Remake da novela tem conquistado diferentes públicos desde sua estreia
A novela Vale Tudo estreou no final de março e, desde então, tem se tornado um fenômeno entre a população brasileira. A emissora teve um crescimento entre jovens de 12 a 17 anos, segundo os dados do Kantar Ibope.
Mas por que o remake de uma novela de 1988 fez tanto sucesso entre esse público?
Muito disso se dá porque essa nova versão mantém a história original, mas, ao mesmo tempo, busca adaptações com a atualidade. Um exemplo disso, é a vilã Maria de Fátima (Bella Campos), que, nessa releitura, é influenciadora digital e até tem um perfil ativo nas redes sociais, o que aproxima o público da trama.
E claro, também, que a principal vilã da novela, Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, é o sinônimo de sucesso da obra. O fato da personagem ser ousada, vingativa e ter muita personalidade, faz com que os espectadores fiquem vidrados e sempre esperem o pior de Odete.
Foto: reprodução/Fábio Rocha/Globo
Além dessas personagens, desde sua primeira versão, a telenovela também dá destaque a temas relacionados à moralidade, à ética e à corrupção, que acabaram sendo discutidos com base na situação vivida na época.
Atualmente, também é possível fazer essa associação, principalmente quando nota-se a forma como Vale Tudo é produzida,com uma linguagem moderna e com temas importantes, que aproximam a nova geração.
A questão do direito à pensão alimentícia, o aprofundamento no alcoolismo de Heleninha Roitman (Paolla Oliveira) e até a polêmica dos bebês reborn estão presentes no remake do folhetim.
Publicações sobre a novela no X (antigo Twitter) e no TikTok também ajudaram na popularização da novela entre jovens e adolescentes.
A novela fica no ar até o próximo mês, e será substituída pela trama Três Graças, que tem previsão de estreia para o dia 20 de outubro.
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A produção desembarca no Brasil em dezembro deste ano
A cobra mais famosa do cinema está de volta! E o novo Anaconda, dirigido por Tom Gormican, já tem trailer e data de estreia oficiais. Com Jack Black, Paul Rudd e Selton Mello, o longa chega aos cinemas brasileiros em 25 de dezembro — trazendo todo o suspense (e diversão) com um elenco de peso.
Nessa nova versão, os melhores amigos Doug (Black) e Griff (Rudd) enfrentam uma crise de meia-idade e resolvem realizar o antigo sonho de regravar Anaconda (1997), filme que marcou a juventude da dupla. Eles, então, partem para o coração da Amazônia para começar as filmagens.
Mas as coisas ficam sérias quando uma anaconda gigante de verdade aparece, transformando o set de filmagem comicamente caótico em uma situação mortal. Parece que, afinal, o filme que a dupla estava morrendo de vontade de fazer pode muito bem acabar matando eles — e todos que decidiram embarcar nessa jornada.
Imagem: Divulgação/Sony Picture Brasil
E por falar em jornada, após o sucesso de Ainda Estou Aqui (2024), filme vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional, Selton Mello faz sua estreia em Hollywood. “Trabalhar com pessoas que admiro tanto, em uma escala gigantesca que nunca havia visto, foi muito especial. Fui tão bem recebido, me senti tão à vontade, que fez parecer natural essa experiência completamente nova”, conta o ator brasileiro.
Para a divulgação do trailer, Selton se dubla não apenas em português, mas também em espanhol. Ele ainda declara: “Meu primeiro filme na língua que costumava dublar durante a adolescência foi algo pessoalmente transformador e muito estimulante criativamente”.
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Filme chega nos cinemas brasileiros em fevereiro de 2026
Dirigido por Oliver Hermanus (Endless River, 2015), o longa A História do Som teve o primeiro trailer e cartaz divulgados nesta quarta-feira (17) pela Universal Pictures. Ovacionado em sua estreia no Festival de Cannes, em maio deste ano, o filme tem estreia programada para 19 de fevereiro de 2026.
O elenco é composto por grandes nomes de Hollywood, como Paul Mescal, indicado ao Oscar de Melhor Ator em 2023 por Aftersun (2022); Josh O’Connor, vencedor do Emmy 2021, na categoria de Melhor Ator em Série Dramática por The Crown (2016-2023); e Chris Cooper, ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por Adaptação (2002).
Foto: divulgação/Universal Pictures
História do Som acompanha Lionel (Paul Mescal), um talentoso estudante de música que conhece David (Josh O’Connor) no Conservatório de Boston, onde floresce uma conexão através do profundo amor que ambos compartilham pela música. Anos depois, os dois se reencontram e iniciam uma viagem improvisada pelo interior do Maine, com o objetivo de coletar canções tradicionais da cultura folk. Entre encontros inesperados, amores e a paixão pela música, a vida de Lionel será transformada de maneiras que ele jamais poderia imaginar.
Confira o trailer:
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Adaptação literária terá primeiras sessões em dezembro
O primeiro pôster oficial e o trailer de A Empregada (The Housemaid), filme que será baseado no livro homônimo escrito por Freida McFadden, acabaram de ser divulgados.
Foto: divulgação/Paris Filmes
O longa terá sessões antecipadas a partir de 19 de dezembro e estreia em 1 de janeiro, exclusivamente nos cinemas. Além do pôster oficial, também foram revelados pôsteres individuais e teasers dos protagonistas.
A trama acompanha a história de Millie, uma mulher com dificuldades, que consegue um trabalho como empregada doméstica de Nina e Andrew, um casal rico. No entanto, ela logo descobre que os segredos desta família podem ser ainda mais assustadores do que os seus.
O filme é dirigido por Paul Feig (Um Pequeno Favor, 2018; Missão Madrinha de Casamento, 2011), que também assina a produção ao lado de Todd Lieberman, CarlaKleinbart Elter e Laura Fischer.
O elenco conta com Amanda Seyfried (Mamma Mia, 2008), Sydney Sweeney (Todos Menos Você, 2023), Brandon Sklenar (É Assim Que Acaba, 2024) e Michele Morrone (365 Dias, 2020). Já o roteiro é de Rebecca Sonnenshine.
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O novo disco é um complemento do álbum lançado no início deste ano
Alerta de lançamento!The Crux Deluxe já está entre nós e sucede The Crux (2025), que chegou no início deste ano e rendeu conquistas inesquecíveis para Djo, o projeto musical do ator, produtor e compositor Joe Keery.
O terceiro álbum fez Djo ultrapassar 2,7 bilhões de streams em seu catálogo, conquistar seu primeiro primeiro lugar na Alt Radio com Basic Being Basic, alcançar platina tripla com o hit viral End of Beginning, estrear em Glastonbury e no Coachella, esgotar uma turnê internacional massiva e, claro, voltar a Chicago diante de uma plateia de 75 mil pessoas no Lollapalooza.
Imagem: Reprodução/Djo Music
Além disso, o trabalho do artista conquistou ampla aclamação crítica, com The Crux sendo incluído nas listas de melhores do ano (em 2025) da Rolling Stone, Spin e Entertainment Weekly, entre outros veículos.
“The Crux marca a chegada de um artista plenamente formado que está apenas começando.” — Rolling Stone
“Verdadeiramente fenomenal.” — Paste Magazine
“Djo é um investimento de longo prazo que já está rendendo dividendos: o novo álbum, The Crux, expande sua ambição criativa, enquanto Keery experimenta idiossincrasias do alt-pop, abre espaço para momentos de beleza silenciosa e desconstrói qualquer tentativa de enquadrá-lo em uma única música, som ou meio.” — Billboard
“Joe Keery claramente tem ótimo gosto e sabe criar uma frase inteligente.” — NPR
“Os vocais de Keery soam especialmente incríveis nesta canção íntima e leve… ele está se inclinando para um som mais atemporal.” — Stereogum
The Crux Deluxe é um expansivo álbum complementar de 12 faixas para The Crux, escrito, gravado e produzido por Keery e seu colaborador Adam Thein. O lançamento surpresa vem depois de anúncios de singles inéditos ao longo da semana — Carry The Name, na segunda; It’s Over, na terça e Awake, na quarta — e retorna com um álbum surpresa completo.
Já disponível, o quarto disco de Djo tem a mesma duração de seu antecessor e reúne canções compostas na mesma época das sessões do álbum principal, reservadas para este lançamento complementar — mas finalizadas neste verão. O resultado é uma continuação musical envolvente, retomando a partir da sonoridade e dos temas deixados pelo álbum anterior.
O que começa em The Crux como uma meditação sobre a dissolução de um relacionamento, encontra seu caminho de volta para a autossuficiência. Keery enquadra o conceito de The Crux por meio de sua arte — uma colaboração com Neil Krug e Jake Hirshland —, como um hotel onde todos os hóspedes são passageiros, em um cruzamento espiritual ou emocional. Agora, é noite no The Crux Hotel, refletindo-se como um inverso do álbum original, enquanto Djo se prepara para embarcar em um novo dia.
Imagem: Reprodução/Djo Store
The Crux e The Crux Deluxe foram co-produzidos por Keery e seu colaborador de longa data, Adam Thein. Trata-se de um álbum de qualidade artesanal impecável. Ao contrário dos álbuns anteriores de Keery — gravações de quarto centradas em sintetizadores —, The Crux destaca guitarras exuberantes e instrumentação que lembra o pop do final dos anos 60 e 70. É um álbum cheio de perdas e anseios, mas também cheio de inteligência e gratidão.
O disco foi escrito ao redor do mundo em um período particularmente fértil para Joe Keery, em que ele estava lutando contra a transitoriedade de seu outro emprego, estando solto e longe de seus amigos e familiares. Mas, para fazer o álbum, ele se instalou no lendário Electric Lady Studios, em Nova York, seu lar adotivo. The Crux não apenas mostra seu escopo ambicioso, mas também suas habilidades como multi-instrumentista e compositor habilidoso.
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Apresentação promete músicas inéditas, interatividade e surpresas no palco
Após o grande sucesso da estreia em maio, a atriz e cantora Ana Luiza Ferreira retorna aos palcos para uma edição especial de seu show Sem Roteiro. Intitulada de A Repescagem, a apresentação acontecerá no dia 21 de setembro, na Casa Coringa, em Pinheiros, São Paulo.
O novo show chega com um repertório inédito que inclui sucessos da Broadway, nostalgias do Disney Channel, músicas que marcaram a trajetória da artista e composições autorais, com direito a estreias exclusivas. Entre as surpresas preparadas para o show, o público poderá ouvir, em primeira mão, o próximo single de Ana, That night was goodbye, além de um trecho exclusivo de She is everything you condemn me for, ainda em produção.
Segundo a artista, a proposta é manter a essência do projeto, mas também explorar novos caminhos, sem perder as interações com o público:
“Mantivemos a essência do primeiro show, mas com repertório, convidados e surpresas completamente diferentes. A interatividade faz parte do DNA do projeto Sem Roteiro. O público é fundamental nas decisões e na participação. Sem vocês, não existe show”.
Interatividade e imersão
Muito mais do que um show, o Sem Roteiro é uma experiência completa para o público. O espetáculo inclui jogos, interações, batalhas de belting e escolhas feitas pelo público que podem mudar o rumo da noite.
O aquecimento da noite será um game show comandado por Beatriz Fiorotto e Pedro Porto. Além da presença dos dois artistas, a programação terá mais alguns convidados especiais, entre eles estão Helga Nemetik, Jéssica Ballut (JazzB), Renata Schneider, Mari Araújo, Sampaio Girls e Thaíssa Ballut.
SERVIÇO
Data: 21 de setembro de 2025 Local: Casa Coringa – Rua Luís Murat, 370, Pinheiros, São Paulo Horários: 18h – Abertura da casa 18h30 – Pré-show 19h30 – Show Ingressos: Opções cadeira ou pista, à venda pela Meaple
Classificação: 16 anos (menores somente acompanhados por pais ou responsáveis)
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Lançado pela Tinta-da-China Brasil, Viagem no País da Crônica celebra o gênero que transforma o cotidiano em literatura
O jornalista e cronista Humberto Werneck lança nesta terça-feira, 16 de setembro, o seu novo livro, Viagem no País da Crônica, pela editora independente Tinta-da-China Brasil. A conversa terá mediação da crítica literária Rita Palmeira — curadora da Megafauna e da próxima edição da FLIP. Após o bate-papo, o autor autografará exemplares da obra.
Foto: divulgação/a4&holofote comunicação
Em Viagem no País da Crônica, Werneck conduz o leitor por um percurso que vai de janeiro a dezembro, da infância à morte, em diálogo com alguns dos maiores nomes do gênero no Brasil — entre eles Clarice Lispector, Fernando Sabino, Otto Lara Resende e Rubem Braga.
O projeto nasceu em 2018, quando o Instituto Moreira Salles, em parceria com a Fundação Casa de Rui Barbosa, criou o Portal da Crônica Brasileira, editado por Werneck até 2021. Parte dos textos publicados ali foram reunidos neste volume, que também marca as oito décadas de vida do autor.
Na obra, Werneck reflete sobre a condição da crônica — “o patinho feio da literatura”, como ele define —, gênero situado entre o jornalismo e a ficção, escrito sob o ritmo do prazo, mas com frescor e autenticidade próprios. Entre os temas revisitados estão o mar, a chuva, a fé, as fotografias e até o uísque, além de acontecimentos centrais da história do país, como a revolução de 30, o golpe de 64, a proclamação da República e a construção de Brasília.
O evento de lançamento de Viagem no País da Crônica, de Humberto Werneck, acontece na terça-feira, 16 de setembro, às 19h, na Livraria Megafauna Copan (Av. Ipiranga, 200 – loja 53 – Centro, São Paulo/SP).
Sobre o autor
Foto: reprodução/Companhia das Letras
Nascido em Belo Horizonte, Werneck construiu carreira como repórter, editor e cronista em veículos como Jornal da Tarde, Veja, Jornal do Brasil e IstoÉ. É autor de títulos como O Pai dos Burros: Dicionário de Lugares (Arquipélago Editorial), O Desatino da Rapaziada (Editora Companhia das Letras) e O Santo Sujo: A Vida de Jayme Ovalle (Editora Cosac Naify).
Foto: divulgação/Entretetizei
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Com faixas contagiantes e dançantes, o projeto marca um novo capítulo na carreira da artista
A superstar global Demi Lovato anunciou a data de lançamento de seu nono álbum de estúdio, It’s Not That Deep. O trabalho chega em 24 de outubro e traz dez faixas que revisitam o dance-pop característico de seus discos anteriores, agora com uma energia de celebração e mensagens sobre se libertar e assumir o controle da própria vida.
Foto: reprodução/Instagram @ddlovato
O lançamento é precedido pelo single principal, Fast, uma faixa electro-pop elegante e sexy, e pelo intenso e contagiante Here All Night, que já se consolida como um hino de pista de dança.
O título do álbum reflete um mantra pessoal de Demi, que retorna ao charme despreocupado das eras anteriores, celebrando os pequenos prazeres da vida. Sobre o trabalho, a cantora comentou:
“Vivi momentos incríveis fazendo este álbum com Zhone. Foi uma experiência muito libertadora poder me soltar e me divertir com ele. Nas minhas eras anteriores, eu costumava escrever músicas catárticas sobre temas pesados. Desta vez, essas músicas simplesmente não ressoavam mais, porque eu não estou mais nessa fase da vida. Estou feliz, apaixonada e só quero aproveitar a vida e me divertir. Percebi que não é mais tão profundo assim, e isso se tornou a filosofia deste álbum, que é feito para noitadas e pistas de dança. Mal posso esperar para que todos vocês dancem comigo.”
O videoclipe de Here All Night, dirigido pela aclamada Hannah Lux Davis, acompanha o lançamento do álbum. Diferente das típicas cenas de boate, o clipe mostra Demi acordando em seu apartamento e, em seguida, se jogando em uma coreografia contemporânea estilizada e cheia de energia.
Confira:
Sobre Demi Lovato
Indicada ao GRAMMY® e vencedora de diversos prêmios, Demi Lovato também é atriz e autora de best-seller. Reconhecida inicialmente por seu talento nas telas, ela rapidamente se tornou um fenômeno musical global, com mais de 50 bilhões de streams em todo o mundo. Ao todo, lançou oito álbuns de estúdio, todos estreando no Top 10 da Billboard 200, e quatro deles com mais de um bilhão de streams no Spotify.
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A atriz, autora e roteirista tem construído uma carreira marcante levando a força nordestina para as telas
Monique Hortolani soma 12 anos de carreira como atriz, autora e roteirista. Aos 37 anos, a baiana, já realizou diversos trabalhos para TV, streaming, teatro e cinema, além de desenvolver projetos autorais que exploram histórias reais.
Recentemente, Monique integrou o elenco do longa CIC – Central de Inteligência Cearense, dirigido por Halder Gomes e lançado nos cinemas em 21 de agosto. No filme, ela dá vida à agente secreta Divina, cérebro por trás da CIC e braço direito do chefe Espírito Santo (Nill Marcondes). Para construir a personagem, a atriz mergulhou no universo das artes marciais.
Entre seus trabalhos anteriores estão o musical infantil Maísa no Ar e os espetáculos Viúva, porém Honesta e Bonitinha, mas Ordinária. No audiovisual, participou do longa Divaldo, O Mensageiro da Paz, da série A Vida Secreta dos Casais (HBO), da novela Gênesis (Record) e da série O Cangaceiro do Futuro (Netflix).
Foto: divulgação/Nicole Kruger
Além da atuação, Monique é idealizadora do projeto Destrava, voltado para o ensino de comunicação e oratória. Por meio de cursos e consultorias, a iniciativa busca ajudar pessoas e empresas a desbloquearem seu potencial comunicativo. Atualmente, a artista também desenvolve um novo longa-metragem inspirado em histórias reais.
Em entrevista ao Entretetizei, Monique nos contou um pouco sobre suas personagens, inspirações e desafios enfrentados ao longo de sua carreira.
Entretetizei: Monique, ao interpretar suas personagens, de onde você costuma buscar referências e inspirações? Como isso acaba influenciando sua performance?
Foto: divulgação/Nicole Kruger
Monique: Minha maior fonte de inspiração sempre foi observar as pessoas. Eu gosto de reparar nos detalhes, o jeito que alguém se movimenta, o olhar, a maneira de falar… até aqueles gestos pequenininhos que parecem banais, mas dizem muito. Também consumo muita coisa, assisto muitos filmes, mas muitos mesmo, sou viciada em séries e apaixonada por documentários. Tudo o que vejo vai me alimentando. É como dizem: quem tem referência, tem tudo. Na prática, isso me dá repertório quando vou construir uma personagem.
E: Você se mudou para São Paulo aos 21 para cursar teatro. Quais foram os maiores desafios e aprendizados dessa experiência de se lançar na carreira artística tão jovem?
M: Me mudar pra São Paulo aos 21 foi uma das decisões mais corajosas da minha vida. Eu saí da Bahia com uma mala cheia de sonhos e pouca certeza de como as coisas iam acontecer. O maior desafio, sem dúvida, foi estar longe da minha família, dos meus amigos, e ter que me virar numa cidade gigante, onde tudo era novo e, às vezes, assustador. Ao mesmo tempo, foi uma escola incrível. São Paulo pulsa cultura e isso me deu acesso a ótimos cursos, professores e, principalmente, a uma cena artística que me desafiava o tempo todo. Aprendi muito sobre disciplina, sobre paciência, sobre o valor de cada pequena conquista. Também aprendi a lidar com a rejeição, que faz parte da carreira, e a entender que cada “não” também me empurrava para outro caminho que, lá na frente, faria sentido. Olho pra trás e vejo que essa mudança foi fundamental para minha formação, não só como atriz, mas como pessoa. Cresci, amadureci, ganhei coragem. E mesmo com todos os perrengues, foi aqui que construí minha base artística e comecei a dar os primeiros passos de verdade na carreira.
E: Em Central de Inteligência Cearense, a Divina tem uma personalidade marcante, cheia de energia e um visual icônico com o cabelo azul. Como foi o processo de dar vida a essa personagem? Quais foram os principais desafios para construí-la?
M:Foi uma delícia! O processo começou muito no corpo. A Divina não luta no filme, mas eu senti que ela precisava ter essa prontidão de agente secreta, essa agilidade. Então mergulhei em treinos de artes marciais como parte da preparação. Esse preparo me ajudou a encontrar a postura certa, esse corpo sempre alerta, mesmo sem ter cenas de luta. Outro desafio foi o sotaque cearense. Eu sou baiana, e o sotaque do interior da Bahia é completamente diferente do de Fortaleza. Então estudei prosódia e contei com a ajuda dos amigos cearenses para chegar o mais próximo possível do Cearencês. E teve ainda uma curiosidade nos bastidores: eu não gravei as cenas com a Mazé, personagem da Valéria Vitoriano, presencialmente. Como ela foi inserida depois, na pós-produção, eu contracenava olhando pro nada e respondendo às falas ditas pelo assistente de direção. Foi um exercício de imaginação gigante. Mas como eu já tinha trabalhado com a Valéria em O Cangaceiro do Futuro, consegui imaginar o ritmo que ela daria a cada fala e, no fim, quando vi o resultado, fiquei feliz demais com a química que apareceu na tela, mesmo sem a gente ter estado juntas em cena.
No geral, o mais divertido foi equilibrar tudo isso: a energia física, a sagacidade, o humor que nasce da relação dela com os outros personagens. A Divina é uma agente secreta nada óbvia, e foi justamente isso que me encantou em construí-la.
E: A Amália, de O Cangaceiro do Futuro, continua sendo lembrada pelo público. O que esse papel representou para a sua carreira e para você pessoalmente?
M:A Amália foi uma personagem muito especial na minha trajetória. Quando recebi a notícia de que tinha passado no teste, eu já sabia que seria uma experiência única, porque era uma série da Netflix com esse olhar para o Nordeste, mas ao mesmo tempo com uma pegada de aventura, comédia e fantasia. Estar dentro de uma produção com esse alcance foi muito marcante.
Para minha carreira, a Amália representou visibilidade. Foi a primeira vez que eu senti a repercussão imediata de ter um trabalho chegando em tantas casas ao mesmo tempo, com pessoas do Brasil inteiro assistindo e comentando. Foi uma porta que se abriu pra que outros trabalhos viessem depois, inclusive o próprio CIC. E até hoje eu sinto esse retorno do público. No meu TikTok, por exemplo, a pergunta que mais recebo é: “cadê a segunda temporada de O Cangaceiro do Futuro?”. Vários trechos da série ainda viralizam por lá, e eu fico muito honrada com esse carinho todo. Então, sem dúvida, a Amália vai ficar pra sempre no meu coração. Foi um divisor de águas, um presente que me trouxe aprendizados, novos caminhos e muito orgulho de ter feito parte desse projeto.
E: Você já contou que sua mãe esteve presente em cada passo da sua paixão pela arte, seja te levando ao cinema ou incentivando seus sonhos. O quanto esse apoio foi fundamental para que você acreditasse na sua carreira?
M: Minha família sempre foi fundamental em tudo, sempre me apoiaram. Mas mainha foi ainda mais, porque ela é apaixonada por cinema. Lá em casa a gente tinha aquele hábito gostoso de alugar filmes e séries, maratonar juntos, fazer pipoca e depois comentar como se fôssemos críticos de cinema. Esses momentos marcaram minha infância e plantaram a sementinha de querer estar nesse universo.
Desde pequena, mainha me ensinou a ser forte, a ter autoestima e coragem pra correr atrás dos meus sonhos. Ela me fez acreditar que eu poderia ser o que eu quisesse, mas sempre deixando claro: não ia ser fácil, eu teria que trabalhar muito, até porque eu não nasci herdeira. Então, quando decidi seguir carreira artística, claro que ela ficou preocupada, porque é uma trajetória cheia de desafios e incertezas. Mas, mesmo assim, nunca deixou de me encorajar, mesmo sabendo que essa escolha me levaria a morar muitos quilômetros de distância dela. Foi ela quem me deu coragem de acreditar que dava pra tentar, que eu tinha o direito de perseguir esse sonho.
Eu admiro demais minha mãe, porque pela história de vida dela sei que é uma mulher muito forte, que não desiste fácil. Isso sempre me inspirou. Tenho certeza de que muito da minha resiliência vem dela. Ela acompanha tudo que eu faço. Assiste, comenta e até avalia minha atuação. Ela jura que é imparcial, mas sei que não é nada… porque sempre acha que eu sou a melhor. Mãe, né? Então, com certeza, tudo que vivo hoje na carreira tem muito dela junto. Sem esse amor e esse apoio, talvez eu não tivesse acreditado tanto em mim mesma.
E:Sendo baiana e nordestina no mercado do cinema, como você encara essa representatividade e o fato de levar suas performances para o mundo?
Foto: divulgação/Nicole Kruger
M: É algo que eu carrego com muito orgulho. Durante muito tempo, a gente viu o Nordeste sendo colocado em caixinhas, reduzido a estereótipos. Hoje, poder estar em produções que chegam ao Brasil inteiro e até fora do país, com personagens complexos e potentes, é muito especial. Eu sinto que cada papel que faço também abre um espacinho a mais nessa representatividade. Seja a Amália, em O Cangaceiro do Futuro, com aquele sotaque do sertão cearense, seja a Divina, em CIC, com o sotaque de Fortaleza e todo o visual moderno dela… são personagens diferentes, mas que mostram justamente a diversidade do Nordeste. Não existe uma única forma de ser nordestino, e isso é muito bonito de levar pra tela.
E quando essas histórias ganham o mundo, eu fico emocionada. Porque não é só sobre mim, é sobre um coletivo. É sobre mostrar que o nosso cinema é diverso, que nossas narrativas têm força e que o público se reconhece nessas vozes. Então, pra mim, essa representatividade não é só uma responsabilidade, mas também uma alegria enorme.
CIC – Central de Inteligência Cearense, segue em cartaz nos cinemas brasileiros. Então, se você ficou curioso para conhecer mais sobre a Divina, essa é a oportunidade ideal.
E aí, qual dos projetos da Monique você já assistiu? Comente nas redes sociais do Entretetizei — Instagram, Facebook e X — e siga a gente para não perder as notícias do mundo do entretenimento e da cultura.
Série de comédia reúne nomes como Eddy Jr., Antonio Pitanga, Neusa Borges, Leilah Moreno e Larissa Nunes no elenco
A nova série de comédia brasileira, Clube Spelunca estreia no dia 17 de outubro, às 18h30. Composto de grandes nomes, como Eddy Jr., Antônio Pitanga (Vale Tudo, 2025), Neusa Borges (O Clone, 2001), Leilah Moreno (Sintonia, 2019) e Larissa Nunes (Coisa Mais Linda, 2019), a produção terá dois episódios lançados semanalmente.
Com dez episódios, a comédia acompanha a vida de Digão (Eddy Jr.), um jovem sonhador e com muitas dificuldades financeiras, que decide transformar o antigo clube da família, o Spelunca, em um novo ponto de encontro na Zona Leste de São Paulo. Muito além de querer alcançar o sucesso, ele precisa provar para si mesmo e para os familiares que aprendeu com os erros de um passado marcado por fracassos.
Foto: divulgação/HBO Max
Dirigida por Silvio Guindane (Vitória, 2025), a série da TNT e da HBO Max mostra, com muito humor e música, Digão enfrentando desafios e entrando em muitas confusões a cada episódio, para manter o clube vivo, mas envolvendo sua família e a comunidade da ZL. Mesmo com conflitos e tropeços, o clube se torna palco de encontros, descobertas e reconexões.
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