Catálogo celebra narrativas que colocam o corpo preto no centro e renovam o cenário literário
Pesquisas da Universidade de Brasília apontam que apenas 6% das obras publicadas no Brasil apresentam personagens negros, enquanto a maior parte dos escritores segue sendo branca. Nesse cenário, a Editora Euphoria reforça seu papel na mudança desse panorama ao publicar títulos que abordam amor, desejo e identidade sob perspectivas diversas.
Para ilustrar essa missão na prática, trouxemos alguns títulos do catálogo da editora que se propõem a expandir o olhar sobre o afeto, a identidade e o pertencimento por meio de protagonistas negros.
Em Skin: À Flor da Pele(2024), Kele Aomine conduz o leitor por dilemas afetivos e morais. A narrativa acompanha Alexandre e Eduardo, um casal homoafetivo que adota Gabriel, menino que muda completamente suas vidas. Anos depois, Gabriel se muda para a França para estudar balé e conhece Cauã, outro jovem brasileiro. A amizade intensa que nasce entre eles evolui, já na vida adulta, para um triângulo amoroso de desdobramentos devastadores, que questiona limites entre amor, desejo e identidade.
Foto: reprodução/Instagram @juliocesar_mep
Já em Doce Como Sangue(2025), Dan Rodriguez mistura romance e fantasia ao narrar a relação entre Éric, um confeiteiro dedicado, e Benjamin, o novo colega de apartamento que esconde um segredo: é um vampiro. Entre a rotina da confeitaria e o encontro com o sobrenatural, o livro oferece uma leitura leve e provocativa sobre amor, autodescoberta e pertencimento.
Diante da baixa representatividade no mercado editorial, a Euphoria reafirma seu compromisso com diversidade e inclusão na literatura brasileira. Para a fundadora Nathália Brandão, o propósito da editora vai além de publicar livros: “Queremos que nossos leitores se reconheçam nas histórias que lançamos. A literatura tem o poder de reconstruir imaginários e devolver humanidade a quem, por tanto tempo, foi reduzido a estereótipos”, afirma.
Foto: reprodução/Editora Euphoria
Ao abrir espaço para novos autores e narrativas antes marginalizadas, a Editora Euphoria contribui para a democratização da cultura e para a formação de um novo público leitor, reforçando a importância de múltiplas vozes na construção de uma literatura brasileira mais plural e representativa.
Sobre a Editora Euphoria
Foto:reprodução/Editora Euphoria
A Editora Euphoria publica romances adultos LGBTQIA+, com foco exclusivo em narrativas de protagonismo queer. Muitas das obras surgem originalmente como fanfictions e ganham edição profissional pela casa editorial.
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Produção dirigida por Mauro Mendonça Filho mistura melodrama e suspense em uma história envolvente
Com intrigas familiares, manipulação e reviravoltas, a nova série da Netflix promete ser de tirar o fôlego, pois nada é o que parece. Estrelada por Marieta Severo, Alice Wegmann, Nanda Costa e José de Abreu, a produção, ainda sem título, começou a ser gravada no Rio de Janeiro nesta semana, com direção geral de Mauro Mendonça Filho.
Instigante e recheada de tensão, a história de melodrama e suspense acompanha Lúcia (Marieta Severo) e Maíra (Alice Wegmann), mãe e filha da elite carioca que nutrem uma relação complexa e turbulenta. Quando seus caminhos cruzam com o de Irina (Nanda Costa) e Bóris (José de Abreu), a teia de segredos, traições e mistérios se intensifica.
A produção é da Conspiração e tem criação deDiane Maiae Mirna Nogueira, que também assina como roteirista-chefe. Produzida por Renata Brandão, Luísa Barbosa e Tania Pacheco, a série tem direção de Gabriela Amaral Almeida e Daniela Carvalho. O elenco conta ainda com nomes como Felipe Camargo, Luciana Paes, Laila Garin, Rui Ricardo Diaz, Heloisa Jorge, Allan Souza Lima, Jonas Bloch, Giovanna de Jesus, José Mata, Thiago Justino, Hamilton Dias, Laura Vick, Yanna Lavigne e Rosanna Viegas.
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Em Wicked Parte 2, Elphaba e Glinda mostram que nem sempre a verdade é aquilo que parece – e todo ato de bondade tem seu preço
[Contém spoiler]
O Entretetizei teve a honra de assistir ao filme Wicked: Parte 2 antecipadamente, numa sessão especial para a imprensa, em São Paulo. O filme, muito esperado pelo público, surpreendeu em vários quesitos: elenco, figurino, roteiro e números musicais – em um conjunto que te leva para dentro da história, mas também te faz refletir sobre a nossa sociedade. Em suas duas horas e dezessete minutos de duração, Wicked se revela mais que um musical, mostra-se um verdadeiro grito político em meio às mudanças e acontecimentos do nosso mundo. Vamos entender um pouco mais.
Enredo que traz contextos atuais
A própria sinopse de Wicked: Parte 2 já nos traz Elphaba vivendo no exílio, após a determinação do povo de Oz de que ela é uma Bruxa Má. Quem vem acompanhando a saga, sabe muito bem que de má Elphaba não tem nada. Pelo contrário, ela tem um coração tão bom, que se encontra na condição de estar longe de quem ama, principalmente de seu amor Fiyero. Mas isso não foi suficiente para derrotar Elphaba: seu senso de justiça e sua luta por um mundo melhor, a fizeram continuar com seu objetivo. Enquanto Glinda segue na Cidade Esmeralda, perto de se casar com Fiyero, vivendo uma realidade mascarada e cor-de-rosa, Elphaba se mostra preparada para dominar a cidade e revelar a verdade para o povo: aquele que se mostrava mágico e “salvador”, na realidade, é uma farsa.
Créditos: Universal Pictures
O início do filme já nos traz o choque de realidade entre o bem e o mal; com toda uma sociedade enganada, crente de que tudo que o Mágico e seus submissos falam é realidade, enquanto quem realmente traz o bem em seu coração, e com verdadeiros poderes mágicos, é taxada como uma vergonha, uma ameaça. Em meio a tudo o que passamos nos últimos anos na política mundial, Wicked II não poderia vir em melhor momento.
O reencontro de Glinda, Elphaba, Fiyero e um casamento forçado arruinado
É claro que todos estávamos ansiosos para ver o reencontro do trio principal: Glinda, Elphaba e Fiyero. E esse reencontro veio em um momento icônico: no meio da cerimônia de casamento de Glinda e Fiyero. Ele, completamente deslocado, sem querer estar ali, mas sabendo que não tinha muita escolha no momento, e ela, iludidamente feliz, no seu mundo cor-de-rosa. Diante disso, seria impossível não imaginar que Elphaba apareceria: pois nossa Bruxa (não) má faz sua primeira aparição em Oz bem no meio da celebração, aproveitando que todos estão presentes e atentos.
Créditos: Universal Pictures
Durante a cena, temos vários momentos: Elphaba se deparando com o casamento de seu amor com Glinda, e a decepção de não ser ela vivendo isso; Fiyero revendo seu grande amor e Glinda reagindo ao estrago que isso fez em seu casamento – que não foi concluído (ainda bem!). A raiva de Glinda por não ter alcançado seu sonho, e ver sua amiga estragar aquele dia, a fez agir de forma impulsiva, prejudicando Elphaba para sempre. Em um momento de choro e muita tristeza, Madame Morrible e o Mágico de Oz comentam com Glinda sobre a necessidade de ter uma isca para Elphaba ir até eles e finalmente darem um fim na Bruxa. Eis que Glinda dá a ideia de usar Nessarose Thropp, irmã de Elphaba, para o plano dar certo. Glinda estava machucada e encontrou, agindo assim, uma forma de ferir a amiga, que, apesar de passar por tanta coisa, ainda assim ficou com o que ela considerava mais importante, o coração de Fiyero. Essa atitude de Glinda mostra como a personagem ainda apresenta traços imaturos e de uma menina mimada, que não sabe perder e não aceita ser contrariada.
Duas irmãs separadas por ideologias diferentes e a chegada do Boneco de Lata
É verdade que Nessarose e Elphaba nem parecem irmãs em muitas situações. Sabermos que elas compartilham a mesma mãe e os laços sanguíneos, mas são totalmente divergentes em propósitos de vida/pensamentos. Enquanto Elphaba busca fazer do mundo um lugar mais justo, Nessarose é arrogante com as pessoas, mimada e se sente abandonada pela irmã, que, na parte II, retorna ao palácio onde Nessarose atua como governadora da Terra dos Munchkins.
Créditos: Universal Pictures
No palácio, as irmãs discutem e, após Nessarose mais uma vez fazer um escândalo sobre não voltar a andar, Elphaba decide fazer um feitiço, que resulta na irmã voandoao invés de andar. Essa escolha narrativa evita um olhar capacitista, uma vez que a menina é uma pessoa com deficiência, trazendo a narrativa de que todos têm o direito de voar. A cena foi muito bem executada e num todo, foca muito mais nos conflitos internos de Nessa, destacando seu hiperfoco no amor, ao invés da deficiência.
Ainda nesta sequência, Boq, que é apaixonado por Glinda e descobre sobre o casamento dela com Fiyero, abre o coração com Nessa, que se vê revoltada por seu “amor” ainda gostar de Glinda. Numa tentativa de se vingar, por Boq não a amar como ama a menina do mundo cor-de-rosa, Nessa tenta aplicar um feitiço no rapaz que, por sua vez, sente uma forte dor no coração e desmaia. Para tentar reverter o erro da irmã, Elphaba, mais uma vez, com seu coração bom, faz um feitiço e transforma Boq no tão famoso Homem de Lata – personagem presente também em O Mágico de Oz.
Resultado: após Elphaba ir embora, Nessa mente para o rapaz e coloca a culpa na irmã, que mais uma vez carrega um peso que não é dela. Boq não aceita que virou um boneco de lata e se revolta contra Elphaba. Toda essa cena nos faz refletir muito sobre como as pessoas podem ser egoístas a ponto de culpar uma pessoa inocente pelos seus próprios erros. Nesta sequência, conclui-se que a verdadeira vilã é Nessarose, uma mulher amargurada, ingrata e que não soube lidar com o fato da irmã ter mais sucesso no amor e na vida.
A aparição de Dorothy e a morte de Nessa
Um dos momentos mais esperados certamente era ver os personagens de O Mágico de Oz – introduzidos de forma bem explicada na história. Tudo começou com Madame Morrible aplicando o feitiço de mudança climática: um forte vendaval destruiu diversas partes da Cidade Esmeralda, incluindo o caminho dos tijolos amarelos e diversas casas – uma delas, acabou caindo em cima de Nessarose, que foi esmagada e ficou com seus sapatinhos à mostra. Lembra quando foi comentado, lá em cima, que a atitude de Glinda, ao sugerir usar Nessa para atrair Elphaba, traria consequências para sempre? Pois bem, seria impossível Elphaba não ficar sabendo do ocorrido.
Créditos: Universal Pictures
Ainda sobre a cena do vendaval, para quem conhece a história de O Mágico de Oz e Wicked, toda a sequência foi produzida de forma bem fiel às histórias e deixou claro de onde surgiram os sapatos de Dorothy: a personagem aparece e rouba os sapatos de Nessa, já que eles ficaram para fora. Nessarose então tem o seu fim trágico, numa cena dramática impactante, deixando sua irmã em pedaços, conforme sugeria o plano.
Quem são O Espantalho e o Leão?
Agora já sabemos quem é o Boneco de Lata (Boq) e um pouco sobre Dorothy, que na verdade, vem do mundo de O Mágico de Oz e é citada em Wicked – na cena descrita acima, apesar de não podermos ver seu rosto. Porém, dois personagens ainda estão faltando: O Espantalho e o Leão.
O Espantalho é Fiyero, que foi transformado no personagem após um feitiço de Elphaba, para salvar seu amado. Com o plano de Madame Morrible em andamento, Elphaba retorna a Oz após a morte da irmã. Então, há uma briga entre Glinda e Elphaba e, quando os guardas chegam para separá-las, Elphaba é capturada. Para que a mesma não seja presa, Fiyero, que estava entre os guardas, faz Glinda de refém, em troca da liberdade de Elphaba. Quando os guardas soltam Elphaba, o rapaz ordena que as duas fujam e ele é capturado. Logo após tudo isso, os guardas batem em Fiyero, na intenção de que ele conte onde a “Bruxa Má” está – momento em que Elphaba canta No Good Deed, enquanto aplica um feitiço para seu amado não sentir dor. É nessa hora que Fiyero vira o espantalho.
Créditos: Universal Pictures
O Leão é a versão adulta do pequeno leão libertado por Elphaba em Wicked: Parte I, dentro da Universidade Shiz. Apesar de Elphaba ter feito isso pelo bem do animal, ele cresceu com muito medo e, na cena, comenta que preferia a jaula.
Dorothy, O Leão e O Homem de Lata se juntam contra a Bruxa Má – e é Dorothy quem joga a água em cima de Elphaba e a derrete, fazendo todo o povo de Oz pensar que Elphaba estava finalmente morta.
As músicas de Wicked e as lições que tiramos para nossas vidas
O ponto alto de Wicked é a qualidade vocal dos atores, com destaque para Ariana Grande e Cynthia Erivo, que entregaram interpretações emocionantes. Na minha opinião pessoal, os destaques vão para: No Good Deed, que traz, em sua letra, os desejos de “que a pessoa não sinta dor” e “todo o bem tem seu preço”. Toda a trajetória de Elphaba, até o final do filme, mostra exatamente isso: que há um preço a se pagar para quem deseja ser justo e escolhe o bem. Uma música forte, atual, numa cena emocionante.
Créditos: Universal Pictures
Além disso, outras canções que arrepiam durante o filme são:
As Long as You’re Mine, que arranca lágrimas pela potência da letra e da interpretação de Cynthia e Jonathan Bailey. A música aparece numa cena de amor entre os dois, um momento raro e único em suas vidas;
The Girl in the Bubble e I’m Not That Girl, ambas de Glinda e que mostram a evolução da personagem, que verdadeiramente reflete sobre suas ações e o que está acontecendo com o mundo ao seu redor. Principalmente em The Girl in The Bubble, a personagem se mostra exausta de ser rotulada como aquela menina que vive dentro da bolha e sente necessidade de usar a sua bondade para realmente tentar mudar o mundo em sua volta;
For Good, uma interpretação de Elphaba e Glinda sobre amizade e despedida – talvez um dos momentos mais tristes do filme, ao mesmo ponto que é uma das cenas mais lindas. Falar de amizade faz qualquer um se emocionar, principalmente quando trazemos para a realidade e refletimos sobre as amizades que fazem ou já fizeram parte de nossas vidas.Num todo, todas as canções de Wicked: Parte 2 foram interpretadas de forma imponente, com cenas repletas de energia e muita entrega. Certamente vai gerar muitas lágrimas e arrepios no público.
Créditos: Universal Pictures
Um final emocionante e repleto de significado
Todos os acontecimentos de Wicked: Parte 2 levam para um final na medida certa e muito bem explicado. Após a “morte” de Elphaba, o povo de Oz se acalmou e Glinda surge como essa pessoa que vai levar paz à população. Até então, Glinda não se enxergava como “Glinda, a Boa”, porém, após “perder” sua melhor amiga e Fiyero, ela se mostra disposta a assumir essa identidade: usar sua bondade para o bem de todos. Essa atitude mostra que a personagem amadureceu, aprendeu, de forma dura, com seus erros e entendeu que precisava mudar suas atitudes.
Créditos: Universal Pictures
Ainda na parte final, a conexão de Elphaba e Glinda é uma das coisas mais lindas de se ver. Glinda guarda a garrafa verde, que pertencia à mãe de Elphaba, a mostra ao mágico e ele entende que fez mal à sua própria filha. O objeto torna-se uma lembrança eterna dessa amizade, junto ao Grimmerie, livro de feitiços de Elphaba. Ao assumir que não era capaz de fazer mágica, Glinda leva o livro para a torre do Castelo de Oz, numa homenagem à amiga. Enquanto isso, Elphaba sente esse momento de longe, o livro se abre e se enche de brilho, gerando um arco-íris – uma referência à infância de Glinda, cena anterior, com a pequena Glinda fingindo que sabia fazer magia, quando um arco-íris surge no céu.
Toda essa cena mostra como a ligação das amigas é extremamente forte, pois mesmo estando nas terras mais longínquas de Oz, no meio do deserto, com Fiyero como espantalho, Elphaba sentiu a ação da amiga. Tal ligação e a cena nos fazem pensar que Glinda entendeu que Elphaba não morre, mas havia escolhido um outro caminho para sua vida.
Em suma, o final de Wicked: Parte 2 não deixa brecha para continuidade, pois encerra muito bem a histórias dos personagens, com Elphaba em busca de uma nova vida com Fiyero, longe de Oz e livre, enquanto Glinda decide realmente mudar e ajudar o seu povo. No plano final, ainda temos a cena de Glinda contando um segredo à Elphaba, fazendo referência ao famoso cartaz de Wicked. O momento sugere cumplicidade e intimidade, mostrando que as duas bruxas têm uma relação muito mais complexa do que bondade e maldade, e que existe uma verdade oculta por trás da verdade contada.
Créditos: Universal Pictures
Para mim, que assisti ao filme e conheço a história desde criança, foi um filme avassalador, uma verdadeira homenagem à história original de Wicked, com um resultado que supera expectativas. Concluo que existem muitas Glindas, Mágicos de Oz e Elphabas no nosso dia a dia: pessoas que se passam de boas, mas não são; líderes que dominam seu povo com mentiras contadas diversas vezes e pessoas de bom coração, que buscam fazer o bem a qualquer custo – mas sabem que existe um preço a pagar por isso. Depois de tudo, podemos entender a mensagem de que nem sempre é possível mudar o mundo sendo bom o tempo todo.
Ainda assim, Elphaba é um personagem tão real, que me faz pensar sobre quem é ela na sociedade: uma mulher tão justa, que nunca abandonou seus princípios, lutou até o fim para seguir seus ideais e foi até onde pode para tornar o seu mundo um lugar mais justo. Glinda sempre será aquela parte de nós que quer encarar o mundo, mas que sente medo de perder tudo e não alcançar seus sonhos. Glinda e Elphaba são a soma imperfeita de uma amizade perfeita e são o resumo do que somos por dentro: porque todos nós temos os dois lados: o bem e o mal; basta escolher qual lado se quer ficar e até onde está disposto a lutar.
Créditos: Universal Pictures
Wicked: Parte 2 é um filme muito mais sobre as sociedades do mundo do que um filme lúdico. Surge numa época em que precisamos falar de todos os temas retratados na obra, que vão desde tipos de amizades, a inclusão, até os líderes que escolhemos e o preço da liberdade e da justiça. Para quem sabe interpretar, vai levar para casa várias lições de vida.
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O filme, protagonizado por Glen Powell, atualiza a distopia dos anos 80 ao transformar a sobrevivência em espetáculo, em uma era marcada pela desumanização e pela manipulação midiática
Na nova versão de O Sobrevivente, dirigida por Edgar Wright e estrelada por Glen Powell, o espetáculo da sobrevivência ganha contornos assustadoramente reais. Baseado no livro de Stephen King (sob o pseudônimo Richard Bachman), o filme atualiza o clássico dos anos 80 – que tinha Arnold Schwarzenegger como protagonista e muito sangue – para uma era em que a violência se disfarça de conteúdo e o engajamento vale mais do que a verdade.
A trama acompanha Ben Richards (Glen Powell), um homem que aceita participar de um reality show mortal após ser convencido por Dan Killian (Josh Brolin), um produtor ambicioso. O protagonista e outros corredores, como são chamados os concorrentes do programa, devem passar trinta dias fugindo de assassinos profissionais. Desempregado e com a filha doente, Richards vê na competição a última chance de garantir a sobrevivência dela. O que começa como um ato desesperado, impulsionado pela promessa de uma recompensa em dinheiro que cresce a cada dia, logo se transforma em um espetáculo global, em que cada movimento é acompanhado em tempo real e transmitido em múltiplas telas.
Ritmo descompassado e absurdo com comentário social
O diretor não tem pudor em usar a estética como arma narrativa. Chamam atenção os planos longos, ângulos filmados com drone, que exibem as reações do público do reality show na tela. Esses recursos facilitam a sensação de imersão de quem assiste o filme, gerando uma sensação de agonia, quase sugerindo que estamos sendo cúmplices por estarmos nos divertindo enquanto alguém é caçado.
Foto: divulgação/Paramount
A cena em que duas crianças são premiadas e exaltadas pela plateia por matarem uma das participantes do reality, concorrente do protagonista, é exemplo disso. O filme apresenta absurdos como esse com muita naturalidade e, em seguida, intercala a sequência da cena com o apresentador fazendo uma propaganda de cereal – tudo isso escancarando a desimportância da vida diante do entretenimento.
O resultado é um projeto com boas reflexões sobre vigilância, deepfake, engajamento e o prazer de assistir ao caos. Ainda que essas ideias fiquem mais na superfície, o brilho da estética e o foco na perseguição do protagonista acabam engolindo parte do peso dessas discussões. Mesmo assim, é um ponto a se destacar.
Wright, conhecido por filmes como Baby Driver e Todo Mundo Quase Morto, não cumpre totalmente a promessa de um filme de ação frenético. Mesmo as cenas de perseguição, que costumam ser pontos altos de seus filmes, não são tão originais e empolgantes. No entanto, constrói um ritmo narrativo que oscila entre acertos e tropeços.
Falta ritmo, mas há bons momentos
O início pouco empolga, com uma introdução que demora a engrenar, mas o meio ganha força com boas sequências de perseguição e, principalmente, pelas boas performances de apoio. Colman Domingo, William H. Macy e Michael Cera compõem um trio que ajuda a sustentar o filme em suas passagens mais frágeis.
Foto: divulgação/Paramount
Cera, em especial, surge como uma presença magnética. Seu personagem funciona como alívio cômico curioso, e o tom que o ator encontra dá textura às discussões morais da trama. A cena em que o protagonista recusa o título de Detonador, concedido por ele, sintetiza bem essa dinâmica: quando o filme se torna mais pesado por conta do confronto entre espetáculo e humanidade, o elenco de apoio tenta assumir um papel de manter o interesse do público.
Falta fluidez, cadência, e o trecho final se prolonga demais, repetindo situações e esvaziando a tensão. A história continua pesada e extensa, mesmo com alguns escapes típicos de blockbuster como: ação, explosões, perseguições e humor pontual. Ao tentar retratar trinta horas de caçada, com muitos momentos de silêncio, paisagens e planos longos, a obra termina cansando o público.
Exagero ganha novos contornos
Glen Powell entrega um protagonista carismático e contraditório, preso entre o desespero de sobreviver e a consciência de ter se tornado produto. No início da trama, dizem que o fato do personagem se arriscar pela família seria algo que o ajudaria a assumir o controle. Ben define a palavra justiça como algo hilário, mas, ainda assim corre atrás dela.Desse modo, o filme transforma o protagonista em símbolo do nosso tempo, mostrando um homem que luta por liberdade dentro de um sistema repleto de desigualdade social e controle que só existe porque a plateia não desvia o olhar.
Foto: divulgação/Paramount
Não é difícil se identificar. Vivemos numa era em que a exposição virou rotina e a atenção, moeda. O vício em acompanhar, reagir e compartilhar tudo transforma cada um de nós em peça desse mesmo jogo. Se, no filme, a audiência decide quem vive ou morre, na vida real decidimos o que ganha visibilidade, o que desaparece do feed e o que é cancelado.
A ironia é que, enquanto Ben Richards tenta escapar de um sistema que o transforma em espetáculo, nós fazemos fila para alimentar o nosso. O Sobrevivente atualiza a distopia dos anos 80 e mostra que o exagero de ontem ganha novos contornos hoje.
O clássico de 1987: o exagero como crítica
Dirigido por Paul Michael Glaser, O Sobrevivente (1987) imaginava um futuro em que a própria morte era transformada em espetáculo televisivo. Marcado por frases que ficaram no imaginário popular, como o célebre “I’ll be back!”, o longa equilibrava aventura futurista com uma sátira evidente, ecoando influências de 1984 e Fahrenheit 451. Mas, ao contrário da nova adaptação, suas provocações sociais vinham embaladas por um tom exagerado e quase cartunesco, muito próprio dos anos 80, o que fazia com que um possível comentário mais ácido sobre mídia e manipulação acabasse soando como mais um filme de ação carregado de excessos e frases de efeito.
Já O Sobrevivente, dirigido por Wright, traz a trama com uma nova versão, mas faz uma singela homenagem a Arnold Schwarzenegger. O protagonista da versão dos anos 80 surge com o rosto estampado em uma nota de dinheiro exibida logo nas primeiras cenas da nova produção.
Foto: divulgação/Paramount
É difícil encarar o reflexo
Em meio à ação sem cadência e à crítica, O Sobrevivente questiona o que é realidade em um mundo saturado pelo espetáculo. Se Orwell imaginou o controle pela dor em 1984, Wright sugere que o futuro chegou pelo prazer; o prazer de assistir, curtir, comentar e seguir em frente.
Com estreia prevista para o dia 20 de novembro nos cinemas de todo o Brasil, essa narrativa sobre controle revela o desconforto de um público que consome o caos com naturalidade. No fim, parece que estamos vendo menos uma distopia e mais um espelho. E, se estivermos realmente atentos, é difícil encarar esse reflexo.
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8 livros de ficção e não ficção que inspiram a repensar o significado da velhice e a refletir sobre como essas histórias dialogam com a realidade brasileira
O tema da redação do ENEM 2025, “As perspectivas do envelhecimento na sociedade brasileira”, foi um convite raro e necessário à empatia e à reflexão. Em um país que envelhece rapidamente, mas que ainda não aprendeu a lidar com o processo de envelhecer, a proposta instigava os candidatos a olhar para além dos números e das projeções econômicas.
Foto: reprodução/gov.br
A ideia não era discutir apenas o impacto demográfico do envelhecimento, mas compreender como essa parcela da população é frequentemente excluída, seja pela falta de acessibilidade, pela ausência de políticas públicas efetivas ou pelo simples preconceito etário que ainda marca o cotidiano, por exemplo.
A prova exigia sensibilidade: não se tratava de falar sobre o custo da velhice, mas sobre o valor da experiência, da memória e do cuidado. Afinal, todos irão envelhecer – uns com mais serenidade, outros com mais resistência.
Foto: reprodução/Longevidade e Saúde
Todavia, muito antes de virar tema de redação, o envelhecer já era um tema literário. A literatura e a não ficção vêm há décadas explorando as nuances dessa fase da vida, desafiando estereótipos e revelando que a velhice pode ser tanto um ato de resistência quanto um exercício de reconciliação. Em diferentes perspectivas – filosófica, afetiva, simbólica ou existencial –, o envelhecimento aparece como espelho da condição humana e das formas que encontramos para lidar com o tempo.
Foto: reprodução/Instagram @graziellamendes_
Pensando nisso, reunimos oito livros– entre ficção e não ficção – que nos ajudam a repensar o que a velhice significa e a perceber como essas narrativas dialogam com o contexto brasileiro. Tratam-se de obras que ampliam o olhar sobre o envelhecer e mostram que, antes de ser uma questão biológica, envelhecer é também uma experiência profundamente social, cultural e emocional.
O sujeito não envelhece: psicanálise e velhice (2007), por Ângela Mucida
A obra parte da ideia psicanalítica de que o inconsciente não envelhece para investigar como a passagem do tempo afeta o sujeito em sua dimensão simbólica, corporal e cultural. O livro discute as particularidades da clínica com pessoas idosas, questiona os significantes que moldam a ideia de velhice e analisa como discursos sociais influenciam na forma como cada indivíduo vive e nomeia essa etapa.
Foto: divulgação/Editora Autêntica/Entretetizei
Assim, o texto amplia a compreensão de que o envelhecimento não é apenas biológico, mas construído socialmente. Ele revela como o modo de cada época definir a velhice afeta a subjetividade, o cuidado e a posição dos idosos na sociedade – ponto central para discutir as perspectivas do envelhecimento no Brasil.
A morte é um dia que vale a pena viver (2019), por Ana Claudia Quintana Arantes
Em linguagem acessível, a médica geriatra discute a finitude como uma oportunidade de viver de forma mais consciente. A autora, especialista em cuidados paliativos, compartilha histórias e reflexões que mostram como a presença, a autonomia e o respeito aos desejos pessoais são essenciais para que a última etapa da vida seja plena e digna.
Foto: divulgação/Editora Sextante/Entretetizei
Desse modo, ao tratar da morte a partir do cuidado, o livro ilumina questões fundamentais para pensar o envelhecimento no Brasil: a dignidade, o acolhimento, a autonomia e a importância de políticas sensíveis ao fim da vida.
De volta ao começo: uma jornada pelo envelhecimento (2024), por Ney Messias Jr.
A obra propõe uma visão leve e bem-humorada sobre envelhecer, partindo de pesquisas e observações sobre a rotina de pessoas com mais de 60 anos. Em vez de promessas de rejuvenescimento, o autor oferece reflexões práticas sobre hábitos, escolhas e atitudes que tornam essa etapa saudável, prazerosa e cheia de propósito.
Foto: divulgação/Editora Latitude/Entretetizei
O texto, portanto, convida a repensar o envelhecimento para além dos estereótipos, destacando a importância de políticas e práticas que valorizem a autonomia, a saúde e o bem-estar, reforçando um olhar positivo e realista sobre a vida após os 60.
Quantos anos você tem? (2024), por Victor Pontes
O médico geriatra apresenta relatos clínicos e reflexões que mostram como cada pessoa envelhece de forma singular, construída por sua biografia, seus vínculos e suas condições de vida. O livro discute fatores que influenciam um envelhecer ativo, como a rotina, as relações sociais, o estilo de vida, o planejamento e a autonomia, oferecendo um olhar amplo e humano sobre a maturidade.
Foto: divulgação/Editora Viseu/Entretetizei
Nesse sentido, a obra reforça que envelhecer exige preparo, políticas integradas e compreensão individualizada, elementos essenciais para pensar desafios e soluções para o envelhecimento na sociedade brasileira.
A velhice (2024), por Simone de Beauvoir
A autora analisa o envelhecimento a partir de perspectivas históricas, filosóficas e sociais, revelando como diferentes culturas moldam o tratamento destinado às pessoas idosas. A escritora examina discursos científicos, estatísticas e narrativas reais para expor as desigualdades e os estigmas que cercam a velhice, defendendo que essa fase precisa ser compreendida com profundidade e respeito.
Foto: divulgação/Editora Nova Fronteira/Entretetizei
O ensaio evidencia como a sociedade frequentemente marginaliza quem envelhece e reforça a urgência de repensar valores, políticas públicas e formas de convivência – questões diretamente ligadas ao debate proposto pelo ENEM sobre o envelhecimento no Brasil.
As intermitências da morte (2020), por José Saramago
Após séculos sendo temida e odiada, a própria morte resolve tirar férias. Em um país sem nome, as pessoas simplesmente param de morrer e aquilo que, à primeira vista, parece um milagre, logo se transforma em um colapso social. Idosos e doentes passam a viver indefinidamente, hospitais e lares se sobrecarregam, funerárias e seguradoras entram em crise, e até o governo e a Igreja se veem perdidos diante de uma vida que já não conhece seu fim.
Foto: divulgação/Editora Companhia das Letras/Entretetizei
Com ironia e sensibilidade, Saramago revela como a mortalidade humana dá sentido à existência e estrutura nossas relações sociais, éticas e políticas. A ausência da morte, em sua metáfora provocadora, expõe o modo como a sociedade moderna teme o envelhecimento, nega a finitude e fracassa em lidar com a dignidade de quem envelhece.
A obra, ao abordar o limite entre vida e morte, convida à reflexão sobre o cuidado, o tempo e a necessidade de políticas que acolham o envelhecer com humanidade – questões que dialogam diretamente com o eixo temático do ENEM 2025.
O velho e o mar (2013), por Ernest Hemingway
Santiago é um velho pescador que atravessa uma fase amarga: já são 84 dias sem conseguir fisgar um peixe. Visto como um azarado por sua comunidade, ele se recusa a desistir e parte sozinho para alto-mar, onde trava uma batalha épica, física e espiritual, com um enorme peixe que simboliza sua perseverança e dignidade.
Com linguagem concisa e profundamente simbólica, Hemingway constrói uma narrativa sobre a solidão, a superação e a força interior de um homem que enfrenta o desgaste da idade sem perder a fé em si mesmo. O livro, publicado pela primeira vez em 1952, venceu o Pulitzer, em 1953, e foi decisivo para o Nobel do autor, em 1954.
A trajetória de Santiago reflete a vivência, os desafios e a resiliência da pessoa idosa, abordando temas como autonomia, invisibilidade social, força emocional e o valor da experiência acumulada – elementos que dialogam diretamente com as perspectivas sociais, culturais e humanas do envelhecimento tratadas no tema do ENEM.
Uma história da velhice no Brasil, por Mary Del Priore
Neste livro, a historiadora reconstrói o percurso da velhice no país, do período colonial aos dias atuais, mostrando como o modo de ver e tratar os idosos reflete as transformações sociais, políticas e culturais de cada época. Com base em uma ampla pesquisa documental e uma narrativa envolvente, a autora revela como a imagem da pessoa idosa oscilou entre a de sabedoria e respeito e a de abandono e invisibilidade.
Foto: divulgação/Editora Vestígio/Entretetizei
Ao percorrer tradições indígenas, discursos da igreja, da medicina e da cultura, o livro evidencia como o envelhecimento foi sendo moldado por valores morais, econômicos e de poder. A partir dessa trajetória, Del Priore provoca o leitor a questionar: o que a história do país nos ensina sobre envelhecer com dignidade?
Mais do que um registro histórico, a obra é um convite à reflexão sobre o presente. Em um momento em que o Brasil se torna uma nação cada vez mais longeva, compreender o passado da velhice é essencial para construir políticas e práticas mais humanas, inclusivas e sensíveis ao envelhecer, exatamente o debate proposto pelo tema da redação do ENEM 2025.
Foto: reprodução/Instagram @aliyahdamico_
O envelhecer, como mostram essas obras, é mais do que um processo biológico: é um gesto de humanidade. Cada história, à sua maneira, nos lembra que o tempo não é um inimigo, mas uma linguagem e que aprender a envelhecer é, talvez, uma das formas mais bonitas de compreender a vida.
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Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana de novembro
Por Ana Matos e Anna Mellado
Primeira imagem de Afra Saraçoğlu nas gravações da dizi A.B.I. + Buse Arslan e Mert Demirci no elenco
As filmagens da série da OGM Pictures para a ATV, também estrelada por Kenan İmirzalıoğlu, começaram na semana passada. Com direção de Yağmur Taylan, Durul Taylan e Murat Aksu, a série é escrita por Eylem Canpolat, Deniz Gürlek, Melih Özyılmaz e Melek Seven e conta a história de Doğan Hancıoğlu (İmirzalıoğlu), que entra em uma vida completamente diferente enquanto escapa do passado sombrio de sua família. A primeira foto da atriz Afra Saraçoğlu no papel da protagonista a advogada Çağla Öncü, foi divulgada nesta semana. Veja abaixo:
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Para completar o elenco, que já tem vários nomes, como Diren Polatoğulları, Serkay Tütüncü, Ali Önsöz e Yaren Yapıcı, dois nomes foram anunciados: Mert Demirci será Sefa, futuro marido de Gülüşan (Tuğçe Açıkgöz), e irmão de Altın (Toprak Sağlam). Já Buse Arslan interpretará a promotora Leyla.A sessão de fotos para o pôster foi realizada na quinta (13).
Nova temporada de 8 em Istambul após cinco anos
Cinco anos após seu lançamento, a série Bir Başkadır (8 em Istambul), sucesso da Netflix Turquia criada por Berkun Oya, terá uma nova temporada. As gravações começam em dezembro e devem durar cerca de um mês, com estreia prevista para o início de 2026.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
A continuação contará com quatro episódios e trará de volta nomes como Öykü Karayel, Fatih Artman, Okan Yalabık e Nur Sürer. A produção retoma o olhar sensível e realista sobre diferentes classes sociais de Istambul, mais uma vez a partir da jornada de Meryem, personagem interpretada por Karayel, cuja história conquistou o público pela delicadeza e profundidade com que retrata o cotidiano turco.
Primeiras imagens da dizi Ansızın com Birce Akalay e Alperen Duymaz
A Disney+ divulgou as primeiras imagens de Ansızın (tradução livre: De Repente), nova série original estrelada por Birce Akalay e Alperen Duymaz, que promete explorar os dilemas de um amor capaz de transformar (ou tumultuar) toda uma vida. Com oito episódios, a produção da Ay Yapım tem roteiro de Banu Kiremitçi Bozkurt e direção de Burak Müjdeci, e foi gravada majoritariamente em Istambul, com parte das cenas rodadas na Espanha.
A trama acompanha dois personagens que se encontram em um momento decisivo, quando a pergunta central surge: até onde vale a pena seguir um amor que chega sem aviso e muda tudo? A estreia está prevista para breve no catálogo da Disney+.
Can Yaman inicia uma nova fase na carreira ao assumir o papel principal de El Laberinto de las Mariposas, sua primeira série gravada integralmente em espanhol. A produção tem oito episódios e mistura ação, romance e suspense, acompanhando a história de um agente secreto que, após ser traído por quem mais confiava, passa a ser caçado e precisa lutar para limpar seu nome enquanto enfrenta sentimentos que podem complicar ainda mais sua jornada. As gravações começaram nas Ilhas Canárias, especificamente em Tenerife, e devem seguir também por Madri e Andaluzia.
Foto: reprodução/Instagram @vivendoomundoturco
O projeto reúne uma equipe espanhola de destaque e marca a estreia de Yaman em um mercado que vem acompanhando sua trajetória com interesse crescente. A recepção calorosa que o ator teve nas locações e o investimento na série indicam que a produção deve ganhar forte visibilidade internacional, ampliando ainda mais o alcance do artista no cenário europeu.
O que mais aconteceu durante a semana
Aynadaki Yabancı terminará no sétimo episódio
Aynadaki Yabancı (tradução livre: O Estranho no Espelho), produzida pela MF Yapım e estrelada por Onur Tuna, Simay Barlas e Caner Topçu, será encerrada no sétimo episódio, após registrar um desempenho de audiência bem abaixo do esperado. A dizi se junta a outras produções da temporada que também tiveram fim antecipado, refletindo um cenário cada vez mais desafiador para dramas televisivos na Turquia.
Cemre Arda no filme Aşık Veysel
A atriz Cemre Arda se junta ao elenco de Aşık Veysel, cinebiografia que retrata os 79 anos de vida do lendário poeta e músico turco. No longa, dirigido por Gökhan Keskin e com estreia marcada para 5 de dezembro, ela interpreta Canan Yıldırım, uma jornalista da era republicana que entrevista o artista e, a partir desse encontro, passa a iluminar sua trajetória pessoal e artística. A personagem funciona como um elo entre o público e o universo íntimo de Veysel, acompanhando suas histórias, laços e canções.
A NGM está preparando uma nova dizi: Serseri Aşıklar
A produtora NGM, conhecida por sucessos como Sefirin Kızı, Kardeşlerim e Kaderimin Oyunu, desenvolve sua mais nova série para a atv: Serseri Aşıklar (tradução livre: Amantes Rebeldes). Escrita por Gül Abus Semerci, a produção será um drama centrado em uma protagonista feminina e terá direção de Serkan Birinci, com gravações previstas para Bodrum. O elenco já começa a ganhar forma com a entrada de Gözde Kansu, que interpretará Safiye, personagem descrita como uma das figuras mais comentadas da história. As negociações para completar o elenco seguem em andamento, reforçando a expectativa em torno do projeto.
Noite de gala do filme Yan Yana
O filme Yan Yana, estrelado por Haluk Bilginer e Feyyaz Yiğit, realizou sua noite de gala antes da estreia, marcada para 14 de novembro. Durante o evento, foi lançado um clipe especial da música İtfaiye, escrita por Feyyaz Yiğit e Mert Baykal, que dirige a produção. Adaptado de um sucesso francês, e primeiro longa turco exibido em IMAX, o filme reúne também Hatice Aslan, Bige Önal e Şevval Sam no elenco. Na gala, Bilginer se emocionou com a recepção e protagonizou um momento afetuoso ao tentar beijar a mão do diretor.
Mudança de diretor e roteirista de Bereketli Topraklar
Após a baixa audiência dos dois primeiros episódios, Bereketli Topraklar (tradução livre: Férteis), estrelada por Engin Akyürek e Gülsim Ali, entrou em fase de mudanças estruturais. A direção deixará de ser assinada por Yağız Alp Akaydın, que será substituído por Yunus Ozan Korkut, conhecido por trabalhos também filmados em Adana. No roteiro, a equipe formada por Hasan Tolga Pulat, Ozan Ağaç e Seçil Çömlekçi dá lugar a Feraye Şahin, que assume a condução criativa da trama. Essas alterações buscam reposicionar a série e melhorar seu desempenho na tela.
Início das filmagens da série Beklenen Mehdi
As gravações de Beklenen Mehdi (tradução livre: O Mehdi Esperado) têm início na próxima terça-feira (18), dando largada oficial à nova produção. Alperen Duymaz deve começar a rodar suas cenas na quinta-feira(20), enquanto Su Burcu Yazgı Coşkun se junta ao elenco na próxima semana. As filmagens acontecem em Urfa, onde a equipe já organiza o cronograma para os primeiros dias no set.
Início das filmagens da dizi Sevdiğim Sensin
As gravações de Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você é Quem Eu Amo) começaram oficialmente, marcando o pontapé inicial da nova produção da Ay Yapım para a Star TV. O elenco, que reúne nomes como Aytaç Şaşmaz, Helin Kandemir, Barış Baktaş, Özlem Conker e Deniz Karaoğlu, já está no set preparando as primeiras cenas da trama. A série deve chegar ao ar em breve, prometendo romance, drama e uma história envolvente ambientada em Nevşehir.
Miray recebeu duas propostas para séries digitais.
Deniz Baysal na revista Şamdan Plus
Em uma entrevista franca que abrange sua carreira e vida pessoal, a atriz que está no ar como Esme na dizi Taşacak Bu Deniz (tradução livre: Este Mar Vai Transbordar, 2025) é capa da nova edição da revista Şamdan Plus. Confira aqui.
Noite de exibição em Istambul da dizi Sakıncalı (tradução livre: Questionável) + Mudança no dia de exibição
Protagonizada por Özge Özpirinçci e Salih Bademci, que se reúnem pela segunda vez em um projeto, a dizi teve uma exibição especial na noite de segunda (10) em Istambul antes de sua estreia na TV, no canal NOW. A produção da Gold Film, dirigida por Arda Sarıgün e escrita por Ayça Üzüm, contará a história de uma mãe que sofre com a perda de um filho. Originalmente planejada para ser exibida às segundas-feiras, foi transferida para quarta-feira e estreia no dia 19 de novembro.
Fotos do filme Son Yemek (tradução livre: A Última Ceia)
Produzido pela Net Yapım e Mahzen Media, o filme estrelado por Özcan Deniz e Öykü Karayel ganhou suas primeiras imagens (confira aqui). Também escrito e dirigido por Özcan Deniz, o longa que retrata um romance de 25 anos, tem no elenco os atores Nejat İşler e Tilbe Saran e deve estrear em 2026 no Prime Video Turquia.
Gravações da terceira temporada de On Bin Adım (tradução livre: Dez Mil Passos, 2020)
A dizi para o streaming GAIN, que teve muito sucesso em suas temporadas anteriores, começou suas gravações esta semana. Produzida pela BKM, a temporada tem como protagonistas as atrizes Binnur Kaya e Devin Özgür Çınar, interpretando irmãs, além de atores convidados: Gürgen Öz, Serhat Tutumluer, Erdem Şenocak e Serhat Özcan. Devin Özgür Çınar também escreveu a série dirigida por Duygu Güzelmeriç.
Pôster da dizi Vicdansız (tradução livre: Sem Consciência)
O primeiro pôster da dizi original da plataforma digital TOD, protagonizada por Ekin Koç e Ayça Ayşin Turan foi lançado esta semana (confira aqui). Produzida pela ARC e com roteiro de Levent Cantik, a produção terá oito episódios e apresenta um universo sofisticado e enigmático, onde a linha entre realidade e ilusão se torna cada vez mais tênue.
Fragman e pôster do filme Bugün Güzel (tradução livre: Hoje é Lindo)
O filme estrelado por Oğuzhan Koç e Ayça Ayşin Turan, com Neslihan Arslan e İbrahim Selim no elenco ganhou um fragman (veja aqui) e pôster (veja aqui). Escrito por Aksel Bonfil e direção de Mali Ergin, o longa estreia nos cinemas turcos em 12 de dezembro e tem como frase de chamada “Hiçbir şeye bu kadar güzel hazırlıksız yakalanmamıştım” (Nunca me senti tão despreparado para nada).
Novo pôster e fragman do filme Bak Postacı Geliyor (tradução livre: Olha, o Carteiro Está Chegando)
Escrito e dirigido por Yüksel Aksu e protagonizado por por Ozan Akbaba e Deniz Barut, o filme produzido pela Poll Films, tem lançamento marcado para 12 de dezembro na Turquia. Um novo pôster do longa foi lançado nesta semana (veja aqui), assim como o primeiro fragman. Confira aqui.
Confirmada a segunda temporada de Enfes Bir Akşam (Berço de Ouro, 2025)
Estrelada por Engin Akyürek e Aslı Enver, a série lançada em 10 de outubro na Netflix, e que foi muito bem recebida pelo público, ganhará uma nova temporada. A produção da Tims&B escrita por Meriç Acemi e dirigida por Uluç Bayraktar é centrada na luta pelo poder e o romance que surge em meio a disputa por uma mansão. Ainda sem data de estreia da segunda temporada, a série conta com um grande elenco: Dolunay Soysert, Serkan Altunorak, İsmail Demirci, Zeynep Oymak, Taro Emir Tekin e Sedef Avcı.
Ya Çok Seversen em streaming no Brasil!
A dizi Ya Çok Seversen (Se Você Amar Muito), protagonizada por Kerem Bürsin e Hafsanur Sancaktutan, será disponibilizada na plataforma HBO Max a partir de 17 de novembro, tanto na Turquia quanto no Brasil. Com 13 episódios, a narrativa retrata o intenso envolvimento de Ateş e Leyla, cuja química e trajetória emocional conquistaram o público global.
Eda Ece e Kaan Yıldırım em filme para streaming
A Netflix Turquia prepara o filme Sevgililer Günü (tradução livre: Dia dos Namorados), produção da O3 Medya comandada pelo produtor Saner Ayar, com Eda Ece e Kaan Yıldırım nos papéis principais. O longa, que inicia gravações no sábado, traz Eda Ece como Aslı, uma publicitária que se recusa a passar o Dia dos Namorados sozinha, e Kaan Yıldırım como Yıldırım, seu par romântico. A estreia está prevista para a semana de 14 de fevereiro.
Eda Ece e Caner Cindoruk em nova campanha
A Go Türkiye, iniciativa oficial de promoção do turismo turco, gravou na última semana um novo filme em Antalya, trazendo Eda Ece e Caner Cindoruk como protagonistas. A produção, dirigida por Murat Öztürk e escrita pelo time da Medyapım, faz parte de uma série de conteúdos que unem grandes nomes da dramaturgia turca para divulgar o país ao público internacional. As filmagens com Eda Ece e Caner Cindoruk duraram três dias e buscam capturar a atmosfera vibrante e paradisíaca da região mediterrânea.
Novos atores nas dizis
Novos atores na dizi Sumud
O elenco da dizi para o streaming TRT tabii continua tomando forma. A atriz Ülkü Duru dará vida à Miriam, uma mulher judia e Cihan Şimşek será o meio-irmão de Melisa (Şifanur Gül), Ammar. A produção será filmada em Midyat a partir do final de novembro e girará em torno da jornada de Melisa em busca de suas raízes palestinas ao descobrir a verdadeira identidade de seu pai.
Sümeyye Aydoğan na dizi Yeraltı (tradução livre: Subterrâneo)
A atriz interpretará a personagem Sultan, irmã de Bozo (Uraz Kaygılaroğlu). A nova dizi da equipe de Hudutsuz Sevda (tradução livre: Amor Sem Limites, 2023), produzida pela Medyapım e com direção de Murat Öztürk, tem no elenco Deniz Can Aktaş (Haydar Ali), Devrim Özkan (Ceylan), Burak Sevinç (Merdan) e Koray Şahinbaş (Efraim). Com o início das filmagens planejado para dezembro, a série deve estrear em janeiro.
Dilaray Yeşilyaprak, Zeynep Parla e Yalçın Hafızoğlu na dizi Kızılcık Şerbeti (One Love, 2022)
Dirigida por Özgür Sevimli e escrita por Melis Civelek e Zeynep Gür, a dizi da Show TV, que se despediu de Sıla Türkoğlu (Doğa), Emrah Altıntoprak (Mustafa), Batuhan Yüzgüleç (Firaz) e Ece İrtem (Işıl) no último episódio, ganhou novos atores. Dilaray Yeşilyaprak será Bade, assistente de Ömer (Barış Kılıç) e Zeynep Parla, interpretará Elif, filha da nova esposa de Apo (Ahmet Mümtaz Taylan), Salkım (Özge Borak). Já Hafızoğlu será Emir, cujo caminho se cruzará com de Çimen (Selin Türkmen) graças ao seu grupo de amigos, dando início a um romance.
Novos atores na dizi Gönül Dağı (tradução livre: Montanha do Coração, 2020)
Aycan Koptur interpretará Nazlı e será a parceria de Selami (Eser Eyüboğlu). Já Çağla Özavcı, interpretará Nazar, parceira de Kadir (Emrah Kaman) e Arzu Susantez dará vida à Nergis, esposa de Taylan Kaya (Bülent Şakrak). A produção da Köprü Film, escrita por Ali Asaf Elmas e dirigida por Ozan Uzunoğlu está na sexta temporada e é exibida no TRT.
Gökberk Demirci na dizi Rüya Gibi (tradução livre: Como Um Sonho)
O ator fará parte do elenco da dizi para a Show TV, protagonizada por Seda Bakan, Uğur Güneş, Ahsen Eroğlu e Emre Bey. Gökberk aparecerá a partir do terceiro episódio no papel de Bora, personagem que entrará em conflito com Emir (Uğur Güneş).
Zeynep Kızıltan na dizi İmam Gazali (tradução livre: Imã Ghazali)
A atriz será Ümmü Külsüm, uma estudiosa islâmica profundamente espiritual na série para o streaming tabii e aparecerá a partir do episódio 22 até o 30 (último). Dirigida por Sedat İnci, com roteiro de Emre Konuk, a produção da Akli Film e Adenz Production deve concluir suas filmagens no fim de novembro.
Novos atores na dizi Yabancı Gelin Liliyar (tradução livre: Liliyar, a Noiva Estrangeira) + Proposta para Hülya Avşar fazer parte do elenco
Os atores Erkan Can e Levent Ülgen irão interpretar Faik e Mürsel Baba (o mentor de Ali), respectivamente na série para a ATV produzida pela Baba Yapım, dirigida por Ali Balcı e com roteiro de Hasan Burak Kayacı. Sarp Bozkurt será Bülent, o tio de Ali, Lara Aslan interpretará İlyun, a jovem filha de Umur Karanoğlu (Fikret Kuşkan) e Taha Baran Özbek dará vida à Yiğit, um estudante universitário com maus hábitos. A série está a procura da atriz que viverá o papel de Lily, além de ter feito uma proposta a atriz veterana Hülya Avşar para ser tia do protagonista Ali e a irmã de Faik (Levent Ülgen).
Ömer Turan na dizi Onbeşliler (tradução livre: Os Quinze)
O ator fará parte de episódios posteriores da dizi de época para o TRT tabii, que conta a história dos jovens soldados turcos que partiram de Tokat para a linha de frente durante a Campanha de Galípoli. Turan interpretará Yusuf de Niksar, conhecido como Yusuf, o Louco, por sua corajosa defesa de seus direitos.
Ceylin Kahya na dizi Arka Sokaklar (tradução livre: Ruas Secundárias)
A atriz se juntará à 20ª temporada da série exibida no Kanal D, produzida pela D Media. Kahya interpretará Leyla, a babá de Mesut e Selin, vinda de Trabzon.
Hayrettin na dizi Organize İşler: Karun Hazinesi (tradução livre: Assuntos Organizados: O Tesouro de Creso)
Com oito episódios, a dizi para a Netflix terá no elenco o comediante Hayrettin interpretando Camgöz (Olhos de Vidro), um personagem do bairro de Sado (Uraz Kaygılaroğlu). O projeto de Yılmaz Erdoğan, que tem ainda no elenco Demet Akbağ, Ezgi Mola, Bensu Soral, Atakan Çelik, Kıvanç Tatlıtuğ e mais grandes atores, deve concluir suas filmagens em 1º de dezembro.
Esra Akkaya na dizi Doc
A adaptação turca de uma série italiana, com roteiro de Pınar Bulut e Onur Koralp, terá a atriz no elenco interpretando a enfermeira-chefe Feda. A série produzida pela Dass Yapım, com direção de Ketche para o NOW, deve começar suas filmagens em dezembro e estrear em janeiro. İbrahim Çelikkol, Alina Boz, Bertan Asllani, Ferit Aktuğ, Eylül Tumbar, Merve Bulut e Yasemin Yazıcı completam o elenco até o momento.
Berna Koraltürk na dizi Taşacak Bu Deniz (tradução livre: Este Mar Vai Transbordar, 2025)
A atriz se juntará ao elenco da produção da OGM Pictures no oitavo episódio como irmã gêmea de Gezep, İlve.
Esra Şahin na dizi Tutku Oyunları (tradução livre: Jogos de Paixão)
A produção da PD Yapım para a Netflix pode ganhar uma nova adição. Informações de bastidores apontam que Esra Şahin interpretará a personagem Selin, amiga da pintora Funda, na dizi. Protagonizada por Melis Sezen e Ozan Dolunay, a série tem direção de Mert Baykal e roteiro de Tuğba Doğan, girando em torno da história da babá Nazlı.
Vem aí…
Sakıncalı (19 de novembro)
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A série Ângela Diniz: Assassinada e Condenada, dirigida por Andrucha Waddington, mergulha na vida da pantera de minas e na violência de gênero que marcou sua trajetória.
A produção Ângela Diniz: Assassinada e Condenada revisita o caso de assassinato que impactou o Brasil na década de 70 e retrata os últimos dias de vida da socialite mineira Ângela Diniz, assassinada pelo namorado Doca Street em 30 de dezembro de 1976, na Praia dos Ossos, em Búzios (RJ). A série convida o público a refletir sobre liberdade feminina, machismo, feminicídio e violência de gênero, temas que seguem urgentes quase 50 anos depois do crime.
Ângela não se enquadrava nos estereótipos da moça recatada e de família. Era livre, ousada e buscava viver sem amarras, uma mulher transgressora. “Essa história estava para ser contada há 49 anos”, afirmou Andrucha, durante coletiva de imprensa realizada na última terça-feira (11), em São Paulo.
Ela não foi somente uma vítima de feminicídio: Ângela foi transformada em ré no julgamento de seu próprio assassinato. Na década de 70, ser uma mulher desquitada era como ser uma mulher desqualificada socialmente. Após a sua morte, parte da imprensa e a defesa do acusado a descreveram com termos pejorativos como “vagabunda”, “louca”, “péssima mãe” e uma “prostituta de alto luxo da Babilônia”, como disse Evandro Lins e Silva, ex ministro do Superior Tribunal Federal e advogado de defesa de Doca Street. Ele chegou a sustentar a tese de que ela provocava e merecia, além de ter utilizado a legítima defesa da honra para livrar o criminoso da cadeia e culpar a vítima por suas liberdade e escolhas.
Reflexões sobre o poder da história de Ângela e o machismo estrutural
Foto: divulgação/HBO/Laura Campanella
Para Marjorie Estiano, que interpreta Ângela, o processo de viver a personagem foi também um mergulho íntimo e pessoal. “Ter feito a Ângela foi um processo psicanalítico. Uma mulher que se permite ao prazer é algo muito importante na sociedade brasileira. A gente sente muita culpa por sentir prazer, por se divertir, e a Ângela se autorizava a se dar prazer, a viver. A beleza da vida é viver. Eu me identifico com essa falta de autorização, para mim a vida sempre foi trabalho, compromisso, então foi uma oportunidade de me experimentar no prazer e na liberdade. A gente vai conseguindo com o tempo e exercício“, refletiu a atriz.
Marjorie ainda destacou que interpretar uma mulher tão à frente de seu tempo a fez revisitar questões pessoais e entender de forma mais profunda, a persistência da violência de gênero no Brasil. “Para mim foi um divisor de águas trabalhar com o Andrucha, e representa uma outra relação com o audiovisual. Eu não conhecia a história da Ângela. Ele me convidou, topei, depois fui ver o que era. Aí ele me mandou o podcast Praia dos Ossos, que me deixou enlouquecida. É um trabalho muito completo, extenso, é uma pesquisa muito rica. Me deu uma identificação pessoal porque é algo que me impacta diretamente, o fato de ser uma violência de gênero. Eu não só já sofri inúmeras violências como vou continuar sofrendo, porque essa é uma realidade. A gente está aqui tentando trabalhar na reeducação, na transformação de pensamento da sociedade, mas essas transformações são mais lentas. A gente consegue comprovar isso de acordo com as leis. A teoria da legítima defesa da honra caiu em 2023. A gente ainda continua formulando novas leis de proteção à mulher o que reflete, pra mim, que a mentalidade não mudou, a gente ainda continua ameaçada”, contou a atriz reforçando que essa visão retrógrada e conservadora ainda permeia a sociedade atual e é mais real do que nunca. Infelizmente, a luta contra a violência de gênero e o patriarcado continua.
O diretor Andrucha Waddington explica que o projeto buscou retratar a sociedade machista e conservadora que marcou a década de 1970 no Brasil, um machismo estrutural que ainda está presente nos dias atuais. “A gente tentou trazer um realismo, um cuidado em retratar a época, que era muito mais fã do fascismo estrutural. Era uma sociedade conservadora que não suportava uma mulher como a Ângela”, explicou.
Ele também detalhou como queria retratar a vida dessa mulher transgressora e a complexidade de trazer essa história tão forte e impactante para as telas sob seu olhar e o olhar de sua equipe: “Foi um trabalho muito coletivo. A gente tentou trazer o realismo com, ao mesmo tempo, um cuidado de retratar a época. Era uma época em que o machismo estrutural era muito violento, você vê que nenhum dos homens presta ali. O Tuca é o mais bonzinho e, ainda assim, faz algumas coisas ruins. Tem aquela coisa conservadora da sociedade mineira. As amigas acolhiam essa personalidade libertária da Ângela, mas a sociedade não suportava. Foi muito complexo abordar toda essa história. Trazer isso para o público é trazer algo que continua acontecendo no Brasil e no mundo. É algo inadmissível.”, destacou o diretor.
Libertação e desconstrução dos estereótipos femininos
Foto: divulgação/HBO/Rachel Tanugi
A atriz Camila Márdila, que interpreta Lulu, uma das amigas de Ângela, comentou que, embora a tese da legítima defesa da honra não exista mais como lei, a mentalidade que a sustentava ainda é a origem de todo esse discurso machista e conservador que persiste: “Fiquei impactada pelas escolhas de Marjorie e Andrucha, que bancaram essa Ângela libertária, sem medo, que não tinha dono e não se desculpava por querer viver tudo o que tinha direito. Homens e mulheres ainda não estão preparados para isso. A nossa sociedade ainda continua conservadora. Acho que a série vai dividir opiniões porque ainda vai ter gente que vai olhar e dizer que ela merecia ser assassinada”, afirmou a atriz.
Yara de Novaes, que vive Maria, mãe de Ângela, que tenta reforçar o estereótipo da mãe conservadora, afirma que a série permite desconstruir a imagem engessada da mulher ideal e que as mulheres podem ser livres do jeito que quiserem ser: “Normalmente, para defender a Ângela, usa-se o estereótipo de que ela era amantíssima com os filhos, uma mulher como ela deve ser. E a Marjorie fez isso, ela fez uma mulher libidinosa, desejosa, e isso é uma libertação para nós”.
Com um olhar sensível e crítico, Andrucha reforçou que a série busca não só revisitar o crime, mas promover uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade atualmente e sobre o papel do machismo e a violência de gênero ainda vivos. “Ângela Diniz era uma mulher à frente de seu tempo, e o que ela representava incomodava profundamente. Esse incômodo é o que a série busca expor, busca discutir”,concluiu o diretor.
Doca Street e a masculinidade tóxica
Foto: divulgação/HBO/Rachel Tanugi
Para Emílio Dantas, que interpreta Doca Street, o desafio foi encarnar um personagem que representa a masculinidade tóxica ainda presente na sociedade. O ator também refletiu sobre o poder de Ângela como uma mulher livre, transgressora e moderna e que, se o caso acontecesse nos dias de hoje, também não entenderiam essa mulher: “49 anos atrás, a gente pensa, poxa, até hoje… mas também acho que é necessário a gente entender quem seria esse Doca hoje, colocar essas datas lado a lado e entender que hoje ele estaria no Congresso, teria uma equipe de marketing junto com ele, porque o máximo de avanço tecnológico ali era televisionar o julgamento e apelar com o melhor advogado que fosse. Mas acho importante entender também quem seria a Ângela hoje. Não é só um atraso no nosso comportamento. Essa Ângela hoje estaria sendo muito mais massacrada na internet, na vida, enfim…”,avaliou o ator.
Ele ainda define o seu personagem como um retrato de uma masculinidade tóxica muito presente atualmente: “É um homem que vive do status, da vaidade. É alguém que quer ser visto”.
Impacto pessoal e o legado na sociedade
Foto: divulgação/HBO/Rachel Tanugi
Outro cuidado da equipe ao revisitar o caso foi o de dar protagonismo à vítima e à história de Ângela e não ao seu algoz. “Nosso cuidado foi o de não transformar a tragédia em espetáculo. A série é sobre a assassinada, não sobre o assassino. Se quiséssemos explorar o escândalo, teríamos dado mais espaço ao Doca, e não fizemos isso”, pontuou o diretor Andrucha.
Joaquim Lopes, que interpreta um dos amores de Ângela, refletiu sobre como o processo impactou pessoalmente sua forma de enxergar a sociedade, o machismo, o poder e a impunidade: “Para mim, pessoalmente, tem uma coisa muito forte porque eu virei pai de duas meninas gêmeas de quatro anos de idade. Então, poder fazer parte dessa história que está fomentando esse tipo de discussão é muito importante pra mim, porque eu quero que elas cresçam em um mundo onde não tenham que passar por isso. É muito impressionante como o ser humano tem essa necessidade de dizer o que uma pessoa é , e geralmente vai para algo pejorativo. A Ângela era uma mulher livre, com desejos, como todas as outras. Para mim, pessoalmente, é muito importante que essa conversa volte com força total, que a gente consiga superar isso o mais rápido possível para que as minhas filhas possam crescer em um mundo mais justo, mais livre”, contou o ator.
Estrelada também por Antônio Fagundes, Thiago Lacerda, Camila Mardila, Thelmo Fernandes, Joaquim Lopes e Renata Gaspar, Ângela Diniz: Assassinada e Condenada terá seis episódios, exibidos semanalmente pela HBO Max e na HBO. Os dois primeiros episódios foram lançados nesta quinta-feira, 13.
E aí, gostou de saber mais sobre essa série? Estão animados para conferir? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.
Estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi, filme chega aos cinemas em 2026
Depois de as primeiras imagens da adaptação terem causado um alvoroço nas redes sociais, a Warner Bros. Pictures acaba de divulgar trailer e pôster novos de O Morro dos Ventos Uivantes, longa que trará o olhar da cineasta vencedora do Oscar Emerald Fennell (Saltburn, 2023) para o clássico homônimo de Emily Brontë.
O filme estreia nas telonas em 12 de fevereiro de 2026, com Margot Robbie no papel de Catherine e Jacob Elordi como Heathcliff, dando nova vida à história de amor proibido e obsessão.
Foto: divulgação/Warner Bros. Pictures
Nos materiais inéditos, o público entra em contato com a atmosfera sombria e intoxicante de O Morro dos Ventos Uivantes.
Acompanhada pela trilha sonora original de Charli XCX, a narrativa promete entregar muita paixão, sensualidade e tragédia. Confira o trailer completo:
O elenco ainda conta com Hong Chau (A Baleia, 2022), Shazad Latif (Nautilus, 2024), Alison Oliver (Saltburn, 2023), Martin Clunes (Nativity 3: Dude, Where’s My Donkey?, 2014) e Ewan Mitchell (A Casa do Dragão, 2022). Fennell dirige a partir de seu próprio roteiro e produz o filme ao lado de Robbie e do produtor indicado ao Oscar e vencedor do BAFTA Josey McNamara. Sara Desmond e o indicado ao Oscar Tom Ackerley assinam a produção executiva.
Vários elementos da nova adaptação têm sido criticados na internet, desde a narrativa apresentada à escolha dos atores, em especial para o papel de Heathcliff. Apesar dos holofotes nem sempre agradáveis e dos vários debates levantados sobre o respeito às características da obra adaptada, O Morro dos Ventos Uivantes chega aos cinemas brasileiros em fevereiro de 2026, também em IMAX e versões acessíveis.
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Faixa anuncia um novo capítulo na sonoridade da artista e é seu primeiro lançamento solo desde 2023
Ellie Goulding está oficialmente de volta! A cantora lançou Destiny, seu primeiro single solo desde o álbum Higher Than Heaven (2023), que estreou no topo das paradas. A faixa tem como proposta um pop suave e envolvente e dá início a uma fase mais ousada e libertadora na carreira da artista.
Produzida por Jack Rochon (Kehlani, Beyoncé) e escrita em parceria com Kurtis Wells e Livvi Franc, Destiny combina batidas atmosféricas e sensoriais com os vocais etéreos que são marca registrada de Ellie. O resultado é a criação de uma faixa que soa íntima, mas, ao mesmo tempo, expansiva, mostrando a nova era que vem por aí. O videoclipe foi dirigido pela renomada Floria Sigismondi.
O single já vinha sendo muito aguardado pelos fãs após a divulgação de algumas prévia nas redes sociais da cantora, o que deixou o público entusiasmado e em clima de contagem regressiva. E o single não decepciona: marca o início do que promete ser uma das eras mais profundas e transformadoras da trajetória de Ellie, que já trabalha em novos lançamentos previstos para 2025.
Sobre a construção emocional da música, Ellie contou:
“Gravar essa música foi como uma catarse, me fez sentir muito melhor — como se o prêmio fosse eu mesma o tempo todo. Em vez de colocar tudo nesses homens, essa música foi meu primeiro sentimento de fuga e empoderamento diretos. Quando ouvi a faixa, me apaixonei. A ideia de adicionar o coro e as cordas no final foi para transformá-la em um momento triunfante de liberdade, como pular de um penhasco. Para mim, soa como rendição, como deixar acontecer. É por isso que se chama ‘Destiny’. Soa como ‘o que tiver de ser, será’ – e aceitar isso”.
Celebrando o aniversário de 15 anos de seu álbum de estreiaLights, Ellie vive um momento de grande força criativa. A cantora soma 10 singles de Platina, quatro álbuns #1, dois BRIT Awards, além de uma indicação ao GRAMMY® e ao Globo de Ouro. No total, já vendeu mais de 44 milhões de álbuns, 442 milhões de singles e ultrapassou a marca de 55 bilhões de streams. No Spotify, é uma das artistas femininas mais ouvidas da plataforma, com mais de 15 bilhões de reproduções.
Assista ao videoclipe oficial aqui:
Confira a capa do single aqui:
Foto: divulgação/Universal Music Brasil
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Quase um ano após o último show, produção apresenta o desenvolvimento e os segredos por trás da turnê mais lucrativa da história
A cantora estadunidense Taylor Swift divulgou nessa quinta-feira (13) o trailer oficial da série documental The End Of An Era, com bastidores da turnê mundial mais recente da artista, a The Eras Tour.
Dirigida por Don Argott, com codireção de Sheena M. Joyce e produção da Object & Animal, a série contará com seis episódios, narrando o desenvolvimento, o impacto e os bastidores da tour mundial, que teve mais de 140 shows e passou por diversos países, incluindo o Brasil.
A produção conta com a participação especial dos cantores Gracie Abrams, Sabrina Carpenter, Ed Sheeran e Florence Welch, além do jogador de futebol americano Travis Kelce, noivo de Swift. A série também mostra o lado da banda, dos bailarinos, da equipe e da família da artista, oferecendo um olhar sem precedentes do que foi necessário para criar um fenômeno.
Com estreia marcada para o dia 12 de dezembro, dois episódios da série serão lançados por semana no Disney+.
Além disso, o último show da turnê, filmado em Vancouver, no Canadá, também estará disponível na plataforma em 12 de dezembro.
Taylor Swift | The Eras Tour | The Final Show, dirigido por Glenn Weiss e produzido pela Taylor Swift Productions em parceria com a Silent House Productions, traz todo o repertório do álbum The Tortured Poets Department, que entrou para a turnê após o lançamento do álbum em 2024.
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