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OUTROEU lança single Viver de Carinho

Canção inaugura uma era mais íntima e visceral do novo álbum da dupla, que será lançado em breve

 

Após uma pausa de silêncio criativo nos últimos dois anos, a dupla OUTROEU está de volta e lançou ontem (15), o single Viver de Carinho, canção que abre os caminhos para a chegada do quarto álbum da discografia dos artistas, não por acaso batizado como QUARTO, um projeto que carrega a essência mais pura, caseira e corajosa de Mike Tulio e Guto Oliveira

Hoje a partir das 11h, a dupla também disponibilizou um visualizer.

É na ponta dos dedos, do violão, da voz crua, daquele jeito que parece que eles estão ali, na sua sala, apertando o play junto com você que a dupla mergulha de cabeça em um novo momento da carreira.

“Compusemos essa música, e ela saiu desse jeito: violão, nós dois juntos tocando e cantando. Então, foi ali que ela brilhou e nos deu um sinal. Isso definiu o arranjo do álbum inteiro, de ser só eu, Guto e as canções. Isso também definiu o que é a OUTROEU para nós. Sentimos que, da mesma forma que essa música imprimiu para gente, ela também sinalizaria muito bem para o nosso público o que está por vir”, disse Mike.

Composto e produzido pela dupla, Viver de Carinho — o primeiro recado do aguardado álbum da dupla — contou com a participação fundamental do irmão e parceiro de longa data, Flavio Senna, responsável pela engenharia de áudio, captação e mixagem de QUARTO.

Foto: divulgação/Gilberto Dutra

“Depois que saímos da gravadora e nos vimos novamente como artistas independentes, pensamos, num primeiro momento: ‘Pra onde a gente vai? O que vamos fazer?’ Então, essa música representa que estamos de volta ao ponto de partida. É sobre recomeçar sem amarras – só com a vontade, a música e o amor”, revela Guto.

De destaque no programa Superstar, da TV Globo, a parceria com Sandy e ANAVITÓRIA, além de músicas emplacadas nas trilhas sonoras de novela, OUTROEU se firmou como um dos novos nomes do pop nacional e hoje conta com mais de 400 milhões de streams em todas as plataformas digitais. 

Em 2023, a dupla fez a abertura dos shows da banda Imagine Dragons no Brasil. No mesmo ano, eles lançaram o álbum A Mágica Por Trás da Forma, que trouxe feats com Lulu Santos, Clarissa, Nanno e Anna Pêgo em suas 15 faixas autorais.

 

Ao longo de sua trajetória, OUTROEU lançou três álbuns — OutroEu (2017), O Outro é Você (2020) e A Mágica Por Trás da Forma (2023) — e dois EPS: Encaixe (2019) e Oceana (2020).

 

 

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Leia também: Entrevista | OUTROEU está de volta com QUARTO, seu novo álbum

 

Texto revisado por Bells Pontes

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Cultura pop Música Notícias

5 composições de protesto: entenda o ativismo nas músicas de Hozier

Mais do que uma melodia viciante, o cantor instiga mudanças e reflexões em cada verso de suas canções

Existem melodias tão viciantes que às vezes nem percebemos o que estamos cantando. As músicas de Andrew Hozier-Byrne, ou apenas Hozier, são um ótimo exemplo disso: é fácil gravar cada nota quando escutamos a voz poderosa do cantor e compositor irlândes. E indo um pouco mais a fundo, é possível enxergar diversos simbolismos que servem como gancho para posicionamentos políticos e críticas sociais relevantes, como o apagamento de línguas, o silenciamento das igrejas quanto à homofobia e a motivação capitalista por trás das guerras.

O músico se apresenta pela segunda vez no Brasil, agora com a turnê Unreal Unearth Tour 2025, que tem como convidada especial Gigi Perez (em São Paulo, 31 de maio, e no Rio de Janeiro, 01 de junho) e promete levar os fãs à loucura com seu show inebriante.

Para esquentar o clima pré-show e te ajudar a entender um pouco mais sobre Hozier e suas composições, trouxemos o significado de 5 das músicas mais tocadas do artista. Para informações sobre o show, clique aqui.

Imagem: reprodução/RollingStone
Eat Your Young – A fome por poder e por consumo

Apesar de sua melodia sedutora, Eat Your Young não se trata de prazeres sexuais ou canibalismo literal. A letra faz uma crítica quanto à desigualdade social,  à ganância e ao egoísmo de uma sociedade obcecada em consumir cada vez mais sem levar em conta as consequências morais e o impacto nas gerações futuras. Referenciando, supostamente de forma não intencional, o ensaio satírico de Jonathan Swift, A Modest Proposal, onde o autor sugere que seria mais fácil que os irlandeses vendessem seus filhos como comida aos ricos para acabar com a pobreza avassaladora.

Get some (Pegar algum)

Pull up the ladder when the flood comes (Puxe a escada quando a inundação vier)

Throw enough rope until the legs have swung (Jogue corda suficiente até que as pernas tenham balançado)

Seven new ways that you can eat your young (Sete novas maneiras de comer seus filhotes)

Come and get some (Venha e pegue alguns)

Skinning the children for a war drum (Esfolando as crianças para um tambor de guerra)

Putting food on the table selling bombs and guns (Colocando comida na mesa vendendo bombas e armas)

It’s quicker and easier to eat your young (É mais rápido e fácil comer seus filhotes)

Take Me To Church – Os pagãos dos novos tempos

O hit que soma mais de 3 bilhões de streams no Spotify é uma das canções que fez Hozier ser reconhecido mundialmente. Frequentemente confundido com um louvor por sua melodia gospel, as letras ácidas de Take Me To Church trazem à tona uma crítica sobre o silenciamento da igreja frente a homofobia e suas consequências. Cada estrofe apresenta metáforas que exploram amor, religião, sexualidade e o abandono do desejo carnal e da autenticidade em troca da devoção cega e desoladora. O clipe viral e assombroso escancara esses simbolismos, apresentando uma perseguição cruel e ataques graves contra um casal gay devido à sua orientação sexual.

We were born sick (Nós nascemos doentes) 

You heard them say it (É o que eles dizem) 

My church offers no absolutions (Minha igreja não oferece absolvições) 

She tells me: Worship in the bedroom (Ela me diz: Louve entre quatro paredes) 

The only heaven I’ll be sent to (O único paraíso para onde serei levado) 

Is when I’m alone with you (Vai ser quando eu estiver sozinho com você) 

I was born sick, but I love it (Eu nasci doente, mas eu amo) 

Command me to be well (Ordene-me para que me cure) 

Amen, amen, amen (Amém, amém, amém)

Butchered Tongue – A língua despedaçada e a extinção de culturas

Saindo direto do último álbum de Hozier que, por si só, carrega grandes simbolismos baseados no mapa do submundo imaginado por Dante Alighieri na obra Divina Comédia, Butchered Tongue critica o apagamento de línguas nativas e como isso afeta a identidade individual e coletiva, além de toda a violência usada para silenciar culturas ao longo da história. Esse é um tema frequente em canções de Hozier, sendo que em De Selby (Part 1), ele canta trechos em gaélico irlandês, honrando e preservando suas raízes. 

As a child it was the place names (Quando criança, eram os nomes dos lugares)

Singin’ at me as the first thing (Cantando para mim como a primeira coisa)

How the mouth must be employed in every corner of itself (Como a boca deve ser usada em cada canto de si mesma)

To say appalacicola or hushpukena, like gweebara (Para dizer appalacicola ou hushpukena, como gweebara)

A promise softly sang of somewhere else (Uma promessa cantada suavemente de algum outro lugar)

Cherry Wine – #faceuptodomestcviolence

Uma das melodias mais românticas do artista, mas que, definitivamente, não deve tocar no seu casamento. Por meio de uma metáfora poética em que a letra referencia o sabor do vinho de cereja, que ao mesmo tempo que é raro e doce, também é associado ao sangue e à dor, a música Cherry Wine traz à tona uma relação entre duas pessoas repleta de momentos de amor e agressão, explorando o tema da violência doméstica e em como é doloroso para a vítima romper com o agressor. O fato da melodia ser uma das mais românticas do cantor é ponto-chave para mostrar quão difícil e confuso pode ser ler os sinais de um relacionamento abusivo. Em apoio à causa, todos os lucros da canção são destinados a instituições de caridade internacionais que apoiam vítimas de violência doméstica.

The way she tells me (O jeito que ela me diz)

I’m hers and she is mine (Que eu sou dela e ela é minha)

Open hand or closed fist (Mão aberta ou punho fechado)

Would be fine (Estaria tudo bem)

The blood is rare (O sangue é raro)

And sweet as cherry wine (E doce como vinho de cereja)

Nina Cried Power – Uma homenagem ao protesto artístico

Referenciando Nina Simone em seu título, uma das maiores cantoras de blues, jazz e R&B/soul, Nina Cried Power é uma homenagem às canções de protesto e aos artistas ativistas que usaram a voz para incentivar mudanças sociais e políticas. Em parceria com Mavis Staples, a música também cria um chamado para que o ouvinte encontre sua voz, seu poder e lute contra as injustiças atuais. Além de Nina, também são citados grandes nomes como Woody Guthrie, Billie Holiday, James Brown, Curtis Mayfield, B.B. King, Marvin Gaye, Pete Seeger, Patti LaBelle, Bob Dylan, John Lennon e Joni Mitchell.

It’s not the song, it is the singing (Não é a canção, é o cantar)

It’s the heaven of the human spirit ringing (É escutar o chamado do espírito humano)

It is the bringing of the line (É a criação do verso) 

It is the bearing of the rhyme (É a exposição da rima)

It’s not the waking, it’s the rising (Não é o despertar, é o levantar)

 

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Leia também: Descubra músicas incríveis do Hozier que vão além do hit Too Sweet

 

Texto revisado por Larissa Couto 

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Eventos Música Notícias Séries

Lady Gaga é anunciada como atração do Tudum 2025

Evento terá a participação de Guillermo del Toro, Ben Affleck, Millie Bobby Brown e outros nomes envolvidos nos próximos lançamentos da Netflix

Atenção, little monsters! Nesta sexta (16), a Netflix anunciou que Lady Gaga fará uma participação especial no Tudum 2025, evento promovido pela plataforma de streaming para apresentar suas novidades ao público.

Logo após um show histórico na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, a artista levará as performances de Mayhem, seu último álbum de estúdio, para o palco do Tudum. A apresentação acontece no dia 31 de maio, no Kia Forum, em Los Angeles. No entanto, fãs do mundo todo poderão acompanhar a transmissão ao vivo do evento na Netflix, a partir das 21 horas (horário de Brasília).

@netflixbrasil

ATENÇÃO, LITTLE MONSTERS! Lady Gaga está confirmada no TUDUM. A MÃE vai trazer o MAYHEM pro palco e performar uma música imperdível. Assista ao vivo no meu site no dia 31 de maio, a partir das 21h (horário de Brasília). #ladygaga #tudum #Netflix #netflixbrasil #tiktokmefezassistir #mayhem

♬ Lady Gaga. Tudum – Netflix Brasil

Nesta edição, o Tudum será comandado pela atriz e cantora Sofia Carson, além de contar com a presença de Guillermo del Toro, Ben Affleck, Millie Bobby Brown, Matt Damon, Jenna Ortega, Lily Collins e outras estrelas dos próximos projetos da Netflix. Você pode conferir mais informações clicando aqui

Afinal, preparade para dançar ao som de Abracadabra? Entre nas redes sociais do Entretetizei Insta, Face e X e conte pra gente! Aproveite e nos siga para ficar por dentro de outras novidades da cultura e do entretenimento.

Leia também: Netflix anuncia 4ª temporada de Bridgerton para 2026 e renova série até 6ª temporada 

 

Texto revisado por Alexia Friedmann.

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Música Notícias

Touch the Sky fala sobre show solo no Brasil e sua jornada artística

O rapper sul-coreano relembra desafios da carreira, fala sobre seu álbum mais pessoal e a energia dos fãs brasileiros

Após marcar presença no Vapo X Concert, em março de 2023, o rapper sul-coreano Touch the Sky retorna ao Brasil para sua primeira apresentação solo. O artista de 21 anos tem se destacado no K-hip hop e K-R&B, estando em ascensão e conquistado uma base sólida de fãs.

Touch the Sky se apresentará em São Paulo, no dia 31 de maio, durante a festa de K-hip hop Ay-Yo, e promete uma experiência ainda mais próxima com o público brasileiro.

Foto: reprodução/Instagram @ayyo.theclub

Em uma coletiva de imprensa online, realizada na última terça (13), o rapper deu um caloroso “Bom dia, boa noite e olá Brasil”, demonstrando seu entusiasmo ao conversar com portais brasileiros. Durante a conversa, ele compartilhou detalhes sobre sua carreira, o novo álbum, suas inspirações e a relação especial que construiu com os fãs brasileiros.

Mais intimidade no palco

Diferente da última visita, quando se apresentou junto a outros artistas, desta vez Touch the Sky sobe ao palco sozinho, algo que, segundo ele, permitirá mostrar mais de sua essência como rapper. “Dessa vez, poderão esperar mais de mim, mais das minhas músicas e da minha energia individual”, afirmou.

Sobre o novo álbum: superação e motivação

O rapper comentou sobre o álbum Purpose, lançado em novembro de 2024, revelando que o projeto o desafiou artisticamente. Além de, na época, ter tido dificuldades como a perda de voz. Conhecido por transmitir mensagens positivas, ele se aventurou por composições mais lentas e sentimentais. “Foi uma forma de mostrar lados mais obscuros da minha vida, e isso me ajudou a crescer como artista”, compartilhou.

Já seu próximo lançamento promete uma sonoridade mais leve e animada, com o objetivo de trazer conforto a quem enfrenta momentos difíceis. “Quero que as pessoas encontrem uma nova motivação através das minhas músicas”, declarou. Touch revelou que a produção de seu novo álbum precisou ser adiada por motivos de saúde, mas ele já voltou a trabalhar nele e será lançado em breve.

Ao relembrar os momentos mais difíceis da carreira, o rapper revelou que enfrentou dificuldades financeiras. “Sempre fui muito negativo, e perceber isso foi o que me fez crescer como artista”, disse ele, no sentido de ter passado a acreditar em si mesmo e não duvidar mais do seu talento e capacidade.

Ele também mencionou a ausência de apoio no início da trajetória, inclusive por parte de familiares, amigos e professores. Ainda assim, o desejo de se esforçar e entregar seu melhor trabalho o impulsionou a seguir em frente.

Conexão com o Brasil

O carinho pelo público brasileiro é um dos pontos que mais emocionam o artista. “Mesmo o Brasil sendo tão longe da Coreia, me sinto muito amado aqui. É um país que eu penso muito, o que me faz ver as possibilidades que a música pode alcançar”, comentou. Ele deseja mais do que apenas visitar pontos turísticos: quer conhecer a rotina das pessoas, entender como vivem e fazer amizades.

Sobre a expectativa para o show na Ay-Yo, ele declarou com empolgação: “Estou pronto para sentir a energia dos fãs brasileiros e espero que eles também estejam prontos. Quero que a nossa energia seja uma só.”

Estilo e influências

Apesar de não pensar em colaborações no momento, o artista revelou sua admiração pela música brasileira, especialmente pela bossa nova e o samba, além de revelar já ter ouvido o álbum do Matuê. “Quero estudar mais esses gêneros. Fazer música agora seria um pouco de desrespeito com os artistas daqui, quero me aprofundar antes”, explicou.

Quem é Touch the Sky?
Foto: reprodução/Instagram @iamtouchthesky

Questionado sobre como definiria sua arte para quem ainda não o conhece, ele respondeu: “Sou um artista melódico, que escreve sobre sentimentos verdadeiros para pessoas buscando motivação ou conforto vindo de alguém que as entende.”

Sobre o nome artístico, explicou ter sido uma escolha inicial da empresa, mas, com o tempo, passou a se identificar com o significado. “Com essa energia, sinto que posso tocar o céu.”

Saúde mental e mensagem ao público

Touch the Sky ainda comentou sobre a importância de cuidar da saúde mental, dizendo que busca focar na música e nos processos criativos para evitar pressões excessivas. Por fim, ao descrever os fãs brasileiros em duas palavras, foi direto: “paixão e liberdade.”

Os ingressos para a balada K-hip hop e K-R&B estão disponíveis no site da Ay-Yo.

E aí, ansiosos para acompanhar o Touch no Brasil? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Insta, Face e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Meu Querido Hongrang: Lee Jae-wook e Cho Bo-ah estreiam novo K-drama de época

Texto revisado por Larissa Suellen

 

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Entretenimento Séries

Entrevista | Rodrigo Tardelli fala sobre sucesso de Estranho Jeito de Amar e os bastidores da produção

Com mais de 10 milhões de acessos e 11 indicações internacionais, Rodrigo Tardelli celebra o sucesso de Estranho Jeito de Amar, série em que assumiu sua voz criativa e transformou uma narrativa delicada em um marco do audiovisual independente

Rodrigo Tardelli é um nome conhecido quando o assunto é: webséries nacionais independentes com temática LGBTQIAP+. Após integrar elencos fortes e de sucesso, agora ele dá vida ao intenso personagem Gael, na série Estranho Jeito de Amar, produção independente disponibilizada gratuitamente no YouTube e que aborda temas como dependência emocional e relacionamento abusivo na realidade de um casal gay. A série já ultrapassou a marca de 10 milhões de acessos e soma 11 indicações em diferentes festivais internacionais. 

A série também representa um marco na carreira de Rodrigo Tardelli, que assumiu o controle criativo do projeto, imprimindo sua visão artística com liberdade e coragem. Ao optar por uma produção independente, ele não apenas deu voz a uma narrativa urgente e sensível, mas também consolidou seu nome como criador, roteirista e ator de projetos autorais. 

Estranho Jeito de Amar conta com duas temporadas e aborda o abuso emocional de maneira intensa e sensível, jogando luz sobre um tipo de violência que, muitas vezes, passa despercebido, apesar de devastador. A trama acompanha a intensa e conturbada relação entre Gael (Rodrigo Tardelli) e Noah (Allan Ralph), um modelo paulista que conhece Gael durante uma pool party no Rio de Janeiro. Convidado a morar com ele, Noah se vê envolvido em uma relação marcada por controle e dependência emocional. 

Na recente fase estreada no YouTube, o modelo tenta se libertar, mas Gael não aceita o fim e faz de tudo para reconquistá-lo, desencadeando novos conflitos e reviravoltas emocionantes.

As duas temporadas foram um grande sucesso e alcançaram público em todo o território nacional e em diferentes países como México, Argentina, Índia e muito mais. 

Além de atuar no projeto, a idealização da série também partiu do ator. Ele se dedicou profundamente à construção do tema central e personagens. Consciente da responsabilidade de tratar um assunto tão delicado, mergulhou em pesquisas, ouviu relatos reais e procurou entender os silêncios e traumas que cercam esse tipo de relação. Interpretar Gael foi também um convite à sensibilidade — e à coragem de expor o que tantas vezes permanece escondido.

Gael é um personagem denso, que oscila entre gestos de carinho e atitudes de controle, um homem que confunde amor com posse e afeto com manipulação. Mas para saber mais detalhes da série, desafios da produção independente, preparação do Gael, indicações e demais detalhes, confira uma entrevista exclusiva com o ator. Leia agora: 

Entretetizei: Estranho Jeito de Amar marcou não apenas um sucesso estrondoso na sua trajetória, mas também um momento de virada, onde você assume ainda mais autonomia criativa, produzindo seus próprios projetos e sem estar vinculado fixamente a uma produtora. Como tem sido viver essa fase mais independente da sua carreira? Quais os desafios e conquistas que vêm junto com isso?

Rodrigo: Essa fase tem sido libertadora e desafiadora ao mesmo tempo. Pela primeira vez, me senti dono da minha própria voz criativa, podendo contar histórias da forma como eu realmente acredito, com liberdade estética e narrativa.

Mas isso também significa assumir todos os riscos: financeiros, emocionais e até de exposição. Cada conquista vem com muito suor nos bastidores, mas o retorno do público, as mensagens que recebo, os números que a série alcança… tudo isso mostra que vale a pena. É exaustivo, mas extremamente gratificante.

Rodrigo Tardelli posa de camiseta branca e jaqueta preta
Foto: divulgação/Júlio Andrade

E: Qual foi o maior desafio em transformar um tema tão delicado como o abuso emocional em uma narrativa audiovisual?

R: O maior desafio foi a responsabilidade. A gente sabia que estava falando de algo que dói, que é real, que muita gente vive em silêncio. Então o cuidado era diário, tanto no roteiro quanto nas atuações, para não romantizar, não suavizar, mas também não cair no sensacionalismo. A intenção sempre foi provocar reflexão. Mostrar como o abuso emocional pode ser sutil, envolvente, e como ele corrói a identidade de alguém aos poucos.

E: Você imaginava, no início, que a série teria tamanha repercussão e alcançaria mais de 10 milhões de acessos?

R: Nunca imaginei que iria tão longe. A gente começou a série com o coração na mão, com uma equipe reduzida e recursos bem limitados. O foco era contar uma história honesta. Quando os números começaram a crescer, eu fiquei em choque. Hoje, ver mais de 10 milhões de acessos e tantos comentários emocionados é surreal. Me lembra que o público está sedento por histórias reais e representativas.

E: Como você lidou com o peso emocional de interpretar alguém que comete abusos, sem cair na caricatura ou julgamento?

R: Foi um dos papeis mais difíceis da minha vida. Gael é denso, manipulador, mas humano. Eu precisei entender a dor dele, sua necessidade de controle, seu vazio. Não para justificar, mas para dar verdade ao personagem. O mais difícil foi não julgar. Eu queria que o público julgasse, não o ator. Muitas vezes eu saía das cenas exausto, me questionando sobre limites, sobre o impacto daquilo em mim e nos outros. Mas foi um processo transformador.

E: Você recebeu relatos de pessoas que reconheceram vivências abusivas após assistirem à série. Qual foi a mensagem mais marcante que chegou até você?

R: Recebi muitas mensagens emocionantes, mas me marcam as pessoas que dizem que muitas vezes não conseguem continuar algumas cenas ou episódios porque acabam vendo no Gael na tela, alguém do passado que machucou muito, uma situação, uma fala parecida… Aquilo me desmontou. É por isso que eu faço o que faço, para atravessar as pessoas. 

Rodrigo Tardelli posando em estúdio
Foto: divulgação/Julio Andrade

E: Como foi viabilizar uma produção independente com poucos recursos, mas com tanta qualidade artística e técnica?

R: Foi um verdadeiro milagre coletivo. A gente teve que ser criativo em tudo: locações, iluminação, cronograma. Muita coisa foi feita na base da amizade, do afeto e da garra. Eu tenho um time talentoso e comprometido, que vestiu a camisa do projeto mesmo sem garantias. Cada detalhe foi pensado com muito cuidado, porque sabíamos que, mesmo sendo independente, o público merecia qualidade.

E: O que representa para você as indicações da série em festivais internacionais?

R: É um reconhecimento que aquece o coração. Significa que, mesmo com todas as dificuldades, conseguimos tocar pessoas além das fronteiras. Que uma história LGBT brasileira, feita de forma independente, pode sim ser celebrada no mundo todo. Me sinto muito orgulhoso da nossa trajetória e de estar colocando o Brasil no mapa das narrativas queer com verdade.

E: Você pretende continuar abordando temas delicados em futuros projetos? Há algo novo que já pode nos contar?

R: Com certeza. Eu acredito que o audiovisual tem o poder de provocar mudanças, seja emocionando, incomodando ou gerando empatia. Já estamos desenvolvendo novos projetos que continuam nesse caminho: trazendo temas complexos, com representatividade e profundidade. Ainda não posso revelar muito, mas vem coisa forte por aí. E mais uma vez… Feita com o coração na frente de tudo.

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Leia também: Entrevista|Nursel Köse comenta sobre sua personagem em Uzak Şehir, com direito a bastidores da novela turca

 

Texto revisado por Karollyne de Lima

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Entretenimento

Entrevista | Por que os remakes de novelas dominaram a TV (e o que isso significa), especialista explica

Tudo sobre o futuro das novelas em meio à onda de remakes de clássicos como Vale Tudo

Se os remakes de novelas tão bombando, a gente precisa falar sobre isso! A real é que a Globo está numa vibe super nostálgica, resgatando novelões que marcaram época nos anos 80 e 90, tipo Pantanal (1990/2022), Renascer (1993/2024) e, agora, Vale Tudo (1988/2025)! Aí rola aquela chuva de comentários, né? “Ahn, não tem criatividade pra inventar história nova!”. Mas peraí, será que essa onda é só falta de ideia ou uma jogada de mestre pra tocar na nossa nostalgia e nos deixar grudados na tela?

Imagem: divulgação/Pedro Curi

Para desvendar esse mistério, nós do Entretetizei fomos atrás de um expert no assunto: Pedro Curi, coordenador do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM, que entende tudo da cultura de fã. Ele abriu o jogo sobre essa “febre” de reviver tramas clássicas e ainda explicou o desafio de modernizar um novelão antigo sem perder a vibe original. E não para por aí! Falou dos perrengues e das chances de um remake dar certo tanto na crítica quanto na audiência.

Na entrevista, Pedro também deu uma dica de como essa onda de remakes e reprises pode turbinar o aprendizado da galera que quer trabalhar com audiovisual. Já a postos pra entender por que a Usurpadora não sai da telinha do SBT e qual o futuro das novelas inéditas nesse turbilhão de passado revisitado? Então cola com a gente, que a entrevista está imperdível e vai te dar uns insights superlegais sobre o universo das telinhas!

Entretetizei: Observamos uma crescente onda de remakes de novelas que marcaram as décadas de 80 e 90, como Pantanal, Renascer e, agora, Vale Tudo na Globo. Paralelamente, reprises como A Viagem (1994) no Vale a Pena Ver de Novo também alcançaram grande audiência. A que o senhor atribui essa “febre” de revisitar narrativas já consagradas? Seria uma falta de criatividade na teledramaturgia atual ou uma estratégia comercial para capitalizar a nostalgia do público?

Pedro: Essa tendência crescente de remakes e reprises de novelas icônicas dos anos 80 e 90, como Pantanal, Renascer e, agora, Vale Tudo, não pode ser vista apenas como uma questão de “falta de criatividade”. Na verdade, é uma estratégia comercial e narrativa bastante sofisticada. O que estamos assistindo é uma resposta das emissoras, principalmente da Globo, a uma mudança importante no consumo de entretenimento: a convergência de gerações na frente da tela.

De um lado, há o resgate emocional de públicos que cresceram com essas novelas. Existe um forte elemento de nostalgia que, em termos de marketing, é extremamente poderoso. Ela cria uma conexão afetiva imediata, reativa memórias positivas, e traz de volta um público que muitas vezes se afastou da programação tradicional em direção ao streaming ou outras formas de mídia.

Por outro lado, há também um esforço para apresentar essas histórias consagradas para novos públicos. As narrativas clássicas são atualizadas em ritmo, estética, representatividade, para dialogar com as gerações mais jovens, que não viveram o impacto original dessas obras, mas que têm interesse em boas histórias contadas de forma moderna.

Isso gera um encontro entre gerações: quem viu originalmente sente o prazer da memória afetiva e quem vê pela primeira vez encontra uma dramaturgia forte, embalada com a linguagem atual.

Imagem: divulgação/Gshow

E: Considerando que o cinema e a televisão são mídias com linguagens e ritmos distintos, quais são, na sua opinião, os principais desafios e oportunidades ao transpor uma narrativa originalmente concebida para o formato de telenovela para uma nova versão, seja ela mais moderna ou com outra roupagem?

P: O primeiro desafio é entender que o ritmo de consumo mudou. As telenovelas dos anos 80 e 90 são narrativas mais lentas, com tramas se desenvolvendo ao longo de muitos capítulos. A audiência muitas vezes interferindo nos roteiros. Hoje, o público espera um andamento mais dinâmico. Então, o grande desafio é enxugar a narrativa sem perder a profundidade emocional que é marca registrada das novelas brasileiras.

Também há uma expectativa maior de qualidade cinematográfica, com direção de fotografia mais elaborada, cenários mais realistas, e uma preocupação com diversidade e representatividade nas tramas. Trazer essas atualizações sem descaracterizar a alma da história é relevante.

E: Remakes frequentemente geram debates acalorados entre o público, com comparações inevitáveis com a versão original. Quais elementos o senhor considera cruciais para que um remake seja bem-sucedido, tanto em termos de crítica quanto de audiência? A fidelidade à obra original é sempre um fator determinante?

P: Essas histórias já têm um valor afetivo consolidado e provaram sua força junto ao público. Vai um pouco do que comentei na questão anterior, o remake é a chance de reler esses clássicos à luz dos novos tempos, promovendo debates contemporâneos sobre temas como inclusão, identidade de gênero, relações familiares e sociais, dentro de estruturas narrativas já muito potentes.

O segredo está em equilibrar respeito à obra original com ousadia criativa para fazer com que essas narrativas continuem vivas, relevantes e emocionantes para o público de hoje.

O conceito de fidelidade é, em algum nível, vago. O que é fidelidade em um remake: seguir a história exatamente do mesmo jeito que ela foi feita anteriormente ou fazer as adaptações necessárias ao novo contexto, mantendo a ideia central?

Tenho visto um movimento de comparar as duas versões de Vale Tudo, por exemplo, com vídeos com tela dividida no TikTok e no Instagram, por exemplo. Isso acaba reforçando a ideia de que precisa haver um jeito “certo” de recontar uma história, sendo que, ao longo das últimas décadas, acompanhamos uma série de histórias sendo recontadas, sem que precisássemos ter essa ideia de “gabarito”. 

As obras devem estar abertas à revisão, da mesma forma que olhamos para pontos negligenciados da história do nosso país e nos permitimos recontá-la, entendendo que as versões se comunicam e devem ser vistas em conjunto em uma análise mais aprofundada, sem apagamentos.

A simples comparação superficial entre versões, assim como entre as atuações dos atores presentes em cada uma delas, não contribuem para o debate mais importante, que, no caso de Vale Tudo, é sobre como, mesmo com quase 30 anos de diferença, os temas abordados continuam atuais em um contexto bem diferente.

Imagem: divulgação/Televisa

E: A reprise de novelas clássicas, como A Usurpadora (1998) no SBT (em sua décima segunda exibição), demonstra um apelo duradouro por certas narrativas. Como o senhor analisa esse fenômeno de “ressurreição” constante de tramas antigas? Que aspectos dessas novelas continuam a ressoar com o público contemporâneo?

P: Eu não sei se consideraria um fenômeno, já que é um recurso do mercado que não é de hoje. Sempre tivemos reprises de novelas ou a transmissão de programas de TV por décadas, como aconteceu com Chaves (1973), no SBT, ou com diversas séries na TV por assinatura. Friends (1994), por exemplo, assim como outras sitcoms, era transmitida no horário do almoço em canais fechados por vários anos após o fim da série e, mesmo assim, foi um dos títulos mais disputados entre as plataformas de streaming.

Há vezes em que as tramas continuam atuais e há também casos em que as pessoas sentem conforto em ver alguma coisa que já conhecem e que não exige muito esforço. Costumamos recorrer ao que conhecemos e ao que nos traz conforto, quando precisamos disso. Filmes, séries e novelas podem trazer esse conforto em tempos de excesso de informação. Além disso, é uma forma de nos conectarmos ao nosso passado e experimentar não apenas a revisão de uma obra audiovisual, mas também da nossa história e vida no momento em que tivemos contato com ela pela primeira vez. 

É como encontrar um amigo de infância que nos lembra de tempos mais tranquilos e felizes. Temos a tendência, também, a editar as memórias de modo que as positivas se sobressaiam e, quando comparadas ao momento atual, fica a sensação de que as coisas já foram melhores. A mesma coisa acontece quando comparamos um remake à obra original.

E: Do ponto de vista da formação de novos profissionais de audiovisual, como o estudo comparativo entre as versões originais e os remakes de novelas pode enriquecer o aprendizado sobre roteiro, direção de arte, atuação e outros aspectos da produção televisiva? Que tipo de análise crítica pode ser estimulada?

P: O estudo comparativo entre versões originais e remakes de novelas permite entender como algumas frentes do audiovisual se transformaram como o roteiro, a direção de arte e a atuação, que evoluíram para se adequar aos novos ritmos, estéticas e valores sociais. Além de desenvolver habilidades técnicas, essa análise estimula uma leitura crítica sobre as mudanças culturais e históricas refletidas nas produções. Assim, o estudante aprende a unir técnica, criatividade e sensibilidade às transformações da sociedade contemporânea. É preciso, no entanto, separar a experiência de um estudante ou profissional do audiovisual da experiência de um espectador leigo. 

Essas comparações, em um ambiente acadêmico, podem ser exploradas com profundidade e embasamento. No senso comum, acabam ficando mais superficiais e entram em uma lógica muito ligada à uma técnica que pode prejudicar a experiência do espectador comum.

A linguagem audiovisual está cada vez mais presente na vida das pessoas e é normal que elas tenham interesse em saber como as coisas são feitas, mas a vivência acadêmica é diferente de assistir a uma obra no sofá de casa para relaxar, se divertir ou compartilhar com outras pessoas.

Imagem: divulgação/Globo Fábio Rocha

E: Diante desse cenário de intensa revisitação do passado na teledramaturgia brasileira, qual o futuro que o senhor vislumbra para a produção de novelas inéditas? Existe o risco de uma estagnação criativa ou essa onda de remakes pode, paradoxalmente, impulsionar novas abordagens e narrativas originais no futuro?

P: Esse medo de uma estagnação criativa é, em si, um remake de vários medos que tivemos no passado. Há quase um século, pesquisadores viam o cinema como uma arte interior que dependia diretamente da literatura e trazia pouca novidade. No início da TV foi a mesma coisa. Hoje, temos esse medo pela quantidade de janelas e produções diferentes, mas esquecemos que o mercado tem espaço para todas essas possibilidades. Não acho que uma novela que é adaptada de um livro é inferior a uma com história original. Pelo contrário, acho que podemos explorar mais a nossa literatura, que é extremamente rica, assim como revisitar histórias que podem fazer sentido novamente.

O remake é um recurso muito usado pelo mercado e isso não irá mudar. Acredito que tenha mais a ver em como as pessoas olham para os remakes procurando as ausências, em vez de buscar as novas contribuições.

 

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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Cultura turca Notícias Séries

Quem será a parceira de Halit Özgür Sarı na dizi Maçari?

A protagonista feminina da série prevista para a próxima temporada já foi escolhida

 

Anteriormente, sob o nome de Skandal, a nova série turca protagonizada por Halit Özgür Sarı, agora se chamará Maçari. O ator, que dará vida a Azil, é conhecido do público por interpretar Yaman na dizi Yabani (Wild Heart, 2023). Para interpretar Güneş, papel feminino principal, a atriz Özge Yağız foi selecionada. Além dela, outras atrizes cogitadas para o papel foram Hafsanur Sancaktutan, Meltem Akçöl e Nilsu Berfin Aktaş.

Conheça um pouco da carreira da atriz a seguir:

Özge Yağız
Foto da atriz Özge Yağız.
Foto: divulgação/Show TV

A atriz de 27 anos teve como primeiro papel relevante a personagem Reyhan, protagonista da dizi diária Yemin (The Promise, 2019). Ganhou mais relevância após interpretar Büşra na série Baba (2022), em que era casada com um homem por quem não era apaixonada. Seu papel mais conhecido é da série Safir (2023), na qual interpretou Feraye e contracenou com İlhan Şen e Burak Berkay Akgül.

Ainda sem data de estreia, a produção da O3 Medya será exibida no canal ATV, sob a direção de Altan Dönmez e com roteiro de Ayberk Çınar, Ayşin Akbulut e Simge Ayvazoğlu. Além de Özge e Halit, a atriz que dará vida a Asiye, avó de Azil na trama, também já foi escolhida: será interpretada pela atriz veterana Ayten Uncuoğlu

Vale destacar que a trama começará a ser filmada em 10 de julho na cidade de Trabzon e, posteriormente, será transferida para Istambul.

 

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Leia também: Retrospectiva Yabani: relembre 5 cenas marcantes da série

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cultura pop Notícias

Ele não está tão a fim de você, e não é culpa sua!

Nem toda história que começa com química termina com compromisso, e isso não tem nada a ver com o seu valor

Você achou que ia dar certo. O papo fluía, os sinais estavam ali, e tudo parecia promissor, como se fosse o começo de uma fanfic boa ou de mais uma temporada de Heartstopper (2022). Mas aí a frequência caiu, o interesse esfriou, e, de repente, a vibe de talvez seja amorvirou um plot sem final.

Quando isso acontece, a tendência é olhar pra dentro e pensar “onde foi que eu errei?”. A verdade? Talvez em lugar nenhum. Às vezes, o outro simplesmente não está no mesmo momento, não quer a mesma coisa, ou só não se sentiu do mesmo jeito. Não é uma questão de merecimento. É só vida, e ela não segue um roteiro da Shonda Rhimes (Grey’s Anatomy, 2005).

Então, se você está tentando digerir um quase relacionamento que não virou um, aqui vão sete jeitos reais de atravessar esse fim, que nunca foi começo, sem se perder de si mesmo:

Não se apresse em superar

Existe uma pressa coletiva em seguir em frente, tipo os cortes rápidos de reality show quando alguém é eliminado. Mas sentimentos não seguem cronogramas de edição. Ficar triste faz parte. Se permitir viver a decepção é importante. Fleabag (2016) chorou no banheiro e seguiu em frente depois, e você também vai.

Reorganize o centro do seu afeto

Quando a gente começa a girar em torno de alguém, esquece do próprio universo. E você tem um. Volte pra seus rituais, seus gostos, suas referências. Reviva aquela série que você pausou (The Bear, 2022), responda àquela amiga que ficou de lado, resgate planos que você deixou em stand-by por causa de alguém que nem voltou pro episódio dois.

Apague o que machuca, com gentileza

Não precisa bloquear como se fosse final de temporada, mas também não precisa manter por perto tudo que te faz doer. Guardar prints, playlists ou mensagens como relíquias só atrasa a sua paz. E sinceramente? Isso aqui não é This Is Us (2016), então ninguém precisa reviver cada memória dolorosa pra aprender uma lição.

Cuidado com o “mas ele era tão legal…”

Ser legal é o mínimo. Não transforme um “bom dia” com emoji em grande ato de afeto. O elenco de Ted Lasso (2020) é todo legal, mas nem por isso você está apaixonado por cada personagem. Gentileza isolada não é prova de intenção.

Pare de se comparar com a próxima (ou o próximo)

Não é sobre “o que ela tem que eu não tenho” ou “por que ele conseguiu ficar e eu não”. Às vezes, nem a próxima pessoa vai ficar. Às vezes, o outro não está pronto nem pra se relacionar com ele mesmo. E isso não tem nada a ver com você. É tipo Euphoria (2019): o problema não é você, é o caos do outro.

Escreva. Mesmo que não vá mostrar pra ninguém

Escrever organiza o caos. Pode ser um diário, um e-mail que você nunca vai enviar ou até uma nota no celular. Pense como se fosse o roteiro do seu próprio episódio de fechamento emocional. Quando a gente escreve, a dor ganha contorno, e assim ela começa a perder força.

Lembre: quem quiser ficar, vai te mostrar

Sem sumir por dias, sem falar em confusão, sem deixar você vivendo de esperança. Quem quer estar, aparece. E aparece inteiro. Como em Modern Love (2019), como nas histórias que ficam. Você não vai precisar traduzir silêncios nem caçar sinais. Vai ser leve. Vai fazer sentido.

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante

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Entrevistas Música

Entrevista | OUTROEU está de volta com QUARTO, seu novo álbum

Após um hiato, Mike Tulio e Guto Oliveira resgatam a essência da dupla com um trabalho que marca uma fase mais íntima e independente

 

Após dois anos de um silêncio criativo que despertou curiosidade e expectativa dos fãs, a dupla OUTROEU retorna com força total e anuncia o lançamento do single Viver de Carinho, marcado para o dia 15 de maio. A faixa representa o início de uma nova fase na carreira de Mike Tulio e Guto Oliveira, abrindo caminho para o quarto álbum do duo, intitulado QUARTO

Gravada apenas com violão e vozes, Viver de Carinho nasceu em um momento de reconexão entre os dois músicos. A simplicidade da música definiu não só a sonoridade do novo álbum, mas também reafirmou a identidade da OUTROEU. Longe dos grandes estúdios e agora como artistas independentes, Mike e Guto decidiram voltar ao ponto de partida, confiando apenas na força da música e no vínculo com o público.

Com uma trajetória marcada por parcerias de peso, presença em trilhas sonoras e milhares de streams, a dupla consolida sua posição no cenário da música brasileira. Agora, com o novo projeto, prometem uma experiência ainda mais íntima, próxima e verdadeira, como se cada canção fosse um convite para sentar e ouvir ao lado deles, na sala de casa. Ao Entretê os meninos falaram sobre liberdade criativa e o futuro. Confira:

Entretetizei: O single Viver de Carinho marca uma nova fase para vocês. O que esse momento representa na trajetória da OutroEu?

OUTROEU: Sim, marca um momento novo pra gente, pessoalmente e de muita força. Acho que esse momento é sobre resiliência também. Praticamente completam dez anos que estamos juntos e foram muitas jornadas, produções, aprendizados que nos trouxeram até aqui. Me parece que esse single abre as portas pro que a gente fez de mais potente com as nossas canções. Acho que a experiência que tivemos nos anteriores ajudou muito a chegarmos nesse entendimento.

E: Vocês falam sobre “recomeçar sem amarras”. O que vocês sentem que aprenderam nesse silêncio criativo dos últimos dois anos?

OE: Acho que o “silêncio” foi mais sobre os lançamentos mesmo, porque a OUTROEU continuou trabalhando, fazendo shows — inclusive a tour com os Imagine Dragons depois do último álbum — teve música em novela no ano passado, além disso, permanecemos compondo muito.

Mas sim, essa leve pausa dos lançamentos acho que serviu como um “reset” interno. Foi o tempo necessário pra nós e pra que as coisas pudessem acontecer. As canções fluíram, tivemos nosso tempo pra processar os últimos anos e agora temos a posição pra estarmos aqui de volta. 

Sentimos que o mundo digital “acelerou o ritmo” demais desde que começamos a carreira, e esse nosso trabalho de agora vem um pouco puxando a corda pra esse lado mais humano de se fazer música.

Pra canção sair com a intensidade de uma música que a gente ama de verdade. Pro álbum ter uma curadoria mais forte. De maneira objetiva, mas sem perder a bússola das coisas.

Foto: divulgação/Gilberto Dutra

E: Como foi o reencontro com a produção independente depois de saírem da gravadora?

OE: Então, pra nós, essa coisa de gravadora sempre esteve num lugar confortável, em termos de interferência da parte deles — todas sempre confiaram em nós pra música. Por isso, em termos de produção das canções, não mudou nada. Talvez em termos de produção das faixas em estúdio. Porque sempre fazíamos com algum produtor junto, o que era muito legal por ter tido a visão da escola de cada um.

Mas esse álbum já foi 100% OUTROEU com a mão na massa nesse sentido. Então tem algumas diferenças, sim, mas no final foi ótimo ter enfrentado o processo todo de frente mais uma vez. Estamos com aquele sentimento do primeiro álbum.

E: Vocês começaram no Superstar e hoje acumulam milhares de streams. O que mudou — em vocês e na música — desde aquele primeiro palco?

OE: A música mudou tudo. A música construiu a realidade que estamos vivendo hoje. Os dois mais estruturados um pouco, podendo dar mais esse passo importante, mais tranquilos com as adversidades que vão aparecendo. Com mais vontade, do que no início, de acertar, sabendo como trabalhar melhor. E ainda com muita estrada pra se construir com a OUTROEU.

Acho que os streams acabam funcionando como combustível pra gente continuar com a mesma gratidão e foco em fazer mais. Sinto também que os streams são o resultado dessa matemática mental e poderosa que é o mundo das ideias e das composições. A gente pensa muito sobre isso — de como acertar de coração. E quando realmente o coração confirma, você vê se confirmando por aí. Só agradecemos e nos esforçamos mais.

E: Vocês acham que, com QUARTO, estão convidando o público para dentro de um espaço mais vulnerável e pessoal da vida de vocês?

OE: Sim, com certeza. Essa leva de músicas é muito sobre a essência da gente. Por isso, até as escolhas de arranjos. A ideia é como se estivéssemos perto da pessoa que apertou o play. E as canções são todas muito sinceras.

E: Com esse novo projeto, vocês sentem que essa é a fase mais autêntica da carreira agora?

OE: Sem dúvidas. Apesar de termos um carinho por todas as partes da nossa carreira, agora é o nosso momento mais ajustado para nós. Estamos com um sentimento muito bom de estarmos no lugar certo, fazendo o que deveríamos estar fazendo.

E: E por fim, qual é a maior mensagem que vocês gostariam que as pessoas levassem do novo álbum?

OE: Sinto que esse álbum é sobre resiliência. E sobre a força que existe na música feita com sentimento, com cuidado e propósito. Espero que traga conforto e muitos momentos felizes pra quem estiver ouvindo a “Viver de Carinho”.

 

Já conhece a dupla? Conta para a gente nas redes sociais do Entretê — Facebook, Instagram e X — e nos siga para mais novidades sobre o mundo do entretenimento.

 

Leia também: Entrevista | Ana Laura Lopes revela detalhes sobre o recente single Travesseiro

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Cultura turca Notícias Novelas Séries

Leyla: Hayat…Aşk…Adalet… foi cancelada?

Entenda o que está acontecendo com a adaptação turca de Avenida Brasil

A jornalista Birsen Altuntaş, já conhecida por antecipar tudo que rola no entretenimento turco, divulgou em seu portal que Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… (2024) tem previsão de término para dia 18 de junho, com possibilidade de cancelamento, a menos que a audiência suba. Apesar disso, até agora nenhum pronunciamento oficial foi feito pelos canais responsáveis pela produção. Mas, o que estaria por trás desse possível cancelamento?

Pausa de temporada
Leyla
Foto: reprodução/NOW

Junho marca o início das pausas de temporada nas dizis (novelas e séries turcas). O elenco e equipe técnica tiram férias e as gravações só retornam no final do verão turco, lá para agosto. Isso acontece porque, nessa época, a audiência costuma cair bastante e as emissoras acabam preenchendo a grade com reprises dos episódios.

Em 2024, nenhuma nova série de verão foi lançada e tudo indica que, neste ano, as produtoras continuarão com a mesma decisão. 

Roteiro polêmico e queda de audiência

Além disso, Leyla vinha enfrentando uma queda na audiência desde o início do ano. Problemas com publicidade e cortes no orçamento agravaram ainda mais a situação. Recentemente, o personagem Civan, vivido por Alperen Duymaz, ganhou um plot de perda de memória — algo bem conhecido pelo público de comédias românticas e melodramas turcos. Esse arco não existia na trama original de Avenida Brasil (2012). Jorginho (Cauã Reymond) não teve tal desenvolvimento, que foi mal recebido pelo público turco. A repercussão negativa nas redes sociais foi imediata, e a audiência caiu ainda mais.

Por enquanto, o cancelamento de Leyla: Hayat… Aşk… Adalet… ainda não foi oficialmente confirmado. Mas, como adiantado por Birsen, é bem provável que a novela não retorne para uma segunda temporada. Ainda nesta temporada, podemos também esperar a saída de um personagem que surpreenderá o público. O que será que vem por aí?

 

Você acompanha Leyla? Gostaria que a dizi retornasse para uma segunda temporada? Nos conte nas nossas redes sociais – Instagram, Facebook, X – e siga o Entretê para não perder nenhuma atualização do mundo turco! 

 

Leia também: Confira a data de estreia da 2ª temporada de Próximo! e novo trailer

 

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

 

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