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Entrevista | Alberto Mussa sobre o romance policial no Brasil: “A história de uma cidade é a história dos seus crimes”

Escritor comenta que o gênero ainda é deixado de lado pelos brasileiros e afirma que existe preconceito por parte da crítica literária 

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Junior e Vitor Kley lançam single ao vivo

Nova versão de Passar dos Danos une duas gerações do pop brasileiro em uma celebração à amizade e à música ao vivo

Junior e Vitor Kley se juntam em Passar dos Danos (Ao Vivo), novo single lançado nesta quinta (9). Gravada durante o show de Junior em agosto, a faixa marca o primeiro lançamento do projeto audiovisual que o cantor prepara para os próximos meses.

A canção é uma nova versão da faixa lançada originalmente no álbum Solo – Vol. 1, de Junior. A escolha de convidar Vitor Kley para o dueto foi natural: os dois artistas compuseram a música juntos, ao lado de Lucas Nage e Jenni Mosello, e mantêm uma amizade desde então.

“Desde que nos conhecemos, pensei que uma hora iríamos cantar juntos, com toda certeza”, disse Vitor Kley.

Foto: divulgação/Perfexx/Lally Zwetzch

A apresentação completa, registrada no Vivo Rio, faz parte do novo projeto audiovisual de Junior. O artista segue com a Solo Tour, que retorna a São Paulo no dia 15 de novembro, na Audio. Os ingressos estão disponíveis no site da Ticket360.

O single Passar dos Danos (Ao Vivo) já está disponível em todas as plataformas de streaming.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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O terror arquitetônico de Uketsu está de volta em Casas Estranhas 2: O Mistério das Onze Plantas Baixas

Sequência do sucesso japonês, com mais de 2 milhões de exemplares vendidos, mergulha em novos horrores escondidos atrás de paredes e corredores enigmáticos

Fenômeno mundial com milhões de exemplares vendidos, o misterioso escritor e YouTuber japonês Uketsu conquistou os leitores brasileiros com Casas Estranhas (2025), publicado pela Intrínseca. Agora, o autor mascarado retorna em outubro com uma nova e perturbadora investigação: Casas Estranhas 2: O Mistério das Onze Plantas Baixas, sequência ainda mais sombria e surpreendente do best-seller que se tornou um dos maiores sucessos do ano no Brasil.

Foto: reprodução/Intrínseca

Depois de desvendar os segredos de uma casa em Tóquio repleta de detalhes macabros — revelações que o transformaram em um fenômeno literário —, um escritor obcecado pelo oculto passa a receber inúmeros relatos sobre outras construções igualmente estranhas. À primeira vista, as histórias parecem isoladas, mas logo uma teia de coincidências inquietantes se revela: casas espalhadas por todo o Japão que escondem conexões tão sinistras quanto inexplicáveis.

Foto: divulgação/Intrínseca/Entretetizei

Munido de onze documentos — entre plantas arquitetônicas, recortes de jornais, diários e registros literários —, o narrador une forças novamente com o projetista Kurihara em uma investigação que desafia a lógica e o medo. Juntos, eles exploram imóveis que desafiam a razão: quartos que desaparecem, corredores que não levam a lugar algum e casas que parecem criadas para destruir quem as habita. Aos poucos, percebem que o verdadeiro horror pode estar não nas construções, mas nas pessoas que as chamam de lar.

Com sua prosa veloz e atmosférica, Uketsu mistura o absurdo e o fascinante em uma narrativa que transforma o cotidiano em pesadelo. Ao expandir sua mitologia de horrores arquitetônicos, o autor confirma seu lugar entre os grandes nomes do terror contemporâneo.

Casas Estranhas 2: O Mistério das Onze Plantas Baixas, de Uketsu, tem tradução de Jefferson José Teixeira e é publicado pela Intrínseca. O livro, disponível tanto no formato físico quanto no e-book, pode ser adquirido no site da editora ou na Amazon

Sobre o autor
Foto: reprodução/Eugene Hoshiko

Uketsu é um escritor e YouTuber japonês famoso por suas histórias de mistério e terror. Em seus vídeos, ele aparece sempre de máscara branca e roupas pretas, com a voz distorcida — um enigma que alimenta sua aura sombria. Hoje, é considerado um dos principais nomes da literatura de horror do Japão, mantendo em segredo sua verdadeira identidade.

O que você faria se descobrisse que sua casa esconde segredos sombrios? Compartilhe suas impressões nas nossas redes — Instagram, Facebook e X — e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

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Crítica | Festival do Rio: Perrengue Fashion surpreende e foge do padrão

Com Ingrid Guimarães à frente, o filme diverte, questiona valores e mostra que nem tudo precisa de likes para ter sentido

Perrengue Fashion, dirigido por Flávia Lacerda, chega aos cinemas brasileiros como uma comédia leve, porém com camadas interessantes de crítica social. A protagonista Paula Pratta (Ingrid Guimarães) é uma influenciadora de moda madura que sonha protagonizar uma campanha de prestígio, mas tem seus planos virados do avesso quando o filho dela, Cadu (Filipe Bragança), abandona tudo para viver em uma comunidade sustentável na Amazônia. A partir dessa tensão entre consumismo, fama e vida simples, o filme constrói uma narrativa de autodescoberta bem-humorada e que funciona por grande parte do tempo. 

Tecnicamente, o longa merece elogios: a fotografia aproveita a exuberância da natureza amazônica para criar contrastes visuais fortes com o mundo urbano glamouroso da moda; figurinos e cenários ajudam a enfatizar esse choque de universos. E Ingrid Guimarães cumpre bem seu papel, parece confortável no humor que mistura autocrítica e absurdos, apoiada por Filipe Bragança, que entrega um filho idealista crível.

Foto: reprodução/Paris Filmes

Mas nem tudo funciona com perfeição. O roteiro peca às vezes por uma abordagem superficial de temas importantes, como sustentabilidade, consumismo e cultura regional. Em alguns momentos, estereótipos culturais ou comportamentais soam forçados demais, como se usados só para gerar risadas fáceis. Há cenas em que o humor exagerado corre o risco de diminuir o peso das questões que o filme tenta levantar. 

Ainda assim, Perrengue Fashion acerta ao não apostar na obra barata ou no falso moralismo. Ele diverte, emociona e, principalmente, faz pensar: qual é o valor real das redes sociais e do consumo?  Até que ponto estamos dispostos a abrir mão de convicção em favor de status?

Se está buscando um filme que leve risadas, mas que também deixe um gosto de reflexão, esse perrengue vale o ingresso.

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Leia também: Sucesso entre a criançada: dupla Tom & Jerry está de volta aos cinemas 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cenas de um crime é a nova série policial que estreia neste mês

O thriller policial conta com um elenco imperdível, com Débora Nascimento e Fabrício Boliveira

 

A série Cenas de um Crime conta com oito episódios e traz uma história marcada por mistério, tensão e reviravoltas que prometem ser emocionantes para o público. 

A trama se passa com a investigação do assassinato de um dos maiores empreiteiros do país, que acontece durante um encontro de família. 

Depois de uma chuva forte, eles ficam ilhados no local do crime e todos se tornam suspeitos. Os detetives André (Fabrício Boliveira) e Bárbara (Débora Nascimento), recém separados, investigam o caso.

cenas de crime
Foto: Divulgação/Theo Doré

Ninguém pode sair do lugar até que o assassino seja descoberto. Quem matou? Essa é a pergunta que vai ficar na mente de quem está assistindo a série. A medida que a investigação avança, os segredos dos envolvidos vêm à tona. 

Com dois episódios lançados por semana, a série acontece quase inteiramente dentro de um condomínio, explorando os conflitos e as relações entre os personagens. Também fazem parte do elenco: Romaní, Bruna Mascarenhas, Letícia Isnard, Daniel Dantas e Augusto Madeira.

Cenas de um Crime estreia no dia 16 de outubro na HBO Max.

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Leia também: O Bad Boy e Eu ganha postêr e data de lançamento 

Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

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K-drama não é dorama: campanha Nomear é Respeitar reforça que admirar uma cultura começa por chamá-la pelo nome certo

A nova campanha do Centro Cultural Coreano no Brasil lembra que respeitar uma cultura começa por chamá-la do jeito certo, e que dorama não é sinônimo de K-drama

Dois anos atrás, quando publicamos no Entretê aquele texto explicando que K-drama não é dorama, muita gente achou que era implicância. Que era detalhe, que dava na mesma, que ninguém precisava ser “tão literal assim”. De lá pra cá, a cultura coreana só cresceu. Hoje é quase impossível passar uma semana sem ver uma nova série sul-coreana no top 10 da Netflix, uma receita de ramyeon viralizando no TikTok ou uma faixa do BTS tocando em algum comercial. O problema é que, junto com a expansão, veio também a repetição dos velhos equívocos, e o mais insistente deles ainda é o jeito errado de nomear o que se consome.

Agora, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) resolveu puxar o assunto de volta para o centro da conversa. A instituição lançou a campanha Nomear é Respeitar, que marca o Dia do Hangul, a escrita coreana criada no século XV e celebrada todo 9 de outubro, data que acaba de ser incluída no calendário oficial do Estado de São Paulo. É um marco simbólico e institucional, mas também um lembrete: a cultura não se espalha só por produtos, e sim por linguagem. Chamar as coisas pelo nome certo é o mínimo que se espera de quem se diz fã.

Um país, uma língua, uma identidade, e nenhum deles é genérico

Quando o CCCB fala em “nomear é respeitar”, não é apenas sobre palavras soltas. É sobre reconhecer que a Coreia do Sul não é um apêndice de um grande bloco chamado “cultura asiática”. Cada país tem seu idioma, sua história e suas formas de expressão. No caso da Coreia, o Hangul é mais do que um alfabeto, é um símbolo de autonomia e reconstrução.

Criado em 1443 pelo rei Sejong, o Hangul foi pensado para ser simples, acessível e democrático, para que todos pudessem ler e escrever. É, portanto, uma invenção que nasce da ideia de que nomear o mundo é um direito coletivo. E é curioso como, séculos depois, o país precisa lembrar o público global que ainda hoje nomear as coisas com precisão continua sendo um ato de respeito.

Nomear é Respeitar
Foto: reprodução/koreapedia

O Brasil, claro, não é exceção. A popularização dos conteúdos coreanos chegou por aqui junto com uma avalanche de produtos de diferentes países asiáticos, e tudo isso desembarcou num mercado acostumado a generalizar. Por muito tempo, dorama virou sinônimo de qualquer série asiática, mesmo que o termo venha do japonês drama, usado para definir apenas produções do Japão. A confusão pegou, viralizou e virou hábito.

Mas hábito não é justificativa. Usar dorama para falar de série coreana é o mesmo que chamar novela brasileira de telenovela mexicana só porque ambas têm capítulos longos e histórias intensas.

E o ponto é esse: ninguém pede para o público saber coreano. O pedido é bem mais simples: entender que cada cultura tem o direito de ser reconhecida por sua própria voz.

Quando o respeito começa pelo vocabulário

O argumento central da campanha do CCCB é direto: chamar as coisas pelo nome certo é um ato de reconhecimento. Isso não é preciosismo linguístico, é responsabilidade cultural.

O diretor do centro, Cheul Hong Kim, explica que o objetivo é estimular o uso de palavras coreanas, não apenas para evitar confusões, mas como forma de “reverenciar a identidade cultural da Coreia”. Essa reverência se traduz em algo prático: a campanha produziu um guia de termos comumente confundidos, que será distribuído a comunicadores e disponibilizado ao público.

Foto: divulgação/centro cultural coreano do Brasil

O material não é um dicionário chato, mas um lembrete didático de que o vocabulário molda a forma como enxergamos o mundo. Quando o público insiste em chamar hanbok de kimono ou kimbap de sushi, reforça uma ideia simplista de que tudo na Ásia é igual, e isso apaga histórias, tradições e até valores que são únicos.

Afinal, admirar uma cultura sem respeitar seus nomes é como gostar de alguém sem nunca aprender a pronunciar o nome dessa pessoa. Parece carinho, mas soa descuido.

Da Hallyu à confusão linguística

A chamada Hallyu — ou onda coreana — é hoje um dos movimentos culturais mais fortes do planeta. Não é exagero dizer que a Coreia do Sul virou referência global em praticamente todas as áreas do entretenimento: música, cinema, literatura, games, moda, gastronomia e até filosofia.

O K-pop redefiniu padrões estéticos e de produção musical; o cinema coreano mudou o jeito como Hollywood olha para o cinema de fora; e a televisão sul-coreana transformou o streaming com formatos que misturam realismo emocional, estética refinada e críticas sociais afiadas. Tudo isso enquanto a literatura do país ganha reconhecimento global com autoras como Han Kang, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura.

Foto: reprodução/Entretetizei

Mas quanto mais global a Coreia se torna, mais urgente fica a necessidade de preservar sua singularidade. É o paradoxo do sucesso cultural: quanto mais popular, mais propenso a ser diluído. E é nesse ponto que o erro de vocabulário vira um sintoma maior.

Porque quando o mundo inteiro começa a consumir os mesmos símbolos, mas não se importa em entender suas origens, o intercâmbio vira apropriação e o respeito se perde pelo caminho.

K-drama é K-drama e não, não é só uma questão de semântica

O k-drama é um gênero próprio. Produções como Pousando no Amor, Round 6, Itaewon Class, Goblin e Tudo Bem Não Ser Normal carregam temas, estruturas narrativas e estéticas que refletem a experiência coreana contemporânea: o contraste entre tradição e tecnologia, o peso da hierarquia, o luto, a solidão urbana e o desejo por redenção. São histórias que dialogam com o mundo, mas nascem de um contexto muito específico.

Quando o público chama essas séries de dorama, não é apenas um erro técnico, é uma forma de apagar o que as torna únicas.

A palavra dorama vem da pronúncia japonesa de drama, e se refere, originalmente, a produções japonesas de TV. É um termo legítimo dentro da cultura japonesa, mas não tem relação direta com a coreana. O termo globalmente reconhecido é k-drama, usado inclusive pelos próprios coreanos e pelas plataformas internacionais.

Então, não é sobre “corrigir alguém na internet”. É sobre lembrar que cada nome carrega uma história, e que o mínimo que podemos fazer, enquanto consumidores de cultura, é tentar chamá-la pelo nome certo.

Nomear é respeitar: quando a palavra certa muda o olhar

“A campanha tem o objetivo de apresentar e estimular o uso de palavras coreanas, não apenas para evitar confusões, mas também como forma de reconhecer e reverenciar a identidade cultural da Coreia. Aproveitamos as comemorações do Dia do Hangul para lançar e chamar atenção para o tema”, afirma Cheul Hong Kim, diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil.

A fala é simples, mas resume uma questão muito mais ampla: a ideia de que a forma como nomeamos as coisas molda a forma como as enxergamos. E que, quando o público confunde termos, o problema não é apenas semântico, é simbólico. O nome é o que dá existência, e mudar o nome, mesmo sem querer, é mudar o sentido. Por isso, o CCCB preparou um guia explicativo com alguns dos termos mais confundidos da cultura coreana. A proposta é que as pessoas — principalmente quem comunica cultura — passem a usar o vocabulário correto. O guia é leve, direto, mas cheio de contexto histórico e cultural. E ele ajuda a perceber o quanto o idioma carrega a alma de um país.

Entendendo as diferenças: um mergulho no essencial

O primeiro exemplo é o hanbok, o traje tradicional da Coreia. Ele tem linhas suaves, curvas elegantes e é composto por partes separadas,  o jeogori e a chima ou baji. Muita gente, no entanto, ainda chama o hanbok de kimono, por puro reflexo. Mas o kimono é japonês, feito de uma só peça. Confundir é natural para quem está começando, mas repetir o erro sem se importar já é descuido.

Foto: reprodução/koreain

O mesmo vale para o k-drama, talvez o termo mais repetido (e mais distorcido) do vocabulário pop coreano. É assim que se chamam as produções audiovisuais da Coreia do Sul. O termo dorama vem da romanização japonesa da palavra “drama”, e se refere apenas às produções japonesas. A confusão pegou, mas o termo correto, usado inclusive pelas plataformas, é k-drama.

O guia também fala sobre o webtoon, tipo de quadrinho digital coreano feito para leitura vertical e otimizado para celular, diferente do mangá japonês, impresso e em preto e branco. O webtoon moldou uma geração inteira de artistas e deu origem a títulos como Sweet Home e True Beauty.

Foto: reprodução/amino

Os jeotgarak, talheres tradicionais coreanos, também são citados: feitos de metal, mais longos e achatados que os hashis japoneses. Já o kimbap é um rolinho de arroz temperado com óleo de gergelim, diferente do sushi, que leva vinagre no arroz. E o ganjang (molho de soja fermentado) não é o mesmo que shoyu, assim como o doenjang (pasta fermentada de soja) é diferente do miso japonês.

Foto: reprodução/amino

A culinária coreana ainda tem o ramyeon, o famoso macarrão instantâneo, símbolo do K-food, frequentemente confundido com o ramen japonês. Mas o ramyeon é industrializado e afetivo, enquanto o ramen é artesanal. Outros exemplos incluem o mandu, semelhante ao guioza, e o soju, destilado transparente que muitos confundem com o saquê japonês. Cada termo carrega séculos de história e identidade.

Foto: reprodução/amino
Entre o consumo e a consciência

A popularização da cultura coreana no Brasil, especialmente com o avanço do streaming, fez muita gente se aproximar da língua, da música e até da comida. Mas também deixou claro que interesse sem escuta pode virar superficialidade.

Gostar de k-drama, usar skincare coreano e postar fotos tomando soju pode ser divertido, mas isso não é o mesmo que compreender uma cultura. A campanha Nomear é Respeitar aponta exatamente para esse ponto cego: a tendência de transformar o diferente em produto, sem perceber que cada produto carrega um contexto.

A crítica não é moralista, é educativa. Porque, no fim, ninguém nasce sabendo. Mas o que o CCCB provoca é uma mudança de postura: parar de achar que “tudo bem chamar de dorama, todo mundo entende o que eu quis dizer” e começar a pensar que talvez o esforço de nomear corretamente seja parte da empatia.

Respeitar não é repetir palavras estrangeiras de forma automática. É querer entender o que elas significam, de onde vieram e o que carregam. É o que diferencia o fã interessado do espectador distraído.

O idioma como afeto e o nome como fronteira

A campanha chega num momento simbólico. A inclusão do Dia do Hangul no calendário oficial de São Paulo é um gesto institucional que legitima o espaço da cultura coreana no Brasil. É também uma forma de reconhecer o impacto da comunidade coreana no país, especialmente em São Paulo, onde está concentrada uma das maiores diásporas da América Latina.

Mas o que mais chama atenção é o tom da campanha: não é defensivo, é pedagógico. Nomear é respeitar soa quase como um convite à curiosidade, uma provocação gentil que pede um olhar mais atento.

Porque o nome não é só uma palavra. É fronteira, identidade, reconhecimento. É o que separa a cultura do estereótipo. E é isso que o CCCB tenta lembrar: não existe amor sem nome. E, no caso da cultura coreana, chamar de k-drama é o mínimo gesto de cuidado com algo que você diz admirar.

A diferença entre consumir e compreender

Quando o Entretê publicou aquele texto, lá atrás, explicando que k-drama e dorama não eram sinônimos, a intenção nunca foi patrulhar o vocabulário de ninguém. Era propor reflexão. Agora, com a campanha Nomear é respeitar, o debate volta em outro nível, mais maduro, mais institucional e, principalmente, mais necessário.

Porque o respeito cultural começa nas pequenas coisas: na legenda, no nome, na forma de falar. A cultura coreana conquistou o mundo, mas continua pedindo o que qualquer cultura merece: ser chamada pelo próprio nome. Isso, no fim das contas, é o que diferencia o consumo automático da experiência real de troca.

Afinal, se a gente gosta tanto das histórias que a Coreia conta, o mínimo é aprender a dizer o nome delas direito.

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Texto revisado por Larissa Couto 

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Sucesso entre a criançada: dupla Tom & Jerry está de volta aos cinemas

Com mais de 85 anos de história, o desenho volta às telonas em janeiro e promete encantar o público com as aventuras dos personagens

 

Com a estreia de seu primeiro episódio em fevereiro de 1940, Tom e Jerry continuam conquistando uma nova geração de fãs, mesmo depois de 85 anos.

Os personagens, que são tão queridos pelo público, voltam às telas de cinema com Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu. Essa novidade deixou os fãs do desenho ansiosos, já que a animação é uma das mais queridas e assistidas no mundo até hoje. 

tom e jerry
Foto: divulgação/Imagem Filmes

Na nova trama, Jerry invade uma exposição no museu e, o que começa como uma simples travessura, de repente sai do controle. Enquanto isso acontece, Tom — que trabalha como segurança do local — tem a missão de capturar Jerry.

No meio de toda essa confusão, eles acabam sendo teletransportados no tempo e ficam perdidos em uma época distante. Precisam se unir e trabalhar juntos para que voltarem para casa, antes que seja tarde demais.

Confira o trailer:

 

O filme mantém a essência dos desenhos animados, com muita comédia e nostalgia que promete cativar não só a nova geração, mas também pais que cresceram assistindo ao desenho. 

Tom & Jerry: Uma aventura no Museu chega no dia 8 de janeiro aos cinemas.

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

 

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Confira o primeiro trailer de Tudo é Justo, novo drama jurídico de Ryan Murphy

Série estreia na plataforma de streaming no dia 4 de novembro

Tudo é Justo é estrelado por Kim Kardashian, Naomi Watts, Niecy Nash-Betts, Teyana Taylor, Matthew Noszka, Sarah Paulson e Glenn Close.

A nova produção de Ryan Murphy estreia com os primeiros três episódios. O restante dos episódios serão lançados semanalmente toda terça-feira.

Tudo é Justo - Pôster
Imagem: divulgação/Disney+

Na trama do drama da Disney+, um grupo de advogadas especialistas em divórcio deixa um escritório de advocacia dominado por homens para abrir seu próprio e poderoso escritório. Ferozes, brilhantes e emocionalmente complexas, elas lidam com separações de alto perfil, segredos escandalosos.

Além disso, também precisam enfrentar mudanças de lealdade, tanto no tribunal quanto dentro de sua própria equipe. Em um mundo onde o dinheiro domina e o amor é um campo de batalha, essas mulheres não apenas jogam o jogo, elas o transformam.

Confira o trailer:

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Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_ri

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