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Matcha: a jornada milenar do chá em pó asiático que virou um ícone em todo o mundo

Antes de brilhar nas xícaras instagramáveis e nas cafeterias estilosas da Coreia, o matcha percorreu um caminho longo – e cheio de curiosidades – passando por impérios chineses, templos coreanos e tradições japonesas até se tornar o queridinho do bem-estar moderno

Se você já tomou um matcha latte gelado num café coreano e achou que estava vivendo um momento super contemporâneo… Surpresa: a história por trás daquele pó verde é muito mais antiga e fascinante do que parece. O matcha já foi símbolo de status, ferramenta espiritual, bebida de artistas, ritual de monges e até motivo de disputas estéticas. Antes de virar tendência global, ele circulou por palácios chineses, atravessou o mar até a Coreia, ganhou outra vida no Japão e, séculos depois, voltou ao centro das atenções como um superdrink.

A verdade é que, embora hoje o matcha seja associado quase automaticamente ao Japão, ele nasceu mesmo na China, num período em que chá não era apenas chá, mas parte de toda uma cultura de poesia, filosofia e refinamento. E mais: a Coreia teve um papel importante nessa história, principalmente quando monges coreanos entraram em contato com tradições chinesas e levaram práticas do chá para templos da península.

Só que o tempo passou, dinastias mudaram, crenças mudaram, o gosto das pessoas mudou… e o destino do matcha foi se transformando junto. A China deixou o chá em pó para trás, a Coreia seguiu um caminho particular valorizando infusões mais leves e o Japão abraçou o matcha com tanta intensidade que fez dele parte da identidade nacional. Enquanto isso, o mundo moderno só voltou a pensar nesse “velho conhecido” quando a busca por bem-estar explodiu e a cultura coreana colocou o matcha novamente sob os holofotes.

O resultado? O matcha renasceu. E hoje, ao lado de cafés minimalistas, sobremesas lindíssimas e uma estética clean que combina perfeitamente com o estilo coreano de viver, ele é praticamente uma celebridade por si só.

Mas, para entender como esse pozinho vibrante virou tudo isso, precisamos voltar uns bons séculos no tempo. Essa é a história completa e sem pressa de como o matcha nasceu, se espalhou e finalmente encontrou seu lugar no mundo moderno.

O nascimento do Matcha na China e sua jornada da bebida do império à obsessão estética dos eruditos

Tudo começa na China, e não em qualquer momento: estamos falando da dinastia Tang (618–907), uma época conhecida por sua efervescência cultural e pela expansão das rotas do chá. Nessa fase, o consumo de chá já era algo respeitável, mas o modo como ele era preparado era bem diferente do que conhecemos. Nada de infusão rápida ou pó finamente moído, o chá era prensado em tijolos, quase como barras sólidas, que podiam ser transportadas mais facilmente em longas viagens. Esses tijolos eram torrados, raspados e fervidos com água, criando bebidas que variavam de simples a extremamente elaboradas.

A mudança decisiva veio um pouco depois, durante a dinastia Song (960 – 1279), quando a elite chinesa – especialmente estudiosos, artistas e membros da corte – começou a transformar o modo de preparar chá em uma arte. Em vez de beber o chá fervido como nos tempos da Tang, eles passaram a moer o tijolo em e batê-lo com água quente usando um tipo de batedor. O resultado era uma bebida espumada, com uma camada fina e cremosa na superfície, considerada sinal de habilidade e refinamento. Essa técnica é praticamente a avó do matcha que conhecemos hoje.

Matcha
Foto: reprodução/hftp

Se hoje a gente faz fotos de um matcha bonito, naquela época o equivalente era competir para ver quem conseguia a espuma mais estável e branca sobre a bebida. Havia verdadeiros “campeonatos” de preparação de chá, onde cada detalhe importava: a textura do pó, a temperatura da água, a velocidade dos movimentos com o batedor e até o formato da tigela. Foi aí que o chá deixou de ser só uma bebida e virou performance:  algo entre ritual, arte e passatempo social.

Esse período também foi marcado por uma explosão criativa. Poetas e pintores começaram a retratar o chá como símbolo de elegância e introspecção. Escrever sobre ele era uma forma de mostrar sensibilidade estética e sofisticação intelectual. Em muitos templos e residências, preparar chá virou um convite à contemplação: uma pausa para pensar, respirar e observar o mundo. Em outras palavras, muito antes de falarmos em mindfulness, a dinastia Song já tinha um ritual próprio para desacelerar, e ele envolvia uma tigela de chá espumado.

Foto: reprodução/new hanfu

É nessa China que nasce a base do matcha. Não foi inventado de uma vez só, como um “produto final”, mas construído pouco a pouco ao longo de séculos, à medida que técnicas de cultivo melhoravam, métodos de moagem evoluíam e as pessoas buscavam novas formas de apreciar o chá. E foi também dessa China que monges e estudiosos coreanos e japoneses levaram o conhecimento para seus próprios países, cada um adaptando a bebida ao seu jeito, um detalhe que mudaria a história do chá para sempre.

Ou seja, antes do matcha ser matcha, ele foi um universo inteiro. Um símbolo cultural, um ritual social, um ponto de encontro entre espiritualidade e estética. Um costume tão influente que, mesmo quando caiu em desuso na própria China, continuou ecoando em outros lugares da Ásia. E é aqui que nossa história começa a se espalhar pela região, primeira parada: Coreia e Japão.

Foto: reprodução/Tranquil Tuesdays
A difusão do Matcha pela Ásia e os caminhos do chá entre Coreia e Japão

Se a China foi o berço do matcha, foram os monges e estudiosos que fizeram a ponte entre mundos. Durante a dinastia Song, viagens espirituais e acadêmicas eram comuns entre templos chineses, coreanos e japoneses. Monges budistas coreanos, em especial, passavam longas temporadas estudando na China, absorvendo não só ensinamentos religiosos, mas também hábitos cotidianos, entre eles estava o chá em pó batido. Para esses monges, a bebida não era apenas gostosa: era uma ferramenta de foco mental. Em um ambiente onde meditar por horas fazia parte da rotina, uma dose de chá verde espumado ajudava a manter a mente desperta e o corpo alerta, mas sem o nervosismo que o café produz. Essa afinidade entre espiritualidade e chá abriu caminho para que o matcha atravessasse o mar.

Quando esses monges retornavam à Coreia, traziam consigo livros, técnicas de meditação, instrumentos cerimoniais e, claro, o hábito do chá em pó. Templos budistas coreanos começaram a incorporar a bebida em rituais, não como cerimônia formal e estética, mas como prática funcional para a vida monástica. A Coreia, naquele momento, vivia sob a dinastia Goryeo (918–1392), profundamente influenciada pelo budismo, e era natural que costumes chineses importados se enraizassem com facilidade. A bebida tornou-se comum nas comunidades religiosas por sua preparação ser simples e direta, sem a ornamentação elaborada que apareceria mais tarde no Japão. A ideia era aproveitar os benefícios do chá, não construir uma filosofia completa ao redor dele, pelo menos não ainda.

Foto: reprodução/Ancient Korean Architecture

Enquanto isso, no Japão, o chá em pó seguia um caminho paralelo, mas com nuances próprias. Monges zen japoneses também viajavam para a China e traziam de volta o hábito de bater chá. Entretanto, ao chegar ao Japão, o matcha encontrou um ambiente social e filosófico particular que permitiu que a bebida fosse assumindo um papel cada vez mais simbólico, associado à disciplina, ao ritual e à estética. O que na China era moda e passatempo entre eruditos e na Coreia era prática monástica, no Japão começava a se consolidar como parte de uma visão espiritual mais estruturada. Esse detalhe é fundamental para entender por que os japoneses acabaram desenvolvendo a famosa cerimônia do chá, enquanto a Coreia seguiria um caminho completamente diferente.

Apesar dessas diferenças, tanto Coreia quanto Japão receberam o matcha de maneira intensa durante os mesmos períodos históricos. Há registros de utensílios, tigelas e batedores entrando na península coreana, embora adaptados à estética local. Tigelas coreanas de porcelana celadon, por exemplo, eram muito usadas para servir chá. Esse tipo de porcelana era tão valorizado que acabou exportado para a China e Japão, influenciando a própria forma como os japoneses pensaram suas peças futuras. Ou seja, mesmo que a Coreia não tenha desenvolvido uma cerimônia formal de matcha, ela teve participação direta na estética que mais tarde seria associada ao ritual japonês. É uma daquelas partes da história que poucas pessoas conhecem hoje.

Foto: reprodução/Rob Michiels Auctions

O que realmente diferenciaria as trajetórias dos três países, no entanto, seriam as transformações políticas e filosóficas que viriam depois. Na China, o chá em pó perdeu espaço conforme novas dinastias preferiram métodos de infusão mais simples. Na Coreia, a ascensão do confucionismo reduziria a influência do budismo e, com ele, o uso cotidiano do chá em pó. Já no Japão, a bebida encontrou terreno fértil para se desenvolver como parte da cultura zen e, eventualmente, da identidade nacional. Mas antes de entrarmos nas grandes diferenças que moldaram o futuro do matcha em cada país, precisamos entender o que aconteceu especificamente na Coreia, onde o chá em pó viveu, floresceu, e depois se transformou, quase desaparecendo por completo.

A trajetória do matcha na Coreia é uma mistura de presença discreta e impacto silencioso. Mesmo não sendo o centro das atenções por tanto tempo, ele influenciou a vida monástica, certos rituais e até a estética dos utensílios usados nos templos. O matcha se tornou uma prática quase íntima na Coreia – diferente da popularização japonesa – e isso diz muito sobre a personalidade da cultura coreana da época: mais minimalista, mais prática, mais focada na experiência do que no espetáculo. E é aí que começa a parte mais interessante dessa jornada pela península.

Foto: reprodução/world history encyclopedia
O Matcha na Coreia entre o budismo, as mudanças políticas e o desaparecimento do chá em pó

Quando o matcha – ou melhor, sua versão ancestral chinesa – chegou à Coreia, ele encontrou um ambiente bem receptivo. Era a época da dinastia Goryeo (918–1392), conhecida pela forte presença do budismo, que influenciava desde o governo até a vida comum das pessoas. Monges coreanos que estudaram na China trouxeram não só textos religiosos e técnicas de meditação, mas também o hábito de beber chá batido como parte do cotidiano dos templos. Diferente do Japão, onde essa prática evoluiria para um ritual estético altamente codificado, na Coreia ela permaneceu como algo mais íntimo e ligado ao ritmo monástico. O chá era um aliado para longas sessões de meditação, ajudando a manter a mente desperta e o corpo sereno, sem exageros e sem adornos.

A Coreia, inclusive, já tinha uma relação própria com o chá, muito antes da chegada do matcha. A região de Hadong, por exemplo, é conhecida há séculos como um dos berços do chá coreano, com tradições que remontam à época em que sementes teriam sido enviadas da China por volta do século IX. O consumo do chá de folhas inteiras fazia parte do dia a dia de aristocratas e templos, mas o chá em pó trouxe uma novidade interessante: uma forma mais concentrada e rápida de preparar a bebida, perfeita para a rotina dos monges. Assim, o matcha coreano nunca foi sinônimo de formalidade; ele era mais sobre praticidade espiritual. E, mesmo assim, sua presença deixou marcas visíveis, especialmente nos utensílios usados.

Foto: reprodução/Food and Agriculture Organization of the United Nations

Uma das influências mais bonitas dessa fase foi a relação com a cerâmica coreana. As tigelas de celadon – famosas por seu tom verde-acinzentado suave e sua superfície levemente translúcida – se tornaram peças ideais para servir o chá. O celadon coreano era tão admirado no Leste Asiático que acabou exportado para o Japão e inspirou gerações inteiras de ceramistas. Ou seja, mesmo que o matcha não tenha florescido plenamente na Coreia, ele ajudou a definir parte da estética que hoje associamos à cerimônia japonesa do chá. É como se a Coreia tivesse sido um elo silencioso, mas essencial, na construção desse universo visual que tantas pessoas reconhecem.

A virada drástica veio com o fim da dinastia Goryeo e o início da dinastia Joseon (1392–1897). Com Joseon, o confucionismo se tornou a filosofia oficial do Estado, empurrando o budismo para a margem da vida social. Templos perderam influência, monges foram afastados de centros urbanos e práticas religiosas passaram a ser vistas com desconfiança. Como o consumo do chá em pó estava diretamente ligado à rotina budista, ele naturalmente perdeu espaço. O chá continuou existindo, claro, mas em outras formas. A preferência passou a ser por infusões de folhas inteiras, algo mais alinhado ao estilo sóbrio e discreto da corte confucionista.

Foto: reprodução/Song Dynasty Style Longquan Celadon Personal Gongfu Tea Set

Esse afastamento do chá em pó não aconteceu de um dia para o outro, mas foi ficando cada vez mais evidente. Registros mostram que, ao longo da dinastia Joseon, o chá deixou de ser um hábito aristocrático e se tornou quase um símbolo espiritual restrito a determinados templos. Muitas famílias nobres abandonaram completamente o costume, focando em bebidas como infusões herbais ou remédios tradicionais. O matcha, que já não tinha se tornado uma prática sólida entre o povo comum, simplesmente se dissolveu na história coreana. Não desapareceu ao ponto de virar mito, mas deixou de ser parte da vida cotidiana e se tornou algo do passado, uma memória guardada nos templos.

Assim, quando falamos sobre matcha na Coreia, é importante lembrar que o país viveu uma relação de “vai e vem” com esse tipo de chá. Ele chegou pela via religiosa, ganhou um papel funcional dentro da meditação, influenciou a estética, mas nunca se transformou em hábito nacional. E, com a ascensão do confucionismo, acabou sendo engolido por uma nova lógica de sociedade. Mesmo assim, seu impacto permaneceu em detalhes importantes, especialmente no legado cerâmico e no modo como os templos coreanos servem chá até hoje. A história do matcha na Coreia não é grandiosa como a japonesa, mas é rica e cheia de nuances, mostrando como tradições podem florescer ou desaparecer dependendo das mudanças filosóficas e políticas.

Foto: reprodução/fiveable
O Matcha no Japão: de bebida de monges a ícone cultural que ganhou o mundo

Enquanto na Coreia o matcha permanecia como uma prática intimista dentro de templos, no Japão ele encontrou um terreno muito diferente e acabou florescendo de uma forma que ninguém poderia imaginar. Quando os monges zen japoneses voltaram da China trazendo a técnica do chá batido, o país já vivia um período de mudanças sociais profundas. A filosofia zen, com sua valorização do silêncio, da disciplina e da vida simples, combinava perfeitamente com a ideia de beber chá de maneira consciente. O matcha virou um aliado natural para a meditação, exatamente como havia sido para os monges coreanos. Mas, por algum motivo especial, no Japão essa prática não ficou limitada aos templos: ela começou a despertar o interesse da aristocracia e da classe guerreira, que enxergou no chá em pó uma oportunidade de expressão cultural.

A transição do matcha para o mundo leigo foi gradual, mas decisiva. Líderes samurais da era Muromachi e Momoyama (séculos XIV a XVI) passaram a adotar reuniões de chá como forma de reforçar alianças políticas ou exibir sofisticação. Esse movimento transformou completamente o destino da bebida. Ao contrário da Coreia, onde a formalidade do chá nunca ganhou espaço, o Japão abraçou o potencial estético do matcha com fervor. A preparação da bebida deixou de ser apenas uma técnica e passou a ser uma filosofia: a importância do silêncio, dos gestos calculados, da observação da tigela, do respeito ao anfitrião… tudo ganhou significado. O que antes era apenas um pó verde batido virou uma experiência ritualizada, quase teatral.

Foto: reprodução/DesignDestinations

É nesse período que surgem figuras históricas fundamentais para a consolidação da cerimônia do chá, a mais famosa delas é Sen no Rikyū. Ele foi o responsável por transformar a cerimônia em uma arte codificada, com valores que continuam até hoje: simplicidade, humildade e imperfeição. É o conceito do wabi-sabi, a ideia de encontrar beleza no que é natural, imperfeito e modesto. Rikyū redefiniu o espaço do chá, preferindo salas pequenas, iluminação suave e utensílios rústicos. E, claro, estabeleceu um novo padrão para o matcha: um chá vibrante, fresco, cuidadosamente preparado, servido em tigelas pensadas para transmitir calma e equilíbrio. Essa visão estética transformou o matcha em muito mais do que uma bebida, ele virou filosofia.

Com o passar dos séculos, essa estética foi ganhando cada vez mais força. Famílias começaram a formar escolas de chá, cada uma com seus métodos e tradições. A cerimônia do chá se tornou algo que ultrapassava a simples preparação da bebida: era uma forma de educação cultural, um ritual social, uma prática espiritual e até um treinamento moral. A ideia era que preparar e tomar chá de maneira consciente ajudasse a moldar o caráter. Isso pode soar exagerado hoje, mas, dentro da cultura japonesa, esse tipo de disciplina estética sempre teve lugar especial. Não é à toa que a cerimônia do chá é vista como uma das expressões máximas da cultura tradicional japonesa.

Foto: reprodução/ Portland Japanese Garden

Enquanto isso, o matcha ganhava vida própria no Japão rural também. Agricultores aprimoraram técnicas para produzir folhas mais verdes, mais doces e menos amargas. Surgiram métodos de sombreamento – como o que dá origem ao tencha, a base do matcha moderno – que intensificam o sabor e aumentam o teor de clorofila. A moagem em moinhos de pedra virou uma arte à parte. Tudo isso moldou a identidade do matcha como o conhecemos hoje: um pó finíssimo, brilhante, com sabor vegetal e textura sedosa. E, quando essa técnica encontrou a estética da cerimônia do chá, o matcha se tornou um símbolo nacional tão forte que hoje até parece que ele nasceu no Japão quando, na verdade, a história é muito mais ampla e compartilhada.

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Ao longo dos séculos, o matcha se espalhou por diferentes áreas da cultura japonesa, da gastronomia às artes, da filosofia à hospitalidade. E mesmo depois que o Japão passou por períodos de modernização acelerada, o chá em pó nunca deixou de ser uma marca cultural importante. Ele sobreviveu à ocidentalização, ao avanço do café, à industrialização e até às mudanças drásticas de estilo de vida. E, quando a onda global de bem-estar e da cultura asiática ganhou força no século XXI, o matcha estava pronto para conquistar o mundo de novo. Só que, dessa vez, não como um ritual formal, mas como uma bebida que carrega uma história impressionante e que, sem querer, acabou encontrando no estilo coreano contemporâneo um novo palco para brilhar.

Como o Matcha ressurgiu na Coreia da história milenar ao universo dos cafés urbanos

Depois de séculos praticamente esquecido na Coreia, restrito a templos e a poucos rituais tradicionais, o matcha ressurgiu com força total no século XXI. O mais curioso é que esse retorno não veio da tradição, mas sim das ruas. A nova geração coreana, especialmente a juventude urbana de Seul e Busan, começou a buscar alternativas ao café, bebidas mais leves e ingredientes associados ao bem-estar. Foi aí que o matcha entrou no radar de novo: não como um ritual religioso ou uma prática formal, mas como uma bebida moderna, versátil e cheia de personalidade. Em um cenário onde cafeterias competem entre si para oferecer experiências únicas, o matcha virou uma espécie de “coringa verde”,  bonito, saudável e fácil de reinventar.

Enquanto o Japão manteve sua versão tradicional, a Coreia fez aquilo que faz de melhor: pegou um elemento clássico e transformou em algo totalmente contemporâneo. Os cafés coreanos começaram a experimentar, misturando matcha com leite vegetal, cremes, xaropes artesanais, cream cheese batido e até flores comestíveis. O que poderia ser apenas um pó de chá se transformou em bebidas instagramáveis que combinam com a estética clean e minimalista das cafeterias coreanas. De repente, o matcha não era só um chá; era um fenômeno visual. As cores vibrantes combinavam com interiores brancos, mesas de mármore, paredes de cimento e copos translúcidos, aquela estética típica da Coreia que conquista qualquer um no feed.

Foto: reprodução/waivio

Mas não foi só nos drinks que o matcha brilhou. As sobremesas coreanas se apaixonaram pelo ingrediente com a mesma intensidade. Surgiram bolos de camadas com creme de matcha, tiramisù verde, croffles com calda espessa, castella fofo com sabor de chá, cookies com pedaços de chocolate branco e até bingsu (raspadinha coreana) tingido de verde vibrante. E não para por aí: marcas coreanas começaram a lançar pós de matcha premium, muitas vezes importados do Japão, mas adaptados ao paladar local, com sabores mais suaves e doces. A Coreia se tornou especialista em transformar o matcha em receita viral, e cada cafeteria parecia querer criar “a próxima grande novidade verde”.

O mais interessante é que esse renascimento coincidiu com um movimento cultural mais amplo: o boom do wellness. Na Coreia, essa tendência ganhou força com o aumento do estresse urbano, a popularidade de rotinas de autocuidado e o foco em saúde mental. O matcha entrou nesse contexto como uma bebida ideal, altamente antioxidante, com cafeína mais estável e sem aqueles picos de ansiedade típicos do café. A Coreia abraçou o matcha como uma espécie de “bebida consciente”, algo que não faz parte só da estética, mas também da sensação de bem-estar que muitos jovens buscam. E essa imagem pegou: o matcha virou o símbolo perfeito da vida calma, organizada e estilosa que define a estética coreana moderna.

Foto: reprodução/Just One Cookbook

Outro fator poderoso foi a expansão da cultura de cafés temáticos. A Coreia é famosa por transformar simples cafeterias em destinos turísticos, e o matcha ganhou templos dedicados a ele, cafés inteiros com cardápios exclusivamente verdes. Locais como Jeju, Boseong e Gangneung também começaram a destacar o matcha como produto local, conectando tradição agrícola, turismo e estética moderna. Em pouco tempo, o matcha deixou de ser apenas uma moda e passou a ser parte da identidade das cafeterias coreanas. Até mesmo pessoas que nunca ligaram para chá começaram a se render ao “matcha moment”: aquela pausa para respirar, saborear algo bonito e compartilhar nas redes sociais.

@cafeanka_berlin

How to prepare Matcha the right way 🍵✨ 1️⃣ Add 3g Matcha powder into your bowl. 2️⃣ Pour in 35ml hot water (around 70–75°C, not boiling!). 3️⃣ Whisk quickly in a zig-zag motion until it’s smooth and frothy. 4️⃣ Enjoy it pure – or add milk for a creamy Matcha latte 💚” #matcha #matchapowder #berlin #cafeanka #matchalatte

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Hoje, o matcha na Coreia tem uma personalidade própria. Não é igual ao japonês, muito menos uma cópia. Ele é mais ousado, mais doce, mais adaptável e mais visual. Ele combina tradição histórica com criatividade moderna e se encaixa perfeitamente no ritmo da vida coreana contemporânea. É curioso ver como um ingrediente que desapareceu quase completamente durante séculos voltou com tanta força, mas esse é justamente o charme da cultura coreana: transformar o passado em tendência, o simples em sofisticado, e o cotidiano em experiência. O matcha renasceu e renasceu à coreana.

O Matcha como ícone global e o papel da Coreia na tendência moderna

Com o avanço da globalização e o interesse crescente pela cultura asiática, o matcha se tornou muito mais do que um ingrediente tradicional. Ele virou símbolo de um estilo de vida inteiro: saudável, estético, equilibrado e conectado a rituais que fogem da pressa do cotidiano ocidental. E, curiosamente, mesmo que o matcha ainda seja associado ao Japão quando falamos de tradição, o estilo que mais conquistou o público jovem internacional veio de outro lugar: a Coreia. Isso porque o jeito coreano de consumir matcha – mais livre, criativo, doce, lúdico e instagramável – é extremamente compatível com a forma como o mundo atual vive e compartilha experiências. Foi essa combinação de história, saúde e estética que transformou o matcha em um gigante global.

A explosão de cafeterias coreanas pelo mundo ajudou ainda mais. Em cidades como Nova York, Los Angeles, Paris e São Paulo, surgiram cafés inspirados nas tendências coreanas, com interiores limpos, paletas claras, vitrines organizadas e um cardápio cheio de bebidas verdes. O público jovem, já apaixonado pela cultura coreana através de k-dramas, moda e gastronomia, rapidamente incorporou o matcha como parte desse “pacote lifestyle”. Era muito mais do que tomar uma bebida, mas sim viver uma experiência visual e sensorial que remetia à Coreia contemporânea. Em outras palavras, o matcha virou uma extensão natural da onda Hallyu, mesmo que sem os elementos pop desta vez.

O matcha também se beneficiou de outro movimento global: o interesse crescente em bebidas funcionais. Com a busca por opções menos agressivas que o café e mais estáveis no ritmo do dia, o matcha se tornou uma escolha óbvia para pessoas que queriam energia sem ansiedade, foco sem estresse e sabor sem amargor excessivo. A ciência ajudou: estudos ampliaram a fama da L-teanina, aminoácido presente no matcha que promove calma e concentração ao mesmo tempo. As redes sociais amplificaram tudo isso, mostrando o matcha como um superdrink. A Coreia, com sua estética de autocuidado e rotinas bem organizadas, virou referência global nessa imagem do “matcha + bem-estar”.

Além disso, o matcha encontrou um terreno fértil na cultura visual contemporânea. Com sua cor verde vibrante, ele é quase uma peça de design. Fotos de drinks em camadas – matcha com leite, matcha com creme, matcha com mel, matcha com frutas – dominam feeds e vídeos curtos. E, novamente, os cafés coreanos foram cruciais nesse processo, porque prezam muito pela apresentação. Cada bebida parece feita sob medida para foto. Cada sobremesa parece uma pequena obra de arte. O público global abraçou essa estética porque ela conversa com o desejo atual por beleza simples, minimalista e naturalmente elegante.

Foto: reprodução/Kroma Wellness

É importante destacar que o matcha não se tornou global apenas por ser bonito ou saudável, mas porque foi reinterpretado por culturas diferentes, especialmente a coreana, que deu a ele uma nova vida. O matcha tradicional japonês continua sendo uma referência, uma base histórica e um símbolo profundo. Mas o matcha que domina o mundo hoje é aquele que se adapta, que brinca com combinações, que aparece em doces, gelatos, bebidas geladas, cafés especiais e sobremesas criativas. Esse matcha híbrido é, em grande parte, resultado da reinvenção coreana: uma ponte entre tradição e modernidade, entre respeito cultural e inovação estética.

Assim, o matcha se tornou um produto global, mas com raízes profundamente asiáticas. Ele carrega a história da China, que o viu nascer; traz marcas da Coreia, que o acolheu nos templos e o reinventou nos cafés modernos; e mantém a força do Japão, que o transformou em filosofia e ritual. O que vemos nas cafeterias do mundo é o resultado desse encontro de culturas, épocas e estilos. E talvez seja essa a explicação para o fascínio atual pelo matcha: ele é, ao mesmo tempo, antigo e contemporâneo, simples e sofisticado, tradicional e trendy. Poucas bebidas conseguem atravessar tantos séculos sem perder relevância… O matcha conseguiu.

Você já conhecia a história do matcha? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

 

Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

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Galera Record anuncia novidades imperdíveis para fãs de fantasia e romantasia

De Cassandra Clare a Mar Freitas, o mês de novembro reúne grandes autoras e grandes mundos

Novembro chega à Galera Record repleto de retornos aguardados, finais épicos e novas vozes que prometem conquistar os leitores de fantasia e romantasia. Entre continuações de séries consagradas, encerramentos de duologias mágicas e estreias eletrizantes, o mês celebra a força das grandes autoras do gênero – verdadeiras arquitetas de mundos que há anos arrebatam fãs no Brasil e no exterior.

Assim, entre retornos gloriosos e estreias arrebatadoras, reunimos abaixo as histórias que dão forma ao novembro mágico da Galera Record.

O Rei dos Ladrões – Cassandra Clare
Foto: divulgação/Editora Record/Entretetizei

Um casamento arranjado, uma paixão proibida e uma profecia prestes a se cumprir: Castellane está de volta mais perigosa, mais instável e mais sedutora.

Na aguardada sequência de O Portador da Espada, Kel Saren, dublê do príncipe herdeiro, investiga um massacre brutal que ameaça a estabilidade da coroa. As pistas o conduzem ao lendário Rei dos Ladrões e à Colina, onde festas opulentas escondem conspirações lideradas por Artal Gremont, o noivo da mulher que Kel ama.

Enquanto isso, Lin Caster lida com as consequências de ter se declarado, por necessidade, à Deusa Renascida. Agora observada pelo enigmático Exilado, ela precisa provar seus poderes para evitar o exílio e manter seu povo seguro. Contudo, um pedido desesperado do príncipe Conor – salvar o rei de uma magia ancestral – coloca Lin diante de um desafio que pode custar seu coração e sua vida.

Com Castellane à beira de um colapso, Kel e Lin precisam decidir em quem confiar antes que tudo desmorone.

O Espelho dos Monstros – Alexandra Bracken
Foto: divulgação/Editora Record/Entretetizei

A conclusão da duologia A Maldição de Prata mergulha Tamsin em uma jornada onde enfrentar dores antigas é o único caminho para impedir uma tragédia. Após testemunhar a queda de Avalon, ela retorna ao mundo mortal com o coração despedaçado e uma missão clara: deter o Lorde Morte e a Caçada Selvagem antes que destruam tudo.

O único objeto capaz de detê-los é o Espelho dos Monstros, uma relíquia que carrega segredos tão profundos quanto perigosos. Para alcançá-lo, Tamsin precisa enfrentar o passado que sempre temeu e aceitar a ajuda de Emrys, seu rival arrogante e o último homem que ela queria ter ao lado.

À medida que segredos emergem, Tamsin descobre que a ameaça mais assustadora pode ser a verdade sobre si mesma.

Visões de Carne e Sangue – Jennifer L. Armentrout
Foto: divulgação/Editora Record/Entretetizei

O livro definitivo para fãs de Sangue e Cinzas e Carne e Fogo, Visões de Carne e Sangue reúne histórias inéditas, cenas exclusivas, ilustrações, registros secretos e curiosidades do universo criado por Jennifer L. Armentrout.

Narrado pela inconfundível senhorita Willa Colyns, o guia apresenta anotações pessoais, reflexões e observações divertidas que revelam detalhes sobre Poppy e Casteel, Sera e Nyktos, e outros personagens queridos. É uma viagem completa, emocional e bem humorada pelos bastidores desse fenômeno mundial da fantasia romântica.

Inclui textos inéditos, materiais visuais exclusivos e contribuições de Rayvn Salvador.

Herdeiras de Pedra e Ar – Mar Freitas
Foto: divulgação/Editora Record/Entretetizei

Duas nações prestes a entrar em guerra. Duas mulheres destinadas a se odiar. Em sua estreia na romantasia, Mar Freitas cria um mundo exuberante, dividido entre magia, política e crenças ancestrais, no qual a linha entre ódio e desejo é perigosamente tênue.

Rubi Takahashi, herdeira do Ar e filha da elite tecnológica de Körin, vê sua vida perfeita ruir após um sequestro que a lança no território inimigo. Lá, é capturada pela capitã Céu Steinbachi, uma soldada implacável e guardiã da fronteira mágica de Minéria. Para Céu, Rubi é mais do que uma prisioneira: é uma ameaça ao seu passado e à estabilidade do reino.

Forçadas a conviver, as duas descobrem que a atração entre elas pode significar tanto a salvação quanto a ruína de seus povos e que, em tempos de guerra, escolher entre legado e coração pode ser a batalha mais cruel de todas.

Prepare-se, pois novembro promete mundos que você não vai querer deixar para trás. Qual dessas fantasias você pretende adquirir primeiro? Compartilhe com a gente em nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin

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Crítica | A Queda do Céu documenta a resistência e força ancestral dos yanomami

Destaque na COP30, documentário expõe ameaças impostas aos povos indígenas pelo garimpo ilegal 

A Queda do Céu, que estreou no Festival de Cannes em 2024, foi o documentário brasileiro mais premiado do último ano. Desde a arrancada na mostra francesa, a produção já percorreu 80 festivais ao redor do mundo, conquistando 25 honrarias. Com um comentário contundente sobre a importância da valorização da mitologia dos povos indígenas, o filme chegou aos cinemas de todo o país no mês de novembro de 2025.

Baseado no livro homônimo, escrito pelo líder indígena Davi Kopenawa e o antropólogo francês Bruce Albert, o filme mergulha nas tradições ancestrais da comunidade Yanomami de Watoriki. Desse modo, ao longo de quase duas horas, nós acompanhamos o modo de vida dos yanomami, sua relação com a natureza, e sua luta contra o garimpo ilegal que os ameaça constantemente.

A direção do documentário é de Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, que realizaram as gravações durante um mês no ano de 2021. O longa-metragem é um convite a conhecer um pouco do cotidiano yanomami, e refletir sobre as batalhas que eles ainda enfrentam para preservar as suas raízes, suas tradições e a terra que lhes é de direito. 

A Queda do Céu: a tradição e a ancestralidade
Foto: divulgação / Primeiro Plano

Falar sobre cultura ancestral dos povos originários é discorrer sobre um povo que resiste há mil anos, sem o qual não existiríamos como nação. Em A Queda do Céu, é mostrado ao público a vida íntima da etnia indígena yanomami, com destaque para o ritual funerário Reahu, que reúne toda a comunidade para conseguirem segurar o céu. 

Todo o filme é narrado pelo xamã Davi Kopenawa, que ensina sobre a cosmologia yanomami e os espíritos xapiri. Concomitantemente, o líder denuncia o cercamento dos garimpeiros, e também a ameaça das epidemias xawara. Chamados por Kopenawa de “povo da mercadoria”, os garimpeiros trazem doenças, morte e medo para a etnia indígena. Tudo isso é contado pelo ponto de vista dos yanomami, que veem e usam o próprio tempo de uma maneira singular, bem mais devagar e contemplativa. 

Para isso, os realizadores fizeram uso de planos longos, uma câmera que mais observa e não se move, além da presença dos sons naturais para revelar o ritmo lento inerente à vivência dos yanomami. 

O grito de resistência yanomami
Foto: divulgação / Primeiro Plano

Para um povo que sofre tantas tentativas de dizimação e mesmo assim segue forte, preservar suas tradições e honrar a sua ancestralidade é um ato de resistência. É o que o documentário A Queda do Céu tenta mostrar, ao alternar entre explicar a mitologia do povo indígena, mostrar um de seus rituais mais sagrados, representar seus hábitos diários e dar visibilidade para os estigmas que ainda precisam enfrentar. 

Um filme necessário que, em meio à crise ambiental que estamos vivendo, se coloca no cenário mundial como um grito de apelo aos direitos dos povos originários. O mundo precisa observar a natureza e pensar no passado, práticas tão cultuadas pelos yanomami. Isso, para que assim consiga se conscientizar sobre os caminhos pelos quais o planeta está se dirigindo. 

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Texto revisado por Simone Tesser 

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Eventos Música Notícias

Rosalía desembarca no Brasil em janeiro para evento com fãs

Brasileiros ouvirão com exclusividade faixas do álbum LUX

Cantora, compositora e produtora, Rosalía virá ao Brasil para um evento no Rio de Janeiro que acontecerá no dia 30 de janeiro! Durante o evento, os fãs brasileiros poderão ouvir com exclusividade, ao lado da cantora vencedora do Grammy, algumas músicas de seu novo álbum intitulado LUX.

 Para participar, o público interessado precisa preencher um formulário disponível na bio da cantora em sua conta de Instagram. É necessário responder à pergunta: “O que você perguntaria para Rosalía sobre LUX?” As respostas mais criativas serão selecionadas, garantindo acesso ao evento.

LUX, lançado pela Sony Music, é o quarto álbum da cantora e apresenta uma proposta imersiva, gravada com a orquestra Sinfônica de Londres, sob a regência de Daniel Bjarnason.

O projeto debutou como álbum internacional no topo do Spotify Brasil e conquistou número um na plataforma, transformando o álbum na maior estreia da carreira da artista. LUX inclui diversas colaborações femininas como Björk, Carminho, Estrella Morente, Silvia Pérez Cruz, Yahritza, além do coro Escolania de Montserrat i Cor Cambra Palau de la Música Catalana e Yves Tumor.

O álbum recebeu forte reconhecimento da crítica internacional. A Rolling Stone concedeu 5 estrelas e destacou a capacidade do projeto de unir referências clássicas e contemporâneas em uma obra coesa e marcante. A Associated Press definiu o álbum como um “milagre fonético”, enquanto a NPR ressaltou a integração entre elementos humanos e espirituais ao longo das faixas.

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Texto revisado por Simone Tesser 

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Stray Kids no Brasil: grupo é confirmado no Rock in Rio 2026

Stray Kids será o primeiro grupo de K-pop na história do Rock in Rio e fará show único no Brasil no ano que vem

Foi a gente que pediu, sim! O grupo de K-pop Stray Kids foi confirmado no Rock in Rio 2026 e será o primeiro do gênero a subir ao palco do festival. Eles tocam no Palco Mundo no dia 11 de setembro, no único show que farão no Brasil em 2026.

Elton John e Gilberto Gil também estão na programação e se apresentam no dia 7 de setembro, igualmente no Palco Mundo. O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.

Quem faz parte do Rock in Rio Club tem acesso antecipado à pré-venda do Rock in Rio Card, que abre no dia 4 de dezembro às 19h. A venda geral começa no dia 9 de dezembro, também às 19h.

O Rock in Rio Card garante a entrada em um dos dias do festival, e o público escolhe depois em qual data quer usar.

Stray Kids
Foto: reprodução/RIR

Confira os preços do Rock in Rio Card 2026:

  • R$ 795 (inteira)

  •  R$ 397,50 (meia-entrada)

  •  R$ 675,75 (para cartões de crédito emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A)

O Stray Kids é um dos grupos de K-pop mais populares do mundo e também do Brasil. Em abril deste ano, eles reuniram 175 mil fãs em três shows, batendo o recorde de público para apresentações do gênero no país.

Criado pela JYP Entertainment em 2017, o grupo é formado por Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, HAN, Felix, Seungmin e I.N. Entre os trabalhos de maior destaque estão os álbuns e EPs ATE, GIANT, ROCK-STAR, 5-STAR, ODDINARY, GO LIVE, entre outros.

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Entrevista Entrevistas Livros

Entrevista | Evelin Sousa fala sobre romance policial e adaptação para websérie

Escritora relembra suas origens no mundo das fanfics e fascínio por narrativas de suspense

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Cinema Cultura pop Música Notícias

Filme de Billie Eilish, dirigido por James Cameron, ganha data de estreia

O projeto ainda não tem confirmação de lançamento nos cinemas brasileiros

Um dos projetos mais ambiciosos da carreira de Billie Eilish é o concert movie da turnê de sucesso Hit Me Hard and Soft, dirigido por ninguém menos que o renomado diretor James Cameron. Durante o último show, realizado em São Francisco, nos Estados Unidos, a cantora revelou que a produção chega aos cinemas no dia 20 de março de 2026. Contudo, o filme ainda não tem confirmação de lançamento nos cinemas brasileiros.

Cameron, que foi o responsável por revolucionar Hollywood com suas obras de efeitos especiais, filmou quatro shows da artista em Manchester, na Inglaterra, em julho de 2025. A expectativa é grande, dado o calibre do diretor. Em Billie Eilish – Hit Me Hard and Soft: The Tour (Live in 3D), vai haver uma montagem simples com alguns efeitos especiais básicos.

Billie Eilish tem dado espaço ao audiovisual no que diz respeito a promover a carreira. A sua última turnê Happier Than Ever virou documentário, mas é a primeira vez que a artista lança um concert movie. Ela segue também a tendência de grandes nomes da indústria pop ao estender suas turnês para as salas de cinema, atingindo assim muito mais cidades e fãs em todo o mundo.

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin

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Cinema Cultura asiática Cultura Latina Notícias Séries Teatro

Caio Mutai vive nova fase com novos projetos, estreias e representatividade em destaque

Artista amplia presença no audiovisual e no teatro com uma trajetória marcada pela potência da representatividade amarela no cenário cultural brasileiro

Caio Mutai atravessa um momento de amadurecimento artístico marcado pela pluralidade, consistência e novos desdobramentos no audiovisual e no teatro. Após reunir trabalhos recentes exibidos no 33º Festival MixBrasil de Cinema e Cultura da Diversidade, que aconteceu entre os dias 12 e 23 de novembro, em São Paulo, o ator segue expandindo sua presença em diferentes formatos, celebrando uma fase em que sua identidade, suas escolhas e sua voz artística convergem de forma cada vez mais sólida.

No MixBrasil, Caio integrou dois projetos de destaque: o curta Nesta Data Querida e a série Ayô. Antes de sua exibição no festival paulistano, Ayô já havia passado pelo Festival do Rio, um dos mais importantes do país, onde integrou a seleção de títulos de destaque no segmento Especial Séries Brasileiras. Embora muito distintos entre si, ambos reforçam um momento sensível e autoral do artista, apontando caminhos que atravessam intimidade, pertencimento e novas formas de representação.

Em Nesta Data Querida, Caio divide a cena com Vitor Rocha, Lucas Drummond, Letícia Helena e a convidada especial Claudia Raia, interpretando uma narrativa poética sobre o tempo, os rituais de passagem e o processo de amadurecer. Já em Ayô, ele dá vida ao único personagem amarelo da produção, ao lado de nomes como Caio Blat e Lázaro Ramos, em uma história que valoriza trajetórias plurais e reafirma a urgência de novas narrativas no audiovisual brasileiro.

Entre seus trabalhos recentes no cinema está também Furnas Fundas, filme de terror gótico dirigido por Beto Marquez, ainda inédito e sem data de lançamento confirmada, no qual vive um vampiro. O papel exigiu intensa preparação física e emocional, e marcou seu retorno ao cinema nacional após O Mestre Fumaça.

Paralelamente ao audiovisual, Caio mantém atuação ativa no teatro, espaço onde fortalece seu papel como artista e produtor. Seu trabalho em Passos, espetáculo do Coletivo Oriente-se, formado por elenco integralmente asiático, alcançou grande repercussão durante a temporada no Teatro Itália, em São Paulo, e prevê novas apresentações. A peça reafirmou a relevância da comunidade amarela nas artes contemporâneas, transformando em arte uma luta que Caio carrega publicamente desde 2017.

Para 2026, o artista amplia suas frentes de atuação com uma nova série original da Globoplay, atualmente em fase de gravação, e com o protagonismo em um novo longa: uma adaptação de Hamlet, ambientada no Japão Feudal e estrelada exclusivamente por artistas amarelos.

Também há espaço para o canto e o teatro musical, com um novo projeto em desenvolvimento que deve contar com Caio tanto no elenco quanto na equipe de produção, mais um passo dentro da vertente que ele vem explorando em paralelo à carreira de ator, buscando novas formas de criar pontes entre arte, representatividade e empreendedorismo criativo.

Foto: divulgação/Assessoria

Os projetos reforçam não apenas sua presença em produções que apostam em novas linguagens e perspectivas no audiovisual brasileiro, mas também o fortalecimento de uma representatividade que segue se expandindo a cada novo passo de sua trajetória.

Sobre Caio Mutai

Caio cresceu dentro de uma escola de ballet – legado da mãe, professora de dança, e da avó, de quem herdou a veia artística da família.

A dança foi seu primeiro idioma, o canto veio em seguida e o teatro musical o arrebatou. Nos palcos, viveu experiências marcantes em montagens como Chaplin – O Musical e Aladdin – O Musical. No audiovisual, conquistou público e crítica em produções como O Coro: Sucesso Aqui Vou Eu e As Five, onde interpretou PR, personagem que abriu debates importantes sobre sexualidade, etnia e identidade no streaming brasileiro.

Foto: divulgação/Assessoria

Desde 2017, Caio é uma voz ativa na defesa da representatividade amarela, transformando vivências pessoais em discurso cênico e contribuindo para ampliar caminhos para artistas asiáticos no país. Autêntico, múltiplo e em constante evolução, ele integra uma geração de profissionais que enxergam a arte como ferramenta de transformação, inclusão e diálogo.

 

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cinema Cultura Cultura asiática Música Notícias

Conheça Andrew Choi, o cantor e produtor por trás da voz de Jinu, de Guerreiras do K-pop

Antes de participar do fenômeno do streaming, Andrew Choi já compunha para grandes nomes do K-pop

Andrew Choi é um cantor, compositor e produtor sul-coreano com mais de uma década de experiência na indústria musical. Ele ganhou atenção do público ao conquistar o terceiro lugar na segunda temporada do programa de audições K-Pop Star, em 2013, o que ampliou sua carreira tanto como performer quanto como criador por trás de grandes artistas do K-pop. No mesmo ano, lançou seu primeiro álbum de estúdio, Love Was Enough, consolidando sua atuação como artista solo.

Após sua participação no programa, Choi passou a trabalhar na SM Entertainment, uma das maiores empresas de entretenimento da Coreia do Sul. Como compositor e produtor, contribuiu para o repertório de diversos astros importantes do K-pop, incluindo EXO, SHINee, NCT 127, NCT WISH e outros. Ele também participou de atividades de treinamento vocal e produção musical através do SM Universe, o braço educacional da companhia.

Em 2025, Andrew Choi expandiu sua presença global ao se tornar a voz cantada de Jinu, o protagonista de Guerreiras do K-Pop (2025), sucesso da Netflix produzido em colaboração com a Sony Pictures Animation. Choi entregou uma performance vocal alinhada ao desenvolvimento narrativo do personagem, um vilão que vira mocinho no fenômeno mundial que combina elementos de cultura pop, fantasia e música.

Como Jinu, frontman dos Saja Boys, Choi gravou diversas faixas presentes na trilha sonora oficial, incluindo Soda Pop, Your Idol e Free. Essas músicas ganharam grande destaque internacional, contribuindo para a visibilidade do filme e para o alcance global do personagem. O processo de gravação ocorreu em etapas conforme o filme avançava, exigindo que Choi ajustasse nuances vocais e interpretações emocionais de acordo com o decorrer da história.

Andrew também tem fortalecido sua presença internacional por meio de uma série de fan meetings de sucesso realizados ao redor do mundo ao lado da artista Ejae, a voz cantada de Rumi.

Juntos, eles têm se conectado ao público de diversos países, oferecendo performances intimistas, sessões de perguntas e respostas e momentos especiais que destacam sua sinergia musical e dedicação aos fãs internacionais. Esses eventos não apenas ampliaram o alcance de Andrew, como também reforçaram sua crescente influência na cena musical global.

Além do reconhecimento obtido com Guerreiras do K-Pop, Choi também tem trabalhado em sua carreira solo. Em 2025, ele lançou dois novos singles: Under My Skin, em maio, e Better With You, em outubro. Ambos são um reflexo da combinação de sua experiência como compositor e das habilidades de interpretação vocal que desenvolveu ao longo dos anos, enquanto manteve uma presença ativa em trabalhos de estúdio, apresentações ao vivo e projetos audiovisuais. Além disso, eles também reforçam sua identidade artística como performer solo.

Foto: reprodução/The Straits Time

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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