação. Irmã das também escritoras Charlotte e AnneBrontë, Emily viveu uma vida reclusa e misteriosa, com uma forte ligação à natureza, deixando um legado literário profundo e eterno apesar de sua curta vida e pouca produção literária.
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