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Arafta é renovada para segunda temporada – e o Entretê já deu spoiler!

Após final surpreendente, protagonista confirma que a história não chegou ao fim

Vamos apenas dizer que novidades estão chegando logo”, declarou Emin Günenç ao anunciar a segunda temporada de Arafta, sucesso do Kanal 7. Em uma postagem no Instagram oficial da dizi, a renovação foi confirmada, acendendo a ansiedade dos fãs após um final que deu o que falar.

O tão esperado fim da primeira temporada começou com o casamento dos protagonistas. Ates Karahan (Emin Günenç) e Mercan Yildirim (Ilsu Demirci) finalmente se uniram em matrimônio, oficializando a história de amor que conquistou os telespectadores.

As cenas de casamento e o primeiro beijo dos personagem aqueceu o coração dos fãs e as redes sociais ficaram inundadas com a hashtag #MerTeş.

Foto: reprodução/X/@je2cem_

Enquanto o casal comemorava, outros personagens não estavam tão felizes com a união. Asli Taner (Ezgi Dalgiç), apaixonada pelo Ates, e Nezir Keseroglu (Kaan Arkat), que carrega sentimentos por Mercan, não se conformam com o casamento e planejam um ataque no aguardado dia. 

Quando Asli aponta uma arma em direção a Mercan, Ates se coloca na frente para salvar a amada e acaba levando um tiro. Ambos fogem da festa e o protagonista, agora lesionado, perde a consciência e cai no chão, retornando a uma cena que já havia aparecido no início da série.

O público ficou cheio de ansiedade para saber quem estará ou não nos próximos episódios da dizi. O que podemos dizer até agora é: Emin está confirmado na segunda temporada, pois, além de aparecer no vídeo oficial de renovação, o ator acabou dando um spoiler. Emin estava no set de Arafta, usando o anel de noivado do personagem, quando concedeu a entrevista exclusiva para o Entretetizei

Por fim, segundo mensagem no fim do último episódio da 1ª temporada: “Este verão [turco], o destino traz um novo desafio pela frente“.

O que você espera da segunda temporada de Arafta? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Entrevista exclusiva | Emin Günenç fala sobre o sucesso de Arafta e sua intensa parceria com İlsu Demirci

 

Agradecimento: Ann Zara Asakawa

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Especiais Livros

Especial | Manuel Bandeira, o poeta que transformou a simplicidade em eternidade

Às vésperas do aniversário de um dos nomes mais importantes da literatura brasileira, o Clube do Livro do Entretê revisita a vida, os versos e o legado de um dos maiores poetas do cotidiano

Há poetas que escrevem sobre o sublime. Manuel Bandeira escreveu sobre o café da manhã, a rua sem saída, a febre que não passa. Mais do que um poeta, foi um observador atento da vida, alguém que soube traduzir sentimentos universais com uma linguagem acessível, direta e profundamente sensível. E, de alguma forma, saía disso tudo algo grandioso.

Foto: reprodução/Catarina Bessel

Nascido em Recife, no dia 19 de abril de 1886, Bandeira passou boa parte da vida às sombras da tuberculose – e foi exatamente dessa sombra que surgiu uma das vozes mais luminosas da literatura brasileira. Ele queria ser arquiteto, mas a doença fechou essa porta. Então a poesia surgiu e abriu uma janela.

Entre a doença e a escrita: a formação de um poeta

O diagnóstico de tuberculose aos 18 anos afastou Bandeira de uma vida considerada convencional e o levou a longos períodos de isolamento, além de viagens em busca de tratamento – entre elas, dois anos no Sanatório de Clavadel, na Suíça, onde por uma dessas coincidências da história literária conviveu por algum tempo com o poeta surrealista francês Paul Éluard (Últimos Poemas de Amor, 1963). 

Foto: reprodução/Outras Palavras

Essa experiência, no entanto, não limitou sua produção. A convivência constante com a fragilidade da vida moldou sua escrita, marcada por reflexões sobre o tempo, a morte e a existência. Em vez de grandiosidade, sua poesia escolheu o caminho da intimidade. De dentro de sanatórios e de quartos apertados no Rio de Janeiro, Bandeira construiu um universo onde a vida simples não era limitação, mas matéria-prima.

O cotidiano como projeto poético

Integrante do movimento modernista brasileiro, Manuel Bandeira teve sua obra associada à Semana de Arte Moderna de 1922, mesmo sem ter participado diretamente do evento. Durante a ocasião, o poema Os Sapos (1918), de sua autoria, foi declamado por Ronald de Carvalho (Pequena História da Literatura Brasileira, 1919) e acabou sendo intensamente vaiado, sobretudo por seu tom crítico aos poetas parnasianos – o que reforça seu papel na ruptura com os padrões rígidos da literatura da época. 

Foto: reprodução/Outras Palavras

Mais do que aderir ao modernismo, Bandeira o incorpora de forma radical: verso livre, linguagem do dia a dia, ironia e a valorização de temas banais se tornam pilares de sua poesia, marcando um verdadeiro divisor de águas em sua trajetória. Mas seu modernismo tinha um sabor próprio: mais íntimo, mais humano, quase confessional.

Essa virada se consolida de forma emblemática em Libertinagem (1930), obra frequentemente lida como um amplo repertório das possibilidades abertas pelo modernismo brasileiro. É ali que Bandeira explicita, inclusive em tom quase programático, seu rompimento com formas tradicionais. 

No poema Poética, por exemplo, o escritor rejeita o “lirismo bem comportado” e propõe uma escrita mais livre, caótica e vital, alinhada à própria experiência da vida.

Foto: reprodução/Arquivo Nacional

O que torna a obra de Manuel Bandeira tão marcante é justamente sua capacidade de ressignificar o cotidiano, transformando cenas aparentemente banais em experiências de forte impacto simbólico. Um trem, uma rua, uma lembrança ou um instante corriqueiro ganham densidade em seus versos. Em O Bicho, publicado em 1947, essa operação atinge um de seus pontos mais contundentes.

Ao longo do poema, a construção imagética conduz o leitor a associar a figura descrita a um animal, tanto pela ambientação quanto pelo comportamento apresentado. No entanto, é na ruptura final que o sentido se reorganiza: “O bicho, meu Deus, era um homem.” O verso não apenas revela, mas desestabiliza. A recusa de adjetivos e de qualquer mediação emocional explícita intensifica o impacto, deslocando a violência da cena para o campo da percepção do leitor.

Foto: reprodução/Facebook Mário Quintana

Mais do que descrever a miséria, Bandeira expõe um processo de desumanização, utilizando a simplicidade formal como estratégia para potencializar o choque. O efeito não está no excesso, mas na contenção, e é justamente nesse equilíbrio que o poema se impõe como uma de suas imagens mais duras e inesquecíveis.

Foto: reprodução/Revista Galileu

Já em Pneumotórax – um de seus poemas mais autobiográficos –, Manuel Bandeira constrói uma cena clínica que, à primeira vista, se aproxima do relato quase documental de sua condição de saúde. No entanto, é justamente na quebra de expectativa que o poema se afirma: ao encerrar com o célebre “À única coisa a fazer é tocar um tango argentino”, o autor desloca o peso da tragédia para o campo do absurdo. A ironia não suaviza a dor, mas a reconfigura, transformando o desfecho em um gesto de resistência. Esse tipo de operação é recorrente em sua obra, que articula lirismo e melancolia a um humor sutil e, por vezes, desconcertante – recurso que amplia a densidade interpretativa de seus textos e convida o leitor a um envolvimento que vai além da superfície emocional.

A arquitetura da alma: o refúgio poético de Pasárgada

Se existe um poema que resume o espírito de Bandeira, talvez seja Vou-me Embora pra Pasárgada (1930). Escrito na maturidade, o poema cria um lugar idealizado, quase utópico, onde é possível escapar das limitações da vida real – um refúgio imaginário que dialoga diretamente com os próprios anseios do poeta. É um sonho de evasão, mas também um grito de quem está preso.

Mais do que um simples espaço de fuga, Pasárgada pode ser lida como uma construção simbólica profundamente ligada à trajetória do autor. Impedido de seguir a carreira de arquiteto por conta da doença, Bandeira encontra na poesia uma outra forma de edificar mundos possíveis. Nesse sentido, o poema funciona como uma espécie de projeto imaginário: cada verso organiza um espaço de liberdade, desejo e autonomia que lhe foi negado na vida concreta.

Foto: reprodução/Blog

O nome Pasárgada, aliás, foi inspirado em algo que Bandeira havia lido na infância: a capital do Império Aquemênida, na Pérsia antiga. Ele nunca foi até lá. O lugar era, para ele, pura invenção – o que talvez explique por que funciona tão bem como metáfora de tudo que é desejado e inalcançável. Mais do que um território idealizado, Pasárgada se configura como uma verdadeira arquitetura da alma, uma resposta poética às limitações impostas pela realidade. Não é um lugar de grandiosidade, é um lugar onde a vida seria possível. E talvez seja por isso que o poema atravessou décadas e ainda ressoa: todo mundo, em algum momento, quis ir embora pra Pasárgada.

Notas sobre o homem por trás da obra

Bandeira estudou arquitetura na Escola Politécnica de São Paulo, mas teve que abandonar o curso por causa da tuberculose. Ele sempre dizia, com humor, que a doença havia feito sua escolha por ele. 

Na vida acadêmica, foi professor de literatura no Colégio Pedro II e, mais tarde, lecionou literatura hispano-americana na Universidade do Brasil, hoje UFRJ. Era conhecido por ser didático e generoso com os alunos.

Foto: reprodução/Diário de Pernambuco

Foi justamente Mário de Andrade quem lhe deu o apelido que ficou para a história: São João Batista do Modernismo, em reconhecimento ao fato de que Bandeira havia aberto caminho para a renovação literária na Semana de 22, com seu poema Os Sapos.

Portas de entrada para a obra de Bandeira

Para quem nunca leu Bandeira, o melhor ponto de entrada é Estrela da Vida Inteira (1965), a antologia definitiva organizada pelo próprio poeta, que reúne poemas de toda a carreira em um único volume. É uma leitura que dá a dimensão completa do quanto sua voz foi consistente e, ao mesmo tempo, surpreendente, ao longo das décadas.

Foto: divulgação/Editora Global/Entretetizei

Quem quiser ir direto à fase mais celebrada pode começar por Libertinagem, de 1930, o livro que consolidou seu lugar no Modernismo e onde estão os poemas Vou-me Embora pra Pasárgada e O Cacto. 

Vale também conhecer Estrela da Manhã (1936) e Belo Belo (1948), que reúnem alguns de seus poemas mais emblemáticos e mostram a variedade de registros que Bandeira dominava com igual maestria.

Já para entender o homem por trás dos versos, Itinerário de Pasárgada, de 1954, é uma leitura indispensável: um livro de memórias em prosa, escrito com a mesma delicadeza da sua poesia, em que Bandeira conta a própria vida sem autocomiseração e com muito humor. 

A permanência de Bandeira

Manuel Bandeira morreu em 1968, no Rio de Janeiro, aos 82 anos – uma longevidade que ele mesmo considerava uma ironia, já que a tuberculose havia tentado derrubá-lo desde os 20, mas é difícil ver ironia aí. Parece mais justiça poética: a vida deu tempo suficiente para que ele escrevesse tudo que precisava.

Celebrar o aniversário de Bandeira é também revisitar uma obra que convida à pausa, à contemplação e ao sentir. Seu legado vai além dos livros: ele ajudou a redefinir o que é fazer poesia no Brasil, abrindo caminho para novas vozes e novas formas de expressão. Ao valorizar o cotidiano e a subjetividade, mostrou que a poesia pode estar em qualquer lugar, basta olhar com atenção.

Em um mundo cada vez mais acelerado, seus versos permanecem como um lembrete de que, muitas vezes, é na simplicidade que reside o que há de mais essencial. Seus poemas continuam vivos nos livros didáticos, nas citações de redes sociais, nas bocas de quem ainda quer ir embora pra Pasárgada. Poucos escritores brasileiros conseguiram tanto com tão pouco. E poucos souberam, como ele, fazer da limitação uma forma de liberdade.

Foto: divulgação/Entretetizei

Qual o seu livro favorito do Manuel Bandeira? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se você gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Entrevista | Humberto Werneck fala sobre carreira, literatura e a crônica no Brasil

 

Texto revisado por Kalylle Isse

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Especiais Livros Notícias

Dia Nacional do Livro Infantil | 7 livros marcantes para ler na infância

Dia 18 de Abril celebra o Dia Nacional do Livro Infantil no Brasil, em homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato, pioneiro da literatura infantil

 

O Dia Nacional do Livro Infantil vai além de uma homenagem a um escritor: é um momento muito  importante para lembrarmos de valorizar todos os autores nacionais que se dedicam a criar histórias capazes de incentivar o público infantil a desenvolver o hábito da leitura.

Pensando em como os livros infantis estimulam a criatividade, ajudam no aumento do vocabulário e na descoberta de sentimentos e emoções, a Entretetizei preparou uma seleção de obras maravilhosas – algumas já lidas por esta redatora – , separadas em grupos de livros perfeitos para você ler com uma criança, indicar ou até mesmo para  relembrar um pouco da sua própria infância.

Identidade, diversidade e aceitação 
Foto: reprodução

Neste grupo, iremos indicar livros que abordam, em suas histórias, a identidade, a diversidade e a aceitação. Esses livros contam histórias que buscam incentivar a autoestima e mostrar que cada pessoa é única, ajudando as crianças a se aceitarem do jeito que elas são.

No livro Menina Bonita do Laço de Fita, da autora Ana Maria Machado, temos uma história que valoriza a beleza negra e a diversidade.

Em Flicts, do autor Ziraldo, temos a história de uma cor que busca seu lugar no mundo.

Em Cor que Eu Sou, da autora Patrícia Gomes, temos uma história que reforça o orgulho da própria identidade.

Em Zebrosinha, da poeta Bruna Beber, temos uma história que aborda as diferenças de forma leve e poética.

Sociedade, convivência e regras 
Foto: reprodução

Neste grupo, iremos indicar livros que tratam de sociedade, convivência e regras, trazendo histórias que possuem narrativas de fácil compreensão para as crianças, mostrando a importância do diálogo entre as pessoas, as consequências de suas escolhas e a importância das regras.

No livro O Reizinho Mandão, da autora Ruth Rocha, temos uma história que mostra os problemas enfrentados por um reino governado por um reizinho mandão, que não escuta ninguém e cria regras/leis absurdas.

Já no livro Festa no Céu: um conto do nosso folclore, da autora Angela Lago, temos uma história muito divertida sobre esperteza, consequência e convivência, tudo isso refletido na interação entre os animais.

Infância e emoções 
Foto: reprodução/Editora Melhoramento

No último grupo, iremos indicar um clássico literário que aborda a infância e as emoções, mostrando a importância de explorar sentimentos desde a infância.

O livro O Meu Pé de Laranja Lima, do autor José Mauro de Vasconcelos, fala sobre a infância de um menino sensível e a descoberta de suas emoções por meio de um gesto de afeto, mostrando como as experiências podem influenciar no emocional e na construção da identidade de uma criança.

Esses livros foram escolhidos pois mostram como a literatura nacional brasileira ajuda na contribuição do desenvolvimento emocional, social e cultural das crianças, mostrando que mesmo alguns sendo livros antigos, os mesmos permanecem atuais.

E você, já leu algum desses livros ou pretende indicar ? Conta para a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre  novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê.

Leia também: Como Treinar o Seu Dragão: conheça série de livros que inspirou os filmes – Entretetizei

 

Texto revisado por Kaylanne Faustino

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Música Notícias

Shakira e Beéle lançam clipe de ALGO TÚ e preparam EP com remixes inéditos

Parceria entre os artistas colombianos ganha vídeo vibrante e novas versões assinadas por Shimza e Indira Paganotto

A vencedora de GRAMMY e Latin GRAMMY Shakira se une à estrela em ascensão Beéle para o lançamento do videoclipe de ALGO TÚ, nova faixa da dupla que já chega acompanhada de novidades para os fãs. 

Dirigido por Shakira em parceria com Jaume de Laiguana, o vídeo destaca a conexão entre os artistas em uma celebração visual de suas origens, com cenas gravadas em Barranquilla, cidade natal de ambos.

O clipe explora cenários emblemáticos da cidade colombiana, passando por lugares como o Museo a Cielo Abierto – Barrio Abajo, espaço ligado ao tradicional Carnaval local, além do Gran Malecón, às margens do Rio Magdalena, da roda-gigante Luna del Río e do Centro de Convenções Puerta de Oro. 

A produção também incorpora elementos culturais com a participação de grupos tradicionais como Rumbón Normalista, Son Kalimba e o icônico El Congo Grande de Barranquilla, reforçando a identidade regional presente na música.

Além do lançamento do vídeo, Shakira e Beéle anunciaram um EP especial de ALGO TÚ, que chega com três versões da faixa: a original e dois remixes assinados por Shimza e Indira Paganotto. As novas versões prometem expandir o alcance da música, com uma releitura em Afro House, marcada por batidas envolventes e influências caribenhas, e uma versão com pegada techno, trazendo intensidade para o som.

Algo Tú Remix
Imagem: divulgação/Sony Music

A música já teve sua estreia ao vivo em grande estilo, durante a apresentação no Zócalo, na Cidade do México, diante de mais de 400 mil pessoas, sendo um dos maiores eventos já realizados no local. A performance aumentou a expectativa do público para o lançamento oficial da faixa.

O remix de Shimza já vinha chamando atenção após um teaser apresentado durante o Coachella, em um set conjunto com Afrojack, enquanto a versão de Indira Paganotto surge como aposta para dominar as pistas de música eletrônica ao redor do mundo.

Shakira também foi reconhecida pela Billboard com a turnê latina de maior bilheteria de todos os tempos. A Las Mujeres Ya No Lloran World Tour arrecadou mais de US$ 421 milhões, com 82 shows realizados em estádios e um público superior a 3,3 milhões de pessoas.

E aí, o que achou de ALGO TÚ? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: American Music Awards 2026: confira a lista de indicados

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cultura pop Música Notícias

ZAYN lança o quinto álbum de estúdio, KONNAKOL

Com influências do sul da Ásia e produção autoral, o cantor apresenta um projeto mais íntimo e experimental, que antecede sua maior turnê solo

O cantor, compositor e produtor ZAYN lançou nesta sexta-feira (17) seu aguardado quinto álbum de estúdio, KONNAKOL. O disco é o projeto mais culturalmente inspirado de ZAYN até hoje. Embora ele sempre tenha incorporado em sua música tradições vocais e rítmicas do sul da Ásia, aqui essas influências ganham ainda mais destaque. 

O álbum, com forte influência pop, aprofunda o som que os fãs conheceram em seu álbum de estreia, Mind of Mine. O disco foi co-produzido por ZAYN ao lado de Malay, com quem o cantor já havia trabalhado em Mind of Mine e Icarus Falls. O leopardo, um símbolo importante no sul asiático, presente na capa do álbum, representa o quanto sua herança cultural inspirou o projeto. 

O álbum de 15 faixas tem como single principal Die For Me e também Sideways, uma faixa de pop R&B atmosférico impulsionada pelo falsete característico de ZAYN. A faixa de abertura, Nusrat, uma homenagem ao músico paquistanês Nusrat Fateh Ali Khan, funciona como o eixo criativo de KONNAKOL, definindo a experimentação vocal e a direção sonora do álbum.

Foto: divulgação/Nabil Elderki

O single mais recente, Side Effects, aposta em um pop R&B elegante e radiofônico, combinando sintetizadores suaves com seu falsete marcante enquanto explora as complexidades do amor e da devoção. Já a faixa Fatal traz uma energia mais voltada para a dança, elaborada para apresentações ao vivo, com linhas de baixo vibrantes e um ritmo contagiante, enquanto Breathe oferece um momento mais suave e atmosférico. Lista completa de faixas abaixo. 

ZAYN dará início à sua maior turnê solo, a The KONNAKOL Tour, em 12 de maio de 2026, em Manchester, no Reino Unido. A turnê passará por grandes cidades ao redor do mundo, incluindo Londres, Los Angeles, Cidade do México, São Paulo e outras, antes de encerrar em 20 de novembro, em Miami, no Kaseya Center.

 

O que você achou? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Conheça os filmes que chegam ao streaming em novembro – Entretetizei

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Livros Notícias

Lançamento Intrínseca: Até que o Verão nos Separe, de Meghan Quinn

Comédia romântica aposta em ilustrações picantes para expandir tendências da literatura hot

Depois do grande sucesso da Saga Crepúsculo e da febre das fanfics, a Editora Intrínseca publicou, em 2012, a trilogia Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James, um fenômeno editorial que revolucionou o mercado de literatura erótica no Brasil. Com o sucesso gigante dos livros e das adaptações cinematográficas, muitas portas se abriram para outros livros desse subgênero, que já passou por diversas mudanças ao longo do tempo.

Em 2026, 14 anos depois, a Intrínseca lança a comédia romântica Até que o Verão nos Separe em uma época muito favorável para títulos hot, que estão em alta e são cada vez mais procurados, principalmente pelas mulheres.

Mas a novidade vai muito além de um lançamento. A narrativa traz como grande diferencial uma série de ilustrações picantes, mas também preserva as características fundamentais desse estilo literário: prazer feminino em primeiro lugar e dinâmicas clássicas de romance.

Qual a história de Até que o Verão nos Separe?

Após uma desilusão amorosa seguida de um divórcio, Scottie Price planeja recuperar sua autoconfiança e apaixonar-se por si mesma na cidade dos seus sonhos: Nova York. No entanto, seu novo emprego parece atrapalhar um pouco seus planos. O que parece mais com um culto ao casamento, onde um grande clube do bolinha vive falando sobre as maravilhas de ser casado, Scottie acaba inventando que está com problemas conjugais durante uma reunião.

Sua chefe, tentando ajudar, indica o próprio marido como terapeuta matrimonial, a obrigando a ir em uma sessão. O problema é que não existe marido algum e, agora, em apenas 24 horas, ela precisa encontrar um marido de mentira. E assim escolhe Wilder Wells, um milionário entediado que é irmão de seu melhor amigo.

Mas quando Wilder os inscreve em um acampamento de casais com todos os colegas de trabalho de Scottie, ambos precisam fingir não serem completo estranhos por oito dias e torcer para que a inesperada química entre eles ajude nessa missão.

Entre sessões de terapia, atividades de acampamento, brinquedos eróticos e dinâmicas sexuais, o livro narra o amadurecimento de Scottie e Wilder, à medida que ambos exploram o próprio prazer e aprendem com medos e traumas provocados por antigos relacionamentos.

Sobre a autora
Meghan Quinn
Foto: divulgação/Intrínseca/Entretetizei

Meghan Quinn, que ganhou reconhecimento por suas histórias engraçadas e sensuais, é autora best-seller do The New York Times e do USA Today e tem vários títulos já publicados. Esposa, mãe por adoção e apaixonada por manteiga de amendoim, leva aos seus leitores a combinação perfeita de emoção, humor e sensualidade.

Quinn escreve histórias com diálogos afiados, química explosiva e finais felizes conquistados com muito esforço. Seja um noivo de mentira, uma paixão proibida ou uma segunda chance repleta de emoções, a autora adora tudo isso. 

Em suas obras, você irá encontrar clichês, além de uma boa dose de caos, tempero e emoção. Se você ama romances que te fazem rir, chorar um pouquinho e mandar mensagem para sua melhor amiga imediatamente, os livros de Meghan Quinn são perfeitos para você. 

A autora é completamente obcecada por donuts, é fã da Disney e uma rainha dos quebra-cabeças, Friends é sua série de conforto favorita e ela tem muito orgulho de sua vida profissional e, principalmente, pessoal. Ela e sua esposa são mães adotivas de duas crianças incríveis.

Até que o Verão nos Separe já está disponível em todas as livrarias do Brasil.

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Leia também: Tudo o que rolou no Encontrín da Editora Intrínseca no RJ e em SP

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Entrevista Entrevistas Livros Notícias

Entrevista | Carmen Stephan: Malária, autoficção e como enxergamos a nossa própria mortalidade

Referenciando a própria experiência, autora comenta sobre natureza, ciência e fragilidade humana

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Música Notícias

American Music Awards 2026: confira a lista de indicados

A 52ª edição do AMAs acontece no dia 25 de maio em Las Vegas e poderá ser assistida via streaming 

Na última terça-feira (14), foram revelados os indicados para a 52ª edição do American Music Awards, o AMAs. A cerimônia deste ano será realizada em 25 de maio, na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas, EUA. 

Apresentada por Queen Latifah, uma rapper e atriz americana que retorna ao palco da premiação como apresentadora após 30 anos, o evento será transmitido ao vivo no canal da CBS e também via streaming pela Paramount+.

Entre os destaques dos indicados deste ano estão Taylor Swift, com oito nomeações no total, Olivia Dean e Sombr, que chamam atenção por serem ambos Artistas Revelação, mas que concorrem a sete categorias cada nesta edição do prêmio. 

taylor swift
Foto: reprodução/Instagram @taylorswift

Uma característica marcante do AMAs é considerar o voto do público. As votações já estão abertas e vão até o dia 8 de maio. Os fãs podem votar pelo site ou Instagram oficiais da premiação. 

Confira os indicados ao American Music Awards 2026: 

Artista do Ano

Bad Bunny
Bruno Mars
BTS
Harry Styles
Justin Bieber
Kendrick Lamar
Lady Gaga
Morgan Wallen
Sabrina Carpenter
Taylor Swift

Artista Revelação do Ano

Alex Warren
Ella Langley
KATSEYE
Leon Thomas
Olivia Dean
Sombr

Álbum do Ano

AM I THE DRAMA? – Cardi B
111xpantia – Fuerza Regida
Swag – Justin Bieber
Mayhem – Lady Gaga
I’m The Problem – Morgan Wallen
The Art of Loving – Olivia Dean
Music – Playboi Carti
Man’s Best Friend – Sabrina Carpenter
So Close To What – Tate McRae
The Life of a Showgirl – Taylor Swift

Música do Ano

Ordinary – Alex Warren
Choosin’ Texas – Ella Langley
Golden – HUNTR/X (EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami)
Folded – Kehlani
Mutt – Leon Thomas
I’m The Problem – Morgan Wallen
Man I Need – Olivia Dean
Manchild – Sabrina Carpenter
back to friends – Sombr
The Fate of Ophelia – Taylor Swift

Colaboração do Ano

All the Way – BigXthaPlug & Bailey Zimmerman
Gone Gone Gone – David Guetta, Teddy Swims & Tones and I
What I Want – Morgan Wallen & Tate McRae
Stateside – PinkPantheress & Zara Larsson
Amen – Shaboozey & Jelly Roll

Música Social do Ano

No Broke Boys – Tinashe & Disco Lines
Illegal – PinkPantheress
Sally, When the Wine Runs Out – Role Model
Chanel – Tyla
Lush Life – Zara Larsson

Melhor Clipe

Gnarly – KATSEYE
Berghain – ROSALÍA, Björk, Yves Tumor
Manchild – Sabrina Carpenter
The Fate of Ophelia – Taylor Swift
Chanel – Tyla

Melhor Trilha Sonora

F1 The Album
Hazbin Hotel: Season Two
Guerreiras do K-pop
Wicked: For Good
Wuthering Heights

Turnê do Ano

Cowboy Carter Tour – Beyoncé
Grand National Tour – Kendrick Lamar & SZA
The Mayhem Ball – Lady Gaga
Oasis Live ’25 Tour – Oasis
Las Mujeres Ya No Lloran World Tour – Shakira

Turnê Revelação

Breakout Tour – Benson Boone
The Sincerely, Tour – Kali Uchis
Submarine Tour – The Marías
Am I Okay? Tour – Megan Moroney
Even in Arcadia Tour – Sleep Token

Álbum Revelação do Ano

The Art of Loving – Olivia Dean
I Barely Know Her – Sombr
Midnight Sun – Zara Larsson

Música Throwback do Ano

What’s Up – 4 Non Blondes
Rock That Body – Black Eyed Peas
Iris – Goo Goo Dolls

Melhor Performance Vocal

Ordinary – Alex Warren
Golden – HUNTR/X (EJAE, Rei Ami, Audrey Nuna)
Abracadabra – Lady Gaga
Where Is My Husband! – RAYE
Die on this Hill – Sienna Spiro

Música do Verão

FEVER DREAM – Alex Warren
iloveitiloveitiloveit – Bella Kay
Swim – BTS
Choosin’ Texas – Ella Langley
American Girls – Harry Styles
The Great Divide – Noah Kahan
Stareside – PinkPantheress, Zara Larsson
Homewrecker – Sombr
Dracula – Tame Impala, JENNIE
Elizabeth Taylor – Taylor Swift

Melhor Artista Pop Masculino

Alex Warren
Benson Boone
Ed Sheeran
Harry Styles
Justin Bieber

Melhor Artista Pop Feminina

Lady Gaga
Olivia Dean
Sabrina Carpenter
Tate McRae
Taylor Swift

Artista Pop Revelação

KATSEYE
Sienna Spiro
Zara Larsson

Melhor Música Pop

Ordinary – Alex Warren
Golden – HUNTR/X (EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami)
Man I Need – Olivia Dean
Manchild – Sabrina Carpenter
The Fate of Ophelia – Taylor Swift

Melhor Álbum Pop

Mayhem – Lady Gaga
The Art of Loving – Olivia Dean
Man’s Best Friend – Sabrina Carpenter
So Close To What – Tate McRae
The Life of a Showgirl – Taylor Swift

Melhor Artista Country Masculino

Jelly Roll
Luke Combs
Morgan Wallen
Riley Green
Shaboozey

Melhor Artista Country Feminina

Ella Langley
Kelsea Ballerini
Lainey Wilson
Megan Moroney
Miranda Lambert

Melhor Dupla ou Grupo Country

Brooks & Dunn
Old Dominion
Rascal Flatts
Treaty Oak Revival
Zac Brown Band

Artista Country Revelação

Sam Barber
Tucker Wetmore
Zach Top

Melhor Música Country

All the Way – BigXthaPlug & Bailey Zimmerman
Choosin’ Texas – Ella Langley
Just In Case – Morgan Wallen
Happen to Me – Russell Dickerson
Good News – Shaboozey

Melhor Álbum Country

I Hope You’re Happy – BigXthaPlug
Cloud 9 – Megan Moroney
I’m The Problem – Morgan Wallen
Restless Mind – Sam Barber
What Not To – Tucker Wetmore

Melhor Artista de Hip-Hop Masculino

Don Toliver
Kendrick Lamar
Playboi Carti
Tyler, The Creator
YoungBoy Never Broke Again

Melhor Artista de Hip-Hop Feminina

Cardi B
Doechii
GloRilla
Sexyy Red
YKNIECE

Artista de Hip-Hop Revelação

EsDeeKid
Monaleo
Pluto

Melhor Música de Hip-Hop

ErrTime – Cardi B
Nokia – Drake
wgft – Gunna & Burna Boy
Rather Lie – Playboi Carti & The Weeknd
Take Me Thru Dere – YKNIECE, Quavo, Metro Boomin & Breskii

Melhor Álbum de Hip-Hop

AM I THE DRAMA? – Cardi B
Octane – Don Toliver
The Last Wun – Gunna
Music – Playboi Carti
MASA – YoungBoy Never Broke Again

Melhor Artista de R&B Masculino

Bruno Mars
Chris Brown
Daniel Caesar
PartyNextDoor
The Weeknd

Melhor Artista de R&B Feminina

Kehlani
Summer Walker
SZA
Teyana Taylor
Tyla

Artista de R&B Revelação

Leon Thomas
Mariah the Scientist
Ravyn Lenae

Melhor Música de R&B

I Just Might – Bruno Mars
It Depends – Chris Brown & Bryson Tiller
Folded – Kehlani
Mutt – Leon Thomas
Burning Blue – Mariah the Scientist

Melhor Álbum de R&B

The Romantic – Bruno Mars
Swag – Justin Bieber
Mutt – Leon Thomas
HEARTS SOLD SEPARATELY – Mariah the Scientist
Finally Over It – Summer Walker

Melhor Artista Latino Masculino

Bad Bunny
Junior H
Peso Pluma
Rauw Alejandro
Tito Double P

Melhor Artista Latina Feminina

Gloria Estefan
Karol G
Natti Natasha
Rosalía
Shakira

Melhor Dupla ou Grupo Latino

Clave Especial
Fuerza Regida
Grupo Firme
Grupo Frontera
Julión Álvarez y su Norteño Banda

Artista Latino Revelação

Beéle
Kapo
Netón Vega

Melhor Música Latina

NUEVAYoL – Bad Bunny
Ojos Tristes – Benny Blanco, Selena Gomez, The Marías
Marlboro Rojo – Fuerza Regida
ME JALO – Fuerza Regida, Grupo Frontera
Latina Foreva – Karol G

Melhor Álbum Latino

111xpantia – Fuerza Regida
Tropicoqueta – Karol G
Mi Vida Mi Muerte – Netón Vega
DINASTÍA – Peso Pluma, Tito Double P
Lux – Rosalía

Melhor Artista de Rock/Alternativo

Deftones
Linkin Park
The Marías
Sleep Token
Twenty One Pilots

Artista de Rock/Alternativo Revelação

Geese
Gigi Perez
Sombr

Melhor Música de Rock/Alternativo

The Great Divide – Noah Kahan
Up From The Bottom – Linkin Park
back to friends – Sombr
Ensenada – Sublime
Dracula – Tame Impala

Melhor Álbum de Rock/Alternativo

Even In Arcadia – Sleep Token
I Barely Know Her – Sombr
Deadbeat – Tame Impala
Breach – Twenty One Pilots
With Heaven On Top – Zach Bryan

Melhor Artista de Dance/Eletrônico

Calvin Harris
David Guetta
Fred again..
ILLENIUM
John Summit

Melhor Artista de K-Pop Masculino

ATEEZ
BTS
ENHYPEN
Stray Kids
TOMORROW X TOGETHER

Melhor Artista de K-Pop Feminino

aespa
BLACKPINK
ILLIT
LE SSERAFIM
TWICE

Melhor Artista de Afrobeats

Burna Boy
MOLIY
Rema
Tyla
Wizkid

Melhor Artista de Americana/Folk

Lord Huron
The Lumineers
Mumford & Sons
Noah Kahan
Tyler Childers

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Especial | Uma viagem literária, musical e histórica por Cartagena

A jornalista Mariana Chagas foi para Cartagena e trouxe um relato sobre o lado cultural da cidade

Chegar em Cartagena é ser tomado pelo encantamento das paisagens deslumbrantes que cercam a cidade. Enquanto estava no Uber a caminho do Airbnb, encarava a costa para o mar do Caribe de um lado e a cidade amuralhada do outro. A viagem mal começava, e eu já sabia que me apaixonaria pelo destino que virou Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade.

Ficamos hospedados em um hotel antigo, bem no centro da cidade. O hotel possui mais de 6 andares, que podemos observar do térreo ao encararmos a escada circular que leva para cima. 

Foto do corredor e escada de um prédio antigo, no centro de Cartagena
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Acredito que a melhor palavra para descrever Cartagena é colorida. Em todos os lugares, a cidade repete o azul, amarelo e vermelho da bandeira, além de tantos outros tons que dão ao município uma inevitável alegria. Não tem como não se sentir bem sendo cercado por tanta cor.

História e importância cultural de Cartagena

Além de bela, Cartagena é uma cidade histórica que carrega cultura em todas as suas ruas e monumentos. Fundada em 1º de junho de 1533 por Pedro de Heredia, Cartagena das Índias foi o complexo portuário que recebia pedras preciosas do país. Era aqui que se transportava o ouro, a prata e as esmeraldas das colônias do Império Espanhol.

Tal importância levou a cidade a ser alvo de piratas que atacavam a região em busca das relíquias. Buscando se defender, os espanhóis construíram muralhas e fortes para proteger a cidade: assim nasceu a cidade amuralhada

 

Foto de Getsemaní, bairro mais famoso e culturalde Cartagena
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Para amantes de literatura, chegar na cidade em que Gabriel García Márquez se tornou jornalista e escritor já é, por si só, um grande evento. Em muitas partes, é possível encontrar lugares que serviram de inspiração para suas obras ou fizeram parte da sua história.

A fim de preparar um tour cultural para o Entretetizei, iniciei minha jornada em busca de endereços que viraram cenário das obras do romancista. Assim, meu roteiro começou pela Praça Fernández de Madrid, localizada a alguns minutos de onde eu me hospedava.

Uma praça pequena, cercada por árvores altas que envolvem o espaço como um telhado verde. É embaixo das sombras, nos banquinhos espalhados pelo pátio, que o protagonista de O amor nos tempos do cólera (1985), Florentino Ariza, teria visto pela primeira vez sua amada.

Casa na esquina da Praça Fernández de Madrid
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas
Cartagena pelos olhos de Gabriel García Márquez

A casa da personagem Fermina na obra, inclusive, é inspirada em um sobrado branco situado em uma esquina de frente para a praça, decorado por flores que crescem ao redor das varandas do segundo andar. 

Andando por lá, no sol forte do meio-dia de Cartagena, é possível encontrar o encanto e charme que motivaram García Márquez a transformar a região em um cenário literário. 

Seguindo para mais um endereço citado na obra, fomos até a rua de arcos ao lado da Praça Simón Bolívar. Uma rua larga, fechada por paredes arqueadas, onde ficavam os datilógrafos que escreviam as grandes cartas de amor do casal do livro.

Fiquei imaginando a cena: homens que colocavam no papel as palavras apaixonadas que, mesmo antes de saber escrever, os amantes já sabiam professar

Passear pela rua, imaginando os trabalhadores que de tudo escutavam embaixo das paredes arqueadas, é como viajar no tempo e se pegar pensando no quanto de história um metro quadrado pode carregar. 

 

Foto da rua dos arcos, próxima a Praça Simón Bolívar
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Acredita-se que a Praça Simón Bolívar, situada em frente à rua dos arcos, era um dos lugares favoritos de Gabriel García Márquez. Sentada em um banco enquanto me preparo para gravar um vídeo para o nosso Instagram, percebo que é completamente compreensível o gosto do romancista pelo local.

A praça respira movimento: nas bandeiras balançando à brisa leve da tarde, nos comerciantes gentis que se empolgam quando digo que sou do Brasil, na vida colombiana acontecendo devagar. 

Foi nesse mesmo local que conheci o grupo Candela Viva. O coletivo reúne jovens que dançam gêneros e músicas típicos da região, principalmente a champeta e a cumbia.

Com roupas coloridas, muita animação e personalidade, o grupo chama a atenção de todos que estão passando quando começa a performar. O batuque da banda, acompanhado pelos passos dos dançarinos, é eletrizante. Confesso que, mais de uma vez durante minha estadia, me vi parando para ver as apresentações.

 

Apresentção do grupo Candela Viva
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Ritmos colombianos e a música em Cartagena

Com origem na Colômbia, a cumbia é um dos principais gêneros musicais e estilos de dança da região. Foi pela flauta, gaita e maracas dos povos originários, unidas aos tambores africanos, que o ritmo ganhou forma e força. Um verdadeiro exemplo da ancestralidade latina, a música é agitada e, em diversos momentos, me lembrou de alguns estilos brasileiros, como o samba e o axé da Bahia.

Já a champeta é um gênero musical urbano que surgiu do Caribe colombiano, com principal influência dos afro-colombianos. A dança nasceu entre as décadas de 70 e 80 sob influência de outros ritmos, como soukous (Congo), highlife (Gana), benga music (Quênia) e rumba (Cuba).

A champeta alcançou nível mundial graças à sua popularização pela cantora Shakira, que levou o ritmo ao palco do Super Bowl em 2020. Depois da apresentação, a artista chegou a ensinar o ritmo em um tutorial no YouTube, desafiando outras pessoas a tentarem reproduzir os passos colombianos.

Vendo o vídeo e o tamanho da dificuldade, nem dá pra acreditar que é o mesmo estilo que o grupo Candela Viva dança com tanta naturalidade e desenvoltura.

Um hotel histórico e uma inspiração literária

Seguindo meu trajeto, decidi começar a noite em um bar chamado El Coro Lounge Bar, outro local importante para a história de Gabriel García Márquez. O espaço é pequeno, mas as luzes baixas, os sofás e a banda tocando o deixam aconchegante.

O bar, aberto ao público, fica anexado ao Hotel Sofitel Legend Santa Clara Cartagena. Logo me deparei com imagens da construção antes de se tornar uma hospedagem, penduradas em quadros espalhados pelo recinto. Construído em 1621, o edifício já foi usado de diversas formas. Entre elas, como Convento Santa Clara, que abrigou a Ordem das Clarissas e serviu como inspiração e cenário do livro De Amor e Outros Demônios (1994), do vencedor do Nobel de Literatura.

Foto do interior do Hotel Sofitel Legend Santa Clara Cartagena
Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Ao me apresentar como repórter que estava cobrindo a história de Gabo, tive a oportunidade de conhecer o interior do hotel. Passando pela cortina que dá acesso ao interior, me senti novamente na história de Sierva María e Cayetano Delaura.

A obra se inicia quando Gabo vai cobrir uma pauta sobre as criptas de um convento em Cartagena. Quando é encontrado o túmulo de uma jovem com cabelos enormes, que dizem crescer mesmo após a morte, García Márquez se inspira para escrever o romance entre um padre e uma menina que deve ser exorcizada.

Andar pelos corredores exuberantes do Santa Clara é como viajar para dentro das páginas da obra. Poucas sensações mexem tanto com um leitor como ver, materializado na sua frente, um lugar que conheceu apenas na sua imaginação.

Celebrando o fim da viagem por Cartagena

Ouvi com atenção enquanto o garçom nos dava um rápido tour pelo local, imaginando García Márquez há tantos anos andando pelo mesmo espaço. Eu e meus amigos tomamos alguns drinks enquanto olhávamos para o mar do Caribe, deslumbrados com a beleza do hotel 5 estrelas que se tornou o único da América do Sul na categoria Legend do portfólio da Accor.

A noite, depois, acabou em uma balada – ou disco, como chamam por lá – LGBTQIAPN+. No Avatar Disco Bar, curtimos uma noite de rumba, um gênero musical afrocubano que levou todos a dançarem a madrugada toda. A playlist também contou com reggaeton e artistas famosos, como Bad Bunny e Beyoncé (é possível uma balada gay que não toque a diva?). 

Imagem da balada Avatar Disco Bar

Foto: arquivo pessoal/Mariana Chagas

Algo que me chamou a atenção na line-up foram os momentos tomados por músicas mais lentas. Um estilo mais romântico, que me lembrou salsa, tocou várias vezes e levou os casais a dançarem coladinhos, se abraçando, criando uma cena super fofa e diferente das baladas que costumo ver em São Paulo

Uma semelhança com as festas brasileiras, porém, é a coletividade que nasce depois de algumas horas de música. Mesmo sem se conhecer, as pessoas te chamam para dançar e curtir como se fossem todos velhos conhecidos, celebrando o momento, amando Cartagena e lembrando que a noite é uma criança – e sempre será, em qualquer lugar do mundo.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz 

 

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Entrevista | João Souza, jovem autor de Caçada Selvagem – Desejo, nos conta sobre seu processo criativo

Jovem autor fala sobre escrita de romantasia e o desafio de escrever seu primeiro livro Caçada Selvagem

O jovem escritor mineiro, João Souza, de 16 anos, constroi a narrativa de Caçada Selvagem envolta de romantasia e um suspense psicológico. A publicação aconteceu pela Flyve Editora em 2025.

Na obra, o leitor irá conhecer Heather Vanderwall, uma jovem que se muda para a pacata e cinzenta Church Hill para morar com sua tia. A mudança acontece após a morte trágica de seu pai e a internação de sua mãe por overdose. O que parecia ser um recomeço, logo se revela uma mudança profunda, capaz de transformar completamente sua vida. Ao interagir com pessoas como Gaye e Kai McCool, Heather embarca em um ambiente cercado de suspense e elementos sobrenaturais. Ao mesmo tempo, ela se depara com um passado familiar totalmente inesperado e agora precisa desvendá-lo, descobrindo que alguns segredos nunca permanecem ocultos para sempre.

O livro não se limita ao romance, como também aborda temas como luto, amadurecimento precoce, relações familiares fragmentadas, desejo e culpa, além de questionar até que ponto escolhas feitas por amor podem gerar consequências irreversíveis.

Em entrevista ao Entretetizei, João Souza fala sobre a construção do seu livro Caçada Selvagem, que engloba temas como sobrenatural, romance e mistério, além de comentar sobre os desafios do autor em publicar sua primeira obra e trazer uma mensagem para os jovens que desejam escrever. Confira:

Foto: divulgação/LC Agência de Comunicações
ENTRETETIZEI: O que te inspirou a criar a história de Heather e desse universo sobrenatural, que envolve fantasia e mistérios?

João Souza: Sempre gostei de ler, mas esse hobby ficou mais regular na pandemia. Ao consumir séries, livros e filmes de fantasia e perceber que era um tipo de estrutura de que eu gostava, comecei a pensar em um enredo desse estilo.

E: Você se inspirou em séries como The Vampire Diaries, Teen Wolf e outras histórias? 

JS: Sou viciado em séries antigas, principalmente com histórias fantásticas, e no caso, The Vampire Diaries e Teen Wolf foram a base para ela. A complexidade dela se formou devido as minhas várias referências de tramas que gosto e que achava que funcionariam, como A Divina Comédia e principalmente Hamlet.

E: Você já imaginava o final da história desde o início ou ele surgiu durante a escrita? 

JS: Durante a escrita, mesmo com o planejamento prévio, coisas mudaram (e muito). Sempre tive de organizar as etapas até chegar na ideia que tinha de final, que mudou muito, mas para melhor do que eu imaginava.

E: Qual personagem você acha que os leitores interpretam de forma diferente do que você imaginou?

JS: Não tenho o conhecimento disso, mas suponho que a protagonista possa ser bem mal interpretada em alguns momentos devido sua construção moralista e impulsiva.

E: Você deixou pistas ao longo da história de como seria o final ou quis surpreender totalmente o leitor? 

JS: Pistas não, mas elementos que estavam ali prontos para serem usados. Queria surpreender o leitor e acho que isso se deve mais pela junção de elementos para encerrar a história parcialmente.

E: Teve alguma cena que foi mais difícil de escrever?

JS: Cenas de ação sempre foram muito difíceis, assim como cenas que acontecem transformações de lobisomens, em que preciso pensar como é um lobo (mesmo nunca tendo visto um pessoalmente). O mesmo se deve para descrições de lugares que inicialmente estão apenas em minha cabeça, o que melhora com o tempo.

E: Como foi o processo de equilibrar elementos de mistério, fantasia e romance para que a história ficasse envolvente? 

JS: Como o livro é dividido em três partes, iniciados e terminados em acontecimentos especificamente escolhidos, consigo ter a liberdade para dosar o que vai entrar em cada núcleo e equilibrar os gêneros e tramas.

E: Qual foi o maior desafio para publicar seu primeiro livro?

JS: Posso dizer que o maior desafio talvez seja a escrita. Mesmo tendo sido um processo prazeroso, ainda consome a saúde mental. Quando está na fase de publicação, você pode duvidar dela (ela pode virar uma insegurança) e o perfeccionismo também se apresenta no resto de todo o processo de lançamento, mas ainda foi algo que fiquei satisfeito.

E: O que você diria para jovens que querem escrever, mas têm medo de começar?

JS: Diria que antes de ser um livro e um reflexo seu, é uma meta atingida. Dependendo do lugar de onde você veio, vai ser mais difícil ou mais fácil; mas, independente disso, seu objetivo é o apreço das outras pessoas. Mas para os outros ficarem satisfeitos com sua história, você precisa estar com ela mesma. Você precisa atingir essa meta. Antes de tudo, esse lançamento foi um lembrete para mim mesmo de que nada é impossível.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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