Duo musical de Nova York se apresenta no mês de julho em São Paulo como convidado especial na turnê Together, Together
Após quatro anos de sua última vinda ao Brasil, Harry Styles retorna à São Paulo com a Together, Together Tour. Sua terceira turnê mundial é uma residência que sucede a estreia do álbum Kiss All The Time. Disco, Occasionally(2026) e passará por apenas sete cidades ao redor do mundo.
Entre os locais de apresentação está São Paulo, com quatro datas confirmadas no MorumBIS. Nos dias17, 18, 21 e 24 de julho o cantor pop britânico se apresenta para os fãs brasileiros, e a abertura desses shows fica nas mãos do duo Fcukers, uma atração de eletrônica ousada que fará sua primeira passagem pelo Brasil.
Foto: reprodução/Instagram @harrystyles
Mas, afinal, quem são os Fcukers?
A vocalista Shanny Wise e o tecladista, baixista e também produtor Jackson Walker Lewis,formam uma banda nova-yorkina de música eletrônica que nasceu da união de talentos dos dois músicos. Ambos já possuíam trajetórias na música em outros estilos antes de se encontrarem no eletrônico.
O duo se formou em 2022. Até aquele momento, Shanny era vocalista da banda The Shacks e Jackson integrava o grupo de indie rock Spud Cannon. Ao sentir que o formato não lhe agradava mais, Jackson começou a explorar batidas eletrônicas assim como Shanny tinha cada vez mais interesse nesse mundo dos beats.
Foto: reprodução/Instagram @fcukers__
Eles se conheceram através de amigos em comum. Quando perceberam que tinham experiências e vontades semelhantes, vindos do cenário underground de Manhattan e com o anseio em comum de tentar algo novo, surgiu entre eles uma união musical que recebeu esse nome: Fcukers.
Exatamente seis meses depois, em março de 2023, a dupla lançou seu primeiro single, Mothers,e, posteriormente, graças a um encontro inesperado, conseguiu um contrato com a gravadora Technicolor Records, da Ninja Tune,grande instituição da música indie e eletrônica mundial.
Shanny e Jackson se apresentaram no festival South by Southwest,ou SXSW, no ano de 2024. O evento de inovação na música e tecnologia foi o local onde Maddy Salvage, vice-presidente da gravadora Ninja Tune, descobriu o talento do grupo Fcukers. Nesse dia, os dois músicos saíram de lá com um contrato que abriria muitas portas em seu futuro.
A música Bon Bon foi seu primeiro trabalho pela nova gravadora e, em julho daquele mesmo ano, a faixa seria relançada como lado B do novo single Homie Don’t Shake. O duo lançou seu EP de estreia Baggy$$ (2024) que, mesmo sendo seu primeiro EP, garantiu a eles a ultrapassagem de um milhão de ouvintes no Spotify.
Ouça o EP Baggy$$:
Em meio a sua trajetória, o grupo chamou atenção de veteranos da cena alternativa eletrônica como Junior Sanchez, produtor e DJ, e ganhou ainda mais destaque quando remixou uma música com os vocais de James Murphy, da banda LCD Soundsystem.
Harry Styles também tem sua própria história com a LCD Soundsystem. Em entrevista à BBC Radio 1, o cantor afirmou ter se inspirado no grupo de James Murphy quando criou Aperture (2026), o primeiro single do seu novo álbum. “Eu fui assistir ao LCD Soundsystem algumas vezes. A inspiração veio de um jeito como: é assim que eu quero me sentir quando estiver em um palco”, contou Harry à BBC.
Nos últimos anos, os Fcukers se apresentaram em diversos festivais, como Glastonbury, Primavera Sound e Coachella. Também abriram shows para as bandas Tame Impala, LCD Soundsystem, Disclosure e Haim.
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil
E agora, como abertura para Harry Styles, eles se apresentam no mesmo palco de um cantor pop. Uma combinação de sons que parece inesperada, mas que apresenta sentido quando se analisa o estilo electropop de Kiss All The Time. Disco, Occasionally (2026).
O álbum mais recente de Harry apresenta uma mudança drástica de som e aposta muito mais no gênero eletrônico do que ele fez em qualquer outro disco anterior de sua carreira musical, justificando essa escolha de abertura e, até mesmo, a identificação do cantor pelo duo Fcukers.
Foto: reprodução/Instagram @matzazzo
Neste ano, a banda estreou seu primeiro álbum de estúdioÖ, lançado em 27 de março. O disco foi produzido por Kenneth Bloom (Kenny Beats) e mixado pelo engenheiro e vencedor do Grammy Tom Norris, que já trabalhou com nomes como Lady Gaga, Charli XCX e The Weeknd.
O álbum foi criado de forma intensa com os integrantes habitando por apenas duas semanas o estúdio de gravação. Os músicos estavam abertos à experimentação e o resultado é um produto alternativo, com singles como L.U.C.K.Y e Play Me, de forte batida electropop, e sons como I Like It Like That,com letras em inglês e espanhol.
OuçaÖ:
Ö foi recebido de maneira bastante positiva pela crítica, consolidando mais uma vez o trabalho de Shanny e Jackson na cena dance e eletrônica. Com um som diferenciado, a Fcukers se recusa ficar presa a um único gênero musical, e é essa negação de rótulos e autenticidade que tornam o grupo um sucesso atual, que só tende a aumentar.
Ainda há ingressos disponíveis para a Together, Together Tour no site da TicketMaster Brasil.
Já conheciam o Fcukers? Gostam da banda? Conta para a gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook,Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!
Em um raio-X da medicina real, Rodrigo Silva Mümller desmonta a imagem do médico infalível e explora os bastidores do sistema
A figura do médico como autoridade inabalável, cercada por jargões e certeza absolutas, é justamente o que o autor Rodrigo Silva Müler busca desconstruir em O que se passa na cabeça de um médico? No livro, o radiologista transforma a rotina hospitalar em matéria de reflexão e humor, revelando os dilemas, contradições e absurdos cotidianos da profissão.
Em vez de reforçar a visão idealizada da medicina, o autor aposta em crônicas que aproximam o leitor da realidade dos bastidores e mostram que o exercício médico está menos ligado a respostas definitivas e mais à complexidade das escolhas humanas.
Müller utiliza sua visão panorâmica da radiologia para analisar a fauna hospitalar com a precisão de quem vê por dentro. Ele conduz o leitor por cenários emblemáticos, como a República Federativa do Bloco Cirúrgico, onde protocolos e egos podem colidir, e a Sala de Exames, espaço em que familiares munidos de buscas online – e até palpites do ChatGPT – transformam um ultrassom em arena de debate.
O livro também aborda a burocracia dos prontuários eletrônicos, muitas vezes mais exaustiva do que a própria consulta, e ironiza a ascensão do Doutor Algoritmo, representação da Inteligência Artificial que pode auxiliar no diagnóstico, mas não substituir escuta, contexto ou empatia.
No contraponto está o Tio do Zap, personagem que simboliza a avalanche de desinformação e curas milagrosas propagadas em redes e aplicativos. Ao tratar dessas tensões, Müller questiona o lugar da ciência em uma era marcada por ruído informacional e soluções fáceis.
O que se passa na cabeça de um médico? – Um raio-X bem-humorado e humano da medicina levanta outras pautas urgentes, como a mercantilização do cuidado, a saúde mental dos profissionais formados sob uma pedagogia da exaustão e o desafio de manter a humanidade em tempos de IA.
O autor questiona tudo isso ao defender que, por trás do jaleco, também existe alguém passível de falhas, e que a verdadeira sabedoria não mora nas respostas imediatas das estatísticas ou algoritmos, mas principalmente na coragem de dizer não sei e investigar a dor junto ao paciente.
Sobre o autor
Foto: divulgação/Casa do Escritor
Rodrigo da Silva Müller é médico radiologista, professor e autor. Formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UDCSPA) em 1998, concluiu a residência médica em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Hospital Mãe de Deus (2000–2013) e fez pós-graduação em Gestão em Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein. Já foi diretor técnico de hospital e, hoje, atua como médico-radiologista.
Fãs de The Pitt, onde vocês estão? Gostaram do novo livro do Rodrigo Müller? Compartilhe com a gente nas nossas redes sociais – Facebook,Instagram e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
Produções turcas já começaram a anunciar pausas entre junho e julho
Por Débora Lima | Gisélia Oliveira | Mariana Chagas
A grade televisiva turca costuma se dividir de acordo com as estações do ano. Com o inverno se aproximando do fim, as dizis de drama, que ganham força durante essa época, entram na reta final. A chegada do verão no país marca um novo momento na programação, com foco maior em programas de comédia. Por conta disso, o final de temporada de diversas novelas já foi confirmado.
Dois nomes bastante comentados nas últimas semanas divulgaram oficialmente quando exibirão seus últimos episódios antes do intervalo. São elas, Eşref Rüya e Güller ve Günahlar (tradução livre: Rosas e Pecados). Já Kıskanmak (tradução livre: Invejar) também movimentou o público ao anunciar o encerramento definitivo de sua produção.
Confira as datas finais das temporadas das dizis:
Segunda temporada de Eşref Rüya acaba em junho
Segundo a jornalista Birsen Altuntaş, a série Eşref Rüya (2025), um dos principais sucessos da Kanal D, já tem uma continuação confirmada. A dizi, protagonizada por Çağatay Ulusoy e Demet Özdemir, terá seu final de temporada exibido em dez de junho.
Foto: reprodução/Dizilah
Birsen ainda afirmou que, de acordo com informações dos bastidores, o ator Erol Babaoğlu, que interpretava Ölü Yaşar, se despediu da trama. A renovação marca uma nova fase na história e a série deve abrir um arco envolvendo uma prisão, com a introdução de novos personagens na próxima temporada.
Primeira temporada de Güller ve Günahlar termina em junho
Outra série que se aproxima do final da temporada é Güller ve Günahlar (tradução livre: Rosas e Pecados, 2025). A dizi do Kanal D deve exibir seu último episódio no dia 20 de junho, caso não haja mudanças de última hora.
Foto: reprodução/Dizilah
Segundo Birsen, a dizi, que segue se destacando nas noites de sábado, já garantiu renovação para a segunda temporada. Produzida por Nazlı Heptürk, a trama vem chamando atenção pelos bons índices de audiência e sua história envolvente, protagonizada por Murat Yıldırım e Cemre Baysel.
Teşkilat terá final de temporada em 14 de junho
A série Teşkilat (tradução livre: A Organização, 2021), sucesso das noites de domingo da TRT1, encerrará sua sexta temporada também em junho. A produção, que já iniciou os preparativos para a sétima temporada, teve sua data de final confirmada para o domingo, dia 14 de junho.
Foto: reprodução/Dizilah
A trama retrata histórias de heroísmo da Organização Nacional de Inteligência e fará uma pausa após a exibição do episódio 185. Os nomes do elenco para a próxima temporada ainda serão anunciados.
Taşacak Bu Deniz encerra em dois de junho
A série Taşacak Bu Deniz (tradução livre: Este Mar Vai Transbordar, 2025), produção da TRT1 estrelada por Ulaş Tuna Astepe, Deniz Baysal, Burak Yörük e Ava Yaman, segue ganhando força nas noites de sexta e teve sua data de final de temporada confirmada.
Foto: reprodução/Dizilah
A produção da OGM Pictures, dirigida por Çağrı Bayrak, encerrará a primeira temporada no dia cinco de junho e promete um episódio que vai gerar repercussão entre os telespectadores.
Kıskanmak encerra trajetória com episódio final em maio
A série turca Kıskanmak (tradução livre: invejar), produção da Ay Yapım, já tem data oficial para chegar ao fim. A emissora NOW confirmou que o último episódio da trama será exibido no dia 19 de maio, encerrando sua temporada com 33 episódios.
A produção, que conquistou repercussão ao longo de sua exibição, chega ao desfecho após uma temporada marcada por forte engajamento do público e desenvolvimento intenso da narrativa.
Foto: reprodução/Dizilah
Em comunicado oficial, a Ay Yapım agradeceu à equipe, ao elenco e aos espectadores que acompanharam a história desde o início, destacando o processo de produção com dedicação e paixão.
A confirmação do episódio final reforça o encerramento planejado da trama, que se despede da televisão turca após uma única temporada.
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Série traz um retrato potente de uma mulher que, diante das adversidades, sustenta seus ideais e luta por seu espaço na sociedade
Disponível na plataforma Apple TV+, Uma Questão de Química é uma minissérie que rapidamente conquista o público ao trazer uma narrativa potente sobre protagonismo feminino, luto, maternidade e resistência em uma sociedade marcada pelo machismo e pela desigualdade.
Imagem: reprodução/Apple
Baseada no best-seller de Bonnie Garmus, a trama acompanha Elizabeth Zott, uma cientista brilhante que vê sua carreira ser interrompida após sofrer assédio em um ambiente acadêmico dominado por homens, episódio que a impede de concluir seu doutorado em Química. Anos depois, já atravessada pelo luto e pela maternidade, Elizabeth precisa se reinventar em um mundo que nunca esteve pronto para mulheres como ela.
A história ganha novos contornos quando, de forma inesperada, ela se torna apresentadora de um programa de culinária na TV. Mas, longe de seguir o roteiro tradicional, Elizabeth transforma a cozinha em um espaço de ensino e provocação, levando ciência e reflexão para dentro das casas e, principalmente, inspirando outras mulheres a questionarem os papéis que lhes foram impostos.
Imagem: reprodução/Vogue
Protagonizada por Brie Larson (Capitã Marvel, 2019), que também assina como produtora executiva, a série conta ainda com nomes como Lewis Pullman (Thunderbolts*, 2025) e Aja Naomi King (Como defender um assassino, 2014-2020). A produção tem roteiro e desenvolvimento de Lee Eisenberg, conhecido por trabalhos que equilibram humor e emoção com profundidade.
Ao longo de seus episódios, a série constrói uma narrativa que vai muito além da trajetória profissional de Elizabeth. Uma Questão de Química fala sobre seguir em frente mesmo quando a vida quebra você em pedaços. Após o assédio que redefiniu sua trajetória acadêmica, Elizabeth encontra na maternidade, vivida em meio ao luto, uma força que a transforma. Não como um ideal romantizado, mas como um processo real, complexo e profundamente humano. Ser mãe, para ela, não significa abrir mão de si, mas redescobrir novas formas de existir.
Outro ponto alto da narrativa é a sororidade. A relação com Sloane (Aja Naomi King), sua vizinha e advogada negra, amplia ainda mais o debate ao trazer à tona o racismo estrutural e as múltiplas camadas de opressão enfrentadas por mulheres. Dentro da própria realidade, Sloane também luta por um país melhor e por um futuro mais digno para seus filhos, tornando-se uma figura essencial na construção emocional da história.
Imagem: reprodução/Vogue
A trama aborda com sensibilidade temas como assédio, desigualdade de gênero, machismo e racismo, além do difícil processo de seguir em frente após perdas profundas. Ainda assim, encontra espaço para afetos simples e fundamentais, como o amor incondicional de um animal de estimação, representado pelo fiel cachorro Seis e Trinta, que acompanha Elizabeth em seus momentos mais solitários. Com apenas uma temporada, Uma Questão de Química se consolida como uma obra completa e impactante, equilibrando crítica social, emoção e inspiração.
Imagem: reprodução/Apple
Em meio a um cenário em que mulheres eram constantemente silenciadas e empurradas para papéis limitados, a série constrói um retrato sensível e, ao mesmo tempo, potente sobre o que significa existir sendo mulher em um mundo que insiste em diminuir sua voz. A trajetória de Elizabeth Zott não é apenas sobre ciência, mas sobre resistência: brilhante, intensa e fora dos padrões esperados, ela desafia estruturas dominadas por homens e rompe expectativas sociais sem pedir permissão para ser quem é. Mais do que uma história sobre química, é sobre mulheres que insistem em ocupar seus espaços, mesmo quando o mundo inteiro diz que não.
Quem mais aí se apaixonou por Elizabeth Zott e toda a sua potência? Para mais notícias, críticas e conteúdos sobre o mundo do entretenimento, siga o Entretê nas redes sociais (Facebook, Instagram e X) e não perca nada.
Claudia Raia, Myra Ruiz, Bruna Guerin e Maurício Xavier estrelam O Diabo Veste Prada, que chega ao Teatro Santander com direção de José Possi Neto
Um dos títulos mais aguardados do teatro musical internacional acaba de confirmar sua chegada ao Brasil – e já abre caminho para a formação de seu elenco. Apresentado pelo Ministério da Cultura, o musical O Diabo Veste Prada, visto por mais de um milhão de pessoas e sucesso em Londres, estreia em 25 de fevereiro de 2027 no Teatro Santander, no Complexo JK Iguatemi, em São Paulo. Com vendas abertas, os ingressos estão disponíveis pela plataforma Sympla e na bilheteria física do teatro. A iniciativa posiciona o país como uma das primeiras praças do mundo a receber a montagem, antes mesmo de sua estreia na Broadway, prevista para 2028. O musical conta com patrocínio do Santander e Esfera.
O projeto marca um novo momento na trajetória da Touché Entretenimento em parceria com a Artnic. No portfólio da empresa, sob liderança de Renata Borges – responsável por alguns dos principais sucessos recentes do teatro musical no país –, estão montagens premiadas como Beetlejuice, Uma Babá Quase Perfeita, Bob Esponja – O Musical, Peter Pan – O Musical da Broadway, Cinderela – O Musical da Broadway, Alguma Coisa Podre e Querido Evan Hansen, títulos que ajudaram a consolidar um padrão de produção em larga escala no Brasil. Ao mesmo tempo, a produtora amplia seu campo de atuação ao investir em seu primeiro musical brasileiro original, Meu Filho é um Musical, inspirado na trajetória de Paulo Gustavo, com estreia marcada para maio. Nesse contexto, a Touché avança agora em mais uma iniciativa de alcance global, consolidando uma trajetória que articula grandes títulos internacionais e novas criações nacionais.
Créditos: GPress Comunicação
Com direção de José Possi Neto, a montagem de O Diabo Veste Prada propõe uma leitura cênica que articula sofisticação estética, precisão narrativa e diálogo direto com o universo da moda e da cultura contemporânea. A encenação parte do imaginário já reconhecido do público para construir uma experiência que equilibra espetáculo e dramaturgia, conectando diferentes gerações em torno de uma mesma referência.
A produção antecipa ainda os primeiros nomes convidados que passam a integrar o elenco, reunindo artistas que, em suas trajetórias, se consolidaram como referências no teatro musical brasileiro. O anúncio acontece por meio de um teaser cinematográfico inédito, produzido pela Smiley Pepper – produtora de Lucas Pimenta, também responsável pelo roteiro e direção –, marcando também a abertura oficial das vendas. A estratégia dialoga com o retorno da franquia ao cinema após 20 anos, com a continuação estrelada por Meryl Streep e Anne Hathaway, que estreia nos cinemas brasileiros em 30 de abril, reposicionando a história no imaginário contemporâneo e ampliando sua circulação entre diferentes públicos e plataformas.
Na superprodução brasileira, Claudia Raia assume Miranda Priestly, dando corpo à icônica editora-chefe com a autoridade cênica e o rigor técnico que marcam sua carreira em grandes protagonistas, enquanto Myra Ruiz dá vida a Andrea Sachs, trazendo sua reconhecida potência dramática para a construção de uma personagem em transformação. Ao lado delas, Bruna Guerin interpreta Emily Charlton, imprimindo ritmo e precisão a uma figura marcada pela acidez e pelo humor, e Maurício Xavier assume Nigel Kipling, personagem-chave na engrenagem da narrativa, em uma leitura marcada pela elegância e pela presença. Juntos, os quatro nomes inauguram o elenco com um encontro de diferentes trajetórias e linguagens, reforçando o nível artístico da montagem e projetando, desde já, a escala e a ambição do espetáculo no país. A partir dessa base, a produção avança para a próxima etapa e realiza, em maio de 2026, audições em São Paulo, mobilizando artistas de diferentes regiões do país para compor os demais personagens e o ensemble.
Baseado no romance de Lauren Weisberger, publicado em 2003, e na adaptação cinematográfica de 2006, com roteiro de Aline Brosh McKenna, a obra reúne uma equipe criativa de projeção internacional. A trilha é assinada por Elton John, com letras de Shaina Taub e Mark Sonnenblick, e libreto de Kate Wetherhead, em colaboração com a própria autora, consolidando uma adaptação que expande o material original para o palco sem perder sua identidade.
Antes de sua chegada ao Brasil, o espetáculo construiu seu percurso em importantes praças internacionais, com estreia em Chicago, em 2022, em temporada pré-Broadway, e nova montagem no Reino Unido a partir de 2024, com apresentações em Plymouth e, na sequência, no West End de Londres, onde permanece em cartaz. Nesse contexto, a produção vem se afirmando junto ao público e à crítica, ampliando sua presença no circuito internacional.
No cenário britânico, o espetáculo também alcançou reconhecimento institucional, com indicação ao Olivier Awards 2025 na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante em Musical para Amy Di Bartolomeo, por seu trabalho como Emily Charlton, evidenciando a força do projeto em um dos principais centros do teatro mundial.
Com um título de projeção internacional, uma equipe criativa consolidada e a expertise de uma produtora à frente de sucessos recentes no país, O Diabo Veste Prada – Um Novo Musical se apresenta como uma das estreias mais relevantes do teatro musical no Brasil nos próximos anos, antecipando um movimento que conecta mercado, público e novas possibilidades de circulação para o gênero.
O Teatro Santander comemora dez anos de atividades em 2026, consolidado como um espaço multifuncional, moderno, sofisticado e inovador. É o primeiro espaço no Brasil que possui o sistema de recolhimento automático das poltronas e de varas cênicas automatizadas, que permitem a mudança de configuração do ambiente em questão de minutos.
SERVIÇO | O DIABO VESTE PRADA – UM NOVO MUSICAL:
Temporada: De 25 de fevereiro a 27 de junho de 2027 (conferir datas e sessões disponíveis para vendas)
Horários:
Quintas e Sextas-feiras, às 20h00;
Sábados, às 16h00 e 20h30;
Domingos, às 15h00 e 19h30
Duração: Aproximadamente 165 min, com intervalo de 15 minutos
Local: Teatro Santander
Endereço: Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041, Itaim Bibi, São Paulo – Complexo JK Iguatemi
Classificação etária: Livre, menores de 14 anos devem estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Vendas e mais informações: Site da Sympla e bilheteria física do teatro
Veja mais algumas fotos do musical:
Créditos: Andy SantanaCréditos: Andy SantanaCréditos: Renam Christofoletti
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Os irmãos Wayans prometeram não deixar ninguém de fora das paródias de Todo Mundo em Pânico6 e estão cumprindo. Em novo trailer divulgado nesta quarta-feira (22), o filme faz referência à Michael, produção sobre o cantor Michael Jackson. O esperado longa de comédia chega aos cinemas em 4 de junho com distribuição da Paramount Pictures.
Foto: divulgação/Paramount Pictures
Vinte e seis anos depois de escaparem de um assassino mascarado muito familiar, o quarteto formado por Shorty (Marlon Wayans), Ray (Shawn Wayans), Cindy (Anna Faris) e Brenda (Regina Hall) está novamente na mira do criminoso e nenhuma franquia de terror está a salvo.
No sexto filme da franquia, eles se veem envolvidos com assassinos, monstros e criaturas sobrenaturais em uma trama que ironiza remakes, sequências, prequels, e spin-offs.
A direção é de Michael Tiddes e o roteiro é assinado por Marlon Wayans, Shawn Wayans, Keenen Ivory Wayans, Craig Wayans e Rick Alvarez.
Assista ao novo trailer:
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Especialistas e leitores mostram que criar uma relação forte com os livros passa menos por disciplina e mais por prazer
No dia 23 de abril, instituído pela UNESCO como o Dia Mundial do Livro, celebra-se a importância da leitura em todo o mundo. A data também é simbólica por marcar a morte de grandes nomes da literatura, como William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega.
Todos os anos, no dia 23 de abril acontecem comemorações em todo o mundo para reconhecer o alcance dos livros – um elo entre o passado e o futuro, uma ponte entre gerações e culturas.
“Na verdade, os livros são veículos fundamentais para acessar, transmitir e promover educação, ciência, cultura e informação em todo o mundo”, afirmou a Audrey Azoulay, diretora-geral da UNESCO.
Há um mito de que quem deixou de ler perdeu o hábito por falta de interesse, quando, na prática, muitas vezes o problema é o excesso de estímulos, cobranças e até de expectativas sobre o que se deve ler.
Provavelmente você já ouviu diversas pessoas tentando ditar o que o outro deve ou não ler, o que é ou não literatura; e essas atitudes acabam gerando um certo desconforto em uma parcela de leitores que não se encaixam nesse grupo ideal. Ao tentar pertencer e ler coisas que não condizem com sua personalidade ou até mesmo temas que você não tem interesse, a quebra de expectativa acaba gerando frustração.
Foto: reprodução/Meu Refúgio Literário
É nesse ponto que surge a ressaca literária. Ela não está ligada apenas à tentativa de se encaixar em padrões ou opiniões sobre o que é certo ou errado na literatura. Muitas vezes, acontece quando uma história é tão intensa e marcante que nos deixa impactados. Nessas horas, é natural precisar de um tempo para absorver o que foi lido — ainda não estamos prontos para seguir para a próxima história.
A ressaca também pode surgir quando um livro é decepcionante, você esperava demais dele e ele não te entregou nada. Ou pode aparecer por conta da pressão por produtividade, que transforma prazer em obrigação e metas a serem atingidas.
E é importante lembrar nesse Dia Internacional do Livro que ler não é performance, e tampouco uma obrigação.
Repensando a forma como lemos
Foto: reprodução/O Globo
Uma das estratégias mais comuns que encontramos entre mediadores de leitura, é a ideia de esquecer, pelo menos por um momento, os calhamaços acumulados na estante e voltar para narrativas curtas, contos, novelas, poesias, etc. Isso porque retomar o hábito não significa buscar aquele livro extenso e famoso que todos recomendam. Trata-se, antes, de voltar ao ritmo da leitura, às vezes até revisitando a obra que despertou, lá no início, o prazer de ler.
Essa lógica também se aplica a pessoas que não abandonam um livro por culpa, acreditando que todo livro precisa ser terminado. Insistir em uma leitura que claramente não está funcionando para você pode paralisar, mais do que sustentar, seu hábito. Todo leitor não só pode, como deve, abandonar uma leitura que não lhe está agradando.
Troque o gênero, mude o ritmo ou deixe esse título para um outro momento, isso faz parte da manutenção da leitura, não de uma interrupção.
Existem muitos casos em que ler menos por dia pode significar ler mais a longo prazo. Por exemplo, ler cinco páginas, dez minutinhos antes de dormir ou um capítulo por semana são micro-rituais que sobrevivem justamente porque cabem na rotina. Em tempos digitais, a constância muitas vezes vale mais do que a quantidade.
Quando tomamos a liberdade de repensar a leitura, isso também envolve entender que nem toda ressaca se cura com ficção. Biografias, ensaios curtos, crônicas, graphic novels, livro-reportagem e até audiobooks podem reativar o interesse. Às vezes, você não está cansado de ler, só está cansado de ler o mesmo tipo de coisa.
Foto: reprodução/ODGraph
Outro movimento importante que tem trazido um bom resultado são as comunidades leitoras. Clubes do livro, leituras coletivas e espaços digitais como o BookTok transformaram a leitura em experiência compartilhada, fazendo do diálogo um estímulo para continuar. Hoje, muitos leitores encontram na troca uma forma de manter o hábito vivo.
E talvez seja interessante também uma reflexão, entender que o problema pode não ser exatamente a falta de hábito, mas o excesso de cobrança. Metas anuais, desafios numéricos, listas intermináveis e a pressão por acompanhar lançamentos transformaram a leitura em produtividade. Esse movimento esvazia o prazer e aumenta a ansiedade, consequentemente levando a perda. No fim, ler por curiosidade e simples vontade sustenta mais do que ler por obrigação.
Então, como sair da ressaca literária na prática?
Releia um título favorito, troque de gênero, diminua suas metas, monte uma fila possível e leia junto com alguém – a conversa ajuda.
Foto: reprodução/Diário da Saúde
O Dia Internacional do Livro costuma exaltar autores, clássicos e a importância da leitura. Mas talvez a pergunta da época contemporânea seja um pouco diferente: como continuar lendo em um mundo que disputa nossa atenção o tempo todo? E a resposta pode ser menos épica e heróica do que parece, talvez seja só encontrar prazer em virar a próxima página.
O que te ajuda a sair da ressaca literária? Compartilhe com a gente nas nossas redes sociais – Facebook,Instagram e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
A trama promete romance, suspense e muito humor em episódios curtos repletos de reviravoltas
Após o sucesso de Uma Babá Milionária, uma nova produção original está prestes a conquistar o público no Globoplay:Quem É o Pai do Meu Bebê? estreou no dia 21 de abril com uma história envolvente, repleta de romance, suspense e toques de humor. A produção é realizada pela Formata, com roteiro de Ricardo Hofstetter e direção de Victor Soares. No elenco, nomes de destaque como Bianca Comparato, Carol Castro, Lucas Lucco, Taumaturgo Ferreira, Silvetty Montilla, Melanie Rozenmuter, Jader Januário, Davi Xiang Li, João Victor Alves e Renan Villas dão vida à trama.
Foto: divulgação/Ricardo Bufolin
A história acompanha Nina (Bianca Comparato), jovem herdeira de uma poderosa família proprietária de uma emissora de televisão, a Couto da Serra. Após sofrer um grave acidente de carro, ela acorda no hospital, grávida e sem qualquer lembrança recente. Diante da situação, Nina se vê envolvida em um grande dilema: descobrir quem é o pai de seu bebê.
O que começa como uma busca íntima e pessoal, rapidamente ganha proporções públicas e se transforma em um espetáculo midiático. Entre os possíveis pais está Raphael (Lucas Lucco), um homem sensível que viveu um romance intenso com Nina pouco antes do acidente acontecer. Convencido de que o relacionamento entre eles foi verdadeiro, ele tenta reconquistar a confiança da jovem, que não se lembra de nada.
Enquanto enfrenta esse turbilhão em sua vida, Nina também precisa lidar com sua ambiciosa irmã mais velha, Suzy (Carol Castro). Movida por ressentimentos antigos, Suzy enxerga na fragilidade da irmã uma oportunidade de finalmente conquistar o espaço que sempre desejou dentro da família, especialmente aos olhos do pai, Ricardo (Taumaturgo Ferreira). Com a ajuda de seu fiel escudeiro, Demétrio (Bruno Alcântara), ela passa a interferir nos rumos da história, manipulando situações e intensificando os conflitos, tornando a trajetória de Nina ainda mais desafiadora e intensa.
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Atriz comenta sua chegada às novelas, o processo de construção da personagem e os bastidores de uma trajetória marcada por persistência e paixão pela arte
Escrito por: Vitória Oliveira
Construir uma carreira artística no Brasil exige mais do que talento. É preciso resistência, versatilidade e uma dose constante de reinvenção. Lorrana Mousinho é um retrato vivo dessa realidade. Transitando entre a atuação, o ensino e a preparação de elenco, ela vem consolidando uma trajetória marcada pela profundidade de seus processos e pela entrega em cada projeto que assume.
Sua estreia no audiovisual, com Três Graças, representa não apenas um novo capítulo profissional, mas também a materialização de anos de dedicação silenciosa, estudo e persistência. Em meio aos desafios e às incertezas comuns à profissão, Lorrana viu uma oportunidade surgir de forma inesperada, resultado de um trabalho consistente que, mesmo quando parecia invisível, estava sendo observado.
Nesta entrevista, a artista reflete sobre os bastidores dessa conquista, a construção de sua personagem e os atravessamentos entre suas múltiplas funções no teatro e no audiovisual. Com franqueza, ela também compartilha as complexidades de viver da arte e os desejos que movem seus próximos passos. Confira:
Foto: divulgação/Ernesto Baldan
Entretetizei: Você vem construindo uma trajetória sólida como atriz, professora de teatro e preparadora de elenco. Como essas diferentes frentes da sua carreira influenciam sua atuação diante das câmeras?
Lorrana Mousinho: Eu acho que todas as experiências que a gente vive na vida se comunicam e acabam compondo o nosso trabalho como atores e atrizes. A professora e preparadora pensam muito em caminhos, meios, práticas que envolvem a atuação. Como se disponibilizar para o trabalho, afinal? De que modos? Uma vez que também sou atriz e vivo na pele essa realidade, consigo pensar nesses mecanismos como quem os percebe de dentro e isso transforma a minha professora e a interação com os meus alunos. Ao mesmo tempo, quando atuo, a professora está sempre ali, me ajudando a entender o meu processo, a entender os colegas, traduzindo os acontecimentos pra mim e me auxiliando a construir o que funciona pra mim como atriz. Um trabalho ilumina o outro.
E: Estrear em um projeto como Três Graças, com texto de Aguinaldo Silva e direção de Luiz Henrique Rios, traz um peso e uma responsabilidade especiais. Como recebeu esse convite?
LM: Sim, eu dei uma sorte muito grande de minha primeira novela ser uma obra que tem ganhado o público e que conta com um time de artistas e técnicos de primeira em todos os setores. Começar na faixa das 21h, numa obra de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva é algo imenso. A equipe de direção orquestrada pelo Rios com tanta mestria é maravilhosa, inspiradora e dedicada. Que time, hein. Não tem como não elogiar todos sempre.
Sobre o convite, eu estava participando de um workshop da preparadora de atores norte-americana Ivana Chubbuck. Também sou professora da metodologia dela de trabalho no Brasil, compondo o grupo da Marina Rigueira, que foi quem trouxe essa metodologia para o país. Era um palco quente, na plateia havia a presença de muitos produtores de elenco e diretores, eu sabia que precisava mandar bem, que era o espaço ideal para que eu pudesse mostrar o meu trabalho. Estou nessa desde criança, pra mim não era só mais um workshop, era um tudo ou nada, valia muita coisa mandar bem ali naquele palco, e rolou. Consegui fazer uma cena que se destacou, o meu trabalho como atriz se destacou muito também. Já no dia seguinte, o Guilherme Gobbi, produtor de elenco da novela, me chamou para fazer uma participação, que foi ótima, em Família é Tudo. Também no dia seguinte fui chamada para preparar meu primeiro longa e recebi mensagens de vários produtores de elenco elogiando o meu trabalho, produtores com os quais eu sempre tentei me articular, mas nunca tinha conseguido respostas. Os famosos e-mails com materiais que os atores mandam e nem recebem um “Ok, recebido” de volta. Eu achei que uma porta estava por se abrir a partir daí, mas não (risos), um ano se passou, comecei a sentir novamente a velha sensação de nadar para morrer na praia, fui afundando e… o convite para a novela surgiu, das mãos do Gui, um belo dia, do nada. Ele lembrou do meu trabalho um ano depois, pegou um vídeo de cadastro que eu tinha na Globo e sem que eu soubesse apresentou meu trabalho com esse vídeo à equipe de direção, produção e etc., fui escolhida por unanimidade. Tem coisas que são para ser, né.
E: Três Graças representa sua estreia em novelas. Como você enxerga esse marco dentro do caminho que vem construindo até aqui?
LM: Pra mim está sendo um verdadeiro divisor de águas. Fazer uma novela da Globo no Brasil, ainda mais na faixa das 21h, é algo muito importante. Eu cresci vendo novelas; mesmo que hoje haja os streamings, uma novela tem um peso muito grande na trajetória de um ator, ainda mais uma novela de Aguinaldo Silva. Quando você não passa por novelas, a sua trajetória como atriz se torna bem mais complexa, existe uma dificuldade na abertura de caminhos para trabalhos. Mesmo o próprio teatro, que sempre fiz, se abre mais pra você em relação à frequência de público e possibilidade de patrocínio se você vem da TV. Através dela você consegue trabalhar com mais dignidade e conforto, começa a fazer parte dos circuitos de premiação, você é bem recebida antes mesmo de saberem se a peça é boa ou não. A nossa carreira tem muitas camadas, um terreno espinhoso de se estar, fazer arte é uma coisa, viver dela é outra totalmente diferente. Não temos estrutura adequada para mantermos a nossa vida ou planejamento de carreira. Isso é uma realidade com a qual 99% dos artistas convivem, um olho dorme e o outro se mantém acordado pensando no próximo dia, é um problema que atinge toda a nossa classe, raríssimas exceções não fazem parte dessa realidade. Existe toda uma glamourização, né, que não corresponde à realidade. Espero que após essa experiência em Três Graças os caminhos continuem se abrindo para mim profissionalmente. Podem sufocar a artista, fiquem à vontade (risos).
Foto: divulgação/Marilha Galla
E: Cláudia divide o tempo entre o trabalho e os estudos para prestar vestibular para Medicina. O que mais te tocou na construção dessa personagem que carrega tantos sonhos e responsabilidades?
LM: Então, já descobrimos que essa primeira faceta da Cláudia era algo construído para encobrir a realidade, ela estava na casa a mando de Rogério, como uma espécie de espiã, para levar informações da casa da vilã pra ele. O que mais me toca em relação à Cláudia é a maneira como ela arrisca até mesmo a própria vida em prol de fazer justiça e daquilo em que acredita. Porque ter estado esse tempo todo na casa de pessoas que são capazes de matar, é muito risco. E ela ainda continua se arriscando. Sempre crio para mim, internamente, quais seriam as motivações mais profundas dela pra fazer isso, pra estar tão engajada nessa empreitada; para mim é algo além de estar sendo paga para executar uma função, tem algo a mais, mas nada revelado pelo texto ainda. Agora que estamos nessa reta final, espero que haja reviravoltas nesse sentido para ela também.
E: Como foi o processo de preparação para viver essa realidade de cuidadora e estudante? Você buscou referências ou realizou alguma imersão específica?
LM: Eu tenho parentes que foram cuidadoras e conversei com algumas cuidadoras também. Pesquisei bastante sobre o tema pra conseguir construir essa realidade. E sobre a dupla jornada, é muito semelhante à minha vida, sou professora de teatro também, ao longo da minha vida sempre acumulei diversos empregos. Lembro bem dos dias nos quais dava aula o dia todo e ao final, ainda tentava reservar forças pra conseguir ensaiar minhas peças. Então, essas jornadas duplas e triplas são muito familiares pra mim. Fui cuidando de construir as especificidades da personagem, qual história tem por trás dela e quais seriam as suas motivações mais profundas pra se comportar como ela se comporta. Uma parte o texto entrega por meio de dados reais, outra a gente inventa a partir desses dados. Tenho páginas e mais páginas de histórias e detalhes que criei e recriei para Cláudia, à medida que mais informações sobre ela iam chegando.
E: Existe algum ponto de identificação entre você e a Cláudia, especialmente nessa busca por crescimento e novos caminhos?
LM: Considero a Cláudia uma personagem obstinada e isso é uma força que carrego em mim também. Às vezes, tendo a não valorizar esse aspecto em mim, invalidando minhas próprias lutas, mas quando paro para ser mais justa comigo, consigo perceber o tamanho da minha força para mover meus projetos, estudar, realizar meus sonhos, fazer o que acredito na minha vida profissional e na minha vida pessoal. Tenho uma sensibilidade muito grande, às vezes já fui chorando, já fui com medo, mas sempre, sempre fui. Reconheço essa potência em mim e acho que a Cláudia me inspira nesse lugar, me incentiva ainda mais nessa direção. A não desenhar fugas.
Foto: divulgação/Ernesto Baldan
E: Além da atuação, você também atua como preparadora de elenco. Essa experiência mudou a forma como você encara direção e construção de cena em um set de novela?
LM: Com certeza. Eu costumo dizer que a professora/preparadora caminha de mãos dadas com a atriz. Eu amo estudar, amo processos de atuação, amo saber profundamente sobre o que se passa com os atuantes quando fazem os seus trabalhos, sou meio viciada nisso (risos). Quando estou trabalhando como atriz, consigo perceber com mais clareza meus processos e nomeá-los, graças à professora. E quando estou como professora, consigo ter a sensibilidade de quem vive por dentro aquilo que tenta comunicar aos alunos, detalhes que só quem vive a profissão sabe. Uma função ilumina a outra, ambas se complementam e se misturam e as duas sou eu, nem mais, nem menos.
E: Olhando para os próximos passos da sua trajetória, quais desafios artísticos ou tipos de personagens você tem vontade de experimentar?
LM: Eu amo personagens viscerais e marginais. Nesse momento, quando penso em personagem, especificamente, me brilham os olhos as bêbadas, prostitutas, as excluídas, que funcionam como um contraponto a tudo o que é conservador e nos fazem refletir sobre esse lugar. E sobre mais desafios artísticos, quero fazer outras novelas em papéis ainda mais desafiadores. Eu nunca fiz um filme como atriz, gostaria de ter essa experiência, de expandir no audiovisual. E seguir fazendo teatro, tenho muitos projetos pra tirar do papel. Quero ser uma atriz que circula pelo teatro, pelo audiovisual, por personagens próximas de quem eu sou, distantes de quem eu sou, quero seguir fazendo. Que é o que fiz até hoje, mas com uma abertura de caminhos maior. Agora que eu vou seguir, é fato. Eu amo esse trabalho, pra mim não tem outro jeito a não ser seguir. Então, vamos.
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Todas as novidades do streaming que estreiam em maio de 2026
A programação para maio de 2026 já está cheia. E mostra algo especial para os fãs de esporte, luta, série, anime e produções coreanas.
Confira abaixo a lista dos lançamentos:
Especial Esporte
Brasil 70: A Saga do Tri, com o seu primeiro episódio no dia 29 de maio. Em 1970, a Seleção Brasileira entrou em campo com grandes sonhos e um desafio maior ainda: vencer a Copa do Mundo e se tornar tricampeã mundial.
Tetra: Acreditar de Novo
Este documentário relembra a trajetória da seleção brasileira rumo ao título da Copa do Mundo de 1994, com entrevistas exclusivas de craques da equipe e de adversários, além de imagens inéditas registradas pelos próprios jogadores. Estreia em 7 de maio
Foto: divulgação/Netflix
Ronda Rousey VS. Gina Carano
Ronda Rousey e Gina Carano, duas lendas do MMA, voltam ao ringue para uma aguardada luta da Most Valuable Promotions, que estreia em 16 de maio.
Foto: divulgação/Netflix
Rafa
Nesta série documental, Rafael Nadal, um dos maiores tenistas de todos os tempos, reflete sobre a carreira, seu legado e sua última temporada nas quadras. Estreia em 29 de maio.
SÉRIES
The Boroughs chega ao streaming em 21 de maio.
Em uma comunidade de aposentados aparentemente perfeita, um grupo improvável de heróis precisa deter uma ameaça, antes que ela roube a única coisa que eles não têm: tempo.
Foto: divulgação/Netflix
Berlim e Dama com arminho
Sevilha é um belo lugar para um roubo sem igual. De olho em uma obra de arte valiosa, Berlim convoca sua gangue para planejar um crime explosivo. Estreia em 15 de maio.
Foto: divulgação/Netflix
Devil May Cry: temporada 2
Dante confronta os próprios demônios e precisa encarar a única força tão grande como a dele: a do irmão gêmeo Vergil. Começa uma guerra entre mundos. Chega ao streaming em 12 de maio.
Filmes
Criaturas Extraordinariamente Brilhantes
Neste drama baseado em um best-seller, uma viúva faz amizade com um polvo esperto e um jovem perdido depois que começa a trabalhar à noite no aquário da cidade. Estreia em 8 de maio.
Produções Coreanas
My Royal Nemesis
Uma vilã da era Joseon condenada à morte desperta na Seul de hoje, onde um herdeiro implacável pode ser sua última chance de redenção. Chega ao streaming em 8 de maio.
Foto: divulgação/Netflix
Os Supertontos
Nesta comédia de ação apocalíptica, um grupo de pessoas sem noção recebe superpoderes e começa a lutar contra o mal em meio ao pânico cada vez maior. Estreia em 15 de maio.
A Pousada do Jae-Seok
O hóspede é rei, mas o anfitrião também é! Yu Jae-seok abre sua primeira pousada, gerenciando tudo do jeito dele e servindo os hóspedes com os jogos que são sua marca registrada. Está prevista ainda para o mês de maio.
Foto: divulgação/Netflix
Crianças e Família
Como Mágica
Uma pequena criatura da floresta e um pássaro majestoso trocam de corpo e precisam se unir para sobreviver à aventura mais incrível de suas vidas. Estreia em 1° de maio.
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