Do diretor Shangjun Cai, o longa-metragem que rendeu um prêmio de Melhor Atriz à Zhilei Xin estreia dia 25 nos cinemas brasileiros
Aclamado pela crítica internacional, o filme O Sol Nasce para Todos (2025) chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, dia 25 de junho, após uma surpreendente participação em festivais internacionais em 2025.
O longa chinês conta com a direção de Shangjun Cai, prestigiado no Festival de Veneza e vencedor de outros prêmios como o Leão de Prata de Melhor Direção pelo drama criminal People Mountain People Sea (2011), e com a atriz Zhilei Xin no papel principal, consagrada com o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Veneza de 2025 por seu papel em O Sol Nasce para Todos.
Foto: divulgação/Synapse Distribution
A trama acompanha o ex-casal Meiyun (Zhilei Xin) e Baoshu (Songwen Zhang), separados pelas circunstâncias da vida, mas unidos por um segredo devastador. Após ele assumir a culpa por um crime cometido por ela, Baoshu retorna à liberdade diante de uma realidade dura e desencantada, enquanto antigas feridas e sentimentos mal resolvidos voltam à tona.
Mesmo distantes, os dois percebem que seus caminhos continuam conectados, em uma relação marcada por culpa, ressentimento e tudo aquilo que o tempo nunca conseguiu apagar.
Confira o trailer:
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Uma das franquias mais amadas do cinema brasileiro retorna às telonas reunindo Glória Pires e Tony Ramos aos novos protagonistas Cleo Pires e Rafael Infante
Depois de sua última troca de corpos, a franquia mais amada do cinema brasileiro está de volta! Se Eu Fosse Você 3 chega aos cinemas de todo o país em 3 de setembro de 2026, trazendo de volta Gloria Pires e Tony Ramos como os personagens que conquistaram milhões de espectadores e se tornaram parte da cultura popular brasileira.
Foto: divulgação/Eny Miranda
Neste novo capítulo, a história acompanha Bia (Cleo Pires), agora adulta e casada com Aquiles (Rafael Infante). Enquanto uma nova geração assume o protagonismo da trama, Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) voltam para a história repleta de humor, conflitos familiares e situações inesperadas.Quando o raio parece cair mais uma vez no mesmo lugar, a família toda é levada a encarar um novo desafio: aprender a se colocar no lugar do outro… talvez de um jeito bem literal.
Além do quarteto protagonista, o elenco de Se Eu Fosse Você 3 conta ainda com Valentina Daniel, Paulo Rocha, Yohama Eshima, Dan Ferreira, Rosi Campos e a participação especial de Fefe Schneider.
Foto: divulgação/Eny Miranda
Se Eu Fosse Você 3 é dirigido por Anita Barbosa, com supervisão artística de Daniel Filho, responsável pela direção de Se Eu Fosse Você (2006) e Se Eu Fosse Você 2 (2009), e roteiro de Leandro Soares. A produção é da Total International, com coprodução e distribuição da Buena Vista International.
E aí, gostou de saber mais sobre esse grande sucesso nacional? Está ansiosa para a continuação da comédia? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.
Do luto amoroso ao recomeço: leituras para quem está aprendendo a seguir em frente depois do fim de um relacionamento
O amor está no ar no mês de junho, mas claro que não vamos esquecer dos desiludidos. Cada pessoa lida com uma decepção amorosa de um jeito, mas existe algo que perpassa todas as histórias: ninguém sai de um relacionamento exatamente como entrou. Quando uma relação acaba, surgem conselhos de todos os lados. Bloqueie. Siga em frente. Ocupe a cabeça. Conheça pessoas novas. Isso quando não aparecem fórmulas milagrosas prometendo curar um coração partido em cinco passos.
A verdade é que nem sempre a melhor forma de superar algo é correr para esquecê-lo. Às vezes, o que mais ajuda é se sentir compreendido, entender o que aconteceu, dar nome ao que está doendo. Porque terminar um relacionamento não significa apenas perder alguém, significa perder planos, hábitos, rotinas, versões de si mesmo e até expectativas de futuro. Como diria Carrie Bradshaw, em Sex and the City: “Computadores quebram, pessoas morrem e relacionamentos desmoronam. O melhor que podemos fazer é respirar fundo e recomeçar.” Ela só esqueceu de mencionar que, às vezes, um bom livro também ajuda.
Foto: reprodução/ HBO
Nesta lista, você não vai encontrar manuais de autoajuda ou promessas de cura instantânea. Aqui, os livros servem para outra coisa: um abraço quentinho ou um “acorda pra vida” para quem está passando por qualquer uma das fases do pós-término.
Amar é Assim (2024)
Foto: reprodução/ Editora Intrínseca
Amar é Assim, de Dolly Alderton, é para quem ainda está preso naquela fase de tentar entender por que acabou. No livro, acompanhamos Andy, um comediante que transforma o próprio término em uma investigação quase obsessiva. Entre mensagens antigas, tentativas frustradas de se reinventar e decisões questionáveis que qualquer pessoa de coração partido provavelmente já tomou, ele tenta entender onde tudo deu errado.
O mais interessante é que Andy está longe de ser um protagonista perfeito. Em alguns momentos, ele é inseguro, carente e até irritante. Mas é justamente isso que o torna tão humano. Afinal, quem não fica um pouco insuportável no pós-término?
Ao longo da narrativa, fica claro que a cura não acontece em um grande momento de revelação. Ela surge aos poucos: nas conversas com amigos, no passar dos dias e na descoberta de que existe vida para além daquela história.
É um livro para ler quando você ainda está procurando respostas e começa a suspeitar que talvez nem todas elas existam.
Paixão Simples (2023)
Foto: reprodução/ Editora Fósforo
Paixão Simples, de Annie Ernaux, também fala sobre amor, mas não espere declarações grandiosas ou finais felizes.
O livro acompanha uma mulher completamente consumida pela espera de um homem. Tudo gira em torno da próxima ligação, da próxima visita, do próximo sinal de interesse. O amor deixa de ser apenas um sentimento e passa a organizar o tempo, a rotina e os pensamentos.
Com uma escrita enxuta e brutalmente honesta, Ernaux descreve algo que muita gente sente, mas poucos admitem: a capacidade que uma paixão tem de ocupar todos os espaços da vida.
Ler esse livro depois de um término pode ser desconfortável. E talvez seja justamente por isso que vale a pena. Porque ele ajuda a enxergar, com certa distância, os lugares onde o amor virou obsessão e onde esquecemos de nós mesmos.
A gente Mira no Amor e Acerta na Solidão (2022).
Foto: reprodução/ Editora Planeta
Existe uma frase que marca os livros de Ana Suy: muitas vezes não sofremos apenas pelo fim de uma relação, mas pelo encontro inevitável com a nossa própria solidão.
Em A gente Mira no Amor e Acerta na Solidão, a psicanalista mistura reflexões clínicas, experiências pessoais e referências culturais para desmontar algumas das fantasias que construímos sobre o amor romântico. Sem transformar a solidão em inimiga ou o relacionamento em solução para todos os problemas, a autora mostra que nenhuma pessoa é capaz de preencher todos os vazios que carregamos.
É uma leitura justamente para aquele momento em que a dor começa a mudar de forma. Quando você deixa de perguntar apenas por que a relação acabou e passa a perguntar o que pode aprender com ela.
Tudo Sobre o Amor (2021)
Foto: reprodução/ Editora Elefante
Poucos livros questionam tanto as nossas ideias sobre relacionamentos quanto Tudo Sobre o Amor, mais um de Bell Hooks.
Antes de falar sobre romances, a autora tenta responder uma pergunta básica: afinal, o que é amar? Ao longo das páginas, Hooks mostra como muitas das nossas crenças amorosas estão ligadas à posse, dependência emocional e idealizações que aprendemos desde cedo. Para ela, amar tem muito mais relação com cuidado, respeito e responsabilidade do que com sofrimento.
Depois de um término, a leitura funciona quase como uma reorganização de móveis dentro da cabeça. Algumas certezas caem. Outras surgem no lugar. Você pode terminar o livro sem todas as respostas, mas dificilmente continuará fazendo as mesmas perguntas.
Diferente das anteriores, essa obra não tenta explicar o amor nem ensinar como sobreviver a ele, mas constrói uma conversa profunda entre um autor e sua personagem para refletir sobre tudo aquilo que permanece quando as histórias acabam.
É um livro cheio de perguntas e quase nenhuma resposta pronta. Por isso que faz tanto sentido depois de um término. Porque, em algum momento, toda separação nos leva à mesma questão: quem sou eu quando deixo de ser “nós”?
Nenhum livro desta lista vai impedir uma mensagem enviada às 2h da manhã, apagar fotos da galeria ou transformar um término doloroso em uma lembrança bonita da noite para o dia. Mas todos eles oferecem algo muito valioso nessa fase: companhia. Porque existe um pequeno alívio em descobrir que alguém, em algum lugar, já sentiu algo parecido.
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Nova faixa do álbum ARIRANG aborda amadurecimento, ciclos da vida e os sentimentos vividos pelos integrantes após o serviço militar
O BTS surpreendeu os fãs nesta sexta (19) com o lançamento do clipe de Merry Go Round. A produção rapidamente movimentou as redes sociais, especialmente entre os ARMYs, que não demoraram a encontrar referências e simbolismos conectados à trajetória do grupo.
Logo nas primeiras cenas, os fãs mais atentos perceberam uma referência direta a Spring Day, uma das músicas mais emblemáticas da carreira do septeto. A frase you never walk alone aparece no vídeo e funciona como uma conexão emocional entre diferentes momentos da discografia do BTS, reforçando temas como saudade, crescimento e esperança.
Em Merry Go Round, o grupo explora sentimentos ligados ao amadurecimento e à sensação de estar preso em ciclos que parecem se repetir continuamente. A música também traz reflexões sobre as mudanças vividas pelos integrantes nos últimos anos, especialmente durante o período de serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.
Durante uma transmissão ao vivo, RM revelou que a imagem de um carrossel esteve presente em seus pensamentos por muito tempo, inclusive durante o alistamento militar. Segundo o artista, a faixa nasceu dessa sensação de estar girando sem conseguir descer, uma metáfora para os desafios, dúvidas e emoções acumulados ao longo da vida.
O líder do BTS também destacou que Merry Go Round é uma das músicas mais melancólicas de ARIRANG, novo álbum do grupo lançado em março. A canção aborda temas como culpa, exaustão emocional e a busca por respostas em meio às incertezas da vida adulta.
Com uma letra introspectiva e uma estética carregada de simbolismos, Merry Go Round reforça uma das características mais marcantes do BTS: a capacidade de transformar experiências pessoais em histórias universais. Ao revisitar elementos que remetem a Spring Day, o grupo cria uma ponte entre diferentes fases de sua carreira, oferecendo aos fãs uma nova perspectiva sobre recomeços, crescimento e a passagem do tempo.
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A lista reúne filmes, documentários e curtas para assistir no streaming que está popularizando o acesso à cultura nacional
Neste dia do cinema nacional (19), a democratização do acesso a filmes brasileiros está cada vez maior, e você pode conferir gratuitamente obras essenciais que moldaram nossa cultura e nosso pensamento, com temáticas contemporâneas ou clássicas. Depois de um ano de espera, lançado em 30 de maio, durante o Rio2C, o streaming Tela Brasil está no ar reunindo filmes, séries, documentários, curtas, médias-metragens e produções seriadas nacionais em um único ambiente digital, a primeira plataforma pública federal de streaming dedicada ao audiovisual brasileiro.
O serviço é gratuito e funciona por meio de login de usuários já cadastrados no Gov.br. Inicialmente, a plataforma criada pelo Governo Federal e pelo Ministério da Cultura incluiu cerca de 555 títulos brasileiros no catálogo, produzidos entre 1910 e 2025, abrangendo clássicos do cinema nacional, conteúdos educativos e obras que já representaram o Brasil no Oscar, entre elas, 19 longas que disputaram a categoria de melhor filme internacional. A maioria são curtas-metragens, uma boa oportunidade para conferir produções muito boas que raramente chegam ao grande público, já que às vezes nem entram nas telas ou plataformas comerciais.
A plataforma pode ser acessada pela web, e as versões para o celular ainda estão sendo desenvolvidas e devem ser lançadas em breve. Pensando nisso, o Entretê selecionou sete filmes que valem a pena conferir no Tela Brasil neste dia do cinema nacional, em um movimento de prestígio à nossa cultura e de ampliação do alcance de produções nacionais, garantindo o direito cultural à população brasileira.
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)
Foto: reprodução/Paulo Gil Soares
Marco do cinema novo, o clássico dirigido por Glauber Rocha, Deus e o Diabo na Terra do Sol,é um filme de 1964 que acompanha Manuel (Geraldo Del Rey), um vaqueiro que se revolta por ser explorado pelo Coronel Moraes e mata o homem em uma briga. Perseguido por jagunços, ele foge com sua esposa, Rosa (Yoná Magalhães), e se junta a um grupo de seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva) que promete o fim do sofrimento por meio do retorno do catolicismo místico e de rituais. Enquanto isso, o matador de cangaceiros Antônio das Mortes (Maurício do Valle) é contratado para exterminar os seguidores do beato, tudo isso com o sertão como pano de fundo. O casal Manuel e Rosa atravessa uma jornada intensa cheia de reviravoltas, violência e injustiça social pelo caminho.
O filme estreou no Festival de Cannes de 1964, onde competiu pela Palma de Ouro, prêmio de maior prestígio do Festival. Entre os inúmeros prêmios recebidos estão o Prêmio Especial do Júri no Festival de Acapulco em 1966 e o Prêmio Saci de Melhor ProdutorparaLuiz Augusto Mendes e Melhor Ator Coadjuvante paraMaurício do Valleem 1965. Deus e o Diabo na Terra do Sol é uma obra emblemática do cinema brasileiro e foi escolhida pelo Ministério das Relações Exteriores como representante do Brasil ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 1965, embora não tenha sido indicada na categoria. A obra ainda ocupa o segundo lugar na lista da Abraccine dos cem melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Não pode deixar de conferir!
A Hora da Estrela (1985)
Foto: divulgação/Vitrine Filmes
Baseado no romance de Clarice Lispector e dirigido por Suzana Amaral, A Hora da Estrela (1985) conta a história breve e triste de Macabéa (Marcélia Cartaxo), uma nordestina de 19 anos, semianalfabeta, sem condições de se sustentar decentemente, órfã de pai, mãe e da tia que a criou. Ela migra para São Paulo em busca de melhores condições e oportunidades. Lá ela se torna datilógrafa e passa a morar em uma pensão com outras três mulheres.
Macabéa nunca teve grandes emoções na vida e é indiferente a elas. Conhece então Olímpico de Jesus (José Dumont), um operário metalúrgico, e os dois começam a namorar. Porém a relação não avança: Olímpico acaba trocando Macabéa, a quem chama de cabelo na sopa, por Glória (Tamara Taxman), colega de trabalho dela. Glória então recomenda à moça uma cartomante para que se sinta melhor e tenha expectativas mais positivas sobre a vida. A cartomante diz que a sua vida irá mudar: o ex vai querer voltar, ela vai ganhar uma grande fortuna e vai se casar com um gringo lindo que se apaixonará por ela.
O filme foi realizado pela Embrafilme e produzido pela Raiz Produções. Estreou no Festival de Cinema de Brasília em 1985, onde levou quase todos os prêmios, e foi exibido também no Festival de Cinema de Berlim em 1986, onde recebeu inclusive o Urso de Pratade Melhor Atriz para Marcélia Cartaxo, um feito surpreendente para uma produção nacional. O filme é considerado um clássico do cinema brasileiro, abordando injustiças sociais, amores, solidão e invisibilidade social.
Olga (2004)
Foto: divulgação/Globo Filmes
Um drama histórico maravilhoso e digno de apreciação! Jayme Monjardim dirigiu em 2004 o filme Olga, um dos filmes brasileiros mais impactantes e à altura de produções internacionais. Acompanhando a ativista Olga Benário (Camila Morgado) até o seu fim trágico nas câmaras de gás nazistas, o longa dá o peso necessário a uma das histórias mais emblemáticas da Segunda Guerra Mundial. Inspirado na biografia escrita por Fernando Morais sobre a ativista alemã, judia e comunista, o filme retrata a trajetória de dor, luta e revolta de Olga entre guerras e revoluções: deportada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, ela tem sua filha, Anita Leocádia, na prisão feminina de um campo de concentração e, afastada da menina, é enviada para uma camâra de gás, onde é morta.
Olga foi um grande sucesso de bilheteria, audacioso, voraz, intenso e capaz de emocionar e revoltar o público. A obra também recebeu vários prêmios no Grande Prêmio Brasileiro de Cinema de 2006.
Carandiru (2003)
Foto: divulgação/Globo Filmes
Carandiru é a adaptação cinematográfica do livro Estação Carandiru, escrito por Drauzio Varella, e é um grande marco do cinema brasileiro. A obra acompanha um médico que atua na prevenção do vírus HIV na famosa penitenciária e conta ainda histórias de detentos do presídio que foi a maior prisão da América Latina.
A narrativa culmina no massacre de 1992 ocorrido no local, em que 111 prisioneiros foram mortos, 102 deles pela polícia. O próprio presídio foi usado como locação das filmagens antes de ser demolido em 2002.
Dirigido por Héctor Babenco, que chegou a afirmar que Carandiru foi o filme mais realista que já fez, o longa é cru, descomedido e cruel. Com influência no Cinema Novo, retrata a realidade dura dos presídios brasileiros, usando inclusive prisioneiros reais em algumas cenas. Em novembro de 2015, o filme entrou na lista daAbraccine dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos.
A obra aborda a trajetória dos detentos, suas histórias, dores, amizades e violência, além da superlotação das cadeias e da precariedade dos serviços no local. As condições inumanas que os presidiários são submetidos dão um choque de realidade em qualquer um que assiste.
Ilha das Flores (1989)
Foto: reprodução/folhapress
O curta-metragem começa com um tomate sendo plantado, em um tom anacrônico, simples e talvez até quase bizarro, mas quem permanece assistindo encontra uma realidade do dia a dia de todos os brasileiros: o alimento é transportado, levado a um supermercado, mas estraga e é descartado no lixo.
O alimento estragado vai para um aterro sanitário chamado Ilha das Flores, título da obra, onde apodrece e não serve nem para os porcos. Esse alimento então é dado para mulheres e crianças pobres comerem. Com linguagem ácida e quase científica, o curta mostra um retrato cruel e pesado da desigualdade social, em que pessoas pobres são tratadas como lixo e descarte humano. O próprio roteirista e diretor do curta, Jorge Furtado, já afirmou que o texto do filme é inspirado em suas leituras de Kurt Vonnegut e nos filmes de Alain Resnais.
Em maio de 2019, o filme foi eleito pela Abraccine como o melhor curta-metragem brasileiro da história. Vale a pena conferir!
Terra para Rose (1987)
Foto: reprodução/Walter Carvalho
O filme retrata a ocupação de uma terra no Rio Grande do Sul, ação realizada pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Narrado pela atriz e ativista Lucélia Santos, Terra para Rose expõe a desigualdade no campo brasileiro. Após a eleição de Tancredo Neves e a posse de José Sarney, o Brasilsonhava com a redemocratização e com um novo tempo de esperanças. O governo federal anunciou medidas voltadas à redistribuição de terras, e o então ministro Nelson Rodrigues estimou que seriam necessários dez anos para acabar com os latifúndios no país. O filme apresenta a luta pela reforma agrária brasileira e a participação de diversas mulheres no conflito da Fazenda Annoni, ocupada por 1500 famílias no Rio Grande do Sul. A figura central é Rose, que luta para dar uma vida digna ao filho pequeno.
Xica da Silva (1976)
Foto: reprodução/José Medeiros
Cacá Diegues dirigiu o longa que narra a trajetória de uma mulher escravizada, a emblemática Xica da Silva (Zezé Motta), figura histórica e real que viveu na segunda metade do século XVII e conquistou poder, força e influência durante o período colonial brasileiro. Ela passou a promover festas de luxo e se tornou a dama da sociedade de Diamantina, com exibições de grupos de teatro europeus e banquetes, uma ostentação que fez com que sua fama chegasse até a corte portuguesa. O filme trata-se de uma adaptação do livro homônimo de João Felício dos Santos, de 1976. Mais tarde, a história também seria adaptada para a TV como uma novela de bastante sucesso, protagonizada por Taís Araújo na Rede Manchete.
O que é isso companheiro (1997)
Foto: reprodução/Globo FIlmes
Dirigido por Bruno Barreto, com roteiro parcialmente baseado no livro de Fernando Gabeira de mesmo nome de 1979, o longa concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998. O enredo, que conta com diversas licenças ficcionais, retrata a história real do sequestro do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles Burke Elbrick, ocorrido em 1969 por integrantes dos grupos guerrilheiros de esquerda MR-8 e a Ação Libertadora Nacional, que lutavam contra o regime militar instaurado no país em 1964. É um retrato poético e ficcional de uma época de luta e reconstrução brasileira, um resgate de um período histórico marcante, com um elenco de peso que reúne nomes como Fernanda Torres, Pedro Cardoso, Selton Mello, Fernanda Montenegro e Cláudia Abreu –o elenco já vale o filme, viu. Imperdível!
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Cantor conhecido por dar voz a trilhas sonoras de sucessos dos K-dramas desembarca no país em agosto para série de apresentações
Os fãs brasileiros de K-dramas já têm mais um motivo para comemorar. O cantor sul-coreano GAHO anunciou sua nova passagem pelo Brasil com a TO MARS TOUR, que percorrerá oito cidades entre agosto e setembro.
Conhecido por emprestar sua voz a algumas das trilhas sonoras mais marcantes dos dramas coreanos dos últimos anos, o artista passará por São Paulo, São Luís, Belém, Fortaleza, Salvador, Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba, levando aos palcos um repertório que mistura seus maiores sucessos e os lançamentos mais recentes da carreira.
A turnê começa no dia 22 de agosto, em São Paulo, e os ingressos estarão disponíveis para compra a partir de 21 de junho, ao meio-dia.
Para muitos fãs, GAHO se tornou uma presença constante nas playlists de K-dramas graças a músicas que ajudaram a embalar algumas das cenas mais emocionantes da televisão sul-coreana. Entre elas está Start Over, trilha do fenômeno Itaewon Class (2020), além de Yellow Light, canção que integrou a trilha sonora de Sorriso Real (2023).
Mas a trajetória do artista vai muito além das OSTs. Ao longo dos anos, GAHO construiu uma discografia própria marcada por influências do pop, rock e R&B, consolidando uma identidade musical que conquistou ouvintes dentro e fora da Coreia do Sul.
Em 2023, o Entretê entrevistou o cantor, que falou sobre os seus projetos da época, suas OSTs e o desejo de vir ao brasil. Confira:
Confira as cidades da TO MARS TOUR
22 de agosto – São Paulo
23 de agosto – São Luís
28 de agosto – Belém
30 de agosto – Fortaleza
1º de setembro – Salvador
3 de setembro – Florianópolis
4 de setembro – Porto Alegre
5 de setembro – Curitiba
To Mars dá nome à nova fase do cantor
O lançamento mais recente de GAHO chegou em abril com a faixa To Mars, música que inspira o nome da nova turnê. A canção foi produzida em parceria com James Essien, compositor e produtor que também participou de trabalhos recentes como SWIM, do BTS, além das faixas Aliens e Please, presentes no álbum ARIRANG.
Agora, o artista se prepara para reencontrar o público brasileiro em uma série de apresentações que prometem reunir fãs de música coreana e apaixonados pelos K-dramas que ajudaram a transformar sua voz em uma das mais reconhecidas da atualidade.
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