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Crítica | O Amor Pode Ser Traduzido? não sabe o que fazer com os fragmentos de seus personagens

Apesar de explorar temas familiares para as roteiristas, o K-drama não tem a mesma coerência de outros projetos das irmãs Hong

Contém spoilers

Quando o novo K-drama das irmãs Hong, O Amor Pode Ser Traduzido?, foi anunciado no final do ano passado, a expectativa era alta. Conhecidas por roteiros folclóricos e filosóficos, que tematizam identidade e mergulham no psicológico de personagens complexos, seus dramas costumam reverberar no público para muito além dos créditos do episódio final.

Em O Amor Pode Ser Traduzido?, contudo, a mágica das roteiristas dá espaço para uma trama inconsistente, que vitimiza boas ideias e parece não se decidir entre propostas completamente diferentes.

Confira o trailer abaixo:

Na série, acompanhamos Cha Mu-hee (Go Youn-jung) uma jovem atriz que sai do anonimato do dia para a noite após um acidente, e Ju Ho-jin (Kim Seon-ho), um intérprete multilíngue que a conheceu antes da fama. Quando Mu-hee aceita viajar pelo mundo em um reality show romântico ao lado do astro japonês Hiro (Sota Fukushi), Ho-jin é contratado para traduzir as conversas entre os dois.

De forma quase metaficcional, um dos maiores clichês das histórias de romance é evidenciado como fio condutor de O Amor Pode Ser Traduzido?, presente desde o título: a comunicação – ou melhor, a dificuldade de se comunicar. “Existem tantas línguas quanto existem pessoas,” explica um personagem em um dos diálogos mais memoráveis da produção. “Cada um fala sua própria língua. Por isso as pessoas se desentendem, se interpretam errado e se ofendem.”

O K-drama deixa claro, contudo, que esse desentendimento fundamental não se limita ao interpessoal: quantos de nós somos realmente fluentes no nosso próprio idioma? Quantas vezes sentimos, fazemos ou pensamos coisas que simplesmente não conseguimos interpretar? Se Ho-jin não consegue entender a língua de Mu-hee, logo percebemos que, às vezes, ela própria também não se entende.

Sob esse tema, acredito que se desenvolva uma das melhores reflexões da produção, que parece mostrar que o nosso idioma, assim como qualquer outro, só pode ser decifrado e aperfeiçoado em diálogo. É no relacionamento com outras pessoas, no ato da comunicação (seja ela platônica, fraternal ou romântica, falada ou não) que nos conhecemos e entendemos de fato. 

Foto: reprodução/Sportskeeda

Mas o maior diferencial, que depois se torna, na minha visão, o maior problema de O Amor Pode Ser Traduzido?, é Do Ra-mi, também interpretada por Go Youn-jung. No começo do K-drama, Mu-hee ganha o papel de uma zumbi, Do Ra-mi, na produção de terror chamada A Mulher Silenciosa. Durante as filmagens, ela sofre um acidente e, ao se recuperar, começa a ser assombrada por essa personagem. 

Apesar do histórico das roteiristas, Do Ra-mi não é uma figura sobrenatural, mas representa, a princípio, o arquétipo da sombra junguiana, sendo assim uma manifestação dos medos, traumas e desejos reprimidos de Mu-hee. Nesse sentido, não é por acaso que o nome do filme seja A Mulher Silenciosa, tendo em vista que Do Ra-mi personifica esse aspecto obscuro e reprimido do subconsciente que não deve ser dito em voz alta.

Foto: reprodução/Facebook/Go Youn Jung Pilipinas

E a ideia é ótima. Personificar as inseguranças da personagem como esse fantasma que a persegue e a boicota com o constante lembrete dos seus maiores medos, mas que também é seu próprio espelho, é interessante e rende diálogos e reflexões muito bons. Em particular, há uma cena em que Mu-hee conversa com Ho-jin (que é o único que sabe sobre Do Ra-mi) e percebe que é, ela própria, sua maior hater.

O problema é quando as roteiristas abandonam essa ideia para dar lugar a uma dinâmica de dupla personalidade, de forma que Do Ra-mi deixa de ser esse sabotador, essa sombra, e se torna um alter ego de Mu-hee.

Existe aqui um paralelo com histórias como Cisne Negro (2010) e até, por que não, Clube da Luta (1999), que trazem a cisão da personagem em duas personalidades diferentes e até opostas que elevam à superfície aquilo que por convenções sociais deveria permanecer reprimido. Na música, é como o Slim Shady do Eminem ou o Agust D, do Suga: uma alternativa criada para expor aquilo que há de mais pesado e que o seu Eu, por qualquer motivo, não consegue ou não tem coragem de verbalizar. 

Assim, quando Mu-hee chega ao seu limite e não consegue lidar com as memórias, traumas e decisões que a pressionam, ela permite que Do Ra-mi assuma o controle e resolva seus problemas. Como um interruptor, a partir da segunda metade do K-drama, as duas alternam entre si, sem que Mu-hee se lembre do que disse ou fez enquanto Do Ra-mi estava à frente. 

Foto: reprodução/IDN Times

Existe uma inconsistência nessa ideia. Quando essa mudança ocorre, Do Ra-mi deixa de tentar sabotar Mu-hee e ser, como ela mesma já tinha identificado, sua maior hater, e passa a querer o seu melhor e a realizar desejos que suas inseguranças (outrora alimentadas pela própria Do Ra-mi) a impediam de tentar, até dizendo em certo momento que ela faz aquilo que Mu-hee tem medo de fazer.

Ela vai, de uma hora para outra, de uma sombra, que perseguia Mu-hee, para um alter ego, que, quando a possui, a ajuda a superar suas limitações. E Mu-hee, que antes tinha medo de Do Ra-mi e paralisava frente suas aparições, começa a enxergá-la quase como uma amiga que a possui sempre que está triste.

O Amor Pode Ser Traduzido? não se decide sob que luz quer colocar Do Ra-mi. Sendo simbólico, muitas dessas incoerências até poderiam ser justificadas, mas o K-drama parece querer aproximar, de forma muito irresponsável e cientificamente falha, essa segunda personalidade de um Transtorno Dissociativo de Identidade.

Seja um recurso narrativo simbólico ou um transtorno, é muito triste como essa fragmentação é eventualmente superada ou amenizada uma vez que Mu-hee e Ho-jin conseguem se entender e ficar juntos, como se o amor ou uma única pessoa pudesse curar o transtorno ou afugentar os fantasmas de Mu-hee, ainda que a maioria deles sequer tivesse origem romântica.

Foto: reprodução/Herzindagi

Existe claramente a intenção de colocar Ho-jin como aquele que ama Mu-hee apesar de sua sombra, do seu passado e do seu maior segredo, sobretudo pela decisão de colocá-lo interagindo mais com Do Ra-mi que com Mu-hee na segunda parte, mas, no fim, o peso dos traumas reais da personagem acabam reduzidos diante de uma solução amorosa.

O K-drama até entende isso quando, no final, faz Mu-hee e Ho-jin terminarem para que ela possa sair em uma busca por si mesma, mas por deixar essa escolha no último episódio e reduzir esse intervalo em uma quebra de tempo que logo coloca os dois juntos novamente, dá menos atenção ao que poderia ser a elaboração e enfrentamento reais dos seus conflitos e mais ao final feliz do casal.

Ainda sobre o final, O Amor Pode Ser Traduzido? também sofre com um dos piores clichês de K-drama: o da grande reviravolta revelada no último episódio e que não tem tempo de ser desenvolvida de forma apropriada. Aqui, é um problema sintomático de uma produção que em muitos momentos não parece capaz de desenvolver as polêmicas que cria. 

Apesar desses pontos, é preciso destacar a atuação de Go Youn-jung, porque a forma como ela transita e distingue as duas é impressionante, faz parecer que são atrizes diferentes. Há uma cena em que Mu-hee está chorando em uma exposição que o espectador consegue notar o momento em que Do Ra-mi assume por uma simples mudança de olhar

Foto: reprodução/Thairath

Infelizmente, acredito que Kim Seon-ho esteja fraco como Ho-jin. Para ser justa, seu personagem também é pouco cativante e há pouco o que explorar no roteiro, mas ele não consegue trabalhar bem aqui.

A fotografia e o design de produção são grandes triunfos de O Amor Pode Ser Traduzido?. As composições de cena, o uso das cores e das sombras criam contrastes, divisões e símbolos próprios – como o momento em que Mu-hee se lamenta na cama do hotel enquanto Do Ra-mi dança ao seu lado sob um holofote e cores saturadas; ou quando, mesmo um de frente para o outro, Ho-jin e Mu-hee são iluminados por cores diferentes.

É evidente que as irmãs Hong têm um interesse em estudar a identidade. Em Alquimia das Almas (2022 – 2023), existe essa mesma proposta de ser possuído por uma versão “do mal” de si mesmo, inclusive, com muito sucesso e para resultados muito interessantes. Mas, apesar de muitas boas ideias, O Amor Pode Ser Traduzido? não desenvolve quase nenhuma de forma consistente, inclusive abortando muitas pela metade.

Foto: reprodução/Dramabeans

No fim, a coragem característica das irmãs de abraçar temas densos e mergulhar no psicológico de personagens fragmentados não veio, dessa vez, acompanhada da coesão e da atenção que estruturaram e garantiram a qualidade de seus projetos passados.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cultura turca Notícias Séries

Notícias da semana no mundo turco – 16/2 a 21/2

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana 

 

Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima e Gisélia Oliveira

Novos atores na dizi Delikanlı + Mudança em nome de personagem e mais novidades 

A dizi Delikanlı (tradução livre: O Valente), produção da OGM Pictures, segue ampliando seu elenco e trazendo novidades importantes antes da estreia. A trama, que contará a história de vingança do taxista Yusuf, terá direção de Zeynep Günay e Recai Karagöz e será exibida pela Show TV. Entre os destaques, o personagem de Salih Bademci passou por mudança de nome: antes anunciado como Pars, agora será Sarp Aydemir, membro de uma família poderosa que impactará diretamente a vida de Yusuf (Mert Ramazan Demir) e Hazan (Melis Sezen).

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Além disso, Hazan terá seus pais na tela: a mãe, Nazan, será interpretada por Zamire Zeynep Özdemir, e o pai, Hüsnü, por Ergun Kuyucu, e seu afastamento de Yusuf promete acender o fogo da traição na história. O elenco ainda ganhou reforços: Onur Ünsal será Kamer, amigo de Yusuf, e Gökhan Yıkılkan dará vida a Korkut, homem de confiança de Sarp no bairro. A produção – considerada uma das mais ambiciosas da temporada – também traz Mina Demirtaş (Dila), Velatnu Aydın (Murat), Erdem Adilce (Remzi) e Zehra Barto (Elmas) nos papéis centrais. As gravações começam no fim do mês, e a estreia está prevista para breve, prometendo uma narrativa intensa marcada por amor, ambição e vingança.

Doktor: Başka Hayatta estreia em breve + Novo pôster divulgado

A adaptação turca da série italiana DOC, intitulada Doktor: Başka Hayatta (tradução livre: Doutor: Uma Nova Vida), divulgou seu primeiro pôster oficial, aumentando a expectativa dos fãs antes da estreia na plataforma NOW TV. A trama gira em torno de um brilhante cirurgião que, após sofrer um ataque violento, perde as memórias dos últimos 12 anos e precisa reconstruir sua vida pessoal e profissional a partir do zero, confrontando relações que nem sequer reconhece mais. 

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

O elenco conta com nomes de peso como İbrahim Çelikkol e Sıla Türkoğlu nos papéis principais, além de um grupo amplo de atores experientes, como Şebnem Hassanisoughi e Bertan Asllani, que prometem fortalecer a narrativa médica e emocional. Apesar da divulgação do cartaz e da afirmação de que a estreia ocorrerá ainda em fevereiro de 2026, o dia exato de lançamento não foi oficialmente confirmado e aparece no pôster apenas como “Yakında” (em breve).

Primeiro fragman e pôsteres da dizi Bize Bi’şey Olmaz

Aşk her şeyden çok inanmak ister” (“O amor, acima de tudo, quer acreditar”). Com essa frase impactante, a nova dizi Bize Bi’şey Olmaz (tradução livre: Nada Vai Nos Acontecer) apresentou seu primeiro teaser e pôsteres oficiais (veja o teaser aqui). Estrelada por Miray Daner e Mert Ramazan Demir, a produção original chega em breve ao catálogo da Disney+ Turquia, com estreia prevista para o fim de março/início de abril e lançamento simultâneo mundial. Segundo informações divulgadas pela jornalista Birsen Altuntaş, o roteiro é um dos grandes destaques da obra e promete forte conexão com o público.

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Foto: reprodução/Instagram @disneyplustr

A trama acompanha Lal e Aktan, dois jovens completamente diferentes que se apaixonam de forma intensa e arrebatadora. Mesmo com tudo e todos contra o relacionamento, não conseguem se afastar. Entre momentos que parecem conto de fadas e outros que lembram um pesadelo, a série explora as múltiplas faces do amor e levanta a pergunta central: por que alguns amores simplesmente nunca acabam?

Terceira temporada de Yargı chegará ao Brasil em breve

A série turca Yargı (Segredos de Família) continua conquistando fãs com sua combinação de suspense jurídico e drama familiar. A terceira e última temporada chega para fechar a história de Ilgaz (Kaan Urgancıoğlu) e Ceylin (Pınar Deniz), que agora enfrentam novos desafios ao conciliar a carreira de advogados, a vida familiar e a experiência de serem pais. Com casos complexos, segredos antigos e antagonistas inesperados, a temporada final promete prender a atenção do público até o último episódio.

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Foto: reprodução/Kanal D

A terceira temporada de Yargı: Segredos de Família estreia em 16 de março de 2026, exclusivamente na Max, com legendas em português. Saiba mais aqui.

Entretetizei entrevista a atriz Burcu Özberk

Com apoio do Globoplay, o Entretetizei conversou com Burcu Özberk sobre o impacto internacional de Armadilha do Amor (Afili Aşk) no Brasil. Protagonizada por Burcu e por Çağlar Ertuğrul, a comédia romântica conquistou o público brasileiro ao unir romance, humor e conflitos familiares em uma narrativa leve e emocionante. Para a atriz, o sucesso da novela em diferentes países se explica pela sinceridade das emoções retratadas: amor, sonhos e o desejo de encontrar o próprio caminho são sentimentos universais que atravessam culturas. “Saber que a série alcançou tanto sucesso no Brasil me deixa muito feliz e orgulhosa”, destacou.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/IMDb

Durante a entrevista, Burcu também relembrou o carinho do público por Ayşe Özkayalı e contou que a personagem lhe deixou como legado a importância de viver com coragem e expressar sentimentos com honestidade. A atriz ainda ressaltou que o equilíbrio entre romance e humor foi construído com delicadeza, refletindo a atmosfera harmoniosa dos bastidores. Ao final, deixou uma mensagem especial aos fãs brasileiros que acompanham a novela pelo Globoplay, agradecendo o apoio e enviando “muito amor” ao público. A conversa reforça como a conexão Brasil-Turquia segue cada vez mais forte por meio de histórias que unem culturas através da emoção. Leia na íntegra clicando aqui.

O que mais aconteceu essa semana:

Olgun Toker e Baran Bölükbaşı na dizi Çirkin: a produção da 25 Film para o canal Star TV ganhou novas adições ao elenco, que tem como protagonistas Derya Pınar Ak (Meryem Tunalı) e Çağlar Ertuğrul (Kadir). Em Çirkin (tradução livre: Feia), Olgun Toker dará vida à Ferhat, velho amigo de Kadir e seu novo inimigo, Já Baran Bölükbaşı será Engin, filho de Ökkeş (Çetin Tekindor). Dirigida por Burcu Alptekin e escrita por Nil Güleç Ünsal e Özlem İnci Hekimoğlu, as gravações irão começar no fim de fevereiro. Na trama, Meryem, apelidada de Çirkin (Feia), se apaixona pelo filho da família que a adotou, o que a leva a enfrentar alguns desafios.

Belma Canciğer se junta ao elenco da dizi Güller ve Günahlar: a produção exibida aos sábados no Kanal D, que tem bons índices de audiência, terá uma nova atriz no elenco. Belma Canciğer se junta à dizi Güller ve Günahlar (tradução livre: Rosas e Pecados), protagonizada por Murat Yıldırım e Cemre Baysel. Na produção da NGM, que tem direção de Deniz Can Çelik, Belma será Mutlu, uma personagem surpresa. A atriz aparecerá a partir desta semana, alternado a dinâmica da trama com a sua chegada.

Deniz Barut na dizi A.B.İ.: a atriz Deniz Barut, que recentemente esteve no elenco da dizi Kaosun Anatomisi (tradução livre: Anatomia do Caos, 2025) e do filme Bak Postacı Geliyor (tradução livre: Olhe, O Carteiro Chegou, 2025), entrará para o elenco da série A.B.İ. – Aile Bir İmtihandır (tradução livre: A.B.İ. – A família é Um Teste, 2026), dirigida por Cem Karcı e exibida no canal ATV. As primeira informações sobre o personagem de Deniz é que ela se chama Suna e será uma psicóloga que conhece Doğan (Kenan İmirzalıoğlu) há bastante tempo.

Dizi Rüya Gibi terminará no episódio 13: a dizi Rüya Gibi (tradução livre: Como Um Sonho) chegará ao fim no 13º episódio após registrar queda de audiência; a produção da TMC Film, estrelada por Seda Bakan, Uğur Güneş, Ahsen Eroğlu, Emre Bey, Şebnem Bozoklu, Celil Nalçakan, Devrim Yakut e Menderes Samancılar, encerra assim sua trajetória na TV.

Novo roteirista na dizi Aynı Yağmur Altında: a produção que estreou há duas semanas no canal ATV ganhou mais um roteirista. Mehmet Barış Günger, que já escreveu a dizi de sucesso O Canto do Pássaro (Yalı Çapkını, 2022), juntou-se à equipe de roteiristas de Aynı Yağmur Altında (tradução livre: Sob a Mesma Chuva, 2026). Ele fará parte da equipe a partir do quarto episódio. Com Nilsu Berfin Aktaş, Burak Tozkoparan e grande elenco, a trama é escrita por Hasan Burak Kayacı, Kemal Çelik e Hakan Kandal.

Diretor de nova dizi para streaming anunciado: originalmente intitulada Alesta, a produção da Üs Yapım, que tem apoio do Ministério da Defesa Nacional e do Comando das Forças Navais da Turquia, para o streaming TRT tabii, foi renomeada para Operasyon Alesta (tradução livre: Operação Alesta). Yunus Ozan Korkut dirigirá a dizi que terá dez episódios e tem data prevista para o início das gravações em 15 de abril, nas cidades de Istambul e Izmit. O processo de seleção do elenco está em andamento. A trama será focada em uma operação naval internacional.

Hülya Şen na dizi Gönül Dağı: no ar com sua sexta temporada, a dizi do TRT1, Gönül Dağı (tradução livre: Montanha do Coração, 2020), terá uma nova atriz no elenco. Hülya Şen, que esteve recentemente na dizi do TRT tabii Onbeşliler (tradução livre: Quinze, 2025), interpretará Nurten, esposa de Tekin (Hacı Ali Konuk) e mãe de Esra (Aslıhan Kapanşahin) a partir do episódio 209. A produção da Köprü Film continua a marcar bons índices de audiência nas noites de sábado, mesmo depois de seis anos em exibição.

Afra Karagöz no elenco da dizi Kızılcık Şerbeti: a atriz Afra Karagöz se junta ao elenco no episódio 127 como a personagem Yudum, uma jovem estagiária que começa a trabalhar junto de Asil (Erkan Avcı). A dizi Kızılcık Şerbeti (tradução livre: Sorvete de Cranberry, 2022) é uma produção da Gold Film dirigida por Özgür Sevimli e escrita por Melis Civelek e Zeynep Gür, que está em sua quarta temporada e vai ao ar às sextas no canal Show TV.

Futuro da dizi Veliaht: de acordo com a jornalista Birsen Altuntaş, são apenas rumores de que a dizi Veliaht (tradução livre: Herdeiro, 2025) seria finalizada. Até o momento, a produção da Gold Film, exibida nas noites de quinta da Show TV, continua. Protagonizada por Akın Akınözü e Serra Arıtürk, a audiência do último capítulo exibido (19), que foi baixa, será levada em consideração, assim como a dos próximos a irem ao ar. Foi dito que uma mudança de dia de transmissão também estaria sendo considerada. A partir do episódio 26, o cenário da trama mudará da cidade de Kars para Istambul novamente.

Atriz sai da dizi Teşkilat e vai para Delikanlı: a atriz Asena Girişken se despede da dizi Teşkilat, onde interpretava Suzan, e já tem novo projeto confirmado: ela agora integra o elenco de Delikanlı (tradução livre: O Valente), produção da OGM Pictures que será exibida pela Show TV. Na trama dirigida por Zeynep Günay e Recai Karagöz, Asena dará vida a Arzu, melhor amiga de Hazan (Melis Sezen), uma jovem determinada a deixar para trás a vida humilde e conquistar ascensão social.

Globo nega boatos sobre novelas turcas na faixa da tarde: segundo informações divulgadas pelo UOL Na Telinha, a TV Globo negou os rumores de que estaria avaliando substituir as reprises de novelas brasileiras da faixa da tarde por produções turcas. Em nota oficial, a emissora reforçou que as sessões Edição Especial e Vale a Pena Ver de Novo continuam voltadas à valorização de clássicos da teledramaturgia nacional, sem qualquer mudança prevista na programação.

Can Yaman confirma projetos no Brasil: o ator Can Yaman confirmou que o Brasil está em seus próximos planos profissionais e pretende rodar pelo menos dois filmes no país após concluir a segunda temporada de Sandokan. Segundo informações do Notícias da TV, o artista afirmou que deseja permanecer um período no Brasil para trabalhar e destacou que o carinho do público brasileiro foi decisivo para incluir o país em sua estratégia de carreira internacional.

Dizi Canvermezler ganha novos atores: a nova dizi Canvermezler (tradução livre: Sem Misericórdia), produção da tabii assinada pela Akli Film e Adenz Yapım, acaba de adicionar dois nomes de peso ao elenco: Kürşat Alnıaçık, que interpretará Ali Vasfi, e Hilmicem İntepe, no papel de Fuat, amigo de infância do protagonista. Ambientada na Istambul dos anos 1930 e dirigida por Murat Zaloğlu, a trama é estrelada por Burak Dakak como Ali Nail e Ecem Sena Bayır, e acompanha os conflitos que começam quando o jovem comerciante recebe uma carta inesperada de um antigo amor, às vésperas de seu casamento.

Saída oficial do protagonista de Cennetin Çocukları: a dizi exibida pela TRT 1 e produzida pela Motto Yapım não seguirá com İsmail Hacıoğlu no elenco, após decisão da direção da emissora. Dois episódios já gravados e mantidos em estoque serão exibidos normalmente dentro do cronograma, marcando as últimas aparições do ator na trama; em seguida, a dizi passará por reformulação no roteiro e na estrutura de elenco para dar continuidade à história, seguindo o modelo de gravação antecipada comum nas produções turcas.

Rojbin Erden na dizi Sevdiğim Sensin: a atriz Rojbin Erden é a nova integrante do elenco da dizi Sevdiğim Sensin, exibida pela Star TV. Conhecida por seu destaque na série Yabani, que impulsionou ainda mais sua popularidade, a artista entra na trama com um personagem surpresa a partir do quinto episódio. Produzida pela Ay Yapım e dirigida por Gökçen Usta, a novela vem registrando crescimento de audiência e segue reforçando sua história com novas adições ao elenco.

Começaram as gravações do filme de terror Büyü 3 – Son Ayin: o filme Büyü 3 – Son Ayin já está em produção e promete expandir a franquia de terror com uma história ambientada em Los Angeles, Istambul e no Vaticano, reunindo um elenco que inclui Melih Özkaya, Merve Sevin e atores internacionais como Cristine Kay Larsen e Sean Robert Smith; dirigido por Burak Çelik e com fotografia de Robert Reed Altman, o longa estreia em 3 de abril em diversos países e chegará aos EUA como The Spell 3.

Başak Gümülcinelioğlu de volta em Çirkin: a atriz Başak Gümülcinelioğlu retorna às telas como Lale na nova dizisi da Star TV, Çirkin (tradução livre: Feio), que começa a ser filmada em 1º de março. A trama acompanha Meryem Tunalı (interpretada por Derya Pınar Ak), cuja vida muda por amor a Kadir, filho da casa em que foi criada. Após uma pausa pela maternidade, Gümülcinelioğlu retorna à atuação interpretando Lale, filha de Ökkeş (Çetin Tekindor) e namorada de Kadir (Çağlar Ertuğrul), em uma produção assinada por Burcu Alptekin e escrita por Özlem İnci Hekimoğlu e Nil Güleç Ünsal.

Erol Babaoğlu se junta a Eşref Rüya: o fenômeno da Kanal D, Eşref Rüya, ganhou uma adição surpreendente ao elenco com a entrada do premiado ator Erol Babaoğlu, que interpretará Ölü Yaşar. O personagem é descrito como um verdadeiro psicopata com um passado sombrio e um profundo sentimento de gratidão por İhtiyar. Espera-se que, com sua frieza e movimentos imprevisíveis, Ölü Yaşar mude os equilíbrios e eleve ainda mais a tensão da série.

Recep Usta se junta a Mehmed Fetihler Sultanı: a série de época da TRT1, Mehmed Fetihler Sultanı, que vai ao ar às terças-feiras, reforça seu elenco com a entrada do talentoso jovem ator Recep Usta, que interpretará o Macar Kralı Mattias (Matthias Corvinus). Conhecido como um dos maiores rivais de Fatih Sultan Mehmed, Mattias se destaca por seus movimentos estratégicos e influencia a política da Europa Central, trazendo um novo peso histórico à trama assinada por Ozan Bodur e dirigida por Ahmet Yıldırım e Yıldıray Yıldırım, em produção da Miray Yapım.

Rapidinhas:

– No 76º Berlin International Film Festival, Melisa Sözen foi aplaudida por sua atuação em Roya, Banu Sıvacı apresentou Günyüzü, e Emin Alper concorre ao Urso de Ouro com Kurtuluş

-Tuba Büyüküstün estampa a nova edição da revista HIA Magazine, destacando sua trajetória e reflexões sobre amor e carreira em um ensaio elegante para a publicação

-Demet Özdemir é destaque na capa da revista Madame Arabia, estrelando a nova edição da publicação árabe em um ensaio que explora a dualidade da fama

-Confira o trailer do filme Portekiz Aşkı (tradução livre: Amor Português) com Cansu Dere e o ator português Diogo Morgado 

– A produção Yeraltı, novidade da NOW TV, ganhará mercado internacional com o título Shadows of Love, nome escolhido para sua circulação fora da Turquia

– A dizi Sevdiğim Sensin passará a ser comercializada no exterior sob o nome The One I Love, reforçando sua estratégia de distribuição internacional

 

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Leia também: Ramadã: como muçulmanos celebram o mês sagrado na Turquia e no Brasil 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Jovens Malditos e o nascimento de uma nova geração de monstros

No livro de M. A. Bennett, quatro jovens artistas são convidados à Villa Diodati para recriar o verão que marcou a literatura gótica

Imagine ser um jovem artista e receber um convite para passar o verão na mesma mansão onde Mary Shelley concebeu Frankenstein (1818) e John Polidori escreveu O Vampiro (1819) – obra que mais tarde influenciaria Drácula (1897) e ajudaria a consolidar a literatura gótica como conhecemos. É a partir dessa premissa irresistível que se constrói a narrativa de Jovens Malditos, da autora inglesa M. A. Bennett, publicado no Brasil pela Plataforma21.

Foto: divulgação/VR Editora/Plataforma21/Entretetizei

É nesse contexto que conhecemos os quatro selecionados para o programa. Vindos de trajetórias e linguagens artísticas distintas, eles chegam à Villa Diodati carregando ambições, inseguranças e visões muito particulares sobre o que é o horror e sobre o que desejam criar.

Eve é uma booktuber conhecida por discutir morte e luto com franqueza desconcertante. Griffin é um rapper que transforma violência e exclusão em versos potentes. Hal comanda um canal dedicado ao cinema de horror. Já Ren é ator e performer, obcecado por narrativas vampirescas. Cada um ocupa um quarto que homenageia figuras históricas como Polidori, Lord Byron e o casal Shelley, enquanto uma equipe enigmática garante que tudo funcione sob regras pouco claras. Rapidamente, o retiro artístico revela brechas inquietantes: há algo nas paredes, nos corredores e no silêncio constante que sugere vigilância e manipulação.

Foto: divulgação/VR Editora/Plataforma21/Entretetizei

A tensão atinge outro nível durante a leitura de Fantasmagoriana, jogo criativo promovido pela Fundação Diodati que desencadeia visões perturbadoras, manifestações físicas inexplicáveis e experiências que parecem materializar medos íntimos, culpas e traumas. Quando uma visitante inesperada surge e morre misteriosamente nos arredores da mansão, a atmosfera se torna sufocante. Segredos vêm à tona, ciência e ocultismo se entrelaçam, e os jovens passam a suspeitar que o verdadeiro objetivo da Fundação talvez nunca tenha sido estimular a criação artística, mas algo muito mais sombrio.

Com uma atmosfera tempestuosa e estética marcada pelo dark academy, o romance dialoga com a tradição gótica ao mesmo tempo em que incorpora elementos do horror contemporâneo. Ao explorar temas como identidade, pertencimento, sexualidade, culpa e trauma, Bennett transforma o medo em linguagem e o corpo em território de disputa simbólica, usando o terror como ferramenta de reflexão sobre aquilo que insistimos em silenciar.

Foto: reprodução/Instagram @plataforma21_

Jovens Malditos é o primeiro volume de uma duologia e é indicado para leitores que buscam narrativas intensas, personagens moralmente ambíguos e histórias que transitam entre o sobrenatural e o psicológico. A trama conversa com o público que se envolveu com produções como Wandinha (2022) e Stranger Things (2016-2025), convidando o leitor a atravessar os portões da Villa Diodati com a certeza de que, depois disso, nada e ninguém sairá ileso.

Sobre a autora
Foto: divulgação/VR Editora/Plataforma21

A. Bennett nasceu em Manchester, filha de mãe inglesa e pai veneziano, e cresceu em Yorkshire, região associada à tradição do gótico inglês. Estudou em quatro universidades, incluindo Oxford e Veneza, e também se dedicou às artes, atuando como designer, atriz e crítica de cinema. Atualmente, vive em Londres com o marido, dois filhos e três gatos. Seus livros já foram traduzidos para mais de 20 idiomas.

 

Pretende atravessar os portões da Villa Diodati e se aventurar nessa história? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

Leia também: Felinos, afeto e novas chances

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cultura turca Entrevistas Notícias

Entrevista exclusiva | Burcu Özberk revela bastidores e celebra sucesso de Armadilha do Amor no Brasil

Com apoio do Globoplay, Burcu Özberk abre o coração ao Entretetizei sobre o sucesso internacional de Armadilha do Amor (Afili Aşk) e celebra a conexão com o público brasileiro

O sucesso das novelas turcas no Brasil é inquestionável, superando produções nacionais e já presente no dia a dia de muitos lares brasileiros. Romance, uma boa pitada de drama familiar, muito humor e uma viagem à Turquia através da tela: as comédias românticas vêm atingindo o topo dos streamings, com destaque para Armadilha do Amor (Afili Aşk), que desde sua estreia, na Globoplay, vem gerando reações mais do que positivas nas redes sociais.

Protagonizada por Çağlar Ertuğrul (Kerem Yiğiter) e Burcu Özberk (Ayşe Özkayalı), a trama traz dois personagens com personalidades distintas – ele, um jovem empresário herdeiro de uma família poderosa, conhecido pelo estilo de vida irresponsável e pelas polêmicas amorosas; ela, uma garota batalhadora, de origem humilde, que vive com a família em um bairro simples de Istambul. O destino dos dois se cruza por conta de uma farsa que, aos poucos, transforma completamente suas trajetórias.

Foto: reprodução/Globoplay

Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, concedida pelo Globoplay, a atriz turca Burcu Özberk comenta sobre o sucesso internacional de Armadilha do Amor. Segundo ela, a razão pela qual a novela se conectou tão fortemente com o público de diferentes países, especialmente o Brasil, é porque a história é construída a partir de emoções muito sinceras e universais. “Amor, sonhos, conflitos familiares, o desejo de encontrar o próprio caminho… São sentimentos com os quais as pessoas podem se identificar independentemente da cultura”, comenta.

Além disso, Burcu Özberk complementa, sobre o sucesso no Brasil: “Saber que a série alcançou tanto sucesso no Brasil me deixa muito feliz e orgulhosa. Isso me lembra o quanto nosso trabalho é significativo, saber que pessoas a milhares de quilômetros de distância se identificam com as mesmas emoções”.

Foto: reprodução/Globoplay

 

Paralelamente ao sucesso da novela, também há o carinho dos telespectadores para com sua personagem, Ayşe Özkayalı. Para Burcu, o mais marcante em interpretar Ayşe foi sua fragilidade interior, apesar de parecer tão forte por fora. “Ela tinha uma postura clara em relação à vida, mas seu coração estava sempre aberto”, comenta. Burcu também acrescentou sobre o que essa personagem deixou de “legado” em sua vida:

Depois que a história terminou, a coisa mais importante que levei comigo foi o valor de expressar os sentimentos com honestidade e nunca desistir de ser você mesmo. Essa personagem me lembrou de viver com coragem e com o coração aberto”.

Em seguida, um tópico a ser considerado sobre Armadilha do Amor é o fato da novela equilibrar romance e humor, algo que o público brasileiro já conhece, de produções latinas. Isso aproxima o Brasil das novelas turcas, que carregam, em sua narrativa, esse mix de emoções. Sobre o assunto, Burcu Özberk comenta que construir o equilíbrio entre romance e humor foi algo muito prazeroso e, também, bastante delicado: “Ao longo da história, tentamos manter esse equilíbrio, preservando a sinceridade das emoções e um humor leve e natural”. E acrescenta detalhe sobre os bastidores:

Nos bastidores, havia uma atmosfera muito acolhedora e harmoniosa no set. Acredito sinceramente que essa energia se refletiu na tela. Foi um processo em que nos ouvimos, nos divertimos e, ao mesmo tempo, demonstramos grande respeito pelo nosso trabalho”.

Foto: reprodução/Globoplay

Por último, questionamos a atriz sobre qual mensagem ela deixaria para os fãs brasileiros que acompanham Afili Aşk (Armadilha do Amor) pela Globoplay. Ela responde, com muito carinho: 

Gostaria de agradecer sinceramente a todos os espectadores no Brasil. O carinho e o apoio de vocês por Armadilha do Amor significam muito para nós. Ver como vocês abraçaram a história, os personagens, e as emoções com tanto entusiasmo, me deixa imensamente feliz. Espero que nossos caminhos se cruzem novamente um dia, em outra história ou em outro projeto. Muito obrigada por todo o carinho e apoio. Envio muito amor a vocês 💛”, finaliza.

Diante dessa entrevista, tão importante para os fãs de novelas turcas e de Armadilha do Amor, percebemos como a conexão Brasil-Turquia vêm se tornando cada vez mais forte, com histórias contadas através de roteiros e personagens que, apesar de virem do outro lado do oceano, carregam características e emoções que vão de encontro com o que vivemos e sentimos na América Latina – e isso é incrível. É um prazer para nossa equipe, proporcionar um bate-papo com Burcu Özberk, com apoio do time do Globoplay!

 

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Leia também: Especial | Por que Armadilha do Amor (Afili Aşk) conquistou o público brasileiro?

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cultura turca Entretenimento Notícias

Yargı retorna ao streaming com sua terceira e última temporada

A série turca, que conquistou fãs no Brasil e no mundo, está de volta para o capítulo final, cheio de reviravoltas, drama e novos desafios para Ilgaz e Ceylin

A série turca Yargı (Segredos de Família) conquistou o público com sua mistura de suspense jurídico e drama familiar. Agora, a terceira e última temporada chega para encerrar de forma intensa a jornada dos protagonistas.

Ilgaz (Kaan Urgancıoğlu) e Ceylin (Pınar Deniz) enfrentam novos desafios enquanto equilibram suas carreiras como advogados, sua vida familiar e o crescimento como pais. Entre casos complexos, segredos antigos e antagonistas inesperados, a trama promete manter os fãs grudados na tela até o desfecho.

Yargı: por que a novela turca é tão famosa ao redor do mundo?

Foto: Reprodução/Muhsin Akgün
Por que Yargı faz tanto sucesso

Mistério e narrativa envolvente: cada episódio é estruturado com reviravoltas que mantêm o público em constante expectativa.

Drama humano: a série explora dilemas morais e relações complexas, tornando os protagonistas mais próximos do público.

Elenco de destaque: Kaan Urgancıoğlu e Pınar Deniz lideram o elenco com atuações aclamadas, tornando a química entre os personagens um dos pontos altos da produção.

Atração internacional: além do Brasil, Yargı alcançou fãs em diversos países, mostrando o poder crescente das produções turcas no mundo.

Foto: reprodução/Kanal D
Como assistir

A terceira temporada de Yargı: Segredos de Família estreia em 16 de março de 2026, exclusivamente na Max, com legendas em português. É recomendável assistir desde as temporadas anteriores para acompanhar a evolução dos protagonistas e entender as relações e os conflitos que chegam à conclusão neste final.

Foto: reprodução/Dizilah

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Livros

Juramentados chega ao Brasil e aprofunda conflitos da saga dos Lendários

A fantasia que conquistou milhares de fãs recebe mais um volume cheio de emoções

A espera acabou para os fãs da série que conquistou o TikTok e figurou na lista de mais vendidos do The New York Times.

Juramentados, terceiro volume da saga iniciada com Lendários (2021), de Tracy Deonn, chega ao Brasil em fevereiro pela Intrínseca e promete elevar ainda mais a tensão política, mágica e emocional da história.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca

Inspirada na lenda do Rei Arthur e na mitologia da Távola Redonda, a série se destaca por atualizar o imaginário arturiano ao colocá-lo em diálogo com temas urgentes como racismo estrutural, desigualdade social e ancestralidade negra. Em Juramentados, Deonn mantém a ambientação fantástica que consagrou a saga, mas conduz a protagonista por caminhos ainda mais sombrios e moralmente complexos.

Bree Matthews está sozinha e mais poderosa do que nunca

Depois dos acontecimentos explosivos de Marcada com Sangue (2023), Bree Matthews enfrenta as consequências de suas escolhas. Em uma tentativa de proteger aqueles que ama, e a si mesma, ela se exila da Ordem dos Lendários, rompe suas conexões ancestrais e se afasta de tudo o que um dia lhe deu pertencimento.

Mas fugir não significa estar livre.

Ciente do peso e do perigo de seus poderes, a Herdeira de Arthur decide que precisa ir além. Disposta a atingir seu potencial máximo e salvar seus amigos, Bree aceita o impensável: firma um acordo inquebrável com o Rei das Sombras, uma entidade demoníaca capaz de transitar entre o mundo humano, as criaturas das trevas e a sociedade secreta dos Lendários.

Em troca de treinamento e poder, Bree coloca seu futuro nas mãos de alguém que pode ser tão mentor quanto ameaça. Ao se tornar pupila do Rei das Sombras, ela cruza uma linha que talvez não possa descruzar.

Uma Távola Redonda à beira do colapso

Enquanto Bree trilha um caminho solitário, os demais Herdeiros precisam lidar com o caos instaurado na Ordem. A Távola Redonda está dividida, sem líder e sem seu Mago-Real.

Em meio à instabilidade, Nick, o Herdeiro de Lancelot, movimenta as peças do tabuleiro político. Em uma jogada ousada, ele invoca uma antiga lei para exigir uma audiência com o Alto Conselho dos Regentes. Suas intenções permanecem envoltas em mistério, e seus segredos podem redefinir os rumos da guerra.

A ausência de confiança e as alianças frágeis transformam o conflito em algo maior do que uma batalha mágica: trata-se de poder, legitimidade e do direito de decidir o futuro.

Até onde vale a pena ir?

Repleto de cenas de ação e reviravoltas, Juramentados aprofunda o maior conflito da série até aqui: o embate interno de Bree. Mais do que enfrentar inimigos externos, a protagonista precisa encarar uma pergunta devastadora: ela está realmente disposta a sacrificar tudo para alcançar seu objetivo?

Tracy Deonn constrói uma narrativa que combina fantasia épica com questões sociais contemporâneas, consolidando a série como um dos grandes fenômenos do fantasy jovem-adulto dos últimos anos. Ao revisitar o mito arturiano sob uma nova perspectiva, a autora entrega uma história que fala sobre identidade, legado e o preço do poder.

Com Juramentados, a saga dos Lendários prova que ainda há muito a explorar nesse universo, e que o passado, assim como a magia, nunca deixa de cobrar seu preço.

Sobre a autora
Foto: divulgação/Kathleen Hamptom

Tracy Deonn é autora da série best-seller Lendários e fangirl de carteirinha. Ela cresceu na região central da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, onde devorou em igual medida livros de fantasia e comidas típicas do Sul. Após completar seu mestrado na Universidade da Carolina do Norte, Tracy trabalhou no teatro, na indústria de videogames e em escolas de ensino fundamental. Quando não está escrevendo, participa de palestras sobre ficção científica e fantasia, lê fanfics, organiza encontros entre cachorrinhos e procura qualquer coisa com gosto de gengibre.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Livros Resenhas

Resenha | V.E. Schwab tem o poder de escrever fantasias que vão além da ficção

Contando a história de três mulheres e suas raízes, Enterrem Nossos Ossos à Meia-Noite é uma história sobre liberdade e perda

 

Imagem: reprodução/Galera Record

Há livros que não pedem pressa. Com 644 páginas, Enterrem Nossos Ossos à Meia-Noite é um deles, entregando ao leitor uma história que exige silêncio, pausa e disposição para encarar aquilo que foi enterrado fundo demais para ser esquecido.

A obra mergulha em uma atmosfera densa e emocional, onde o passado não é apenas lembrado, mas continua vivo, influenciando decisões, relações e a maneira como cada personagem enxerga a si mesmo. A sensação constante é de que algo foi escondido, mas nunca realmente esquecido, e é justamente essa tensão silenciosa que sustenta a narrativa do início ao fim.

Uma escrita delicada e cortante

A escrita de V. E. Schwab chama atenção pela precisão emocional. Não há exageros dramáticos; ao contrário, a força da narrativa está nos detalhes, nos silêncios e nos momentos aparentemente simples que carregam significados profundos. Cada capítulo avança com cuidado, permitindo que o leitor absorva lentamente as emoções que atravessam a história.

Esse ritmo mais contemplativo pode surpreender leitores acostumados a narrativas rápidas e leves. A leitura, um pouco mais densa, não é feita para ser corrida, e pede tempo, reflexão e disponibilidade emocional.

Seguindo três narrativas em tempos diferentes de uma só história, a demora para que todas elas se entrelacem e façam sentido pode ser um fator negativo, exigindo certa perseverança na leitura.

Imagem: reprodução/Galera Record

Apesar do ritmo mais lento, a escrita em terceira pessoa nos permite ver a história de fora. V.E. também gosta de metáforas e figuras de linguagem, descrevendo nomes como sabores, cores como frutas e assim por diante, tentando ampliar a descrição de sentimentos e sensações.

A principal metáfora do livro traz os personagens como rosas, com as pétalas sendo o melhor deles – com o tempo, uma a uma se vai, só restando os espinhos.

Temas que atravessam a narrativa

Entre os principais temas trabalhados pela obra estão o luto, a memória, a culpa e a dificuldade de seguir em frente quando determinadas experiências permanecem abertas dentro de nós. A história questiona, de forma sensível, o que fazemos com aquilo que nos marcou profundamente: é possível realmente deixar algo para trás, ou apenas aprendemos a conviver com o que carregamos?

Ao explorar essas questões, a história cria uma conexão imediata com o leitor, justamente porque trata de sentimentos universais. Em diferentes momentos, é fácil reconhecer nas páginas emoções que fazem parte da experiência humana, como saudade, arrependimento, silêncio e a tentativa de reconstrução.

Enterrem Nossos Ossos à Meia-Noite é especialmente indicado para leitores que apreciam narrativas mais introspectivas, centradas no desenvolvimento emocional dos personagens e na construção de atmosfera. Quem busca histórias intensas, carregadas de significado e com forte impacto sensorial encontrará aqui uma leitura marcante.

Mais do que apresentar respostas, o livro convida à reflexão, deixando buracos propositais na narrativa com a intenção de permanecer ecoando em seus leitores mesmo depois do fim.

Apesar de escrever sobre criaturas que seguem suas próprias regras, V.E. Schwab nos mostrou que as questões humanas permanecem, não importa o quão poderoso se é.

Se somos rosas com pétalas e espinhos, o medo, a dor e a esperança são como raízes.

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Leia também: Entrevista | Stefany Nunes fala sobre A Melhor Surpresa

Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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Cultura asiática Entrevista Música Notícias

Entrevista exclusiva | Billlie fala sobre cloud palace ~ false awakening, amadurecimento artístico e o novo capítulo que abre 2026

Com o lançamento, o girl group aposta em emoção, ambiguidade e crescimento para abrir o próximo capítulo da própria história

O girl group Billlie começou 2026 do jeito que a gente já esperava, mas ainda assim conseguiu surpreender. Em vez de apostar só em impacto visual ou virada dramática, elas abriram o ano com cloud palace ~ false awakening, uma faixa que cresce aos poucos, que não entrega tudo de cara e que deixa mais perguntas do que respostas. E isso é totalmente intencional.

Billlie
Foto: divulgação/MYSTIC STORY

Em entrevista exclusiva ao Entretê, as integrantes falaram sobre o significado desse “falso despertar”, o que realmente muda na narrativa do grupo e como quase cinco anos de carreira transformaram a forma como elas enxergam a própria identidade. Mais do que um novo capítulo na lore, essa fase parece um momento de olhar para dentro, sem perder a ambição de ir cada vez mais longe. Confira:

Entretetizei: cloud palace ~ false awakening parece carregar uma forte dualidade entre sonho e realidade. Que tipo de “despertar” essa música representa no universo narrativo da Billlie e também para vocês como artistas entrando em 2026?

MOON SUA: Eu acredito que o despertar em cloud palace é a percepção de que o momento em que você achou que estava totalmente acordado pode, na verdade, ser um novo começo. Dentro da história da Billlie, parece que acabamos de passar por um capítulo e estamos bem diante do próximo passo. É um momento de olhar para trás na jornada até agora, mas sem parar ali, então é mais como uma fase de preparação para contar histórias mais profundas e honestas daqui para frente.

SUHYEON: Para mim, o despertar de um artista é o momento em que a sua percepção sobre si mesmo começa a mudar. É um sinal de que você está pronto para seguir em uma nova direção. Ao abrirmos 2026, vejo esse single de pré-lançamento como a Billlie alcançando um ponto em que amadurecemos de uma nova maneira, mas, em vez de nos acomodarmos onde achávamos que já tínhamos despertado, continuamos nos fazendo perguntas e avançando em direção a um mundo mais amplo e maior.

E: O pôster intitulado GRANT OF ADMITTANCE parece um convite ou uma passagem. Para que os fãs estão recebendo “acesso concedido” neste novo capítulo da história da Billlie?

SHEON: Neste single de pré-lançamento, GRANT OF ADMITTANCE parece um espaço no qual você só pode entrar quando está realmente pronto para se encarar, ou um processo de entrar no seu próprio mundo interior. Você pode entrar nesse espaço quando finalmente encontra coragem para enfrentar quem você realmente é depois de atravessar neblina e confusão. Na história da Billlie, a porta que leva a esse espaço funciona como uma linha de fronteira, sinalizando o início de um novo capítulo.

HARAM: Eu acho que a Belllie’ve, nosso fandom, está bem diante dessa porta junto com a Billlie nessa história. Em vez de apresentar uma resposta fixa sobre o que é o cloud palace, estamos convidando cada um deles a olhar para esse espaço através das próprias emoções e perspectivas, e a vivenciar o enfrentamento do seu próprio eu interior. Então esse GRANT OF ADMITTANCE parece menos uma permissão e mais uma promessa de entrarmos juntos.

E: cloud palace foi apresentada pela primeira vez no fan meeting de vocês e recebeu uma resposta extremamente positiva. Como foi perceber que uma música ainda não lançada já tinha criado uma conexão tão profunda com os fãs? Essa reação influenciou a decisão de torná-la a chave do próximo álbum?

MOON SUA: Quando apresentamos cloud palace pela primeira vez no fan meeting, a música nem havia sido lançada oficialmente ainda, mas pudemos sentir imediatamente o quanto os fãs estavam se conectando emocionalmente com ela. A atmosfera geral depois que a música terminou, as expressões deles, o olhar e até as menores reações deixaram claro que as emoções dessa faixa já estavam alcançando a Belllie’ve de forma muito profunda.

SUHYEON: Acho que essas reações definitivamente influenciaram nossa decisão de lançar essa música primeiro como a chave do próximo álbum. Sentimos que cloud palace ~ false awakening poderia transmitir de forma mais honesta e clara o clima geral e a direção emocional do nosso próximo álbum. Realmente esperamos que, através de cloud palace, os ouvintes comecem naturalmente a ansiar pela próxima história e tenham uma primeira sensação da narrativa da Billlie e do caminho que estamos prestes a seguir com o próximo álbum.

E: Desde o debut, a Billlie vem construindo uma lore contínua e complexa. Como vocês equilibram a liberdade criativa individual de cada integrante com a necessidade de manter uma narrativa coesa entre os álbuns?

SHEON: Normalmente falamos livremente sobre as emoções ou imagens que vêm à mente quando ouvimos a música. Mesmo com a mesma canção, cada integrante pode imaginar cenas diferentes ou interpretá-la de forma diferente, e achamos que essas diversas perspectivas, na verdade, enriquecem a história da Billlie. Reunimos nossas ideias individuais e depois conversamos sobre como elas podem se conectar naturalmente dentro da narrativa maior ou do fluxo que queremos manter ao longo de um álbum. As interpretações individuais muitas vezes se tornam o ponto de partida, mas, no final, se unem como uma única história coesa.

HARUNA: Nós realmente tentamos respeitar a expressão emocional e a interpretação pessoal de cada integrante. Ao mesmo tempo, continuamos nos perguntando se tudo se encaixa com a história que a Billlie quer contar agora, e ajustamos esse equilíbrio juntas. Em vez de forçar as coisas dentro de um molde fixo, focamos em permanecer conectadas à narrativa geral que liga nossos álbuns, enquanto capturamos as emoções e a perspectiva atuais da Billlie. Acho que é assim que nossa história é construída, reunindo as interpretações livres das integrantes e moldando-as em uma narrativa compartilhada.

E: Vocês são frequentemente chamadas de ícones conceituais do K-pop. Do ponto de vista do grupo, o que esse título significa para vocês, e ele traz alguma pressão ou senso de responsabilidade para inovar conceitualmente o tempo todo?

MOON SUA: O título de “grupo conceitual” na verdade nos dá um senso de orgulho. Em vez de pressão, ele nos motiva a pensar um passo além. Por exemplo, pensamos em que tipo de história podemos contar dessa vez, o que naturalmente leva a mais brainstorm entre as integrantes e abre portas para novos experimentos. Então, em vez de nos limitar, acho que esse título ajudou a expandir o que a Billlie pode ser.

SIYOON: Para mim, ser descrita como “conceitual” parece um sinal de que os fãs realmente estão sentindo e se conectando com as histórias que construímos por meio da nossa música e performances, e isso me deixa muito grata. Claro que existe um senso de responsabilidade em querer mostrar algo novo, mas parece mais motivação do que pressão. E, em vez de nos forçarmos a ser novas o tempo todo, acho que o mais importante é continuar a história da Billlie de forma honesta, do nosso jeito. Quando permanecemos fiéis a isso, novos conceitos tendem a surgir naturalmente.

E: Em lançamentos como The Collective Soul and Unconscious e appendix: Of All We Have Lost, a Billlie explorou cada vez mais o subconsciente e as emoções humanas. Existem temas emocionais ou psicológicos que vocês sentem que ainda não exploraram totalmente, mas esperam abordar no futuro?

HARAM: Ultimamente, tenho me sentido especialmente atraída pelas emoções que surgem naturalmente quando você tenta se entender mais profundamente. Por exemplo, alguns sentimentos são difíceis de nomear claramente, como um estado vago em algum lugar entre ansiedade e certeza. Às vezes, essas emoções parecem mais honestas e realistas, o que me deixa curiosa sobre como poderiam se unir quando expressas através da música.

SIYOON: Acho que algumas emoções escapam quanto mais você tenta defini-las claramente. Então, daqui para frente, quero capturar emoções de uma forma mais aberta, sem forçá-las a uma única definição, simplesmente como elas são, ainda não resolvidas. Esse processo de ganhar confiança e depois questioná-la novamente é muito parecido com a forma como as pessoas, incluindo nós como Billlie, estão vivendo o presente. Se conseguirmos expressar naturalmente esse fluxo psicológico através da música e da narrativa, acho que pode se tornar mais uma história da Billlie com a qual os ouvintes realmente possam se identificar.

E: Suas colaborações com artistas como Patti LaBelle e Megan Thee Stallion no KPOPPED mostraram uma Billlie que transcende gêneros e gerações. O que essas experiências ensinaram a vocês sobre identidade musical além das fronteiras do K-pop?

MOON SUA: Através do KPOPPED, subir ao mesmo palco com tantos artistas diferentes realmente me lembrou que a música não tem fronteiras. Mesmo que os gêneros ou as gerações sejam diferentes, quando a energia e a sinceridade são genuínas, ainda podem ser compartilhadas e conectar as pessoas. Essa experiência me fez pensar de forma mais honesta sobre quem somos como artistas e que tipo de música realmente queremos fazer além do rótulo de artistas de K-pop.

SHEON: Colaborar com artistas como Patti LaBelle e Megan Thee Stallion se tornou um ponto de virada na expansão da nossa identidade musical. Em vez de mudarmos para nos encaixar em um novo estilo, tivemos a oportunidade de experimentar o tipo de sinergia que acontece quando a Billlie mantém sua própria essência enquanto encontra diferentes linguagens musicais. Por causa disso, acho que teremos muito mais confiança para cruzar fronteiras e tentar coisas novas daqui para frente.

E: Cada integrante tem uma presença muito distinta no palco e dentro dos conceitos. Como cada uma de vocês contribuiu individualmente para a atmosfera e a mensagem de cloud palace ~ false awakening?

HARAM: Acredito que cloud palace ~ false awakening foi um capítulo com o maior foco em quão profunda e precisamente as emoções poderiam ser transmitidas. Como ele completa a trilogia palace, não queríamos explodir grandes emoções de uma vez. Em vez disso, focamos em construir cuidadosamente o fluxo emocional através de pequenas respirações, mudanças sutis de tom e nuances delicadas. Dentro dessa atmosfera onírica e levemente ambígua, eu queria que meus vocais ancorassem a história para que os ouvintes pudessem se conectar naturalmente com suas próprias emoções.

SHEON: Para essa música, prestei mais atenção em criar um clima confortável e íntimo, quase como estar em um quarto privado, em vez de algo altamente encenado e performático. Especialmente nos vídeos de performance ao vivo, eu queria que esse foco na emoção aparecesse, enquanto também mostrava como estávamos realmente aproveitando o momento. Acho que essa atitude combinou bem com a sensibilidade onírica da música e ajudou a criar uma atmosfera em que os ouvintes pudessem se sentir mais próximos e imersos.

E: Depois de completar uma turnê mundial passando por 31 cidades, como se apresentar para públicos culturalmente diversos mudou a forma como vocês abordam performances ao vivo e se comunicam no palco?

MOON SUA: Viajar por tantas cidades ao redor do mundo e encontrar públicos com culturas e atmosferas completamente diferentes realmente mudou a forma como encaro performances ao vivo. Em cada show, senti que, mesmo que o idioma ou o contexto cultural sejam diferentes, as emoções ainda chegam, desde que eu me expresse com sinceridade no palco. Claro que entregar uma performance bem polida é importante, mas agora me importo ainda mais com que tipo de emoções estamos trocando com o público naquele momento e se a sinceridade que queremos transmitir realmente está alcançando eles.

HARAM: Durante a turnê mundial, percebi o quanto existem diferentes formas de as pessoas se comunicarem e reagirem. Em algumas cidades, a energia explode com grandes corais; em outras, o público aprecia o palco focando nas nossas vozes e na música em si. Perceber essas diferenças e me adaptar a elas se tornou parte da performance para mim. Aprendi naturalmente a controlar minha respiração e a me conectar por meio de contato visual e gestos, dependendo das reações do público. Graças a isso, o palco agora parece menos um espaço onde simplesmente performamos e mais um tempo compartilhado que criamos junto com o público.

E: A Billlie frequentemente colabora com produtores e letristas renomados, como IU e Lee Minsu. Como vocês traduzem ideias abstratas e conceituais em música pop acessível sem perder profundidade emocional?

SIYOON: Quando trabalhamos em uma música, o mais importante para nós é que, mesmo que uma ideia comece abstrata, o núcleo emocional precisa ser claro. Ultimamente, em vez de tentar definir emoções com precisão, tenho me interessado mais em quanto tempo uma emoção permanece e como ela muda lentamente ao longo do tempo. Mesmo quando você sente que uma emoção terminou, muitas vezes ela flui silenciosamente para outra sensação ligeiramente diferente. Esse tipo de transição é algo que queremos capturar naturalmente na nossa música, e essa é muito a abordagem pela qual a Billlie se sente atraída.

MOON SUA: Ao colaborar com pessoas que têm uma sensibilidade profunda para a expressão emocional, como IU e o compositor Lee Minsu, aprendi que, mesmo dentro da música pop, você pode transmitir totalmente mudanças sutis e ecos persistentes de emoção. Não se trata apenas de melodia ou letra; às vezes, a estrutura da música ou a forma como ela flui é o que conta a história emocional. Daqui para frente, em vez de apresentar emoções claramente definidas, queremos expressar momentos que se infiltram suavemente uns nos outros, do jeito da Billlie. Acho que esse tipo de nuance combina muito bem com o nosso conceito também.

E: O nome Billlie representa mostrar o lado B, a identidade interior que todos carregam. Quase cinco anos após o debut, o que vocês sentem que descobriram sobre seus próprios lados B, individual e coletivamente?

SIYOON: Com o tempo, percebi que meu lado B não é algo fixo, porque ele continua mudando. Passei a aceitar partes de mim que antes não queria mostrar, como vulnerabilidade ou emoções contraditórias, como partes importantes de quem eu sou. Passar por esse processo também tornou a Billlie, como grupo, mais honesta, e sinto que o nível das nossas emoções se tornou muito mais profundo. Em vez de algo polido ou perfeitamente organizado, acho que o lado B da Billlie agora é o lugar onde emoções reais e sem filtros se reúnem naturalmente.

MOON SUA: Acho que a ideia de lado B, ou do seu eu interior, é na verdade mais complicada do que parece. É aquela parte de você que só você consegue realmente olhar, algo que as outras pessoas não veem facilmente. Seja uma verdade ou uma emoção que você mesmo criou, isso pode mudar dependendo de como você escolhe enxergar. Pessoalmente, ao refletir sobre mim mesma, percebi que não sou tão frágil quanto pensava. Talvez eu tenha sido mais fraca antes, mas com o tempo fui ficando mais forte aos poucos, e agora sinto que me tornei alguém muito mais sólida e forte.

E: Para ouvintes que experimentarem cloud palace ~ false awakening como o primeiro contato com a Billlie, que sentimento, pergunta ou pensamento persistente vocês esperam que permaneça depois que a música termina?

SUHYEON: Para as pessoas que encontraram a Billlie pela primeira vez através desse single de pré-lançamento, espero que sintam que está tudo bem não definir as emoções que sentem ao ouvir nossa música. Mesmo sentimentos difíceis de explicar, ou que simplesmente passam por um momento, são significativos à sua própria maneira. Eu adoraria que essa música permanecesse como uma obra que gentilmente as convida a pausar e ouvir com mais atenção suas próprias emoções.

HARAM: Espero que um pensamento persistente ou questionamento permaneça com os ouvintes depois de ouvir cloud palace. Você não precisa encontrar respostas claras para perguntas como “Onde estou agora?” ou “Como é o meu eu interior?”. Se você puder guardar essas perguntas e naturalmente esperar pela próxima história, acho que esse tipo de conexão é exatamente o que esperamos compartilhar.

 

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Cultura turca Notícias

Ramadã: como muçulmanos celebram o mês sagrado na Turquia e no Brasil

Jejum, fé e união familiar: entenda o Ramadã e os costumes que tornam esse período tão especial para os muçulmanos, de Istambul a Minas Gerais

O que é o Ramadã

O Ramadã (ou Ramazan, na Turquia) é o nono mês do calendário islâmico, baseado nos ciclos lunares, e considerado sagrado para os muçulmanos. Durante 30 dias, os fiéis fazem jejum do nascer ao pôr do sol, praticam orações diárias, leem o Alcorão e se esforçam para evitar comportamentos pecaminosos.

O jejum diário é quebrado no Iftar, a refeição que marca o fim da abstinência ao pôr do sol. Ao final do mês, o período culmina no Ramazan Bayramı (Festa do Açúcar), um feriado de três dias que celebra o encerramento do jejum. Em 2026, o Ramadã começa em 18 de fevereiro (podendo variar para o dia 19/02, conforme a observação da lua) e terminar por volta de 17 ou 18 de março, já que o mês sagrado no calendário islâmico pode ter 29 ou 30 dias, dependendo da confirmação lunar.

As celebrações do Bayram — também conhecido como Eid al-Fitr, a Festa do Fim do Jejum — acontecem após o encerramento do Ramadã, provavelmente a partir de 20 de março de 2026. Na Turquia, a festividade tradicionalmente dura três dias.

Foto: divulgação/CNN
Por que é a data mais importante para o muçulmanos

O Ramadã (ou Ramadan) é o nome pelo qual se conhece o nono mês do calendário islâmico, um calendário diferente do gregoriano (usado no Ocidente). O calendário islâmico se baseia nos ciclos da Lua, tem 354 ou 355 dias de duração e 12 meses, com 29 ou 30 dias de extensão cada.

É um mês sagrado para os muçulmanos, pois, segundo a tradição islâmica, foi nesse período que o Alcorão começou a ser revelado. O arcanjo Gabriel transmitiu a palavra de Allah ao profeta Muhammad (Maomé), que estava em retiro espiritual na Caverna de Hira, próxima a Meca. Esse momento marca o início da revelação do livro sagrado do Islã.

Os muçulmanos se referem a esse acontecimento como Noite do Destino e afirmam que ele aconteceu em 610, momento em que Muhammad tinha por volta de 40 anos. Durante a revelação, o profeta recitou um verso para Allah e então iniciou sua trajetória de pregação da palavra de Deus. Esse acontecimento transformou o Ramadã em um mês sagrado para os fiéis do islamismo.

Foto: divulgação/CNN
Costumes do Ramadã na Turquia e no Brasil

Para entender como o Ramadã é vivido fora da Turquia, conversamos com Hava, professora turca que mora em Minas Gerais. Ela explica que, na Turquia, o período é marcado por família reunida, mesas fartas e momentos de fé e alegria. “O Ramadã na Turquia significa família reunida, mesas lotadas, momentos de fé, oração e alegria. Na vida diária, restaurantes adaptam seus horários para o Iftar. Há programas especiais, séries e conversas sobre o mês do Ramadã. Acho que o jejum parece mais fácil lá porque a maior parte da sociedade participa”, conta Hava.

Damos Zakat e Fitrah — as duas principais formas de doação no Islã — às pessoas que têm necessidade. A Zakat é um dos cinco pilares do Islã e representa uma obrigação anual de caridade. Já a Fitrah é uma doação obrigatória realizada especificamente ao final do Ramadã. Trata-se de um valor fixo por pessoa, geralmente equivalente ao custo de uma refeição completa. Todos os membros da família contribuem, destinando a doação a quem precisa“, complementa.

Já no Brasil, o Ramadã é menos perceptível na rotina diária, especialmente para quem precisa conciliar trabalho ou estudo. “A ordem de trabalho ou escola não muda. Quem jejua precisa ajustar seu próprio ritmo. Existem iftares e orações teravih em grandes cidades, como São Paulo, mas geralmente em ambientes menores. O Iftar mais comum acontece em casa, de forma calma e familiar”, explica a professora.

Essa diferença mostra como o mês sagrado é adaptado conforme o contexto cultural e a rotina local, mas mantém seu propósito central: união familiar, reflexão espiritual e fortalecimento da fé.

Foto: divulgação/Mercado & Eventos
Tradição, fé e convivência

O Ramadã é, acima de tudo, um período de união familiar e reflexão espiritual, seja na Turquia, com ruas e programas especiais adaptados ao mês sagrado, ou no Brasil, onde os muçulmanos preservam os costumes em comunidade e em casa.

O jejum diário, a oração e o Iftar simbolizam disciplina, fé e solidariedade, lembrando que, mesmo em culturas diferentes, o Ramadã mantém seu significado central: a conexão com Allah e a valorização da família e da comunidade.

Foto: divulgação/Istanbul Tourist Pass

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Especial | Relembre a trajetória e os maiores sucessos de Burak Deniz

Em seu aniversário, o Entretê celebra a carreira de um dos nomes mais populares do entretenimento turco

 

Burak Deniz completa 35 anos nesta terça (17) e o Entretetizei separou alguns momentos marcantes da sua trajetória para comemorar a data.

Burak Deniz posando em um salão
Foto: reprodução/Instagram @_burakdeniz

Nascido em Istambul, em 17 de fevereiro de 1991, Burak estudou História da Arte na Universidade Çanakkale 18 Mart antes de seguir o caminho da atuação. O primeiro passo na carreira veio após participar de uma oficina em Izmit, onde foi descoberto por Gökçe Doruk Erten, que mais tarde se tornaria sua agente. Na época, ela buscava novos talentos para um projeto de cinema.

De lá para cá, Burak construiu uma carreira sólida e se tornou um dos rostos mais conhecidos das produções turcas, acumulando protagonistas, prêmios e reconhecimento internacional. Entre as conquistas, estão dois prêmios do GQ Men of the Year na Turquia, em 2017, como ator revelação, e em 2024, como estrela de cinema do ano, em uma das premiações mais prestigiadas da revista no país.

Agora, que tal relembrar alguns dos seus principais sucessos?

Tatlı Küçük Yalancılar (2015)

Em Tatlı Küçük Yalancılar (tradução livre: Doces Pequenas Mentiras), adaptação turca de Pretty Little Liars, o ator deu vida a Toprak, o equivalente ao Toby Cavanaugh da versão original. A série trouxe uma atmosfera de mistério e suspense, inserindo Burak em um projeto voltado ao público jovem.

Elenco de Tatlı Küçük Yalancılar
Foto: reprodução/Instagram @dizianaIiz
Aşk Laftan Anlamaz (2016)

Foi como Murat Sarsılmaz em Aşk Laftan Anlamaz (O Amor Não Entende Palavras) que Burak Deniz alcançou projeção internacional. Ao lado de Hande Erçel, formou um dos casais mais populares das dizis românticas, conquistando fãs dentro e fora da Turquia.

Cena de Aşk Laftan Anlamaz
Foto: reprodução/Dizilah
Bizim Hikaye (2017)

Em Bizim Hikaye (Nossa História), adaptação turca da série britânica Shameless, Burak interpretou Barış Aktan e atuou junto com Hazal Kaya. A trama tem em seu enredo dramas familiares e questões sociais.

Cena de Bizim Hikaye
Foto: reprodução/Dizilah
Maraşlı (2021)

Já na dizi Maraşlı (tradução livre: Maraşlı: O Protetor), o ator deu vida a um ex-comandante das forças especiais conhecido como Maraşlı. Após ver a filha ser baleada em um ataque, ele decide deixar o serviço militar e passa a administrar uma livraria, tentando construir uma rotina mais tranquila. No entanto, tudo muda quando conhece a fotógrafa Mahur (Alina Boz) e a salva de uma situação de risco. A partir desse encontro, ele passa a atuar como seu guarda-costas, retornando ao universo do qual havia tentado se afastar.

Protagonistas de Maraşlı
Foto: reprodução/Dizilah
Şahmaran (2023)

Em 2023, Burak protagonizou Şahmaran (A Lenda de Shahmaran), produção original da Netflix, ao lado de Serenay Sarıkaya. A série acompanha Şahsu, uma professora de psicologia que viaja até Adana para resolver questões familiares. Durante a jornada, ela acaba se envolvendo com uma comunidade misteriosa que cultua Şahmaran, figura mitológica metade mulher, metade serpente. É nesse contexto que surge Maran Yoloğlu, personagem interpretado por Burak.

Cena de Şahmaran
Foto: reprodução/epipoca
Bambaşka Biri (2023)

Em Bambaşka Biri (tradução livre: Outra Pessoa), Burak voltou a contracenar com Hande Erçel, repetindo a parceria que já havia conquistado o público anos antes. Na trama, ele viveu Kenan Öztürk em uma história que mistura romance, suspense e conflitos psicológicos.

Cena de Bambaşka Biri
Foto: reprodução/Dizilah
Bir Gece Masalı (2024)

Em Bir Gece Masalı (Um Conto de Uma Noite), o ator interpretou Mahir Yılmaz ao lado de Su Burcu Yazgı Coşkun, o que acabou se tornando uma das suas melhores parcerias. A história gira em torno de um comissário da polícia turca que tem como objetivo prender os responsáveis pela morte de seu pai. Porém, no processo, ele acaba se apaixonando por Canfeza, uma jovem que está ligada, de certa forma, a toda essa tragédia.

Cena de Bir Gece Masalı
Foto: reprodução/Dizilah
Sahtekarlar (2025)

Atualmente no ar, Sahtekarlar (tradução livre: Os Trapaceiros) traz Burak no papel do advogado Ertan Aydın. Dos mesmos criadores de Yargi, a série carrega vários elementos da famosa série judiciária, além de muitos plot twists. A dizi é transmitida aos domingos na Now Tv.

Cena de Sahtekarlar
Foto: reprodução/Dizilah

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Leia também: A dizi Bir Gece Masalı irá se despedir das telinhas

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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