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Desfile dos clássicos: 10 livros para o Carnaval

Do realismo mágico às tragédias intensas, leituras para quem vai pular Carnaval, mas não abre mão das páginas

Carnaval não é só glitter, confete e multidão. Também é excesso de cor, de emoção e de intensidade. E, se existe um momento perfeito para mergulhar em histórias arrebatadoras, é agora. Entre um bloquinho e outro, no silêncio da manhã seguinte ou até como alternativa à folia, os clássicos da literatura oferecem experiências tão vibrantes quanto qualquer desfile na avenida.

Foto: reprodução/AdoroCinema

Nesta seleção, a ideia é simples: cada livro conversa com um humor diferente de Carnaval. Tem espaço para paixões devastadoras, crises existenciais, jornadas épicas, amores impossíveis e mergulhos filosóficos que desmontam certezas. São obras que atravessaram séculos porque continuam falando sobre nós: nossos desejos, medos, contradições e sonhos.

Se o Carnaval é tempo de exagero, reinvenção e intensidade, nada mais justo do que escolher leituras que também não economizam em profundidade. Aqui, o bloco é outro: o dos leitores que sabem que algumas histórias deixam marcas muito depois que a música acaba.

Odisseia (2011), de Homero
Foto: divulgação/Penguin Companhia/Entretetizei

Após a Guerra de Troia, Ulisses enfrenta mares revoltos, criaturas míticas, deuses rancorosos e tentações quase irresistíveis para conseguir voltar à Ítaca. Enquanto isso, Penélope resiste à pressão dos pretendentes e Telêmaco cresce sob o peso da ausência do pai. Mais do que uma aventura cheia de monstros e provações, a Odisseia é uma narrativa sobre astúcia, lealdade e o desejo de retornar ao que se ama, mesmo quando tudo conspira contra.

Clássico absoluto da literatura ocidental, o poema atravessou séculos influenciando o teatro e o cinema. E, com a nova adaptação dirigida por Christopher Nolan a caminho, a leitura funciona quase como um esquenta literário: uma chance de revisitar (ou conhecer pela primeira vez) a jornada original, antes que ela ganhe nova forma nas telas.

O Falecido Mattia Pascal (2012), de Luigi Pirandello
Foto: divulgação/Nova Alexandria/Entretetizei

Depois de uma vida marcada por frustrações e um casamento infeliz, Mattia Pascal vê o acaso lhe oferecer uma oportunidade improvável: dado como morto em sua cidade natal e agora dono de uma pequena fortuna, ele decide assumir uma nova identidade e começar do zero. Longe do passado, ele tenta construir outra vida e experimentar uma outra versão de si mesmo, mas logo descobre que a liberdade absoluta pode ser tão sufocante quanto as amarras que deixou para trás.

Com ironia afiada e um humor melancólico, Pirandello constrói um romance sobre identidade, máscaras sociais e o peso de existir. Para quem quer aproveitar o Carnaval como metáfora de reinvenção – trocar de nome, de rosto e de papel –, esta é uma leitura que provoca e diverte na mesma medida.

Anna Kariênina (2017), de Liev Tolstói
Foto: divulgação/Companhia das Letras/Entretetizei

Na Rússia do século XIX, entre bailes iluminados e rígidas convenções sociais, Anna desafia o que se espera de uma esposa e mãe ao se entregar a um amor proibido. Ao redor dela, outras histórias se entrelaçam, revelando dilemas morais, conflitos familiares e embates entre tradição e desejo. Tolstói constrói um painel grandioso da sociedade, mas é na intimidade dos sentimentos que o romance realmente pulsa.

Intenso, detalhista e emocionalmente arrebatador, é aquele tipo de leitura para quem gosta de mergulhar fundo em paixões que queimam devagar – perfeito para quem prefere trocar o barulho do trio elétrico por um drama amoroso que faz o coração bater mais forte.

Ensaio Sobre a Cegueira (2020), de José Saramago
Foto: divulgação/Companhia das Letras/Entretetizei

Uma inexplicável treva branca começa a se espalhar e, pouco a pouco, uma cidade inteira mergulha na cegueira. Confinados e privados das estruturas sociais que sustentavam suas rotinas, os personagens são forçados a encarar o que resta quando as convenções desmoronam. Entre violência e solidariedade, egoísmo e compaixão, emerge um retrato brutal e profundamente humano.

Mais do que uma narrativa distópica, o romance é um convite incômodo à reflexão: o que enxergamos – ou escolhemos não enxergar – no mundo ao nosso redor? Para quem busca uma leitura mais densa e provocativa neste Carnaval, daquelas que nos fazem silenciar por dentro, Saramago entrega uma experiência transformadora.

Cem Anos de Solidão (1977), de Gabriel García Márquez
Foto: divulgação/Record/Entretetizei

Na mítica Macondo, acompanhamos gerações da família Buendía em uma saga que mistura amores impossíveis, guerras, milagres e destinos que parecem se repetir como ecos no tempo. O extraordinário acontece com naturalidade: fantasmas circulam pela casa, chuvas duram anos, paixões atravessam décadas. Tudo é contado com a cadência de uma memória familiar que não distingue o real do fantástico.

É o tipo de romance que se lê como quem escuta uma história antiga ao pé do ouvido. Ideal para quem quer um Carnaval mais contemplativo, imerso em um universo próprio, em que cada página é um mergulho em fantasia, melancolia e beleza.

A Metamorfose (1997), de Franz Kafka
Foto: divulgação/Companhia das Letras/Entretetizei

Gregor Samsa acorda certa manhã e descobre que se transformou em um inseto monstruoso. O que poderia soar como puro delírio é narrado por Kafka com frieza quase burocrática, como se o absurdo fosse apenas mais um detalhe da rotina. Entre portas fechadas, silêncios constrangedores e olhares de repulsa, a história revela o peso das expectativas familiares e a fragilidade da condição humana.

Curta, inquietante e impossível de ignorar, é a leitura ideal para quem gosta de estranhamento, metáforas afiadas e histórias que fazem o leitor se perguntar: afinal, quem é o verdadeiro monstro aqui?

A Paixão Segundo G.H. (2020), de Clarice Lispector
Foto: divulgação/Rocco/Entretetizei

Tudo começa com um gesto banal: a decisão de limpar o quarto da empregada recém-demitida. O que G.H. encontra, porém, é um espaço inesperadamente organizado e, depois, uma barata. O encontro com o inseto desencadeia uma experiência limite, quase mística, que desmonta suas certezas e a empurra para fora de sua identidade social confortável.

Mais do que enredo, o romance é mergulho interior. Clarice conduz o leitor por um fluxo de pensamento intenso, filosófico e visceral, em que provar, sentir e existir se confundem. É uma leitura para quem não tem medo de se perder nas próprias reflexões – perfeita para um Carnaval mais introspectivo, daqueles em que a folia acontece por dentro.

Hamlet (2015), de William Shakespeare
Foto: divulgação/Penguin Companhia/Entretetizei

Após a morte do pai, o príncipe da Dinamarca recebe a visita de um fantasma que revela uma traição: o rei teria sido assassinado pelo próprio irmão, agora casado com a rainha. Consumido pela dúvida e pelo desejo de vingança, Hamlet simula loucura para investigar a verdade, mas a linha entre fingimento e descontrole começa a se desfazer.

Entre monólogos célebres e dilemas morais dilacerantes, a tragédia continua sendo um retrato poderoso da hesitação e da complexidade humana. E, para quem se interessou pelo universo do autor após assistir a Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025), esta é a oportunidade perfeita para mergulhar diretamente na obra que atravessou séculos e consolidou Shakespeare como um dos maiores dramaturgos da história.

O Morro dos Ventos Uivantes (2021), de Emily Brontë
Foto: divulgação/Penguin Companhia/Entretetizei

Quando Lockwood, novo inquilino da região, é surpreendido por uma tempestade e busca abrigo em uma propriedade vizinha, acaba descobrindo uma história marcada por rancor, obsessão e vingança. No centro dela estão Catherine e Heathcliff, cuja ligação atravessa amor, ódio e destruição.

Longe de qualquer idealização romântica, o livro é movido por paixões violentas e personagens moralmente ambíguos. E, em tempos de nova adaptação para o cinema – que vem dividindo opiniões justamente pelas alterações radicais no enredo original –, a leitura se torna ainda mais essencial. Para quem quer conhecer (ou revisitar) a força bruta da história como Emily Brontë a concebeu, este é o momento.

Noites Brancas (2009), de Fiódor Dostoiévski
Foto: divulgação/Editora 34/Entretetizei

Durante as luminosas noites de verão em São Petersburgo, quando o sol quase não se põe, um jovem solitário conhece uma moça à beira do rio Nievá. Em poucos encontros, nasce uma conexão delicada, feita de confidências, esperança e imaginação. Entre promessas e desencontros, a narrativa captura a intensidade dos sentimentos que cabem em apenas alguns dias.

Breve e profundamente lírico, o romance é um retrato da solidão e de um amor idealizado. Uma escolha certeira para quem quer uma leitura rápida, sensível e agridoce – perfeita para aquela pausa entre um bloco e outro, quando a cidade ainda vibra, mas o coração pede silêncio.

Foto: reprodução/Admirável Mundo Livro

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Leia também: Bloquinho dos leitores: livros perfeitos para ler no Carnaval

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Cultura asiática Notícias

Muito além do K-pop: curso revela as estratégias por trás da Onda Coreana

Formação ministrada por Mariana Pacheco analisa como a Coreia do Sul transformou cultura pop em potência de mercado

A Onda Pop Coreana deixou de ser nicho há muito tempo. Com cerca de 225 milhões de seguidores no mundo, a Hallyu se tornou um dos maiores fenômenos da indústria cultural global, projetando a Coreia do Sul como referência em entretenimento, inovação e construção de marca nacional.

Agora, esse movimento vira objeto de estudo no curso ONDA POP COREANA: DA CULTURA AO MERCADO, ministrado por Mariana Seminati Pacheco, doutora em Comunicação e Semiótica e especialista em estudos coreanos, na ESPM Tech, em São Paulo.

A proposta é ir além do consumo de idols, grupos e séries de sucesso para entender como a Coreia do Sul redesenhou sua imagem no mercado mundial. O curso analisa como o país construiu artistas que funcionam como representantes de marca, articulando indústria, fandoms e estratégias de comunicação de forma integrada.

Voltado para estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Comunicação, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Rádio e TV e Cinema, o conteúdo combina repertório histórico, análise crítica e visão de mercado. Ao longo dos encontros, os alunos vão compreender a base histórica, social e cultural que impulsionou a indústria do entretenimento sul-coreana, além de discutir branding nacional, representação racial, consumo digital e a presença asiática no mercado cultural.

ONDA POP COREANA: DA CULTURA AO MERCADO
Foto: reprodução/YG

Entre os temas das aulas estão o surgimento da Onda Pop Coreana no século XX, o papel dos grandes conglomerados empresariais, as diferentes fases da Hallyu, a expansão para o Brasil e as novas narrativas que reposicionam o país globalmente. A ideia é mostrar como um território marcado por invasões, divisão e crises econômicas se transformou em Tigre Asiático com a cultura como ativo estratégico.

Informações do curso:

Curso: ONDA POP COREANA: DA CULTURA AO MERCADO

Professora: Mariana Seminati Pacheco

Datas: 09, 16, 23 e 30 de maio e 13 de junho de 2026

Aulas aos sábados

Horário: das 13h às 16h

Modalidade online ao vivo ou presencial

Local: São Paulo, ESPM Tech

Faça sua inscrição aqui: https://www.espm.br/cursos/dynamic/onda-pop-coreana-da-cultura-ao-mercado/

 

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Vera Fischer: elegância, polêmica e poder. A trajetória de uma estrela indomável!

Ela nunca deixou de brilhar! Conheça a vida e a obra da incrível atriz Vera Fischer

Vera Fischer, atriz e modelo, é um dos ícones atemporais da televisão brasileira. Desde 1970, ela se tornou um dos maiores símbolos de beleza e sensualidade do país, mas também é reconhecida por sua força cênica e sensibilidade. A atriz completou 74 anos nesta última quinta feira e o Entretetizei preparou um especial para homenagear essa mulher que com seu talento, presença e beleza atravessa gerações.

O início 
Foto: divulgação/Acervo/Globo

Nascida em Blumenau, Santa Catarina, em uma família de classe média de origem alemã, Vera é filha de Hildegard Berndt, uma brasileira neta de alemães, e de Emil Fischer, alemão natural de Karlsruhe. Em sua autobiografia, ela classificou seu pai como um nazista convicto, agressivo, rígido, que a obrigava a ler o Mein Kampf, obra do ditador Adolf Hitler. Segundo ela, a relação entre os dois era tumultuada, marcada  por conflitos, embora ela o admirasse. “Meu pai morreu de câncer, foi duro para mim. Minha vida sempre foi muito dura, tive que encarar coisas com muita energia, muita coragem, desde a infância. Meus pais não tinham tempo para mim, tive que aprender a crescer sozinha. Não guardo mágoa, aprendi e cresci com isso”, disse ela em entrevista à revista Quem. 

Até os cinco anos, falava apenas alemão, aprendeu português na escola. Seu pai era comerciante e sua mãe era uma costureira que trabalhava em uma fábrica de tecidos. Estudou em um colégio católico, frequentava cultos luteranos aos domingos e missas na igreja católica às sextas feiras, experiência que moldou sua vida espiritual. “Comigo aconteceu uma coisa muito interessante, porque meus pais eram protestantes luteranos, mas, aos cinco anos, me colocaram numa escola de freiras católicas. Então, às sextas eu frequentava as missas católicas e, aos domingos, o culto protestante. Aprendi duas religiões e fiquei craque, tirava dez em tudo, as freiras me adoravam e eu gostava. Para mim, religião sempre foi uma matéria humana, de estudar o ser humano”, contou em entrevista ao Altas Horas, programa da TV Globo.

 Aos dezessete anos, Vera participou do concurso de modelo Miss Blumenau, do qual foi vencedora, e, em seguida, foi coroada Miss Brasil 1969, no Rio de Janeiro. Por outro lado, Fischer ainda não podia ser participante do Miss Universo, pois ainda não tinha dezoito anos. Ela mesma decidiu falsificar seus documentos para participar do concurso. “Durante muitos anos, o meu passaporte e a carteira de identidade tiveram um ano a mais. Atualizei há pouco tempo. Foi divertido!”, contou ela em entrevista à Folha de S. Paulo.

A década de 70, porém, foi bastante controversa. Vera era uma criança em um mundo de adultos em uma época onde o machismo era escancarado e sem pudores e onde as mulheres eram vistas apenas como objetos ou julgadas pela forma que se vestiam. “Comecei no início dos anos 70, quando o machismo estava gritando. Acho que, mais psicologicamente, fui abusada, e isso me doeu, me deixou muito para dentro. Eu era muito tímida e não era moda falar ou reclamar sobre isso naquela época”, refletiu a atriz.

Ela fala em diversas entrevistas que embora não tenha sofrido nenhuma violência física, levou marcas psicológicas que sofreu naqueles anos, algo que a moldou e a deixou psicologicamente abalada pelos assédios e estereótipos sofridos. Ainda assim, nunca deixou que isso determinasse sua carreira: “Não foi nada traumático fisicamente, foi mais o meu psicológico, gente dizendo que eu era uma loira burra gostosa, então podiam tudo, que eu usava minissaia, shortinho e que podiam atacar. Isso não dá o direito de passar a mão em mim. Você pode se vestir como quiser, ter a idade que tiver, dizer o que dizer. É a sua vida. Isso mexeu comigo, com a minha mente”, contou ela em entrevista ao Altas Horas da Rede Globo, refletindo sobre o machismo e o estereótipo de loira burra que rondava sua carreira na época.

Ela foi transgressora e não se deixou abater, deu a cara à tapa e continuou sua transição de carreira de modelo para atriz, o que não foi fácil mas que ela conseguiu com êxito, garra e muita força, provando que a resiliência, a vontade e o talento nos levam mais longe do que possamos imaginar. “Quando comecei no cinema e na televisão, as pessoas me cantavam mesmo. Eu sempre fui muito inteligente, graças a Deus, e tive muita criatividade para sair disso sem me mandarem embora. Porque muita atriz e ator cedeu a isso naquela época por ter medo da demissão”, contou ela sobre seu início na televisão.

Seus primeiros trabalhos como atriz foram no cinema, na época de ouro da pornochanchada. Essas obras a moldaram como atriz e reverberaram como grandes clássicos nacionais, destacando sua beleza e talento. “Me sinto privilegiada, porque o cinema novo, o da Atlântida e a pornochanchada são movimentos de cinema brasileiro, então me sinto orgulhosa”, contou ela em entrevista ao Gshow.

Nas telinhas da tv, estreou na telenovela Espelho Mágico (1977), interpretando Diana e Débora. Não foi fácil, a atriz enfrentou preconceito por vir das pornochanchadas e de concursos de beleza. Mesmo assim, consolidou-se rapidamente. “Eu ganhava bem, me impunha. Quando protagonista, eu ia conversar com o cara do dinheiro. Graças a Deus, minha família sempre foi muito forte, muito severa e humana. Então isso me deu um norte, fez com que eu me tornasse uma pessoa, aos poucos, mais compreensiva, corajosa e forte”, contou ela em entrevista ao Altas Horas da Rede Globo.

Carreira  consolidada
Foto: reprodução/Nelson Di Rago/Globo

Nos dois anos seguintes, deu vida às personagens Sula Montenegro e Helena Porto em Sinal de Alerta (1978) e Os Gigantes (1979). Em 1980, foi Vivian Ribas em Coração Alado. No ano seguinte, fez uma participação especial na série Obrigado, Doutor. Mas foi como Luiza, em Brilhante (1981), que recebeu sua primeira indicação no Troféu Imprensa e parou o país com sua elegância, seus lenços no pescoço, seus olhos verdes e beleza marcante. A ideia dos lenços veio como uma solução da figurinista Marília Carneiro para disfarçar o cabelo curto da atriz, que não agradava o público e que foi palco de polêmica, pois Tom Jobim escreveu uma música para a personagem enfatizando seus longos cabelos e ela apareceu com eles curtos. “Foi uma febre, todas as pessoas quiseram usar esse lencinho”, contou a figurinista ao Memória Globo.

Em 1987, interpretou Jocasta na polêmica Mandala, de Dias Gomes, personagem que marcou a década. A trama tinha a tragédia grega Édipo Rei como ponto de partida e explorava vários tabus como bissexualidade, misticismo, incesto e vicio em drogas. A novela ficou marcada também pelo início do conturbado romance entre Vera e Felipe Camargo. Os dois se conheceram nas gravações da trama e a paixão foi avassaladora, ganhando as manchetes com repercussão nacional dos jornais e revistas da época. O casamento ocorreu em 1988 e foi conturbado e polêmico até a separação ocorrida em 1994. Na época, ambos atuavam em Pátria Minha (1994), Vera vivia a protagonista Lídia Laport na trama e chegou a ser afastada duas vezes devido a constantes atrasos e outros motivos relacionados a comportamento, além das brigas constantes entre ela e Felipe, que resultaram inclusive em um antebraço quebrado. Ambos os personagens acabaram morrendo na história. Recheada de polêmicas, Mandala nunca foi reprisada pela Globo e não tem previsão de entrada no Globoplay.

Em 1990, deu vida a Eduarda na minissérie Riacho Doce e logo em seguida encarnou Anna de Assis em Desejo (1990). Em 1992, viveu Cidinha em Perigosas Peruas. Entre 1993 e 1996, interpretou Alice na minissérie Agosto (1991), Lídia Laport em Pátria Minha (1994) e Nena Mezenga em O Rei do Gado (1996). Encerrando a década, esteve no programa Você Decide (1997), em Pecado Capital (1998) como Laura e em O Belo e as Feras (1999) no episódio Casa de Malandro, Espeto de Chifre.

Foto: reprodução/Roberto Steinberger/Globo

Ela já começou a década de 2000 com tudo! Interpretando Helena em Laços de Família, um dos seus papéis mais emblemáticos e lembrados pelo público brasileiro, Vera fez história.  Helena é uma mulher firme, amorosa, doce, capaz de abdicar do amor de sua vida pela sua filha, Camila (Carolina Dieckmann). A história é repleta de sacrifícios, dilemas morais e revelações dolorosas. “Helena não se importava com o preconceito de nada, é culta, viajada, livre, bonita. O que mais posso querer em uma personagem. Foi a grande glória da minha vida”, lembrou em entrevista ao documentário O Leblon de Manoel Carlos. Por esse papel, ela venceu o prêmio Melhores do Ano de 2000, na categoria Melhor Atriz de Novela. No ano seguinte, brilhou como Yvete no hit global O Clone (2001), papel que lhe rendeu mais uma indicação no Troféu Imprensa. Em 2003, foi Antônia em Agora É que São Elas e, em seguida, viveu Vera Robinson em Senhora do Destino (2004) e Úrsula em América (2005).

Em 2007, participou de Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, como Lola. Em 2008, atuou como a fotógrafa Dolores em Duas Caras e logo em seguida, fez uma participação como Vera em Casos e Acasos. Em 2009, foi Chiara em Caminhos das Índias e fez uma participação como Celeste na série Afinal, O que Querem as Mulheres (2010).

Em 2011, deu vida a Catarina Diniz em Insensato Coração e, em 2012, foi Irina em Salve Jorge. Voltou à televisão em 2018 como Ana Tanquerey em Malhação Vidas Brasileiras, como Haydée em Assédio e em Espelho da Vida, sua ultima novela, viveu Maria do Carmo e Gertrudes, a novela foi exibida até 2019.

Cinema
Foto: divulgação/Acervo/Globo

No cinema, estreou em 1972 como Ângela em Sinal Vermelho – As Fêmeas. No ano seguinte participou de três filmes: A Super Fêmea como Eva, Laura em Anjo Loiro (1973) e Fernanda em As Delícias da Vida (1973). Em 1974, interpretou Lígia em Essa Gostosa Brincadeira a Dois e Juliana na comédia Macho e Fêmea. Seu primeiro papel de destaque no cinema foi em 1976 no filme Intimidade, com a sua personagem Tânia Velasco, que roubou a cena com profundidade em dilemas emocionais, revelando uma atuação potente de Vera, que passou a ser enxergada além de sua beleza. A produção lhe rendeu um prêmio de melhor atriz no Troféu APCA. “Eu tinha muitas dúvidas em relação a ser atriz. Só depois dos 25 anos, que fiz Intimidade e que ganhei alguns prêmios, que tive noção de agora, sim, podia dizer: eu sou uma atriz”, disse a atriz em entrevista no Festival de Gramado de 2024.

Cinco anos depois, foi Judite em Perdoe-me por Me Traíres (1980). Em 1981, esteve em dois longas: viveu Ritinha em Bonitinha, mas Ordinária e Barbára Bergman em Eu te Amo. No filme ousado e controverso Amor Estranho Amor (1982), interpretou a prostituta Anna, papel que lhe garantiu prêmios de melhor atriz no Prêmio Air France e no Festival de Cinema de Brasília. Naquele mesmo período, foi a protagonista de Dora Doralina (1982). Dois anos depois, participou de dois longas: Anna em Amor Voraz (1984) e Ana de Ferro em Quilombo (1984). Vera encerrou a década de 1980 como Letícia de Doida Demais (1987). Em 1990, foi Sra Watts em O Quinto Marcado e Cristina em Forever. Em 1993, participou do filme Fala Baixo, Senão Eu Grito e em 1997 foi Neusa Sueli em Navalha na Carne. Em 2002, foi a Rainha Dara em Xuxa e os Duendes 2: No Caminho das Fadas, retornando para o cinema somente em 2019 como Gilda em Quase Alguém.

Consagrada profissionalmente e pessoalmente
Foto: divulgação/Acervo/Globo

No teatro, Vera fez diversas produções ao longo das décadas de 80, 90 e 2000, incluindo Negócios de Estado, Macbeth, Desejo, A Primeira Noite de um Homem e Porcelana Fria. Em 2022, celebrou seus 55 anos de carreira nos palcos, lugar sagrado e de ofício onde se encontra, se derrama e deleita. “Eu comecei pelo cinema, fiz televisão e vim para o teatro. Geralmente, a ordem é teatro, cinema e TV. Gosto do jeito como conduzi minha vida profissional. Teve um período em que fiquei um pouco parada na TV por causa da idade, mas logo engrenei no teatro e não parei mais. As pessoas adoram me ver ao vivo, pertinho. E teatro você pode fazer com qualquer idade e sempre”, completou.

Foto: reprodução/Instagram @verafischer

Atualmente, ela brilha em cena com potência, luxo e elegância com sua peça O Casal Mais Sexy do Planeta que roda o Brasil em turnê. Peça escrita originalmente pelo norte americano Ken Levine, conta a história do reencontro de um casal de atores veteranos de Hollywood: Susan, vivida por Vera e Robert (Leonardo Franco), que se reconectam a partir do velório de um amigo em comum. O texto ganhou versão brasileira e direção de Tadeu Aguiar e está imperdível, com Vera mostrando mais uma vez  porque é  patrimônio da dramaturgia brasileira. Em entrevista ao site Heloísa Tolipan, a atriz destacou a prática da solitude, que ama ficar em paz consigo mesma e que isso é essencial para a sua vida. “Minha vida mudou muito. Eu era de festas, bares, boates, jantares. Hoje, moro em um apartamento menor, com meus gatinhos. Tenho poucos amigos e adoro ficar sozinha. Não é solidão, é solitude. Eu faço tudo no meu tempo, do meu jeito”, contou ela. Vera está solteira e afirma estar em seu melhor momento de vida pessoal, sexual e profissional: “paquero de vez em quando mas estar sozinha é melhor. Existe a masturbação que é saudável, estou em paz, cada idade tem sua beleza”, afirma ela destacando estar mais conectada consigo mesma e com seu prazer, provando que as mulheres podem ser livres, donas de si e que o amadurecer está cada vez mais bonito. “A maturidade traz leveza, você se livra do que não precisava”, concluiu Vera em entrevista ao Correio Braziliense

Vera é uma atriz fantástica, uma jóia rara, uma leveza, uma beleza que não se apaga com o tempo, um raio de sol que ilumina a todos, um verdadeiro diamante lapidado com um brilho único e inesquecível e que merece ser lembrada, amada e adorada com todas as homenagens possíveis. Sua arte sempre permanecerá viva e pulsante. Viva Vera!

 

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Com Vera Fischer, espetáculo O Casal Mais Sexy da América desembarca em São Paulo

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Cultura Latina Música

Bad Bunny: Qual é o ‘sermão’ que o cantor dá no Super Bowl?

Astro do reggaeton, e agora pop, fez uma dos shows mais marcantes e polêmicos da NFL

Agora, mais do que nunca, todos os olhos estão voltados para ele: Benito Antonio Martínez Ocasio, Bad Bunny. Fazendo história para a cultura latina, foi o primeiro cantor a se apresentar no Super Bowl cantando majoritariamente em espanhol.

Muito mais que um show memorável, o porto-riquenho deu um “sermão” ao vivo no maior evento de audiência da televisão internacional, no último domingo (8).

Como Bad Bunny vai ser o rei do pop com reggaeton e dembow?”. Esse é um dos versos de NUEVAYoL, parte do disco DeBÍ TiRAR MáS FOToS. A indagação da faixa, lançada no dia 5 de janeiro de 2025, parecia prever o que aconteceria um ano depois.

Para aqueles que não achavam suficiente ele ser o artista mais ouvido do globo por quatro anos seguidos, Bad Bunny mostrou, ao vivo e a cores, e fez muitos entenderem e engolirem o porquê de ser um fenômeno mundial.

Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny fez história para a comunidade latina no Super Bowl (Edwin Rodriguez/divulgação)

Em um espetáculo cinematográfico de 13 minutos, o cantor mostrou, em diversos atos, o quanto a América Latina é rica não somente em belas paisagens naturais, mas também cultural e musicalmente.

Era impossível não se identificar como latino-brasileiro ao ver as meninas fazendo a unha ou trança, a criança dormindo na festa, as barraquinhas de coco e bebidas ou até a banca que vende ouro e prata.

Benito, mais uma vez, fez história com uma apresentação carregada não só de grandes sucessos, mas de simbolismo, identidade e reafirmação da potência latino-americana. Deixou claro que seus compatriotas e hermanos vizinhos são grandiosos e não precisam – nem devem – ter um sentimento de viralatismo ou dependência dos países do hemisfério norte.

Mas o recado mais importante, com a vitória no Grammy aliada ao Super Bowl, é que não dá mais para ignorar a potência dos gêneros latinos, sejam cantados em espanhol ou em português. A América Latina é um dos mercados mais rentáveis para a indústria fonográfica, visto que a música está no nosso DNA.

Ele poderia ser o mais afrontoso possível, vide a atual postura política dos Estados Unidos em relação aos outros países da América. Mas preferiu usar o amor para combater o ódio.

Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl
Bad Bunny e Lady Gaga no Super Bowl (Edwin Rodriguez/Divulgação)

Ainda fazendo referência à própria discografia, como ele mesmo diz no álbum Nadie Sabe Lo Que Va a Pasar Mañana: “Ahora no estoy en mi peak, estoy en mi prime” (“Agora não estou no meu auge, estou no meu modo prime”).

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Leia também: Female rage: livros para abraçar a fúria feminina

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Cultura turca Notícias Séries

Notícias da semana no mundo turco – 9/2 a 14/2

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana 

Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima e Gisélia Oliveira

Novo personagem na dizi Abi

A.B.İ. (Aile Bir İmtihandır. Tradução livre: A família é um teste), protagonizada por Kenan İmirzalıoğlu e Afra Saraçoğlu, continua dominando as noites de terça-feira, e a produção da OGM Pictures vai agitar ainda mais a trama com a chegada de um novo personagem chamado Şimşek. Behram (Diren Polatoğulları) conhece o misterioso personagem do passado e a tensão na história promete aumentar a partir do 8º episódio, embora o intérprete de Şimşek ainda não tenha sido revelado.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Antes de Şimşek, veremos sua versão jovem, que será interpretada por Halil İbrahim Kaçmaz. Com experiência no Diyarbakır Devlet Tiyatrosu e participação recente na série İmam Gazali da TRT, Kaçmaz já gera curiosidade entre os fãs sobre como dará vida ao novo personagem.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Simay Barlas é a parceira de Bilal Yiğit Koçak em nova dizi

A série İstanbul Hatırası (tradução livre: Memórias de Istambul), baseada nos populares livros policiais de Ahmet Ümit, está em preparação para a Netflix Turquia. A direção e produção ficam por conta do experiente Abdullah Oğuz e a primeira temporada terá 8 episódios. O veterano Nejat İşler dará vida ao icônico Nevzat Komser, enquanto o jovem Bilal Yiğit Koçak interpretará o comissário Ali.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

A parceira de Ali, Zeynep, será interpretada pela estrela Simay Barlas, escolhida após um processo cuidadoso de seleção. A trama promete começar com um caso fora do comum: um corpo encontrado com uma antiga moeda na mão coloca o comissário Nevzat em ação, gerando expectativa entre os fãs desde já.

Rüya Gibi: Celil Nalçakan se despede e Kerem Can entra no elenco + futuro da dizi

A dizi Rüya Gibi (tradução livre: Como um Sonho), que tem 13 episódios garantidos nesta temporada, traz mudanças importantes no elenco. O ator Celil Nalçakan, que interpreta o cabeleireiro Tarık, se despede da trama no episódio 10, após uma emocionante cena com sua filha Çiğdem (Ahsen Eroğlu). O momento da despedida reforça o drama da personagem e promete comover os fãs.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Dizilah

Ao mesmo tempo, Kerem Can se junta à série como Eralp, irmão de Aydan, trazendo novos mistérios e reviravoltas. Eralp passou 20 anos na prisão e chega com um grande segredo que promete agitar a história. Os índices de audiência do episódio 10 serão decisivos para o futuro da série e possíveis mudanças na produção.

Nova dizi pode reunir Kıvanç Tatlıtuğ e Pınar Deniz

O ator Kıvanç Tatlıtuğ se prepara para a nova dizi, intitulada Dönence (tradução livre: Círculo), produzida pela Bozdağ Film para a Disney Plus Turquia. Ele dará vida ao agente Ali, enquanto Pınar Deniz está em fase de assinatura para interpretar sua parceira Yasemin. A expectativa cresce entre os fãs, que já aguardam o reencontro dos atores com a premiada diretora Hilal Saral, responsável por sucessos como Aşkın Kıyameti, Kurt Seyit ve Şura, Kuzey Güney e Aşk-ı Memnu.

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Foto: reprodução/Dizilah

O projeto só pôde avançar após o adiamento da dizi Ömür Usta para a temporada de setembro, também dirigida por Hilal Saral. Com isso, Tatlıtuğ e Pınar Deniz se encontrarão na dizi, reunindo ambos com a premiada diretora e prometendo química e emoção para a trama de 8 episódios de Dönence.

Novo filme de Serenay Sarıkaya

A atriz Serenay Sarıkaya, que em 2026 também terá a 3ª temporada da dizi Kimler Geldi Kimler Geçti (Próximo!) na Netflix, anunciou seu próximo projeto cinematográfico: o filme independente Sevdiğim İnsanlar (tradução livre: As Pessoas Que Amo). A artista se mostrou muito animada com o novo trabalho, que promete explorar uma história intensa ambientada em uma pequena cidade.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

O filme será dirigido por Doğuş Algün, conhecido pelo longa Ölü Mevsim (tradução livre: Estação da Morte). Serenay e o diretor se  conheceram no Festival de Cinema de Adana (Altın Koza), onde o mesmo recebeu diversos prêmios por seu trabalho. Após as filmagens, Sevdiğim İnsanlar seguirá para o circuito de festivais, marcando o início da trajetória do longa no cinema.

Novidades e novos atores na dizi Delikanlı

A nova dizi Delikanlı (tradução livre: O Valente), produção da OGM Pictures que ainda negocia canal de exibição, segue acelerando seus preparativos e anunciando um elenco de destaque. Dirigida por Zeynep Günay e Recai Karagöz, a trama terá como eixo central uma intensa história de vingança. Mert Ramazan Demir interpretará Yusuf, enquanto Salih Bademci dará vida a Pars e Mina Demirtaş será Dila. A protagonista feminina, Hazan, será interpretada por Melis Sezen, formando o par romântico de Yusuf e ocupando posição-chave na narrativa.

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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
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Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Entre os novos nomes confirmados, estão Erdem Adilce como Remzi, primo ambicioso de Yusuf; Velatnu Aydın no papel de Murat, irmão impulsivo do protagonista; e Zehra Barto como Elmas, irmã de Yusuf. Com um elenco forte, Delikanlı mistura romance, conflitos familiares e vingança, prometendo conquistar o público.

O que mais aconteceu essa semana:

Sahipsizler será encerrada no episódio 51: apesar de registrar boa audiência ao longo de duas temporadas e manter um público fiel na Star TV, a série Sahipsizler (tradução livre: Os Desamparados), da OGM Pictures, e protagonizada por Hazal Subaşı e Kaan Mirac Sezen, chegará ao fim no episódio 51. Mesmo com reforços no elenco e a continuidade da trama, os elevados custos por capítulo vinham superando o retorno financeiro, levando a produção a optar pelo encerramento antecipado. Com o 48º episódio exibido recentemente, restam apenas três capítulos para a despedida oficial da história.

Novos atores em Sahtekârlar: a dizi Sahtekârlar (tardução livre: Os Golpistas), que reúne Burak Deniz e Hilal Altınbilek nos papéis principais e vai ao ar aos domingos no NOW, acaba de receber dois novos nomes no elenco. O ator Enes Bay, conhecido por Yalı Çapkını e Rüya Gibi, interpretará Ahmet, cujo caminho se cruza com Asya (Hilal Altınbilek) e Ertan (Burak Deniz) enquanto tentam desvendar uma rede de golpes. Já Şeyma Gökçe Cengiz aparecerá a partir do 18º episódio como Şerife, uma mulher com passado na prisão e várias cirurgias estéticas para se parecer com Asya, além de ser parceira de İbrahim (Yiğit Kirazcı) na trama.

Dizi Avlu ainda não foi vendida a nenhum canal: a dizi Avlu (tradução livre: Prisão de Mulheres), que teve teaser lançado pela Limon Film em 12 de abril com a promessa de “o retorno de uma série lendária”, ainda não foi oficialmente vendida a nenhum canal. Apesar de acordos prévios com atores como Ceren Moray, Nergis Öztürk, Su Burcu Yazgı Coşkun, Esra Dermancıoğlu, Ümmü Putgül, Ayça Damgacı e Alican Yücesoy, e do envio do roteiro para a veterana Vahide Perçin, a assinatura com a Show TV não foi concluída após mudanças na emissora. Com isso, o projeto foi colocado em espera e os atores começaram a avaliar outros trabalhos, repetindo o que aconteceu com a dizi Kızgın Topraklar (tradução livre: Terras Férteis), que também não foi ao ar por falta de canal.

Hatice Deniz e Erol Babaoğlu no elenco de Eşref Rüya: a dizi Eşref Rüya (tradução livre: O Sonho de Eşref), que reúne Çağatay Ulusoy e Demet Özdemir nos papéis principais e vai ao ar às quartas-feiras na Kanal D, recebe a jovem atriz Hatice Deniz como convidada especial. Ela interpretará Melek, personagem que terá seu caminho cruzado com Eşref e Nisan na nova temporada, prometendo trazer novidades e dinamismo à trama da TimsBi. Erol Babaoğlu também se juntará ao elenco com um personagem surpresa.

Estreia da dizi Aynı Yağmur Altında: a nova dizi Aynı Yağmur Altında (tradução livre: Debaixo da Mesma Chuva), estrelada por Nilsu Berfin Aktaş e Burak Tozkoparan e um elenco forte que inclui Hülya Avşar, Fikret Kuşkan, Deniz Uğur, Levent Ülgen, Erkan Can, Mine Çayıroğlu, Taro Emir Tekin e Bahar Şahin, estreou na segunda‑feira, 9 de fevereiro, na ATV e entrou no ranking de audiência com: 3,12 de rating no Total, 2,24 no AB e 2,88 no ABC1 na sua primeira exibição, ficando entre os 10 primeiros nas categorias AB e ABC1. 

Ecem Sena Bayır será Meliha em Canvermezler: A atriz Ecem Sena Bayır foi confirmada como protagonista feminina da série Canvermezler (tradução livre: Os que Não se Rendem), nova produção do TRT tabii assinada pela Akli Film e Adenz Yapım, ambientada na Istambul dos anos 1930 e dirigida por Murat Zaloğlu. Após o anúncio de Burak Dakak como o protagonista Ali Nail, um respeitado comerciante, havia expectativa sobre quem interpretaria Meliha, papel que agora ficará com Bayır. Na trama, enquanto Ali Nail se prepara para se casar com sua noiva Seyyan (Lidya Atlik), uma carta inesperada enviada por Meliha ressurge do passado e muda completamente o rumo de seus planos.

Dizi Ömür Usta é adiada para próxima temporada: a dizi Ömür Usta (tradução livre: Chefe Ömür), que estava programada para ir ao ar no canal NOW nesta temporada, foi adiada para a próxima temporada, que começa em setembro de 2026, devido à queda na receita publicitária. Dirigida por Hilal Saral e com elenco formado por Nurgül Yeşilçay, Gonca Vuslateri, Cemre Arda, Pınar Çağlar Gençtürk e Gülçin Kültür, a produção da Ay Yapım conta a história dramática de Ömür Usta e sua família que vivem em um bairro pobre. A decisão, tomada no fim de janeiro, foi comunicada aos atores.

Estreia da dizi Sevdiğim Sensin: a segunda dizi a estrear nesta semana, Sevdiğim Sensin (tradução livre: Você É Quem Eu Amo), marcou ótimos índices em seu primeiro capítulo. Com Aytaç Şaşmaz (Erkan) e Helin Kandemir (Dicle) nos papéis principais, a produção da Ay Yapım para o canal Star TV, ainda tem no elenco Hüseyin Avni Danyal, Umutcan Ütebay, Özlem Conker, Yılmaz Kunt, Barış Baktaş, Cihat Süvarioğlu, Elçin Zehra İrem, Deniz Işın, Deniz Karaoğlu e Nihan Büyükağaç. Apresentando uma trama dramática e emocionante, a audiência marcou segundo lugar em todas as categorias (6,24 de rating no Total, 4,63 no AB e 5,84 no ABC1).

TV Globo pode exibir novelas turcas em breve: alguns rumores apontam que a emissora tem planos de testar novelas turcas na faixa da tarde. Com o sucesso das produções turcas no streaming Globoplay, como Leyla: Sombras do Passado (Leyla: Hayat… Aşk… Adalet…, 2024) e Armadilha do Amor (Afili Aşk, 2019), que estão entre as mais vistas da plataforma, superando novelas atuais da própria Globo, caso se concretize, será algo pioneiro na grade da emissora.

Noite de estreia da dizi O Museu da Inocência: protagonizada por Selahattin Paşalı e Eylül Lize Kandemir, a nova dizi da Netflix, O Museu da Inocência (Masumiyet Müzesi, 2025), teve um evento para marcar sua estreia na Turquia. A noite de gala contou com a presença dos atores e da equipe. A produção da Ay Yapım, inspirada na obra homônima do escritor turco Orhan Pamuk, já está disponível no streaming com nove episódios, inclusive no Brasil.

İnci Taneleri chega ao fim no episódio 51: a dizi İnci Taneleri (tradução livre: Grãos de Pérola), criada e protagonizada por Yılmaz Erdoğan, se despede do público após dois anos de grande sucesso. Marcando seu aguardado retorno à televisão, o artista conquistou audiência e crítica com a história de Azem e Dilber, personagens que viraram fenômeno antes mesmo da estreia. Em decisão conjunta entre o canal e a produtora, a trama será encerrada no episódio 51, colocando ponto final em uma jornada que marcou a indústria televisiva turca com seus diálogos impactantes, trilha sonora forte e direção elogiada. Hazar Ergüçlü, Selma Ergeç e Kubilay Aka também estão no elenco.

Rapidinhas:

– A terceira temporada de O Canto do Pássaro (Yalı Çapkanı, 2022) já está disponível no Brasil, no streaming HBO Max;

– O ator turco, Tansu Biçer, que interpreta o personagem Vezir na dizi Veliaht (tradução livre: O Herdeiro, 2025), foi indicado ao Urso de Prata de Melhor Ator no Festival de Cinema de Berlim por seu papel no filme Sarı Zarflar (tradução livre: Envelopes Amarelos);

– O filme Olay Para (tradução livre: Dinheiro do Evento), estrelado por Kadir Polatcı e Kıvanç Baran Arslan, foi lançado nesta sexta-feira (13) na Turquia;

– As gravações do filme Deccal 3 (tradução livre: Anticristo), produzido pela Kirpi Medya, com direção de Özgür Bakar começaram. O elenco conta com İlayda Mine Çopur, Birhan Tut, Buket Dereoğlu e mais atores.

 

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Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 2/2 a 7/2

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Com lançamento marcado para o dia 26 de março, o filme aborda os bastidores do julgamento que selou o destino dos principais líderes nazistas após a Segunda Grande Guerra

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Cinema Notícias

Em Nuremberg, Rami Malek e Russell Crowe protagonizam um jogo de gato e rato

Com lançamento marcado para o dia 26 de março, o filme aborda os bastidores do julgamento que selou o destino dos principais líderes nazistas após a Segunda Grande Guerra

São Paulo, 12 de fevereiro de 2026. O Tribunal de Nuremberg é considerado um dos marcos mais importantes do direito internacional. Conhecido por definir o destino de diversos líderes nazistas após a Segunda Guerra Mundial, muitos desconhecem o desafio enfrentado para sustentar a tese de que os réus eram mentalmente aptos e não estavam corrompidos por uma ideologia eugenista, o argumento central utilizado pelos acusados na tentativa de afastar a responsabilidade pelos crimes cometidos.

Segunda Guerra
Foto: divulgação/Sony Pictures 

É neste contexto que Rami Malek e Russell Crowe estabelecem um jogo de gato e rato, no qual a confiança e a inteligência são postos à prova até o limite. O longa dirigido por James Vanderbilt, chega aos cinemas em 26 de março, com distribuição da Diamond Films.

Imediatamente após a Segunda Grande Guerra, o psiquiatra do Exército dos EUA, tenente-coronel Douglas Kelley (Rami Malek), recebe a missão extraordinária de avaliar o estado mental de Hermann Göring (Russell Crowe), um ex-general nazista e braço direito de Hitler, além de outros altos oficiais alemães. O que hoje parece ser muito simples, era extremamente complicado nos anos 1940.

Além de ter que provar que tanto Göring quanto os outros nazistas não estavam apenas seguindo ordens ou tinham sido corrompidos por uma ideologia, a acusação enfrentava desafios jurídicos, éticos e logísticos significativos em sua busca por justiça. A ideia de um tribunal penal internacional ainda não existia; não havia um modelo para julgar um regime por crimes contra a paz, agressão e conspiração. Era uma situação inédita na história.

Julgamento
Foto: divulgação/Sony Pictures 

A abordagem de Kelley combinava entrevistas psiquiátricas, testes de personalidade e observação direta dos prisioneiros. Ele questionava detalhadamente os réus para avaliar se compreendiam as acusações, como reagiam emocionalmente aos próprios atos e se estavam aptos a participar do julgamento. É justamente nessa dinâmica entre médico e paciente que Nuremberg se sobressai. Rami Malek e Russell Crowe entregam cenas de tirar o fôlego a cada encontro entre Kelley e Göring, conduzindo o espectador ao dilema enfrentado pelo psiquiatra, uma missão cujo desfecho poderia influenciar os rumos do mundo no tribunal mais emblemático da história.

Baseado no livro O Nazista e o Psiquiatra, de Jack El-Hai, Nuremberg é um intenso jogo de dominância, inteligência e confiança, protagonizado por dois vencedores do Oscar e dirigido por James Vanderbilt (Conspiração e Poder, 2015). Além de Malek e Crowe, o elenco deste filme também conta com Michael Shannon (The Flash, 2023), Leo Woodall (Bridget Jones: Louca pelo Garoto, 2025), Richard E. Grant (Saltburn, 2023), Colin Hanks (Anônimo 2, 2025) e John Slattery (Vingadores: Ultimato, 2019).

Nuremberg estreia nacionalmente em 26 de fevereiro, com distribuição da Diamond Films.

 

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Leia também: Confira as principais estreias do streaming em fevereiro 

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Notícias Séries

Carnaval no Universo Marvel: streaming reúne blocos de filmes e séries para maratonar no feriado

De equipes poderosas a heróis improváveis, seleção temática transforma o descanso de Carnaval em uma verdadeira folia de superprodução

Durante o feriado, a Disney+ preparou uma programação especial com filmes e séries da Marvel organizados em blocos temáticos, perfeitos para maratonar entre um descanso e outro da folia. Inspirada na energia carnavalesca (com fantasias, união, rivalidades e muita intensidade), a seleção reúne produções clássicas e recentes disponíveis na plataforma.

Imagem: divulgação/Disney+

União faz a força

Abrindo o desfile, o bloco celebra as grandes equipes de super-heróis. O destaque é Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025), que apresenta a icônica família formada por Senhor Fantástico (Pedro Pascal), Mulher Invisível (Vanessa Kirby), Tocha Humana (Joseph Quinn) e Coisa (Ebon Moss-Bachrach) enfrentando Galactus (Ralph Ineson) e a Surfista Prateada (Julia Garner). Outro grande representante é Vingadores: Ultimato (2019), marco do cinema de super-heróis que reúne personagens de diferentes franquias para derrotar Thanos (Josh Brolin) e reverter o estalo que devastou o universo. Um verdadeiro desfile de estrelas e emoções.

Imagem: divulgação/Disney+

Bloco do Cada um Por Si

Nem toda agremiação é harmoniosa. Capitão América: Guerra Civil (2016) mostra os Vingadores divididos em dois grupos, liderados por Capitão América (Chris Evans) e Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), explorando conflitos ideológicos e pessoais que abalam a equipe. Já Thunderbolts* (2025) aposta em uma formação improvável, com personagens como Yelena Belova (Florence Pugh), John Walker (Wyatt Russell) e Fantasma (Hannah John-Kamen). Unidos por circunstâncias extremas, eles enfrentam desconfiança e rivalidades que tornam o bloco ainda mais imprevisível.

Imagem: divulgação/Disney+

Mocidade Mutante

Como toda grande festa, o Carnaval também tem suas escolas de samba e, no Universo Marvel, a maior delas é a Escola Xavier para Jovens Superdotados. A clássica trilogia iniciada por X-Men: O Filme (2000) consolidou os mutantes nas telonas, seguida por X-Men 2 (2003) e X-Men: O Confronto Final (2006). A nova geração também tem seu destaque com X-Men ’97 (2024), série animada que revisita a equipe sob a liderança de Magneto, combinando nostalgia, figurinos coloridos e conflitos políticos que dialogam com temas contemporâneos.

Imagem: divulgação/Disney+

Herói por Acidente

Nem todo herói escolhe o manto. Em Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (2021), Simu Liu vive um jovem que precisa confrontar o passado e o próprio pai para assumir seu destino. Já Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (2022) acompanha Shuri (Letitia Wright) lidando com o luto pela morte de T’Challa e assumindo o papel de liderança em meio a uma ameaça internacional liderada por Namor (Tenoch Huerta). A produção também funciona como homenagem ao legado de Chadwick Boseman (1976-2020).

Imagem: divulgação/Disney+

Unidos do Multiverso

O desfile mais ousado é o do multiverso. WandaVision (2021) abriu caminho ao explorar uma realidade alternativa inspirada por sitcoms clássicas. A história se conecta diretamente com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura (2022), que expande o conceito de universos paralelos em uma jornada repleta de fantasia e terror místico. Encerrando o bloco, Loki (2021 a 2023) acompanha o Deus da Trapaça (Tom Hiddleston) após alterar a linha do tempo e ser capturado pela Autoridade de Variância Temporal (AVT).

Imagem: divulgação/Disney+

As produções reúnem alguns dos principais nomes de Hollywood e a maioria dos títulos integra o Universo Cinematográfico Marvel (MCU), produzido pelo Marvel Studios, conhecido por interligar narrativas entre cinema e televisão. Entre as curiosidades, Vingadores: Ultimato se tornou uma das maiores bilheterias da história do cinema, enquanto WandaVision marcou a primeira série do estúdio produzida diretamente para o streaming, inaugurando uma nova fase de narrativas seriadas interconectadas. No fim das contas, seja na avenida ou no sofá, a palavra de ordem é a mesma: energia, fantasia e muita emoção.

 

E aí, qual bloco vai comandar a sua maratona neste Carnaval? Escolha seu favorito, prepare a pipoca e entre nessa folia de heróis! Para mais notícias sobre o mundo do entretenimento, siga a Entretê nas redes sociais: Facebook, Instagram e X

Leia também: Confira as principais estreias do streaming em fevereiro 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Música Notícias

Meghan Trainor lança novo single e anuncia álbum Toy With Me

A faixa Get In Girl antecipa o sétimo disco de estúdio da cantora, que chega às plataformas digitais em abril

Nesta sexta-feira (13), Meghan Trainor lançou a música Get In Girl, já disponível em todas as plataformas digitais. A canção é um single de seu sétimo álbum, intitulado Toy With Me, com previsão de lançamento para o dia 24 de abril.

Capa do álbum Toy With Me, de Meghan Trainor
Foto: divulgação/Sony Music

Com foco na autoestima, a composição é um hino para aqueles que vivenciaram relacionamentos desgastantes. Segundo a artista, a música foi pensada como um lembrete sobre a importância de reconhecer o próprio valor em meio às frustrações amorosas. O lançamento ocorre próximo ao Galentine’s Day, data que celebra as amizades femininas

Get In Girl é a segunda faixa revelada do projeto. No final do ano passado, Meghan já havia apresentado Still Don’t Care, com uma temática sobre desapegar dos julgamentos externos e celebrar sua essência. A música também ganhou um clipe, no qual a cantora aparece dançando por vários pontos turísticos de Los Angeles.

Além disso, Meghan também anunciou a The Get In Girl Tour, produzida pela Live Nation. A turnê, que contará com a abertura da dupla Icona Pop, terá início em junho de 2026 e inclui apresentações em arenas norte-americanas. As informações sobre a venda de ingressos já estão disponíveis no site oficial da cantora.

Já ouviu a nova música de Meghan Trainor? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Você não precisa do pacote VIP nem do lightstick novo pra viver o show dos seus sonhos

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Livros Notícias

Bloquinho dos leitores: livros perfeitos para ler no Carnaval

7 leituras para quem pretende embarcar na folia literária com boas histórias

O Carnaval não é feito só de bloquinhos, glitter e marchinhas. Para quem prefere fugir da multidão entre um descanso e outro – ou simplesmente equilibrar a folia com bons momentos de pausa –, a leitura também pode entrar na programação. Pensando nisso, o Clube do Livro do Entretê reuniu livros perfeitos para o feriado: histórias acolhedoras, romances envolventes e narrativas cheias de magia, paixão e recomeços. Do conforto de um café encantado às viagens no tempo, passando por mitologia, fantasia, amores improváveis e dark romance, estas leituras formam o bloquinho ideal para quem vai curtir o Carnaval com um livro na mão.

Foto: reprodução/Instagram @jurietjens

Um Café e um Feitiço para Viagem (2024), de Nadia El-Fassi

Foto: divulgação/Editora Verus/Entretetizei

Este livro é altamente recomendado para quem acredita que histórias aconchegantes também podem ter um toque de magia e um pouco de caos amoroso. Dina Whitlock é uma bruxa natural que comanda um café em Londres e prepara doces encantados, mas carrega uma maldição: toda pessoa que se apaixona por ela acaba mergulhando em uma maré de azar. Quando Scott Mason surge em sua vida, a química é imediata – e o risco também. Entre encontros intensos e uma decisão impossível, Dina precisa escolher entre se proteger ou arriscar o coração. Perfeito para fãs de A Sociedade Supersecreta de Bruxas Rebeldes (2023), de Sangu Mandanna.

A Misteriosa Livraria Yokai (2024), de Eliel Barberino

Foto: divulgação/Faro Editorial/Entretetizei

Uma história acolhedora e mágica, ideal para curar qualquer ressaca literária. Hiro herda do avô uma pequena livraria escondida em uma viela de Tóquio e, junto com ela, a habilidade de ver e conversar com yokais – criaturas do folclore japonês. Durante a reabertura da loja, ele conhece um jovem estrangeiro curioso, e dessa amizade nasce uma jornada de autoconhecimento que mistura amor, destino, empatia e magia. Um passeio sensível pelos encantos do Japão e pelos mistérios de encontrar o próprio lugar no mundo.

Águas de Março (Volume 1, 2024), de Gisele Carvalho e Hannah Kaiser

Foto: divulgação/Editora Euphoria/Entretetizei

Recomeços nem sempre chegam de forma silenciosa – às vezes, eles atropelam tudo. No início do verão carioca, Lizzie desembarca no Brasil determinada a reconstruir a própria vida e fazer uma empresa prosperar. O plano começa a mudar quando ela conhece Carolina, uma jovem livre e intensa que a faz repensar escolhas, afetos e prioridades. Um romance sobre encontros improváveis e caminhos que se cruzam no momento certo.

A continuação da história das protagonistas acontece em Águas de Março (Volume 2)

Foto: reprodução/Editora Euphoria

A Rainha Prometida: um reconto de Hades e Perséfone (2023), de Helena Lopes

Foto: divulgação/Editora Flyve/Entretetizei

Uma fantasia romântica em slow burn marcada por amor proibido e destino inevitável. Condenada injustamente ao submundo, Perséfone tenta sobreviver longe de tudo o que conhece, enquanto Hades, o temido rei dos mortos, passa a observá-la com curiosidade. Unidos por uma profecia, os dois se aproximam de forma intensa e perigosa. Uma releitura sombria e sensual do mito grego, em que paixão, sacrifício e poder ameaçam todo o Olimpo.

O livro integra a série Rainhas do Olimpo, atualmente em seu terceiro volume.

Foto: divulgação/Instagram @autorahelenalopes/Entretetizei

Um Duque do Passado: Love Travellers (2023), de Stefany Nunes

Foto: divulgação/Stefany Nunes Escritora/Entretetizei

Transportado misteriosamente da Inglaterra de 1817 para a Londres contemporânea, o duque Benjamin Waldorf precisa entender um mundo que não reconhece – e encontra ajuda em Isabella, uma escritora brasileira em crise criativa e emocional. Entre choques culturais, descobertas e sentimentos inesperados, os dois vivem um romance que prova que o tempo pode até separar, mas também sabe unir.

Uma Noite Como Esta (2017), de Julia Quinn

Foto: divulgação/Editora Arqueiro/Entretetizei

Para quem está contando os dias para sentir novamente o clima da segunda parte de Bridgerton, Uma Noite Como Esta entrega exatamente o que os fãs de romance de época adoram: bailes elegantes, segredos bem guardados, tensão romântica e um amor que desafia convenções sociais.

Anne Wynter leva uma vida dupla enquanto atua como governanta da família Smythe-Smith, fazendo de tudo para manter sua verdadeira identidade em segredo. Já Daniel Smythe-Smith, conde de Winstead, se vê dividido entre uma paixão arrebatadora por uma mulher misteriosa e as ameaças reais que colocam sua própria vida em risco. Entre flertes proibidos, perigos iminentes e juras silenciosas, os dois precisam lutar para conquistar seu felizes para sempre.

O livro faz parte da série Quarteto Smythe-Smith, composta por quatro volumes que exploram romances interligados no mesmo universo.

Foto: reprodução/Revelando Segredos

Devoção Sangria: uma dark romantasia com vampiro, de S. M. Silveira

Foto: divulgação/Instagram @s.m.silveira/Entretetizei

Este livro é ideal para quem ama romances sombrios, cheios de tensão, desejo proibido e uma atmosfera gótica envolvente. Com a combinação irresistível de uma bruxa com um vampiro, convivência forçada e relacionamento proibido, a história mergulha em um universo onde paixão e perigo caminham lado a lado.

Nadia Dyer nunca levou a sério as lendas sobre os vampiros de Grimvel, mesmo sendo descendente de uma poderosa linhagem de bruxas. Tudo muda na noite de Halloween, quando a necropsista se depara com algo impossível de ignorar: um corpo marcado por presas.

Em busca de respostas, ela chega ao Boca do Inferno, um bar decadente à beira da estrada comandado por Viktor Morozov – frio, enigmático e guardião de segredos tão obscuros quanto a floresta que envolve a cidade. Quando um evento traumático desperta os dons que lhe foram ocultados, Nadia é obrigada a encarar o poder mortal que corre em suas veias e a maldição que persegue sua família há séculos.

Entre poções, invocações, sangue e feitiçaria, o destino de Nadia se entrelaça ao de Viktor, o vampiro que jurou proteger as bruxas Dyer por um pacto ancestral. Presos em um vínculo intenso e perigoso, os dois descobrem que nada é mais ameaçador do que o desejo que insistem em negar.

O livro faz parte da trilogia Vampiros de Grimvel, perfeita para quem gosta de histórias contínuas, cheias de tensão e romance dark.

Foto: divulgação/Instagram @s.m.silveira/Entretetizei

Pretende se aventurar nessas leituras durante o Carnaval? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Leituras leves para as férias: histórias perfeitas para descansar a mente

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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