Evento realizado no último fim de semana trouxe um pedacinho da Turquia para o Brasil e contou com várias surpresas e momentos especiais
O evento Cultura em Cena: Um Dia na Turquia, que aconteceu em São Paulo no sábado (13), foi inteiramente dedicado à cultura turca para os fãs das novelas. Reunindo dezenas de pessoas, a imersão permitiu aos participantes a experiência de viver as tradições e a cultura da Turquia.
Graças ao fenômeno das novelas turcas no Brasil, seja pelas obras transmitidas na TV aberta ou por àquelas disponíveis em plataformas digitais, cada vez mais o interesse do público pelo país tem crescido, atraído pelas obras produzidas na Turquia. Isso gerou então uma curiosidade sobre os costumes mostrados na tela.
Idealização do evento
Para apresentar de perto o que os fãs assistem nas novelas, o evento idealizado pela jornalista Anna Mellado (Entretetizei), a empreendedora Flávia Silva (Facce Brasil) e a empreendedora turca Betül Acar (Cibella Noivas), ao lado de Camila Klein e sua equipe, ganhou vida.
Foto: reprodução/Entretetizei/Flavia Silva
Recheado de atrações, a imersão inédita aconteceu na loja Cibella Noivas. O espaço, comandado por uma família turca residente no Brasil há mais de dez anos, tem o propósito de aproximar a cultura turca ao público brasileiro, através de vestidos de noiva exclusivos e joias em prata vindas diretamente da Turquia.
Destaques do dia
Um verdadeiro intercâmbio entre Brasil e Turquia, o evento recebeu fãs de novelas turcas de vários lugares do país. Com dança, música, gastronomia e tradições turcas, o evento trouxe uma aula sobre os costumes e tradições ilustrados com cenas de novelas, ministrada pela professora turca Zeynep Akto Çavdarlı (USP).
Foto: reprodução/Entretetizei/Flavia Silva
Diretamente da Turquia,as participantes tiveram contato com o café turco, objetos de henna e utensílios autênticos usados nos rituais tradicionais. Além disso, puderam dançar ao lado de mulheres da comunidade turca e experimentar comidas típicas preparadas pelo restaurante Casa Turca, espaço gastronômico turco mais tradicional de São Paulo.
Fotos: reprodução/Entretetizei/Flavia Silva
A musicista turca Gamze Hoca ainda encantou o público tocando o instrumento tradicional Kanun. Destaque para o momento em que algumas participantes se vestiram como noivas turcas e participaram de uma dança típica.
Fotos: reprodução/Entretetizei/Flavia Silva
Momento surpresa
Outro momento especial do evento foi a participação em vídeo de alguns atores turcos, já entrevistados pelo Entretê.
Başak Gümülcinelioğlu (Será Isso Amor?, 2020) surpreendeu as fãs ao anunciar com exclusividade um novo projeto em português, que será divulgado em breve; Cenk Torun (Esaret, 2022) demonstrou seu carinho falando em português; e Jessica May (Yeni Gelin, 2017), brasileira que atua na Turquia, falou um pouquinho sobre como é morar no país.
Confira a seguir:
Foto: reprodução/Entretetizei/Flavia Silva
Pioneirismo no diálogo cultural Brasil – Turquia
Abrindo novas portas para o diálogo cultural entre os dois países, a imersão permitiu aproximar ainda mais o Brasil da Turquia, tal qual afirmado pela jornalista Anna Mellado: “As novelas turcas se tornaram um fenômeno no Brasil, mas ainda faltava um espaço para vivenciar a cultura por trás das tramas. Esse evento foi um marco histórico dessa conexão inédita”.
Desde 2022, trazendo entrevistas inéditas, cobertura jornalística e conteúdos exclusivos sobre novelas turcas e a cultura turca, o Entretetizei, que tem Anna à frente do projeto, tornou-se o site referência na imprensa brasileira quanto ao assunto Turquia, conectando milhões de pessoas com o país e suas produções.
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Versão filmada da peça conta com Lin-Manuel Miranda, Leslie Odom Jr. e Philipa Soo no elenco
A versão filmada da produção original da Broadway de Hamilton chega aos cinemas pela primeira vez em 25 de setembro. Escrito e estrelado por Lin-Manuel Miranda, a peça foi um sucesso nos palcos, vencedora de vários prêmios conceituados, como o Tony e Grammy.
O musical conta a história de Alexander Hamilton, um dos pais fundadores dos Estados Unidos. Com uma mistura de hip-hop, jazz e R&B, ele aborda a ascensão do político desde a sua chegada como imigrante até a sua morte, explorando os relacionamentos com figuras históricas como George Washington (Christopher Jackson) e Aaron Burr (Leslie Odom Jr.).
A obra foi considerada um momento revolucionário para o teatro, impactando a cultura com um novo formato musical e um sucesso de público tanto no palco, quanto nas telas. A versão filmada da peça já está disponível no Disney+.
Além de Miranda, o musical é estrelado por Daveed Diggs, Renée Elise Goldsberry, Jonathan Groff, Christopher Jackson, Jasmine Cephas Jones, Leslie Odom Jr., Okieriete Onaodowan, Anthony Ramos e Philipa Soo.
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A produção foi escolhida para representar o país na categoria de Melhor Filme Internacional
O Comitê de Seleção da Academia Brasileira de Cinema anunciou, nesta segunda-feira (15), que o filme O Agente Secreto foi escolhido para representar o Brasil na tentativa de obter uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no 98º Oscar.
Esta é uma oportunidade para o cinema brasileiro emplacar um longa-metragem pelo segundo ano consecutivo na categoria. No ano anterior, o filme Ainda Estou Aqui foi indicado no mesmo segmento, algo que só aconteceu uma vez, em 1998 e 1999.
O longa-metragem, que chamou atenção no Festival de Cannes, conta a história de Marcelo (Wagner Moura), um especialista em tecnologia, fugindo de um passado misterioso, que volta ao Recife em busca de um pouco de paz. Contudo, logo percebe que a cidade está longe de ser um refúgio.
O diretor, Kleber Mendonça Filho, fala sobre os esforços que envolveram a conquista: “Nossa campanha começou em maio, no Festival de Cannes, e agora segue mais forte ainda. Grande abraço por todo o apoio popular e para o comitê de seleção pela confiança a esse filme que acaba de começar a ser visto no Brasil.”
Emilie Lesclaux, produtora do filme, complementa: “Que honra o reconhecimento da Academia Brasileira de Cinema e a indicação para representar o Brasil no Oscar. Estou orgulhosa do filme que fizemos e da nossa trajetória. Trabalharemos muito para levarmos O Agente Secreto o mais longe possível, representando a força do cinema brasileiro no mundo”.
Foto: divulgação/ CinemaScópio
A shortlist, com os países pré-selecionados para competirem, será anunciada no dia 16 de dezembro, e os cinco finalistas, no dia 22 de janeiro de 2026. A cerimônia de premiação acontece no dia 15 de março.
O filme trilha agora uma extensa trajetória por festivais nacionais e internacionais, com a presença do diretor Kleber Mendonça Filho, da produtora Emilie Lesclaux e elenco.
A próxima parada acontece no AFI Latin American Film Festival, entre os dias 18 de setembro e 6 de outubro, nos EUA. O filme também será exibido no dia 21 de setembro no 73º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, na Espanha; seguindo para o Beyond Fest, que acontece entre 25 de setembro e 9 de outubro, em Los Angeles.
Além disso, a produção será exibida no 63º Festival de Cinema de Nova York, que acontece entre os dias 26 de setembro e 13 de outubro. O longa também abre, no dia 21 de setembro, o 34º Festival de Cinema Latino-Americano de Biarritz, na França, que também homenageará Kleber Mendonça Filho. Em outubro, o filme tem sessões confirmadas no prestigioso BFI London Film Festival, no 23º Festival de Morelia, no México. A agenda traz ainda Wagner Moura como homenageado no Festival de Zurique, na Suíça, entre outros.
Trajetória nacional
Foto: divulgação/ Soraya Ursine
As primeiras sessões públicas no Brasil aconteceram em São Luiz e Teatro Parque, no Recife, no dia 10 de setembro (quarta-feira). Agora, o longa trilha um longo caminho, passando por diversos eventos nacionais, inclusive abriu o Festival de Brasília, na última sexta-feira, e agora parte para o Olhar do Norte, em Manaus e outros festivais espalhados pelo país.
A produção chega aos cinemas oficialmente no dia 6 de novembro, com distribuição da Vitrine Filmes. O lançamento tem patrocínio master da Petrobras, que em 2025 comemora 30 anos de apoio ao cinema brasileiro.
O primeiro trailer oficial foi lançado na última quarta-feira, nele destaca-se a atuação de Wagner Moura, Melhor Ator em Cannes, o grandioso elenco e ressalta a riqueza das locações pernambucanas e ainda revela o clima de tensão que promete tomar conta dos cinemas brasileiros nos próximos meses.
Além do lançamento no Brasil, O Agente Secreto tem estreia confirmada em mais de 90 países entre América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e Oceania, de acordo com a MK2, responsável pela comercialização dos direitos de exibição do filme internacionalmente.
O Agente Secreto é uma coprodução internacional, com produção da CinemaScópio, e tem como coprodutora a francesa MK2 Films, a alemã One Two Films e a holandesa Lemming, com distribuição no Brasil pela Vitrine Filmes e patrocínio da Petrobras.
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Após exibição no Festival de Cannes, o longa estreia nos cinemas brasileiros em 13 de novembro
O primeiro trailer e o cartaz do longa Eddington, dirigido por Ari Aster, foram divulgados. A produção reúne um elenco de peso, contando com Joaquin Phoenix, vencedor do Oscar por Coringa (2019), como protagonista, Pedro Pascal, astro de The Last of Us (2023) e Emma Stone, duas vezes vencedora do Oscar na categoria Melhor Atriz em La La Land (2016) e Pobres Criaturas (2023).
Assista ao trailer oficial aqui:
Exibido no Festival de Cannes, o longa marca a primeira parceria entre os atores e o cineasta, conhecido por sucessos como Hereditário (2018) e Midsommar (2019). Com estreia marcada nos cinemas brasileiros, a trama se passa em uma pequena cidade do Novo México, onde um conflito entre o xerife local (Phoenix) e o prefeito (Pascal) toma grandes proporções, dividindo vizinhos e criando uma disputa nociva para a população de Eddington.
Foto: divulgação/Universal Pictures
A produção, que aposta em uma comédia de faroeste, conta ainda com a atuação de Luke Grimes, Deirdre O’Connell, Micheal Ward, Amélie Hoeferle, Clifton Collins Jr. e William Belleau. Austin Butler, indicado ao Oscar por Elvis (2022), completa o elenco em participação especial.
Foto: divulgação/Universal Pictures
Na direção, ao lado de Aster está Lars Knudsen, e o filme possui coprodução com a 828 Productions. A distribuição é da Universal Pictures e o longa estará disponível nos cinemas brasileiros em 13 de novembro.
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Cantor apresenta álbum que explora sons e temas atemporais, e presta homenagem à sua esposa
Ed Sheeran lançou, nesta sexta-feira (12), uma nova fase de sua carreira com o álbum Play. O trabalho já está disponível nas principais plataformas de streaming musical. O clipe da música Camera foi lançado no YouTube e traz Phoebe Dynevor, de Bridgerton, como protagonista.
Gravado inteiramente com um iPhone, o vídeo retrata os primeiros passos de um romance. As cenas se passam na Croácia e acompanham desde passeios e encontros até a participação da personagem em um show de Sheeran.
A faixa, inspirada em Cherry Seaborn, esposa do artista, mantém o tom íntimo das baladas que marcaram a trajetória do cantor de Photograph. Coproduzida por ILYA, Andrew Watt e Louis Bell, Camera dá início a um projeto mais ambicioso: um disco que explora influências da música indiana, persa e do folk irlandês.
Com Play, Sheeran se propõe a expandir horizontes sonoros sem abrir mão da identidade que o consagrou. O álbum reúne tanto experimentações quanto faixas de formato mais familiar, equilibrando novidade e tradição.
O cantor ainda apresentou ao vivo algumas das novas músicas em uma edição especial do Tiny Desk Concerts, da NPR. Os fãs podem assistir aqui.
E aí, o que você achou do novo álbum do Ed Sheeran? Já ouviu? Conta pra gente e siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – para não perder as novidades do mundo do entretenimento.
Num cenário de ameaças à democracia, indicamos leituras que iluminam os caminhos e dilemas desse sistema em transformação
No dia de hoje, é comemorado o Dia Internacional da Democracia, data que busca chamar a atenção mundial para a necessidade de defender os princípios fundamentais da inclusão, liberdade, igualdade, paz e desenvolvimento.
Em tempos de crescentes desafios aos regimes democráticos ao redor do mundo, é essencial compreender os mecanismos que os fortalecem ou os enfraquecem. Pensando nisso, a editora Tinta-da-China Brasil selecionou obras fundamentais, que abordam a trajetória da democracia, os perigos do autoritarismo e as lições históricas que não podemos esquecer.
Veja a seleção completa:
Salazar e o poder: A arte de saber durar (2025)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
Por que durou tanto o regime de Salazar, a mais longa ditadura europeia do século XX? É isso que o professor, pesquisador e político português Fernando Rosas, especialista na história dos fascismos, procura explicar neste livro, que marca o apogeu da sua obra historiográfica. O livro, vencedor do prêmio PEN de ensaios, em Portugal, supre uma lacuna na bibliografia publicada sobre o ditador no Brasil.
Com prosa fluida e pesquisa rigorosa, buscando ir além do senso comum, Rosas identifica cinco fatores estruturais da durabilidade do salazarismo: a violência contra as oposições; o controle político das Forças Armadas; a cumplicidade da Igreja; o corporativismo; e a investida cultural no “homem novo”.
Em tempos de retorno dos fascismos, urge compreender como triunfaram seus experimentos, para que possamos combater suas novas mutações.
A lei da bala, do boi e da Bíblia: Cultura democrática em crise na disputa por direitos (2024)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
Em meio a um cenário internacional de erosão democrática, quatro pesquisadoras do Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (Laut) se propõem a investigar como se construiu, nas últimas décadas, o discurso jurídico de grupos conservadores e reacionários no Brasil.
Entre a bala, o boi e a Bíblia, os temas em debate podem variar, do Estatuto do Desarmamento à descriminalização do aborto, passando pela tese do marco temporal. O que se mantém, entretanto, é a estratégia BBB de usar a linguagem política e jurídica, especialmente noções associadas a pautas progressistas — como garantia de direitos, laicidade, separação de poderes e vontade popular —, em sentidos antipluralistas e fragmentados, que favorecem sua própria agenda política.
Este é o segundo livro da coleção Laut, na Tinta-da-China Brasil, e conta com prefácio de uma das principais vozes no combate ao autoritarismo na Europa, Renáta Uitz.
Despotismo tropical: a ditadura e a redemocratização nas crônicas de Julia Juruna (2024)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
No calor do momento e na distância do exílio, uma correspondente desconhecida deu notícias sobre a ditadura brasileira, na França. Em 1976, o Le Monde Diplomatique começou a publicar sólidos artigos de uma tal Julia Juruna, que tratavam de assuntos como as raízes violentas e o aparato repressivo do nosso país, a participação dos Estados Unidos no Golpe de 1964 e a dependência econômica em relação ao mercado internacional.
Quem estava por trás do pseudônimo indígena era o jovem Luiz Felipe de Alencastro, que, em temporada de estudos e pesquisa na França, se tornaria um dos mais importantes historiadores brasileiros.
Reunidos pela primeira vez em livro, com organização do também historiador Rodrigo Bonciani, os artigos retomam os acontecimentos-chave da abertura política e do processo de redemocratização. Com os olhos no passado colonial e vivendo no presente da ditadura (1964-1985), Alencastro projeta o leitor para os tempos atuais. Em sua apresentação, Bonciani indaga se, diante da violência de Estado que persiste até hoje, a nossa jovem democracia não passaria de um “enxerto” no antigo conhecido “despotismo tropical”.
O caminho da autocracia: Estratégias atuais de erosão democrática (2023)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
Como democracias consolidadas permitiram a instalação do caos social, cultural e político através da eleição de governantes extremistas? Os pesquisadores do Laut expõem as táticas de regimes autocráticos em diferentes países do mundo, inclusive no Brasil.
Os atos de 8 de janeiro de 2023 deram prova de que o extremismo não se dobra a derrotas eleitorais: é preciso responsabilizar os autores dos ataques à democracia para interromper o caminho da autocracia na política brasileira.
Esquerda e direita: Guia histórico para o século XXI (2024)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
Pontos cardeais da política, eixos da modernidade, a esquerda e a direita têm quase dois séculos e meio de história — e um futuro. Este livro segue essa história e defende, na contracorrente, que não só a esquerda e a direita ainda fazem sentido hoje, como são mais relevantes do que nunca.
Os novos desafios da democracia perante as escalas europeia e global ditam a necessidade de reinventar a política e recuperar os seus conceitos de base. Inspirado em dois diálogos com estudantes e escrito em tom coloquial, este Guia histórico para o século XXI explica por que é possível outra soberania, e como construir o movimento para consegui-la.
Salazar e os fascismos: ensaio breve de história comparada (2023)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
Nas discussões sobre o fascismo, costuma-se deixar de fora dessa classificação o Estado Novo português, que teve António Salazar à sua frente, a partir de 1933. Será que esse governo ditatorial, que só caiu na Revolução dos Cravos, de 1974, está mesmo distante das outras experiências europeias?
Em Salazar e os fascismos: ensaio breve de história comparada, premiado pela Academia Portuguesa da História,Fernando Rosas investiga a tradição autoritária que elegeu líderes como Adolf Hitler e Benito Mussolini, detendo-se sobre o salazarismo, numa análise à luz de tais fascismos europeus. A reflexão sobre esse momento histórico o lança para a atualidade, num esforço de apreender as semelhanças com a onda conservadora que toma o mundo nos anos recentes.
Lira Neto, autor da celebrada trilogia sobre Getúlio Vargas e de biografias de outras importantes figuras da cultura nacional, assina a orelha da edição.
Diante do fascismo: crônicas de um país à beira do abismo (2022)
Imagem: reprodução/Tinta-da-China Brasil
O jornalista e editor Paulo Roberto Pires observa, nestas 34 crônicas publicadas em sua coluna nas revistas Época e Quatro Cinco Um, a ascensão de Bolsonaro à Presidência da República e a implantação de sua política de perseguição às artes, à universidade, ao jornalismo e aos direitos humanos.
A partir de episódios do dia a dia do governo, como a nomeação de Regina Duarte — a noivinha do Brasil fascista — para a Secretaria Especial de Cultura, Pires mostra como a autoproclamada isenção de intelectuais, jornalistas, políticos e outras figuras do debate público ajudou na instauração de um fascismo à brasileira.
Sobre a Tinta-da-China Brasil
É uma editora de livros independente, sediada em São Paulo, gerida, desde 2022, pela Associação Quatro Cinco Um, organização sem fins lucrativos. Sua missão é a difusão da cultura do livro.
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Entre sonhos distantes, amores improváveis e amizades que marcam para sempre, os K-dramas sabem como transformar o caos da juventude em histórias inesquecíveis sobre amadurecimento e identidade
Crescer nunca é simples, e os K-dramas entendem bem essa mistura de humor, dor e esperança que acompanha a juventude. Entre tropeços, conquistas, romances e frustrações, eles conseguem traduzir com sinceridade a fase em que tudo parece possível e, ao mesmo tempo, tão fora de alcance. Mais do que histórias de sucesso, essas produções mostram que amadurecer é também aprender a se descobrir.
De Lutando pelo Meu Caminho e sua visão crua sobre a vida adulta, passando pela nostalgia emocionante de Melancia Cintilante e pela força inspiradora de Vinte e Cinco, Vinte e Um, esses dramas conquistam porque refletem os altos e baixos que todo jovem enfrenta. Confira a seleção de produções que melhor representam esse processo de amadurecimento, com narrativas que tocam fundo por serem tão humanas:
Lutando pelo Meu Caminho (2017)
A série acompanha quatro amigos de longa data que tentam seguir em frente sem os títulos certos para o sucesso. Ko Dong Man (Park Seo Joon) já sonhou em ser campeão de taekwondo, mas agora leva uma vida comum, enquanto Choi Ae Ra (Kim Ji Won) enfrenta inúmeras rejeições ao tentar se tornar apresentadora. Junto deles, Kim Joo Man (Ahn Jae Hong) e Baek Seol Hee (Song Ha Yoon) lutam para manter o relacionamento em meio às dificuldades.
O grande charme de Lutando pelo Meu Caminho está na honestidade com que retrata a crise dos vinte e poucos anos. Nada de glamour: aqui os sonhos são distantes, a rotina é cansativa e a persistência é o que mantém os personagens de pé.
Foto: reprodução/soompi
Vinte e Cinco, Vinte e Um (2022)
Ambientado durante a crise financeira da Coreia do Sul, o drama segue a trajetória de Na Hee Do (Kim Tae Ri), uma jovem esgrimista que luta contra inúmeros obstáculos para entrar no time nacional, e Baek Yi Jin (Nam Joo Hyuk), que tenta reconstruir sua vida após a falência da família.
A mistura de amizade, romance e resiliência faz de Vinte e Cinco, Vinte e Um uma das produções mais intensas sobre amadurecimento. Hee Do brilha pela determinação apaixonada, seja em busca de suas metas ou no apoio a quem ama, provando ser possível florescer mesmo em meio ao caos.
Foto: reprodução/Netflix
Melancia Cintilante (2023)
Com música, fantasia e muito coração, esse K-drama narra a história de Eun Gyeol (Ryeoun), um estudante CODA (filho de pais surdos) que esconde sua paixão pelo rock. Ao entrar em uma loja misteriosa, ele é transportado para 1995, onde conhece seu pai adolescente, Lee Chan (Choi Hyun Wook), e acaba se juntando à sua banda.
Entre riffs de guitarra e descobertas emocionais, Melancia Cintilante retrata a difícil balança entre seguir a própria paixão e atender às expectativas da família. Com atmosfera nostálgica e atuações marcantes, é uma lembrança calorosa de que crescer é, acima de tudo, encontrar a própria voz.
Foto: reprodução/ Viki
Fada do Levantamento de Peso, Kim Bok Joo (2016)
Kim Bok Joo (Lee Sung Kyung) é uma jovem levantadora de peso que sonha com o ouro, mas também vive suas primeiras experiências amorosas e os dilemas típicos da vida universitária. Entre treinos, amizades e paixões, ela precisa descobrir quem realmente deseja ser.
Com leveza, humor e doçura, Fada do Levantamento de Peso, Kim Bok Joo se tornou um dos dramas mais queridos sobre amadurecimento, mostrando como amor, amizade e sonhos se entrelaçam na fase mais confusa e excitante da vida.
Foto: reprodução/ IMDB
Uma Seul Desconhecida (2025)
A produção traz a clássica troca de identidade, mas com profundidade emocional. As irmãs gêmeas Yoo Mi Ji e Yoo Mi Rae (Park Bo Young) vivem vidas opostas: uma desistiu do esporte e leva tudo de forma leve, enquanto a outra vive sob pressão em um ambiente corporativo. Ao decidirem trocar de lugar, acabam confrontando não só os desafios uma da outra, mas também os próprios medos e arrependimentos.
Mais que um trope conhecido, Uma Seul Desconhecida é sobre aprender a viver de forma autêntica, equilibrando amor, família e expectativas sociais.
Foto: reprodução/ Cine Vibes
À distância, a primavera é verde (2021)
O drama apresenta Yeo Joon (Park Ji Hoon), um calouro carismático que esconde cicatrizes emocionais, e Nam Soo Hyun (Bae In Hyuk), um veterano sobrecarregado por responsabilidades financeiras e familiares. Quando passam a trabalhar juntos, uma amizade improvável começa a transformar suas vidas, junto da colega So Bin (Kang Min Ah).
A produção traz à tona questões universais para universitários: solidão, cobrança familiar, insegurança e o desejo de pertencimento. Sensível e acolhedor, mostra que até nos períodos mais escuros é possível encontrar luz através das conexões humanas.
Foto: reprodução/ Viki
Passarela de Sonhos (2020)
Sa Hye Joon (Park Bo Gum) sonha em deixar para trás a carreira de modelo e se tornar ator, enquanto Ahn Jung Ha (Park So Dam) busca espaço como maquiadora. Unidos pela vontade de conquistar seus objetivos, eles compartilham sonhos, obstáculos e transformações pessoais.
Com romance, amizade e autodescoberta, Passarela de Sonhosé uma narrativa inspiradora sobre resiliência, família e a coragem de trilhar o próprio caminho. Mais do que fama ou reconhecimento, mostra que amadurecer é aprender a se tornar inteiro.
Foto: reprodução/ Olhar Digital
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Em debate na pré-estreia, o diretor de arte compartilhou as dificuldades e alguns bastidores do longa co-produzido pelo Brasil
Dormir de Olhos Abertos é um longa-metragem que enxerga o Brasil através da perspectiva de imigrantes taiwaneses e chineses no Recife. O filme foi inteiramente gravado no país, em 2022, sob direção da cineasta alemã Nele Wohlatz, e passou os últimos meses percorrendo festivais de cinema nacionais e internacionais, levando consigo o prêmio de Melhor Filme FIPRESCI e o prêmio da crítica da seção Encontros do 74º Festival de Cinema de Berlim, em 2024.
Uma co-produção entre Brasil, Taiwan, Argentina e Alemanha, a história gira em torno de três personagens: Kai (Liao Kai Ro), uma turista taiwanesa que chega sozinha nas praias brasileiras após seu namorado terminar com ela, Fu Ang (Wang Shin-Hong), um chinês dono de uma loja de guarda-chuvas, e Xiaoxin (Xiao Xing Cheng), uma imigrante chinesa que vem ao Brasil morar com sua tia, chefe de uma comunidade de trabalhadores chineses em Recife.
Kleber Mendonça Filho, que assina a produção no lado brasileiro junto de Emilie Lesclaux, descreveu Dormir de Olhos Abertos como “um ponto de vista sobre o Recife e sobre o Brasil, a partir do estrangeiro, nunca antes visto. Poliglota, contém graça, estranheza e Gal Costa”.
Confira o trailer abaixo:
No começo da última semana, o Entretê foi convidado para assistir à pré-estreia e a participar de um debate com Diogo Hayashi, diretor de arte do filme, e Cecília Mello, professora de audiovisual da USP e especialista no cinema do leste asiático.
Durante o debate, Diogo compartilhou o seu processo para construir a atmosfera visual do longa, incluindo como todos os cenários de Dormir de Olhos Abertos foram desenhados por ele antes de ganharem vida nas telas. O trabalho da direção de arte, segundo ele, costuma ser invisível ao telespectador, que não suspeita que cada ambiente, cor e objetos colocados em cena são pensados e pesquisados por uma equipe.
Nesse sentido, Diogo contou como um dos cenários do filme exigiu a construção de uma parede falsa que cobrisse uma cama articulada durante as cenas. Além disso, ele revelou que a produção era para ter sido filmada nas Torres Gêmeas, um dos cartões postais de Recife, mas, quando isso não foi possível, a equipe teve que reproduzir o interior dos apartamentos do condomínio em outra locação.
Foto: reprodução/On Pop Life
Diogo também falou sobre o desafio de compor cenários que refletissem a identidade de imigrantes chineses de forma respeitosa e sincera, tendo em vista que são uma parte pouco estudada da população brasileira e que se mantém bastante reservada.
Ainda no debate, o Entretê teve a oportunidade de fazer uma pergunta a Diogo: considerando a defasagem de perspectivas de imigrantes chineses no Brasil e as tensões que existem contra a imigração, pedimos que comentasse como ele acha que Dormir de Olhos Abertos pode contribuir com esse diálogo.
“Essa experiência de imigração, que é tão diferente e peculiar, também se comunica comigo, que fui um imigrante, então acho que não se restringe ao pessoal de Taiwan ou da China. Eu não sei te dizer de que maneira concreta isso contribui, mas eu acho que o cinema tem essa coisa mágica de observar sem julgar, de criar em cima disso e fabular em cima dessas experiências, mesmo sem que você as tenha vivido de fato,” respondeu ao Entretetizei.
Ainda sobre a pergunta, Diogo disse que, para Nele Wohlatz, Dormir de Olhos Abertos também tem camadas de discussão sobre classe, mesmo entre os brasileiros em Recife.
Reflexo disso foi a escolha inicial de filmar nas Torres Gêmeas, após uma conversa que a diretora teve com Kleber Mendonça Filho, em que ele contou que o condomínio teria sido construído para pessoas ricas de Recife morarem, mas foram imigrantes sino-brasileiros que compraram a maioria dos apartamentos, gerando desconforto entre a classe alta recifense.
Foto: reprodução/cineserie
Dormir de Olhos Abertos entrou em cartaz quinta-feira (11). Confira aqui os cinemas em que o longa está em cartaz e reserve seu ingresso.
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Edição surpreende favoritos e muda o roteiro da noite: Owen Cooper se torna o ator mais jovem a levar o prêmio para casa, enquanto Tramell Tillman faz história como o primeiro ator negro a vencer na categoria
Na noite deste domingo, 14, em Los Angeles, nos Estados Unidos, aconteceu a 77ª cerimônia do Emmy Awards, premiação considerada o “Oscar” dos principais títulos e profissionais da televisão norte-americana.
Diferente de outras edições, houve surpresas que fugiram um pouco do padrão entre os vencedores. O Estúdio, seriado de comédia, quebrou recordes ao conquistar o maior número de vitórias para uma série do gênero, levando 13 troféus.
Um momento marcante foi a vitória de Tramell Tillman, ator de Seth Milchick em Ruptura, que se tornou o primeiro homem negro a conquistar o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante em Série Dramática.
Outro destaque foi Owen Cooper, ator de apenas 15 anos, que fez história ao vencer na categoria de Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Antologia ou Filme para TV. Além disso, a minissérie da Netflix Adolescência, protagonizada por ele, levou seis prêmios no total, superando produções com o maior número de indicações, como Ruptura, com 27 nomeações, e Pinguim, com 24.
Foto: reprodução/Getty Images via Amy Sussman
Veja a lista de vencedores do Emmy 2025
Melhor série de drama
Andor
A Diplomata
The Last Of Us
Paradise
The Pitt – Vencedora
Ruptura
Slow Horses
The White Lotus
Foto: reprodução/AFP/Valerie Macon
Melhor série de comédia
Abbott Elementary
Ninguém Quer
O Urso
Hacks
Only Murders in the Building
Falando a Real
O Estúdio – Vencedora
What We Do in the Shadows
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor série limitada ou antologia
Adolescência – Vencedora
Black Mirror
Morrendo por Sexo
Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez
Pinguim
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor ator em série de drama
Sterling K. Brown, Paradise
Gary Oldman, Slow Horses
Pedro Pascal, The Last of Us
Adam Scott, Ruptura
Noah Wyle, the Pitt – Vencedor
Melhor atriz em série de drama
Kathy Bates, Matlock
Sharon Horgan, Mal de Família
Britt Lower, Ruptura – Vencedora
Bella Ramsey, The Last of Us
Keri Russell, A Diplomata Melhor ator coadjuvante em série de drama
Zach Cherry, Ruptura
Walton Goggins, Tthe White Lotus
Jason Isaacs, The White Lotus
James Marsden, Paradise
Sam Rockwell, The White Lotus
Tramell Tillman, Ruptura – Vencedor
John Turturro, Ruptura
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor atriz coadjuvante em série de drama
Patricia Arquette , Ruptura
Carrie Coon, The White Lotus
Katherine LaNasa, The Pitt – Vencedora
Julianne Nicholson, Paradise
Parker Posey, The White Lotus
Natasha Rothwell, The White Lotus
Aimee Lou Wood, The White Lotus
Melhor ator em série de comédia
Adam Brody, Ninguém Quer
Seth Rogen, O Estúdio – Vencedor
Jason Segel, Falando a Real
Martin Short, Only Murders in the Building
Jeremy Allen White, O Urso
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor atriz em série de comédia
Uzo Aduba, The Residence
Kristen Bell, Ninguém Quer
Ayo Edebri, O Urso
Jean Smart, Hacks – Vencedora
Quinta Brunson, Abbott Elementary
Melhor ator coadjuvante em série de comédia
Ike Barinholtz, O Estúdio
Colman Domingo, As Quatro Estações do Ano
Harrison Ford, Falando a Real
Jeff Hiller, Alguém em Algum Lugar – Vencedor
Ebon Moss-Bachrach, O Urso
Michael Urie, Falando a Real
Bowen Yang, Saturday Night Live
Melhor atriz coadjuvante em série de comédia
Liza Colón-Zayas, O Urso
Hannah Einbinder, Hacks – Vencedora
Kathryn Hahn, O Estúdio
Janelle James, Abbott Elementary
Catherine O’Hara, O Estúdio
Sheryl Lee Ralph, Abbott Elementary
Jessica Williams, Falando a Real
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor ator em série limitada, antologia ou telefilme
Colin Farrell, Pinguim
Stephen Graham, Adolescência – Vencedor
Jake Gyllenhaal, Acima de Qualquer Suspeita
Brian Tyree Henry, Ladrões de Drogas
Cooper Koch, Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez
Melhor atriz em série limitada, antologia ou telefilme
Cate Blanchett, Disclaimer
Meghann Fahy, Sirens
Rashida Jones, Black Mirror
Cristin Milioti, Pinguim – Vencedora
Michelle Williams, Morrendo por Sexo
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor ator coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilme
Javier Bardem, Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez
Bill Camp, Acima de Qualquer Suspeita
Owen Cooper, Adolescência – Vencedor
Rob Delaney, Morrendo por Sexo
Peter Sarsgaard, Acima de Qualquer Suspeita
Ashley Walters, Adolescência
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor atriz coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilme
Erin Doherty, Adolescência – Vencedora
Ruth Negga, Acima de Qualquer Suspeita
Deirdre O’Connell, Pinguim
Chloë Sevigny, Monstros: A História de Lyle e Erik Menendez
Jenny Slate, Morrendo por Sexo
Christine Tremarco, Adolescência
Foto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
Melhor direção em série de drama
Andor, episódio Who Are You?, dirigido por Janus Metz
The Pitt, episódio 6:00 P.M, dirigido por Amanda Marsalis
The Pitt, episódio 7:00 A.M., dirigido por John Wells
Ruptura, episódio Chikhai Bardo, dirigido por Jessica Lee Gagné
Ruptura, episódio Cold Harbor, dirigido por Ben Stiller
Slow Horses, episódio Hello Goodbye, dirigido por Adam Randall – Vencedor
The White Lotus, episódio Amor Fati, dirigido por Mike White
Melhor direção em série de comédia
The Bear, episódio Napkins, dirigido por Ayo Edebiri
Hacks, episódio A Slippery Slope, dirigido por Lucia Aniello
Mid-Century Modern, episódio Here’s To You, Mrs. Schneiderman, dirigido por James Burrows
O Ensaio, episódio Pilot’s Code, dirigido por Nathan Fielder
O Estúdio, episódio The Oner, dirigido por Seth Rogen – Vencedor
Melhor direção em série limitada, antologia ou telefilme
Adolescência, dirigido por Philip Barantini – Vencedor
Morrendo por Sexo, episódio It’s Not That Serious, dirigido por Shannon Murphy
Pinguim, episódio Cent’anni, dirigido por Helen Shaver
Pinguim, episódio A Great Or Little Thing, dirigido por Jennifer Getzinger
Sirens, episódio Exile, dirigido por Nicole Kassell
Dia Zero, dirigido por Lesli Linka Glatter
Melhor roteiro em série de drama
Andor, episódio Welcome To The Rebellion, escrito por Dan Gilroy – Vencedor
The Pitt, episódio 2:00 P.M., escrito por Joe Sachs
The Pitt, episódio 7:00 A.M., escrito por R. Scott Gemmill
Ruptura, episódio Cold Harbor, escrito por Dan Erickson
Slow Horses, episódio Hello Goodbye, escrito por Will Smith
The White Lotus, episódio Full-Moon Party, escrito por Mike White
Melhor roteiro em série de comédia
Abbott Elementary, episódio Back To School, escrito por Quinta Brunson
Hacks, episódio A Slippery Slope, escrito por Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky
O Ensaio, episódio Pilot’s Code, escrito por Nathan Fielder, Carrie Kemper, Adam Locke-Norton e Eric Notarnicola
Alguém em Algum Lugar, episódio AGG, escrito por Hannah Bos, Paul Thureen e Bridget Everett
O Estúdio, episódio The Promotion, escrito por Seth Rogen, Evan Goldberg, Peter Huyck, Alex Gregory e Frida Perez – Vencedor
What We Do In The Shadow, episódio The Finale, escrito por Sam Johnson, Sarah Naftalis e Paul Simms
Melhor roteiro em série limitada, antologia ou telefilme
Adolescência, escrito por Jack Thorne e Stephen Graham – Vencedor
Black Mirror, episódio Common People, escrito por Charlie Brooker e Bisha K. Ali
Morrendo por Sexo, episódio Good Value Diet Soda, escrito por Kim Rosenstock e Elizabeth Meriwether
Pinguim, episódio A Great Or Little Thing, escrito por Lauren LeFranc
Não Diga Nada, episódio The People In The Dirt, escrito por Joshua Zetumer
Melhor reality
The Amazing Race
RuPaul’s Drag Race
Survivor
Top Chef
The Traitors – Vencedor
Melhor talk-show
Jimmy Kimmel Live!
The Daily Show
The Late Show with Stephen Colbert – VencedorFoto: reprodução/Getty Images via AFP/Kevin Winter
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Inspirado em uma história real, o filme é baseado no livro de memórias da atriz Tetsuko Kuroyanagi e vendeu mais de 25 milhões de cópias ao redor do mundo
A história de Totto-Chan: A Menina na Janela, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, é a da infância da atriz e apresentadora de TV, Tetsuko Kuroyanagi, cujo livro de memórias virou um clássico instantâneo da literatura japonesa.
O longa levou o Prêmio Especial no Festival de Annecy, o mais importante do mundo no gênero, além de ter sido indicado ao Prêmio da Academia Japonesa de Cinema, na categoria de Melhor Animação do Ano, e acumular elogios pelos festivais que passou, incluindo a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
O filme acompanha Totto-chan (Liliana Ôno), uma menina hiperativa, de sete anos, depois de ser expulsa de uma escola tradicional, por ser considerada problemática, e ser admitida na Tomoe Gakuen, cujo método de ensino permite que as crianças sejam mais independentes.
Em meio à atmosfera de insegurança provocada pela entrada no Japão na Segunda Guerra Mundial, o ambiente de liberdade e os fortes laços que ela desenvolve com o diretor da escola, interpretado por Kôji Yakusho, e com um colega com poliomielite, Totto-chan aprende valiosas lições sobre solidariedade, empatia e responsabilidade.
Foto: divulgação/Sato Company
O longa é inspirado na vida de Tetsuko Kuroyanagi, uma personalidade da TV japonesa que, no fim dos anos 70, ficou preocupada com a notícia de que a evasão escolar aumentava muito no país. Assim, decidiu escrever as memórias de sua infância para tentar incentivar a volta dos alunos às instituições de ensino.
A história foi publicada em capítulos numa revista feminina e, em 1981, reunidas num livro que virou um fenômeno de vendas e passou a ser adotado em escolas de educação fundamental como material didático.
Foto: divulgação/Sato Company
Adaptada para as telas sob direção de Shinnosuke Yakuwa, Totto-Chan: A Menina na Janela vai chegar aos cinemas brasileiros próximo ao dia das crianças, em nove de outubro.
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