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Especial | Uma viagem literária, musical e histórica por Cartagena

A jornalista Mariana Chagas foi para Cartagena e trouxe um relato sobre o lado cultural da cidade

Chegar em Cartagena é ser tomado pelo encantamento das paisagens deslumbrantes que cercam a cidade. Enquanto estava no Uber a caminho do Airbnb, encarava a costa para o mar do Caribe de um lado e a cidade amuralhada do outro. A viagem mal começava, e eu já sabia que me apaixonaria pelo destino que virou Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Ficamos hospedados em um hotel antigo, bem no centro da cidade. O hotel possui mais de 6 andares, que podemos observar do térreo ao encararmos a escada circular que leva para cima. 

Foto do corredor e escada de um prédio antigo, no centro de Cartagena
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Acredito que a melhor palavra para descrever Cartagena é colorida. Em todos os lugares, a cidade repete o azul, amarelo e vermelho da bandeira, além de tantos outros tons que dão ao município uma inevitável alegria. Não tem como não se sentir bem sendo cercado por tanta cor.

História e importância cultural de Cartagena

Além de bela, Cartagena é uma cidade histórica que carrega cultura em todas as suas ruas e monumentos. Fundada em 1º de junho de 1533 por Pedro de Heredia, Cartagena das Índias foi o complexo portuário que recebia pedras preciosas do país. Era aqui que se transportava o ouro, a prata e as esmeraldas das colônias do Império Espanhol.

Tal importância levou a cidade a ser alvo de piratas que atacavam a região em busca das relíquias. Buscando se defender, os espanhóis construíram muralhas e fortes para proteger a cidade: assim nasceu a cidade amuralhada

 

Foto de Getsemaní, bairro mais famoso e culturalde Cartagena
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Para amantes de literatura, chegar na cidade em que Gabriel García Márquez se tornou jornalista e escritor já é, por si só, um grande evento. Em muitas partes, é possível encontrar lugares que serviram de inspiração para suas obras ou fizeram parte da sua história.

A fim de preparar um tour cultural para o Entretetizei, iniciei minha jornada em busca de endereços que viraram cenário das obras do romancista. Assim, meu roteiro começou pela Praça Fernández de Madrid, localizada a alguns minutos de onde eu me hospedava.

Uma praça pequena, cercada por árvores altas que envolvem o espaço como um telhado verde. É embaixo das sombras, nos banquinhos espalhados pelo pátio, que o protagonista de O amor nos tempos do cólera (1985), Florentino Ariza, teria visto pela primeira vez sua amada.

Casa na esquina da Praça Fernández de Madrid
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas
Cartagena pelos olhos de Gabriel García Márquez

A casa da personagem Fermina na obra, inclusive, é inspirada em um sobrado branco situado em uma esquina de frente para a praça, decorado por flores que crescem ao redor das varandas do segundo andar. 

Andando por lá, no sol forte do meio-dia de Cartagena, é possível encontrar o encanto e charme que motivaram García Márquez a transformar a região em um cenário literário. 

Seguindo para mais um endereço citado na obra, fomos até a rua de arcos ao lado da Praça Simón Bolívar. Uma rua larga, fechada por paredes arqueadas, onde ficavam os datilógrafos que escreviam as grandes cartas de amor do casal do livro.

Fiquei imaginando a cena: homens que colocavam no papel as palavras apaixonadas que, mesmo antes de saber escrever, os amantes já sabiam professar

Passear pela rua, imaginando os trabalhadores que de tudo escutavam embaixo das paredes arqueadas, é como viajar no tempo e se pegar pensando no quanto de história um metro quadrado pode carregar. 

 

Foto da rua dos arcos, próxima a Praça Simón Bolívar
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Acredita-se que a Praça Simón Bolívar, situada em frente à rua dos arcos, era um dos lugares favoritos de Gabriel García Márquez. Sentada em um banco enquanto me preparo para gravar um vídeo para o nosso Instagram, percebo que é completamente compreensível o gosto do romancista pelo local.

A praça respira movimento: nas bandeiras balançando à brisa leve da tarde, nos comerciantes gentis que se empolgam quando digo que sou do Brasil, na vida colombiana acontecendo devagar. 

Foi nesse mesmo local que conheci o grupo Candela Viva. O coletivo reúne jovens que dançam gêneros e músicas típicos da região, principalmente a champeta e a cumbia.

Com roupas coloridas, muita animação e personalidade, o grupo chama a atenção de todos que estão passando quando começa a performar. O batuque da banda, acompanhado pelos passos dos dançarinos, é eletrizante. Confesso que, mais de uma vez durante minha estadia, me vi parando para ver as apresentações.

 

Apresentção do grupo Candela Viva
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Ritmos colombianos e a música em Cartagena

Com origem na Colômbia, a cumbia é um dos principais gêneros musicais e estilos de dança da região. Foi pela flauta, gaita e maracas dos povos originários, unidas aos tambores africanos, que o ritmo ganhou forma e força. Um verdadeiro exemplo da ancestralidade latina, a música é agitada e, em diversos momentos, me lembrou de alguns estilos brasileiros, como o samba e o axé da Bahia.

Já a champeta é um gênero musical urbano que surgiu do Caribe colombiano, com principal influência dos afro-colombianos. A dança nasceu entre as décadas de 70 e 80 sob influência de outros ritmos, como soukous (Congo), highlife (Gana), benga music (Quênia) e rumba (Cuba).

A champeta alcançou nível mundial graças à sua popularização pela cantora Shakira, que levou o ritmo ao palco do Super Bowl em 2020. Depois da apresentação, a artista chegou a ensinar o ritmo em um tutorial no YouTube, desafiando outras pessoas a tentarem reproduzir os passos colombianos.

Vendo o vídeo e o tamanho da dificuldade, nem dá pra acreditar que é o mesmo estilo que o grupo Candela Viva dança com tanta naturalidade e desenvoltura.

Um hotel histórico e uma inspiração literária

Seguindo meu trajeto, decidi começar a noite em um bar chamado El Coro Lounge Bar, outro local importante para a história de Gabriel García Márquez. O espaço é pequeno, mas as luzes baixas, os sofás e a banda tocando o deixam aconchegante.

O bar, aberto ao público, fica anexado ao Hotel Sofitel Legend Santa Clara Cartagena. Logo me deparei com imagens da construção antes de se tornar uma hospedagem, penduradas em quadros espalhados pelo recinto. Construído em 1621, o edifício já foi usado de diversas formas. Entre elas, como Convento Santa Clara, que abrigou a Ordem das Clarissas e serviu como inspiração e cenário do livro De Amor e Outros Demônios (1994), do vencedor do Nobel de Literatura.

Foto do interior do Hotel Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Ao me apresentar como repórter que estava cobrindo a história de Gabo, tive a oportunidade de conhecer o interior do hotel. Passando pela cortina que dá acesso ao interior, me senti novamente na história de Sierva María e Cayetano Delaura.

A obra se inicia quando Gabo vai cobrir uma pauta sobre as criptas de um convento em Cartagena. Quando é encontrado o túmulo de uma jovem com cabelos enormes, que dizem crescer mesmo após a morte, García Márquez se inspira para escrever o romance entre um padre e uma menina que deve ser exorcizada.

Andar pelos corredores exuberantes do Santa Clara é como viajar para dentro das páginas da obra. Poucas sensações mexem tanto com um leitor como ver, materializado na sua frente, um lugar que conheceu apenas na sua imaginação.

Celebrando o fim da viagem por Cartagena

Ouvi com atenção enquanto o garçom nos dava um rápido tour pelo local, imaginando García Márquez há tantos anos andando pelo mesmo espaço. Eu e meus amigos tomamos alguns drinks enquanto olhávamos para o mar do Caribe, deslumbrados com a beleza do hotel 5 estrelas que se tornou o único da América do Sul na categoria Legend do portfólio da Accor.

A noite, depois, acabou em uma balada – ou disco, como chamam por lá – LGBTQIAPN+. No Avatar Disco Bar, curtimos uma noite de rumba, um gênero musical afrocubano que levou todos a dançarem a madrugada toda. A playlist também contou com reggaeton e artistas famosos, como Bad Bunny e Beyoncé (é possível uma balada gay que não toque a diva?). 

Imagem da balada Avatar Disco Bar

Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Algo que me chamou a atenção na line-up foram os momentos tomados por músicas mais lentas. Um estilo mais romântico, que me lembrou salsa, tocou várias vezes e levou os casais a dançarem coladinhos, se abraçando, criando uma cena super fofa e diferente das baladas que costumo ver em São Paulo

Uma semelhança com as festas brasileiras, porém, é a coletividade que nasce depois de algumas horas de música. Mesmo sem se conhecer, as pessoas te chamam para dançar e curtir como se fossem todos velhos conhecidos, celebrando o momento, amando Cartagena e lembrando que a noite é uma criança – e sempre será, em qualquer lugar do mundo.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

 

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Entrevista | João Souza, jovem autor de Caçada Selvagem – Desejo, nos conta sobre seu processo criativo

Jovem autor fala sobre escrita de romantasia e o desafio de escrever seu primeiro livro Caçada Selvagem

O jovem escritor mineiro, João Souza, de 16 anos, constroi a narrativa de Caçada Selvagem envolta de romantasia e um suspense psicológico. A publicação aconteceu pela Flyve Editora em 2025.

Na obra, o leitor irá conhecer Heather Vanderwall, uma jovem que se muda para a pacata e cinzenta Church Hill para morar com sua tia. A mudança acontece após a morte trágica de seu pai e a internação de sua mãe por overdose. O que parecia ser um recomeço, logo se revela uma mudança profunda, capaz de transformar completamente sua vida. Ao interagir com pessoas como Gaye e Kai McCool, Heather embarca em um ambiente cercado de suspense e elementos sobrenaturais. Ao mesmo tempo, ela se depara com um passado familiar totalmente inesperado e agora precisa desvendá-lo, descobrindo que alguns segredos nunca permanecem ocultos para sempre.

O livro não se limita ao romance, como também aborda temas como luto, amadurecimento precoce, relações familiares fragmentadas, desejo e culpa, além de questionar até que ponto escolhas feitas por amor podem gerar consequências irreversíveis.

Em entrevista ao Entretetizei, João Souza fala sobre a construção do seu livro Caçada Selvagem, que engloba temas como sobrenatural, romance e mistério, além de comentar sobre os desafios do autor em publicar sua primeira obra e trazer uma mensagem para os jovens que desejam escrever. Confira:

Foto: divulgação/LC Agência de Comunicações
ENTRETETIZEI: O que te inspirou a criar a história de Heather e desse universo sobrenatural, que envolve fantasia e mistérios?

João Souza: Sempre gostei de ler, mas esse hobby ficou mais regular na pandemia. Ao consumir séries, livros e filmes de fantasia e perceber que era um tipo de estrutura de que eu gostava, comecei a pensar em um enredo desse estilo.

E: Você se inspirou em séries como The Vampire Diaries, Teen Wolf e outras histórias? 

JS: Sou viciado em séries antigas, principalmente com histórias fantásticas, e no caso, The Vampire Diaries e Teen Wolf foram a base para ela. A complexidade dela se formou devido as minhas várias referências de tramas que gosto e que achava que funcionariam, como A Divina Comédia e principalmente Hamlet.

E: Você já imaginava o final da história desde o início ou ele surgiu durante a escrita? 

JS: Durante a escrita, mesmo com o planejamento prévio, coisas mudaram (e muito). Sempre tive de organizar as etapas até chegar na ideia que tinha de final, que mudou muito, mas para melhor do que eu imaginava.

E: Qual personagem você acha que os leitores interpretam de forma diferente do que você imaginou?

JS: Não tenho o conhecimento disso, mas suponho que a protagonista possa ser bem mal interpretada em alguns momentos devido sua construção moralista e impulsiva.

E: Você deixou pistas ao longo da história de como seria o final ou quis surpreender totalmente o leitor? 

JS: Pistas não, mas elementos que estavam ali prontos para serem usados. Queria surpreender o leitor e acho que isso se deve mais pela junção de elementos para encerrar a história parcialmente.

E: Teve alguma cena que foi mais difícil de escrever?

JS: Cenas de ação sempre foram muito difíceis, assim como cenas que acontecem transformações de lobisomens, em que preciso pensar como é um lobo (mesmo nunca tendo visto um pessoalmente). O mesmo se deve para descrições de lugares que inicialmente estão apenas em minha cabeça, o que melhora com o tempo.

E: Como foi o processo de equilibrar elementos de mistério, fantasia e romance para que a história ficasse envolvente? 

JS: Como o livro é dividido em três partes, iniciados e terminados em acontecimentos especificamente escolhidos, consigo ter a liberdade para dosar o que vai entrar em cada núcleo e equilibrar os gêneros e tramas.

E: Qual foi o maior desafio para publicar seu primeiro livro?

JS: Posso dizer que o maior desafio talvez seja a escrita. Mesmo tendo sido um processo prazeroso, ainda consome a saúde mental. Quando está na fase de publicação, você pode duvidar dela (ela pode virar uma insegurança) e o perfeccionismo também se apresenta no resto de todo o processo de lançamento, mas ainda foi algo que fiquei satisfeito.

E: O que você diria para jovens que querem escrever, mas têm medo de começar?

JS: Diria que antes de ser um livro e um reflexo seu, é uma meta atingida. Dependendo do lugar de onde você veio, vai ser mais difícil ou mais fácil; mas, independente disso, seu objetivo é o apreço das outras pessoas. Mas para os outros ficarem satisfeitos com sua história, você precisa estar com ela mesma. Você precisa atingir essa meta. Antes de tudo, esse lançamento foi um lembrete para mim mesmo de que nada é impossível.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Ariana Grande e Robert De Niro dividem a tela no 1º trailer de Entrando Na Maior Fria

O quarto filme da franquia de comédia ganha sua primeira prévia e tem estreia confirmada para novembro

Foi divulgado nesta quinta (16) o trailer inédito do aguardado quarto capítulo da comédia Entrando Na Maior Fria (2026).

Consolidando sua era focada na atuação após o impacto de Wicked (2024), Ariana Grande prova que deixou os dias de estrela adolescente da Nickelodeon no passado, mostrando que está pronta para equilibrar o peso de ser uma popstar global com um espaço definitivo nas telonas.

E a transição vem impressionando até os veteranos mais rigorosos da indústria. Durante a participação no painel da CinemaCon, no início de abril, Robert De Niro não poupou elogios à colega de elenco. O ator afirmou que ela é provavelmente a parceira de cena mais talentosa com quem teve a sorte de contracenar.

Foto: divulgação/Paramount Pictures

Na nova trama, o tempo passou e as atenções se voltam para a nova geração. O foco recai sobre Henry, interpretado por Skyler Gisondo, que cresceu. O filho de Greg, vivido por Ben Stiller, e Pam, papel de Teri Polo, engata um romance com Olivia Jones, personagem de Ariana Grande.

O grande problema é que a garota é o extremo oposto dele, o que promete acender novamente a fúria e a desconfiança da família, revivendo o clássico pesadelo de aprovação que conhecemos no primeiro filme.

Além da dinâmica já conhecida com o retorno de Owen Wilson e Blythe Danner, o elenco ganha o reforço de Beanie Feldstein. Nos bastidores, John Hamburg, que já conhecia a franquia por ter produzido o terceiro filme, Entrando Numa Fria Maior Ainda com a Família (2010), desta vez assume as rédeas da direção e do roteiro para guiar esta nova fase.

Distribuído pela Paramount Pictures, Entrando Na Maior Fria chega aos cinemas brasileiros em 26 de novembro.

 

E você, acha que o clã Byrnes vai aprovar a personagem da Ariana Grande? Conte para a gente! Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Trailer da quinta temporada de Emily em Paris é divulgado e já tem data de estreia confirmada

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cinema Entretenimento Notícias

Rodrigo Santoro e Johnny Massaro estrelam adaptação de O Diário de Um Mago

O filme, baseado no livro de Paulo Coelho, inicia as gravações

 

Alerta de filme novo! As gravações de O Diário de Um Mago começaram, com Johnny Massaro e Rodrigo Santoro à frente do elenco do novo lançamento da Netflix, dirigido por Vicente Amorim e produzido pela Gullane. O filme é uma adaptação da obra de Paulo Coelho e tem roteiro de Luiso Berdejo e Gustavo Bragança.

Foto: divulgação/Marcelo Maragni/Netflix

As filmagens estão em andamento na Espanha, e o longa acompanha Paulo (Massaro) em uma peregrinação pelas montanhas, bosques e campos do Caminho de Santiago de Compostela. Guiado pelo enigmático Petrus (Santoro), ele atravessa uma sequência de provações que transformam a busca por autoconhecimento em uma aventura de encontros misteriosos e forças invisíveis, uma jornada que vai colocar à prova os limites físicos e espirituais de ambos. 

Completam o elenco brasileiro Lara Tremouroux, Julia Konrad, Silvio Guindane, Fabiana Gugli, Emílio de Melo, Thelmo Fernandes, Isabel Guéron e Roberto Birindelli. Já o elenco europeu é composto por Manuel Manquiña, Albert Pla , Gonçalo Diniz e Elisabeth Bonjour.

 

Já leram o livro e estão ansiosos pela adaptação? Contem pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Patrick Schwarzenegger viverá Gus Everett na adaptação de Leitura de Verão

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Tudo o que rolou no Encontrín da Editora Intrínseca no RJ e em SP

Evento especial que apresenta os lançamentos do ano, brindes e atividades aposta em proximidade com o público

Nas últimas semanas, Rio de Janeiro e São Paulo receberam mais uma edição do Encontrín, evento promovido pela Editora Intrínseca que tem como objetivo aproximar os leitores, os influenciadores e o mercado editorial em uma manhã dedicada a novidades, trocas e, claro, muitos livros. 

Não é apenas uma apresentação de catálogo, é um evento que favorece conversa e troca direta. Os participantes puderam acompanhar apresentações sobre os principais títulos previstos para 2026, além de bastidores editoriais e processos de publicação, um tipo de acesso que raramente chega ao público geral. 

Quem pôde estar presente levou para casa kits exclusivos distribuídos aos convidados, tornando a experiência do evento ainda mais memorável e criando uma relação afetiva do leitor com a obra antes mesmo dos lançamentos oficiais. 

Spoilers literários
Intrínseca
Foto: divulgação/Intrínseca/Entretetizei

Quatro novos livros da autora Lynn Painter foram anunciados. Entre eles estão Confusões do Amor, além de Accidentally Amy, 13 Little Love Stories – contos de várias autoras inspirados em músicas da Taylor Swift – e Trust Fall, ainda sem traduções oficiais dos títulos. 

Óbvio que também teremos diversos romances sendo publicados, alguns de autores já da casinha da Intrínseca. The Ginger Bread Bakery e The Daisy Chain Flower Shop – série Amores de Dream Harbor, de Laurie Gilmore; À Deriva com Você, de Beth O’Leary, e Hollywood, Ending, de John Green, fazem parte desta lista. Enquanto outros trazem novas histórias apaixonantes, como The Unselected Journals of Emma M. Lion Vol. 1 e 2, de Beth Brower, e The Open Era, de Edward Schmit.

E, para quem pediu obras voltadas para o público jovem, vem aí novas edições e capas para a trilogia Burn for Burn, escrita por Jenny Han – autora de Para Todos os Garotos Que Já Amei – e Siobhan Vivian. Uma série de suspense e drama adolescente que narra a história de vingança de três garotas. Além da série escrita por Mina Finch, K-Pop Academy, uma fantasia juvenil que mistura o universo dos idols com elementos sobrenaturais, O Som do Cristal e Os Guardiões do Brilho.

Já no universo dos thrillers, chega o livro The Unknown, de Riley Sager, e a série Não Mexa, de Mikito Chinen. Em Não Mexa Neste Celular, o leitor tem acesso ao telefone de Kazuma Isshiki no formato de um smartphone. No livro, a experiência imersiva intercala o texto e as capturas de tela do celular, convidando quem lê para adentrar uma história sinistra. 

Não Mexa Neste Arquivo apresenta uma narrativa dinâmica, construída a partir de transcrições de entrevistas e registros da avaliação psiquiátrica do autor de uma assassinato em massa que choca todo o Japão. Aos poucos a verdade por trás dos casos vai se revelando e, para descobrir o segredo por completo, é necessário embarcar nessa experiência literária inovadora e macabra

Calma, que ainda há novidades para os apaixonados por edições especiais. A Intrínseca confirmou o lançamento da edição especial de Lua Nova, segundo livro da Saga Crepúsculo escrito por Stephenie Meyer, assim como Amor e Gelato, de Jenna Evan Welch.

Tem alguém que curte mundos imaginários, magia e sobrenatural? Porque também foi anunciado o lançamento do segundo livro do universo de Phantasma, Enchantra, e uma releitura brilhante de um dos personagens mais emblemáticos da mitologia grega em Eu, Medusa.

A editora aproveitou para anunciar alguns lançamentos nacionais também, como: Não se Apaixona, Não, de Isabela Freitas; Muito Mais que Trinta Dias, de Mika Serur; Amanhã Eu Morri Sozinho, de Lucas Barros; Fantasma, de Ana Laura Lopes e Ninguém Ensina A Gente a ser Adulto, de Matheus Rocha. E também alguns literários, como Taipei Story, de R. F. Kuang; American Hagwon, de Min Jin Lee e Um Lugar Ensolarado para Gente Sombria, de Mariana Enriquez.

Na lista de não ficção, a Intrínseca anunciou Open to Work, de Ryan Roslansky e Aneesh Raman, assim como Indestrutível, da Dra. Vonda Wright

Qual desses lançamentos você ficou mais animado para ler? Compartilhe com a gente nas nossas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Caçada Selvagem – Desejo, primeiro livro de João Souza, mistura romance e suspense

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Eventos Música Notícias

Rafael Witt abre shows do The Lumineers no Brasil após mobilização de fãs nas redes

Cantor gaúcho chamou a atenção da produção da turnê através das redes sociais e dividirá o palco com a banda no Rio de Janeiro, Curitiba e São Paulo

O cantor e compositor gaúcho Rafael Witt foi anunciado como o ato de abertura dos três shows da turnê da banda The Lumineers no Brasil. A confirmação para as apresentações no Rio de Janeiro, em Curitiba e em São Paulo, marcadas para a penúltima semana de abril, aconteceu após uma intensa campanha de seus fãs no Instagram. 

Um vídeo que ultrapassou 70 mil visualizações, e acumulou centenas de menções à banda e à produtora Live Nation, chamou a atenção da equipe responsável e viabilizou o convite oficial.

Para o artista, o marco profissional carrega um forte peso simbólico, já que o indie-folk do grupo norte-americano é uma de suas principais referências desde a adolescência. 

Rafael Witt por Taís Valença
Foto: divulgação/Assessoria Bianco

Witt destaca a importância do público nessa realização: “Ver a minha comunidade de fãs entrar nesse sonho comigo e ajudar a tornar isso real é uma das coisas mais bonitas que já vivi. Tem algo muito simbólico em sair dos shows intimistas que construíram minha carreira pra agora dividir palco e ser reconhecido pelos meus ídolos.”

Natural de Caxias do Sul e dono de composições majoritariamente em inglês, Rafael vem consolidando seu nome no circuito folk contemporâneo de forma independente. 

O músico já acumula experiência abrindo apresentações de artistas internacionais no país, como Seafret e Hollow Coves. Sua discografia inclui o EP There’s Nothing Wrong With Me (2021) e o álbum Wanderer (2024), que ultrapassa a marca de 1,5 milhão de reproduções no Spotify, além do projeto audiovisual de performances rurais The Wanderer Sessions.

O encontro musical com The Lumineers tem início no Rio de Janeiro, no dia 22 de abril, no Vivo Rio. Na sequência, a turnê segue para Curitiba, no dia 24, com apresentação na Live Curitiba, e encerra sua passagem pelo país em São Paulo, no dia 25, no Suhai Music Hall. Todos os eventos têm início marcado para às 19h.

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Leia também: Oliver Tree traz a World’s First World Tour para apresentação única no Brasil 

 

Texto revisado por Kalylle Isse

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Crítica | A Maldição da Múmia aposta no horror gráfico e se distancia das aventuras clássicas

O filme é um mergulho no grotesco, que troca sustos fáceis por imagens difíceis de esquecer

Nos últimos anos, o subgênero envolvendo múmias como personagens assustadores no cinema ficou mais associado à aventura e ao entretenimento leve, por conta das franquias que foram lançadas ao longo dos anos. Ao decorrer das décadas, a múmia já foi um monstro silencioso e atmosférico, uma ameaça física quase sem identidade e, até mesmo, um elemento de aventura leve e escapista.

Dirigido por Lee Cronin – conhecido por seu trabalho em A Morte do Demônio: A Ascensão (2023) –, a Maldição da Múmia integra uma nova fase do terror produzida pela parceria entre a Blumhouse Productions e a Atomic Monster, estúdios responsáveis por sucessos recentes do gênero.

As versões da Múmia ao longo dos anos

A versão de 1932 – dirigida por Karl Freund e protagonizada por Boris Karloff –, é o pilar fundamental de todos os filmes que vieram depois. O longa é um clássico do terror gótico que definiu a imagem do monstro no cinema. Diferente das versões modernas, grande parte do filme mostra Imhotep – a múmia – disfarçado como um egípcio moderno que usa seus poderes hipnóticos e conhecimentos antigos para encontrar a reencarnação de sua princesa.

Já a trilogia com Brendan Fraser, que esteve nos cinemas entre os anos de 1999 e 2008, trazia uma aventura leve, uma comédia romântica e um certo suspense. Um clima muito parecido com o de Indiana Jones, com carisma e humor, sem se levar muito a sério.

A Múmia
Foto: reprodução/CNN Brasil

O mais recente deles, estrelado por Tom Cruise e lançado em 2017, trouxe uma ação frenética com toques de horror e sobrenatural. Essa adaptação foi mais sombria, focada na ação de Hollywood e menos na exploração arqueológica divertida.

A Múmia
Foto: reprodução/Clube Gazeta do Povo

Rick O’Connell, interpretado por Fraser, era um herói carismático, gente como a gente, propenso a situações perigosas e cômicas, mas um personagem com muita coragem. Nick Morton, de Cruise, foi um anti-herói egoísta e militar, muitas vezes descrito como um personagem de Missão Impossível em um filme sobrenatural, com menos carisma relacional.

A Múmia, a grande vilã das histórias era, em 1999, uma figura mítica e clássica chamada Imhotep que buscava ressuscitar sua amante, gerando uma ameaça romântica e física. É uma força da natureza sobrenatural. Começa como uma criatura incompleta que precisa absorver órgãos de vítimas para se regenerar, possuindo poderes quase divinos sobre os elementos.

Em 2017, tivemos a primeira múmia feminina com o nome de Ahmanet, uma princesa egípcia com motivações baseadas em vingança e ambição pelo poder. É uma guerreira física e uma entidade que busca trazer o deus Set para o mundo real, funcionando quase como um vírus ou uma maldição de escala global.

A ambientação? A versão original, de 1932, mostra um Egito visto com um olhar de mistério arqueológico e fascínio. Em 1999, o longa era ambientado nos anos 20 e 30, focado no Egito antigo, mas o cenário era uma fantasia. Aqui, o Egito é como um parque de diversões para heróis destemidos, vilões caricatos e tesouros escondidos. Já em 2017, o longa foi ambientado nos dias atuais, com grande parte da ação acontecendo em Londres, mudando completamente a atmosfera de mistério antigo para o moderno. O Egito é apenas o prólogo e a múmia é transformada em uma ameaça urbana contemporânea.

Mas, então, se já existem tantos longas a respeito de um mesmo vilão – a múmia –, o que torna o novo filme da Blumhouse e Atomic Monster, distribuído pela Warner Bros, tão diferente de seus antecessores? 

Qual a história do filme Maldição da Múmia de 2026?
Maldição da Múmia
Foto: reprodução/CNN Brasil

A nova trama, segue um caminho diferente, abandonando o tom épico e apostando em um terror mais cru, gráfico e desconfortável. A proposta fica clara desde o início: provocar mais repulsa do que sustos fáceis. A história gira em torno de uma entidade demoníaca egípcia conhecida como Nasmaranian, cuja presença está ligada a um ritual absurdamente obscuro. 

Em Maldição da Múmia, acompanhamos um casal que vive com seus dois filhos – Katie e Seb – no Cairo, Egito, por conta do trabalho de Charlie, que é um jornalista correspondente para um veículo americano.

Logo nos primeiros minutos de filme, Katie desaparece no deserto sem deixar rastros. A família, dilacerada e em luto, fica sem notícias do paradeiro da filha por oito anos, até que, como em um sonho – que se revela mais tarde como um pesadelo –, um sarcófago é encontrado e com ele o corpo de Katie… viva.

O reencontro alegre logo se transforma em um completo horror sobrenatural, quando uma força obscura assombra a família, misturando terror visceral e suspense.

O desconforto como proposta

O principal mérito do novo longa está em sua identidade, no qual se aproxima muito mais do terror contemporâneo – popularizado por obras como Invocação do Mal (2013) – e prioriza a tensão psicológica com imagens perturbadoras.

Maldição da Múmia
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Maldição da Múmia se posiciona na indústria cinematográfica como uma ruptura deliberada: o filme escolhe o excesso. O longa é brutal, nojento e extremamente sangrento durante todos os seus 130 minutos, com destaque para a reta final, capaz de embrulhar o estômago. O horror não é apenas sugestivo ou simbólico, ele é físico, e você se vê escondendo o rosto por trás das mãos para não ter que testemunhar tamanha aflição.

A nova versão abandona completamente a figura da múmia como algo distante para torná-la uma força invasiva e corporal. Não por acaso, o filme carrega marcas muito claras da filmografia de Cronin, especialmente na forma como o horror é construído. O medo surge da deterioração do próprio corpo – algo que este filme faz questão de explorar de uma maneira bem insistente. A violência não é apenas vista, mas sentida.

Maldição da Múmia
Foto: reprodução/Omelete

No fim, o roteiro levanta questões interessantes a respeito do funcionamento do ritual e da lógica da possessão, mas falha ao não se aprofundar em suas respostas. O que pode gerar certo estranhamento nos espectadores, mas também contribui para o clima de mistério da narrativa. 

Ao trocar sustos previsíveis por imagens perturbadores, o longa entrega uma experiência que persegue o espectador mesmo após os créditos finais. Se o objetivo é sair do cinema mexido, vale o ingresso. Só não vá desprevenido: a classificação +18 não é exagero, e o filme cobra um preço alto de quem não tem estômago para encarar o que está na tela.

Maldição da Múmia já está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil.

Vai encarar os desconfortos propostos por Lee Cronin? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Caçada Selvagem – Desejo, primeiro livro de João Souza, mistura romance e suspense

João Souza estreia na literatura com uma narrativa muito envolvente que combina romantasia e suspense em uma atmosfera intensa

Caçada Selvagem – Desejo é um dos lançamentos de 2025, publicado pela Flyve Editora. O livro foi escrito pelo jovem escritor mineiro João Souza, de 16 anos, que constrói uma romantasia envolvente e recheada de suspense, traições, segredos e muitos mistérios.

Confira a sinopse:

Após a internação de sua mãe em uma clínica de reabilitação, a adolescente Heather Vanderwaal se muda para a cinzenta cidade de Church Hill, na Carolina do Norte, onde irá morar com a tia que não via há anos. 

Tentando se adaptar à nova vida e ao colégio, Heather cruza o caminho de Gaye McCool, um garoto reservado, marcado por cicatrizes que refletem as suas e com olhos que escondem mais do que apenas uma vida conturbada. 

Quando os dois assumem uma relação fadada ao perigo constante, uma tragédia abala a cidade – revelando muitos outros assassinatos brutais que ocorreram e parecem longe de terminar. 

Heather logo percebe que seu sofrimento está longe de terminar. Com a chegada de Kai McCool – primo de Gaye, atraente e sarcástico – em Church Hill, ela se viu envolvida com mais um membro da família, que parecia guardar um segredo que quebrava todas as crenças que alguém poderia ter. 

Dividida entre os dois amores, Heather se vê não apenas presa em um triângulo de desejo e mistério, mas no centro de um jogo mortal – onde gangues, ameaças anônimas, segredos e predadores se entrelaçam em uma trama sombria, com paixões desesperadas.

Foto: divulgação/LC Agência de Comunicações

João Souza consegue transitar por temáticas diferentes em seu livro de forma fluída e natural, levando o leitor a embarcar em uma leitura na qual a desconfiança só cresce. Sem entregar os mistérios sobrenaturais de Church Hill, a história constrói um cenário de tensão, “onde a linha entre caçador e criatura começa a se inverter e aqueles que eram vistos como monstros também podem passam a se tornar alvo, pois nem tudo parece realmente do jeito que é.”

Caçada Selvagem – Desejo é um convite para embarcar na escuridão de Church Hill e descobrir que, naquela cidade cinzenta, “sobreviver pode significar se tornar exatamente aquilo que se teme.”

A obra possui 451 páginas e está disponível por R$2,99 na versão digital pelo Kindle, R$89,90 na versão física no site da Flyve Editora e R$92,90 no site da Amazon

Sobre o autor

Foto: divulgação/LC Agência de Comunicações

João Souza é um autor mineiro de 16 anos que acaba de lançar  Cidade Selvagem – Origens e Caçada Selvagem – Desejo pela Flyve Editora. Desde a infância, teve a prática de inventar histórias, mas foi apenas na pandemia que começou a escrevê-las no papel. Influenciado pela literatura fantástica e sombria, começou a unir esses elementos de fantasia e suspense psicológico em sua escrita, tendo como referência títulos famosos na área, desde Crepúsculo à estética de Hannibal.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Cinema

5 Curiosidades sobre Devoradores de Estrelas, a nova ficção científica do momento

[Contém spoiler]

Em seu nome original, Project Hail Mary acompanha a jornada de um professor de ciências, Ryland Grace (Ryan Gosling), que acorda sem memórias em uma nave no espaço. Enquanto recupera suas lembranças, Grace descobre que é o único humano que restou em uma missão arriscada para salvar o Sol e toda a humanidade, isso com a ajuda de um alienígena (Rocky), uma criatura um tanto peculiar.

Assista o trailer:

Sem mais enrolação, aí vão cinco curiosidades sobre o filme que tornam a produção ainda mais interessante.

O filme é baseado em um livro

Com o mesmo nome, o livro Project Hail Mary foi publicado em maio de 2021 pelo escritor Andy Weir, que também escreveu outro sucesso adaptado, Perdido em Marte (2011). Além disso, o autor tem mais um livro que se intitula Artemis (2017). Será que vem filme novo por aí?

Livro Project Hail Mary
Imagem: reprodução/Salon

A nave do filme é real

O longa tem a premissa de usar o mínimo de CGI possível e zero tela verde – isso mesmo, zero. O fato de toda a nave ter sido construída para as gravações torna a produção ainda mais bem feita e a experiência mais real.

Ryan Gosling dentro da nave
Imagem: reprodução/IMDb

Foi usado um boneco para o alien Rocky

Seguindo a lógica da redução de CGI, a produção optou por um boneco que pudesse ter seus movimentos controlados por um humano. Dessa forma, as interações seriam mais naturais e realistas.

Alien Rocky. Project Hail Mary
Imagem: reprodução/Pinterest

Ryan Gosling foi o único ator considerado para o papel principal

Logo após o lançamento do livro, o ator já teve seu nome ligado ao projeto. A decisão foi certeira, porque Ryan nos presenteia com um show de atuação que arranca risadas e lágrimas.

Ryan Gosling segurando uma bolinha
Imagem: reprodução/Everyman Cinema

A cena em que Sandra Hüller canta Sign of the Times não estava no roteiro

Após Ryan Gosling ouvir a atriz cantar nos bastidores, a cena da personagem Eva Stratt cantando a música de Harry Styles no karaokê foi inserida no filme, se tornando uma das cenas mais emocionantes de toda a trama.

Sandra Hüller cantando com microfone na mão
Imagem: reprodução/IGN

Além disso, o filme tem um enredo envolvente e uma narrativa criativa e divertida, também recebeu alta aprovação do público e da crítica. Vale a pena assistir e se aventurar com essa nova ficção científica dirigida por Phil Lord e Chris Miller.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Livros Notícias

Releitura de mito grego revisita origem de Medusa em novo livro

Obra de Ayana Gray propõe um olhar sensível e poderoso sobre uma das figuras mais marcantes da mitologia

Histórias inspiradas na mitologia grega seguem despertando interesse ao atravessar gerações, especialmente quando revisitadas sob novas perspectivas. Ao reinterpretar narrativas clássicas, autores contemporâneos conseguem lançar luz sobre personagens que, por muito tempo, foram reduzidos a papéis simplificados. É nesse movimento que se insere Eu, Medusa (2026), da autora Ayana Gray, novo lançamento da Intrínseca, que chega às livrarias em 2 de junho e promete ressignificar uma das figuras mais emblemáticas desses mitos. 

Na obra, acompanhamos Medusa – ou Meddy – antes de se tornar a criatura temida que habita o imaginário popular. Desde cedo, ela se sente deslocada: enquanto suas irmãs e pais possuem natureza divina, ela é mortal. Esse contraste alimenta um sentimento constante de inadequação e o desejo de encontrar seu próprio espaço no mundo, longe da ilha onde cresceu.

Foto: reprodução/Barnes & Nobles

A oportunidade surge quando a deusa Atena a convida para treinar em seu templo. Determinada a mudar seu destino, Meddy abraça a chance de se tornar sacerdotisa e, pela primeira vez, experimenta pertencimento e reconhecimento. No entanto, essa nova posição também a coloca no centro das atenções – inclusive de Poseidon, cujo interesse desencadeia uma série de acontecimentos que transformam sua vida de maneira irreversível.

Após sofrer uma violência e ser responsabilizada injustamente por ela, Medusa é punida de forma brutal: seus cabelos se transformam em serpentes. Tradicionalmente retratada como um monstro cuja aparência petrifica quem a encara, aqui sua história ganha novas camadas. Em vez de aceitar o papel imposto, Meddy confronta o destino que lhe foi dado e decide reconstruir sua identidade, recusando-se a ser definida apenas pela dor ou pela punição.

Na mitologia clássica, Medusa é frequentemente lembrada apenas como a criatura derrotada por Perseu. No entanto, releituras modernas têm buscado recuperar sua dimensão trágica e humana, evidenciando as injustiças que marcaram sua trajetória. O livro de Ayana Gray se soma a esse movimento ao oferecer uma narrativa que combina fantasia, emoção e questionamentos sobre poder, violência e autonomia.

Foto: reprodução/Revista Galileu

Ao recontar essa história sob um novo olhar, Eu, Medusa convida o leitor a revisitar um mito conhecido e enxergá-lo com mais complexidade – não como uma simples fábula sobre heróis e monstros, mas como um retrato de transformação, resistência e reivindicação de voz. É uma leitura que dialoga com o presente ao dar protagonismo a quem, por muito tempo, foi silenciado.

Sobre a autora
Foto: reprodução/Geeks OUT

Ayana Gray é autora best-seller do New York Times e se destaca por suas narrativas que exploram fantasia, mitologia e elementos mágicos. Seu romance de estreia, No Coração da Selva (Vol. 1 – Trilogia Feras) – publicado no Brasil pela Editora Galera –, conquistou sucesso imediato e teve os direitos de adaptação adquiridos antes mesmo do lançamento. Suas obras já foram traduzidas para diversos idiomas e alcançaram leitores em diferentes partes do mundo. 

Nascida em Atlanta, a autora vive atualmente em Little Rock, Arkansas, onde se dedica à escrita e a seus interesses por histórias fantásticas – além de acompanhar corridas de Fórmula 1 e cuidar de seu inusitado pet, Apollo, um rinoceronte adotivo. Eu, Medusa marca sua estreia no catálogo da Intrínseca.

Foto: divulgação/Editora Record – Galera/Entretetizei

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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