Prepare-se para o retorno dos Jonas Brothers ao acampamento musical com uma retrospectiva dos hits dos dois primeiros capítulos
“Cause we rock. We rock, we rock on” ♪
Tudo bem, as férias já acabaram, mas finalmente chegou a hora de voltar ao acampamento mais amado do universo Disney. Sim, dia 14 de agosto Camp Rock 3 chega ao Disney+. O novocapítulo da franquia musical vai acompanhar uma nova geração de campistas em busca do estrelato
Em aquecimento para o terceiro filme, reunimos uma lista com as músicas mais ouvidas de CampRock(2008) e Camp Rock 2: The Final Jam(2010), que também estão disponíveis no streaming. Prontos para essa retrospectiva nostálgica?
Gotta Find You
Foto: divulgação/Disney+
A primeira serenata de toda uma geração, Gotta Find You é a canção que Shane Gray (Joe Jonas), astro do Connect 3, canta para Mitchie Torres (Demi Lovato), com quem estava se conectando no acampamento. Na música, o jovem fala sobre os sentimentos e a necessidade de encontrar a garota misteriosa cuja voz o inspirou novamente. O que ele não sabia no momento, é que essa menina era justamente Mitchie.
This is Me
Foto: divulgação/Disney+
Mais do que uma música, uma declaração! Clímax do primeiro filme, This is Me é o momento em que Mitchie Torres abre o coração sobre quem realmente é após um verão onde chegou a apagar o próprio brilho e mentir para se encaixar. Para isso, ela conclui uma de suas canções e dá origem a uma apresentação memorável.
We Rock
Foto: divulgação/Disney+
Após a conclusão da Jam Final, a competição que encerra o acampamento de verão, todo o Camp Rock se une em uma última apresentação. A canção escolhida pelos campistas foi We Rock, que mistura pop, rock e dá a cada integrante do elenco a chance de cantar, dançar, e, principalmente, se divertir.
It’s On
Foto: divulgação/Disney+
Camp Rock 2: The Final Jam coloca nosso amado Camp Rock em competição com um novo acampamento, chamado Camp Star. Decididos a provar que são os melhores, nossos músicos vão à base do rival convocá-los para uma disputa. E é claro que eles fazem isso na língua que melhor entendem: cantando. O resultado é It’s On, um divertido chamado à batalha entre acampamentos.
Wouldn’t Change a Thing
Foto: divulgação/Disney+
Uma das canções mais lembradas de Camp Rock 2 é Wouldn’t Change a Thing, que marca um momento delicado na relação entre Shane e Mitchie. Fora de sintonia pela dificuldade em passar tempo juntos durante os preparativos para a competição, eles desabafam em uma música. Na letra, eles refletem sobre suas diferenças, mas chegam à conclusão que não conseguem ficar bravos e que, no fim, não mudariam nada um no outro.
Introducing Me
Foto: divulgação/Disney+
Em uma trama digna de Shakespeare, Camp Rock 2 traz o romance entre Nate Gray (Nick Jonas), membro importante do Camp Rock, e Dana Turner (Chloe Bridges), filha do dono do Camp Star. O grande desafio dos dois é a dificuldade de Nate se abrir e deixar que ela o conheça. Após perceber que isso poderia causar o fim da relação, o jovem decide contar tudo sobre si na divertida Introducing Me, em que precisa acelerar o ritmo para conseguir terminá-la nos dois minutos de pausa que a amada tem.
O que esperar de Camp Rock 3?
Foto: divulgação/Disney+
Camp Rock 3 vai mostrar o Connect 3, banda interpretada pelos Jonas Brothers, se encontrando para uma turnê de reunião. Os irmãos sofrem um baque quando eles perdem a atração de abertura, levando o trio de volta ao Camp Rock em busca de um novo talento capaz de acompanhá-los nos shows. Lá, eles conhecerão uma nova e talentosa geração de campistas disposta a provar que merece seu lugar ao sol.
Além de Joe, Nick e Kevin Jonas como Shane, Nate e Jason Grey, a produção também conta com Maria Canals-Barrera (Feiticeiros de Waverly Place, 2007) como Connie, a mãe de Mitchie. O novo elenco inclui Liamani Segura (Descendentes: País das Maravilhas Malvado, 2026), Malachi Barton (Zombies 4: A Era dos Vampiros, 2025), Lumi Pollack (Electric Bloom: A Melhor Banda do Mundo, 2025), e Sherry Cola (Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda, 2025). A direção é de Veronica Rodriguez (Festa do Pijama Muito Louca, 2023) e o é roteiro de Eydie Faye (Fuller House: Três é Demais, 2016).
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Novo longa do diretor de Invasão Zumbi chega aos cinemas brasileiros em outubro
A Paris Filmes acaba de divulgar cartaz oficial de Zona Zero(Colony), que mistura terror e ação. Do diretor de Invasão Zumbi (2016), Yeon Sang-ho, a produção é sobre um vírus mutante que transforma as regras de sobrevivência e estreia em 1º de outubro nos cinemas brasileiros.
Imagem: divulgação/Paris Filmes
A trama começa em uma conferência de biotecnologia onde tudo parece estar sob controle. De repente, um vírus que sofre mutações rápidas é liberado, forçando o isolamento imediato do local. A contaminação se espalha rapidamente, e os infectados não apenas atacam, eles evoluem de formas imprevisíveis e cada vez mais perigosas. Presos nesse confinamento, um grupo de sobreviventes precisa lutar pela própria vida enquanto, a cada minuto, as regras do jogo mudam completamente.
Imagem: divulgação/Paris Filmes
O elenco conta com Jun Ji-hyun, Ji Chang-wook, Koo Kyo-hwan, Shin Hyun-been e Kim Shin-rok. Sang-ho assina o roteiro com Choi Gyu-Seok.
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Em viagem ao Brasil, as haenyeo compartilham como o respeito pela natureza, a força da comunidade e a memória de gerações moldaram suas vidas e mantêm viva uma das tradições mais emblemáticas da Coreia
Quando pensamos em Jeju, uma das primeiras imagens que vêm à mente são as haenyeo, mulheres que mergulham sem cilindro de oxigênio para coletar frutos do mar. Mas a história delas vai muito além do mergulho. Ser haenyeo significa viver em comunidade, respeitar o tempo da natureza e carregar conhecimentos que passam de mãe para filha há gerações.
Foi justamente essa tradição que desembarcou no Brasil com a exposição Sopro do Mar – Jeju Haenyeo, Mulheres e Coletividade, realizada pelo Centro Cultural Coreano no Brasil (KCCB). Além da mostra, o público também teve a oportunidade de ouvir quem vive essa realidade todos os dias.
O Entretê conversou com Yang Young-boo, que mergulha há 46 anos nas águas da Ilha de Gapado, e com Yoo Yong-ye, haenyeo, fotógrafa e diretora da Cooperativa de Pescadores da ilha. Entre lembranças emocionantes, mudanças no oceano e reflexões sobre o futuro, as duas mostram que a cultura das haenyeo não sobrevive apenas por causa do mar, mas pelas pessoas que decidiram preservá-la.
Foto: divulgação/Luana Esperatti
“Ninguém vence o mar”, relembra Yang Young-boo, 46 anos como haenyeo.
Yang Young-boo tinha apenas 19 anos quando entrou no mar pela primeira vez. O que começou como uma forma de garantir o sustento acabou se transformando em uma vida inteira dedicada às águas da Ilha de Gapado. Ao longo de 46 anos como haenyeo, ela viu o oceano mudar, enfrentou tempestades, perdeu companheiras e aprendeu que mergulhar exige muito mais do que coragem.
Foto: divulgação/ KCCB
Em conversa com o Entretetizei, Yang falou sobre os desafios da profissão, a força da comunidade e o legado que espera deixar para as próximas gerações:
Entretetizei: Quando a senhora começou a mergulhar como haenyeo, aos 19 anos, imaginava que essa escolha definiria toda a sua vida?
Yang Young-boo: Naquela época eu nem pensava nisso. Comecei porque precisava trabalhar e ganhar a vida, não por que imaginava que seria uma profissão para sempre. De repente, quando percebi, já tinham se passado mais de 40 anos. Hoje, olhando para trás, sinto que foi o mar que moldou a minha vida.
E: Existe algum mergulho que tenha marcado especialmente sua trajetória como haenyeo? Essa experiência mudou a forma como a senhora enxerga a profissão ou a própria vida?
YYB: O mar parece sempre o mesmo, mas nenhum dia é igual ao outro. Já enfrentei tempestades e vivi situações de perigo que nunca imaginei passar. Foi assim que aprendi que ninguém vence o mar. É preciso respeitá-lo. Não podemos ser gananciosos e, quando as condições não são favoráveis, também precisamos saber esperar o momento certo.
E: Depois de 46 anos vivendo do mar, qual foi a maior lição que essa experiência lhe ensinou?
YYB: O mar é honesto. Ele devolve exatamente aquilo para o qual você se preparou e logo mostra quando alguém age com ganância. Também aprendi que ninguém vive sozinho. No mar, o mais importante é cuidar uns dos outros e saber esperar por quem está ao seu lado. Acho que é esse espírito que faz das haenyeo uma verdadeira família.
E: As haenyeo costumam ser vistas como símbolo de força feminina. Mas quais medos, fragilidades e sacrifícios dessa profissão as pessoas normalmente não enxergam?
YYB: As pessoas dizem que somos fortes, mas não existe ninguém que entre no mar sem sentir medo. Basta o tempo mudar um pouco para a tensão aumentar, principalmente porque sempre há uma família esperando por nós em casa. Houve dias em que precisei mergulhar mesmo estando doente e também vivi a dor de perder companheiras de trabalho. Esse é um lado da vida das haenyeo que muita gente não conhece.
E: Se a senhora tivesse nascido em outro lugar, acredita que seria uma haenyeo diferente? Qual foi a importância de Gapado na pessoa que a senhora se tornou?
YYB: Acredito que sou quem sou porque nasci e cresci em Gapado. Desde pequena vivi olhando para esse mar e aprendi tudo com as haenyeo mais experientes da ilha. Quando o mar muda, a forma de mergulhar também muda, e as pessoas mudam junto. No fim das contas, foi o mar de Gapado que me formou.
E: Quando começou a trabalhar como haenyeo, imaginava que um dia essa cultura seria reconhecida pela UNESCO? Ao longo desses anos, o que mais mudou: o mar, as pessoas ou o significado de ser haenyeo?
YYB: Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Naquela época, ser haenyeo era simplesmente um meio de sustento. Hoje, as pessoas enxergam essa profissão como parte da cultura. Mas o que mais mudou foi o próprio mar. Espécies que antes eram comuns desapareceram e a paisagem marinha também mudou bastante. Por isso acredito que a vida das haenyeo também está mudando.
E: Hoje, muitas jovens escolhem outros caminhos profissionais. Como a senhora se sente ao ver essa tradição diminuindo? Ela ainda pode continuar viva sem perder sua essência?
YYB: É claro que dá tristeza. Mas também não é algo que possa ser imposto. Para ser haenyeo é preciso gostar do mar e ter disposição para enfrentar essa vida por muitos anos. Mais importante do que aumentar o número de mergulhadoras é que quem decidir seguir esse caminho aprenda da forma certa e cuide do mar com respeito.
E: Se pudesse conversar com a senhora de 19 anos, antes do primeiro mergulho, o que diria? E que mensagem gostaria de deixar para as futuras gerações de haenyeo?
YYB: Eu diria: “Você trabalhou muito. Parabéns por todo o seu esforço”. Naquela época eu só seguia em frente, sem olhar para trás, mas hoje vejo o quanto me dediquei. Para quem sonha em se tornar haenyeo, espero que nunca enxergue o mar apenas como uma forma de ganhar dinheiro. Antes de tudo, é preciso aprender a respeitá-lo e a viver em harmonia com ele. Se esse espírito continuar existindo, acredito que a cultura das haenyeo seguirá viva por muito tempo.
“Ser haenyeo é muito mais do que mergulhar”: Yoo Yong-ye fala sobre preservar uma tradição centenária
Enquanto Yang Young-boo compartilha a experiência de quem passou quase cinco décadas no mar, Yoo Yong-ye vive a cultura das haenyeo sob diferentes perspectivas. Além de mergulhadora da Ilha de Gapado, ela também é fotógrafa, diretora da Cooperativa de Pescadores de Gapado e auditora da Associação das Haenyeo de Jeju. Seu trabalho vai além dos mergulhos: ela registra, preserva e apresenta ao mundo uma tradição que acredita ter muito a ensinar sobre comunidade, meio ambiente e convivência.
Foto: divulgação/KCCB
Em conversa com o Entretetizei, Yoo falou sobre sua trajetória, os impactos das mudanças climáticas e a importância de manter viva uma cultura que continua atravessando gerações:
Entretetizei: Além de ser haenyeo, a senhora também exerce um papel de liderança na comunidade. Como foi assumir a responsabilidade de preservar e dar continuidade à cultura das haenyeo?
Yoo Yong-ye: Eu não fui para Jeju pensando em me tornar haenyeo. Cheguei à Ilha de Gapado como fotógrafa para registrar a vida dessas mulheres, mas logo percebi que apenas fotografá-las não era suficiente para compreender quem realmente eram.
Foi por isso que entrei no mar.
Ser haenyeo não é apenas aprender a mergulhar. É aprender a viver em comunidade, compreender seus valores e desenvolver uma relação de respeito com a natureza.
Com o tempo, conquistei a confiança da comunidade e assumi a liderança da cooperativa de pescadores. Para mim, um líder não é apenas alguém que representa um grupo, mas quem protege seus valores e garante que eles cheguem às próximas gerações. Trazer essa cultura ao Brasil também faz parte dessa responsabilidade.
E: A cultura das haenyeo valoriza a força da comunidade acima do trabalho individual. O que esse modo de viver pode ensinar ao mundo de hoje?
YYY: Antes de aprender a competir, as haenyeo aprendem a conviver.
O mar não é um lugar onde alguém consegue sobreviver sozinho.
Nós protegemos juntas as áreas de pesca, cuidamos umas das outras nos momentos de perigo e pensamos sempre nas próximas gerações. Não retiramos tudo o que o mar oferece; deixamos que ele continue vivo.
Hoje o mundo enfrenta não apenas as mudanças climáticas, mas também um distanciamento cada vez maior entre as pessoas. Acredito que a comunidade das haenyeo mostra que ainda é possível viver em equilíbrio com a natureza e cooperar em vez de competir.
E: Em que momento a senhora percebeu que preservar a cultura das haenyeo era uma responsabilidade que ia além do próprio trabalho?
YYY: Foi quando comecei a perceber que o mar estava mudando.
Algas que sempre apareciam em determinada época do ano começaram a desaparecer. O fundo do mar mudou, a vida marinha mudou e as haenyeo mais velhas repetiam que aquele já não era o mesmo mar.
Foi então que entendi que não estávamos perdendo apenas espécies marinhas. Também estávamos correndo o risco de perder conhecimentos e memórias construídos ao longo de centenas de anos.
Desde então, registrar essa cultura deixou de ser apenas o meu trabalho. Tornou-se uma responsabilidade.
E: O que a fotografia e o vídeo conseguem registrar que livros e documentos não conseguem?
YYY: Livros registram os acontecimentos.
A fotografia e o vídeo mostram como aqueles momentos foram vividos.
Uma fotografia preserva detalhes que o tempo apaga: as mãos marcadas pelo trabalho, o rosto de quem passou décadas mergulhando, a cor do mar ou a textura das roupas das haenyeo.
Mas escolhi a fotografia porque ela também registra as relações humanas.
Em uma única imagem estão presentes uma vida inteira de trabalho, o respeito pela natureza e o tempo vivido em comunidade.
O vídeo acrescenta movimento, respiração e até o sumbisori, o som característico que as haenyeo fazem quando voltam à superfície.
Por isso acredito que fotografia e vídeo não servem apenas para preservar o passado. Eles aproximam pessoas de culturas diferentes e ajudam a criar conexões que muitas vezes as palavras não conseguem.
E: As mudanças climáticas já afetam a rotina das haenyeo? O que mais mudou no mar ao longo dos anos?
YYY: Para nós, as mudanças climáticas não são um problema do futuro. Elas já fazem parte da nossa realidade.
Em Gapado, diversas espécies de algas diminuíram bastante e o ecossistema marinho continua mudando rapidamente.
A ciência registra essas mudanças por meio de pesquisas e dados.
Nós sentimos essas mudanças primeiro com o corpo.
Quem entra no mar todos os dias percebe antes de qualquer pessoa a temperatura da água, as correntes, a distribuição das espécies e até as mudanças nas estações do ano.
É por isso que acredito que as haenyeo são algumas das testemunhas mais próximas das mudanças climáticas.
E: O que as pessoas de outros países costumam entender errado sobre as haenyeo?
YYY: Muitas pessoas pensam que ser haenyeo é apenas uma profissão diferente ou uma tradição antiga.
Mas é muito mais do que isso.
É um modo de viver.
Nós não apenas usamos o mar. Vivemos em relação com ele.
Espero que, depois desta exposição no Brasil, as pessoas enxerguem as haenyeo não apenas como uma tradição do passado, mas como um exemplo de sabedoria que continua fazendo sentido nos dias de hoje.
E:Se imaginar as haenyeo daqui a 50 anos, o que a senhora espera que nunca mude?
YYY: A profissão pode mudar com o tempo.
Mas espero que nunca desapareçam o respeito pela natureza e o espírito de colocar a comunidade em primeiro lugar.
O verdadeiro valor das haenyeo não está apenas na técnica do mergulho, mas na forma como aprendemos a viver em harmonia com o mar.
É esse espírito que espero ver atravessando gerações e chegando a cada vez mais pessoas.
E: Se quem visitar esta exposição lembrar de apenas uma coisa sobre as haenyeo, o que a senhora gostaria que fosse?
YYY: Espero que as pessoas não se lembrem apenas de mulheres fortes.Gostaria que lembrassem de uma comunidade de mulheres que viveu, protegeu e preservou o mar ao longo de gerações.
Esta exposição fala sobre Jeju, mas também sobre a relação entre as pessoas e a natureza.O mar do Brasil e o mar de Jeju têm paisagens diferentes, mas acredito que quem vive deles compartilha os mesmos valores.
Se cada visitante sair daqui pensando no seu próprio mar, na sua própria comunidade e na importância de cuidar deles, esta exposição já terá cumprido seu propósito.
E você, ficou com vontade de conhecer melhor essas mulheres incríveis? Nos conte em nossas redes sociais – Instagram, X e Facebook – e nos siga para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento!
A apresentação acontece no dia 30 de outubro, em São Paulo. A pré-venda começa em 5 de agosto e a venda geral abre em 7 de agosto
Quando Nicole Scherzinger anunciou We’re Back! no palco do American Music Awards, em maio deste ano, a reação foi imediata. Em poucos minutos, as Pussycat Dolls dominaram as redes sociais e mostraram que a relação construída com o público ao longo de duas décadas permanece tão forte quanto no auge da carreira. Mesmo após anos longe dos palcos, o trio confirmou que continua mobilizando diferentes gerações e despertando o interesse de fãs ao redor do mundo. Agora, esse reencontro chega a São Paulo no dia 30 de outubro, quando a PCD Forever Tour faz a sua estreia no Nubank Parque. A turnê celebra os 20 anos do álbum PCD (2005) e coloca o Brasil, pela primeira vez, na rota do grupo.
Imagem: divulgação/Pussycat Dolls
O show é uma realização da 30e, maior companhia brasileira de entretenimento ao vivo, com apresentação de Itaú Live, plataforma proprietária de música do Itaú Unibanco, e tem a Budweiser como cerveja oficial. Clientes do banco terão acesso à pré-venda exclusiva, com 15% de desconto na compra de ingressos utilizando cartões de crédito.
Os ingressos estarão disponíveis pela Eventim da seguinte forma: clientes Private Bank e Itaú Personnalité poderão comprar ingressos entre 5 de agosto, às 10h, e 6 de agosto, às 9h59. Para todos os clientes Itaú Unibanco, a pré-venda ocorre entre 6 de agosto, às 10h, e 7 de agosto, às 9h59.
As Pussycat Dolls deixaram uma marca que ultrapassa os sucessos que dominaram as paradas. Canto, dança e performance passaram a dividir o protagonismo em um mesmo espetáculo, consolidando um formato que se tornaria referência para grandes produções internacionais. Nesse processo, as coreografias deixaram de funcionar apenas como um complemento visual e assumiram um papel central na construção da narrativa dos shows.
Essa identidade também se refletiu na forma como o trio construiu sua imagem. Enquanto a sensualidade feminina ainda era frequentemente tratada pela indústria como um recurso estético, as Pussycat Dolls a incorporaram como parte de uma proposta artística baseada em confiança, atitude e protagonismo.
Esse impacto foi impulsionado por um repertório que ajudou a definir a música pop dos anos 2000. Lançadas nos álbuns PCD(2005) e Doll Domination (2008), faixas como Don’t Cha, Buttons, Beep, Stickwitu, Wait a Minute, When I Grow Up e I Hate This Part dominaram rádios, canais de música e pistas de dança ao redor do mundo. O sucesso comercial acompanhou essa influência cultural.
Ao longo da carreira, as Pussycat Dolls venderam mais de 15 milhões de álbuns e 40 milhões de singles, emplacaram cinco músicas no Top 10 da Billboard Hot 100 e, em 2012, foram incluídas pela VH1 na lista 100 Greatest Women in Music, reconhecimento que consolidou seu lugar entre os girl groups mais influentes da história da música pop.
Duas décadas depois, Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt lideram o retorno do grupo, que já se apresentou aos fãs com a inédita Club Song, primeiro lançamento desde React (2020). A celebração também inclui edições comemorativas dos álbuns PCD, que reúne sucessos como Don’t Cha, Buttons, Stickwitu, Beep e Wait a Minute, e Doll Domination, e responsável por hits como When I Grow Up e I Hate This Part, reforçando a força de um repertório que continua conquistando novos ouvintes nas plataformas digitais.
“Sempre sentimos o carinho e o apoio dos nossos fãs brasileiros. A paixão e a dedicação deles significam muito para nós, e estamos muito animadas por trazer a PCD Forever Tour para São Paulo! Mal podemos esperar para retribuir todo esse amor e essa energia com um show inesquecível, celebrar esse momento especial junto ao público do Brasil e criar novas memórias com os fãs que nos acompanham desde o início“, afirmam as integrantes da banda.
O show no Brasil ocorre em São Paulo, cidade que figura entre as que mais escutam as Pussycat Dolls no Spotify. Com mais de 16,5 milhões de ouvintes mensais e 6,6 milhões de seguidores na plataforma, o grupo segue ampliando seu alcance global, enquanto a capital paulista se consolida como um de seus principais mercados
“A estreia das Pussycat Dolls no Brasil mostra como alguns projetos seguem relevantes muito além do seu momento original. Existe uma memória afetiva forte em torno do grupo, mas também uma nova geração descobrindo essas músicas nas plataformas e nas redes. Para a 30e, é muito especial transformar essa demanda em uma experiência ao vivo de grande escala”,afirma Carol Pascoal, VP de Marketing e Comunicação da 30e.
Na PCD Forever Tour, as Pussycat Dolls retomam a identidade que as transformou em uma das maiores referências do entretenimento pop. Coreografias em perfeita sintonia, figurinos inspirados em diferentes fases da carreira e uma abordagem contemporânea desse universo conduzem o espetáculo, equilibrando a essência que consagrou o trio com uma nova leitura para o retorno aos palcos.
“Tem artistas que marcam gerações e as Pussycat Dolls são um desses casos. E quando a gente decide trazer um show assim para o Brasil, não é só sobre entretenimento, é sobre entender o que conecta as pessoas a memórias, a momentos que elas querem reviver. Esse é o papel do Itaú Live: colocar o fã no centro dessa jornada, oferecendo acesso facilitado, benefícios exclusivos e uma experiência mais fluida ao longo do caminho. Com a pré-venda exclusiva e 15% de desconto para clientes Itaú, seguimos transformando a música em uma plataforma de conexão, relacionamento e valor para nossos clientes“,afirma Rodrigo Montesano, Superintendente de Experiências e Conexões de Marcas do Itaú Unibanco.
Durante anos, assistir às Pussycat Dolls no Brasil foi um desejo alimentado por videoclipes, transmissões de premiações e apresentações acompanhadas à distância. Pela primeira vez, o público brasileiro poderá viver essa experiência ao vivo. Mais do que um show inédito no país, a apresentação marca o encontro entre um repertório que atravessou gerações e uma base de fãs que esperou décadas para viver esse momento.
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No terceiro volume da saga, Pedro Ivo mistura ação, conspiração e conflitos pessoais para mostrar que a fantasia brasileira também tem espaço para criar grandes heróis sem abrir mão da própria identidade
Cuidado! O texto pode conter spoilers.
Quando pensamos em histórias de super-heróis, é quase automático imaginar personagens que nasceram muito longe daqui, protegendo cidades que conhecemos mais pelos filmes do que pela vida real. Por isso, existe algo especialmente interessante em abrir O Cidadão Incomum: Experiência de Quase Morte (2026), terceiro volume da saga escrita por Pedro Ivo, e encontrar uma narrativa que não tenta transformar o Brasil em uma versão genérica dos Estados Unidos para parecer grandiosa.
Acompanhando Caliel em uma nova etapa de sua jornada, o livro mergulha em uma trama marcada pela busca da origem de seus poderes, conspirações políticas, interesses corporativos, experimentos científicos e pela atuação da Organon, organização que infiltra seus interesses na política, na ciência e em diferentes setores da sociedade. É uma história ambiciosa, cheia de mistérios, ação e reviravoltas, mas que nunca perde de vista aquilo que realmente sustenta a leitura: as pessoas envolvidas nesse caos.
Antes mesmo do primeiro capítulo, Pedro Ivo deixa claro qual é sua proposta. Na nota do autor, ele escreve que histórias de super-heróis são, acima de tudo, histórias sobre pessoas comuns tentando lidar com ética, responsabilidade e escolhas difíceis. Não é apenas uma introdução ao universo de O Cidadão Incomum: Experiência de Quase Morte, mas uma espécie de declaração de intenções que acompanha toda a narrativa. Os poderes existem, impressionam e movimentam a trama, mas nunca ocupam um lugar mais importante do que os conflitos internos dos personagens, e essa é uma das maiores qualidades do livro.
A escrita de Pedro Ivo também contribui para isso. A narrativa em primeira pessoa acompanha o jeito inquieto, irônico e, muitas vezes, ansioso de Caliel enxergar tudo ao redor, aproximando o leitor de seus pensamentos sem transformar a história em um grande monólogo. Os capítulos costumam terminar com bons ganchos, os diálogos são rápidos e naturais e existe um ritmo muito próximo do audiovisual, principalmente durante as cenas de investigação e ação.
Ainda assim, o autor encontra espaço para desacelerar quando a história pede, permitindo que momentos mais introspectivos tenham o mesmo peso das grandes sequências de confronto. Em alguns trechos, o excesso de informações e de novos nomes exige um pouco mais de atenção do leitor, mas a narrativa rapidamente reencontra o foco ao trazer tudo de volta para a perspectiva de Caliel.
Essa proximidade fica ainda mais evidente na relação entre Caliel e Eder, um dos grandes destaques de O Cidadão Incomum: Experiência de Quase Morte. Muito mais do que o amigo responsável pela tecnologia e pelas investigações, Eder funciona como um contraponto constante ao protagonista. É ele quem questiona suas decisões, percebe quando algo está errado e, ao mesmo tempo, encontra espaço para aliviar a tensão com comentários bem-humorados. A amizade entre os dois soa genuína porque Pedro Ivo evita transformá-la em uma relação idealizada. Eles discordam, se provocam, brigam e se apoiam, criando diálogos que parecem acontecer entre pessoas que realmente dividem uma longa história juntos.
Lígia também ganha um papel importante na narrativa, principalmente porque a gravidez muda completamente aquilo que está em jogo para Caliel. De repente, a luta deixa de envolver apenas sua própria sobrevivência e passa a colocar em risco a mulher que ama e o futuro do filho que está por vir. O mais interessante é que Pedro Ivo não reduz Lígia à função de alguém que precisa ser protegida.
Ela questiona Caliel, toma decisões difíceis e encara a situação de maneira muito mais pragmática do que ele, chegando a considerar a ajuda da própria Organon quando percebe que talvez essa seja a única forma de garantir uma gestação segura. Essa diferença de perspectivas cria alguns dos diálogos mais fortes do livro e reforça que os conflitos emocionais têm tanto peso quanto qualquer batalha.
É justamente por causa de Lígia que a presença de Regina Albuquerque se torna ainda mais inquietante. Regina está longe da figura clássica da vilã que resolve tudo pela força. Sua ameaça vem da influência, da capacidade de manipular pessoas e do controle que exerce sobre a Organon, organização infiltrada em diferentes setores da sociedade.
Foto: reprodução/Pedro Ivo
Quando a gravidez de Lígia passa a depender da estrutura médica ligada à própria Organon, Pedro Ivo cria um dos conflitos mais interessantes do livro: Caliel precisa confiar justamente na mulher que representa tudo aquilo contra o que vem lutando. A partir desse momento, a tensão deixa de existir apenas durante as cenas de ação e passa a acompanhar cada decisão tomada pelo protagonista.
Outro personagem que merece destaque é Tito. Seu jeito debochado, a linguagem descontraída e as ilusões que cria fazem dele uma presença imprevisível na história, capaz de transformar uma conversa comum em algo completamente desconcertante. Ao mesmo tempo, Pedro Ivo toma cuidado para não deixá-lo preso apenas ao humor. As marcas físicas que carrega e a revolta diante das escolhas de Caliel mostram que Tito também é resultado da violência provocada pela Organon.
Quando os dois entram em conflito, a discussão deixa de ser apenas sobre heróis e vilões e passa a refletir diferentes formas de lidar com trauma, perda e sobrevivência. Essa complexidade também aparece em Jac, personagem que desafia a ideia de um conflito dividido apenas entre mocinhos e vilões. Ao longo da narrativa, Pedro Ivo mostra que boa parte de seus personagens ocupa zonas morais cinzentas, reforçando a ideia apresentada logo na abertura do livro de que a vida dificilmente se resume a escolhas completamente certas ou completamente erradas.
Talvez o maior acerto de O Cidadão Incomum: Experiência de Quase Morte seja justamente entender que poderes extraordinários não tornam ninguém automaticamente extraordinário. Caliel continua sendo um personagem movido pelo luto, pelo medo, pela culpa e, principalmente, pelo peso das responsabilidades que surgem conforme sua vida muda. A chegada da paternidade faz com que seus poderes deixem de representar apenas um fardo pessoal e passem a levantar dúvidas sobre o futuro da própria família, ampliando um conflito que vai muito além das batalhas físicas.
Os momentos em que suas emoções interferem diretamente em suas habilidades são alguns dos mais interessantes do livro, porque deixam claro que seus poderes não representam liberdade, mas também um enorme peso. Pedro Ivo consegue transformar conflitos internos em parte da própria ação, fazendo com que a fantasia nunca se distancie completamente da experiência humana.
Também chama atenção a confiança do autor na identidade da obra. O Cidadão Incomum: Experiência de Quase Morte não tenta esconder que é uma história brasileira para parecer mais universal. A política, a desigualdade, a influência de grandes organizações e até a maneira como os personagens se relacionam pertencem claramente ao Brasil, e isso faz diferença em um gênero que, por muito tempo, pareceu reservado a outros países. Em vez de reproduzir fórmulas já conhecidas, Pedro Ivo constrói um universo que conversa com referências do gênero, mas encontra personalidade justamente por assumir suas próprias raízes.
No fim, O Cidadão Incomum: Experiência de Quase Morte deixa a sensação de que a fantasia brasileira ainda tem muito espaço para crescer. Não porque tente competir com grandes franquias estrangeiras, mas porque entende que nossas histórias, nossos personagens e nossos conflitos já são interessantes o suficiente para sustentar uma grande saga. Se esse é o caminho que Pedro Ivo pretende seguir daqui para frente, Caliel certamente ainda tem muito a dizer.
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Espetáculo estrelado por Bárbara Salomé faz nova temporada entre agosto e setembro de 2026, com 12 apresentações em teatros municipais da capital paulista
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