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Sahtekârlar se despede e dá lugar a Doktor Başka Hayatta

Sahtekârlar se despede de streaming após 22 episódios e dá lugar à estreia de Doktor Başka Hayatta, nova série turca com suspense e drama familiar

A série turca Sahtekârlar (Lovers & Liars), produzida pela Ay Yapım e exibida aos domingos na plataforma NOW, chega ao fim após 22 episódios, nesta semana. Protagonizada por Burak Deniz e Hilal Altınbilek, a trama conquistou fãs com sua mistura de suspense, drama familiar e intrigas que mantiveram o público grudado na tela.

Ao longo da temporada, Sahtekârlar abordou temas como traição, segredos do passado e conflitos emocionais intensos, com reviravoltas surpreendentes que geraram grande repercussão nas redes sociais. O público acompanhou cada movimento dos protagonistas, debatendo teorias e repercussões dos episódios semanais.

Foto: divulgação/Sahtekarlar Resmi Sitesi
Repercussão e legado

Apesar de não ter mantido audiência constante até o final, Sahtekârlar destacou-se por trazer temas contemporâneos e por reforçar a popularidade das produções turcas na NOW e no cenário brasileiro. O elenco principal recebeu elogios pela atuação, e os fãs acompanharam de perto cada episódio nas redes sociais, compartilhando teorias e comentários sobre os acontecimentos da trama.

Foto: divulgação/Entretetizei
O que vem a seguir: Doktor Başka Hayatta

Com a despedida de Sahtekârlar, a NOW prepara a estreia da série Doktor Başka Hayatta, marcada para 8 de março, Dia Internacional da Mulher. A produção reúne İbrahim Çelikkol e Sıla Türkoğlu, já com três episódios gravados, e promete uma narrativa intensa e cheia de suspense. O lançamento representa a nova aposta da plataforma para manter os fãs engajados com dramas turcos de qualidade.

O fim de Sahtekârlar e a chegada de Doktor Başka Hayatta mostram como a dramaturgia turca vem consolidando espaço no streaming brasileiro, oferecendo histórias emocionantes que conectam o público com a cultura e os dramas do outro lado do mundo.

Foto: divulgação/Birsen Altuntaş

 

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Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 16/2 a 21/2 

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Opinião | Nossa latinidade não precisa de aprovação gringa (mas a gente age como se precisasse)

A gente só se sente latino quando o mundo aplaude e isso diz mais sobre nossa insegurança histórica do que sobre a nossa identidade cultural

Existe um padrão que se repete e que a gente já consegue prever: um artista internacional pisa no Brasil e elogia o público, um cantor gringo menciona o país em uma entrevista, uma diva latina grava um feat com alguém daqui. Em segundos, o feed vira uma explosão coletiva de orgulho. A sensação é quase intensa demais para ser só comemoração.

O problema não está em celebrar. O problema é o quanto essa celebração parece funcionar como validação. Como se a nossa identidade precisasse de um carimbo externo para se sentir legítima. Como se só acreditássemos na nossa potência quando ela volta para casa depois de ser aplaudida lá fora.

A discussão sobre latinidade entra exatamente nesse ponto sensível. O Brasil sempre esteve na América Latina, geograficamente, historicamente, culturalmente. Mas durante muito tempo a gente fez questão de se imaginar como exceção. Agora que o mundo transformou o rótulo latino em tendência global, a gente corre para abraçar o pertencimento. E isso diz muito mais sobre nossa insegurança histórica do que sobre qualquer estratégia de mercado.

Como o Brasil construiu a fantasia de que não era latino e depois correu para abraçar a latinidade quando ela virou tendência global

Durante muito tempo, o Brasil cultivou a ideia de que era um país à parte dentro da América Latina. A justificativa oficial sempre foi a língua. Falamos português, eles falam espanhol. Só que essa diferença linguística virou algo maior do que um detalhe histórico: virou argumento identitário. Criamos uma narrativa de excepcionalismo que nos colocava como um quase latino, um primo distante que compartilha a mesma herança colonial, os mesmos traumas políticos, as mesmas desigualdades estruturais, mas insiste em dizer que não é da família.

Esse distanciamento nunca foi totalmente coerente. Sempre consumimos cultura latina. Crescemos ouvindo Shakira, RBD, reggaeton nas festas, novelas mexicanas dubladas na TV aberta. Cantamos foneticamente em espanhol sem entender direito a letra. Mas, ao mesmo tempo, mantivemos uma certa resistência em nos reconhecer como parte do bloco. Ser latino parecia menor do que ser internacional. Parecia regional demais, específico demais, distante demais do ideal euro-americano que sempre ocupou o topo da nossa régua simbólica de sucesso.

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Foto: reprodução/rbd brasil

E então o mundo mudou. A indústria musical passou a olhar para a América Latina como potência comercial. O som latino deixou de ser nicho e virou mainstream. O reggaeton saiu das periferias caribenhas para dominar premiações globais, trilhas de filmes e rankings de streaming. De repente, ser latino não era mais sinônimo de marginalidade cultural, mas de tendência global.

Foi nesse momento que o Brasil começou a se reposicionar. Não porque nossa essência mudou, mas porque o mercado mudou. Quando a latinidade passou a ser vista como sinônimo de inovação, calor e relevância, abraçá-la deixou de parecer um rebaixamento e passou a soar estratégico. A pergunta incômoda é a mesma: por que só nos reconhecemos como parte da América Latina quando o mundo decide que isso é cool?

A síndrome de vira-lata na era do streaming quando a validação internacional vira critério de autoestima coletiva

O conceito de síndrome de vira-lata, popularizado por Nelson Rodrigues, fala sobre esse sentimento persistente de inferioridade em relação ao estrangeiro. Décadas atrás ele aparecia na política, no futebol, na comparação constante com países considerados desenvolvidos. Hoje ele se manifesta nos comentários do Instagram, nas threads do X, nas métricas do Spotify e nos rankings globais.

A lógica que se consolidou é direta. Quando um artista brasileiro faz sucesso apenas no Brasil, o reconhecimento parece limitado. Quando atravessa a América Latina, o status muda. Quando chega aos Estados Unidos ou à Europa, a narrativa se transforma em orgulho nacional. A régua simbólica passa a ser o olhar externo.

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Foto: reprodução/brasil de fato

Essa dinâmica reorganiza a forma como enxergamos relevância cultural. O reconhecimento estrangeiro vira referência principal. Cada elogio internacional ganha dimensão ampliada, cada menção ao Brasil vira prova de impacto global.

Viram? Eles sabem que a gente existe.”

Essa reação revela algo mais profundo do que empolgação. Mostra como a validação externa ainda ocupa o centro da nossa autoestima coletiva. A troca cultural continua sendo potente e necessária, mas quando ela assume o papel de chancela definitiva, a identidade começa a depender de aprovação. E nesse ponto, a síndrome de vira-lata deixa de ser conceito histórico e passa a operar em tempo real.

O impacto de Karol G e Bad Bunny na consolidação de uma estética latina global que o Brasil só reconhece como sua quando ela vem carimbada pelo exterior

O sucesso de Karol G e Bad Bunny transformou o cenário musical global. Eles ultrapassaram fronteiras linguísticas e culturais mantendo o espanhol como eixo central. Levaram o reggaeton e o pop latino ao topo da indústria sem diluir identidade.

Karol G construiu uma estética que combina vulnerabilidade, sensualidade e potência feminina latina. Bad Bunny expandiu debates sobre gênero, performou em grandes premiações e reforçou a presença de Porto Rico no mapa cultural global com orgulho explícito. A indústria precisou se adaptar à força que eles já representavam.

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Foto: reprodução/billboard

Quando esses artistas passaram a dialogar com o Brasil, seja por colaborações, seja por trocas estéticas e sonoras, surgiu uma sensação coletiva de inclusão. “Estamos no mapa latino.” Essa percepção, porém, não nasce da ausência anterior, mas da visibilidade ampliada.

Enquanto Karol G e Bad Bunny consolidavam uma latinidade afirmativa, o Brasil ainda se movimentava entre aproximação e diferenciação. O pertencimento parecia ganhar peso conforme a projeção internacional desses nomes crescia. A produção cultural brasileira continuava potente, mas a sensação de pertencimento vinha acompanhada de reconhecimento externo.

Funk, brega, piseiro e pop brasileiro só parecem ganhar status quando atravessam fronteiras e retornam com selo internacional de qualidade

O funk carioca sempre enfrentou preconceito. Foi chamado de vulgar, marginal, excessivo. O brega carregou o rótulo de cafona. O piseiro, de simplório. O pop brasileiro, de imitação. A crítica interna construiu hierarquias rígidas sobre o que deveria ou não representar qualidade cultural.

Quando esses mesmos ritmos começam a circular internacionalmente, a percepção se altera. Um DJ europeu sampleia um batidão. Uma cantora latina incorpora elementos do funk. Uma playlist global destaca sons brasileiros como tendência. O discurso muda de tom.

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Foto: reprodução/novo contexto

A batida continua a mesma. O contexto que se transforma é o olhar. A legitimação ganha força quando vem acompanhada de capital simbólico estrangeiro. O reconhecimento externo reorganiza a percepção interna.

Esse movimento revela uma estrutura cultural mais ampla. A validação costuma partir do centro e retornar às margens como confirmação de valor. Quando o Brasil celebra esse retorno, muitas vezes celebra a chancela e não a origem. E a origem sempre esteve aqui.

Quando o inglês vira passaporte de prestígio e cantar em espanhol parece mais estratégico do que cantar em português

Existe um detalhe nessa conversa que a gente costuma contornar: o peso simbólico da língua. O Brasil sempre cultivou uma relação aspiracional com o inglês. Cantar em inglês foi, durante muito tempo, interpretado como passo natural para quem queria ser global. O idioma carregava status, projeção, possibilidade de expansão.

Nesse cenário, o português era visto como limitado ao território nacional. A ideia de internacionalização parecia automaticamente associada à adaptação linguística. A transição para o inglês funcionava como sinal de ambição e maturidade de carreira.

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Foto: reprodução/a tarde

Quando o espanhol assumiu protagonismo na indústria global, a dinâmica ganhou outra camada. O idioma deixou de ser percebido como barreira e passou a representar alcance continental. O mercado latino se consolidou como território estratégico. Colaborações em espanhol começaram a surgir com mais frequência, e a América Latina passou a ser vista como rota natural de expansão.

Essa movimentação revela algo mais profundo sobre percepção cultural. O português raramente ocupou o centro da nossa narrativa de grandeza. A ideia de sucesso internacional quase sempre esteve associada à adaptação. Enquanto artistas latinos fortaleceram o espanhol como idioma global, o Brasil seguiu buscando tradução simbólica para se encaixar na lógica externa.

Quando a moda latina vira trend global e todo mundo quer vestir uma identidade que antes era estigmatizada

A latinidade não ganhou espaço apenas na música. A moda entrou com força nesse movimento. De repente, o chamado Latin core começou a aparecer em passarelas, campanhas internacionais e editoriais de revista. Cintura baixa, brilho, recortes estratégicos, silhuetas que valorizam curvas, animal print, estética Y2K com tempero caribenho. Elementos que antes eram classificados como exagerados passaram a ser celebrados como ousados e empoderados.

Mulheres latinas sempre foram hipersexualizadas. Sempre foram descritas como intensas demais, quentes demais, dramáticas demais. Esses estereótipos moldaram a forma como seus corpos e estilos eram percebidos. Quando essa mesma estética se transforma em produto global de desejo, ela ganha outra narrativa.

@streetstylebrenda

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♬ Que Pena (Ele Já Não Gosta Mais De Mim) – Gal Costa & Caetano Veloso

A diferença está na forma como o mercado reposiciona a imagem. O que antes era estigmatizado vira conceito criativo. O que era alvo de julgamento vira tendência internacional. A latinidade assume status fashion e passa a circular como símbolo de força estética.

Nesse processo, surge uma pergunta central sobre crédito e protagonismo. Tendências que nasceram em comunidades latinas ganham legitimidade quando reinterpretadas por marcas europeias ou celebridades norte-americanas. A latinidade se transforma em figurino, conceito, campanha. E a origem nem sempre ocupa o centro da narrativa.

O Brasil também entra nessa equação quando percebe que essa imagem vende. A estética da favela, do baile, do calor e do corpo passa a ser reinterpretada como potência fashion. O debate deixa de ser apenas visual e passa a envolver autoria e reconhecimento.

Redes sociais transformaram validação internacional em espetáculo público e a gente aprendeu a performar orgulho quando é visto de fora

Se antes o reconhecimento estrangeiro vinha por meio de prêmios ou manchetes impressas, hoje ele acontece em tempo real. Um story, um comentário, um repost, um “Brazil I love you” no palco. A resposta é imediata. O país vira trending topic em minutos.

As redes sociais ampliaram a dimensão simbólica desse reconhecimento. Cada menção internacional é compartilhada, repostada, transformada em prova coletiva de relevância. A validação ganha formato de espetáculo público.

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Foto: reprodução/billboard

Existe também um componente performático nesse processo. Demonstrar orgulho virou parte do ritual digital. Compartilhar, comentar, viralizar referências ao Brasil se tornou gesto quase automático. O reconhecimento externo passa a circular como troféu simbólico.

Essa dinâmica revela o quanto o olhar de fora ainda ocupa posição central na nossa autoestima cultural. O entusiasmo digital carrega energia genuína, mas também expõe uma dependência histórica de confirmação externa.

O marketing da latinidade como tendência global e a forma como o Brasil tenta se encaixar quando o rótulo começa a vender

A indústria cultural trabalha com narrativas e ciclos. Nos últimos anos, a narrativa da vez foi a da latinidade. Marcas investiram em campanhas com estética latina. Festivais criaram palcos dedicados ao Latin Stage. Plataformas de streaming organizaram categorias específicas e playlists temáticas.

Ser latino passou a significar energia, diversidade, resistência, festa, sensualidade e identidade forte. O conceito ganhou força de branding. A latinidade virou ativo estratégico dentro do mercado cultural global.

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Foto: reprodução/bruno mars brasil

Quando um rótulo começa a vender, ele se torna desejável. O Brasil passa a buscar espaço dentro dessa narrativa consolidada. A integração deixa de ser apenas cultural e passa a ser também comercial.

Esse movimento não surge do nada. Ele dialoga com uma história de distanciamento anterior. A aproximação acontece no momento em que o rótulo assume valor de mercado, e o pertencimento passa a circular como oportunidade.

O perigo de achar que pertencimento só existe quando ele gera números, charts e contratos internacionais

Vivemos a era dos dados. Streams, views, rankings e certificações organizam a conversa sobre sucesso. O pertencimento começa a ser medido por performance comercial.

Quando um artista brasileiro entra em uma playlist latina global, a conquista é celebrada como marco continental. Quando bate recordes fora do país, o feito é interpretado como confirmação de identidade ampliada.

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Foto: reprodução/latin grammy

Essa lógica vincula identidade cultural a resultado numérico. A sensação de pertencimento ganha intensidade conforme os números crescem. O reconhecimento externo passa a funcionar como indicador de integração regional.

Identidade, porém, não nasce de contratos internacionais. Ela antecede o mercado. Quando o pertencimento depende de performance, ele se torna condicional. E identidade cultural não opera sob condição.

Talvez a verdadeira virada não seja esperar reconhecimento, mas parar de tratar nossa própria potência como surpresa

Existe uma pergunta que atravessa toda essa discussão. Por que ainda nos surpreendemos quando o Brasil é reconhecido? Por que cada elogio internacional parece inesperado? Por que cada conquista fora do país soa como exceção histórica?

Essa surpresa recorrente revela uma insegurança sedimentada ao longo do tempo. A síndrome de vira-lata se sofisticou. Hoje ela aparece revestida de termos como mercado global, expansão estratégica e cross cultural. A base emocional, porém, permanece semelhante.

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Foto: reprodução/latin now

A virada real pode ser interna. Um deslocamento de perspectiva. Um entendimento de que pertencimento não depende de chancela, de feat, de premiação ou de selo estrangeiro.

Nossa latinidade está na história, na música, nas contradições, nas misturas. Talvez o passo mais radical seja reconhecer que o palco nunca esteve distante, ele sempre foi nosso também.

Enquanto outros países latinos sempre se afirmaram como bloco cultural o Brasil preferiu se imaginar exceção e agora corre para recuperar o tempo perdido

México, Colômbia, Argentina, Porto Rico. Esses países sempre dialogaram culturalmente entre si com mais fluidez. Existe uma circulação histórica de artistas, colaborações, turnês e intercâmbios dentro do próprio espaço latino. A identidade regional foi construída em conjunto, reforçada por trocas constantes e por uma noção de pertencimento assumida.

A articulação cultural entre esses países não surgiu por acaso. Ela foi fortalecida ao longo de décadas por conexões musicais, televisivas e políticas. O intercâmbio fazia parte da dinâmica natural da indústria. A ideia de bloco latino sempre esteve presente como força coletiva.

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Foto: reprodução/billboard

O Brasil trilhou outro caminho. Muitas vezes ocupou um lugar de isolamento estratégico. Nem completamente integrado ao mercado latino, nem totalmente absorvido pelo mercado  anglo. Uma posição intermediária que reforçou a ideia de exceção.

Agora que o bloco latino ganhou força global, o movimento brasileiro parece acelerado. A integração acontece em ritmo mais intenso, impulsionada por uma indústria que já reconhece o valor continental dessa identidade. A sensação é de aproximação tardia.

Esse cenário não diminui a potência própria do Brasil. Ele evidencia que pertencimento e singularidade podem coexistir. A identidade brasileira nunca deixou de ser forte, mas o reconhecimento de que ela também é parte de um ecossistema latino mais amplo demorou a se consolidar.

A estética latina virou produto exportável e existe o risco de reduzir identidade a filtro vibrante e batida dançante

Quando a latinidade se transforma em tendência global, ela também se transforma em produto. Neon, cores quentes, coreografias virais, sensualidade calculada, batidas dançantes. Esses elementos circulam com facilidade e performam bem nas redes e nas campanhas.

A estética se torna simplificada para caber em moodboards e estratégias de marketing. A imagem latina passa a ser consumida como símbolo de energia e intensidade, quase sempre destacando calor, festa e corpo.

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Foto: reprodução/topshot

Só que latinidade carrega camadas históricas muito mais complexas. América Latina envolve desigualdade estrutural, violência política, resistência cultural, criatividade nascida da escassez. Essas dimensões raramente aparecem na versão exportável.

Quando o mercado privilegia apenas o que é visualmente vibrante, a identidade corre o risco de ser esvaziada. A profundidade histórica perde espaço para a performance estética.

O Brasil, ao se inserir nessa narrativa global, também enfrenta esse desafio. A potência cultural brasileira sempre nasceu da mistura, da tensão, do conflito criativo. Reduzir essa complexidade a filtro quente e batida dançante empobrece uma história que é muito maior do que tendência.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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Cinema Cultura pop Notícias

The Drama: Zendaya e Robert Pattinson encaram um segredo à beira do altar

O novo filme da A24 chega aos cinemas brasileiros em abril

The Drama traz uma premissa instigante: o que você faria se descobrisse, às vésperas do seu casamento, a pior coisa que a pessoa com quem você vai se casar já fez? É isso o que acontece com Charlie, personagem de Robert Pattinson, e Emma, interpretada por Zendaya, no filme do diretor Kristoffer Borgli. As bodas do casal já se aproximam: a produção chega no Brasil com o título O Drama no dia 9 de abril.

Apaixonado, o casal está se preparando para o momento mais feliz de suas vidas quando uma brincadeira traz à tona uma revelação sobre o passado de Emma que faz Charlie se questionar o quanto ele realmente conhece a pessoa com quem vai se casar. Entre momentos felizes do relacionamento e tensões desencadeadas pelo segredo, o filme propõe a discussão sobre até onde as pessoas conhecem quem está ao seu lado e o que pode – ou não – ser superado.

A direção e o roteiro do filme ficam por conta do diretor norueguês, conhecido por seus trabalhos pouco convencionais e que fogem do clichê, como Doente de Mim Mesma (2022) e O Homem dos Sonhos (2023). Em O Drama, ele oferece um olhar original e provocador sobre relacionamentos ao contrapor a expectativa de felicidade e empolgação associadas ao casamento com a realidade nem tão encantada dos relacionamentos reais e seus desafios.

The Drama
Imagem: divulgação/A24/Diamond Films

Além de Zendaya e Pattinson, nomes como Alana Haim, Mamoudou Athie e Hailey Gates integram o elenco do filme produzido pela A24 e distribuído pela Diamond Films.

 

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Beleza Eventos Notícias

Met Gala 2026 anuncia tema Fashion Is Art e promete tapete vermelho inspirado em obras-primas

Celebração da moda como arte: Met Gala 2026 traz o tema Fashion Is Art, com co‑anfitriãs Beyoncé, Nicole Kidman e Venus Williams, prometendo looks inspirados na exposição Costume Art do Metropolitan Museum of Art

O Met Gala 2026, um dos eventos mais icônicos da moda mundial, já tem tema definido: Fashion Is Art. Marcado para o dia 4 de maio, no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, o tema convida celebridades e convidados a explorarem a moda como uma forma de arte, transformando o tapete vermelho em uma galeria viva de criatividade e expressão.

Foto: divulgação/Paul Westlake/The Metropolitan Museum of Art
Fashion Is Art: moda como obra-prima

O tema da edição deste ano celebra a exposição Costume Art, que reúne cerca de 400 peças históricas do Costume Institute, combinadas com pinturas, esculturas e objetos de arte que percorrem 5 mil anos de história. Segundo Andrew Bolton, curador do Costume Institute, “o que conecta todos os departamentos curatoriais e galerias do museu é a moda, ou o corpo vestido. É o fio comum em todo o museu, que inspirou a ideia da exposição”.

O conceito central da noite é transformar o corpo em tela, mostrando que o vestuário vai além da estética: ele é linguagem, narrativa e arte em movimento. Para os convidados, significa criar looks que dialoguem com a história da arte, misturando cores, tecidos, silhuetas e simbolismos.

Foto: divulgação/Fashion Network
Co-anfitriãs e comitê: Beyoncé, Nicole Kidman, Venus Williams e mais

Entre as co-anfitriãs da edição estão Beyoncé, Nicole Kidman e Venus Williams, que lideram a noite ao lado de Anna Wintour, ícone do evento.

Além delas, o Comitê de Anfitriões inclui celebridades como Sabrina Carpenter, Doja Cat, Gwendoline Christie, Misty Copeland, Elizabeth Debicki, Lena Dunham, Paloma Elsesser, Lisa, Sam Smith, Teyana Taylor e Lauren Wasser.

Já as novidades no comitê são Adut Akech, Angela Bassett, Sinéad Burke, Rebecca Hall e Chase Sui Wonders.

Foto: divulgação/Larry Busacca/Getty Images

Jeff Bezos e Lauren Sánchez Bezos também aparecem como co-anfitriões honorários, reforçando o caráter global e culturalmente abrangente da cerimônia. A presença desses nomes promete reforçar o impacto do evento na mídia, moda e redes sociais.

Foto: divulgação/Cindy Ord/MG24/Getty Images
Impacto nos looks do tapete vermelho

O tema Fashion Is Art já acende a criatividade das celebridades: cada convidado deve usar o corpo como tela, explorando tecidos, cores e referências artísticas que conversem com a exposição do Costume Institute.

É esperado que o tapete vermelho se transforme em uma verdadeira galeria de interpretações ousadas e criativas, onde figurinos se misturam com história da arte e narrativas visuais únicas.

Foto: divulgação/Entretetizei

O Met Gala 2026 será, mais uma vez, um ponto de encontro entre moda, cultura pop e arte. E o tema promete gerar visuais memoráveis que serão comentados por meses nos meios de comunicação e nas redes sociais.

 

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Texto revisado por Kalylle Isse

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