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Especial | Dia da Amizade: nove amizades literárias que nos fazem acreditar no poder de caminhar juntos

Dos corredores de Hogwarts às terras de Westeros, essas amizades provaram que algumas das relações mais inesquecíveis da ficção não nasceram dos romances, mas da confiança, da lealdade e da parceria

Existe uma pergunta que aparece com frequência entre leitores: qual é o melhor casal da literatura? Mas talvez uma resposta ainda mais interessante esteja em outra direção. Antes de qualquer romance, são as grandes amizades que sustentam muitas das histórias que atravessam gerações. Afinal, o que seria de Harry sem Rony e Hermione? Ou de Frodo sem Sam?

No Dia Internacional da Amizade da ONU, celebrado em 30 de julho, vamos relembrar nove amizades inesquecíveis que conquistaram o coração de leitores ao redor do mundo.

Harry, Rony e Hermione — Saga Harry Potter
Imagem: reprodução/Estadão

Poucos trios cresceram junto com seus leitores como Harry, Rony e Hermione. O que começa com um encontro quase por acaso no Expresso de Hogwarts se transforma em uma amizade capaz de sobreviver a perdas, conflitos e batalhas épicas. Enquanto um impulsiona o outro a seguir em frente, o trio mostra que coragem não nasce apenas de enfrentar grandes vilões, mas também de saber que sempre haverá alguém ao seu lado. 

Percy, Grover e Annabeth — Percy Jackson e os Olimpianos
Imagem: reprodução/twitter: @PercySeries

Se Percy Jackson nunca teve uma missão simples, também nunca precisou enfrentá-las sozinho. Entre profecias, criaturas mitológicas e deuses nada fáceis de lidar, Grover e Annabeth se tornam muito mais do que companheiros de aventura. Cada um ocupa um lugar diferente no grupo, mas é justamente esse equilíbrio que faz do trio um dos mais queridos da fantasia contemporânea.

Frodo e Sam — O Senhor dos Anéis
Imagem: reprodução/Rolling Stone Brasil

Algumas amizades não precisam de grandes discursos para emocionar. Sam não carrega apenas bolsas ou provisões durante a jornada até Mordor; ele carrega Frodo quando tudo parece impossível. É uma relação construída nos pequenos gestos, na presença constante e na escolha de permanecer, mesmo quando seria mais fácil desistir. Talvez por isso continue sendo uma das amizades mais lindas e lembradas da literatura.

Sherlock Holmes e Dr. Watson — Sherlock Holmes
Imagem: reprodução/Independent UK

Sherlock Holmes dificilmente seria o mesmo sem o olhar atento de Watson. Mais do que parceiro nas investigações, o médico funciona como ponte entre o detetive e o leitor, equilibrando o raciocínio brilhante de Holmes com humanidade, bom humor e lealdade. Juntos, eles ajudaram a definir um modelo de dupla que continua inspirando histórias mais de um século depois.

Dunk e Egg — Contos de Dunk e Egg
Imagem: reprodução/instagram: @gameofthrones

Antes mesmo dos acontecimentos de As Crônicas de Gelo e Fogo, George R. R. Martin já mostrava que Westeros também podia ser palco de amizades inesquecíveis. Dunk e Egg começam a jornada em posições completamente diferentes, mas a convivência transforma mestre e escudeiro em companheiros que aprendem um com o outro a cada nova aventura.

Crowley e Aziraphale — Good Omens
Imagem: reprodução/instagram: @goodomensprime

É difícil explicar a relação entre Crowley e Aziraphale sem recorrer à palavra “improvável”. Um demônio e um anjo deveriam estar em lados opostos, mas acabam construindo a primeira amizade da história do mundo com muita ironia, afeto e pequenas demonstrações de cuidado ao longo de séculos. Entre provocações e xícaras de chá, a dupla conquistou leitores justamente por desafiar qualquer definição simplista.

Ryland Grace e Rocky — Devoradores de Estrelas
Imagem: reprodução/The New York Times

Nem mesmo o espaço foi capaz de impedir o surgimento de uma grande amizade. Em Devoradores de Estrelas, Andy Weir transforma um encontro improvável entre duas espécies completamente diferentes em um dos pontos mais emocionantes do romance. Grace e Rocky provam que confiança e cooperação podem surgir mesmo quando tudo parece separar duas pessoas – ou espécies?

Hannah Wells e Allie Hayes — Off Campus
Imagem: reprodução/BBC

Em uma série marcada pelos romances universitários, é a amizade entre Hannah e Allie que lembra ao leitor que crescer também significa encontrar pessoas que nos acolhem. Entre inseguranças, mudanças e novas fases da vida, as duas constroem uma relação leve, sincera e livre de rivalidades, algo que fez muitos leitores se identificarem com elas.

Charlie, Elle, Tao e Isaac — Heartstopper
Imagem: reprodução/IGN Brasil

Embora Heartstopper tenha conquistado o público por seu romance, é o grupo de amigos que dá o tom da história. Charlie, Elle, Tao e Isaac mostram como as amizades podem oferecer segurança para enfrentar medos, descobrir quem se é e encontrar um lugar onde ninguém precisa fingir ser outra pessoa. É uma daquelas representações que aquecem o coração justamente por parecerem reais.

No fim das contas, talvez seja isso que torna essas histórias tão especiais. Heróis enfrentam monstros, detetives solucionam crimes e aventureiros atravessam mundos inteiros, mas são as amizades construídas pelo caminho que permanecem na memória dos leitores muito depois da última página.

Qual amizade literária conquistou você e merecia estar nesta lista? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Notícias Séries

Produções asiáticas que chegam ao streaming em agosto

Mais de 10 produções da Coreia do Sul, China, Japão, Tailândia e Filipinas entrarão no catálogo

O primeiro semestre de 2026 foi cheio de estreias incríveis para as produções asiáticas. Drama, terror, romance… e se engana quem acha que só os K-dramas ou C-dramas entregam tudo; Japão, Filipinas e Tailândia também contam com produções pra lá de especiais, fica até difícil escolher um gênero ou região com obras favoritas. 

Mas o ano não acabou e é hora de aumentar a lista de favoritos com os lançamentos do segundo semestre que chegam à Viki, mostrando o charme, a criatividade e a profundidade emocional que fizeram da narrativa asiática um fenômeno global. 

Vem conferir o que tem nessa nova leva de títulos: 

A Bona Fide Killer (Coreia do Sul) – 31 de julho

Yoo Bo Na aparenta ser uma mãe comum na faixa dos 30 anos, dedicando seu tempo à família, o marido e a filha. Mas, por trás da vida cotidiana, ela é Kingfisher, uma lendária atiradora de elite que caça criminosos cruéis que escaparam da justiça. Após retornar de uma licença-maternidade de três anos, Bo Na retoma sua perigosa vida dupla, tentando equilibrar maternidade, casamento e sua missão mortal. Enquanto seu marido, o jornalista investigativo Kwon Tae Seong, se aproxima inadvertidamente da verdadeira identidade de Kingfisher, e o determinado detetive Lee Dong Jin persegue incansavelmente a vigilante misteriosa, Bo Na se vê dividida entre família, justiça e sobrevivência. Com a ajuda de seu leal aliado Kim Bong Pal, ela precisará enfrentar um mundo em que um único erro pode destruir tanto sua identidade secreta quanto a família que tanto ama.

The Affair Was Just the Beginning (Coreia do Sul) – 31 de julho
Foto: divulgação/Viki

Gyeong Hui (Kim Hye Soo) é uma influenciadora digital e empresária admirada pela imagem perfeita de sua família. Seu negócio de decoração de interiores vai muito bem, e ela tenta se aproximar de Su Jeong (Cho Yeo Jeong), dona da clínica de estética que mora ao lado, ao perceber que ela pode ser a peça-chave para conseguir um investimento capaz de levar sua empresa a outro patamar. Um dia, após ouvir rumores de que seu marido, Jae Hyeong (Kim Ji Hun), estaria tendo um caso extraconjugal, ela decide segui-lo. Para seu choque, o encontra lidando com um cadáver. Mas a explicação dele é ainda mais surpreendente: “Você está dizendo que nossa filha, Ye Ji, machucou alguém? Então, o caso extraconjugal era o menor dos nossos problemas?“. Para proteger o sucesso que construíram e preservar a família, Gyeong Hui e Jae Hyeong enterram o corpo no jardim de sua mansão para encobrir o acidente. No entanto, naquela mesma noite, recebem uma mensagem misteriosa: “Eu gravei tudo o que vocês fizeram ontem.”

False Memory (China) – Em breve!

Nesta animação, Guan Chao tenta desesperadamente encontrar a Pedra Ardente, responsável por ativar a arma do tempo e permitir que ele volte ao passado. Porém, por acidente, ele acaba caindo no Departamento de Gerenciamento de Memórias. Para retornar à realidade, precisará derrotar os chamados “BUG People” que habitam as diferentes camadas das memórias. Com a ajuda de administradores como Fangtang e Baizhong, será que Guan Chao conseguirá completar sua missão? E quais desafios o aguardam em cada camada de memória?

My Bias, My Boss (Coreia do Sul) – 3 de agosto
Foto: divulgação/Viki

Há 13 anos, Nam Da Reum (Kim Hye Joon) é uma fã dedicada do astro idol Lee Chan (Cha Woo Min). Quando consegue um emprego na empresa de moda APPELLO, ela fica chocada ao descobrir que seu ídolo é um dos co-fundadores da companhia. Determinada a esconder seu lado fã e provar que pode ser uma profissional exemplar, Da Reum se depara, no entanto, com o CEO workaholic Kang Ha Gi (Kang Hoon), amigo de infância de Lee Chan. Enquanto isso, Ha Gi parece nutrir sentimentos secretos e não correspondidos por Chan, que luta para manter sua imagem pública enquanto lida com uma vida pessoal complicada. À medida que os três se envolvem cada vez mais, Da Reum se vê dividida entre sua antiga obsessão por Chan e uma conexão inesperada que começa a surgir com Ha Gi. O drama é adaptado do webcomic My Oppa is an Idol, de Sung Eun.

Love on the Menu (Coreia do Sul) – 3 de agosto

Uma história sobre uma família que, às vezes, faz você desejar que ela não fosse a sua, que fosse possível simplesmente abandoná-la. Ainda assim, é família. Mesmo que vocês discutam todas as manhãs antes de sair de casa, à noite se encontram como se nada tivesse acontecido. Se alguém demora para voltar, a preocupação aparece, embora a primeira reação seja reclamar: “Por que você resolveu aparecer agora?“. Você pode implicar com eles o quanto quiser, mas, se voltarem para casa chorando porque foram machucados pelo mundo lá fora, aquele dia se transforma em uma batalha para protegê-los. Esta é a história de uma família que foi despedaçada e precisa lidar com seus próprios fragmentos.

Whisper of Desire (Tailândia) – 7 de agosto
Foto: divulgação/Viki

Shen é uma mulher de família rica que vive um casamento aparentemente perfeito com Phoem, um promissor funcionário do governo. O relacionamento começa feliz, mas tudo muda quando Phoem precisa passar um longo período trabalhando no exterior. Durante sua ausência, Shen enfrenta constantes pressões e maus-tratos por parte da sogra. Em um ambiente emocionalmente desgastante, ela se apega apenas à esperança do retorno do marido. Porém, quando Phoem finalmente volta para casa, ele já não é o mesmo homem. Frio e distante, ele aprofunda ainda mais a solidão de Shen, que acaba encontrando conforto em Tone, o motorista da família, cuja presença lhe oferece apoio emocional e torna sua situação ainda mais complicada.

Hell University (Filipinas) – 7 de agosto
Foto: divulgação/Viki

Após descobrirem a Hell University, um grupo de amigos é forçado a ingressar em uma escola sem leis, onde assassinatos são permitidos todas as noites. Enquanto o medo ameaça separá-los, Zein luta para manter seus amigos vivos e desvendar um sistema criado para garantir que ninguém consiga sair daquele lugar.

Mr. Kill (Tailândia) – 7 de agosto
Foto: divulgação/Viki

Kay, um famoso artista de mangás, passa a ser investigado por Phat, o inspetor responsável por um caso de assassinatos em série, depois que os perfis das vítimas, os métodos dos crimes e as cenas encontradas apresentam semelhanças perturbadoras com passagens de uma de suas obras antigas. Unidos pelas circunstâncias, os dois precisam trabalhar juntos para descobrir a verdade, solucionar o caso e encontrar o verdadeiro assassino. Ao longo da investigação, dois completos estranhos começam a construir uma relação baseada em confiança. Mas, quanto mais fundo eles mergulham no passado, mais segredos vêm à tona, abalando tudo o que construíram juntos. Conforme novas pistas surgem, Kay e Phat precisarão descobrir se conseguirão enfrentar essa jornada lado a lado ou se acabarão se tornando as próximas vítimas do assassino.

Popular Serizawa Acts Weird Around Me (Japão) – 11 de agosto
Foto: divulgação/Viki

Suzuki é um estudante solitário que escreve secretamente um romance BL usando Serizawa, um dos alunos mais populares da escola, como inspiração para o protagonista. Quando Serizawa acaba lendo a história, Suzuki entra em pânico, certo de que será ridicularizado. Para sua surpresa, Serizawa adora o que lê e não economiza elogios. A partir daí, ele começa a encontrar desculpas para passar tempo com Suzuki e convidá-lo para sair. Antes mesmo de entender o que está acontecendo, Suzuki percebe que Serizawa está diminuindo cada vez mais a distância entre eles. “Por que eu?“, ele se pergunta. Mas Serizawa parece decidido: “Não pretendo deixar você escapar, Suzuki“. Sem perceber, Suzuki acaba sendo levado pelo ritmo de Serizawa enquanto os dois desenvolvem uma relação inesperadamente próxima.

Luv Is: Love at First Read (Filipinas) – 21 de agosto
Foto: divulgação/Viki

Kudos é um romântico incurável em busca da garota perfeita. Ao encontrar um diário perdido, ele acredita que sua dona, Abby, é a pessoa destinada a ele. No entanto, também conhece Angelica, uma jovem cética em relação ao amor, que não confia nos homens e não tem interesse por relacionamentos. Apesar das constantes provocações e desentendimentos iniciais, os dois começam a se aproximar. Agora, Kudos se vê dividido entre Angelica e Abby, sem imaginar que elas são, na verdade, a mesma pessoa.

Labyrinth of Hortensia and the Minotaur (Japão) – 21 de agosto

Um mistério humano que gira em torno da descoberta de restos mortais com mais de 200 anos encontrados no Himalaia, cujo DNA corresponde perfeitamente ao da meia-irmã desaparecida de um dos envolvidos no caso. Mortes suspeitas, ossos roubados e memórias perdidas do passado começam a se entrelaçar, revelando gradualmente a verdade por trás da identidade da jovem. A cada revelação, novos mistérios surgem, conduzindo a história a uma conclusão surpreendente sobre um enigma que transcende o tempo.

Match Point (Tailândia) – 26 de agosto

Sun é o aluno perfeito do time de tênis da escola, enquanto Bay é um jovem do curso de artes com espírito independente. Seus pais são rivais e donos de restaurantes concorrentes de dim sum na Krong Thong Road: o tradicional Saming Phon Fai, pertencente à família de Sun, e o Merlion, famoso pelos seus shumais, administrado pela família de Bay. Quando Bay decide participar da seletiva do time de tênis apenas para provocar Sun, e este perde devido a uma lesão, o diretor da escola determina que haverá uma revanche. Os pais dos dois então fazem uma aposta: a família do perdedor deverá fechar seu restaurante para sempre. Quando chega o dia da competição, circunstâncias inesperadas fazem com que Sun e Bay precisem representar a escola como dupla nas disputas de duplas masculinas, mantendo isso em segredo de suas famílias. Durante os treinos em um resort afastado da cidade, eles começam a se conhecer melhor e fazem sua própria aposta: se vencerem o campeonato, seus pais terão que permitir que eles namorem; se perderem, nunca mais poderão se ver.

One Room TA (Coreia do Sul) – 28 de agosto

A adaptação do webtoon BL (Boys’ Love) One Room TA acompanha a história de um universitário extrovertido que vai morar com seu monitor introvertido (Teaching Assistant – T.A.), que secretamente sonha em viver os clichês românticos dos BLs que tanto gosta. Esta comédia romântica promete momentos caóticos e adoráveis enquanto o tímido T.A. tenta lidar com sua nova vida de colegas de apartamento que podem acabar se tornando algo mais.

You Maniac (Tailândia) – 29 de agosto

Dois jovens que são verdadeiras “red flags”, cada um à sua maneira, não poderiam ser mais diferentes um do outro. Mas, quando são obrigados a fingir que estão em um relacionamento, sentimentos reais começam a surgir entre eles.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cultura Cultura pop Entretenimento Eventos Música Notícias

Escafandristas lançam álbum dedicado à obra de Chico Buarque em apresentações na Acaso Cultural

Quarteto carioca apresenta releituras do repertório buarqueano nos dias 31 de julho e 1º de agosto, no Rio de Janeiro

A obra de Chico Buarque ganha novos contornos nas vozes dos Escafandristas, quarteto formado por reúne Alice Passos, Luisa Lacerda, Renato Frazão e Thiago Amud. Nos dias 31 de julho e 1º de agosto, sexta e sábado, às 20h, o grupo sobe ao palco da Acaso Cultural, no Rio de Janeiro, para apresentar o show de lançamento de seu primeiro álbum, dedicado integralmente ao repertório do compositor.

Criado em 2024 para celebrar os 80 anos de Chico Buarque, o espetáculo vem conquistando público e crítica ao propor leituras originais de clássicos do compositor, preservando suas melodias enquanto explora novas possibilidades harmônicas, rítmicas e vocais.

Foto: divulgação/Isabela Espíndola

O sucesso do projeto levou o grupo a uma audição especial para o próprio Chico Buarque e sua família, que receberam o trabalho com entusiasmo. Em 2026, após temporadas de casas lotadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, os Escafandristas consolidaram a iniciativa com a gravação de um álbum de 15 faixas no estúdio Biscoito Fino. O disco reúne participações históricas, incluindo o cineasta Ruy Guerra e o próprio Chico Buarque, além de um coro formado por filhas, irmãs e netas do compositor.

No palco, os músicos utilizam violões, baixo, flauta e discretas intervenções percussivas para revisitar canções emblemáticas como Construção, Cotidiano e Futuros Amantes – esta última inspirando o nome do grupo. O repertório também ilumina obras menos conhecidas, como Frevodiabo, Morro Dois Irmãos, A Ostra e o Vento e Assentamento, revelando novas camadas de uma das produções mais importantes da música brasileira.

Serviço

Local: Acaso Cultural (Rua Vicente de Sousa, 16 – Botafogo, RJ)

Data: 31 de julho e 1º de agosto de 2026

Horário: 20h

Ingressos em Sympla

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Texto revisado por Crystal Ribeiro

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Música Notícias

Belchior: viver é melhor que sonhar

Conheça vida e obra de um dos maiores gênios da música brasileira, desde o sucesso de Alucinação aos anos de reclusão que intrigaram o Brasil

Metamorfosear inquietações existenciais, angústias e desventuras em canções universais não é para qualquer um e Antônio Carlos Belchior nunca foi um qualquer. Cantor, filósofo, compositor, poeta, produtor musical, desenhista, artista plástico e até professor de biologia, o cearense conseguiu dar vida à arte através de uma obra que ultrapassa gerações ao falar sobre as questões da juventude, identidade, amor, política e as incertezas da vida. Mesmo quase uma década após sua morte, suas músicas continuam mais atuais do que nunca, provando que suas reflexões são imortais.

Nascido em 26 de outubro de 1946, em Sobral, no interior do Ceará, Belchior cresceu em uma tradicional família nordestina. Filho de Otávio e Dolores Fernandes, o artista teve 23 irmãos e foi criado em uma casa onde a música fazia parte do cotidiano. A mãe apresentou ao filho as primeiras noções musicais em um coral, enquanto o rapaz latino-americano aproveitava oportunidades para cantar em feiras livres, participar de pequenos festivais e se apresentar em programas de rádio da cidade.

Ainda jovem, aprofundou seus estudos filosóficos em um colégio de padres. Viveu também uma imersão no Mosteiro dos Frades Capuchinhos, aprendendo latim, italiano e canto gregoriano. O contato com grandes pensadores e diferentes tradições culturais esculpiu o repertório intelectual que, mais tarde, ficaria marcado em suas composições, repletas de melancolia, poesia e constantes reflexões sobre a condição humana.

Com o passar do tempo, Belchior começou a questionar sua fé na igreja católica e a repensar sua conexão com Deus, o que o fez largar a formação no mosteiro e seguir outros rumos. A partir daí, passou em medicina em primeiro lugar na Universidade Federal do Ceará (UFC), mas mesmo com toda a dedicação aos estudos, o dom para a carreira musical falava mais alto. O artista percebeu então que seu futuro estava nos palcos e, em 1971, abandonou o curso para seguir definitivamente a vocação para a música.

Apenas um rapaz latino-americano
Foto: divulgação/Paulo Salomão

O primeiro reconhecimento de Belchior veio logo em 1971, quando venceu o Festival Universitário da MPB com a canção Na Hora do Almoço, interpretada por Jorge Teles e Jorge Nery. Já no ano seguinte, outra de suas composições fez grande sucesso: Mucuripe, escrita em parceria com Fagner. A música foi escolhida por Sérgio Ricardo para integrar o Disco de Bolso do jornal O Pasquim, um dos mais importantes semanários da história da imprensa brasileira que circulava na época, e foi contemplada por uma gravação de Elis Regina. Mais tarde, a canção também seria regravada por Roberto Carlos, passando a ser considerada um dos clássicos da música brasileira.

Juntamente com a mudança para São Paulo, as dificuldades financeiras surgiram na vida de Belchior. Morando de favor, realizava pequenos shows e compunha trilhas sonoras para curtas-metragens. Nesse período, o cantor convivia com cineastas e dançarinos da cena cultural paulistana e, nessa mesma época, conheceu Vinicius de Moraes e Toquinho, passando a frequentar encontros com os músicos.

Felizmente, a reviravolta do destino veio graças à Elis Regina que, como o próprio Belchior menciona em entrevistas antigas, foi extremamente generosa com ele. Impressionada com as composições do cearense, a estrela o convidou para ir até sua casa mostrar seu repertório e gravar as faixas. Anos depois, em 2003, Belchior relembrou o episódio em entrevista com o apresentador Luis Carlos Miéle para o programa A Vida é um Show: sem dinheiro, violão ou gravador, confessou que não tinha condições de comparecer, mas Elis respondeu que enviaria um carro para buscá-lo.

Na mesma noite, após ouvir as canções inéditas, ela decidiu gravar Como Nossos Pais e Velha Roupa Colorida, abrindo definitivamente as portas da indústria para o compositor e projetando o nome de Belchior em âmbito nacional. Especialmente a música Como Nossos Pais, eternizada na voz da cantora, tornou-se um dos maiores sucessos da música brasileira.

Entretanto, antes do encontro com Elis, em 1974, Belchior já havia lançado seu primeiro LP, A Palo Seco. Mas apenas dois anos depois alcançou o estrelato com Alucinação (1976), produzido por Marco Mazzola. Considerado um dos discos mais importantes da história da MPB, o álbum vendeu cerca de 500 mil cópias e apresentou clássicos como Apenas um Rapaz Latino-Americano, Velha Roupa Colorida e Alucinação, além de eternizar Como Nossos Pais. 

Alucinação foi muito mais do que um sucesso comercial, pois tornou-se a representação dos sentimentos profundos e contraditórios da juventude brasileira dos anos 1970. Belchior escrevia sobre os conflitos íntimos, as frustrações e a busca por sentido em meio à transformação social global, especialmente em meio a censura e repressão da ditadura militar. Quando questionado sobre o título do disco, resumiu que viver era mais importante do que apenas pensar sobre a vida. Para ele, a vida é uma forma de delírio absoluto e todos somos, de alguma forma, alucinados.

Seu talento como letrista sempre deu o que falar pelas diversas referências literárias e filosóficas. As menções aos Beatles, à poesia latino-americana, à cultura nordestina e o mix entre idiomas transitavam com espontaneidade em suas composições, o que criou uma identidade artística sem igual dentro da MPB. Belchior foi um dos primeiros grandes cantores nordestinos a conquistar projeção nacional na década de 1970 e ajudou a abrir espaço para a produção musical cearense no cenário brasileiro.

Ao longo da carreira, lançou 24 álbuns, mas, além da música, dedicava-se ao desenho, à pintura e à escrita. Fora dos holofotes, também apresentava sua arte em escolas, penitenciárias e comunidades periféricas, pois acreditava que a música deveria dialogar com diferentes realidades sociais.

O enigma do silêncio de Belchior
Foto: reprodução/arquivo/Estadão

Na década de 2000 a história de Belchior tomou um rumo inesperado. Em 2005, iniciou um relacionamento com Edna Assunção de Araújo, mais conhecida como Edna Prometheu, e deixou a esposa Ângela, com quem viveu por 35 anos e teve dois filhos. Aos poucos, distanciou-se da família, dos amigos e dos palcos. Em 2006, comunicou ao empresário que não desejava mais agendar shows. Segundo ele, gostaria de dedicar um tempo à pintura e a outros projetos artísticos.

A partir daí, o artista deu o que falar na mídia ao abandonar apartamentos, carros, documentos, deixar de pagar pensão aos filhos e hospedagens em hotéis, o que acarretou em inúmeros processos judiciais. Com o sumiço, os fãs e internautas decidiram criar a campanha Onde Está Belchior?, que rapidamente movimentou as redes sociais e virou meme. Os usuários das plataformas criavam montagens especulando com humor o paradeiro do cantor, colocando suas fotos na capa de discos dos Beatles, em cenários da série Lost (2004) e em diferentes lugares do mundo.

Foto: reprodução/O Globo

Em 2009, a equipe do programa Fantástico, da TV Globo, saiu em busca do artista e conseguiu encontrá-lo vivendo com sua mulher no Uruguai. Após grande insistência dos repórteres, Belchior cedeu uma entrevista e afirmou que estava focado em um novo projeto musical a partir da tradução de A Divina Comédia, de Dante Alighieri, um trabalho que nunca chegou a publicar. Além disso, garantiu que seu afastamento era uma escolha pessoal e que não daria nenhuma informação sobre sua vida pessoal.

Mesmo com os boatos de que estava há cerca de dois anos sem efetuar o pagamento da pensão alimentícia, o cantor mandou uma mensagem de carinho para os filhos. Nos anos seguintes, permaneceu por um período no Uruguai e, posteriormente, no Rio Grande do Sul, sempre mantendo uma rotina discreta, visto que estava sendo procurado pelas autoridades.

A última estrofe do poeta 
Foto: divulgação/Nova Brasil

Os últimos anos do cantor permanecem cercados de mistério, marcados por uma vida itinerante entre hotéis e casas de fãs. Em 29 de abril de 2017, Belchior voltou aos holofotes, mas para a despedida final. 

O artista morreu aos 70 anos, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, após sofrer a ruptura de um aneurisma da aorta, a principal artéria do corpo humano. Apenas horas antes, havia participado de um pequeno encontro musical e reclamado de dores nas costas. Dormiu naquela noite e não acordou.

O então governador do Ceará, Camilo Santana, garantiu o traslado do corpo para seu estado natal e decretou três dias de luto oficial. Atendendo a um desejo manifestado por Belchior em vida, o cantor foi velado em Sobral, cidade onde nasceu, e sepultado em Fortaleza, no dia 2 de maio de 2017. 

Mesmo após anos de silêncio, sua obra nunca deixou de alucinar os ouvintes. O narrador dos dilemas atemporais e intérprete das angústias humanas, ainda transcende gerações com suas canções. Por esse motivo, mesmo décadas depois de escrever seus versos mais conhecidos, eles ainda parecem resumir sua própria trajetória: viver sempre foi melhor do que apenas sonhar.

 

Você conhecia a história de Belchior? Conta pra gente, siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

 

Leia também: Ele está de volta! Jão anuncia novo álbum: Memórias Póstumas 

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Livros Resenhas

Resenha | Entre rodeios e sentimentos: Sem Defeitos mostra que o amor se constrói com confiança

O primeiro volume da série Chestnut Springs, de Elsie Silver, apresenta um romance com cowboy que vai além da química entre os protagonistas ao explorar amadurecimento, vínculos familiares e relações construídas com calma 

O universo dos rodeios talvez pareça um cenário improvável para uma história sobre confiança, amadurecimento e vínculos familiares, mas Sem Defeitos (2022) prova que romances com cowboys podem ser muito mais do que chapéus, touros e competições. No primeiro volume da série Chestnut Springs, publicado originalmente em 2022, Elsie Silver constrói uma narrativa que encontra sua força justamente em personagens bem desenvolvidos, relações construídas com calma e um casal que conquista não apenas pela química, mas pela forma como aprendem a caminhar lado a lado.

Nos últimos anos, Elsie Silver se consolidou como um dos nomes mais expressivos do romance contemporâneo ao transformar o universo cowboy em palco para histórias que equilibram humor, vulnerabilidade e personagens emocionalmente complexos. A autora canadense encontrou na ambientação de pequenas cidades uma forma de explorar relações familiares, amadurecimento e romances construídos sem pressa, características que conquistaram uma legião de leitores e impulsionaram o sucesso da série Chestnut Springs.

Sem Defeitos inaugura essa série, composta por cinco romances independentes, mas interligados. Embora cada volume acompanhe um casal diferente, todos compartilham o mesmo universo e permanecem conectados pelo núcleo da família Eaton, que continua presente ao longo dos livros seguintes. Essa estrutura faz com que cada novo romance amplie a sensação de comunidade e recompense quem acompanha a ordem de publicação, já que os personagens secundários ganham protagonismo enquanto rostos conhecidos continuam evoluindo em segundo plano.

O casal que adoramos amar
Imagem: reprodução/Instagram/@editoraarqueiro

A história acompanha Summer Hamilton, uma jovem responsável por ajudar a recuperar a imagem pública de Rhett Eaton, um famoso competidor de rodeio que está prestes a perder contratos importantes após uma série de problemas fora das arenas. Como parte do acordo, os dois precisam conviver de perto, e o que começa como uma relação baseada em obrigação e interesses profissionais se transforma, aos poucos, em uma conexão muito mais profunda. Entre a pressão pela reputação, o ambiente rural e os desafios pessoais de cada um, a autora constrói um romance que vai além da atração inicial.

Apesar do tom leve e bem-humorado em diversos momentos, Sem Defeitos também traz cenas de intimidade explícitas entre os protagonistas. A obra se enquadra no gênero conhecido como spicy romance (tradução livre: romance picante) e, por isso, é voltada ao público adulto.

Summer e Rhett têm química desde os primeiros capítulos, mas Elsie Silver evita transformar a atração em um atalho para o romance. Antes de qualquer grande declaração, acompanhamos o desenvolvimento da confiança, da parceria e do respeito entre os dois. A relação cresce de forma orgânica, fazendo com que cada aproximação tenha significado, o que torna o casal ainda mais convincente.

Esse cuidado também aparece no ritmo da história. As revelações não se atropelam, os conflitos recebem espaço para amadurecer e cada acontecimento surge no momento em que realmente contribui para a narrativa. Em vez de depender de reviravoltas constantes, a autora confia na progressão natural dos acontecimentos, permitindo que o envolvimento com os personagens aconteça aos poucos, e é justamente essa escolha que faz a leitura fluir com tanta naturalidade.

Personagens que encantam na medida certa

Outro mérito está na construção do elenco de apoio. Muitos romances acabam utilizando personagens secundários apenas como ferramentas para movimentar a trama principal, mas aqui cada integrante ocupa exatamente o espaço que precisa. Os personagens mais carismáticos recebem profundidade suficiente para justificar o afeto que despertam, enquanto aqueles responsáveis pelos conflitos aparecem apenas quando a história exige, sem monopolizar a narrativa ou tornar a leitura cansativa. O resultado é um equilíbrio que mantém o foco no desenvolvimento dos protagonistas sem empobrecer o universo criado pela autora.

Entre os aspectos mais interessantes do romance está a maneira como a dinâmica familiar é construída. Em um gênero que frequentemente associa o crescimento dos protagonistas a famílias completamente desestruturadas, Sem Defeitos apresenta uma abordagem diferente. Apesar dos conflitos envolvendo a irmã e a madrasta – que, inclusive, permanecem em aberto ao final deste volume –, Summer encontra no pai um porto seguro constante. A relação entre os dois é marcada por respeito, carinho e apoio mútuo, ressaltando que o amadurecimento da protagonista não depende exclusivamente do romance.

Essa escolha amplia a história ao mostrar que diferentes formas de afeto podem coexistir. O relacionamento entre Summer e Rhett é importante, mas não ocupa sozinho todo o espaço emocional da narrativa. As relações familiares, os desafios pessoais e o processo de autoconhecimento caminham lado a lado, tornando a protagonista mais complexa e a sua jornada ainda mais convincente.

Um desfecho para devorar as páginas
Imagem: reprodução/Instagram/@scribbubbles

No fim, Sem Defeitos demonstra que um romance marcante vai muito além da tensão romântica. A história encontra seu maior acerto na construção de personagens que evoluem, estabelecem relações baseadas na confiança e fazem o leitor acreditar naquele relacionamento para além das páginas.

Ao inaugurar a série Chestnut Springs, Elsie Silver entrega um universo que desperta curiosidade pelos próximos membros da família Eaton e mostra que, muitas vezes, são os pequenos gestos – como uma conversa sincera ou uma escolha difícil – que transformam uma história de amor em algo realmente memorável.

E você, já se aventurou pelo universo dos romances com cowboy? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Live action de Blue Lock ganha nova data de estreia

Filme do mangá japonês chega aos cinemas do Brasil em 10 de setembro 

O filme live-action do mangá e anime sensação no Japão e no mundo, Blue Lock, teve sua nova data de lançamento revelada. De acordo com a distribuidora Sato Company, o longa chega aos cinemas brasileiros no dia 10 de setembro.

Foto: divulgação/Sato Company

A história de Blue Lock acompanha a jornada da seleção de futebol japonesa para se reerguer após sua grande derrota na Copa de 2018. A solução que o time encontra para restaurar seu futuro é a busca de um novo artilheiro, o atacante que vai liderar o time nacional rumo à vitória. 

Para encontrá-lo, a Confederação Japonesa de Futebol reúne os 300 jogadores mais promissores em uma batalha por um lugar no time. Vence quem provar que é capaz de trazer a glória ao time japonês. 

Foto: divulgação/Sato Company

O filme live-action do mangá de Muneyuki Kaneshiro e Yusuke Nomura tem direção de Yûsuke Taki (Amor em Águas Turvas, 2023) e roteiro de Tetsuo Kamata (Em uma Terra Muito Distante… Havia um Crime, 2023). 

Foto: divulgação/Sato Company

Já o elenco inclui Fumiya Takahashi (Our Secret Diary, 2023) como o protagonista Yoichi Isagi, e nomes como Masataka Kubota (Tokyo Ghoul, 2011), Kaito Sakurai (Oshi No Ko, 2023), Kyohei Takahashi (And Yet, You Are So Sweet, 2023), Koga Yudai (Watashi Wo Moratte, 2024), ator e vocalista do grupo musical japonês &Team, e muito mais. 

Assista ao trailer do filme:

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Entrevista | Janaina Tokitaka fala sobre novo livro infantojuvenil, investigações e mistérios

Na entrevista, Janaina Tokitaka apresenta Cora Curiosa, seu novo livro infantojuvenil, e comenta a criação da protagonista, o valor da curiosidade e o processo de escrever para livros e séries

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SOU, primeiro álbum do Soul de Brasileiro, chega às plataformas hoje

Com sonoridade que conecta soul music, samba, MPB, jazz, funk e matrizes afro-brasileiras, o álbum tem participações de Paula Lima, Josiel Konrad e do rapper baiano Hiran

Formado por Negra Silva, José Junior e Ge Vieira, o trio Soul de Brasileiro lança hoje o primeiro álbum, SOU, pelo Selo Toca Discos, com distribuição da Universal Music. O álbum conta com as participações especiais de Paula Lima, do músico Josiel Konrad e do rapper baiano Hiran. Junto com o álbum, será lançado o videoclipe da música Oxum Rabane.

Com mais de uma década de trajetória, o Soul de Brasileiro conecta soul music, samba, MPB, jazz, funk e matrizes afro-brasileiras. Nascidos na Vila Kennedy, zona oeste do Rio de Janeiro, e unidos pela música, inicialmente em igrejas, Ge Vieira, José Junior e Negra Silva descobriram ainda jovens a potência de suas vozes e transformaram esse encontro em um projeto que celebra identidade, pertencimento, ancestralidade, afeto, espiritualidade, resistência e uma constante busca por excelência musical.

Sobre as participações, Negra Silva comenta: “Quando começamos a gravar, tivemos a percepção de que algumas canções se encaixariam com a voz ou o instrumento de artistas com os quais nos identificamos. Para a música em Aí Tem Coisa, que tem esse groove carioca, pensamos no trombone de Josiel Konrad, que trouxe a identidade musical dos anos 1970 que queríamos para a canção”. José Junior complementa: “A Paula Lima é um amor antigo. Quando finalmente nos conhecemos pessoalmente, a conexão foi tão natural que ela aceitou o convite antes mesmo de saber qual seria a música. Em Eu Segui, a Paula trouxe uma emoção muito especial. Já para a gravação de Glória, sabíamos que queríamos um rapper. Depois de ouvirmos o álbum Imundo, do Hiran, sentimos que ele era a voz certa. Ele nos enviou, em tempo recorde, uma poesia poderosa, com sua voz marcante e inconfundível. Ter esses três artistas em SOU é realmente um presente”.

Foto: divulgação/Marcos Hermes

Depois dos singles De Onde Eu Vim, Minha Vibe e Aí Tem Coisa, o álbum Sou reafirma a maturidade criativa do grupo, que construiu uma linguagem própria na qual as vozes assumem protagonismo absoluto. Com direção artística de Constança Scofield e produção musical de Felipe Rodarte, gravado no icônico estúdio Toca do Bandido, o álbum reúne composições autorais que transitam com naturalidade entre o soul brasileiro, o neo soul, a MPB contemporânea, o R&B, o samba e diferentes expressões da música afrodiaspórica, dialogando com referências como Cassiano, Tim Maia, Sandra Sá, Jorge Ben, Marvin Gaye, Lauryn Hill, Jill Scott, Fela Kuti e Erykah Badu, sem abrir mão de uma identidade profundamente brasileira.

“Acho que SOU não fala exatamente do tempo que passou, e sim do que adquirimos com a passagem dele. O álbum reflete quem somos hoje, principalmente nossa humanidade e nossas contradições. Queremos cantar sobre o que vivemos e observamos num Brasil de muitas nuances. Temos um compromisso com o que fazemos artisticamente, até porque, não é nada fácil”, pontua Ge VieiraJosé Junior reforça: “Depois de mais de dez anos de caminhada, nos sentimos mais maduros, mais conscientes das nossas escolhas e mais à vontade com as nossas complexidades. Tudo o que cantamos nasce das nossas vivências, das nossas raízes. É isso que buscamos construir no Soul de Brasileiro: uma música que emocione, represente e conecte as pessoas.”

Constança e Felipe, responsáveis pelo Selo Toca Discos, conheceram o Soul de Brasileiro por ocasião da segunda edição do programa Aceleração Musical Labsonica Toca do Bandido, em 2023, durante o qual o trio participou de um songcamp, gravou três singles, uma live session e um ensaio fotográfico. “O trio assimilou rapidamente cada provocação e estratégia proposta ao longo do processo. Além do talento evidente, demonstrou inteligência artística, abertura para experimentar e uma rara capacidade de transformar direcionamentos em música. Quando chegou a hora de pensar o álbum, eles trouxeram uma safra de composições que aprofundavam justamente a identidade que vínhamos lapidando juntos”, conta Constança. “O resultado é um trabalho estruturado em três grandes eixos: baladas românticas; identidade e ancestralidade; pertencimento e afirmação”, conclui.

Reconhecido pela potência vocal, sofisticação dos arranjos e forte conexão com o público em suas apresentações ao vivo, o trio Soul de Brasileiro encara um grande desafio no dia 12 de setembro, quando se apresenta no Espaço Favela do Rock in Rio, uns dos maiores festivais musicais do planeta. “Esse álbum tem a nossa cara, é fruto da nossa maturidade, da nossa bagagem artística. Estamos prontos pra levar a nossa arte para esse mundão afora”, conclui Negra Silva. 

Sobre o Soul de Brasileiro

Integraram o projeto internacional Playing For Change, ao lado de Gilberto Gil, Manu Chao, Jack Johnson e Stephen Marley, levando a música do trio para uma audiência global.

Estabeleceram parceria artística com Sandra Sá, que produziu e dirigiu musicalmente o EP Ciclo4i, conectando o grupo a um dos maiores nomes da soul music brasileira.

Lançaram o single Diamante, em parceria com a poetisa e atriz Elisa Lucinda, aproximando música e poesia em uma obra que celebra a ancestralidade e a potência da cultura afro-brasileira.

Foram selecionados pelo edital Aceleração Musical LabSonica – Edição Toca do Bandido, um dos principais programas de desenvolvimento de novos artistas da música brasileira.

Destaque no Festival Favela, da CUFA, reconhecendo o Soul de Brasileiro entre os talentos mais representativos da nova música produzida nas periferias brasileiras.

Integraram o espetáculo Meteverso, contemplado por edital da FUNARJ, reafirmando o reconhecimento institucional do projeto.

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Texto revisado por Crystal Ribeiro

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Ele voltou: o novo álbum de Jão deixa todos emocionados

O Memórias Póstumas traz uma virada na carreira do cantor brasileiro

Com seu novo álbum, Jão trouxe novos temas para suas composições. O luto, as dificuldades do amor e a vida adulta estão entre o que foi cantado em seu trabalho recente e mais emocionante.

Durante mais de um ano o cantor esteve em hiatus, mas ele fez toda a espera e ansiedade valerem a pena. A audição do novo álbum lotou o Vale do Anhangabaú com fãs que puderam escutar as músicas com antecedência. O Entretetizei esteve lá e podemos dizer que o momento foi emocionante, um encontro entre Jão, em um momento vulnerável, e seus fãs.

Foto: reprodução/Instagram @mif.pics

Se você conheceu aquele Jão cheio de extravagâncias de Super, é hora de mudar a perspectiva. Com Memórias Póstumas, ele escreve de uma maneira ainda mais íntima, mas claro, cheio de toques que apenas ele poderia dar.

“A morte já levou tanto e ainda pede mais”, ele declara em Catedral, primeira música do álbum, já dando uma sugestão de todas as emoções que estão reservadas para o decorrer do novo projeto.

Entre as canções mais comentadas pelos fãs nas redes sociais, temos João, a única que não foi composta pelo cantor, mas sim por Pedro Tófani, diretor criativo e namorado de Jão. A música fala sobre momentos conturbados de um relacionamento de maneira profunda, tratando até mesmo de possíveis nomes de filhos discutidos.

Foto: divulgação/Hugo Comte

A sonoridade do álbum não lembra em nada o que já foi feito pelo cantor ou outros artistas. A produção é feita de maneira única e coerente com o que ele canta, reforçando cada sentimento que o ouvinte pode sentir durante a experiência.

O álbum é encerrado com a faixa Memórias Póstumas, que também nomeia o projeto e mostra que Jão continua o mesmo que já conhecemos: vulnerável, mas cheio de referências e talento na arte de compor.

E aí, qual música de Memórias Póstumas ganhou seu coração? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Ele está de volta! Jão anuncia novo álbum: Memórias Póstumas

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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KARD: o grupo misto que conquistou o coração dos fãs brasileiros

Do debut ao disband: relembre a história do KARD, seus sucessos, projetos solo e a forte conexão com o Brasil 

No início do mês, a DSP Media anunciou que o grupo estaria realizando seu disband no final de Julho. Após quase 10 anos de grupo, os membros do grupo KARD também realizam seu último comeback dentro da empresa com o lançamento do álbum Where To Now? (Part.2: NOWHERE) e também com uma turnê mundial de despedida.

Sendo um dos poucos grupos mistos do K-pop e um dos artistas que mais marcaram uma geração de fãs brasileiros, o Entretê preparou um especial para relembrar sua trajetória.

A história do KARD: como surgiu o grupo misto de K-pop 

A história do grupo se inicia em dezembro de 2016, quando a DSP Media anunciou o lançamento de um grupo no estilo Co-Ed, trazendo membros masculinos e femininos para o mesmo grupo, se tornando até então um dos poucos grupos com essa formação na terceira geração do K-pop. Uma empresa que já havia lançado grandes como Sechs Kies, Fin.K.L, Kara e April, apresentou os membros J.seph, BM, Somin e Jiwoo ao público com o nome KARD.

Foto: reprodução/ DSP Media

Trazendo um conceito inspirado em jogos de cartas, o nome do grupo também possui relação com essa ideia, onde cada membro do grupo representa uma das cartas, sendo: BM como o Rei (King), J.Seph representando o Ás (Ace), Somin com o Coringa Preto (Black JokeR) e Jiwoo como o Coringa Colorido (Color JokeR). A letra D do nome vem para as cartas escondidas (HidDen) que possui dois conceitos para o grupo.

Durante sua fase de pré-debut., foi realizado o lançamento de três singles especiais que traziam convidados surpresas, esses que representavam essa carta oculta (HidDen card). Hur Youngji, do grupo KARA, foi a primeira participação para o conceito com a música Oh NaNa, já os lançamentos de Don’t Recall e Rumor trouxeram surpresas diferentes, a primeira sendo o lançamento de uma versão inteiramente em inglês, e a segunda com a participação do coreógrafo Z.Sun no vídeo de performance especial

Em Junho de 2017 o grupo iniciou sua primeira turnê 2017 The 1st Tour “Wild KARD” e apenas em 19 de Julho que realizaram sua estreia oficial com o EP Hola Hola. As músicas do álbum trazem uma sonoridade que mistura o Reggaeton e o Tropical House dentro da estética e sonoridade do K-pop. Dessa forma, o KARD ganhou rapidamente atenção internacional, principalmente na América Latina, e lançamentos como You In Me, Bomb Bomb e Ring The Alarm, que se destacam por esse estilo, acumulam milhões de streams nas plataformas.

Além da conquista de público internacional, eles também ganharam prêmios de destaque Rookie logo no ano de estreia e outras reconhecimentos como o New Wave Award da Asian Artist Award em 2018 e o Best Musician Award em 2023 pela mesma premiação, uma das mais importantes da coreia do sul.

Foto: reprodução/ X @KARD_charts

O Fandom do grupo também recebe o nome de Hidden KARD, trazendo então o segundo conceito para a letra D do nome do grupo, e mostrando que os fãs são a peça final que completa o sentido das cartas de baralho que representam o grupo.

O Brasil se tornou uma segunda casa para o KARD

No início da carreira, em 2017 KARD realizou uma turnê mundial antes do debut oficial para conhecer os fãs que estavam fazendo parte do seu sucesso, marcando presença em países como Estados Unidos, Canadá, México e, principalmente, o Brasil, o qual contou com datas para cinco cidades diferentes (Fortaleza, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo). Esses primeiros shows além de serem bons para a promoção deles, serviu como uma ótima chance de criar a conexão com os fãs.

Foto: reprodução/ X @KARD_Official

Além do show em 2017, eles retornaram ao Brasil em 2018, 2019, 2022, 2023 e 2025, mostrando que possuem muito carinho não só pelos fãs como pelo país que os acolheu desde o início da carreira. Também é considerado o grupo de K-pop que veio mais vezes ao Brasil, e os membros sempre fizeram questão de compartilhar sobre como são contagiados pela energia do público brasileiro e como os fãs sempre sabem cantar com todo o coração as letras das músicas.

Saindo do convencional, o grupo chegou a realizar o cover de músicas nacionais em seus shows no Brasil. Músicas como Sim ou Não da Anitta, Pesadão da Iza e até Sentadona da Luiza Sonza foram escolhas que eles tiveram para apresentar aos fãs em suas performances especiais, mostrando que procuraram aprender o português para trazer a melhor experiência para os fãs.

Foto: reprodução/ X @KARD_Official

No último show no país, em 2025, para a turnê de Where To Now?, eles trouxeram uma setlist com as músicas do último álbum de mesmo nome, e o Entretê participou da coletiva de imprensa e conferiu de perto a energia única e talento do grupo durante um show que entrou, mais uma vez, para a memória dos Hidden KARDs brasileiros.

Os projetos solos dos quatro integrantes

Além das atividades em grupo, os integrantes também investiram em projetos individuais, o que levou a um conhecimento maior de seus nomes dentro do K-pop. Em 2020, durante o auge da pandemia do COVID-19, J.Seph realizou seu ingresso no serviço militar de forma discreta e foi dispensado logo no início de 2022, voltando normalmente para as atividades do grupo. O membro está presente na produção dos singles do grupo e, em maio de 2026, realizou a sua estreia como solista com o lançamento do EP Spin-Off.

BM é o que mais possui trabalhos solos em sua carreira. Como um dos apresentadores do podcast Get Real da Dive Studios, ao lado de outros artistas de Kpop como Eric Nam, Peniel e Ashley Choi, o artista costuma participar de conversas sobre os bastidores da indústria do entretenimento. Em 2021, ele lançou seu primeiro single solo Broken Me e realizou outros lançamentos em 2025, mas atualmente o que tem sido destaque em sua carreira foi a sua estreia como ator para a série Beef da Netflix.

Foto: reprodução/ DSP Media/ Netflix

Somin, por sua vez, antes mesmo de chegar ao grupo chegou a fazer parte do programa KARA Project em 2014, com o intuito de ingressar no grupo, mas chegou a ser eliminada ao conquistar o segundo lugar na final. Mais tarde, em 2015, ela chegou a estrear como membro do grupo APRIL na posição de líder, mas deixou o grupo para focar nos estudos. Atualmente ela compartilha conteúdos da sua rotina e beleza para os fãs. Em abril deste ano, ela também realizou sua estreia como cantora solo com seu primeiro EP Unveil.

Já a maknae, Jiwoo, esteve ativa em seus projetos solos ao participar do programa Good Girl, que tinha como propósito reunir as melhores no Hip-Hop e R&B da coreia do sul em um reality de sobrevivência, que chegou a fazer o lançamento da música Witch ao lado de Yeeun do CLC, JAMIE, Cheetah e Hyoyeon do Girl’s Generation. Seu lançamento musical solo ocorreu em fevereiro de 2026 com o EP (EX)IST, trazendo o melhor da sua performance com o vocal e o Rap.

Foto: reprodução/ Instagram @somin_jeon0822/ Mnet
O fim de uma era, mas não de suas histórias 

No dia 6 de julho, os fãs foram surpreendidos com o anúncio da DSP Media de que o grupo  iniciaria oficialmente seu disband depois de quase 10 anos de grupo. A decisão veio dos próprios membros em comum acordo, visto que o contrato deles será encerrado em dezembro. O anúncio veio acompanhado também do último comeback do grupo e do primeiro álbum completo Where To Now? (Part.2): NOWHERE e também de uma turnê mundial de despedida para os fãs.

BM chegou a compartilhar em uma live no começo do ano que estava trabalhando para esse lançamento e que tinha como proposta trazer a mesma energia do debute do grupo. O lançamento vem como uma despedida significativa para os fãs e logo nos teasers foi possível se conectar com uma sonoridade brasileira.

A faixa título Back to Life, lançada hoje, foi escolhida para representar esse momento do grupo. Trazendo um MV que traduz toda a identidade do KARD construída ao longo dos anos, como um presente para os fãs.

Confira aqui o videoclipe:

Mesmo com o fim do grupo, os membros chegaram a compartilhar que pretendiam manter-se ativos na indústria do entretenimento através de seus projetos individuais.

Você também acompanhou a trajetória do KARD?! Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  Facebook, Instagram e X e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

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Texto revisado por Luana Chicol

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