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Tina Turner: a Rainha do Rock que inspirou gerações

Dona de grandes hits que ainda hoje agitam gerações, Tina Turner infelizmente nos deixou, mas deixou também uma poderosa história de superação e força

Tina Turner, conhecida como a Rainha do Rainha do Rock’n’roll, nasceu em 26 de novembro de 1939 e foi uma cantora e compositora que se tornou um ícone mundial da música. Artista por trás de grandes sucessos como What’s Love Got to Do with It, The Best, We Don’t Need Another Hero

Batizada com o nome Anna Mae Bullock, cresceu em uma família humilde e religiosa, marcada por dificuldades e episódios de violência doméstica. Ainda criança, trabalhou no campo e começou a cantar no coral da igreja batista. Após a separação dos pais, foi deixada aos cuidados da avó, enquanto a mãe se mudou com a filha mais velha. Aos 16 anos, com a morte da avó, Tina passou a viver com a mãe e a irmã em St. Louis, onde teve empregos como empregada doméstica e auxiliar de enfermagem antes de iniciar sua trajetória na música.

Por ser uma mulher negra, Tina enfrentou inúmeros desafios para conquistar um espaço que poucos alcançaram. Filha de operários, passou a se apresentar artisticamente como Tina Turner quando fazia apresentações como vocalista da banda de R&B Kings of Rhythm, de Ike Turner, e alcançou fama pela primeira vez com a dupla Ike & Tina Turner. 

O primeiro single dos dois foi A Fool in Love, lançado em 1960, e dois anos depois eles se casaram. Em 1962, foram indicados ao Grammy de Melhor Gravação em Rock’n’Roll com a música It’s Gonna Work Out Fine

Foto: reprodução/Instagram @tinaturner

A dupla alcançou grande sucesso nas décadas de 1960 e 1970, permanecendo unida até 1978. O comportamento agressivo de Ike era amplamente conhecido, e o casamento foi marcado por escândalos e constantes humilhações públicas. Em meio a esse contexto, Tina chegou a tentar suicídio em 1968, após ingerir medicamentos. 

Depois de 18 anos de um relacionamento abusivo, ela finalmente conseguiu se libertar e pediu o divórcio, abrindo mão de todos os bens materiais e exigindo apenas o direito de continuar usando seu nome artístico.

Após se divorciar de  Ike Turner, ela reconstruiu a própria trajetória e consolidou seu nome na história da música. Foi apenas na década de 1980 que a cantora atingiu o auge da fama. A partir desse momento, sua trajetória foi marcada por prêmios, apresentações memoráveis e atuações em filmes de Hollywood.

Turner foi mãe de quatro filhos, Craig e Ronnie, seus filhos biológicos, e Ike Turner Jr. e Michael Turner, filhos de seu primeiro marido, Ike Turner. Ela os adotou após a morte da mãe deles, Lorraine Taylor. Em 2018, seu primogênito Craig, que Tina teve aos 18 anos com o saxofonista Raymond Hill, morreu aos 55 anos, em um aparente suicídio. Quatro anos depois, Ronnie faleceu em decorrência de complicações causadas por um câncer.

Foto: reprodução/Instagram @tinaturner

Tina, reconhecida mundialmente, não fez aulas de canto. A cantora aprendeu a cantar e dançar e a desenvolver suas habilidades nas performances de maneira autodidata. Suas coreografias icônicas e com movimentos energéticos foram desenvolvidas de forma natural e com base no seu estilo pessoal. 

Ao longo de sua trajetória, Tina acumulou um impressionante número de prêmios, incluindo vários Grammy Awards. Foi reconhecida em categorias como Melhor Performance de R&B por um Duo ou Grupo com Vocal (1972), Gravação do Ano, Canção do Ano, Melhor Performance Vocal Pop Feminina, Melhor Performance Vocal de Rock Feminino e Álbum do Ano (1985). Nos anos seguintes, continuou a conquistar Grammys, recebendo o prêmio de Melhor Performance Vocal de Rock Feminino em 1986, 1987 e 1989. Seu trabalho também foi homenageado com o prêmio de Álbum do Ano em 2008, e em 1999 ela entrou para o Grammy Hall of Fame. Em 2018, recebeu o Prêmio de Contribuição em Vida no Grammy Special Awards.

Além dos Grammys, Tina Turner também foi reconhecida em premiações como o Billboard Year-End Charts Awards, onde ganhou Retorno do Ano, Artista do Ano, Vocalista Feminina do Ano, Artista Soul/R&B do Ano e Álbum do Ano, em 1984. Nos MTV Video Music Awards, recebeu os prêmios de Melhor Vídeo Feminino (1985) e Melhor Performance de Palco em um Vídeo (1986). Entre outras homenagens importantes, ainda ganhou prêmios do American Music Awards, Chipre Music Awards, Essence Awards, World Music Awards e Rolling Stone Critics Poll Music Awards.

Foto: reprodução/Instagram @tinaturner

Além de sua consagrada carreira musical, Tina também demonstrou grande talento como atriz. Sua estreia no cinema ocorreu em 1975, no filme Tommy, dirigido por Ken Russell. A interpretação da personagem Acid Queen recebeu elogios da crítica e evidenciou sua versatilidade artística. Em 1985, ela voltou às telas em Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, atuando ao lado de Mel Gibson.

Em 1988, a artista se apresentou no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, para um público de 188 mil pessoas. A performance ficou marcada na história e entrou para o Guinness World Records, como a “maior participação paga em um show para um artista solo”.

Em 2009, depois de uma carreira brilhante e inúmeras turnês, Tina Turner decidiu se aposentar. Ela escolheu deixar os holofotes para viver de forma mais tranquila, aparecendo apenas em eventos especiais ou ocasiões selecionadas. A aposentadoria lhe permitiu desfrutar de mais tempo livre e dedicar-se a outros aspectos de sua vida, como a família, a saúde e o bem-estar.

Em 2022, a artista recebeu mais um reconhecimento marcante, uma boneca Barbie criada em sua homenagem. O modelo foi inspirado no visual icônico do vídeo clipe de What’s Love Got to Do with It, reproduzindo fielmente detalhes como o cabelo característico, o figurino marcante e sua postura empoderada. A homenagem ressalta o impacto duradouro da artista não apenas na música, mas também na cultura pop, onde se consolidou como um símbolo de estilo e força.

No ano de 2013, Tina tornou-se cidadã suíça, renunciando à cidadania americana. Encantada com a Suíça desde uma visita nos anos 1980, ela escolheu o país como seu lar definitivo, lugar onde encontrou privacidade, tranquilidade e se envolveu em iniciativas humanitárias e filantrópicas. Tina permaneceu na Suíça até sua morte, em 2023, aos 83 anos, deixando como legado uma das carreiras mais influentes da música e uma inspiração eterna para gerações.

E aí, já conhecia a história de Tina Turner? Conhece as canções da cantora? Conte para a gente e siga o Entretê nas redes sociais – Instagram, Facebook e X – para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Projeto Dragão Vermelho encerra turnê em São Paulo com oficinas artísticas e últimas apresentações

A montagem terminará o ano com apresentações na cidade de Ubatuba e no bairro de Boiçucanga em São Sebastião

No início de dezembro, o projeto Dragão Vermelho, de Tato Villanueva, Caio Stolai (Circo Poeira) e Eu.Circ Produção e Difusão Cultural circula por três municípios do estado de São Paulo – São Paulo, Ubatuba e Boissucanga (São Sebastião) – com as duas últimas apresentações no interior do estado e oficinas artísticas gratuitas nos três municípios – voltadas à escolas públicas, comunidades e instituições em regiões periféricas e artistas locais. A circulação busca ampliar o acesso a produções cênicas de qualidade e fomentar o diálogo artístico em diferentes territórios.

Misturando circo, teatro, música e bonecos, a montagem narra a jornada de Samiel, um herói improvável que precisa enfrentar desafios impossíveis para derrotar um imperador tirano, assim instaurando a democracia e a liberdade de seu povo. Entre trapalhadas e descobertas, ele cruza com criaturas mágicas e enfrenta o temido dragão. O que começa como uma luta, se transforma em uma jornada de autoconhecimento.

O dragão é um ser da mitologia universal, representado em diferentes culturas ao redor do mundo. Simboliza o imaginativo, o magnânimo, afortunado poderoso e que, por sua força, também pode provocar uma catástrofe, motivo pelo qual ele é tanto admirado quanto temido. 

Com direção, dramaturgia e atuação de Tato Villanueva e Caio Stolai, o espetáculo combina comicidade física, canto lírico e improvisação, envolvendo a plateia em situações interativas e surpreendentes. O humor se entrelaça com a fantasia e a poesia, criando uma experiência que diverte crianças e adultos ao mesmo tempo em que provoca reflexões sobre o poder, o medo e a possibilidade de transformação.

Entre os destaques da encenação está o aparecimento do Dragão Vermelho em três tamanhos: um pequeno, que provoca ternura e curiosidade; um voador, que provoca surpresa e admiração; e a máscara do dragão chinês, que atrai o público e revela a fusão de Samiel com o dragão no auge de sua jornada de autoconhecimento. 

Também se destacam: o imperador-boneco, híbrido entre humano e objeto, que representa a face cruel e caricata da tirania; e o pequeno Samiel, boneco e companheiro do herói que o encontra antes do desafio mais difícil: o encontro com o dragão. Esses elementos dialogam diretamente com a proposta estética da obra: unir comicidade, fantasia e impacto visual.

Foto: Paulo Barbuto

A cenografia é apresentada como um quadro. O trabalho artístico sobre os tecidos de algodão são como obras de arte em grande escala, brindando a obra com cenas de beleza visual. O uso de tecidos em degradê e iluminação versátil, permite que um mesmo espaço se transforme em uma floresta sombria, um palácio ou uma montanha, reforçando o caráter lúdico e acessível da montagem. O desenho visual, aliado à música e à fisicalidade dos intérpretes, cria uma atmosfera que transita entre o épico e o cômico.

Além das apresentações, o projeto Dragão Vermelho, realizado através do ProAC (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo), irá promover oficinas gratuitas de criação cênica para artistas locais e de construção de bonecos para pais e filhos, incentivando tanto a formação artística quanto a participação comunitária. A proposta é estimular novas narrativas, despertar o interesse pelo teatro e oferecer ferramentas criativas que ultrapassem os limites da sala de espetáculo.

O projeto conta ainda com a produção de um pôster-livreto ilustrado em formato de quadrinhos, para que o espectador possa levar consigo uma lembrança da história, dos personagens e do universo fantástico da obra. Esse material busca prolongar a experiência artística e criar novos pontos de contato entre o público e o espetáculo.

Dragão Vermelho reafirma, assim, a potência da união da Eu.Circ Produção e Difusão Cultural, Tato Villanueva e Caio Stolai, para a construção de um espetáculo inspirado na tradição do teatro de bonecos, da comicidade e da experimentação contemporânea, propondo uma obra que diverte, encanta e convida a refletir.

 

FICHA TÉCNICA

Idealização: Tato Villanueva e Eu.Circ Produção e Difusão Cultural

Direção, dramaturgia e atuação: Tato Villanueva e Caio Stolai

Direção de atuação: Ricardo Puccetti

Direção de manipulação, desenho e realização de bonecos: João da Silva Araújo Assistente de direção: Silvia Brunello

Direção de arte e cenografia: Maria Villanueva e Camila Bardehle Ruiz

Desenho de luz: Sylvie Laila

Produção musical: Cauê Sampaio

Composição musical: Santiago Blomberg

Identidade visual: Luca Fernandes

Assistente de produção: Ana Felipe

Direção de produção: Marina Ferreira

Produção: Eu.Circ Produção e Difusão Cultural

 

SERVIÇO 
São Paulo – SP

Data: 07 e 08 de dezembro.

Horário: 16h às 20h – Oficina “Ridículo: Profissionaliza teu ridículo”, com Tato Villanueva.

Local: Casa DuNavô – Rua Guaicurus, nº 368 – Água Branca.

Vagas limitadas! Interessados enviar e-mail para propostas.eu.circ@gmail.com, com: nome completo, data nascimento, número de CPF, telefone e e-mail de contato.

Conte-nos, brevemente, sua experiência na área e o porque tem interesse em participar. 

Ubatuba – SP

Data: 10 de dezembro.

Horário: 14h30 – Apresentação espetáculo “Dragão Vermelho”.

15h30 – Oficina “Criação de bonecos com sucata”, com Caio Stolai.

Local: OSC GAIATO – Rua das palmeiras nº 200, Ipiranguinha, Ubatuba.

Entrada franca.

Boiçucanga – São Sebastião – SP

Data: 12 de dezembro.

Horário: 10h30 – Apresentação espetáculo “Dragão Vermelho”.

11h30 – Oficina “Criação de bonecos com sucata”, com Caio Stolai.

Local: Escola Municipal Professora Guiomar Aparecida da Conceição Sousa Rua Tropicanga, nº 99, Boiçucanga.

Entrada franca.

Curiosas para assistir? Então corram que ainda dá tempo! Conta pra gente o que achou da matéria e siga o Entretetizei nas redes sociais Instagram, Facebook e X para ficar por dentro de outras notícias do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura.

 

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Wicked: novo livro de Gregory Maguire abordará a infância de Glinda

Autor retoma o universo de Oz para explorar a transformação da pequena Galinda até se tornar a Bruxa Boa mais famosa de Wicked

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8 romances de época de autoras brasileiras para renovar sua estante

Nesta lista, selecionamos romances cheios de conflitos, sensibilidade e com protagonistas marcantes

Os romances de época continuam encantando leitores ao redor do mundo e, no Brasil, o gênero vive um momento especial. Cada vez mais, autoras nacionais vêm conquistando espaço ao criar narrativas envolventes, cheias de sensibilidade histórica, protagonistas marcantes e enredos que equilibram emoção e crítica social. Da Inglaterra vitoriana aos cenários brasileiros do século XIX, esses livros provam que a literatura nacional tem muito a oferecer aos apaixonados por tramas românticas.

Foto: reprodução/Disney Brasil

Se você está em busca de novas histórias para mergulhar, conhecer personagens inesquecíveis e se deixar levar por paixões intensas, esta lista traz indicações perfeitas para renovar a sua estante e possui tramas que prometem aquecer os corações dos leitores apaixonados por romances de época.

O Rastro de um Bilhete de Trem, por Adriele Lobas
Foto: reprodução/Instagram @amagiadaspequenascoisas

Publicado em 2025 pela Editora Clube de Autores, este romance nos conduz ao verão de 1839, quando Diana Jancastro acredita ter motivos suficientes para rejeitar Otávio Brás, julgando que a diferença de idade torna qualquer aproximação impossível. O jovem, no entanto, jamais a cortejou e não entende como ela chegou a tal conclusão – algo que, para ele, revela apenas um temperamento dado a fantasias.

O que deveria afastá-los acaba, ironicamente, aproximando seus destinos, abrindo espaço para segredos, encontros inesperados e um vínculo que se forma apesar de todas as expectativas.

A Perdição do Barão, por Lucy Vargas
Foto: reprodução/Estante Diagonal

Lançado em 2018 pela Editora Bertrand Brasil, o romance acompanha Patrick, um aristocrata marcado pelos escândalos que assombram a sua família e pelo medo de herdar o chamado “mal do amor”. Tudo muda quando ele conhece Hannah, uma jovem que carrega seus próprios segredos. 

Tomado por sentimentos que não consegue controlar, Patrick tenta se afastar, mas logo percebe que ela é sua verdadeira perdição. A partir de encontros, afastamentos e revelações dolorosas, o casal precisa enfrentar fantasmas pessoais e provar que alguns laços são capazes de resistir ao tempo e ao orgulho.

Livre para Recomeçar, por Paola Aleksandra
Foto: reprodução/Tempos Literários

Publicado em 2019 pela Editora Essência, o livro narra a jornada de Anastácia, uma mulher que, após sobreviver a um casamento violento, perde a própria liberdade ao ser internada em um hospício no Rio de Janeiro. Três anos depois, surge a chance de recomeçar e de reconstruir sua identidade longe do título de Condessa De Vienne.

Enquanto isso, Benício de Sá, o Bastardo do Café, enfrenta os traumas deixados pela relação opressiva com o pai, mesmo enquanto sua empreiteira cresce e transforma a capital. 

Quando Anastácia e Benício se reencontram, a esperança de um novo começo parece possível, mas apenas se ambos estiverem prontos para enfrentar suas feridas.

A Promessa da Rosa, por Babi A. Sette
Foto: reprodução/PS Amo Leitura

Publicado em 2022 pela Editora Verus, este romance apresenta Kathelyn Stanwell, a filha de um conde que reúne todas as qualidades de uma debutante ideal, exceto o gosto pela nobreza. Determinada, impulsiva e profundamente idealista, ela sonha com a liberdade de escolher o próprio caminho, especialmente quando o assunto é casamento. 

Tudo muda em um baile de máscaras, quando conhece o misterioso Arthur Harold. Acreditando se tratar de alguém fora da aristocracia, Kathelyn se permite ter um momento proibido no jardim. O que ela não sabe é que Arthur é, na verdade, o nono duque de Belmont. 

A partir desse encontro, nasce uma paixão repleta de encontros, desencontros, mal-entendidos e conflitos que desafiam a teimosia e o orgulho da protagonista.

Apesar da Guerra, por Lya Galavote
Foto: divulgação/Entretetizei

Lançado em 2022 no Kindle Unlimited, o romance se passa durante a Guerra do Paraguai, entre 1865 e 1870, período em que Manuela perde o pai e o irmão gêmeo e jura jamais construir uma família. Enquanto tenta sobreviver às marcas do luto, ela cruza o caminho de Bento, um ex-combatente que retorna com perdas igualmente profundas e um segredo que insiste em carregar sozinho.

A união desses dois sobreviventes reacende a possibilidade de reconstruir laços e de acreditar novamente no afeto, mesmo em meio a um cenário devastado por batalhas, dor e incertezas.

Promessas de uma Vida, por Aline Galeote
Foto: divulgação/Entretetizei

Publicado em 2018 no Kindle Unlimited, o romance acompanha Victoria Ashfield, cuja vida vira de cabeça para baixo após uma proposta de casamento desastrosa. Para fugir dos escândalos, ela parte para Londres assumindo a identidade de dama de companhia de uma senhora respeitável. Lá, descobre os prazeres da paixão nos braços de Damian Montrose, um conde libertino marcado pelos horrores da guerra contra Napoleão.

Entre segredos familiares, cicatrizes emocionais e ameaças inesperadas, Victoria e Damian descobrem que o poder de uma promessa pode mudar destinos, desde que ambos estejam dispostos a enfrentar o passado.

A Mensagem dos Cravos, por Larissa Gomes e B. C. Siqueira
Foto: divulgação/Entretetizei

Publicado em 2020 no Kindle Unlimited, este spin-off da série As Irmãs Moore traz Nicholas Batterfield, segundo filho de um duque que vive guiado pela leveza e pela ausência de grandes responsabilidades. Acostumado à vida no mar e distante do afeto paterno, ele só percebe a intensidade de seus sentimentos ao se apaixonar por Marie Turner, a preceptora de seus sobrinhos.

Fugindo de um amor que acredita proibido, Marie parte para a França para sustentar a família, enquanto Nicholas tenta seguir em frente sem conseguir apagar o que sente. Separados pelo Estreito de Dover, os dois enfrentam dúvidas, saudades e escolhas difíceis até entenderem que algumas conexões são fortes demais para serem deixadas para trás.

Perdida, por Carina Rissi
Foto: reprodução/Radio Mix

Publicado em 2013 pela Editora Verus, este livro marcou a estreia de Carina Rissi e transformou-se em um best-seller que conquistou leitores de todas as idades, além de ganhar, em 2023, uma adaptação cinematográfica, que ampliou ainda mais o sucesso da obra. 

Na história, acompanhamos Sofia, uma jovem moderna, independente e totalmente acostumada às facilidades tecnológicas da vida contemporânea. Cética em relação ao amor e avessa à ideia de casamento, ela prefere manter seus romances apenas no universo literário.

Foto: reprodução/Disney Brasil

Tudo muda quando, após a compra de um novo celular, um acontecimento misterioso a transporta inesperadamente para o século XIX. Sem compreender o que aconteceu nem como voltar para casa, Sofia é acolhida pela família Clarke e passa a conviver com Ian, cuja gentileza e presença cativante, aos poucos, abala suas certezas. 

Entre pistas, desencontros e adaptações forçadas à vida antiga, ela embarca em uma jornada que mistura humor, descobertas e um amor capaz de atravessar o tempo.

Qual desses romances de época vai ganhar um espaço especial na sua estante? Compartilhe com a gente nas nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Entrevista | Babi A. Sette fala sobre a escrita da sua primeira romantasia: “A realização de um sonho”

 

Texto revisado por Cristiane Amarante

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Resenha | O Tribunal dos Mortos: Nico e Will estão de volta em nova aventura no universo de Percy Jackson

Com novos personagens, reencontros e uma missão no Acampamento Júpiter, O Tribunal dos Mortos dá sequência à saga de Nico di Angelo

A parceria entre Rick Riordan e Mark Oshiro ganha um novo livro que dá continuidade à saga do filho de Hades, iniciada em O Sol e a Estrela (2023). A história acompanha Nico di Angelo e Will Solace em uma nova missão que, dessa vez, tem como cenário principal o Acampamento Júpiter, querido pelos fãs de Os Heróis do Olimpo.

A obra se passa alguns meses após os acontecimentos do livro anterior e tem seu início a partir de um pedido inusitado de Hazel Levesque, a meia-irmã romana de Nico. Nessa nova aventura, os protagonistas precisam lidar com o aparecimento de monstros que fugiram do submundo e estão sendo punidos por abandonarem os papéis que lhes foram determinados. Cabe a Nico, Will e seus companheiros meio-sangues enfrentarem um julgamento sombrio e provarem a inocência dos recém-chegados, que carregam muito mais complexidade do que parecem à primeira vista.

Mais uma vez, a escrita conjunta de Rick e Mark se destaca: o humor ágil e leve característico de Riordan se equilibra com a sensibilidade emocional profunda que Oshiro traz à narrativa. O resultado é uma aventura que, embora mais leve que sua antecessora, ainda aborda temas essenciais, como pertencimento, mudança, empatia e autodescoberta.

A narrativa acompanha Nico di Angelo em uma missão que vai além das batalhas míticas, trazendo questões sobre inseguranças, empatia e o desejo de encontrar seu lugar no mundo. Combinando ação e momentos emocionantes, os autores mostram que até os (até então) monstros carregam a vontade de evoluir e encontrar propósito. 

A dinâmica entre Nico e Will também ganha espaço na narrativa, mostrando uma evolução natural no relacionamento dos dois. Aqui, a comunicação, que era um ponto delicado entre eles no primeiro livro, amadurece através de momentos de ternura e diálogos que reforçam as diferenças e complementaridades do nosso casal. 

Conheça os novos personagens:
Imagem: divulgação/Rick Riordan
Johan – Blemmyae

Os blemmyae são criaturas sem cabeça, com o rosto localizado no peito. Mesmo pertencendo a uma raça conhecida por ser resistente e direta ao ponto, Johan surpreende: é gentil, carismático e muito mais sensível do que sua aparência sugere. Um personagem feito para quebrar expectativas.

Orcus – Grifo

Grifos são híbridos majestosos, metade águia, metade leão, conhecidos por sua ferocidade e lealdade. Orcus honra essa lealdade, mas traz um diferencial: é pequeno demais para sua espécie. 

Semele – Eidolon

Eidolons são espíritos capazes de possuir corpos e objetos, muitas vezes vistos com desconfiança no Riordanverso. Semele, no entanto, carrega uma calma misteriosa e uma profundidade emocional incomum para sua espécie e proporciona alguns dos momentos mais emocionantes do livro. 

Quinoa – Karpos

Karpoi são espíritos da colheita, geralmente caóticos, travessos e altamente imprevisíveis. Quinoa surpreende pelo seu jeitinho autêntico e afinidade com crianças.

Asterion – Minotauro
Imagem: divulgação/Rick Riordan

Sim, é exatamente quem você está pensando: o Minotauro que Percy Jackson enfrenta no primeiro e terceiro livros da saga, mas dessa vez em uma nova versão. 

Asterion foge completamente do clichê: calmo, sereno e surpreendentemente introspectivo, ele dá uma nova camada ao mito clássico.

Arielle – Empousa
Imagem: divulgação/Rick Riordan

Empousas são seres sedutores do submundo, metade mulher, metade criatura flamejante, conhecida por sua astúcia. Arielle honra essa tradição, mas adiciona complexidade e charme próprios, tornando-se uma figura magnética e enigmática.

Essas novas figuras não apenas enriquecem a trama, como também funcionam como espelhos para o próprio arco de Nico, afinal, todos aqui lutam para redefinir seus papéis e provar que não são limitados pelas expectativas alheias.

E claro, é preciso dar destaque a quem rouba a cena e ganha muita importância: os Cocoa Puffs

Os cacodemons recém-adquiridos de Nico ganham profundidade em O Tribunal dos Mortos e se tornam parte essencial tanto da história quanto do desenvolvimento pessoal do herói. É a partir deles que Nico aprende a lidar com suas próprias sombras e compreende que até mesmo sentimentos ruins podem ter um propósito quando acolhidos da maneira certa. 

Os Puffs se tornam mais do que apenas uma materialização de seus piores sentimentos e passam a ser parte fundamental do processo de cura do filho de Hades, sendo peças essenciais durante a batalha. Além de proporcionarem alguns dos momentos mais fofos do livro! 

Mesmo explorando temas sensíveis, a obra diminui a carga sombria em relação a O Sol e a Estrela e volta a abraçar o tom infantojuvenil que marcou a essência dos primeiros livros do universo. 

Ainda assim, o livro não deixa de surpreender: é para os fãs do Acampamento Júpiter, para quem ama retornar ao Acampamento Meio-Sangue, ou para aqueles que simplesmente desejam acompanhar mais da jornada de Nico e Will. 

O Tribunal dos Mortos é uma aventura divertida e envolvente que não falha em entreter os fãs em uma nova aventura e ainda deixa aquele gostinho de quero mais. 

O livro chega ao Brasil no dia 02 de Dezembro pela Editora Intrínseca e já pode ser comprado pela pré venda

O que você está achando da jornada de Nico e Will? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê — Instagram, X e Facebook — e não deixe de conferir o Clube do Livro do Entretê! 

Leia também: Entrevista | Escritor de Diário de um Banana fala sobre publicação de vigésimo livro e relação com o Brasil

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Espetáculo Morte e Vida Severina chega a São Paulo

Obra-prima de João Cabral de Melo Neto, encenada pela Companhia Ensaio Aberto, terá temporada em Pinheiros

A Companhia Ensaio Aberto traz a história dos Severinos, filhos de tantas Marias, em nova temporada de dois meses no Teatro Paulo Autran, Sesc Pinheiros. O espetáculo é dirigido por Luiz Fernando Lobo, que também foi responsável pela montagem há 20 anos.

A peça escrita por João Cabral de Melo Neto em 1955 não retrata apenas uma história ficcional. Para o diretor: “Nesses vinte anos que se passaram entre a primeira montagem e esta atual, saímos do Mapa da Fome e chegamos a ser a sexta economia do mundo. Ao mesmo tempo, as negras manchas demográficas da Geografia da Fome não estão mais localizadas apenas nos sertões do Nordeste, e sim dentro das grandes cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Nova Iorque, Paris e Berlim”.

Foto: reprodução/Ensaio Aberto

A estreia de Morte e Vida Severina pela companhia aconteceu em Lisboa, no Castelo de São Jorge. A montagem conta com músicas de Chico Buarque e direção musical de Itamar Assiere. Além disso, quatro músicos e 25 atores dão vida à história, em que Gilberto Miranda interpreta Severino desde a estreia em Portugal.

O espetáculo estreia em São Paulo no dia 5 até 21 de dezembro de 2025 e, depois, do dia 8 a 18 de janeiro de 2026, no Teatro Paulo Autran – Sesc Pinheiros. Terá sessões de quinta a sábado, às 20h, e domingo, às 18h. No dia 17 de janeiro (sábado), acontecem duas sessões: às 16h e às 20h.

Serviço

Morte e Vida Severina – Companhia Ensaio Aberto 

Datas: 5 a 21 de dezembro de 2025 e 8 a 18 de janeiro de 2026 

No dia 17/01 (sábado) acontecem duas sessões: às 16h e às 20h.

Nos dias 18, 19, 20 e 21/12 e 15, 16, 17 e 18/01 haverá tradução em LIBRAS. 

Local: Sesc Pinheiros – Teatro Paulo Autran

Rua Paes Leme, 195, Pinheiros – São Paulo (SP)

Ingressos: R$ 21,00 (credencial plena), R$ 35,00 (meia) e R$ 70,00 (inteira). Venda online pelo aplicativo Credencial Sesc SP ou pelo site https://centralrelacionamento.sescsp.org.br (a partir de 25 de novembro) e presencial (a partir de 26 de novembro) em todas as bilheterias da rede Sesc SP. 

Duração: 90 minutos

Classificação Etária Indicativa: Livre

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Leia também: Atrizes negras que fundaram as bases do teatro e do cinema brasileiros – Entretetizei 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Saiba o que chega ao streaming em 2026

HBO Max anuncia lançamentos para o próximo ano

Ano novo, novas séries para maratonar! Entre fantasia, comédia e drama, a HBO Max anunciou nesta semana títulos que ganharão temporadas inéditas no catálogo no próximo ano.

Confira as novidades:

O Cavaleiro dos Sete Reinos – Temporada 1
Imagens divulgadas de O Cavaleiro dos Sete Reinos
Foto: divulgação/HBO Max

O universo de Game of Thrones (2011-2019) se expande mais uma vez. Baseada na obra de George R.R. Martin, a história se passa um século antes de Game of Thrones e acompanha a amizade improvável entre dois novos personagens: Dunk (Peter Claffey) e Egg (Dexter Sol Ansell). 

O sucesso é garantido: a produção já foi renovada para a segunda temporada antes mesmo de estrear. A primeira temporada chega ao streaming em 19 de janeiro.

A Casa do Dragão – Temporada 3
Emma D'Arcy em A Casa do Dragão
Foto: divulgação/HBO Max

Após o grande sucesso, a saga da Casa Targaryen retorna com mais ambição, alianças traiçoeiras e batalhas épicas. O elenco de peso, incluindo Emma D’Arcy (Wanderlust, 2018), Olivia Cooke (Jogador Nº 1, 2018), Fabien Frankel (Task, 2025) e Matt Smith (The Crown, 2016), está de volta.

Enquanto a terceira parte tem previsão de estreia para metade de 2026, a série já foi renovada para sua quarta temporada.

Euphoria – Temporada 3
Zendaya como Rue Bennett em Euphoria
Foto: divulgação/HBO Max

Após muita espera, Euphoria está de volta. Vencedora do Emmy em 2022, a série criada por Sam Levinson retorna com Zendaya (Duna, 2024), Sydney Sweeney (Todos Menos Você, 2023), Jacob Elordi (Frankenstein, 2025) e grande parte do elenco original reprisando seus papéis. Além disso, se juntam à produção novos talentos como Rosalía, Marshawn Lynch (Amor Explosivo, 2025), Kadeem Hardison (O Melhor Amigo da Noiva, 2008), Natasha Lyonne (Poker Face, 2023-2025) e Eli Roth (Bastardos Inglórios, 2009).

A terceira temporada da série será lançada no segundo trimestre de 2026.

Stuart Fails to Save The Universe – Temporada 1
Kevin Sussman como Stuart Bloom em The Big Bang Theory
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Os fãs de The Big Bang Theory (2007-2019) têm um motivo para comemorar! Esse novo spin-off de comédia traz Kevin Sussman de volta como Stuart Bloom, o dono da loja de quadrinhos. Ele acidentalmente desencadeia um multiverso que altera a realidade e precisa restabelecer a ordem. 

A produção executiva é de Chuck Lorre, Zak Penn e Bill Prady.

Lanternas – Temporada 1
Aaron Pierre e Kyle Chandler em Lanternas
Foto: divulgação/HBO Max

A DC Studios chega com uma nova série dramática baseada nos quadrinhos de Lanterna Verde. A trama acompanha dois policiais intergalácticos, o recém-recrutado John Stewart (Aaron Pierre) e o lendário Hal Jordan (Kyle Chandler), que investigam um assassinato misterioso na Terra.

Estreia no terceiro trimestre de 2026.

Half Man – Temporada 1
Os irmãos Ruben e Niall em Half Man
Foto: divulgação/HBO Max

Idealizada por Richard Gadd, criador e protagonista do fenômeno Bebê Rena (2024), a trama mergulha no relacionamento turbulento entre os irmãos Ruben e Niall. Quando Ruben aparece de forma inesperada no casamento de Niall, a situação se torna violenta, forçando os personagens a revisitar toda a sua trajetória.

DTF St. Louis
David Harbour irá protagonizar DTF St. Louis
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil

Minissérie provocativa de humor ácido protagonizada por Jason Bateman (Coincidências do Amor, 2010), David Harbour (Stranger Things, 2016-2025) e Linda Cardellini (Scooby-Doo, 2002), em que os três personagens vivem um triângulo amoroso. 

A direção é de Steve Conrad (A Vida Secreta de Walter Mitty, 2013).

War – Temporada 1
Dominic West e Sienna Miller protagonizam War
Foto: reprodução/Deadline

Thriller jurídico produzido no Reino Unido e estrelado por Dominic West (A Escuta, 2002-2008) e Sienna Miller (Sniper Americano, 2014). A trama é centrada em uma batalha legal de alto perfil: o divórcio entre um magnata da tecnologia e uma estrela de cinema internacional. 

O que começa como uma separação comum rapidamente se transforma em uma guerra de reputações e rivalidades intensas, que envolve não só o casal, mas também os dois times rivais de advogados que lutam pela vitória no tribunal.

The Pitt – Temporada 2
Noah Wyle em The Pitt
Foto: divulgação/HBO Max

O drama médico que acompanha a equipe de um pronto-socorro superlotado em Pittsburgh está de volta. Com cada episódio seguindo uma hora de um único plantão, o ritmo intenso da série garantiu o Emmy de Melhor Série Dramática neste ano.

A segunda temporada estreia em 9 de janeiro.

A Idade Dourada – Temporada 4
Imagens de divulgação de A Idade Dourada
Foto: divulgação/HBO Max

Nesse drama de época, a jovem Marian Brook (Louisa Gummer), órfã de um general do sul, se muda para viver com suas tias na Nova York dos anos 1880. Lá, ela se envolve na vida deslumbrante da alta sociedade. A partir dos ensinamentos de sua família, ela poderá decidir qual futuro buscará na grande cidade.

Hacks – Temporada 5
Hannah Schwier e Jean Smart em Hacks
Foto: divulgação/HBO Max

Hacks, a série vencedora de quatro Globos de Ouro, também retorna no próximo ano. A trama segue Deborah Vance (Jean Smart), uma comediante em decadência, e Ava Daniels (Hannah Schwier), uma jovem roteirista que perde seu emprego após ser “cancelada” em Hollywood. Na tentativa de salvar suas carreiras, elas acabam trabalhando juntas, e o que começa como um choque geracional, logo se torna uma amizade improvável.

Duna: A Profecia – Temporada 2
Imagens de Duna - A Profecia
Foto: divulgação/HBO Max

O spin-off que expande a história apresentada nos filmes de Denis Villeneuve é ambientado 10 mil anos antes da narrativa conhecida pelos fãs. A série acompanha duas irmãs da Casa Harkonnen na luta contra forças que ameaçam a humanidade e na fundação da seita Bene Gesserit.

Industry – Temporada 4
Imagens da quarta temporada de Industry
Foto: reprodução/ELLE

A série segue um grupo de jovens recém-formados que compete por vagas em um dos principais bancos de investimento de Londres. Porém, conforme embarcam no mundo das altas finanças, se deparam com uma cultura corporativa definida por ego, sexo e drogas.

A quarta temporada chega ao streaming em 11 de janeiro.

The Comeback – Temporada 3
Lisa Kudrow em The Comeback
Foto: reprodução/Deadline

Vinte anos após a estreia, The Comeback retorna para finalizar a história com a terceira e última temporada. A série narra a história de uma atriz em decadência que tenta planejar seu retorno, contratando uma equipe de cinegrafistas para documentar as dificuldades e os triunfos dessa jornada.

A produção será lançada no segundo trimestre de 2026.

Dona Beja
Imagens de Dona Beja
Foto: divulgação/HBO Max

Uma releitura da novela exibida nos anos 1980, Dona Beja será a segunda novela da HBO Max. Baseada na história de Ana Jacinta de São José (Grazi Massafera), uma mulher que viveu no século XIX e desafiou as normas de sua época.

Cidade de Deus: A Luta Não Para – Temporada 2
Imagem de Cidade de Deus: A Luta Não Para
Foto: divulgação/HBO Max

Cidade de Deus: A Luta Não Para retoma a história seis meses após o final da primeira temporada. Os novos episódios irão focar na resistência da comunidade contra a milícia, sob uma perspectiva contemporânea. Alexandre Rodrigues (Aruanas, 2019), Roberta Rodrigues (Nos Tempos do Imperador, 2021) e Andréia Horta (Elis, 2016) reprisam seus papéis como protagonistas, e Matheus Nachtergaele, de Cidade de Deus, se junta ao elenco.

A segunda temporada estreia na segunda metade de 2026.

Como Água para Chocolate – Temporada 2
Imagem de Como Água Para Chocolate
Foto: divulgação/HBO Max

A adaptação da obra literária de Laura Esquivel, publicada pela primeira vez em 1989, volta para a segunda temporada. A série acompanha a vida de Tita (Lumi Cavazos), uma jovem no México do início do século XX, que é proibida de se casar com seu verdadeiro amor. 

A produção chega ao streaming em 15 de fevereiro.

 

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Leia também: Tremembé está de volta: segunda temporada da série de repercussão nacional

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura.

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Crítica | Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe: a dor e a responsabilidade de registrar a própria morte

O documentário de Sepideh Farsi é um retrato doloroso sobre a humanidade e o desejo de viver do povo palestino

[Contém gatilhos]

Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe é um documentário difícil de recomendar, mas é, ao mesmo tempo, absolutamente indispensável. Dirigido pela cineasta iraniana Sepideh Farsi, o filme compõe um retrato íntimo do genocídio palestino a partir das conversas entre Farsi e uma fotojornalista de Gaza, Fatem Hassona, antes de ser assassinada pelas forças de ocupação israelenses em um bombardeio em 16 de abril de 2025, poucos dias após a seleção do filme para Cannes.

Contado a partir de videochamadas, fotos tiradas por Fatem e noticiários, Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe é um testamento do orgulho da identidade palestina e da vontade profundamente humana de contar a própria história. Confira o trailer abaixo.

No longa, o genocídio e o povo palestino estão, como na vida real, alienados do resto do mundo. Farsi, como nós, acompanha a violência por noticiários e nunca coloca cenas gráficas ou explícitas na tela, ainda que a violência e a morte assombrem todas as chamadas e mensagens entre as duas. 

Cada segundo que Fatem está na tela é definido pela sorte: por uma bomba que caiu dois prédios ao lado em vez de sobre sua família; por um sniper que, naquele dia, não estava presente; pelo milagre de encontrar um pacote de salgadinhos fechado ou uma garrafa com água não contaminada. Em uma das chamadas, Fatem apresenta a Farsi seu antigo bairro, virando a câmera para um horizonte de ruínas, escombros e destruição.

Foto: reprodução/The Movie Isle

A fragilidade da conexão entre as duas fica evidente sempre que Fatem perde o sinal e Farsi nos faz encarar uma tela vazia por segundos que se estendem por horas, segundos em que as quase 70 mil pessoas (segundo dados de novembro da WAFA) assassinadas por Israel nos vêm à mente e lembramos que não há uma pessoa que está segura sob o céu palestino, sobretudo aquelas com uma câmera na mão.

E isso é muito importante, afinal, Fatem é fotojornalista. É através de sua lente que o documentário nos coloca em Gaza, entre toda a destruição, e, para ela, sua responsabilidade é óbvia: se não documentarem o próprio genocídio, quem o fará? “Minha Gaza precisa de mim”, ela explica simplesmente em determinado momento, dizendo que não tem interesse algum em se mudar do seu país, da sua terra.

Foto: reprodução/Magnum Photos/Fatma Hassona

Todo esse seu compromisso, assim como a naturalidade com que relata os bombardeios e as dificuldades de encontrar os restos mortais de seus familiares para enterrá-los, é atravessado por conversas em que Fatem mostra a Farsi seus irmãos, fala sobre como sua avó costumava fazê-la dormir com tapinhas nas costas e diz que seu maior sonho é comer frango e chocolate e poder respirar ar puro novamente.

Por alguns segundos, pode parecer que estamos apenas invadindo uma videochamada entre amigas, e são momentos como esses que o público se lembra que Fatem tem apenas 24 anos, mas já conhece e convive com uma violência que muitos de nós sequer somos capazes de imaginar.

Na Palestina, a morte coexiste com o desejo irremediável de viver, e esse costume é o que faz Fatem estar sempre sorrindo: em 24 anos, ela nunca conheceu uma Gaza que não estivesse ocupada pelas forças coloniais israeles, e o que ela poderia fazer diante disso senão tentar viver mesmo assim?

Foto: reprodução/LatAm Arte/Fatma Hassona

Enquanto assistia Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe, me lembrei do trecho de um ensaio publicado em julho de 2025, por uma jovem chamada Haya, filha de imigrantes palestinos nos Estados Unidos, em que ela diz:

“Palestinos têm essa habilidade de coexistir com a morte de uma forma que eu nunca vi igual. Vender frutas horas depois de enterrar um ente querido, limpar os escombros de suas casas demolidas ou bombardeadas, ajustar o tapete, varrer a bagunça e convidar pessoas para tomar um chá uma hora depois. A morte não era um homem de capuz escuro e uma foice, surpreendendo-os; a morte era um vizinho. Para alguns, era um presente(tradução livre).

Foto: reprodução/The Forward

De forma semelhante, Fatem explica a Farsi em uma das primeiras trocas entre as duas no documentário:

Sinto muito orgulho,” diz Fatem. “Somos fortes e corajosos, e pessoas muito importantes no mundo. Nós nos acostumamos a ser assim desde que éramos crianças. O que quer que façam conosco, como quer que tentem nos destruir, ou mesmo se eles nos matarem, nós vamos rir e viver nossas vidas, quer eles queiram ou não. Eles não podem nos derrotar. 

A busca por algum vestígio de normalidade se torna palpável em Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe. O desejo pela vida persiste mesmo entre ruínas e cercado de morte, e o sorriso no rosto dos palestinos é fruto do orgulho de um povo que, sem nada a perder, carrega o coração na mão e resiste.

Guarde o Coração na Palma da Mão e Caminhe chega aos cinemas dia 27 de novembro.

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Leia também: Você sabia? Árabes e turcos não são o mesmo povo – e a gente te explica por quê

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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