Mês: abril 2026
Histórias que romperam tabus, emocionaram o público e abriram caminho para novas narrativas no horário nobre da televisão brasileira
As novelas brasileiras têm, cada vez mais, aberto espaço para abarcar e representar a diversidade sexual e de gênero em suas tramas, trazendo profundidade, densidade e complexidade para as histórias de casais LGBTQIAPN+. Quebrando tabus, preconceitos e estereótipos, essas narrativas em novelas se tornam mais visíveis e passam a conquistar o espaço que sempre mereceram na teledramaturgia nacional.
Ao longo das décadas, essa representação passou por uma transformação significativa, saiu do apagamento completo e da censura , atravessou períodos de hiperssexualização e, hoje, caminha em direção a uma pluralidade e representatividade mais respeitosa e bem construída. Atualmente, as novelas exploram essas histórias com mais sensibilidade, humanidade e realismo.
Um exemplo recente é o casal Lorena e Juquinha da novela Três Graças (2025). A relação entre elas tem sido representada com respeito, amor e dignidade, algo pelo qual a comunidade LGBTQIAPN+ lutou por muitos anos para ver no horário nobre da maior emissora do país. Com cenas de afeto mais explícitas, beijos prolongados e demonstrações de intimidade mais intensas tratadas com a mesma naturalidade dada a casais heteronormativos, a trama marca uma importante quebra de barreiras históricas. E é nesse contexto que o Entretetizei preparou uma lista de casais LGBTQIAPN+ que marcaram o público e ajudaram a abrir caminho para que histórias como a de Loquinha existissem e alcançassem tanto sucesso atualmente. Confira:
Clara e Rafaela – Mulheres Apaixonadas (2003)

Começar essa lista sem mencionar Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) é um desserviço total e seria um grande erro. O casal se tornou um verdadeiro marco lá no início dos anos 2000, sendo o primeiro a representar um romance jovem de um casal LGBTQIAPN+ na TV brasileira e em horário nobre. A história foi conduzida com sensibilidade, respeito e afeto, abordando temas como aceitação e preconceito. O relacionamento entre elas começa como uma amizade, mas à medida que a história avança, as duas estudantes se descobrem apaixonadas uma pela a outra, evoluindo para um romance. Ao longo do folhetim, elas enfrentam grandes dramas como a resistência da família e os ataques homofóbicos dos colegas do colégio. No capítulo final da novela, elas protagonizaram um rápido selinho ao encenarem uma releitura da peça Romeu e Julieta, de Shakespeare na escola.
Jennifer e Eleonora – Senhora do Destino (2005)

O relacionamento entre a médica Eleonora (Mylla Christie) e a estudante Jenifer (Bárbara Borges) trouxe à tona discussões sobre o amor, preconceito e a aceitação em uma das novelas mais populares da teledramaturgia nacional. Eleonora enfrenta dificuldades para assumir sua homossexualidade para a família, especialmente diante do pai, Sebastião (Nelson Xavier), um conservador fervoroso e que não aceitava o fato de sua única filha ter se apaixonado por uma mulher. Ao longo da trama, o casal conquistou o apelo e a torcida do público e, ao fim da novela, terminam juntas, felizes, formando uma família ao adotarem uma criança, o que provocou diversos debates sobre adoções de crianças realizadas por casais homoafetivos na época.
Marina e Marcela – Amor e Revolução (2011-2012)

Protagonistas do primeiro beijo entre duas mulheres na televisão brasileira, Marina (Giselle Tigre) e Marcela (Luciana Vendramini) tiveram a ajuda do público para conquistarem um final feliz no folhetim do SBT. Na época, a emissora lançou uma enquete para decidir o destino da personagem Marina e 82% do público votou a favor de um desfecho positivo para o casal. A história das duas caiu no gosto popular e chegou a ter um spin-off, lançado em 2025, mais de dez anos após o desfecho da trama. A narrativa do casal fez elevar os índices de audiência da novela, que chegou a alcançar recorde no capítulo que apresentou o beijo entre elas. “As personagens nos surpreenderam de um jeito que nunca imaginamos. Eu e Gisele fomos arrebatadas pelo carinho do público, não fazíamos ideia da força dos fã-clubes, das mensagens, do amor que chegava de todos os cantos do país”, contou Luciana Vendramini, intérprete de Marcela na trama, em entrevista ao Portal Léo Dias.
Clara e Marina– Em Família (2014)

O casal Clarina, como apelidado pelos fãs, conquistou o grande público e uma grande base de fãs fiéis e apaixonados. Na trama, a relação entre Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Muller), começa com uma amizade que, aos poucos, se torna algo profundo, bonito e verdadeiro. Clara nunca havia se apaixonado por uma mulher antes e passa por um momento de auto descoberta e reflexão, enfrentando o dilema de estar casada enquanto desenvolve sentimentos pela fotógrafa que a deixa confusa e dividida. Clara reprime seus sentimentos enquanto o marido passa por problemas de saúde. Marina se esforça para conquistá-la e consegue. Cansado das brigas por causa da fotógrafa, Cadu (Reynaldo Gianecchini) pede a separação e vai morar na casa de uma amiga. Com o fim do casamento, Clara, enfim, assume o romance com Marina e se entrega à paixão, que é aprovada pelo filho Ivan (Vitor Figueiredo). No fim da trama, Cadu acaba ficando com a pianista Verônica (Helena Ranaldi) e os dois são padrinhos do casamento de Clara e Marina, que terminam a novela felizes e casadas, reforçando a ideia que quando se tem amor, ele sempre vence no final.
Félix e Niko – Amor à Vida (2013)

Niko (Thiago Fragoso) e Félix (Mateus Solano) formaram um casal icônico que marcou época na novela Amor à Vida. Eles protagonizaram o primeiro beijo gay masculino na TV Globo, consolidando um marco importante na teledramaturgia brasileira. A relação evoluiu de uma amizade super fofa e leve entre os dois para uma união estável entre o vilão mais amado do Brasil e o carismático cozinheiro. Niko surgiu na vida de Félix em uma fase de profunda transformação do personagem. Renegado pela família após as atrocidades que ele cometeu durante a trama serem reveladas, ele precisou se abrigar na casa de Márcia (Elizabeth Savalla), onde aprendeu a se tornar mais humano, íntegro e leal, além de descobrir novas formas de viver por meio de atos de bondade. Nesse contexto, a aproximação com o chef Niko, que aos poucos, conseguiu despertar o lado bom e sensível de Félix e contribuiu para a reconciliação com sua mãe, Pilar (Susana Vieira), é fundamental. Após ser traído por Eron (Marcello Anthony), o chef parecia não acreditar mais no amor, até reconhecer em Félix a possibilidade de um recomeço e de um companheiro ideal para o resto de sua vida. Félix, por sua vez, relutou inicialmente com a ideia do romance e demorou a admitir que sentia algo mais profundo por Niko. Ainda assim, no fim, prevaleceu o amor e o afeto entre os dois. Na reta final da novela, eles conquistam o esperado final feliz, criam os filhos juntos em uma casa de praia e passam a cuidar de César (Antonio Fagundes), pai de Félix, formando uma linda família. O casal se tornou uma verdadeira febre entre o público brasileiro e permanece até hoje como um dos romances mais marcantes da televisão.
André e Tolentino – Liberdade, Liberdade (2016)

A novela das 23h de época da Globo deixou o público estarrecido e impactado com o casal interpretado por Ricardo Pereira e Caio Blat, que protagonizaram a primeira cena de sexo entre dois homens na TV aberta brasileira. Infelizmente aqui, o final não foi feliz. “Se algum crime cometi, foi ter amado demais”. Esta foi a última frase dita por André (Caio Blat) antes de sua execução. O irmão de criação de Joaquina (Andreia Horta) foi condenado ao enforcamento, sob acusação de sodomia. Ambientada em um período onde a relação entre dois homens era considerada crime, a trama mostra a condenação e morte do personagem. Ainda assim, isso não tira o marco que foi. O casal viveu um lindo e intenso romance que surgiu da amizade entre dois homens completamente diferentes.
Lica e Samantha – Malhação: Viva a Diferença (2017-2018)

Aqui temos o primeiro romance sáfico teen em Malhação. Lica (Manoela Aliperti) e Samantha (Giovanna Grigio) viveram um romance fofo e repleto de descobertas durante a adolescência em Malhação: Viva a Diferença (2017) e se tornaram um verdadeiro fenômeno. A temporada foi tão marcante que rendeu um spin-off chamado As Five, disponível no Globoplay, onde as duas meninas se descobrem em fases diferentes da vida. O romance entre as duas revelava uma paixão intensa enquanto elas lidavam com as diferenças e a diversidade sexual. O beijo entre as duas meninas na novelinha teen roubou a cena e marcou o primeiro beijo gay de Malhação em seus mais de 20 anos de história. A delicadeza e a sensibilidade entre elas conquistou uma legião de fãs, apelidados de Limantha.
Clara e Helena, Vai Na Fé

Clara (Regiane Alves) é uma mulher que, inicialmente, vive um casamento infeliz com Theo (Emílio Dantas), um homem controlador e abusivo. Helena (Priscila Stenman) é uma personal-trainer bem-sucedida, segura de si e determinada, que conhece Clara na academia do prédio, quando esta decide voltar a se exercitar para tentar resgatar a autoestima destruída por Theo. As duas se tornam amigas, confidentes e, com o tempo, se descobrem apaixonadas uma pela outra. Com a ajuda de Helena, Clara se torna uma mulher mais confiante e forte, tomando coragem para enfrentar o marido tóxico e a relação das duas fica cada vez mais estreita. O fandom Clarena fez barulho, com fãs fervorosos que se mobilizaram nas redes sociais, os telespectadores ainda reclamaram quando os beijos das personagens foram censurados pela direção da Globo e fizeram campanhas para que o gesto de carinho fosse exibido normalmente, gerando debates sobre representatividade e respeito.
Kelvin e Ramiro – Terra e Paixão (2023)

Desde as primeiras cenas, Kelmiro, como são conhecidos entre os fãs do casal, mostraram uma excelente química, sintonia e afeto genuíno, algo que chamou a atenção do público e conquistou os corações dos telespectadores. Kelvin (Diego Martins) e Ramiro (Amaury Lorenzo) foram um dos casais mais shippados da novela Terra e Paixão. Ramiro, inicialmente é apresentado na trama como um matador, frio e violento, um assassino que mata pessoas a mando de seu patrão, Antônio La Selva (Tony Ramos). A raiva do público foi instantânea, mas aos poucos, a verdadeira história por trás de toda essa vilania foi sendo contada e o Brasil foi se afeiçoando pelo capanga, entendendo suas convicções e o seu jeito. Mostrou-se que por trás de tudo aquilo, existia um homem magoado, frustrado e com um coração imenso, tudo isso graças a presença de Kelvin, que investe nele sem dó e medo. Mesmo se esquivando e sem graça, Ramiro vai se deixando levar pelas cantadas e apertãozinhos e começa a gostar do rapaz. Os dois se tornam parceiros, confidentes, e a relação vai se estreitando aos poucos, com declarações de amizade, afeto e demonstrações de carinho. O casal virou uma verdadeira febre nas redes sociais e teve direito a um beijão na reta final da novela; um grande marco para a representatividade Lgbtqiapn+ na televisão brasileira, o público em geral amou a história e torceu fervorosamente por eles. No final, chegaram a se casar com uma festa digna de protagonistas, algo que era impensável até certo tempo atrás. Foi histórico e inesquecível.
Jania e Otilia – Guerreiros do Sol (2025)

O casal interpretado por Alinne Moraes e Alice Carvalho conquistou o público com uma história sensível, delicada e cheia de intensidade na novela Guerreiros do Sol. Ao longo da trama, as personagens enfrentam inúmeros obstáculos e vivem um romance marcado por idas e vindas, ambientado entre as décadas de 1920 e 1930, período em que uma relação como a delas era vista como proibida. Em meio aos perigos do cangaço, o amor das duas resiste mesmo diante das dificuldades do caminho. A química avassaladora entre as atrizes, aliada a cenas carregadas de emoção, amor intenso e uma narrativa envolvente, fez com que o público torcesse fervorosamente por um desfecho feliz e digno. No último capítulo, após um longo período separadas, acontece um reencontro quente e cheio de amor super marcante entre elas. Otilia volta para a fazenda e as duas finalmente conquistam o final feliz tão esperado por quem acompanhou o romance. “Pela primeira vez na TV um casal sáfico é coprotagonista e tem final feliz, além de importância na trama. Que doideira fazer parte disso”, afirmou Alice Carvalho, intérprete de Otilia na novela. O casal era pura poesia, arte e intensidade com uma narrativa sensível, potente e bonita que merece ser apreciada e que se firma como um marco de representatividade e emoção na teledramaturgia brasileira.
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Crítica: Novelinha vertical Loquinha entrega mais profundidade ao casal
Texto revisado por Angela Maziero Santana
Em celebração ao aniversário da autora de Jane Eyre, o Clube do Livro do Entretê revisita a trajetória de uma das vozes mais marcantes da literatura inglesa e seu impacto na atualidade
No dia 21 de abril, leitores ao redor do mundo celebram o nascimento de Charlotte Brontë, uma autora cuja voz permanece atual até hoje. Sua obra mais conhecida, Jane Eyre (1847), não apenas conquistou gerações, mas também ajudou a transformar a forma como as mulheres passaram a ser representadas na literatura.

Mais do que um clássico, o romance permanece atual ao abordar temas como autonomia, desejo, moralidade e pertencimento. Em um cenário literário que frequentemente limitava as vozes femininas, Brontë criou personagens que não apenas existiam – elas questionavam, escolhiam e resistiam.
Uma voz à frente do seu tempo
Nascida em 1816, na região de Yorkshire, Charlotte cresceu em um ambiente marcado por contrastes: de um lado, o incentivo à leitura; de outro, uma sucessão de perdas familiares que atravessaram sua infância. Filha de um pastor anglicano, ela perdeu a mãe ainda muito jovem e, pouco depois, viu duas irmãs mais velhas morrerem após passarem por um internato cujas condições eram duras e insalubres.
Esse contexto de luto constante e isolamento não ficou restrito à vida pessoal, ele atravessou sua escrita de forma profunda. Ao lado das irmãs Emily Brontë (1818-1848) e Anne Brontë (1820-1849), Charlotte encontrou na imaginação uma forma de expandir os limites daquele cotidiano restrito.

Ainda na infância, as irmãs criaram universos ficcionais complexos, com geografia própria, disputas políticas e personagens recorrentes. Essas histórias eram registradas em cadernos minúsculos, escritos com letras quase imperceptíveis – um exercício contínuo de criação que funcionava como um verdadeiro laboratório literário doméstico. Essa prática intensa ajuda a compreender a densidade emocional e a força dramática que marcariam suas obras anos depois.
Jane Eyre e a revolução silenciosa
Quando publicou Jane Eyre, em 1847, sob o pseudônimo Currer Bell, Charlotte Brontë apresentou ao público uma protagonista que desafiava as convenções da época. A história acompanha uma jovem órfã, sem recursos e aparentemente comum, que constrói sua trajetória com base em princípios próprios, inclusive ao se apaixonar pelo enigmático Sr. Rochester.

Misturando elementos do romance gótico com um forte realismo psicológico, a obra vai além de uma narrativa romântica. Trata-se de uma crítica às limitações impostas às mulheres e às estruturas sociais do século XIX.

Jane não se encaixa no modelo passivo frequentemente atribuído às personagens femininas daquele período. Ela sente intensamente, enfrenta dilemas morais e, acima de tudo, toma decisões – algo que, à época, soava profundamente disruptivo.
O peso de ser mulher no século XIX
A publicação das obras das irmãs Brontë aconteceu em um contexto em que mulheres escritoras eram frequentemente recebidas com desconfiança. Para contornar esse cenário, Charlotte, Emily e Anne optaram por assinar seus trabalhos com pseudônimos masculinos: Currer, Ellis e Acton Bell.

Longe de ser um detalhe, essa escolha revela as barreiras estruturais enfrentadas por mulheres no campo literário. Ainda assim, suas narrativas não buscavam suavizar temas ou se adequar a expectativas: eram histórias intensas, atravessadas por conflitos morais, emoções extremas e personagens complexos.

Nesse sentido, Charlotte Brontë não apenas conquistou espaço, ela ajudou a transformá-lo. Ao colocar a experiência feminina no centro da narrativa, deu forma a uma escrita marcada pela interioridade, pela força emocional e por uma perspectiva até então pouco explorada na literatura inglesa.
Em Jane Eyre, essa ruptura se manifesta também na forma. A narrativa em primeira pessoa aproxima o leitor da protagonista de maneira direta, criando uma conexão íntima com seus pensamentos, dilemas e desejos, um recurso que intensifica o impacto emocional da obra.

Ao mesmo tempo, Brontë dialoga com a tradição do romance gótico, mas a ressignifica. Elementos como a atmosfera carregada de Thornfield Hall, os segredos que atravessam a narrativa e a figura perturbadora de Bertha Mason não funcionam apenas como recurso de suspense: eles refletem tensões sociais e psicológicas profundas.

O gótico, aqui, deixa de ser apenas cenário e passa a operar como linguagem, uma forma de expressar angústias, repressões e conflitos internos, especialmente aqueles impostos às mulheres em uma sociedade rigidamente estruturada. Ao trazer esse imaginário para um contexto mais realista e doméstico, Brontë contribuiu para renovar o gênero, aproximando-o da experiência cotidiana e ampliando suas possibilidades.

Não por acaso, essa simbologia segue sendo revisitada em diferentes linguagens artísticas. Um exemplo contemporâneo é a canção Madwoman in the Attic, da banda Blackbriar, inspirada na figura da louca no sótão. Ao recuperar a história de Bertha Mason, a música reforça como os conflitos presentes em Jane Eyre permanecem vivos e continuam encontrando novas formas de expressão.
Um legado que atravessa gerações
A trajetória das irmãs Brontë também foi marcada por perdas precoces. Emily Brontë e Anne Brontë morreram poucos anos após a publicação de suas obras, enquanto Charlotte viveu o suficiente para acompanhar o crescimento do reconhecimento literário e contribuir para a consolidação do legado familiar.

Sua própria história, no entanto, também seria interrompida de forma abrupta. Charlotte Brontë morreu em 1855, aos 38 anos, durante a gestação de seu primeiro filho, menos de um ano após o casamento. À época, a causa registrada foi tuberculose – uma doença que já havia atingido outros membros da família –, mas análises posteriores apontam que seu quadro pode ter sido agravado por complicações severas da gravidez, que a deixaram extremamente debilitada.
Com o passar do tempo, a história das três irmãs – frequentemente associada à imagem de jovens geniais isoladas – ajudou a construir um imaginário quase lendário em torno de seus nomes. No entanto, por trás dessa narrativa, havia disciplina, leitura constante e um compromisso rigoroso com a escrita.
Décadas depois, Jane Eyre continua sendo revisitado, adaptado e reinterpretado, mantendo-se relevante ao dialogar com questões que ainda atravessam a experiência contemporânea.

Celebrar Charlotte Brontë é, portanto, reconhecer não apenas sua contribuição para a literatura, mas também a potência de histórias que se recusam a ser esquecidas. Em cada página, sua escrita reafirma que, mesmo em silêncio, algumas vozes são capazes de atravessar gerações.

Você se aventuraria pelos mistérios de Thornfield Hall para celebrar o aniversário de Charlotte Brontë? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
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Texto revisado por Alexia Friedmann
Michael chega como um dos filmes mais ambiciosos do cinema musical recente.
Mais de uma década após sua morte, Michael Jackson continua sendo um fenômeno cultural difícil de traduzir em palavras, imagine então condensar toda essa bagagem em apenas um único filme. A cinebiografia dirigida por Antoine Fuqua não pretende ser apenas um retrato, quer ser um evento.
O artista que virou linguagem
Michael Jackson não foi apenas um cantor, ele se tornou uma linguagem da cultura pop contemporânea. Isso significa que sua obra não impactou só o que era produzido, mas como se passou a produzir, consumir e interpretar música e imagem.
Desde os tempos no Jackson 5 até o sucesso de sua carreira solo, Michael construiu uma gramática própria baseada na fusão entre som, corpo e imagem. Seus videoclipes deixaram de ser peças promocionais para se tornarem narrativas audiovisuais completas, com estrutura dramática, estética cinematográfica e forte apelo simbólico.

Michael não apenas inovou, ele estabeleceu padrões que perpetuam até hoje na indústria, como a ideia de que um lançamento musical pode ser um evento global, o videoclipe como extensão narrativa da canção, a performance como linguagem visual – e não apenas execução vocal – e o artista como diretor de sua própria imagem.
Depois de um fenômeno chamado Michael Jackson, não bastava cantar. Era preciso encenar, coreografar, construir atmosfera e contar histórias com o corpo e com a câmera. Seus shows deixaram de ser apresentações musicais e passaram a operar como espetáculos que misturam teatro e cinema, com narrativa, iluminação dramática e tudo cuidadosamente planejado.
Por esse motivo, falar de Michael Jackson é falar de alguém que ajudou a reescrever as regras do entretenimento global. Essa dimensão audiovisual é central para entender por que sua trajetória resiste a abordagens mais simplistas e por que a cinebiografia aposta tanto na recriação desses momentos.
Quem foi Michael Jackson para além dos palcos?
Apesar de uma aura tão inalcançável – quase mitológica –, Michael Jackson era feito de detalhes muito concretos que ajudam a desconstruir essa ideia de uma figura inacessível.
Nos bastidores, ele cultivava um humor quase infantil, o que é possível observar em diversos vídeos da época. Michael adorava ligar anonimamente para amigos e celebridades, só para brincar com as reações, e era conhecido por pregar sustos em integrantes da equipe durante turnês.
Em hotéis, se escondia em corredores ou atrás de portas apenas para surpreender alguém – um comportamento completamente distante da imagem silenciosa e controlada que Jackson exibia em público.
Esse lado leve coexistia com um processo criativo musical extremamente singular. Sem formação musical tradicional, ele compunha vocalizando todos os instrumentos, gravando guias inteiras com a própria voz – bateria, baixo, sintetizadores – para depois repassar aos músicos. Produtores relatam que algumas faixas surgiam praticamente completas dessa forma, como se ele estivesse ouvindo tudo na cabeça.

Michael Jackson era um artista movido por uma obsessão quase espiritual pela perfeição sonora. E mesmo sem ser um multi-instrumentista, conduzia músicos como um maestro que escuta antes de todos aquilo que o mundo ainda não pode ouvir.
Por mais que tocasse piano, sua verdadeira maestria vinha de outro lugar – da boca, do peito, do estalo de dedos. Ele simulava cada instrumento com uma precisão assustadora. Criava linhas de baixo com a garganta, reproduzia o som da caixa de bateria com os lábios, murmurava acordes complexos com uma naturalidade desconcertante.
Há também um aspecto quase sensorial nessa criação. Michael dizia que não apenas ouvia música, ele a via como se cada som tivesse forma, cor e emoções próprias. Isso ajuda a entender por que suas canções sempre carregam uma dimensão visual tão forte, algo que era naturalmente explorado em seus videoclipes.
E é aí que entra outra curiosidade bastante reveladora: nada em sua imagem era aleatório. A famosa luva brilhante de Billie Jean, por exemplo, foi pensada para destacar os movimentos sob a luz do palco e guiar o olhar do público. Cada gesto, pausa ou inclinação do corpo funcionava como parte de uma coreografia visual calculada.

Nos palcos, esse controle atingia níveis extremos. Michael ensaiava até que o movimento deixasse de parecer ensaiado, buscando um efeito quase impossível de naturalidade. O moonwalk, que ele ajudou a eternizar, é o melhor exemplo. Ele não é apenas um passo de uma coreografia, mas uma ilusão cuidadosamente refinada.
Fora do ambiente profissional, surgiam contrastes ainda mais marcantes. Ele tinha uma fascínio declarado por universos infantis e parques de diversão, o que levou à criação de Neverland, um espaço que misturava refúgio pessoal e extensão de sua imaginação. Além de uma mansão, o local contava com um parque de diversões, cinema privativo, uma ferrovia que atravessava a propriedade e um zoológico, onde Michael recebia seus convidados.

O cantor tomou conhecimento do espaço em 1983, quando visitou Paul McCartney, que estava hospedado no local enquanto gravavam o clipe de Say Say Say.
Neverland, além de um lugar excêntrico, também fazia parte de uma dimensão muito maior. Michael frequentemente recebia crianças em situação de vulnerabilidade e doenças graves, oferecendo experiências que, para muitas delas, eram únicas na vida.
Ao mesmo tempo, o rancho se tornou palco de momentos históricos e midiáticos, como a entrevista com Oprah Winfrey em 1993 e até o casamento de Elizabeth Taylor dentro da propriedade.
Em público, Jackson mantinha hábitos relativamente estranhos para a maior parte do público. Como o uso frequente de máscaras e uma preocupação constante com saúde e preservação da voz – muito antes disso sequer se tornar comum.
Além de sua relação com os fãs, que beirava o fenômeno coletivo. Em países como o Brasil, suas visitas provocavam mobilizações imediatas, com multidões ocupando ruas e hotéis. Michael, por sua vez, frequentemente quebrava protocolos para retribuir esse afeto, criando momentos espontâneos de contato.
Em fevereiro de 1996, Michael Jackson gravou o clipe They Don’t Care About Us no Brasil, com direção de Spike Lee. As filmagens ocorreram no Pelourinho, em Salvador, com o Olodum, e na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. O clipe focou em questões sociais e gerou um enorme impacto no país, retratando locais que sofreram com a falta de atenção governamental, seguindo o tema da música.
O legado de Jackson na defesa da natureza e da humanidade
Entre as muitas fases de Michael, poucas são tão reveladoras quanto seu engajamento com causas sociais e ambientais. O cantor usou sua música durante toda sua carreira como uma plataforma global para despertar a consciência social.

Um grande exemplo disso é a canção Man in the Mirror, que pede uma autorreflexão do ouvinte. Aqui, o rei do pop defende que, para consertar as injustiças e a pobreza no mundo, o primeiro passo deve ser interno. Ele canta sobre olhar para si mesmo e fazer a mudança de dentro para fora antes de tentar mudar a sociedade.
Já em We Are the World, coescrita com Lionel Richie, foi um chamado à ação humanitária coletiva. Seu foco era a fome na África – através do projeto USA for Africa –, mostrando que o mundo é uma única família e que a sobrevivência de um depende da generosidade e união de todos.
Alguns anos depois, Michael lançou a música considerada por ele sua canção mais orgulhosa. O foco? Na preservação do planeta para as próximas gerações e no cuidado com as crianças. Ela prega o amor incondicional e a criação de um lugar melhor, livre de guerras e sofrimento.

Lançada no álbum Dangerous em 1991, a canção se constrói como uma balada humanitária direta e acessível, pensada para alcançar o maior número de pessoas possível. Diferente de outras canções mais densas de sua carreira, Heal the World optou por uma abordagem mais simples, quase didática, para transmitir a mensagem de que a ideia de um mundo melhor depende, acima de tudo, de escolhas individuais.
A estrutura da música funciona como um convite coletivo, com um efeito de um hino compartilhado, pensado para ser cantado e interpretado em conjunto. Aqui, o debate está no campo da empatia. Em vez de simplesmente apontar culpados, ele insiste na responsabilidade coletiva ao reforçar a ideia de que o cuidado com o outro é o ponto de partida para qualquer transformação real.
A canção ainda deu origem à Heal the World Foundation, organização criada pelo artista para apoiar crianças em situação de vulnerabilidade e promover ações humanitárias ao redor do mundo. Apesar do tom idealista demais – para alguns –, Heal the World nunca pretendeu ser realista, e sim aspiracional. Ela projeta um mundo possível, ainda que distante, e convida o público a imaginá-lo junto.

No entanto, foi com Earth Song que Michael revelou sua maior preocupação com o planeta. Lançada em 1995, dentro do álbum History, a canção se distancia do formato tradicional do pop para assumir um tom quase dramático. Mais do que uma música, ela funciona como um apelo direto ao mundo, questionando a forma como a humanidade lida com a natureza, com os animais e com a própria vida.
A construção da faixa é emocional e crescente, combinando elementos de gospel e balada para amplificar a sensação de urgência. Na letra, Michael não oferece respostas fáceis, mas insiste em perguntas. A mais marcante delas foi “E quanto a nós?”, que ecoa como um questionamento coletivo, direcionado à humanidade como um todo.
A inspiração surgiu após o artista entrar em contato com narrativas sobre a destruição ambiental, especialmente relacionadas à Amazônia. Impactado, ele buscou traduzir em uma música não apenas a degradação da natureza, mas também suas consequências sociais e em como ela atinge comunidades, culturas e espécies inteiras.
O que diferencia Earth Song de outras músicas não é apenas o fato de se tratar de ecologia, mas por ser uma crítica direta e afiada à indiferença humana diante do sofrimento – seja ele ambiental, social ou político. O impacto foi global, mesmo sem seguir estratégias convencionais de lançamento, e conseguiu alcançar o topo das paradas em diversos países e se tornou uma das mais reconhecidas da carreira de Michael.
O que mais impressiona? A atualidade da mensagem. Questões como crise climática, desmatamento e extinção de espécies, já apontadas há décadas, se intensificaram. Essa realidade faz com que Earth Song soe menos como um retrato de seu tempo e mais como um alerta contínuo que o mundo continua a ignorar.
O sofrimento eternizado em um completo silêncio
Fala de Michael Jackson sem abordar as denúncias que atravessaram sua vida seria ignorar uma parte fundamental, e dolorosa, da sua história.
As primeiras acusações de abuso sexual surgiram nos anos 90, no auge de sua carreira, e o impacto foi imediato. O cantor teve turnês canceladas, contratos rompidos e uma exposição midiática que rapidamente deixou de ser cobertura para se tornar um julgamento público.
Embora o caso tenha sido encerrado sem acusação criminal formal e com um acordo civil que, segundo a defesa, não representava admissão de culpa, o dano já estava feito.

Uma década depois, em 2005, Michael enfrentou o momento mais crítico dessa trajetória, um julgamento criminal que mobilizou o mundo. Durante meses, o caso foi tratado como espetáculo global, acompanhado em tempo real pela imprensa, em um cenário frequentemente descrito como um circo midiático.
No fim, o veredito foi claro, Michael Jackson foi absolvido de todas as acusações. Mas a absolvição jurídica não significou absolvição pública. Mesmo inocentado, ele permaneceu sob suspeita. Muitos consideraram que o artista havia sido condenado na opinião pública, carregando o peso das acusações até o fim de sua vida.
O impacto psicológico dessas acusações, somado a décadas de fama extrema, foi devastador. As denúncias não foram apenas um escândalo, mas sim um ponto de ruptura. Após o julgamento, Michael se afastou dos Estados Unidos, deixou Neverland – para onde nunca retornou – e passou períodos vivendo fora do país.
O isolamento ficou cada vez mais evidente. Sua imagem pública já não era controlada por ele, mas por manchetes, especulações e narrativas externas.
E independente da verdade jurídica, o desgaste emocional foi real.

Ao longo dos anos, Michael evitou falar sobre o assunto, mas quando falou, ele foi desacreditado.
Ele negou repetidamente todas as acusações, mas sua voz diante da escala da mídia parecia insuficiente. O artista que dominava multidões no palco parecia incapaz de controlar a própria narrativa fora dele.
Michael sofreu sob o olhar constante do público, mas muitas vezes em silêncio. Um silêncio que não significava ausência de dor, mas sim a impossibilidade de expressá-la de forma que fosse realmente compreendida. E esse silêncio atravessa sua trajetória até o fim.
Michael: um espetáculo construído nos detalhes

Antes mesmo de estrear, Michael já se impõe não como um filme, mas como uma reconstrução ambiciosa de um fenômeno cultural que, por definição, sempre foi maior que o cinema.
Dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Graham King, o mesmo responsável por Bohemian Rhapsody, o longa nasce com uma proposta muito clara. O objetivo não é apenas contar a história de Michael Jackson, mas recriar a experiência de ser testemunha de sua grandeza.
E isso começa pela escala.
Com um orçamento estimado entre US$155 milhões e US$200 milhões, o filme se posiciona como uma das cinebiografias musicais mais caras já produzidas, um indicativo direto de sua ambição estética e narrativa. Mas o que realmente diferencia Michael não é apenas o investimento, e sim a sua obsessão por autenticidade.
O filme percorre diferentes fases da carreira – do Jackson 5 aos anos de consagração solo –, reconstruindo performances, figurinos e atmosferas que não são apenas icônicos, mas quase intocáveis dentro da cultura pop.
A trilha sonora do longa também desempenha um papel central na busca por autenticidade. Com acesso completo ao catálogo musical do artista, viabilizado pelo envolvimento da família na produção, o filme utiliza faixas originais para construir sua narrativa emocional.

Nas primeiras reações da imprensa mundial, esses aspectos aparecem com força. Sequências inspiradas em apresentações como Thriller e Beat It foram descritas como impossíveis de assistir de forma passiva.
Jornalistas ainda destacaram que o filme provoca reações físicas – gente se mexendo na cadeira, acompanhando o ritmo, se emocionando – como se estivesse diante de um show ao vivo.
Não por acaso, um dos comentários mais repetidos resume bem o tom geral, o filme seria “o motivo pelo qual vamos ao cinema”.
As cenas de show foram filmadas com centenas de figurantes e banda ao vivo, em uma tentativa de reproduzir não apenas a imagem, mas a energia dos espetáculos originais. Durante as gravações, segundo relatos da própria produção, o efeito foi tão imersivo que os próprios figurantes reagiram espontaneamente, gritando, chorando e dançando como se estivessem diante do próprio rei do pop.
Câmeras adicionais foram usadas para capturar essas reações, transformando o público em parte ativa da narrativa, quase como um personagem coletivo que ajuda a traduzir o impacto do artista. Críticos descreveram esses momentos do filme como quase espirituais, especialmente em cenas construídas em torno de músicas mais sensíveis, como Human Nature.

Jaafar Jackson, sobrinho de Michael Jackson que interpreta o Rei do Pop, surge como o eixo central da construção do espetáculo. As primeiras impressões são consistentes ao descrevê-lo como hipnotizante, elétrico e extremamente fiel ao artista – não apenas em aparência, mas em presença de palco.
Ao seu lado, Colman Domingo chama atenção por uma abordagem mais densa e desconfortável ao interpretar Joe Jackson, trazendo complexidade a uma relação familiar fundamental para entender a trajetória do cantor.
No entanto, nem só de aplausos consiste a crítica. Alguns apontam problemas de ritmo e um desfecho menos impactante do que o restante da obra.
Isso, provavelmente, se deve ao fato de o material gravado ser absurdamente maior do que o tempo de tela que eles teriam no filme. E, nos bastidores, há fortes indícios de que uma parte dois esteja nos planos, possivelmente cobrindo as décadas de 90 e 2000, com chance de lançamento entre 2027 e 2028.
No geral, o consenso crítico parece bastante claro, Michael entrega espetáculo, emoção e performances marcantes. Junior Felix, crítico de cinema, foi ainda mais direto ao classificar o filme como um dos melhores filmes biográficos musicais já feitos.
E não teria como ser diferente. Se ele foi o artista que transformou a música em linguagem audiovisual, faz sentido que sua história no cinema não pudesse ser contada de forma convencional. Michael entende isso e traz uma trama que não apenas mostra o ícone, mas tenta fazer o público senti-lo novamente.
Assista ao trailer oficial:
O longa estreia nos cinemas de todo Brasil na próxima terça-feira (21) e aborda a vida do artista até a era da Bad World Tour, final dos anos 80. E apesar de ainda não ter uma confirmação oficial do estúdio para uma sequência, a parte dois é tratada como provável.
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Texto revisado por Cristiane Amarante
Romantasia eletrizante expande os limites do trope literário enemies to lovers
Preparem-se para a mais nova romantasia publicada pela Editora Intrínseca. O primeiro volume da série A Cidade de Fantome, Adaga e Chama, desafia as fronteiras de um dos tropes mais amados pelos leitores: enemies to lovers. A obra apresenta um romance entre membros de guildas inimigas que tentam assassinar um ao outro várias vezes.
Indo na contramão de algumas das histórias que também apresentam seus protagonistas como inimigos, mas desfazem a rivalidade entre os dois perto do fim da história, Adaga e Chama resgata a essência desse trope literário ao apresentar seus elementos mais marcantes com originalidade.
Qual é a história de Adaga e Chama?
Fantome é uma cidade com ruas de paralelepípedo, luzes vacilantes, belos edifícios e catacumbas secretas, onde a magia das Sombras é escassa e letal, sendo controlada por grupos rivais: Mantos e Adagas, os ladrões e os assassinos.
Na noite do assassinato de sua mãe, Seraphine Marchant foge para sobreviver e busca abrigo com os Mantos, decidida a se vingar. Mas será que ela é páreo para o garoto de cabelos escuros cujos olhos prateados a seguem por toda parte?
Nada poderia prepará-la para o encontro com Ransom Hale, herdeiro da Ordem dos Adagas e provável assassino de sua mãe. No entanto, para a surpresa de Ransom, a garota possui uma estranha e poderosa técnica que ele nunca tinha visto. Agora, enquanto Adagas e Mantos disputam o submundo de Fantome, os dois lidam com o poder de suas habilidades… e também com a atração poderosa e a terrível busca por vingança que insistem em aproximá-los.
Sobre a autora

Catherine Doyle mora no oeste da Irlanda, é formada em psicologia e possui mestrado em publicação. Sua obra premiada e best-seller internacional, que inclui ficção infanto-juvenil, foi publicada em 30 idiomas.
Seu romance para jovens adultos Adaga e Chama, número um na lista de best-sellers do Sunday Times e do New York Times, foi publicado em setembro de 2024. A sequência, ainda sem data de lançamento no Brasil, foi publicada em 2025, e o terceiro livro será lançado ainda em 2026.
Adaga e Chama é seu primeiro livro publicado pela Editora Intrínseca e já está à venda em todas as livrarias do país.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura
Primeira edição do evento acontece na quinta (23), em celebração ao Dia Internacional do Livro
Leitores e leitoras, o Dia Internacional do Livro está logo ali na esquina e, para comemorar com a gente, mais de quarenta livrarias de rua de São Paulo vão estender seus horários de funcionamento para acolher atividades culturais gratuitas como oficinas, bate-papos e apresentações musicais.
A Noite das Livrarias, um festival literário noturno inspirado em iniciativas bem-sucedidas em Buenos Aires e Madri – o evento portenho tem 15 anos e o espanhol 21 –, faz sua primeira edição no Brasil.
Encabeçado pelos mesmos realizadores do Mapa das Livrarias de Rua de São Paulo – lançado em novembro de 2025 –, o projeto iria acontecer somente em estabelecimentos paulistanos, mas despertou o interesse de livrarias em dez estados do país, que acabaram aderindo à programação em suas localidades.
O evento já tem programação confirmada no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Distrito Federal e São Paulo. O site permite a pesquisa por cidade e estado.

A Noite das Livrarias tem como objetivo principal estimular o público a circular pelas livrarias e a conhecer espaços que ainda não frequentam, evidenciando que hoje muitos desses estabelecimentos atuam como pequenos centros culturais, recebendo eventos literários e especializando seus catálogos dentro de temáticas específicas. É preciso fortalecer a ideia de que as livrarias são espaços importantes para valorização da bibliodiversidade, e ao visitar esses locais o público apoia essa cena.
João Varella, livreiro da Banca Tatuí e da Livraria Gráfica contou à revista Veja que a ideia surgiu em 2023, durante uma viagem dele com a sócia e companheira, Cecilia Arbolave, à Madri. O casal, que não conhecia o evento, se viu em meio a uma edição da tradicional Noche de los Libros enquanto caminhava pelas ruas da cidade, já tarde da noite.

A proposta da edição brasileira é simples: basta ser uma livraria de rua e promover uma atividade cultural na noite do dia 23 de abril para participar. E, por conta dessa liberdade, o festival reuniu um leque diverso de atrações, que vai desde uma leitura dramática de Hamlet à festa do pijama – para as crianças.
“É bonito, porque cada livraria desenvolveu uma atividade que diz respeito à sua curadoria e à sua visão de mundo”, contou Cecilia à Veja. Até a Livraria Espelho, que foi inaugurada no último sábado (11), em Higienópolis, já aderiu à ideia e fará uma conversa com as escritoras Marília Garcia e Claudia Roquette-Pinto.

A escala alcançada pelo projeto mostra um desejo crescente por espaços de convivência cultural em todo o país. E a partir das 18h do dia 23, o público poderá acompanhar uma programação diversificada.
A participação na Noite das Livrarias é totalmente gratuita. Como cada local participante é responsável por sua própria agenda de atividades, os interessados devem consultar a programação e os locais por meio do site oficial do evento.
Você vai curtir essa noite? Compartilhe com a gente nas nossas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!
Leia também: Especial | Manuel Bandeira, o poeta que transformou a simplicidade em eternidade
Texto revisado por Angela Maziero Santana
Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana
Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima, Gisélia Oliveira e Mariana Chagas
Doktor: Başka Hayatta chega ao fim sem episódio final planejado
Doktor: Başka Hayatta (tradução livre: Doutor: Em Outra Vida, 2026), estrelada por İbrahim Çelikkol e Sıla Türkoğlu, encerra sua trajetória após a exibição do sexto episódio. A produção da Dass Yapım, que vinha passando por mudanças de equipe com troca de roteirista e direção, não conseguiu atingir os resultados esperados de audiência.

No episódio exibido no domingo (12), a trama registrou 2.52 no total, 3.18 no AB e 2.97 no ABC1, números que confirmaram nos bastidores a decisão de encerramento antecipado. Segundo informações de produção, a dizi não terá um episódio final tradicional, marcando assim uma despedida repentina da tela.
Terceira e última temporada de Uma Nova Mulher é anunciada
A roteirista Nuran Evren Şit anunciou em suas redes sociais a data de estreia da terceira temporada de Uma Nova Mulher (Zeytin Ağacı, 2022). Os últimos episódios da série chegam à Netflix no dia 24 de junho.

Produzida pela OGM Pictures, a série protagonizada por Tuba Büyüküstün conta a história de Ada e suas amigas Leyla (Seda Bakan) e Sevgi (Boncuk Yılmaz) em suas jornadas espirituais e enfrentamento de traumas familiares do passado.
Próximo! retorna para a terceira temporada em maio
A dizi Próximo! (Kimler Geldi Kimler Geçti, 2024), sucesso da Netflix, teve a estreia de sua terceira temporada confirmada para 8 de maio, com todos os episódios lançados de uma só vez na plataforma. A produção, estrelada por Serenay Sarıkaya como a advogada Leyla Taylan, continua explorando as complexidades dos relacionamentos modernos, caracterizados por aplicativos de namoro, encontros casuais e dinâmicas afetivas instáveis.

A nova temporada mistura humor e drama ao retratar a busca por equilíbrio entre amor e carreira. Ambientada em Istambul, a continuação da trama foca no processo emocional de Leyla após um relacionamento abusivo, enquanto ela tenta reconstruir sua vida em meio às confusões da vida amorosa.
Ataques na Turquia levam a mudanças na exibição e nos roteiros das dizis
Essa semana, a Turquia sofreu com dois tiroteios em escolas. Na terça (14) e na quarta (15), instituições de ensino de Kahramanmaraş e de Şanlıurfa foram atacadas por alunos armados, deixando nove mortos e mais de trinta feridos. Em respeito às vítimas, diversos canais optaram por não exibir novos episódios das novelas, deixando reprises ou outros programas no horário habitual das dizis.

Entre quarta (15) e sexta (17), Eşref Rüya (2025) e Arka Sokaklar (tradução livre: Ruas Secundárias, 2006), do Kanal D, Yeraltı (tradução live: Submundo, 2026) e Halef: Köklerin Çağrısı (tradução live: Sucessor: O Chamado das Raízes, 2025), da NOW, Kuruluş Orhan (tradução livre: A Criação de Orhan, 2025), da ATV, Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você é Quem Eu Amo, 2026), da Star TV e Taşacak Bu Deniz (tradução livre: Este Mar Transbordará, 2025), da TRT 1, não tiveram episódios inéditos. Além disso, debates sobre violência nas dizis levaram as emissoras a rever os roteiros, buscando maior cautela ao mostrar, principalmente, cenas com armas.
Final de temporada de Arafta e anúncio de continuação
O 50º episódio de Arafta (Bound By Fate, 2025) foi ao ar na sexta (17), marcando o final da primeira temporada. A série protagonizada por İlsu Demirci (Mercan Yıldırım) e Emin Günenç (Ateş Karahan) conquistou uma vastidão de fãs e o anúncio da continuação foi feito no Instagram oficial da dizi.

O último episódio da primeira parte deu o que falar graças a um acontecimento que pegou todos de surpresa e aumentou a ansiedade para a segunda temporada. Todos os episódios de Arafta, do Kanal 7, já estão disponíveis no YouTube. E mais: Emin está confirmado na segunda temporada, pois, além de aparecer no vídeo oficial de renovação, o ator acabou dando um spoiler. Emin estava no set de Arafta, usando o anel de noivado do personagem, quando concedeu a entrevista exclusiva para o Entretetizei.
Nalan Okçuoğlu entra para Eşref Rüya e possível terceira temporada
A série Eşref Rüya (2025), fenômeno da Kanal D, recebe um novo nome para o elenco. Após a entrada de Zeynep Eronat como Gülümser Aygün, mais um nome importante chega à trama. Nalan Okçuoğlu dará vida a Hacer, amiga da mãe de Nisan (Demet Özdemir).

Fontes afirmam que essas adições acontecem para movimentar a trama, cuja nova temporada está confirmada. A equipe de redação do Entretetizei está no aguardo do pronunciamento oficial da emissora.
Portekiz Aşkı ganha data de estreia nos cinemas
O filme Portekiz Aşkı (tradução livre: Amor em Portugal), estrelado por Cansu Dere, Diogo Morgado e İsmail Demirci, chega aos cinemas europeus em 6 de maio e estreia na Turquia no dia 8 do mesmo mês. A produção, dirigida por İsmail Şahin e fruto da parceria entre Diopter Film e G-NR Film, marca a primeira coprodução cinematográfica entre Turquia e Portugal, com o objetivo de unir duas culturas em uma narrativa romântica.
A trama acompanha Yasemin, uma especialista em comunicação corporativa que descobre uma traição e decide recomeçar a vida, embarcando de forma impulsiva para Lisboa. Ao chegar, ela se vê sem recursos, perdida em uma cidade desconhecida e obrigada a dividir uma antiga casa de pedra com Jose, um estranho que acaba se tornando peça central em seu processo de reconstrução pessoal.
O que mais aconteceu durante essa semana
Emir Berke Zincidi entra para o elenco de Palas Pandıras: a nova série Palas Pandıras (tradução livre: Às Pressas), produção original da Netflix, segue avançando em sua preparação. A trama acompanha a história de um treinador de basquete do ensino médio e dos jovens atletas de sua equipe. No elenco principal já estão confirmados Birkan Sokullu como Levent, Kaan Mirac Sezen no papel de Mete e Yasemin Allen como Özge, parceira de Levent na história. A novidade da vez é a entrada de Emir Berke Zincidi no projeto. O ator retorna às produções para viver Osi, um dos jogadores do time de basquete. As gravações devem começar em maio, e antes disso o elenco jovem passará por aulas de basquete para a preparação dos personagens.
Mehmet Bozdoğan e Gamze Özçelik na dizi Operasyon Alesta: a produção da Üs Yapım com o apoio do Ministério da Defesa Nacional e da Marinha para o TRT tabii segue reforçando seu elenco. Mehmet Bozdoğan interpretará İsmail, um suboficial de alta patente a bordo de um navio, e Gamze Özçelik, que esteve ausente da TV nos últimos anos, dará vida à Zeynep, uma engenheira turca que trabalha na África. Com dez episódios, Operasyon Alesta (tradução livre: Operação Alesta) deve começar suas filmagens em breve.
Novos atores na dizi Çirkin: no terceiro episódio da dizi Çirkin (tradução livre: Feio, 2026), que foi ao ar no último domingo (12) na Star TV, dois nomes se juntaram ao elenco da produção. Merva Ulusoy Bilginer, também conhecida por seu trabalho como apresentadora de telejornal, interpretou Ebru Şifacı e atuou ao lado do jovem Enes Has, que deu vida ao seu filho, Ateş. Na trama, Nehir (Sema Gültekin), se aproxima de Ateş, o que abre um novo capítulo na vida de mãe e filho.
Eylül Lize Kandemir protagoniza Başkalarının Hayatı, adaptação de Rubi: Başkalarının Hayatı (tradução livre: A Vida dos Outros), nova produção da Ay Yapım prevista para a próxima temporada, será uma adaptação turca da novela mexicana Rubi (2004). Dirigida por Burak Müjdeci e escrita por Banu Kiremitçi Bozkurt, a série terá Eylül Lize Kandemir no papel principal e segue em fase de negociações com a Star TV. A trama original gira em torno de uma jovem ambiciosa que usa sua beleza para ascender socialmente. Na versão turca, Hülya, uma estudante humilde, se aproxima de uma família rica ao iniciar a universidade e passa a manipular relações para mudar de vida.
Fırat Tanış na dizi Delikanlı: a produção da OGM Pictures, que vai ao ar às segundas na Show TV, ganhará um reforço no elenco a partir do próximo episódio. Fırat Tanış se junta à dizi no terceiro episódio no papel de Miran, mentor de Yusuf (Mert Ramazan Demir) e antigo inimigo de Sarp (Salih Bademci). Delikanlı (tradução livre: Jovem, 2026) tem direção de Zeynep Günay e Recai Karagöz.
Nova campanha da Go Türkiye: mais uma minissérie para promover o turismo na Turquia está sendo desenvolvida. Dessa vez, a campanha será protagonizada pelos atores Murat Yıldırım, Fahriye Evcen e Sedef Avcı. Murat e Fahriye irão se reunir após atuarem juntos no filme Sonsuz Aşk (tradução livre: Amor Eterno, 2017). Produzida pela NTC Media, terá roteiro de Yekta Torun e direção de Semih Bağcı. As filmagens que agora mostrarão as cidades de Göcek e Bodrum, devem começar na primeira quinzena de maio.
Data de estreia de Mezarlık: a terceira temporada de Mezarlık (tradução livre: Cemitério, 2022) estreia na Netflix em 28 de agosto de 2026. Protagonizada por Birce Akalay, no papel da comissária chefe Önem Özülkü, a trama da série mostra uma mulher que lidera uma unidade especial em Istambul para solucionar feminicídios sem resposta.
Uzak Şehir na Prime Vídeo Turquia: a plataforma Prime Video adquiriu os direitos para disponibilizar os episódios da dizi de sucesso Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante, 2024), que atualmente está em sua segunda temporada e tem Ozan Akbaba e Sinem Ünsal como protagonistas. A produção da AyNA Yapım terá os episódios liberados na plataforma, apenas na Turquia, logo após a exibição no Kanal D.
Hakan Meriçliler entra para o elenco de Daha 17: a dizi Daha 17 (tradução livre: Apenas 17), produção da Pastel Film para a Kanal D, segue com as filmagens entre Istambul e Bodrum e tem estreia prevista para junho. O elenco, que já inclui Çağan Efe Ak como Aras, ganha um novo reforço com a chegada de Hakan Meriçliler, que se junta ao projeto a partir do segundo episódio. A produção também reunirá novamente Çağan Efe Ak e Yusuf Selim Uğurlu, que trabalharam juntos em Deha (tradução livre: Gênio, 2024).
Selim Bayraktar retorna como ator convidado na dizi Mehmed: Fetihler Sultanı: segundo informações de bastidores, o ator Selim Bayraktar, que interpretou o personagem Çandarlı Halil Pasha na dizi Mehmed: Fetihler Sultanı (tradução livre: Mehmed: Sultão das Conquistas, 2024) e deixou a produção exibida às terças no TRT1 na temporada anterior, retornará em um dos próximos episódios como convidado, durante uma cena de sonho.
Novo ator na dizi A.B.I.: a produção da OGM Pictures para o canal ATV, que registra a maior audiência de terça, ganhou um novo personagem. O ator Sinan Sicimoğlu, que se destacou em projetos internacionais, juntou-se ao elenco no episódio 13, exibido na última terça (14). Sinan entra na trama como Hayalet (Fantasma), companheiro de Doğan (Kenan İmirzalıoğlu), a quem ele salvou da morte no passado.
Zerrin Tekindor retorna às telas em Yeraltı: a atriz Zerrin Tekindor está de volta à televisão na nova fase da série Yeraltı (tradução livre: Submundo, 2026), produção que segue movimentando as noites de quarta. Na trama, Tekindor interpretará a tia da personagem Ceylan, vivida por Devrim Özkan. A entrada da atriz é tratada como um dos grandes reforços da temporada, destacando ainda mais o peso do elenco da produção.
Kaan Yıldırım poderá ser protagonista de dizi com Hazal Subaşı: após o anúncio de que Hazal Subaşı seria protagonista da nova dizi produzida pela ARC Yapım para a HBO Max, informações de bastidores apontam que o papel principal masculino pode ser vivido pelo ator Kaan Yıldırım. Escrita por Levent Cantek, a produção terá direção de Deniz Yorulmazer, sendo composta por oito episódios. A trama será centrada em Zeyno, casada com Pamir, e que ao sofrer um acidente, perde a memória e se vê em meio a um escândalo após o ocorrido.
Burcu Biricik e Alican Yücesoy protagonizam İnsanlar: a nova dizi İnsanlar (tradução livre: Pessoas) teve sua leitura de roteiro realizada recentemente e já começa a ganhar forma para a próxima temporada. A produção tem como cenário principal um luxuoso condomínio em construção, onde personagens de diferentes classes sociais se veem envolvidos em uma rede de conflitos após um crime impactante. No elenco principal, Burcu Biricik e Alican Yücesoy interpretam um casal, ao lado de nomes como Özgürcan Çevik e Serra Arıtürk, compondo o núcleo central da história. As filmagens estão previstas para começar no fim de maio, em Chipre, e a produção segue em negociação para ser exibida na HBO Max.
Nova dizi dirigida por Ali Bilgin: após o sucesso da dizi Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você é Quem Eu Amo, 2026), a produtora Ay Yapım está preparando uma nova dizi para o canal Star TV. Intitulada Doğanın Kanunu (tradução livre: A Lei da Natureza), será escrita por Barış Erdoğan e İlker Arslan. A comédia romântica, para a qual as audições de elenco já começaram, será filmada em Urla. A trama será focada em Yaman, cuja candidatura a um emprego na Karaman Holding termina em decepção, e Doğa, filha do chefe da empresa, quando seus caminhos se cruzam novamente cinco anos depois.
Sultana estreia no Festival de Cinema de Istambul: o filme Sultana, dirigido por Ali Kemal Güven, terá sua estreia mundial na 45ª edição do Festival de Cinema de Istambul. Ambientado em uma casa noturna de Istambul, o longa mergulha nas dinâmicas de poder entre mulheres, explorando rivalidades, hierarquias e estratégias de sobrevivência. A produção apresenta uma narrativa inspirada em contos clássicos, reinterpretados em uma atmosfera sombria e estilizada. No elenco principal estão Tûba Büyüküstün, Derya Pınar Ak, Seray Kaya, Rojbin Erden, entre outros nomes de destaque, além da participação especial de Nur Sürer.
Amor de Aluguel estreia no Brasil em formato diário no YouTube: a dizi Amor de Aluguel (Kiralık Aşk, 2015) estreia no Brasil em 4 de maio de 2026, inaugurando um novo formato de exibição no YouTube em parceria com a Sofa DGTL, com episódios dublados publicados diariamente no canal Noverama TV, de segunda a sábado, às 19h. A produção acompanha Defne (Elçin Sangu), uma jovem garçonete que aceita um acordo para conquistar o empresário Ömer (Barış Arduç) e salvar seu irmão de dívidas. A iniciativa aposta na lógica de consumo da TV tradicional dentro do ambiente digital, criando o hábito de acompanhamento contínuo pelo público.
Segunda temporada da dizi Çırak com Ozan Akbaba: de acordo com a jornalista Birsen Altuntaş, a dizi Çırak (tradução livre: O Aprendiz), exibida na plataforma TRT tabii, terá sua segunda temporada produzida após o sucesso do primeiro ano, lançado em 27 de novembro de 2024. O projeto, estrelado por Ozan Akbaba ao lado de Damla Sönmez, segue como uma das produções em destaque do ator, que também assina o roteiro junto com Birol Tezcan. A nova temporada, prevista para ter cerca de 10 episódios, deve ser finalizada até o fim de agosto, antes do início das gravações da terceira temporada de Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante, 2024).
Elifcan Ongurlar entra para Haysiyet: a dizi Haysiyet (tradução livre: Dignidade), uma versão moderna de Yaprak Dökümü (tradução livre: Queda das Folhas), segue ampliando seu elenco e acaba de confirmar Elifcan Ongurlar no papel de Suzan, a nora da família Karlıova: personagem que promete trazer a mesma intensidade icônica de Ferhunde. Protagonizada por Doğukan Güngör e dirigida por Eda Teksöz, a produção ainda negocia a entrada de Kerem Alışık para viver o patriarca Sadık.
Damla Sönmez entra para Kayıp Zaman: a dizi de codinome Kayıp Zaman (tradução livre: Tempo Perdido), nova produção da HBO estrelada por Hazal Subaşı e Kaan Yıldırım, segue em preparação e acaba de ganhar um reforço de peso no elenco: Damla Sönmez, que dará vida à personagem Belgin. Escrita por Levent Cantek e dirigida por Deniz Yorulmazer, a trama gira em torno de vingança e segredos do passado, e traz Belgin como peça-chave da história — melhor amiga e sócia de Zeyno, casada com Pamir, envolvendo-se diretamente nos conflitos mais intensos da narrativa.
Já assistiu? Entrevista com Emin Günenç já passa de 37 mil visualizações: aentrevista exclusiva com Emin Günenç, protagonista de Arafta (tradução livre: No Limbo), já ultrapassou 37 mil visualizações e continua repercutindo entre os fãs. No conteúdo, o ator fala sobre o sucesso da dizi, sua parceria com İlsu Demirci e compartilha momentos descontraídos — a entrevista completa já está disponível para quem ainda não conferiu. Veja aqui.
Rapidinhas
– Dizi com Ülkü Hilal Çiftçi, chamada Tabletin Sırrı (tradução livre: O Segredo da Mesa, 2026) estreou na última semana no YouTube. A série juvenil de fantasia, do canal Vialand Medya, é composta por 16 episódios.
– Dizi Kıskanmak (tradução livre: Inveja, 2025) não foi ao ar nesta semana devido à falta de receita publicitária.
– Filme Başıbozuklar (tradução livre: Perdidos, 2026), com Gonca Vuslateri, Mustafa Üstündağ e İpek Filiz Yazıcı foi lançado ao público turco nesta sexta (17).
– Na próxima quarta, as dizis A.B.I. – Aile Bir İmtihandır (tradução livre: A Família é um Teste, 2026) e Kuruluş Orhan (tradução livre: A Criação de Orhan, 2025) não irão ao ar devido a transmissão de jogos de futebol.
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Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 6/4 a 11/4
Texto revisado por Cristiane Amarante e Kaylanne Faustino
Após final surpreendente, protagonista confirma que a história não chegou ao fim
“Vamos apenas dizer que novidades estão chegando logo”, declarou Emin Günenç ao anunciar a segunda temporada de Arafta, sucesso do Kanal 7. Em uma postagem no Instagram oficial da dizi, a renovação foi confirmada, acendendo a ansiedade dos fãs após um final que deu o que falar.
O tão esperado fim da primeira temporada começou com o casamento dos protagonistas. Ates Karahan (Emin Günenç) e Mercan Yildirim (Ilsu Demirci) finalmente se uniram em matrimônio, oficializando a história de amor que conquistou os telespectadores.
As cenas de casamento e o primeiro beijo dos personagem aqueceu o coração dos fãs e as redes sociais ficaram inundadas com a hashtag #MerTeş.

Enquanto o casal comemorava, outros personagens não estavam tão felizes com a união. Asli Taner (Ezgi Dalgiç), apaixonada pelo Ates, e Nezir Keseroglu (Kaan Arkat), que carrega sentimentos por Mercan, não se conformam com o casamento e planejam um ataque no aguardado dia.
Quando Asli aponta uma arma em direção a Mercan, Ates se coloca na frente para salvar a amada e acaba levando um tiro. Ambos fogem da festa e o protagonista, agora lesionado, perde a consciência e cai no chão, retornando a uma cena que já havia aparecido no início da série.
O público ficou cheio de ansiedade para saber quem estará ou não nos próximos episódios da dizi. O que podemos dizer até agora é: Emin está confirmado na segunda temporada, pois, além de aparecer no vídeo oficial de renovação, o ator acabou dando um spoiler. Emin estava no set de Arafta, usando o anel de noivado do personagem, quando concedeu a entrevista exclusiva para o Entretetizei.
Por fim, segundo mensagem no fim do último episódio da 1ª temporada: “Este verão [turco], o destino traz um novo desafio pela frente“.
O que você espera da segunda temporada de Arafta? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!
Leia também: Entrevista exclusiva | Emin Günenç fala sobre o sucesso de Arafta e sua intensa parceria com İlsu Demirci
Agradecimento: Ann Zara Asakawa
Texto revisado por Kaylanne Faustino
Às vésperas do aniversário de um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, o Clube do Livro do Entretê revisita a vida, os versos e o legado de um dos maiores poetas do cotidiano
Há poetas que escrevem sobre o sublime. Manuel Bandeira escreveu sobre o café da manhã, a rua sem saída, a febre que não passa. Mais do que um poeta, foi um observador atento da vida, alguém que soube traduzir sentimentos universais com uma linguagem acessível, direta e profundamente sensível. E, de alguma forma, saía disso tudo algo grandioso.

Nascido em Recife, no dia 19 de abril de 1886, Bandeira passou boa parte da vida às sombras da tuberculose – e foi exatamente dessa sombra que surgiu uma das vozes mais luminosas da literatura brasileira. Ele queria ser arquiteto, mas a doença fechou essa porta. Então a poesia surgiu e abriu uma janela.
Entre a doença e a escrita: a formação de um poeta
O diagnóstico de tuberculose aos 18 anos afastou Bandeira de uma vida considerada convencional e o levou a longos períodos de isolamento, além de viagens em busca de tratamento – entre elas, dois anos no Sanatório de Clavadel, na Suíça, onde por uma dessas coincidências da história literária conviveu por algum tempo com o poeta surrealista francês Paul Éluard (Últimos Poemas de Amor, 1963).

Essa experiência, no entanto, não limitou sua produção. A convivência constante com a fragilidade da vida moldou sua escrita, marcada por reflexões sobre o tempo, a morte e a existência. Em vez de grandiosidade, sua poesia escolheu o caminho da intimidade. De dentro de sanatórios e de quartos apertados no Rio de Janeiro, Bandeira construiu um universo onde a vida simples não era limitação, mas matéria-prima.
O cotidiano como projeto poético
Integrante do movimento modernista brasileiro, Manuel Bandeira teve sua obra associada à Semana de Arte Moderna de 1922, mesmo sem ter participado diretamente do evento. Durante a ocasião, o poema Os Sapos (1918), de sua autoria, foi declamado por Ronald de Carvalho (Pequena História da Literatura Brasileira, 1919) e acabou sendo intensamente vaiado, sobretudo por seu tom crítico aos poetas parnasianos – o que reforça seu papel na ruptura com os padrões rígidos da literatura da época.

Mais do que aderir ao modernismo, Bandeira o incorpora de forma radical: verso livre, linguagem do dia a dia, ironia e a valorização de temas banais se tornam pilares de sua poesia, marcando um verdadeiro divisor de águas em sua trajetória. Mas seu modernismo tinha um sabor próprio: mais íntimo, mais humano, quase confessional.
Essa virada se consolida de forma emblemática em Libertinagem (1930), obra frequentemente lida como um amplo repertório das possibilidades abertas pelo modernismo brasileiro. É ali que Bandeira explicita, inclusive em tom quase programático, seu rompimento com formas tradicionais.
No poema Poética, por exemplo, o escritor rejeita o “lirismo bem comportado” e propõe uma escrita mais livre, caótica e vital, alinhada à própria experiência da vida.

O que torna a obra de Manuel Bandeira tão marcante é justamente sua capacidade de ressignificar o cotidiano, transformando cenas aparentemente banais em experiências de forte impacto simbólico. Um trem, uma rua, uma lembrança ou um instante corriqueiro ganham densidade em seus versos. Em O Bicho, publicado em 1947, essa operação atinge um de seus pontos mais contundentes.
Ao longo do poema, a construção imagética conduz o leitor a associar a figura descrita a um animal, tanto pela ambientação quanto pelo comportamento apresentado. No entanto, é na ruptura final que o sentido se reorganiza: “O bicho, meu Deus, era um homem.” O verso não apenas revela, mas desestabiliza. A recusa de adjetivos e de qualquer mediação emocional explícita intensifica o impacto, deslocando a violência da cena para o campo da percepção do leitor.

Mais do que descrever a miséria, Bandeira expõe um processo de desumanização, utilizando a simplicidade formal como estratégia para potencializar o choque. O efeito não está no excesso, mas na contenção, e é justamente nesse equilíbrio que o poema se impõe como uma de suas imagens mais duras e inesquecíveis.

Já em Pneumotórax – um de seus poemas mais autobiográficos –, Manuel Bandeira constrói uma cena clínica que, à primeira vista, se aproxima do relato quase documental de sua condição de saúde. No entanto, é justamente na quebra de expectativa que o poema se afirma: ao encerrar com o célebre “À única coisa a fazer é tocar um tango argentino”, o autor desloca o peso da tragédia para o campo do absurdo. A ironia não suaviza a dor, mas a reconfigura, transformando o desfecho em um gesto de resistência. Esse tipo de operação é recorrente em sua obra, que articula lirismo e melancolia a um humor sutil e, por vezes, desconcertante – recurso que amplia a densidade interpretativa de seus textos e convida o leitor a um envolvimento que vai além da superfície emocional.
A arquitetura da alma: o refúgio poético de Pasárgada
Se existe um poema que resume o espírito de Bandeira, talvez seja Vou-me Embora pra Pasárgada (1930). Escrito na maturidade, o poema cria um lugar idealizado, quase utópico, onde é possível escapar das limitações da vida real – um refúgio imaginário que dialoga diretamente com os próprios anseios do poeta. É um sonho de evasão, mas também um grito de quem está preso.
Mais do que um simples espaço de fuga, Pasárgada pode ser lida como uma construção simbólica profundamente ligada à trajetória do autor. Impedido de seguir a carreira de arquiteto por conta da doença, Bandeira encontra na poesia uma outra forma de edificar mundos possíveis. Nesse sentido, o poema funciona como uma espécie de projeto imaginário: cada verso organiza um espaço de liberdade, desejo e autonomia que lhe foi negado na vida concreta.

O nome Pasárgada, aliás, foi inspirado em algo que Bandeira havia lido na infância: a capital do Império Aquemênida, na Pérsia antiga. Ele nunca foi até lá. O lugar era, para ele, pura invenção – o que talvez explique por que funciona tão bem como metáfora de tudo que é desejado e inalcançável. Mais do que um território idealizado, Pasárgada se configura como uma verdadeira arquitetura da alma, uma resposta poética às limitações impostas pela realidade. Não é um lugar de grandiosidade, é um lugar onde a vida seria possível. E talvez seja por isso que o poema atravessou décadas e ainda ressoa: todo mundo, em algum momento, quis ir embora pra Pasárgada.
Notas sobre o homem por trás da obra
Bandeira estudou arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, mas teve que abandonar o curso por causa da tuberculose. Ele sempre dizia, com humor, que a doença havia feito sua escolha por ele.
Na vida acadêmica, foi professor de literatura no Colégio Pedro II e, mais tarde, lecionou literatura hispano-americana na Universidade do Brasil, hoje UFRJ. Era conhecido por ser didático e generoso com os alunos.

Foi justamente Mário de Andrade quem lhe deu o apelido que ficou para a história: São João Batista do Modernismo, em reconhecimento ao fato de que Bandeira havia aberto caminho para a renovação literária na Semana de 22, com seu poema Os Sapos.
Portas de entrada para a obra de Bandeira
Para quem nunca leu Bandeira, o melhor ponto de entrada é Estrela da Vida Inteira (1965), a antologia definitiva organizada pelo próprio poeta, que reúne poemas de toda a carreira em um único volume. É uma leitura que dá a dimensão completa do quanto sua voz foi consistente e, ao mesmo tempo, surpreendente, ao longo das décadas.

Quem quiser ir direto à fase mais celebrada pode começar por Libertinagem, de 1930, o livro que consolidou seu lugar no Modernismo e onde estão os poemas Vou-me Embora pra Pasárgada e O Cacto.
Vale também conhecer Estrela da Manhã (1936) e Belo Belo (1948), que reúnem alguns de seus poemas mais emblemáticos e mostram a variedade de registros que Bandeira dominava com igual maestria.
Já para entender o homem por trás dos versos, Itinerário de Pasárgada, de 1954, é uma leitura indispensável: um livro de memórias em prosa, escrito com a mesma delicadeza da sua poesia, em que Bandeira conta a própria vida sem autocomiseração e com muito humor.
A permanência de Bandeira
Manuel Bandeira morreu em 1968, no Rio de Janeiro, aos 82 anos – uma longevidade que ele mesmo considerava uma ironia, já que a tuberculose havia tentado derrubá-lo desde os 20, mas é difícil ver ironia aí. Parece mais justiça poética: a vida deu tempo suficiente para que ele escrevesse tudo que precisava.
Celebrar o aniversário de Bandeira é também revisitar uma obra que convida à pausa, à contemplação e ao sentir. Seu legado vai além dos livros: ele ajudou a redefinir o que é fazer poesia no Brasil, abrindo caminho para novas vozes e novas formas de expressão. Ao valorizar o cotidiano e a subjetividade, mostrou que a poesia pode estar em qualquer lugar, basta olhar com atenção.
Em um mundo cada vez mais acelerado, seus versos permanecem como um lembrete de que, muitas vezes, é na simplicidade que reside o que há de mais essencial. Seus poemas continuam vivos nos livros didáticos, nas citações de redes sociais, nas bocas de quem ainda quer ir embora pra Pasárgada. Poucos escritores brasileiros conseguiram tanto com tão pouco. E poucos souberam, como ele, fazer da limitação uma forma de liberdade.

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Texto revisado por Kalylle Isse
Dia 18 de Abril celebra o Dia Nacional do Livro Infantil no Brasil, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, pioneiro da literatura infantil
O Dia Nacional do Livro Infantil vai além de uma homenagem a um escritor: é um momento muito importante para lembrarmos de valorizar todos os autores nacionais que se dedicam a criar histórias capazes de incentivar o público infantil a desenvolver o hábito da leitura.
Pensando em como os livros infantis estimulam a criatividade, ajudam no aumento do vocabulário e na descoberta de sentimentos e emoções, a Entretetizei preparou uma seleção de obras maravilhosas – algumas já lidas por esta redatora – , separadas em grupos de livros perfeitos para você ler com uma criança, indicar ou até mesmo para relembrar um pouco da sua própria infância.
Identidade, diversidade e aceitação

Neste grupo, iremos indicar livros que abordam, em suas histórias, a identidade, a diversidade e a aceitação. Esses livros contam histórias que buscam incentivar a autoestima e mostrar que cada pessoa é única, ajudando as crianças a se aceitarem do jeito que elas são.
No livro Menina Bonita do Laço de Fita, da autora Ana Maria Machado, temos uma história que valoriza a beleza negra e a diversidade.
Em Flicts, do autor Ziraldo, temos a história de uma cor que busca seu lugar no mundo.
Em Cor que Eu Sou, da autora Patrícia Gomes, temos uma história que reforça o orgulho da própria identidade.
Em Zebrosinha, da poeta Bruna Beber, temos uma história que aborda as diferenças de forma leve e poética.
Sociedade, convivência e regras

Neste grupo, iremos indicar livros que tratam de sociedade, convivência e regras, trazendo histórias que possuem narrativas de fácil compreensão para as crianças, mostrando a importância do diálogo entre as pessoas, as consequências de suas escolhas e a importância das regras.
No livro O Reizinho Mandão, da autora Ruth Rocha, temos uma história que mostra os problemas enfrentados por um reino governado por um reizinho mandão, que não escuta ninguém e cria regras/leis absurdas.
Já no livro Festa no Céu: um conto do nosso folclore, da autora Angela Lago, temos uma história muito divertida sobre esperteza, consequência e convivência, tudo isso refletido na interação entre os animais.
Infância e emoções

No último grupo, iremos indicar um clássico literário que aborda a infância e as emoções, mostrando a importância de explorar sentimentos desde a infância.
O livro O Meu Pé de Laranja Lima, do autor José Mauro de Vasconcelos, fala sobre a infância de um menino sensível e a descoberta de suas emoções por meio de um gesto de afeto, mostrando como as experiências podem influenciar no emocional e na construção da identidade de uma criança.
Esses livros foram escolhidos pois mostram como a literatura nacional brasileira ajuda na contribuição do desenvolvimento emocional, social e cultural das crianças, mostrando que mesmo alguns sendo livros antigos, os mesmos permanecem atuais.
E você, já leu algum desses livros ou pretende indicar ? Conta para a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê.
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Texto revisado por Kaylanne Faustino
