Marcando a nova fase da sua carreira, o cantor carioca fala sobre seu último lançamento
Por Vitória Oliveira
O cenário da música pop nacional ganha mais um capítulo marcante com o trabalho de Chady. O cantor, compositor e multi-instrumentista carioca, que vem conquistando o público com sua identidade única, abriu os caminhos de sua nova era com o single Eu Vim de Lá, faixa que já vem movimentando as plataformas digitais.
A música inaugura um momento de maturidade em sua carreira, trazendo uma mensagem central sobre resiliência, superação e a capacidade de deixar o passado para trás. A produção musical ganha ainda mais peso com a assinatura de Ray Ferrari, profissional renomado por trás de grandes sucessos de artistas como Luísa Sonza e Fernando & Sorocaba. Segundo o próprio artista, a faixa funciona como um hino sobre a busca por um propósito maior, movido pelo amor e por uma fé que vai além dos rótulos.
Em entrevista exclusiva para o Entretetizei, Chady compartilha detalhes sobre seu processo criativo e as reflexões que moldaram a identidade de sua nova era musical. Confira:

Entretetizei: Eu Vim de Lá marca o início de uma nova fase na sua carreira. O que exatamente muda daqui pra frente no seu som e na sua identidade artística?
Chady: Eu Vim de Lá representa um momento de amadurecimento artístico e pessoal. É uma fase em que me sinto mais seguro sobre quem sou e sobre o que quero comunicar através da música. Sonoramente, existe uma presença maior das guitarras, uma construção mais orgânica e emocional. Acho que encontrei um equilíbrio entre minhas referências e uma identidade própria, mais honesta, intensa e conectada com aquilo que acredito.
E: A música traz uma reflexão forte sobre superação e transformação. Qual momento da sua vida mais te inspirou na criação dessa faixa?
C: A música nasceu de um período de muitos questionamentos e desafios emocionais. Eu Vim de Lá fala justamente sobre atravessar lugares difíceis, internos e externos, e reconhecer que a transformação acontece quando você decide não desistir de si mesmo.
E: A canção fala sobre seguir em frente e encontrar força dentro de si. Em que momento você percebeu que precisava transformar essas experiências em música?
C: A música sempre foi o lugar onde consegui traduzir sentimentos que, muitas vezes, eu nem conseguia explicar. Em determinado momento, percebi que guardar essas experiências não fazia sentido se elas também poderiam gerar identificação em outras pessoas. Transformar isso em canção foi uma forma de ressignificar dores e, ao mesmo tempo, criar conexão.

E: A música trata a fé como uma força interna, que não necessariamente está ligada à religião, mas a algo que orienta e sustenta. Como você enxerga esse conceito de fé no seu processo de vida e de criação artística?
C: Para mim, fé tem muito mais a ver com confiança do que com respostas prontas. É uma força interna que te impulsiona a continuar, mesmo diante das incertezas. No processo criativo isso é essencial, porque criar exige acreditar em algo que ainda não existe, insistir numa visão e sustentar emoções antes mesmo delas encontrarem forma.
E: No seu processo criativo, como você constrói a interpretação vocal para traduzir a emoção das suas músicas?
C: Antes da técnica, procuro entender emocionalmente o que aquela música pede. Gosto de interpretações que carregam vulnerabilidade, respiração, intensidade e verdade. Acredito que a voz tem um papel muito importante na construção da conexão com quem escuta. Quando existe sinceridade na interpretação, a música chega de uma forma diferente.
E: O que você quer que as pessoas sintam ou entendam quando ouvirem Eu Vim de Lá?
C: Quero que as pessoas se sintam acolhidas e fortalecidas. Todo mundo carrega suas batalhas, suas quedas e os lugares difíceis de onde precisou sair. Se a música conseguir fazer alguém entender que ainda existe força para seguir em frente, então ela já cumpriu um propósito muito importante.
E: Você vem construindo uma identidade artística muito marcada pela autenticidade e por narrativas pessoais. O que é essencial para você manter verdade na sua música?

C: A honestidade é o principal. Nunca me interessei por seguir fórmulas ou construir algo que não dialogasse com quem eu sou. Para mim, a música precisa partir de um lugar real, de experiências, emoções e inquietações verdadeiras. Acho que as pessoas percebem quando existe autenticidade, e isso cria uma conexão muito mais profunda.
E: O single abre uma sequência de lançamentos previstos para 2026. O que o público pode esperar dessa nova fase que está se desenhando?
C: Podem esperar uma fase muito intensa e consistente artisticamente. São músicas que refletem meu momento atual, com mais profundidade, energia e identidade. Existe uma construção muito forte acontecendo, tanto musicalmente quanto visualmente. Estou muito animado para apresentar tudo isso ao público, especialmente vivendo um momento tão importante da minha carreira como a confirmação do show no dia 4 de setembro, no Palco Supernova do Rock in Rio e a própria Eu Vim de Lá entre as músicas mais tocadas em grandes emissoras de rádio como Mix FM, Positividade, Atlântida, entre outras.
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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura
