Após mais de uma década longe dos palcos, a banda se reencontra para uma turnê histórica que celebra 40 anos de sucesso e a conexão única construída com o público brasileiro
Nos últimos anos, os fãs de grandes bandas nacionais viram seus ídolos terminarem fases e iniciarem outras. Nunca é fácil quando seu grupo favorito se desfaz e cada integrante vai para um lado diferente, mas sempre há esperança de um revival a qualquer momento. Depois do público presenciar reencontros memoráveis como aconteceu com Sandy e Junior, Titãs e Barão Vermelho, agora é o momento de Kid Abelha fazer seu comebacktemporário.
A história do Kid Abelha se confunde com a própria trajetória do pop rock brasileiro. Surgido nos anos 1980, o grupo rapidamente conquistou espaço nas rádios e na televisão, tornando-se uma das bandas mais populares do país. Com letras que falavam sobre amor, liberdade, juventude e relacionamentos, a banda construiu uma identidade única que atravessou gerações.
Ao longo da carreira, o trio acumulou sucessos que permanecem vivos na memória afetiva do público. Canções como Fixação, Como Eu Quero, Lágrimas e Chuva, Pintura Íntima e Amanhã é 23 continuam presentes em playlists, programas de televisão e apresentações ao vivo, demonstrando a força de um repertório que resistiu ao tempo.
O carinho dos fãs também teve papel fundamental para tornar esse reencontro possível. Mesmo durante os anos em que seguiram caminhos separados, o interesse do público nunca diminuiu. Nas redes sociais, pedidos por uma reunião se tornaram constantes, transformando o retorno da banda em um dos acontecimentos mais aguardados da música brasileira.
Foto: divulgação/Pedro Loreto
Uma turnê grandiosa para reencontrar fãs de diferentes gerações
A partir do dia 12 de junho, Kid Abelha iniciará uma série de apresentações em estádios com a turnê Eu Tive um Sonho. Pode parecer clichê, mas é realmente um sonho poder presenciar este revival, afinal ninguém nunca achou que seria algo possível. Desde 2013 sem se apresentarem juntos, Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato devem mostrar uma de suas melhores performances.
Quarenta anos depois do início de sua formação, o Kid Abelha reencontra o público em uma turnê especial que reúne Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato em uma celebração da música, da amizade e de um repertório completo que marcou gerações. Mais do que um revival, o projeto nasce do desejo de viver o presente com a mesma energia que sempre definiu a trajetória da banda.
O show reunirá alguns dos maiores sucessos da carreira do grupo em uma produção grandiosa, pensada para emocionar fãs de diferentes épocas. Com direção musical de Liminha, direção de arte de Gringo Cardia e iluminação de Samuel Betts, o show traduz a essência do Kid Abelha em uma experiência contemporânea, vibrante e repleta de momentos marcantes.
No palco, Paula Toller assume os vocais, Bruno Fortunato a guitarra e George Israel o sax, violão, bandolim e vocais, acompanhados por uma banda de músicos experientes. A realização da turnê é da Live Nation Brasil e da Posto 9 Entretenimento, em um encontro que promete transformar cada apresentação em uma grande festa ao som de clássicos que seguem atravessando o tempo.
Mais do que um simples retorno, a turnê representa a oportunidade de celebrar uma das bandas mais importantes da música nacional diante de um público que nunca deixou de acompanhar sua trajetória. Para muitos fãs, será a primeira chance de assistir ao trio reunido. Para outros, um reencontro carregado de nostalgia. Em ambos os casos, a expectativa é a mesma: viver novamente a emoção de cantar sucessos que marcaram diferentes fases da vida e comprovar que algumas histórias realmente nunca chegam ao fim.
Datas da turnê Eu Tive Um Sonho:
12/06 – Farmasi Arena – RJ
27/06 – Allianz Parque – SP
11/07 – Casa de Apostas Arena Fonte Nova – Salvador
25/07 – Arena BRB Mané Garrincha – Brasília
08/08 – Classic Hall – Recife
22/08 – CFO – Fortaleza
26/09 – Beira Rio – POA
10/10 – Pedreira Paulo Leminski – Curitiba
17/10 – Arena Opus – Florianópolis
24/10 – Arena MRV – BH
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Nos cinemas desde a última quinta-feira (28), a nova produção da A24 vem quebrando recordes e conquistando um público cada vez maior através das peculiaridades de sua trama
O novo filme da A24,Backrooms: Um Não-Lugar, estreou nos cinemas do Brasil em primeiro lugar nas bilheterias. No mundo todo, o longa arrecadou mais de 118 milhões de dólares em seu primeiro fim de semana, tornando-se a maior abertura da história da produtora e a maior estreia de um terror original na história do cinema.
Mas o destaque maior vai para o diretor da obra, Kane Parsons. Aos 20 anos de idade, Kane se tornou o cineasta mais jovem a estrear um filme na liderança das bilheterias mundiais. O filme desperta a curiosidade à medida que é difícil de se explicar sua trama, que surgiu de modo tão diferente de qualquer outro roteiro.
“Para quem já conhece a história das Backrooms, é empolgante ver essa versão maior e mais elaborada do universo. Para quem chega agora, a visão do Kane é única, e esse mundo vai prender do começo ao fim”, afirma Chiwetel Ejiofor, que interpreta Clark, protagonista do longa.
Assista ao trailer de Backrooms: Um Não-Lugar:
Então, para acabar com essa sensação de quem caiu nas Backrooms e não sabe como sair, o Entretê explica tudo que você precisa saber sobreo novo terror peculiar e psicológico adotado pela Geração Z.
Surgimento nos Fóruns da Internet
A história das chamadas Backrooms foi construída na internet muito antes de chegar às telas. Feita por jovens e para jovens, não é à toa que o filme virou um fenômeno da geração Z, com impressionantes 86% dos espectadores da semana de estreia tendo menos de 35 anos.
A história online que inspirou o filme começou em 2019, com uma única foto de um escritório vazio acompanhada da descrição de um lugar que “não deveria existir”. A imagem viralizou e a narrativa se espalhou pelo Reddit e outros fóruns, por onde milhares de usuários foram adicionando detalhes, imagens e versões alternativas ao longo dos anos.
Foto: divulgação/Imagem Filmes
Foi assim que as Backrooms se tornaram uma das maiores creepypastas, criações online coletivas e sem dono, da história da internet. E foi dentro dessa comunidade que Kane Parsons, que viria a ser o diretor do filme, cresceu.
Em janeiro de 2022, aos 16 anos, Kane transformou essa lenda em uma série no YouTube que obteve resultados imediatos: mais de 300 milhões de visualizações globais e uma contratação pela A24 ainda aos 17 anos. “Imediatamente reconheci e conectei aquilo a uma história maior que eu queria explorar. Juntei os dois e virou a série que as pessoas conhecem”, conta o diretor.
Foto: divulgação/Imagem Filmes
A sinopse de um terror peculiar
Ambientada em 1990, a história acompanha Clark (Chiwetel Ejiofor), um arquiteto frustrado, em colapso silencioso, que um dia se depara com luzes inexplicáveis que o levam ao porão de sua loja. Lá ele descobre uma passagem para um lugar onde nada faz sentido: um labirinto aparentemente infinito de corredores amarelados, cômodos vazios e arquitetura impossível, sem saída, sem janelas, sem lógica. E esse lugar que não deveria existir, mas existe, recebe o nome de Backrooms.
Perturbado e ao mesmo tempo fascinado pelo que encontra, Clark começa a voltar ao labirinto repetidamente, tentando mapear sua arquitetura. Para alguém que perdeu tudo, as Backrooms oferecem uma estranha sensação de clareza e propósito.
Porém, quando ele desaparece nesse ambiente, sua terapeuta, a Dra. Mary Kline (Renate Reinsve), decide entrar para encontrá-lo. O que começa como uma busca vai se transformando em algo muito mais perturbador, tanto para Mary quanto para o espectador.
Foto: divulgação/Imagem Filmes
Still Lifes: As Criaturas
As Backrooms não são apenas um lugar físico: elas agem sobre quem está dentro, distorcendo a percepção da realidade e confrontando cada pessoa com seus próprios medos e traumas. E não estão vazias. O espaço abriga entidades conhecidas como “Still Lifes”, criaturas que habitam aqueles corredores.
Foto: divulgação/Imagem Filmes
Para o diretor, essas criaturas representam algo que o próprio Kane Parsons define de forma perturbadora: “E se não fossem apenas prédios e objetos que pudessem ser replicados, mas também seres humanos? E se fôssemos apenas aglomerados de células passíveis de serem copiados por esse lugar, como mutações?”
Instituto de Pesquisa Async
O filme também apresenta a Async Research Institute, uma organização misteriosa que estuda as Backrooms desde 1989 e que tem planos para esse espaço que vão muito além da simples exploração. Mas o que a Async quer? Como as Backrooms funcionam? E o que realmente acontece com quem entra lá? Todas são perguntas que o filme levanta, mas sem entregar respostas fáceis.
Para o diretor, esse desconforto é intencional: “Padrões e repetições na sociedade vão se tornando uma espécie de privação sensorial, e em algum momento o cérebro tenta encontrar sentido a partir de todo aquele ruído incoerente. Imagine o quão aterrorizante seria se essa fosse sua existência para sempre.”
O desconforto dos espaços liminares
Fugindo do terror convencional, Backrooms: Um Não-Lugar explora o conceito de horror liminar, presente na internet há anos. Espaços liminares são ambientes de transição: corredores, escritórios vazios, shoppings abandonados, lugares que, quando esvaziados, carregam uma inquietação difícil de nomear. Esses espaços carregam em si uma sensação de que algo ali não está certo, sem que você consiga explicar exatamente o quê.
“As Backrooms parecem comuns, mas é justamente pela natureza extrema dessa banalidade que elas se tornam tão perturbadoras”, explica o ator Ejiofor. “Você sente que deveria estar minimamente seguro, afinal está em um escritório vazio, mas como há algo errado naquele ambiente, você se sente ainda mais vulnerável. É essa sensação que está na origem do horror das Backrooms.”
Foto: divulgação/Imagem Filmes
Para Kane Parsons, esse desconforto tem raízes profundas: “A sensação liminar, seja na transição entre lugares físicos ou estados emocionais, vira um horror que remete aos detalhes sutis da infância. É uma exploração do passado que ficou para trás e do desejo de retornar a um passado que não existe mais.”
Renate Reinsve, que interpreta a terapeuta no longa, completa: “Há tantas coisas dentro de nós que não conseguimos acessar, e existem aspectos específicos aos quais só temos acesso pelo subconsciente. Nosso conhecimento sobre o vasto sistema neurológico que carregamos é muito limitado.”
Diretor aos 20 anos
A confiança que a A24 depositou em Parsons não foi por acaso. O objetivo do jovem diretor sempre foi claro: “A cada etapa da realização deste filme, eu senti que estávamos avançando a premissa das Backrooms sem perder o respeito pelo público que está ali desde o começo. Nosso objetivo era entregar para quem já conhece Backrooms sem afastar quem está chegando agora.”
Foto: divulgação/Imagem Filmes
James Wan, produtor do filme e criador de franquias como Jogos Mortais, Invocação do Mal e Sobrenatural, se identificou com a forma de trabalhar de Kane Parsons, dada sua própria origem como cineasta independente. “O aspecto de horror desse projeto vem de um lugar muito psicológico, e o Kane mergulha de cabeça nesse fascínio crescente pelos espaços liminares.”
“Com seus curtas de Backrooms, ele provou que era extremamente capaz. Sabe exatamente o que quer e entende esse universo tão profundamente que, como produtores, elenco e equipe, confiamos na visão dele. Ter alguém assim como líder faz uma diferença enorme”, afirma Wan.
Backrooms: Um Não-Lugar está em cartaz e pode ser assistido nos cinemas.
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Entre lançamentos de marcas e tendências que prometem movimentar o setor, criadora de conteúdo e comunicadora beauty leva o público a um acesso exclusivo aos bastidores da beleza na Beauty Show e ao lançamento da MBOOM Beauty
O universo da beleza vive um momento de constante transformação, impulsionado por produtos, tendências, padrões de consumo e criadores de conteúdo novos influenciando a creator economy que ajuda a conectar marcas e consumidores. Atenta a esse movimento, a influenciadora Bea Paiva participou de uma verdadeiraimersãopelo setor nas últimas semanas, acompanhando de perto lançamentos e novidades que devem ganhar destaque nos próximos meses.
Ao lado do Entretetizei, plataforma de entretenimento, cultura e lifestyle, Bea marcou presença em dois importantes momentos para o mercado: o lançamento da MBOOM Beauty, realizado no Atrium Morumbi Shopping, e a Beauty Show, considerada um dos principais encontrosda indústria da beleza da América Latina no primeiro semestre, focada em maquiagem, nails e lash.
No evento da MBOOM Beauty, a criadora de conteúdo acompanhou a apresentação da nova marca de maquiagem e acessórios, que reúne em seu squad nomes como Liz Macedo, Desiree, Jessie Shen e Camila Dal, e entrevistou as criadoras para saber sobre as expectativas quanto à marca e seus respectivos lançamentos. A ocasião marcou a chegada da MBOOM ao mercado e apresentou ao público seus primeiros produtos e propostas para o segmento com enfoque na Gen Z.
Foto: divulgação/ Instagram @beapaivarosa
Já na Beauty Show, Bea teve acesso antecipado a lançamentos de grandes marcas nacionais e internacionais: Dailus, Ruby Rose, Carmed, Pudim Beauty, MAC Cosmetics, Simple, Belong Be e Mari Maria Makeup, conhecendo produtos, tecnologias e tendências que ainda estão chegando ao mercado. Tradicionalmente frequentada por profissionais da indústria, empresários, varejistas e influenciadores, a feira funciona como uma vitrine para o que deve movimentar o setor nos próximos meses.
“Participar desses eventos é uma oportunidade de conhecer de perto as transformações do mercado e compartilhar descobertas reais com quem acompanha meu conteúdo, trazendo novidades da beleza para quem ama e respira esse nicho. É muito interessante poder mostrar tendências e lançamentos antes que eles cheguem ao grande público“, afirma Bea Paiva.
A cobertura realizada em parceria com o Entretetizei aproxima consumidores de um universo que muitas vezes permanece restrito aos bastidores da indústria, apresentando novidades de forma acessível e destacando marcas, produtos e movimentos que ajudam a desenhar o futuro da beleza. Veja a cobertura da MBOOM Beauty aqui e a cobertura da Beauty Fair aqui.
Com uma audiência conectada a temas como lifestyle, beleza, comportamento e autocuidado, Bea reforça seu posicionamento como criadora de conteúdo atenta às transformações do setor e comprometida em traduzir as principais tendências para o público de forma autêntica e relevante.
Sobre Bea Paiva Rosa
Bea Paiva é criadora de conteúdo digital e comunicadora, produzindo conteúdos sobre beleza, lifestyle, comportamento, tendências e mercado beauty. Por meio de suas plataformas, compartilha experiências, descobertas e novidades do setor, aproximando sua audiência dos assuntos que movimentam o universo da beleza e do consumo.
Mais do que fantasia, o fascínio pelos chamados book boyfriends está ligado ao desejo de ser vista, ouvida e emocionalmente considerada
Desde que a adaptação de Off Campus (2026) chegou às telas, uma pergunta voltou a circular entre as leitoras nas redes sociais: por que tantos personagens fictícios parecem entender mulheres melhor do que muitos homens reais? A discussão não é nova. Há décadas, leitores se apaixonam por protagonistas masculinos da literatura romântica. De Mr. Darcy, em Orgulho e Preconceito (1813), aos fenômenos contemporâneos que dominam o BookTok, os chamados book boyfriends (tradução livre: namorados literários) acumulam fãs, vídeos, edições e declarações apaixonadas. Mas o que explica esse fascínio?
Foto: reprodução/Prime Video
A resposta talvez esteja menos na fantasia e mais na forma como esses personagens são construídos. Quando as leitoras falam sobre seus favoritos, raramente destacam apenas a aparência física ou os elementos extraordinários da trama. O que costuma aparecer são aspectos muito mais cotidianos.
Os homens literários percebem coisas que muitas vezes passam despercebidas. Notam quando algo está errado mesmo antes de ouvir uma explicação. Lembram de conversas antigas, reconhecem mudanças de comportamento, respeitam limites e demonstram interesse genuíno pela pessoa que amam. Mais do que parceiros idealizados, são personagens que fazem suas protagonistas se sentirem vistas.
O homem ideal escrito por mulheres
Durante séculos, a literatura foi dominada por perspectivas masculinas. Em muitas narrativas, os protagonistas homens eram definidos pela coragem, riqueza, inteligência ou capacidade de conquista. O amor existia, mas nem sempre ocupava o centro da história.
Com o crescimento do romance escrito por mulheres, especialmente a partir do século XIX e, mais recentemente, com a expansão dos gêneros romântico e new adult, surgiu outro tipo de protagonista masculino, um personagem cuja atratividade não depende apenas do que conquista, mas da forma como se relaciona.
Foto: reprodução/Instagram @sarahcristina_daily
Não por acaso, muitos dos homens mais amados da literatura compartilham características semelhantes: eles observam, escutam, demonstram vulnerabilidade, respeitam a autonomia da parceira e estão dispostos a crescer ao longo da narrativa. Isso não significa que sejam perfeitos. Muitos carregam defeitos, traumas e comportamentos questionáveis. A diferença é que a história frequentemente os apresenta como homens capazes de refletir sobre seus erros e amadurecer emocionalmente.
O fenômeno pode parecer recente por causa das redes sociais, mas está longe de ser novidade. De Jane Austen às autoras contemporâneas que dominam as listas de mais vendidos, gerações de leitoras demonstram interesse por personagens que oferecem algo além da atração romântica: asensação de parceria.
Muito além da fantasia
Existe uma ideia recorrente de que mulheres se apaixonam por personagens fictícios porque eles representam fantasias impossíveis, mas talvez essa explicação simplifique demais a questão. Poucas leitoras acreditam que encontrarão um vampiro centenário, um príncipe feérico ou um magnata bilionário disposto a atravessar continentes por amor. O encanto não está necessariamente nesses elementos extraordinários, mas sim no comportamento que eles simbolizam.
Esses personagens fazem perguntas e se importam com as respostas. Prestam atenção ao que a protagonista gosta, teme ou sonha. Demonstram interesse por sua vida interior. Permitem-se ser vulneráveis e enxergam o relacionamento como algo que merece dedicação.
Foto: reprodução/Instagram @bookcris_
Ao mesmo tempo, os romances potencializam essa entrega por meio de grandes gestos. É daí que nasce a popularidade da fantasia do “he would burn the world for her” (tradução livre: ele queimaria o mundo por ela), expressão que se tornou comum entre leitores nas redes sociais. Mas a força dessa ideia não está na destruição do mundo em si, está na escolha, na disposição de agir e na certeza de que aquele personagem considera o amor importante o suficiente para lutar por ele.
No fundo, a fantasia não é encontrar alguém capaz de derrubar impérios, é encontrar alguém que considere o relacionamento uma prioridade.
O que os grandes romances têm em comum?
Quando observamos alguns dos personagens mais populares entre as leitoras, um padrão começa a surgir.
Mr. Darcy, de Orgulho e Preconceito (1813), continua sendo um dos protagonistas masculinos mais admirados da literatura mais de dois séculos após sua criação. Embora sua posição social tenha importância na narrativa, o que conquista gerações de leitoras é sua capacidade de reconhecer os próprios erros, rever atitudes e amadurecer emocionalmente.
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil
Poucas décadas depois, outro personagem conquistou admiradores por razões semelhantes. Na série de livros Anne de Green Gables (1908), Gilbert Blythe se destaca não apenas pelo afeto que desenvolve por Anne, mas pela forma como respeita sua inteligência, incentiva seus sonhos e a enxerga como igual em uma época em que isso nem sempre era esperado das mulheres.
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Em gêneros completamente diferentes, a lógica permanece parecida. Em Jogos Vorazes (2008), Peeta Mellark tornou-se um dos personagens mais queridos do universo da distopia juvenil por sua empatia, sensibilidade e capacidade de apoiar Katniss sem tentar controlá-la ou diminuir sua força. Já Augustus Waters, de A Culpa é das Estrelas (2012), conquistou leitores por sua disposição em ouvir, compreender e compartilhar vulnerabilidades com Hazel.
Foto: reprodução/Rolling Stone Brasil
No mangá Um Sinal de Afeto (2019), Itsuomi desperta admiração por seu interesse genuíno pelo mundo de Yuki. Para se comunicar melhor com ela, aprende língua de sinais e busca compreender experiências diferentes das suas, transformando atenção e esforço em demonstrações concretas de afeto.
Foto: reprodução/Crunchyroll
Os cenários mudam. Os séculos mudam. Os gêneros literários mudam. O que permanece é a valorização de personagens que enxergam o amor como algo digno de esforço, atenção e presença.
A construção social do amor
Essa diferença também pode ser observada fora da literatura. Historicamente, mulheres foram incentivadas a desenvolver habilidades emocionais. Aprenderam a cuidar, acolher, ouvir e sustentar vínculos afetivos. Já os homens, durante muito tempo, foram socializados para priorizar desempenho, independência e controle emocional.
Foto: reprodução/Instagram @euvihbooks
Embora essas dinâmicas estejam mudando, seus efeitos ainda aparecem em muitos relacionamentos contemporâneos. Talvez por isso personagens literários despertem tanta identificação: eles oferecem algo que muitas mulheres aprenderam a oferecer aos outros, mas nem sempre recebem na mesma medida.
Mais do que parceiros apaixonados, são personagens que observam, escutam, acolhem e participam ativamente da construção da relação. Em outras palavras, personagens que demonstram reciprocidade emocional.
O padrão ficou alto ou o mínimo ficou raro?
Nos últimos anos, tornou-se comum encontrar brincadeiras nas redes sociais sobre homens literários terem “estragado” os relacionamentos reais. A frase costuma soar exagerada, mas talvez revele uma questão interessante.
Afinal, o que torna esses personagens tão desejados? Na maioria das vezes, não são feitos extraordinários, são atitudes cotidianas: demonstrar interesse, respeitar limites, lembrar de detalhes importantes, apoiar projetos pessoais, comunicar sentimentos e investir tempo na construção da intimidade. Nenhuma dessas características deveria ser excepcional. Pelo contrário, elas fazem parte da base de qualquer relação saudável.
Foto: reprodução/Instagram @aculpaedasestrelasz
Talvez a popularidade dos book boyfriends não indique que as expectativas românticas ficaram altas demais. Talvez ela revele que muitas mulheres passaram a reconhecer a importância de aspectos que antes eram tratados como secundários.
O que os homens literários realmente representam?
No fim das contas, o sucesso dos homens literários talvez diga menos sobre a busca por parceiros perfeitos e mais sobre um desejo profundamente humano: ser visto. Leitoras sabem que vampiros não existem. Sabem que reinos mágicos não existem. Sabem que boa parte das situações retratadas nos romances pertence ao campo da fantasia. O que elas também sabem é que atenção, cuidado, escuta e parceria existem.
Talvez seja justamente por isso que tantos personagens continuam conquistando corações dentro e fora das páginas. Não porque representem uma realidade impossível, mas porque lembram que o amor não se sustenta apenas em atração ou grandes declarações. Ele também se constrói na capacidade de perceber o outro, valorizá-lo em sua complexidade e escolher permanecer.
Foto: reprodução/Papo de cinema
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Entre os artistas confirmados, estão Marco Nanini, Grupo Galpão, Lilia Cabral, Fábio Porchat, Eduardo Moscovis e Malu Galli
Sucesso na estreia com lotação esgotada todos os dias, a segunda edição do Festival de Teatro do Rio de Janeiro anunciou hoje (3) a programação que ocupará os teatros Riachuelo e TotalEnergies de 29 de julho a 16 de agosto. Produzido pela Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, e com curadoria de Maria Siman, o Festival terá abertura com o Grupo Galpão, vindo de Belo Horizonte no auge de suas quatro décadas de trajetória, contará com (Um) Ensaio sobre a Cegueira e o encerramento apresentará Marco Nanini estreando Fim de Partida na cidade.
Entre as duas atrações, uma série de espetáculos seguirá com a proposta inicial do evento: apresentar montagens que impactaram a cena teatral no ano anterior, mas também fomentar e fortalecer o setor, além de debater a formação de novas plateias e novos profissionais. Toda a programação de ações formativas (batizadas de Palco 360) será anunciada em breve, assim como outras novidades que tornarão o Festival ainda maior.
Nos palcos, o público poderá conferir a estreia carioca de Balada da Louca, solo em que Lilia Cabral revive Rita Lee e cuja temporada de estreia foi totalmente esgotada em São Paulo. É o mesmo caso de Fim de Partida, que chega ao Rio após vender todos os ingressos em São Paulo, além de colher elogios da crítica especializada por este trabalho em que Marco Nanini é dirigido por Rodrigo Portella e divide o palco com Guilherme Weber, Ary França e Helena Ignez.
Foto: divulgação/Clímax Comunicação
Os espectadores também terão a chance de rever espetáculos que tiveram concorridas temporadas no Rio, como O Motociclista no Globo da Morte, que rendeu diversos prêmios para Eduardo Moscovis, Mulher em Fuga, com Malu Galli e Tiago Martelli, e Deserto, com direção de Luiz Felipe Reis.
“Ficamos muito felizes com o sucesso do Festival ano passado. Não somente com os espetáculos lotados, mas também com todo o interesse e os debates com nossas ações formativas, com uma plateia diversa e atenta. A ideia com o Festival é mesmo mobilizar a cena teatral carioca, fomentar a produção e também dar uma contribuição na formação de novas plateias”, comenta a diretora artística Aniela Jordan.
Desta vez, o Festival ocupará todo o espaço do Teatro TotalEnergies, com a Sala Adolpho Bloch, a área de convivência e a sala de ensaios, que vão abrigar uma novíssima mostra de espetáculos (Nova Cena, que terá a programação anunciada em breve), os cursos, conversas e workshops do Palco 360.
“O Festival cresceu e estamos trabalhando para já fazer parte do calendário cultural da cidade. Este ano vamos expandir, ter ainda mais encontros com a classe teatral e o público, ações gratuitas e também mais um palco e espaços adaptados para a apresentação dos espetáculos”, celebra a curadora Maria Siman.
Foto: divulgação/Clímax Comunicação
2º FESTIVAL DE TEATRO DO RIO
Espetáculos:
(Um) Ensaio sobre a Cegueira – com o Grupo Galpão. Direção de Rodrigo Portella.
Dias 29 (abertura), 30 e 31 de julho (quarta, quinta e sexta), às 20h, no Teatro Riachuelo.
Como um Palhaço
Dias 30 e 31 de julho (quinta e sexta), às 20h, no Teatro TotalEnergies.
Negra Palavra: Poesia do Samba
Dia 1º de agosto (sábado), às 20h, no Teatro TotalEnergies.
A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe
Dia 2 de agosto (domingo), às 19h, no Teatro Riachuelo.
Rita Lee – Balada da Louca
Dias 4 e 5 de agosto (terça e quarta), às 20h, no Teatro Riachuelo.
Meu Corpo Está Aqui
Dia 4 de agosto (terça), às 20h, no Teatro TotalEnergies.
O Motociclista no Globo da Morte
Dias 5 e 6 de agosto (quarta e quinta), às 20h, no Teatro TotalEnergies.
Mulher em Fuga
Dia 7 de agosto (sexta), às 20h, no Teatro Riachuelo.
Histórias do Porchat
Dia 8 de agosto (sábado), às 20h30, no Teatro Riachuelo.
Deserto
Dias 8 e 9 de agosto (sexta e sábado), às 20h, no Teatro TotalEnergies.
Fim de Partida
De 13 a 16 de agosto (quinta a sábado, às 20h. Domingo, às 18h) no Teatro TotalEnergies.
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O artista concluiu a entrega de seu projeto mais íntimo e convida o público para a nova turnê
O cantor e compositor Di Ferrero acaba de concluir a entrega do seu mais novo álbum, SE7E. O projeto, que vinha sendo revelado ao público aos poucos ao longo do último ano, teve o seu ciclo de lançamentos finalizado no dia 21 de maio. O formato escolhido costura os caminhos abertos pelo artista recentemente, transformando o atual momento de sua carreira em uma obra ampla e totalmente conectada.
Para selar essa fase e completar a narrativa do disco, a última parte do projeto chegou acompanhada de três faixas inéditas: Deixa Sonhar – com participação de Jenni Mosello –, Fim do Mundo e Cuida.
Foto: divulgação/Cesinha
Unindo a estética do rock alternativo e do pop punk com letras pessoais, a obra, agora completa, consolida a identidade de Di Ferrero em sua jornada solo.
A construção da obra
O processo criativo do álbum foi marcado por um período de muita introspecção e reflexões sobre a própria vida. “Como artista, sempre busco traçar um novo caminho, algo que faça sentido para encerrar um ciclo ou iniciar um momento totalmente inédito. No SE7E, vivi uma fase pensando justamente nas coisas que eu precisava deixar para trás”, explica Di Ferrero.
O cantor revela que o alinhamento das faixas foi pensado para que elas conversem entre si do início ao fim. “Tem umas reflexões bem sinceras que nasceram de horas de conversas com os amigos que compuseram o álbum comigo. Fomos fazendo a música juntos, então foi tudo muito visceral”, conta.
Foto: divulgação/Cesinha
O fechamento do ciclo de lançamentos
A estratégia de disponibilizar o trabalho em partes permitiu que os fãs absorvessem a história gradativamente. “Foi um projeto diferente porque acabou sendo lançado aos poucos. Estou há um ano trabalhando nele, e agora vem o encerramento com essas três músicas. O legal de dividi-lo em três partes foi poder ouvir na sequência e perceber exatamente o que ainda faltava”, destaca.
Segundo ele, a escolha das últimas três músicas não foi por acaso, mas sim para preencher as lacunas sonoras que a sequência exigia após um ano de trabalho. “Acho que faltava uma faixa um pouco mais para frente e dançante, que no caso é Fim do Mundo; uma mais profunda, como Cuida; e outra que fosse mais solar, para cima e feliz, que é Deixa Sonhar”, detalha Di Ferrero.
Turnê SE7E
Assim como o álbum, o show ao vivo também foi construído em etapas. SE7E foi desenhada para transportar essa mesma narrativa para os palcos, tendo começado inicialmente focada nas primeiras músicas lançadas (na época, tratadas como um EP). Agora, com o disco completo, o espetáculo itinerante também ganha sua forma final.
A experiência ao vivo promete ser imersiva desde o primeiro segundo. “A própria intro do show funciona como um portal para a primeira música, Universo Paralelo, que também abre o disco. Então, a apresentação conta uma história conectada com o álbum”, diz.
Amadurecimento desde o NX Zero
A evolução desde os tempos em que liderava uma das maiores bandas do país é evidente nas entrelinhas da nova fase. O projeto, além de uma vitória musical, simboliza um grande amadurecimento pessoal, ajudando o cantor a lidar com a gestão do próprio tempo e a se afastar de relações marcadas pelo apego emocional.
Foto: divulgação/Cesinha
Refletindo sobre sua trajetória, o músico enxerga a finalização do álbum como um verdadeiro divisor de águas, que o fez explorar suas sensações de forma honesta. “Esse projeto me mudou como pessoa e artista. Acho que a palavra certa para definir tudo isso é ‘transformador’, até porque o 7 é um número cabalístico de renovação e eu sinto que passei por isso agora”, conclui.
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Projeto idealizado por fãs do grupo sul-coreano conecta voluntários da área da saúde a pessoas que precisam de acolhimento, transformando o sentimento de comunidade em apoio real
Quando se fala em fandom, muita gente ainda pensa apenas em campanhas online, mutirões para divulgar músicas ou filas para comprar ingressos. Mas um grupo de fãs do BTS está mostrando que a força de uma comunidade também pode ser usada para promover cuidado e acolhimento.
Nas últimas semanas, o Projeto Amygdala ganhou destaque nas redes sociais ao divulgar seu trabalho de atendimento psicológico gratuito. A iniciativa nasceu dentro da comunidade ARMY e tem como objetivo oferecer suporte emocional acessível para pessoas que enfrentam dificuldades e nem sempre conseguem encontrar ajuda profissional.
Desde o início das atividades, em março deste ano, o projeto já realizou mais de 100 atendimentos. O trabalho acontece por meio de uma rede formada por psicólogos, médicos e outros profissionais da saúde que atuam voluntariamente, dedicando parte de seu tempo para acolher quem busca apoio.
A escolha do nome e da proposta não aconteceu por acaso. Segundo os organizadores, a iniciativa foi construída a partir dos valores frequentemente compartilhados pelo BTS ao longo de sua carreira. Temas como empatia, saúde mental, autoconhecimento e apoio coletivo aparecem constantemente nas músicas, discursos e ações dos integrantes, influenciando milhões de pessoas ao redor do mundo.
Foto: reprodução/captura de ela
Essa inspiração pode ser percebida na própria missão do projeto, que busca transformar a conexão criada dentro do fandom em uma ferramenta de impacto social. Em vez de limitar a admiração pelo grupo ao ambiente digital, os voluntários decidiram levar esse sentimento para além das telas, criando uma rede capaz de oferecer ajuda concreta a quem precisa.
A proposta também conversa com o histórico de ações sociais ligadas aos integrantes do BTS. Um dos exemplos mais recentes é o de Suga, que destinou recursos para a criação de um programa de musicoterapia voltado ao tratamento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Iniciativas como essa ajudaram a reforçar entre os fãs a importância de usar sua mobilização para gerar mudanças positivas.
O resultado é um projeto que vai além da cultura pop e mostra como comunidades formadas por interesses em comum podem se transformar em espaços de acolhimento. Em uma época marcada pelo aumento das discussões sobre saúde mental, o Projeto Amygdala surge como um exemplo de como a internet também pode ser utilizada para criar redes de apoio e solidariedade.
Além de atender pessoas em busca de suporte, a iniciativa continua recebendo novos voluntários da área da saúde interessados em participar do trabalho. O projeto também está aberto a quem deseja conhecer mais sobre a proposta e acompanhar suas ações por meio das redes sociais.
Mais informações podem ser encontradas no perfil oficial do Projeto Amygdala, no Instagram, através do @projetoamygdala.
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Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, o ator relembrou sua trajetória profissional e contou sobre os bastidores da dizi
Nascido em İzmit, no noroeste da Turquia, Arda Şanlı é um ator turco que está ganhando notoriedade por seu papel em Arafta, grande sucesso do Kanal 7. Arda começou sua trajetória na Academia de Artes Osman Yağmurdereli, onde se formou em atuação. Participa de produções para televisão desde 2016, passando por projetos como Vatanım Sensin (tradução livre: Você é Minha Pátria), Rüzgarlı Tepe (tradução livre: Colina Ventosa) e Yakamoz S-245, disponível na Netflix Brasil.
Em conversa exclusiva com o Te Entrevistei, Arda conta que seu interesse pela atuação foi algo que aconteceu com o tempo, de forma natural. “Os filmes e séries que assisti influenciaram bastante. Mas a ideia de interpretar e dar vida a personagens diferentes contribuiu, então foi acontecendo”, relatou.
Foto: reprodução/Instagram/@arda_sanlii
O ator ainda explicou que, no seu processo de preparação, ele observa como cada personagem tem um conflito e mundo interno próprio.“Eu tento ir mais para o lado psicológico, mergulhando no emocional de cada um. Essas fases mexem comigo, por isso cada construção é bem diferente.”
Desde quando leu o roteiro de Arafta pela primeira vez, Arda se interessou pela história envolvente da dizi. “Quando eu o li, desejei que já tivesse sido gravado só para eu poder assistir como telespectador”, recordou. Ele complementou que também foi atraído pela chance de dar vida a um personagem engraçado, desastrado e leve.
Foto: reprodução/Instagram/@arda_sanlii
Arda contou sobre os bastidores de Arafta e mandou um recado especial para os fãs brasileiros da dizi. A reportagem completa já está no Instagram do Entretê.
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Thriller musical com texto de Michel Marc Bouchard e direção de Alêxandre Bueno Biôndi segue em cartaz até o fim de abril
Após uma estreia bem recebida, o musical Onde Morre o Amor chegou às suas duas últimas apresentações, nos dias 19 e 26 de abril de 2026, domingos, às 20h, no Teatro West Plaza, em São Paulo. O Thriller retorna para uma única apresentação no dia 6 de junho às 23h no teatro Paiol Cultural.
Com texto de Michel Marc Bouchard e direção de Alêxandre Bueno Biôndi, a peça acompanha Cris, que viaja ao interior para o funeral do parceiro, Samir, e encontra uma família que desconhece completamente a relação dos dois. Na casa, marcada por tensão e silêncio, o irmão, Sandro, impõe uma regra: a verdade não pode ser dita.
Sob pressão, Cris se vê preso a um ambiente de violência emocional, em que mentir passa a ser estratégia de sobrevivência. A trama avança entre ameaças, conflitos e um passado que ninguém quer revelar, tensionando temas como luto, apagamento e memória.
A montagem adapta para o formato musical uma dramaturgia marcada por relações em estado de pressão. As canções funcionam muito bem como condutoras da dinâmica de conflitos, aprofundando a atmosfera de suspense.
O espetáculo reúne um elenco numeroso e em cena contínua, formado por Alêxandre Bueno Biôndi, Ana Cavazotto, Beatriz Rosa, Bia Santo’s, Breno Martins, Guilherme Sans, Jefferson Domingues, Jennifer Chuin Lee, Mateus Bandeira e Tiago Luiz Andrade, que sustenta a narrativa a partir de uma atuação coral e fisicamente próxima do público.
Com duração de 60 minutos e classificação 18 anos, Onde Morre o Amor propõe ao público uma experiência que atualiza uma dramaturgia de forte impacto e atravessa temas urgentes do presente, tensionando os limites entre afeto, poder e verdade.
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