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Crítica | A Voz de Hind Rajab e o cinema como memória

Vencedor do Grande Prêmio do Júri em Veneza, o longa transforma a escuta em ato político ao denunciar a violência em Gaza

[Contém gatilhos e spoiler]

Há filmes que não permitem ao espectador a postura confortável de quem apenas observa. A Voz de Hind Rajab (2025) é um deles. Assistir ao longa é experimentar um estado contínuo de desespero: o corpo tenso, a respiração curta, a sensação de que o tempo não avança rápido o suficiente. A cada minuto, a pergunta “eles vão conseguir salvá-la?” ecoa, e a ausência dessa resposta se transforma na força mais cruel do filme.

Foto: reprodução/O Globo

Dirigido e roteirizado por Kaouther Ben Hania, o longa de 89 minutos recria, a partir de fatos reais e gravações divulgadas em janeiro de 2024, a agoniante tentativa de resgate de Hind Rajab, uma menina palestina de seis anos que ficou presa dentro de um carro cercado pelos corpos de familiares assassinados durante um ataque no norte de Gaza.

A narrativa acompanha um grupo de voluntários da Crescente Vermelha, na Cisjordânia, responsáveis por atender ligações de emergência e tentar viabilizar socorros em meio a um cenário de violência extrema e burocracia sufocante.

O centro de ligações como campo de batalha

Ao longo de quase toda a duração, o filme se mantém dentro do centro de ligações da organização. É dali que Rana (Saja Kilani), Omar (Motaz Malhees), Nisreen (Clara Khoury) e Mahdi (Amer Hlehel) tentam manter Hind consciente e viva enquanto negociam, ligação após ligação, a autorização para que uma ambulância possa chegar até ela.

Foto: reprodução/Lisboa Film Festival

A recusa inicial de Mahdi em autorizar o resgate não nasce da indiferença, mas do medo justificado: qualquer missão que não siga uma rota aprovada pelo exército israelense coloca os próprios socorristas sob risco de morte. Cada decisão carrega o peso de vidas que podem ser perdidas em cadeia.

Foto: reprodução/Festival do Rio
A força de uma voz que nunca vemos

Hind quase nunca aparece em cena. Sua presença se dá, sobretudo, pela voz – frágil, assustada e, por vezes, interrompida pelo silêncio. As raras imagens da menina surgem apenas quando um tio, que vive na Alemanha, envia fotografias para ajudar na identificação dos presentes no veículo em que ela está presa. 

Foto: reprodução/Grupo Estação

Essa escolha narrativa é central para o impacto do filme: ao evitar a exposição direta do corpo da criança, Kaouther Ben Hania intensifica sua presença simbólica.

O uso das gravações reais, combinadas à atuação do elenco, borra as fronteiras entre a ficção e o registro histórico. O resultado é um filme que não apenas representa um acontecimento, mas o faz reverberar de forma quase física no espectador.

Quando o cinema sabe a hora de se conter e quando escorrega

Nos momentos em que aposta na simplicidade, A Voz de Hind Rajab é devastador. O som incessante dos telefones, a cacofonia de vozes, o choro contido – e às vezes incontido – dos voluntários criam um ambiente claustrofóbico que paralisa e inquieta.

Foto: reprodução/Vi nos Filmes

Há, porém, instantes em que o filme flerta com soluções mais tradicionais de dramatização, expondo emoções e guiando o espectador de maneira mais evidente do que o necessário. Nessas brechas, o impacto se suaviza levemente. Ainda assim, são exceções dentro de uma obra que entende que a realidade, por si só, já é impensável.

O desfecho que não nos deixa sair ilesos

O final é impossível de esquecer. Quando a ambulância finalmente se aproxima, o filme permite um alívio breve, quase involuntário. O resgate está ali. A esperança se instala. E, então, ela é brutalmente arrancada.

Foto: reprodução/Vi nos Filmes

Mesmo após o sinal verde para a aproximação, a ambulância é alvejada e explode. O carro onde Hind estava – escondida apenas no sentido literal, já que os tanques militares israelenses contam com sensores infravermelhos capazes de detectar pessoas vivas – também é atacado. Durante mais de três horas, os disparos aconteceram sabendo que ela estava ali. O veículo foi atingido 355 vezes

Um filme necessário em tempos de apagamento

Vencedor do Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri no Festival de Veneza de 2025 e escolhido como o representante da Tunísia na disputa por uma vaga no Oscar de Melhor Filme Internacional, A Voz de Hind Rajab se afirma como uma obra imprescindível não apenas no campo cinematográfico, mas no debate político, ético e humanitário contemporâneo. Trata-se de um filme que se recusa à neutralidade e entende o cinema como espaço de responsabilidade histórica.

Ao evitar transformar a morte de Hind em espetáculo ou reviravolta narrativa, Kaouther Ben Hania realiza um gesto profundamente político: nomeia a violência, revela seus mecanismos e devolve humanidade àqueles que o mundo insiste em reduzir a estatísticas. O filme não busca choque fácil nem catarse: ele exige escuta, permanência e confronto com a realidade que muitos preferem ignorar.

Em um cenário global marcado pela anestesia diante do genocídio do povo palestino, ouvir a voz de Hind é um ato de memória. E lembrar, aqui, não é apenas rememorar o passado, mas resistir ao apagamento, recusar o silêncio e afirmar que essa história, como tantas outras, não pode ser esquecida nem normalizada. O cinema, neste caso, não consola: ele guarda, denuncia e insiste.

Foto: reprodução/Clube de Cinema

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Cultura pop Música Notícias

Aperture: Harry Styles anuncia novo single

A música é parte do novo álbum do artista, que chega em março

 

A volta de Harry Styles está cada vez mais perto! Ontem (20), a superestrela global anunciou o lançamento do primeiro single de seu quarto álbum de estúdio. Aperture é a primeira canção de Styles em quase quatro anos e o tão esperado single estará disponível no dia 22 de janeiro, às 19h ET – 3h do dia 23 no horário de Brasília.

Aperture
Imagem: divulgação/Sony Music

Kiss All The Time. Disco, Occasionally. tem 12 faixas inéditas, conta com o produtor executivo Kid Harpoon e uma nova era para Harry Styles. O novo projeto do artista britânico chega no dia 6 de março e já está disponível para pré-encomenda no site oficial.

 

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Texto revisado por Simone Tesser

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Cinema Especiais Notícias

High School Musical faz 20 anos | O filme que ninguém levou tão a sério… até ele virar o maior fenômeno teen dos anos 2000

Criado para ser apenas mais um filme do Disney Channel, o musical mudou a carreira de seus atores, redefiniu a estratégia do estúdio e marcou uma geração inteira que cresceu cantando, sonhando e revendo tudo vinte anos depois

Vinte anos (dói até escrever porque eu TAVA LÁ). Já se passaram vinte anos desde que a gente viu pela primeira vez um grupo de adolescentes cantar e dançar no refeitório do colégio como se fosse a coisa mais normal do mundo. E, de algum jeito,… foi.

High School Musical não chegou com cara de fenômeno, ele era só mais um filme da Disney para a TV, lançado em janeiro, no meio das férias, sem grandes promessas. Mas bastaram alguns minutos, um dueto no karaokê e uma bola de basquete quicando no ritmo do beat para alguma chavinha virar na cabeça de quem estava assistindo. Era divertido, era exagerado, era musical. E era sobre a gente, mesmo que a gente demorasse para perceber.

Quando High School Musical entrou em produção, lá em 2005, a Disney não estava tentando reinventar nada. O objetivo era simples: repetir o sucesso moderado de filmes como The Cheetah Girls e Descendentes (no futuro), que, ironicamente, ainda nem existia, mas herdaria esse mesmo DNA anos depois. Era um projeto 100% feito para a TV, com orçamento enxuto, gravação rápida e estreia sem grandes pretensões.

O roteiro de Peter Barsocchini partia de uma premissa bem comum: um garoto popular conhece uma garota diferente nas férias, surge uma conexão inesperada e, ao voltarem para a escola, eles enfrentam pressões sociais opostas. O diferencial? Música e um conflito que todo adolescente entende: o medo de gostar de algo que ninguém espera que você goste.

As gravações aconteceram em Utah, com direito a filmagens no verdadeiro East High School, que virou ponto turístico e, até hoje, é parada obrigatória de fã que se preze. O cronograma era apertado, os ensaios puxados, e a vibe nos bastidores era mais de improviso do que de “estamos fazendo história”.

A estreia rolou no dia 20 de janeiro de 2006, às 22h, no Disney Channel (RIP), logo depois do eterno Zapping Zone. E foi aí que tudo mudou. A audiência explodiu, o CD com a trilha começou a vender como água e, num piscar de olhos, o que era para ser um filme isolado virou franquia, turnê mundial, linha de produtos, continuações e um novo modelo de entretenimento teen que ainda ecoa vinte anos depois.

Mas o que segurou High School Musical no imaginário coletivo não foi só o sucesso comercial. Foi o que ele dizia, mesmo sem parecer muito sério. Aquelas músicas grudam na memória não só pelo refrão fácil, mas porque, no fundo, falavam sobre algo que a gente estava vivendo e nem sabia como explicar: a dúvida, a vontade de agradar todo mundo, o medo de sair do papel que esperavam da gente.

E foi aí que entrou a magia. Stick to the Status Quo era quase um aviso disfarçado de número musical: seguir as regras não vai te salvar. We’re All in This Together não era só uma coreografia fofa; era o tipo de coisa que dava vontade de acreditar, mesmo que você nunca tenha feito parte do grupo popular da escola. Mesmo que sua escola não tivesse nem palco.

Hoje, vinte anos depois, dá para dizer com clareza: a gente não sobreviveu à adolescência ileso, mas essas histórias ajudaram. High School Musical não pedia pra você ser perfeito. Pedia pra você tentar, errar, mudar, recomeçar. Para não se contentar com o que dizem que é o seu lugar. Para entender que você pode sim ser o que quiser: jogador e cantor, nerd e dançarino, líder e gentil.

E se tem uma coisa que a gente leva desse filme, além da vontade de fazer o clap-clap sincronizado no final, é isso: ninguém precisa escolher só um caminho. Dá para ser tudo. Dá para mudar de ideia. E dá para continuar cantando, mesmo quando o palco já desmontou faz tempo.

Porque, no fim das contas, High School Musical nunca foi só sobre colégio, romancezinho ou talentos ocultos. Foi sobre liberdade. Sobre descobrir que existe espaço fora da caixinha. E sobre fazer isso junto, como geração, como fase da vida, como quem entendeu – mesmo que tarde – que we’re all in this together, mesmo vinte anos depois.

Troy Bolton: o capitão do time que descobriu que dava para sonhar mais de um sonho na mesma vida

Troy Bolton foi pensado como o protagonista mais acessível possível para o público adolescente, ele não era o rebelde nem o excluído, era o garoto que já tinha tudo: popularidade, amigos, talento esportivo e a aprovação do pai. Justamente por isso, o conflito dele era silencioso e interno, algo com que muita gente se identificou sem perceber na época.

Zac Efron foi escalado depois de vários testes; ele tinha carisma, presença de tela e uma facilidade enorme para parecer alguém comum, mesmo sendo claramente um protagonista. Nos bastidores, Zac era um dos mais jovens do elenco, e também um dos mais inseguros, especialmente em relação ao canto.

Uma curiosidade que virou quase lenda urbana nos anos seguintes: no primeiro filme, a voz cantada de Troy é uma mistura da voz de Zac com a de Drew Seeley, cantor que já havia trabalhado em outras produções da Disney. A decisão partiu do estúdio, que queria um som mais limpo e potente para a trilha. Depois do sucesso absurdo do filme e da pressão do público, Zac passou a cantar 100% das músicas nas continuações.

O arco de Troy é um dos pontos centrais do impacto do filme. Ele não precisa abandonar o basquete para cantar, ele não deixa de ser popular por gostar de música. O filme insiste, de forma didática, mas eficaz, que interesses não precisam ser excludentes. Para muitos meninos que cresceram ouvindo que certas coisas “não eram coisa de garoto”, isso foi mais importante do que parece hoje.

Gabriella Montez: a garota que não duvidava do talento, mas duvidava de si mesma

Gabriella entra em High School Musical como uma personagem deslocada, aluna nova, extremamente inteligente, introvertida e desconfortável com qualquer tipo de exposição. Ela representa um tipo de protagonista feminina menos comum nos filmes teen dos anos 2000.

Vanessa Hudgens já tinha formação musical e experiência em teatro quando foi escalada, o que ajudou muito durante as gravações. Diferente de Troy, Gabriella nunca teve um conflito com a música em si, ela ama cantar, o problema era o que vinha junto: julgamento, expectativa, frustração.

A personagem foi escrita para refletir uma insegurança muito específica da adolescência: o medo de ser vista. Gabriella não quer errar em público, não quer decepcionar e, principalmente, não quer se sentir diferente demais. Isso torna suas decisões, inclusive as equivocadas, muito humanas.

O relacionamento com Troy também foge um pouco do padrão da época: não há grandes jogos de ciúme ou manipulação exagerada. O conflito vem muito mais da falta de comunicação e da dificuldade dos dois em lidar com pressões externas.

Sharpay Evans: a antagonista que entendia o jogo melhor do que todo mundo

Sharpay Evans foi criada para ser a vilã clássica do teatro escolar, mas acabou se tornando uma das personagens mais debatidas e reavaliadas da franquia. Rica, confiante, ambiciosa e completamente obcecada pelo palco, ela nunca escondeu suas intenções.

Ashley Tisdale construiu Sharpay com uma mistura precisa de exagero e verdade. A personagem é caricata, mas também extremamente dedicada, ela ensaia, estuda, se prepara e leva o teatro a sério, algo que nem sempre é reconhecido dentro da narrativa.

Com o passar dos anos, muitos fãs passaram a enxergar Sharpay de outra forma, ela não tenta sabotar por diversão, ela luta por espaço em um ambiente que sempre foi o dela, o choque acontece quando novos talentos surgem e não seguem as mesmas regras que ela sempre seguiu.

Sharpay representa uma ambição feminina que, na época, era facilmente rotulada como egoísmo. Hoje, ela é vista com mais empatia, inclusive como uma personagem que entendia o valor do próprio trabalho desde o começo.

Ryan Evans: o talento que sempre esteve ali, mas demorou para ser visto

Desde o primeiro filme, Ryan Evans é apresentado como o outro gêmeo. Enquanto Sharpay domina o espaço, ele acompanha, apoia, executa e raramente questiona. Isso não acontece por falta de talento, pelo contrário, Ryan é talvez o personagem tecnicamente mais preparado de todo o grupo.

Lucas Grabeel, que interpreta Ryan, tem formação sólida em música, dança e artes visuais. Muitas das coreografias mais difíceis da franquia passam por ele, mesmo quando o roteiro não o coloca no centro da cena. Nos bastidores, ele era frequentemente apontado pela equipe como um dos mais dedicados e disciplinados do elenco.

Should Ryan Evans Or Troy Bolton Be Your Best Friend Based On Your Zodiac  Sign?

A dinâmica entre Ryan e Sharpay reflete uma relação muito comum entre irmãos e, ao mesmo tempo, uma discussão mais ampla sobre espaço e identidade. Ryan sabe o que gosta, sabe o que faz bem, mas passa boa parte do tempo se moldando às expectativas da irmã. Ele não é passivo por falta de personalidade, mas por costume. No momento em que Ryan começa a se separar criativamente de Sharpay, principalmente a partir do segundo filme, marca um crescimento importante da franquia: é quando o roteiro permite que ele exista fora da sombra, experimente outras parcerias e se reconheça como protagonista da própria história.

Reassistindo hoje, Ryan é um dos personagens mais interessantes e icônicos justamente por representar quem demorou para se colocar no centro da própria narrativa.

Chad Danforth: o amigo que confundia lealdade com medo de mudança

Chad é o melhor amigo de Troy e o guardião não oficial das regras não escritas da escola. Para ele, tudo precisa permanecer exatamente como sempre foi, basquete é basquete, teatro é teatro, cada um no seu lugar.

Corbin Bleu trouxe carisma e leveza para um personagem que poderia facilmente ser apenas o antagonista secundário. Chad não é cruel; ele é resistente, ele representa o medo muito real de perder aquilo que dá segurança quando algo novo ameaça o equilíbrio.

Lennox Evans' High School Musical - Chapter 4: What (They've) Been Looking  For - Page 4 - Wattpad

O conflito de Chad não é contra a música, mas contra a possibilidade de que a mudança afaste seu amigo. Ele associa identidade a grupo, algo extremamente comum na adolescência. Quando Troy começa a se dividir entre dois mundos, Chad sente que está sendo deixado para trás.

A jornada do personagem funciona porque ele aprende sem ser ridicularizado. Chad erra, reage mal, mas também cresce. Ao longo dos filmes, ele entende que amizade não é controle, e que apoiar alguém não significa perder espaço.

Taylor McKessie: a inteligência que não se diminui

Taylor é uma das personagens mais subestimadas da franquia, líder do clube acadêmico, organizada, confiante e extremamente focada, ela foge do estereótipo da garota inteligente tímida tão comum em narrativas teen.

Monique Coleman construiu Taylor como alguém que sabe exatamente quem é e o que quer, mas que também precisa aprender a lidar com frustração e flexibilidade. No primeiro filme, Taylor também tenta impedir que Gabriella participe do musical, não por maldade, mas por acreditar que isso pode colocá-la em risco.

Taylor representa a pressão por desempenho acadêmico e a sensação de que falhar não é uma opção. Ao longo da franquia, ela aprende que excelência não precisa vir acompanhada de rigidez e que é possível apoiar sonhos diferentes dos seus.

É uma personagem que envelheceu muito bem e que hoje é vista como um modelo de liderança feminina forte e complexa.

A trilha sonora que saiu da TV, dominou as paradas, virou rotina em quartos adolescentes e redefiniu o poder da música pop jovem

A trilha sonora de High School Musical foi pensada como parte central da experiência desde o início do projeto. Cada música foi escrita para dialogar diretamente com um momento emocional dos personagens, ajudando o público a entender conflitos, desejos e inseguranças sem precisar de grandes explicações. Esse cuidado fez com que o álbum funcionasse como uma narrativa completa, mesmo fora do contexto do filme.

Start of Something New abre a história apresentando Troy e Gabriella em um encontro improvável, usando a música como linguagem imediata de conexão. A escolha de começar com um dueto estabelece o tom do filme e apresenta a ideia de que aquele encontro fora do padrão daria o ritmo de tudo o que viria depois.

Get’cha Head in the Game surge como um contraponto direto, traduzindo a confusão de Troy enquanto ele tenta equilibrar expectativas esportivas e desejos pessoais. A música incorpora sons da quadra e uma coreografia intensa, reforçando a pressão que o personagem vive dentro e fora do jogo.

Stick to the Status Quo amplia o conflito para todo o colégio. Cada personagem revela um interesse que foge do rótulo que carrega, e a música transforma esse momento em algo coletivo, leve e facilmente reconhecível para o público adolescente. O número ajuda a consolidar o tema central do filme: o medo de sair do papel que esperam de você.

When There Was Me and You marca o momento mais introspectivo da história. A música expõe a frustração de Gabriella ao perceber que pode perder aquilo que acabou de descobrir em si mesma; o arranjo simples e a interpretação direta ajudam a aproximar o público da personagem.

Bop to the Top traz Sharpay e Ryan em sua forma mais performática. A música revela o quanto os dois levam o teatro a sério e como enxergam o palco como espaço de conquista. É um número que combina exagero, técnica e ambição, deixando claro que eles não estão ali por acaso.

Breaking Free funciona como o ápice emocional do filme. O dueto simboliza a decisão de Troy e Gabriella de seguir aquilo que sentem, mesmo sob julgamento. A música se tornou um dos maiores símbolos da franquia por reunir emoção, espetáculo e resolução narrativa no mesmo momento.

We’re All in This Together encerra a história reunindo todos os personagens. A música reforça a ideia de integração e pertencimento, transformando o conflito individual em uma celebração coletiva. Esse final ajudou a fixar a imagem do elenco como um grupo unido, algo que a Disney exploraria intensamente fora da tela.

A trilha ainda conta com What I’ve Been Looking For, apresentada em duas versões, que destaca a conexão musical entre Troy e Gabriella de forma mais delicada, além de reprises que reforçam temas importantes ao longo do filme.

 

O impacto desse álbum mudou completamente a lógica interna da Disney. A partir de High School Musical, o estúdio passou a enxergar musicais adolescentes como projetos multiplataforma, capazes de gerar filmes, CDs, turnês, produtos licenciados e carreiras musicais reais. A música deixou de ser apenas parte do roteiro e passou a ser o eixo de lançamento e divulgação.

Esse novo modelo abriu caminho direto para produções como Hannah Montana, que uniu série de TV e carreira musical em tempo real, e Camp Rock, que seguiu a estrutura de musical televisivo com trilha pensada para o mercado pop. O sucesso de High School Musical mostrou que era possível criar ídolos adolescentes dentro da própria casa e dialogar com um público que consumia música de forma cada vez mais ativa.

Além de influenciar projetos específicos, o filme redefiniu a forma como a Disney se relacionava com música, juventude e identidade. A partir dali, cantar deixou de ser apenas um elemento narrativo e se tornou uma ferramenta central de conexão com o público.

Duas décadas depois, essas músicas continuam reconhecíveis desde os primeiros acordes. Elas carregam memória, fase de vida e pertencimento; para uma geração inteira, representam o momento em que música, TV e adolescência se encontraram do jeito certo.

Do filme de TV ao fenômeno global: como High School Musical virou marca, produto e parte da rotina de uma geração

O sucesso de High School Musical não se limitou à audiência na noite da estreia ou às vendas da trilha sonora. Em poucos meses, o filme se transformou em uma engrenagem comercial gigantesca, algo que a Disney, até então, não havia experimentado com tanta força dentro do universo teen televisivo.

Logo após o sucesso inicial, a Disney percebeu que havia criado uma conexão rara com o público. O envolvimento não era passivo: fãs queriam mais conteúdos, mais músicas, mais informações sobre o elenco; queriam consumir High School Musical para além da tela. A resposta veio rápida e organizada.

O segundo filme foi aprovado quase imediatamente, agora já com a certeza de que o público acompanharia qualquer desdobramento da história. Diferente do primeiro, High School Musical 2 já nasceu como evento, teasers, entrevistas, prévias musicais e uma estratégia de divulgação muito mais agressiva antecederam a estreia. O resultado foi histórico: o filme bateu recordes de audiência na TV a cabo e consolidou a franquia como um dos maiores sucessos da Disney.

Paralelamente, a marca se espalhava por todos os cantos, cadernos, mochilas, estojos, roupas, bonecos, jogos, pôsteres e DVDs ocupavam prateleiras e quartos adolescentes, High School Musical virou tema de festas, apresentações escolares, concursos de talentos e eventos promovidos pela própria Disney.

O elenco passou a estampar capas de revistas no mundo inteiro. Zac Efron, Vanessa Hudgens e Ashley Tisdale se tornaram presença constante em publicações teen, entrevistas e programas de televisão. Cada detalhe da vida deles interessava ao público, desde bastidores das gravações até curiosidades pessoais.

A Disney também apostou em turnês ao vivo, levando as músicas do filme para palcos internacionais, os shows lotavam arenas e reafirmavam que aquele não era apenas um sucesso de TV, mas um fenômeno capaz de mobilizar multidões. Para muitos fãs, foi o primeiro grande show da vida.

O impacto comercial se estendeu ainda ao cinema. High School Musical 3: Senior Year foi pensado desde o início como um evento cinematográfico, marcando a transição da franquia da TV para as telonas. O filme arrecadou milhões de dólares e mostrou que o público estava disposto a acompanhar aqueles personagens em qualquer formato.

Esse sucesso consolidou um novo modelo de negócio para a Disney, que passou a investir pesado em propriedades intelectuais voltadas ao público jovem, com forte apelo musical e narrativas seriadas. O estúdio entendeu que adolescentes queriam se ver representados de forma mais direta, consumindo histórias que dialogassem com suas próprias experiências.

O fenômeno também impactou a forma como o público se relacionava com a marca Disney. Para muitos adolescentes dos anos 2000, High School Musical foi a porta de entrada para um tipo de entretenimento que misturava música pop, narrativa seriada e identificação emocional. Não era mais apenas sobre assistir, era sobre pertencer.

Com o tempo, o sucesso comercial de High School Musical deixou de ser apenas um dado de mercado e passou a ser referência cultural. Ele marcou uma geração, moldou tendências e criou uma linguagem que ainda hoje influencia produções voltadas ao público jovem.

Kenny Ortega: o diretor que entendeu adolescentes como gente e transformou um filme de TV em experiência geracional

Antes de High School Musical, Kenny Ortega já tinha uma carreira sólida dentro da indústria do entretenimento, mas longe do radar do público adolescente. Ele vinha do mundo da dança e da coreografia, com passagens por grandes turnês, shows ao vivo e filmes que exigiam precisão técnica e ritmo. Kenny sempre foi alguém que pensava movimento como narrativa, corpo como emoção e música como linguagem principal.

Quando a Disney o chamou para dirigir High School Musical, a escolha não foi óbvia para o público, mas fazia sentido internamente. O estúdio precisava de alguém que soubesse trabalhar com números musicais de forma clara, envolvente e acessível para a televisão. Mais do que isso, precisava de alguém que respeitasse o público jovem e não tratasse adolescentes como versões incompletas de adultos.

Kenny Ortega entendeu o projeto desde o primeiro momento. Ele sabia que não estava dirigindo apenas um musical, mas uma história sobre identidade, pertencimento e medo de errar. Em entrevistas ao longo dos anos, ele sempre deixou claro que seu maior objetivo era fazer com que os personagens parecessem reais, mesmo cantando e dançando em um ginásio escolar.

Nos bastidores, Kenny criou um ambiente colaborativo. Ele estimulava o elenco a participar das cenas, a entender o que cada música representava emocionalmente e a se sentir confortável em errar durante os ensaios. Muitos dos atores eram jovens, alguns sem experiência extensa em musicais, e essa postura foi essencial para que o filme mantivesse um tom natural.

Uma das marcas de Kenny Ortega é a forma como ele filma dança, em High School Musical, as coreografias são integradas aos espaços reais da escola, quadras, corredores, refeitórios e palcos não são apenas cenários, mas parte ativa da narrativa. Isso ajudou a criar a sensação de que aquelas músicas poderiam acontecer em qualquer escola, em qualquer lugar.

Kenny também teve papel fundamental na escolha do elenco e na dinâmica entre os atores. A preocupação não era apenas talento técnico, mas química e identificação com os personagens. Ele sabia que o público adolescente percebe quando algo soa forçado, e trabalhou para evitar isso ao máximo.

O sucesso inesperado do primeiro filme colocou Kenny Ortega em uma posição inédita dentro da Disney. Ele deixou de ser apenas um diretor contratado e passou a ser uma peça-chave da estratégia do estúdio, sendo mantido à frente das continuações justamente por entender o espírito da história e o vínculo com o público.

Em High School Musical 2, Kenny ampliou o escopo visual e coreográfico, aproveitando um orçamento maior e uma equipe mais estruturada, sem perder a essência que havia conquistado os fãs. Já em High School Musical 3: Senior Year, sua missão era ainda mais delicada, levar a história para o cinema sem afastar quem havia se apaixonado pelo formato televisivo. O resultado foi um filme mais grandioso, mas ainda emocionalmente conectado aos personagens.

Depois de High School Musical, Kenny Ortega se tornou sinônimo de musical adolescente dentro da Disney. Ele esteve à frente de projetos como Descendentes, que herdaram diretamente a linguagem, o ritmo e a sensibilidade desenvolvidos anos antes. A ideia de que musicais podiam ser modernos, pop e conectados com o público jovem passou a ser parte do DNA do estúdio.

Mais do que números ou recordes, o legado de Kenny Ortega está na forma como ele tratou seu público: nunca falou de cima para baixo, nunca ironizou sentimentos adolescentes e nunca subestimou o impacto que aquelas histórias poderiam ter.

Vinte anos depois, High School Musical continua sendo lembrado não apenas como um sucesso, mas como um marco emocional, e isso passa diretamente pela visão de um diretor que acreditou que adolescentes mereciam histórias grandes, músicas marcantes e finais que respeitassem seus sonhos.

No fim das contas, Kenny Ortega não dirigiu apenas um musical: ele ajudou a construir um capítulo inteiro da cultura pop.

Final de jogo, mas com música no repeat

Duas décadas depois, High School Musical não é só um filme velho da Disney. É um retrato de uma geração que cresceu aprendendo que dá pra gostar de coisas diferentes, dá para ser sentimental sem vergonha, dá para mudar de ideia no meio do caminho. E que, sim, dá pra cantar no corredor do colégio e ainda assim ser levado a sério. Ou pelo menos tentar.

A gente não está mais no ensino médio. O East High agora é só uma fachada em Utah. Mas alguma coisa daquele lugar ainda vive com a gente. Em cada música que começa a tocar no aleatório e te transporta para 2006; em cada coreografia que seu corpo ainda lembra (mesmo que o joelho não colabore); em cada vez que você se vê preso num papel que já não faz mais sentido e se lembra de que você pode fazer outra coisa, sim.

O mundo mudou, a gente mudou, mas aquela mensagem ficou: ninguém precisa se contentar com o papel que deram, não existe só um caminho certo e, no fim, we’re all in this together, seja para cantar, para tentar de novo ou para olhar para trás e perceber o quanto a gente cresceu desde então.

Não importa se você era Team Troyella, se sabia a coreografia completa de Bop to the Top, ou se só fingia que não gostava pra não pagar de infantil. O fato é: se você viveu esse fenômeno, ele está aí em algum canto da sua memória. E, se te deu coragem, acolhimento ou vontade de ser quem você era de verdade… então foi mais do que um musical adolescente. Foi um ponto de partida.

E talvez, pensando bem, ainda seja.

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Texto revisado por Kaylanne Faustino

 

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Cultura turca Entretenimento Notícias Novelas

Primeiras impressões da nova dizi A.B.I, com Afra Saraçoğlu

A nova dizi estrelada por Afra Saraçoğlu estreou na TV turca e já chamou atenção por sua crítica social, drama familiar e alta audiência

 

O primeiro capítulo de A.B.I, nova dizi protagonizada por Afra Saraçoğlu, estreou na semana passada, e o Entretetizei assistiu para trazer as primeiras impressões sobre a produção.

Personagem Çağla Öncü (protagonizada por Afra Saraçoğlu).
Foto: reprodução/ATV

A.B.I (Aile Bir İmtihandır. Tradução livre: A família é um teste) estreou na última terça-feira (13) e rapidamente se destacou entre as novidades da temporada. Com 9,81 pontos de audiência, a produção registrou um dos melhores desempenhos de estreia recentes da TV turca.

A trama acompanha a história do médico cirurgião Doğan Hancıoğlu (Kenan İmirzalıoğlu), um homem marcado por conflitos familiares, especialmente com o pai. Após ser convidado para o casamento da irmã, Doğan retorna a Istambul, mesmo relutante. É nesse contexto que seu caminho cruza com o da advogada Çağla Öncü (Afra Saraçoğlu).

Extremamente dedicada e movida por um profundo senso de justiça, Çağla dedica sua vida a combater injustiças. Além disso, cuida sozinha da irmã mais velha, Mahinur Öncü (Esra Şengünalp), com quem mantém uma relação de muito afeto e responsabilidade.

Primeiras impressões da estreia de A.B.I

Logo nos primeiros minutos, somos apresentados ao tom central da dizi. A história se inicia com Doğan correndo para salvar a vida de uma garotinha vítima de bala perdida. O impacto visual das cenas no centro cirúrgico não apenas prende o telespectador, como também introduz a personalidade do protagonista, movido por um desejo de fazer a diferença na vida de seus pacientes e familiares.

Em paralelo, a introdução de Çağla deixa igualmente claro o que podemos esperar da personagem. Sua história começa com a tentativa de proteger uma cliente vítima de violência doméstica. Ao presenciar a agressão, a advogada não hesita em enfrentar o agressor para defender a mulher, revelando desde cedo seus princípios e sua motivação para seguir na advocacia criminal.

Dessa maneira, as cenas iniciais funcionam como um espelho entre os protagonistas: ele salva vidas na mesa de cirurgia e ela tenta protegê-las nos tribunais. O episódio apresenta dois personagens diferentes em profissão, mas unidos por valores semelhantes.

Além disso, o primeiro capítulo já insere temas que devem atravessar toda a narrativa, como críticas sociais explícitas. A violência armada, por exemplo, abordada durante a cirurgia da menina, retorna em outros momentos do episódio. A dizi também levanta discussões sobre violência doméstica, falhas no sistema judicial e até assédio, tema ligado diretamente ao drama vivido pela irmã de Çağla.

Cena de dança entre os protagonistas
Foto: reprodução/ATV
Química dos protagonistas

Os protagonistas se conhecem quando Doğan socorre Mahinur, irmã de Çağla, durante uma crise de pânico e uma convulsão em um restaurante. Mesmo sendo um encontro breve, o momento já estabelece a dinâmica e a química entre os dois, que tende a se desenvolver ao longo da trama.

O episódio também apresenta Behram, amigo de Çağla envolvido em negócios mafiosos e em conflitos antigos com a família Hancıoğlu. Seu interesse em aproximar a advogada da família expõe um jogo de poder e vingança que promete ganhar espaço nos próximos capítulos e, possivelmente, abalar a relação entre Doğan e Çağla.

Conflitos familiares e um final de tirar o fôlego

O ponto alto do capítulo está nos conflitos familiares que cercam Doğan. Ele se afastou do pai e dos demais parentes ainda jovem e, desde então, evita qualquer tipo de contato. O desejo de distanciamento é tão grande que o personagem chega a cronometrar, no relógio, o tempo exato que pretende passar em Istambul antes de retornar a Izmir.

A relação com o pai, Tahir, é marcada por ressentimento, rigidez e autoritarismo. Desse modo, Tahir representa um modelo de tradicionalismo turco extremo, no qual sua palavra é absoluta e incontestável. Consequentemente, ele não hesita em humilhar os próprios filhos, especialmente o filho mais velho, que deseja ser seu sucessor, mas é constantemente diminuído.

Cena entre Tahir e seu filho mais velho.
Foto: reprodução/ATV

Esse ambiente familiar opressor, apoiado com a ajuda de flashbacks muito bem colocados, contribuem para explicar o afastamento de Doğan e antecipa conflitos ainda mais pesados. Fica claro que o passado mal resolvido, as tensões familiares e as escolhas dos personagens terão consequências profundas nos próximos capítulos.

Por fim, a trama se encerra com uma tentativa de assassinato e, logo de cara, um principal suspeito que promete chocar quem está assistindo (assim como chocou a redatora deste texto).

Como primeira impressão, A.B.I estreia de forma muito envolvente, entregando um capítulo bem amarrado, carregado de drama, ação e crítica social, elementos que indicam que a dizi tem tudo para se firmar como um dos grandes destaques da temporada. Mas também corre um certo risco devido suas cenas muito gráficas e que podem ser consideradas polêmicas na comunidade turca.

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Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

Texto escrito com a colaboração de Debora Meira.

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Cinema Notícias

Distribuidora de filmes divulga cartaz e trailer de Você Só Precisa Matar

Animação é baseada em mangá premiado e chega aos cinemas em fevereiro 

E se a morte não fosse o fim? Essa é a premissa de Você Só Precisa Matar (All You Need is Kill), animação baseada no premiado mangá homônimo de Hiroshi Sakurazaka (2004), que combina ação e ficção científica e chega aos cinemas no próximo mês. 

Para contribuir com a ansiedade dos fãs de plantão, a Paris Filmes, responsável por distribuir a animação no Brasil, acaba de divulgar cartazes e o trailer oficial do longa, que estreia nos cinemas brasileiros em 12 de fevereiro. Confira o trailer: 

Num futuro próximo, a humanidade enfrenta sua extinção. Uma gigantesca flor alienígena conhecida como Darol irrompe sobre o Japão, libertando criaturas monstruosas (Mímicos) que devastam tudo em seu caminho. 

Em meio ao caos, Rita, uma jovem voluntária, é brutalmente morta em combate. Mas a morte não é o fim. Ao despertar, ela se vê de volta ao início daquele mesmo dia fatídico, presa num ciclo temporal implacável. Ela então conhece Keiji, outro soldado preso no mesmo paradoxo. 

A obra original também serviu de inspiração para outra adaptação de sucesso: o longa No Limite do Amanhã (2014), estrelado por Emily Blunt e Tom Cruise. O filme é dirigido por Kenichiro Akimoto e o roteiro é de Yuichiro Kido, com produção de Studio 4°C e distribuição nacional da Paris Filmes.

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

 

 

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Livros

Intrínseca reúne grandes nomes e histórias para todos os gostos entre os lançamentos de janeiro

Alguns dos destaques deste mês são os novos livros de John Green e Jojo Moyes, e uma novidade do universo de Stranger Things

De espionagem britânica a romances emocionantes, passando por fantasia épica, suspense afiado e até não ficção de impacto social, a Intrínseca abre o ano com uma leva diversa de lançamentos que promete agradar leitores de diferentes perfis.

Confira os principais títulos que chegam às livrarias em janeiro.

Slow Horses (Slough House – vol. 1), de Mick Herron

Inédito no Brasil, o livro que deu origem à série estrelada por Gary Oldman apresenta um grupo improvável de agentes do MI5 relegados à decadente Slough House após cometerem erros profissionais. Liderados pelo ácido e brilhante Jackson Lamb, os chamados slow horses vivem presos a tarefas burocráticas – até que um sequestro transmitido pela internet surge como chance de redenção. Um thriller inteligente, cheio de tensão e ironia britânica.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Leões Adormecidos (Slough House – vol. 2), de Mick Herron

Na continuação, Jackson Lamb desconfia das circunstâncias da morte de um antigo espião e arrasta novamente sua equipe para uma investigação que remexe segredos da Guerra Fria. O caso envolve um nome lendário da espionagem e conduz os personagens por um jogo de sombras onde nada é exatamente o que parece.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Tiranos Celestiais (Viúva de Ferro – vol. 2), de Xiran Jay Zhao

Sequência aguardada do best-seller Viúva de Ferro, o livro acompanha Wu Zetian após conquistar o poder em Huaxia. Pressionada por conspirações políticas, ameaças externas e seus próprios dilemas morais, a protagonista precisa decidir até onde está disposta a ir para mudar um sistema corrupto. Uma fantasia intensa, política e provocadora.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Sabedoria é Dedicação, de Ryan Holiday

Fechando sua série sobre as virtudes estoicas, Ryan Holiday defende que a sabedoria é uma prática diária – e não um dom natural. O autor discute pensamento crítico, humildade intelectual e disciplina mental, refletindo sobre como o conhecimento mal direcionado pode ser perigoso e como cultivar uma vida mais consciente em meio ao excesso de informações.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Paixão Por Acaso, de Olivia Dade

Último volume da série Alerta de Spoiler, o romance traz um slow burn ambientado nos bastidores da televisão. A trama acompanha dois atores escalados para viver um casal em uma série de sucesso enquanto tentam lidar com inseguranças, expectativas e a pressão da indústria do entretenimento. Além do romance, o livro aborda a representatividade de corpos gordos no show business com sensibilidade.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Todo Mundo Neste Trem é Suspeito, de Benjamin Stevenson

Misturando humor e mistério, o livro acompanha um autor de true crime que participa de um festival literário dentro de um trem – até que um passageiro aparece morto. Cercado por escritores especialistas em crimes perfeitos, o protagonista precisa desvendar o crime antes que o assassino ataque novamente. Uma leitura ágil, cheia de metalinguagem e reviravoltas.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Tudo vai ficar bem, de Jojo Moyes

No novo romance da autora de Como Eu Era Antes de Você, acompanhamos Lila, uma escritora que vê sua vida desmoronar após o divórcio, a morte da mãe e conflitos familiares inesperados. Entre perdas, reencontros e recomeços, Jojo Moyes constrói uma história agridoce sobre reconstrução, afeto e novas possibilidades.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Tudo é tuberculose, de John Green

Em sua nova obra de não ficção, John Green investiga o impacto histórico e social da tuberculose a partir de sua amizade com um jovem paciente em Serra Leoa. O autor entrelaça ciência, história e relato pessoal para discutir desigualdade, acesso à saúde e responsabilidade coletiva, mostrando como nossas escolhas moldam o futuro da humanidade.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca
Stranger Things: De um jeito ou de outro, de Caitlin Schneiderhan

Escrito por uma das roteiristas da temporada final da série, o livro traz Nancy e Robin como protagonistas em uma nova investigação em Hawkins. Após o terremoto causado por Vecna, acontecimentos estranhos voltam a assombrar a cidade, e as duas amigas mergulham em um mistério que pode ser ainda mais perigoso do que imaginavam. Leitura indispensável para fãs da série.

Imagem: divulgação/Editora Intrínseca

Com apostas que vão do entretenimento puro a reflexões profundas sobre o mundo contemporâneo, os lançamentos de janeiro da Intrínseca mostram por que a editora segue entre as favoritas do público leitor brasileiro.

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Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Cultura asiática Música Notícias

Catch The Young lança EVOLVE, seu primeiro álbum completo, e amplia o discurso sobre juventude

Com 14 faixas autorais, banda de pop-rock alternativo coreano aprofunda emoções pouco faladas da juventude, apresenta o single Amplify e mira palcos internacionais em 2026

Depois de dois mini-álbuns e uma sequência consistente de singles desde a estreia em novembro de 2023, o Catch The Young dá um passo decisivo na própria trajetória com EVOLVE, seu primeiro álbum completo. O disco marca a consolidação do conceito que o grupo define como youth pop-rock, expandindo a discussão sobre juventude para além da estética e tocando em temas como feridas emocionais, ansiedade, crescimento pessoal e esperança.

Com 14 faixas, EVOLVE foi inteiramente criado e produzido pelos próprios integrantes. A proposta do álbum é explorar as múltiplas camadas da juventude que raramente ganham espaço em narrativas pop mais superficiais, mantendo a identidade alternativa da banda, mas com novos caminhos sonoros e emocionais.

O single principal, Amplify, aposta em uma releitura do new wave filtrada pelo som do Catch The Young. A faixa traduz a energia, a determinação e a vontade do grupo de seguir ampliando sua música mesmo diante de limites e obstáculos, funcionando como um manifesto do momento atual da banda.

O álbum também destaca faixas com foco individual nos vocais de alguns membros. 28 Hours, interpretada por Sani, líder e baixista do grupo, aborda a dificuldade de dormir e a sensação de estar fora de sintonia com o ritmo do mundo. Já I’m Already In Love With You, cantada por Namhyun, muda o tom do disco ao tratar do romantismo e da leveza de se apaixonar. Enquanto Reperio, de Junyong, convida o ouvinte a viver o presente, descobrir novas versões de si mesmo e aproveitar o momento sem medo.

Outro destaque é 지금 내 앞에 서 있는 네게 (To You, Standing Before Me), uma faixa de agradecimento dedicada a todas as pessoas que ajudaram a banda a chegar até aqui. A música carrega a promessa de seguir caminhando junto dos fãs, com mais dias, histórias e memórias compartilhadas. O encerramento fica por conta de The Young Wave (2026 Remix), uma nova versão do primeiro instrumental do grupo, lançado originalmente em abril de 2025.

“O primeiro álbum completo do Catch The Young finalmente foi lançado. Preparamos muito para esse disco, então vamos mostrar lados nossos que ainda não tinham sido revelados, e esperamos que vocês aguardem com expectativa. Também prometemos encontrar muitos fãs fora da Coreia este ano”, afirmou Sani, líder e baixista da banda.

Junyong também comentou o momento do lançamento: “Esperamos muito tempo para lançar nosso primeiro álbum completo e agora estamos empolgados, animados e nervosos ao mesmo tempo. Acima de tudo, fico feliz em ver o quanto o Catch The Young cresceu como banda e espero que vocês escutem muito o nosso novo álbum.”

Ao longo de 2025, o grupo lançou cinco singles — You, Always (2025), The Young Wave, Ideal Type, In Your Arms e 발걸음 (FOOTSTEPS) — e se apresentou em festivais importantes da Coreia do Sul, como o Incheon Pentaport Rock Festival, o Jeonju Ultimate Music Festival e o Sound Planet Festival. Sani e Kihoon também participaram do programa de sobrevivência STEAL HEART CLUB, da Mnet, interpretando covers de músicas icônicas do K-pop.

Para 2026, o plano é claro: promover EVOLVE, seguir produzindo novas músicas e levar o som do Catch The Young para palcos internacionais, fortalecendo a conexão com fãs ao redor do mundo.

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Texto revisado por Kalylle Isse

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Cultura asiática Música Notícias

Arirang: saiba o que significa o nome que transforma o comeback do BTS em um ato cultural, político e histórico

Mais do que uma escolha estética, o título do novo álbum do BTS resgata um símbolo de dor, deslocamento e reencontro profundamente enraizado na história coreana e o insere no centro da cultura pop global

Há momentos em que uma palavra altera o enquadramento de um lançamento. O BTS sempre tratou seus comebacks como eventos para além da lógica comercial do K-pop, mas a revelação do título Arirang deslocou imediatamente o foco do som para o significado. A discussão deixou de girar apenas em torno do retorno e passou a considerar o modo como esse retorno é construído. A escolha aponta para uma palavra que atravessa séculos de separações, feridas históricas e reorganizações culturais: 아리랑.

ARMYs, vocês estão preparadas? Porque aqui não se trata de um nome escolhido por impacto estético. Arirang atravessa a narrativa coreana em diferentes períodos e formatos, da música tradicional aos filmes silenciosos do período colonial, da experiência da guerra às trilhas de dramas históricos, de eventos ligados à unificação às apresentações de K-pop. O título conecta o comeback a elementos que o BTS já mobiliza há anos, como identidade cultural, construção narrativa e controle sobre a própria trajetória. E se você ainda não sabe o que essa palavra significa, calma, a gente te explica:

O que significa Arirang (아리랑) e por que essa palavra não pode ser traduzida com facilidade

Arirang (아리랑) é uma palavra que não cabe em traduções diretas, o termo concentra significados históricos, emocionais e sociais que não se resolvem em um equivalente único. Na forma mais conhecida, Arirang é o título de uma canção tradicional coreana, registrada em mais de 3.600 versões, com variações regionais e refrões repetidos que funcionam como estruturas coletivas de memória. Esse número expressivo revela como a canção se adapta a contextos diferentes sem perder reconhecimento.

Do ponto de vista etimológico, há hipóteses que associam ari a palavras arcaicas ligadas a afeto ou beleza, enquanto rang poderia indicar vínculo ou companheirismo, mas essas leituras nunca chegaram a um consenso. O que sustenta Arirang não é a origem linguística, e sim a forma como a canção foi cantada, transmitida e reutilizada ao longo do tempo. Em praticamente todas as versões, a narrativa gira em torno de ruptura, separação e espera.

Essa abertura de significado permitiu que diferentes gerações se reconhecessem na canção. A ausência de uma definição fechada facilitou o uso do termo em situações diversas, criando um espaço simbólico compartilhado. Arirang passou a funcionar como linguagem para experiências difíceis de nomear de forma direta, especialmente aquelas ligadas à perda e à distância.

No imaginário coreano, a canção aparece em funerais, celebrações comunitárias, protestos, cerimônias oficiais e eventos culturais de bairro. Sua permanência está ligada à capacidade de circular entre o cotidiano e o institucional. Mesmo com a industrialização, a ocidentalização das mídias e a fragmentação provocada pelo ambiente digital, Arirang continuou operando como referência viva.

Quando essa palavra é usada como título de um álbum, ela carrega todo esse histórico acumulado. Para o público coreano, a leitura tende a ser imediata. Para o público internacional, o impacto costuma vir aos poucos, funcionando como uma porta de entrada para um repertório cultural que o BTS já mostrou saber trabalhar com consistência.

Arirang na história da Coreia: da resistência ao símbolo de um país dividido

Para entender o peso de Arirang, é preciso situá-la na história moderna da Coreia. Sua consolidação como símbolo nacional não aconteceu nos palcos nem nas rádios, mas no cinema, em um contexto de repressão. Em 1926, durante a ocupação japonesa, o diretor Na Woon-gyu lançou o filme Arirang, hoje considerado um marco do cinema coreano. A trama acompanha um jovem afetado psicologicamente pela opressão colonial, usando a canção como metáfora de um sofrimento coletivo.

A escolha do drama psicológico permitiu que o filme escapasse da censura, ainda assim o subtexto político foi amplamente reconhecido pelo público. A trilha sonora, baseada na canção Arirang, passou a circular como símbolo informal de uma Coreia ferida, mas culturalmente conectada.

Nos anos seguintes, mesmo com restrições severas à expressão cultural, a música seguiu presente em espaços privados e comunitários. Após o fim da colonização e com a Guerra da Coreia (1950–1953), o termo incorporou novas camadas, passando a representar também a divisão entre Norte e Sul e a separação de famílias ao longo de gerações.

Na década de 1980, durante o processo de redemocratização da Coreia do Sul, Arirang começou a ser incorporada a eventos institucionais, como jogos internacionais e visitas diplomáticas. A canção chegou a ser usada por ambos os lados da península em iniciativas simbólicas de aproximação. Em 2012, recebeu reconhecimento formal da UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Mesmo após esse reconhecimento, Arirang nunca deixou o cotidiano. Continuou presente em karaokês, foi reinterpretada por artistas contemporâneos e usada em trilhas sonoras, até chegar ao título de um dos álbuns mais aguardados da música pop atual.

Entre tradição e reinvenção: como o BTS transforma Arirang em parte viva da indústria pop global

A relação do BTS com a cultura coreana não se limita a referências pontuais. Desde o início da carreira, o grupo incorpora elementos tradicionais em figurino, sonoridade, coreografia e linguagem, integrando esses recursos à estética contemporânea. O uso de hanbok, instrumentos tradicionais e palavras em hangul nos títulos de faixas faz parte dessa construção.

Nos projetos solos de Agust D (SUGA), essa lógica aparece de forma ainda mais direta. Daechwita (2020) reorganiza uma música militar da era Joseon dentro de uma base de hip hop, com um videoclipe ambientado em palácios, símbolos de poder e hierarquia. Já Haegeum (2023) parte do nome de um instrumento tradicional para discutir censura, autoridade e controle, conectando passado e presente sem suavizar o discurso.

 

Com o anúncio de Arirang como título do álbum, o BTS amplia esse tipo de operação. A palavra não aparece como referência isolada, mas como eixo central do projeto. O grupo insere o termo no circuito global sem retirar seu contexto histórico, redistribuindo seu peso simbólico por meio da narrativa visual e musical.

Essa escolha contrasta com práticas comuns no pop internacional, onde referências culturais locais costumam ser simplificadas para ampliar alcance. O BTS aposta na especificidade como estratégia de comunicação, usando um termo que não se traduz com facilidade, mas que ainda assim gera identificação.

O comeback após o serviço militar e o simbolismo do retorno coletivo

O hiato do BTS aconteceu por causa do serviço militar obrigatório, previsto na Constituição sul-coreana. Durante esse período, o grupo interrompeu as atividades coletivas e cada integrante seguiu em projetos individuais. A separação não foi uma escolha artística, mas uma exigência legal.

Na cultura coreana, separações impostas por estruturas externas fazem parte da experiência histórica. Arirang sempre esteve associada a esse tipo de ruptura, envolvendo guerra, migração e restrições sociais. Ao mesmo tempo, a canção carrega a ideia de espera e possibilidade de reencontro, mesmo sem garantia.

Ao adotar esse nome, o BTS enquadra o retorno como continuidade, não como simples retomada. O título legitima o hiato como parte da trajetória do grupo e oferece uma leitura coerente para o público que acompanhou o período de pausa.

Para os fãs coreanos, essa associação é imediata. Para os fãs internacionais, o significado pode exigir contexto e é justamente esse processo que amplia o alcance cultural do grupo.

O impacto de Arirang na cultura pop asiática e no K-pop global

Ao inserir Arirang no circuito do entretenimento pop, o BTS altera a forma como o termo circula fora da Coreia. Ele deixa de aparecer apenas em contextos históricos ou institucionais e passa a ocupar playlists, vídeos de reação, tendências nas redes sociais e capas de revistas internacionais. Essa mudança influencia diretamente como a cultura coreana é consumida no mundo.

Movimentos assim não são inéditos no K-pop, mas raramente envolvem termos com tanta carga histórica. A internacionalização cultural deixa de operar apenas pela estética e passa a incluir linguagem e memória coletiva. Arirang, ao ser usado como título de álbum, deixa de funcionar como artefato estático.

Mais do que ampliar a presença da Coreia no pop, o BTS reorganiza o centro da narrativa. O grupo mostra que é possível atuar no núcleo do entretenimento global sem abrir mão da ancestralidade, usando-a como estrutura criativa. Ao colocar Arirang no centro do comeback, o BTS reforça sua identidade e propõe um pertencimento cultural que conversa com o futuro sem apagar o passado.

 

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Texto revisado por Larissa Couto @larscouto

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Cinema Música Notícias

Charli XCX lança Wall Of Sound, nova faixa da trilha sonora de O Morro dos Ventos Uivantes

O single é a última prévia do álbum Wuthering Heights antes da estreia do filme estrelado por Margot Robbie e Jacob Elordi

A era Brat pode ter dominado 2024, mas Charli XCX já está pronta para mergulhar em uma atmosfera diferente. A cantora lançou a faixa Wall of Sound, novo single que integra a trilha sonora oficial da releitura cinematográfica de O Morro dos Ventos Uivantes (2026).

Charli XCX em imagem de divulgação de Wall of Sound
Foto: divulgação/Warner Bros

O longa, dirigido e roteirizado por Emerald Fennell (Saltburn, 2023), é uma das estreias mais aguardadas do primeiro semestre. A produção traz Margot Robbie (Barbie, 2023) e Jacob Elordi (Frankenstein, 2025) como o casal Catherine e Heathcliff.

Confira o trailer:

A canção é o último lançamento antes da chegada do álbum Wuthering Heights, prevista para o dia 13 de fevereiro. Wall of Sound se junta às faixas Chains of Love e House (parceria com John Cale), explorando uma sonoridade que transita entre o romântico e o melancólico. 

O repertório composto por Charli acompanhará a história originalmente escrita por Emily Brontë, explorando a transição da conexão de infância para a relação marcada por amor e obsessão que define o destino dos protagonistas. No Brasil, o filme chega aos cinemas em 12 de fevereiro de 2026, com exibições confirmadas também em salas IMAX.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cultura Cultura asiática Notícias Séries

Curta o verão com as produções asiáticas mais quentes do streaming

Confira uma seleção de histórias acolhedoras, romances leves e tramas viciantes para assistir

Com o verão a todo vapor e os dias mais longos, claros e quentes, trouxemos uma coleção especial de produções asiáticas perfeitas para aproveitar a estação.

Seja para curtir uma pausa, fugir do calor dentro de casa ou encontrar aquela nova série de conforto para maratonar, as seleções Fuga de Verão e Verão ABSoluto do Viki reúnem histórias que combinam com o clima leve, divertido e tropical do verão. Confira alguns destaques das coleções deste ano.

Minha Querida Jornada
Foto: reprodução/Plex

Um idol malsucedido decide mudar de carreira e se torna um repórter de viagens, encontrando a verdadeira felicidade e construindo conexões com outras pessoas.

Renascer da Juventude
Foto: reprodução/Daebak

Após ser expulso de uma banda de K-pop, um guitarrista se matricula na faculdade e se apaixona por uma estudante de música, que pode ser a chave para seu próximo projeto musical.

Meu Mafioso Predileto
Foto: reprodução/koreanny.com

Um romance inesperado floresce quando o destino une um ex-mafioso e uma criadora de conteúdo infantil.

Amor, Tomada Dois
Foto: reprodução/Dorama em Cena

Uma mãe solteira e sua filha começam um novo capítulo em suas vidas ao se mudarem para o interior, onde encontram pessoas que lhes ensinam lições valiosas sobre a vida.

Todo Mundo me Ama
Foto: reprodução/Olhar Digital

Uma jovem revela sua paixão por um colega de classe, mas é rejeitada. No entanto, o amor ainda pode encontrar um meio quando suas habilidades em jogos online chamam a atenção dele.

Adorável Corredora
Foto: reprodução/Doramatica Dorama

Logo após o idol Ryoo Seon-jae tirar a própria vida, sua maior fã, Im Sol, viaja misteriosamente no tempo para a época do ensino médio e tenta salvá-lo.

As Células de Yumi
Foto: reprodução/Recreio

Após um término de relacionamento, as células do amor de uma jovem estão em estado vegetativo. Será que suas outras células poderão ajudá-la a encontrar o amor e reativar suas células do amor quando ela conhece um desenvolvedor tímido?

Descendentes do Sol
Foto: reprodução/Na Telinha – UOL

Um soldado das forças especiais da Coreia do Sul se reúne com sua antiga paixão em uma nação devastada pela guerra. Será que eles encontrarão o amor novamente em meio a violência?

O Conto de Nok Du
Foto: reprodução/Viki

Um espadachim se disfarça de mulher enquanto se hospeda em uma vila cheia de viúvas. Mas o que acontecerá quando ele se apaixonar por uma das moradoras da vila?

O que Há de Errado com a Secretária Kim?
Foto: reprodução/Olhar Digital

Quando sua secretária pede demissão inesperadamente, um executivo arrogante fará de tudo para tê-la de volta.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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