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Coreia e Turquia: como uma guerra transformou um soldado turco e uma menina coreana em pai e filha

A história real de Ayla atravessou mais de seis décadas, aproximou Coreia do Sul e Turquia e inspirou um filme que levou essa emocionante trajetória para o mundo

Quando se fala na Guerra da Coreia, é comum que o conflito seja lembrado pela divisão entre Coreia do Norte e Coreia do Sul, pela disputa entre Estados Unidos e União Soviética durante a Guerra Fria ou pela fronteira que continua separando a península até os dias de hoje. No entanto, em meio aos combates que deixaram milhões de mortos e transformaram completamente a história da região, também surgiram histórias que mostram um lado muito diferente da guerra.

Uma delas começou quando um sargento turco encontrou uma menina de aproximadamente cinco anos caminhando sozinha entre os escombros deixados pelos bombardeios. Sem conseguir descobrir seu nome, ele passou a chamá-la de Ayla, palavra que significa “halo da lua” em turco. O encontro, que poderia ter sido apenas mais um episódio em meio ao conflito, acabou criando um vínculo tão forte que os dois passaram a se enxergar como pai e filha.

Embora tenham convivido por menos de um ano, a despedida forçada e o reencontro ocorrido mais de seis décadas depois, transformaram a história de Süleyman Dilbirliği e Ayla em um dos maiores símbolos da amizade entre Coreia do Sul e Turquia. Até hoje, a trajetória dos dois é lembrada em cerimônias oficiais, documentários, livros e museus, além de ter inspirado o filme Ayla: A Filha da Guerra, responsável por apresentar essa história a espectadores de diferentes partes do mundo.

Mais do que um relato emocionante sobre duas pessoas que se encontraram durante um conflito, conhecer a história de Ayla também ajuda a entender por que Coreia do Sul e Turquia cultivam uma relação tão próxima até os dias de hoje. Esse vínculo, frequentemente celebrado pelos governos dos dois países, nasceu em um dos períodos mais violentos do século XX e continua sendo lembrado como um exemplo de solidariedade em meio à guerra.

Foto: reprodução/korea today

Ficou curioso para entender como um dos conflitos mais importantes do século XX deu origem a essa história e aproximou dois países separados por milhares de quilômetros? Então a gente te conta todos os detalhes.

Antes da Guerra da Coreia começar, a península já vivia uma divisão que mudaria seu destino para sempre

Para compreender como um soldado turco acabou encontrando uma menina coreana em meio aos combates, é preciso voltar alguns anos no tempo. A história de Ayla não começou em 1950, quando a guerra teve início, mas décadas antes, em um período marcado por ocupações, disputas internacionais e decisões tomadas por potências estrangeiras que mudariam completamente o futuro da península coreana.

Entre 1910 e 1945, a Coreia viveu sob o domínio do Império Japonês. Durante esses 35 anos, o país deixou de existir como um Estado independente e passou por um intenso processo de colonização. Além da exploração econômica, a população enfrentou políticas que buscavam enfraquecer sua identidade cultural. Em diferentes momentos, o uso da língua coreana foi restringido, milhares de pessoas foram submetidas ao trabalho forçado e muitas famílias sofreram com a repressão imposta pelo governo colonial japonês.

A situação começou a mudar apenas em agosto de 1945, quando o Japão anunciou sua rendição na Segunda Guerra Mundial. Para os coreanos, aquele momento representava a esperança de recuperar a independência e reconstruir o país depois de mais de três décadas de ocupação. O futuro, porém, tomou um rumo muito diferente do esperado.

Foto: reprodução/korea today

Naquele mesmo período, Estados Unidos e União Soviética emergiram como duas grandes potências mundiais. Antes que os próprios coreanos pudessem decidir como reorganizar o país, as duas nações concordaram em dividir temporariamente a administração da península utilizando o paralelo 38 como linha de referência. Ao norte, o território passou a ser administrado pelos soviéticos; ao sul, pelas forças norte-americanas.

A divisão tinha caráter provisório e fazia parte de um plano para organizar a transição política após o fim da guerra. A expectativa era que, em algum momento, eleições fossem realizadas e um único governo voltasse a administrar toda a Coreia. No entanto, o avanço da Guerra Fria transformou rapidamente essa proposta em um impasse diplomático.

Enquanto a União Soviética apoiava a criação de um governo comunista liderado por Kim Il-sung, os Estados Unidos fortaleciam um governo anticomunista comandado por Syngman Rhee, no Sul. Em vez de caminhar para a reunificação, a península passou a abrigar dois projetos políticos completamente diferentes, cada um reivindicando legitimidade sobre todo o território coreano.

Em 1948, essa divisão tornou-se oficial com a criação da República da Coreia, no sul, e da República Popular Democrática da Coreia, no norte. A partir desse momento, os confrontos na fronteira passaram a se tornar cada vez mais frequentes, alimentados por discursos nacionalistas e pela crescente rivalidade entre os dois blocos que disputavam influência durante a Guerra Fria. A guerra ainda não havia começado, mas o cenário deixava claro que bastava um único estopim para transformar aquela tensão em um conflito de grandes proporções.

Foto: reprodução/korea today
A invasão norte-coreana transformou uma disputa política em um conflito que mobilizou o mundo

Na madrugada de 25 de junho de 1950, o cenário de tensão que vinha se formando desde o fim da Segunda Guerra Mundial finalmente chegou ao limite. Tropas da Coreia do Norte atravessaram o paralelo 38 e iniciaram uma ofensiva em larga escala contra o Sul, dando início à Guerra da Coreia. O ataque foi rápido e surpreendeu tanto o governo sul-coreano quanto a comunidade internacional. Em poucos dias, cidades importantes foram ocupadas e milhares de civis precisaram abandonar suas casas às pressas para tentar escapar dos combates.

Foto: reprodução/korea today

A capital Seul caiu apenas três dias após o início da invasão. Enquanto as tropas norte-coreanas avançavam, a população civil enfrentava uma realidade cada vez mais dramática. Famílias eram separadas durante as evacuações, bairros inteiros foram destruídos pelos bombardeios e milhares de crianças acabaram órfãs ou desapareceram em meio ao caos. Muitas delas nunca mais voltaram a encontrar seus pais ou parentes, uma consequência da guerra que marcou profundamente toda uma geração de coreanos.

O conflito rapidamente deixou de ser uma disputa restrita à península. Em um contexto dominado pela Guerra Fria, Estados Unidos e União Soviética enxergavam a situação como parte de uma disputa muito maior entre capitalismo e comunismo. Poucos dias após a invasão, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução condenando a ofensiva norte-coreana e autorizando a formação de uma força multinacional para auxiliar a Coreia do Sul. A medida só foi possível porque a União Soviética, que poderia vetar a decisão no Conselho de Segurança, boicotou as reuniões da organização naquele momento.

Ao todo, 22 países contribuíram para a missão da ONU. Dezesseis enviaram tropas para atuar diretamente nos combates, enquanto outros ofereceram apoio médico, hospitais de campanha, suprimentos e assistência humanitária. Entre as nações que decidiram participar estava a Turquia, um país localizado a mais de oito mil quilômetros da península coreana e que, até então, não possuía qualquer ligação direta com aquele conflito.

Foto: reprodução/korea today
A decisão da Turquia foi motivada por interesses estratégicos, mas acabaria criando uma ligação permanente com a Coreia do Sul

A participação turca na Guerra da Coreia costuma despertar curiosidade justamente pela distância entre os dois países. Afinal, por que uma nação localizada entre a Europa e a Ásia decidiu enviar milhares de soldados para lutar em um conflito tão distante de suas fronteiras?

A resposta está no contexto político da época. Após a Segunda Guerra Mundial, a Turquia buscava fortalecer sua relação com os países do bloco ocidental. O governo turco via com preocupação o crescimento da influência soviética na região e entendia que estreitar laços com Estados Unidos e Europa Ocidental era fundamental para garantir sua segurança. Participar da missão organizada pela ONU representava uma oportunidade de demonstrar esse compromisso e reforçar sua posição internacional.

Naquele momento, outro objetivo também fazia parte da estratégia do governo: ingressar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), criada em 1949 para reunir países aliados diante da expansão soviética. Embora a participação na Guerra da Coreia não tenha sido o único fator considerado, ela reforçou o papel da Turquia como parceira do bloco ocidental e antecedeu sua entrada oficial na aliança, concretizada em 1952.

Poucos meses após o início da guerra, a Brigada Turca desembarcou na Coreia do Sul. O primeiro contingente era formado por cerca de cinco mil militares, mas, ao longo dos três anos de conflito, aproximadamente 15 mil soldados turcos serviram na península em diferentes rotações. Muitos deles nunca haviam saído de seu país e precisaram enfrentar um cenário completamente diferente daquele que conheciam, desde o inverno rigoroso até a barreira do idioma e da cultura local.

Mesmo diante dessas dificuldades, a Brigada Turca rapidamente conquistou respeito entre os aliados. A disciplina dos soldados e a disposição para cumprir missões consideradas extremamente arriscadas fizeram com que a unidade ganhasse reconhecimento internacional, especialmente após sua atuação em uma das batalhas mais importantes de toda a Guerra da Coreia.

A Batalha de Kunuri colocou a Brigada Turca diante de uma das missões mais difíceis do conflito

No fim de novembro de 1950, poucos meses depois da chegada dos militares turcos à península, a guerra passou por uma mudança decisiva. Tropas chinesas entraram oficialmente no conflito ao lado da Coreia do Norte e lançaram uma grande ofensiva contra as forças da ONU. O avanço foi tão rápido que milhares de soldados aliados correram o risco de ficar completamente cercados.

Foi nesse momento que a Brigada Turca recebeu uma missão considerada essencial para evitar uma derrota ainda maior. Os militares deveriam conter o avanço das tropas chinesas e proteger a retirada das forças da ONU, permitindo que elas se reorganizassem em posições mais seguras. A tarefa era extremamente arriscada e acontecia em condições climáticas severas, com temperaturas abaixo de zero, neve intensa e um terreno montanhoso que dificultava qualquer deslocamento.

Durante dias, os soldados turcos enfrentaram combates intensos contra um inimigo numericamente superior. As perdas foram significativas, com centenas de mortos, feridos e desaparecidos, mas a resistência da brigada contribuiu para que milhares de militares aliados escapassem do cerco. Embora historiadores ainda debatam alguns aspectos estratégicos da batalha, existe um consenso de que a atuação da Brigada Turca foi um dos episódios que consolidaram sua reputação durante a guerra e fortaleceu o respeito conquistado entre seus aliados.

Foto: reprodução/korea today

Enquanto esses confrontos aconteciam em diferentes regiões da península, a guerra continuava produzindo uma consequência silenciosa e devastadora: o número de crianças que haviam perdido suas famílias não parava de crescer. Foi em meio a esse cenário que um dos soldados da Brigada Turca viveria o encontro que mudaria sua vida para sempre. Durante uma patrulha, o sargento Süleyman Dilbirliği encontraria uma pequena menina caminhando sozinha entre os escombros de uma cidade destruída, sem imaginar que aquele momento seria lembrado décadas depois como um dos maiores símbolos da amizade entre Coreia do Sul e Turquia.

Foi entre os escombros da guerra que Süleyman encontrou uma menina que havia perdido tudo

As batalhas continuavam espalhadas por diferentes regiões da península quando, durante uma patrulha realizada no fim de 1950, o sargento turco Süleyman Dilbirliği se deparou com uma cena que permaneceria em sua memória pelo resto da vida. Em meio aos destroços deixados pelos bombardeios, ele encontrou uma menina de aproximadamente cinco anos caminhando completamente sozinha. Assustada, desnutrida e sem conseguir explicar quem era ou onde estavam seus familiares, ela era mais uma das milhares de crianças que tiveram a infância interrompida pela Guerra da Coreia.

Os registros da época não permitem afirmar exatamente o que aconteceu com a família da menina, mas tudo indica que ela havia sido separada dos pais durante os combates ou os perdido em um dos ataques que atingiram a região. Situações como essa eram comuns durante a guerra. Com cidades inteiras destruídas e deslocamentos constantes da população, milhares de crianças acabaram vivendo em orfanatos improvisados ou simplesmente vagando sozinhas pelas áreas afetadas pelo conflito.

Sem encontrar qualquer responsável pela menina e sem conseguir descobrir seu nome verdadeiro, Süleyman tomou uma decisão que mudaria a vida dos dois. Ele a levou para a base da Brigada Turca, onde acreditava que teria alimento, abrigo e segurança. Como ela não conseguia dizer como se chamava, o militar passou a chamá-la de Ayla, palavra que significa “halo da lua” em turco. Anos mais tarde, ele explicaria que escolheu esse nome porque, quando a encontrou, o rosto da criança parecia iluminado pela luz do luar, uma imagem que jamais saiu de sua memória.

O que começou como um gesto de proteção rapidamente ultrapassou a relação entre um soldado e uma criança resgatada da guerra. À medida que os dias passavam, Süleyman passou a assumir espontaneamente o papel de pai, enquanto Ayla encontrava nele uma figura de segurança em um momento em que havia perdido praticamente tudo.

A pequena Ayla devolveu um pouco de esperança aos soldados que conviviam diariamente com a dureza da guerra

A presença de uma criança dentro de uma base militar estava longe de fazer parte da rotina da Brigada Turca. Ainda assim, Ayla foi acolhida não apenas por Süleyman, mas por praticamente todos os soldados que conviviam com ela. Em um ambiente marcado por ordens militares, patrulhas constantes e notícias de combate, a menina acabou se tornando um símbolo de esperança para homens que enfrentavam diariamente a violência da guerra.

Os militares dividiam parte das refeições com Ayla, providenciavam roupas, improvisavam brinquedos e faziam o possível para que ela tivesse uma rotina minimamente parecida com a de qualquer criança. Mesmo sem compartilhar o mesmo idioma, a comunicação acontecia naturalmente por meio de gestos, sorrisos e demonstrações de carinho. Aos poucos, a menina passou a reconhecer cada um dos soldados, criou laços de amizade e começou até mesmo a aprender algumas palavras em turco.

Entre todos eles, no entanto, era com Süleyman que Ayla mantinha a relação mais próxima. Sempre que o sargento precisava sair para alguma missão, ela aguardava ansiosamente seu retorno. Quando ele voltava à base, era comum que a menina corresse para encontrá-lo. O militar, por sua vez, aproveitava cada momento livre para brincar com ela, alimentá-la e garantir que estivesse protegida. A convivência diária fez com que ambos passassem a se enxergar como uma família, ainda que soubessem que aquela realidade dificilmente seria permanente.

Anos depois, ao recordar aquele período, Süleyman afirmaria que Ayla havia devolvido um pouco da humanidade que a guerra insistia em apagar. Em meio às perdas, ao medo constante e às consequências dos combates, cuidar daquela criança representava uma lembrança de que ainda existiam motivos para acreditar em um futuro diferente.

Quando a missão chegou ao fim, a despedida se tornou a batalha mais difícil para os dois

No início de 1951, a Brigada Turca recebeu ordens para retornar ao seu país. Depois de meses atuando na Guerra da Coreia, os soldados começariam a deixar a península, encerrando a primeira missão do contingente enviado pela Turquia. Para Süleyman, porém, aquela notícia significava muito mais do que o fim de uma operação militar.

Ao longo dos meses em que viveram juntos, ele havia construído uma relação tão forte com Ayla que não conseguia imaginar deixá-la para trás. Determinado a permanecer ao lado da menina, tentou encontrar uma maneira de levá-la consigo para a Turquia e adotá-la oficialmente. A ideia, entretanto, esbarrou na realidade burocrática de um país devastado pela guerra.

Sem documentos que comprovassem sua identidade e sem qualquer informação sobre familiares, Ayla não podia deixar a Coreia. Além disso, as regras militares da época não permitiam que um soldado estrangeiro adotasse uma criança encontrada durante o conflito. Apesar das tentativas feitas por Süleyman e do apoio de companheiros da Brigada Turca, a autorização nunca foi concedida.

Sem outra alternativa, Ayla foi encaminhada para um orfanato sul-coreano. A despedida aconteceu sob lágrimas dos dois lados. Enquanto o sargento embarcava de volta para casa, a menina permanecia na Coreia sem compreender por que aquele homem que havia se tornado seu pai precisava partir.

Süleyman retornou à Turquia carregando a esperança de que um dia conseguiria reencontrá-la. Naquele momento, porém, ele sequer sabia qual era o verdadeiro nome de Ayla ou se ela ainda estaria viva nos anos seguintes. Mesmo assim, jamais deixou que a história dos dois fosse esquecida.

Foto: reprodução/korea today
Sessenta anos de distância não foram suficientes para apagar uma história que atravessou gerações

Depois de voltar para a Turquia, Süleyman Dilbirliği retomou sua vida, constituiu família e seguiu a carreira militar. Ainda assim, havia uma lembrança que nunca o abandonou. Sempre que tinha oportunidade, contava para amigos, familiares e jornalistas sobre a menina que havia encontrado durante a Guerra da Coreia. Em todas as entrevistas, repetia o mesmo desejo: descobrir o que havia acontecido com Ayla e saber se ela havia conseguido reconstruir a própria vida depois do conflito.

Do outro lado do mundo, a menina também seguiu seu caminho. Após ser encaminhada para um orfanato, foi adotada por uma família sul-coreana e passou a viver com o nome Kim Eun-ja, identidade que só seria conhecida décadas mais tarde. Embora sua infância tivesse sido marcada pela guerra, ela jamais esqueceu o período em que viveu ao lado da Brigada Turca e do soldado que passou a chamar de pai.

Durante muitos anos, no entanto, os dois acreditaram que nunca mais voltariam a se encontrar. Süleyman conhecia apenas o apelido que havia dado à menina, enquanto Kim Eun-ja não tinha informações suficientes para localizar o militar turco. A distância entre os dois parecia definitiva, até que a história começou a ganhar repercussão na imprensa.

Reportagens exibidas na Turquia chamaram a atenção de jornalistas e autoridades sul-coreanas, que decidiram ajudar na busca. A procura envolveu emissoras de televisão, veteranos da Guerra da Coreia e órgãos públicos dos dois países. Depois de uma investigação baseada em registros históricos e depoimentos de pessoas que participaram do conflito, foi possível confirmar que Ayla era, na verdade, Kim Eun-ja.

O reencontro aconteceu em 2010, em Seul, mais de seis décadas após a despedida.

As imagens daquele momento rapidamente circularam pelo mundo. Assim que se viram, Süleyman e Kim Eun-ja se abraçaram por vários minutos, emocionando não apenas as pessoas presentes, mas milhões de espectadores que acompanharam a cena pela televisão e pela internet. Mesmo depois de tantos anos, os dois demonstravam o mesmo carinho construído durante os meses em que viveram juntos na Guerra da Coreia.

O reencontro acabou ultrapassando o aspecto pessoal. Para muitos sul-coreanos e turcos, aquele abraço representava também uma homenagem aos milhares de soldados que participaram do conflito e às famílias que tiveram suas vidas transformadas pela guerra. A história de Ayla passou a ser vista como um símbolo da solidariedade que nasceu em um dos períodos mais difíceis da história da península.

A amizade entre Coreia do Sul e Turquia continua sendo celebrada mais de sete décadas depois da guerra

A participação da Turquia na Guerra da Coreia ocupa um lugar de destaque na memória histórica sul-coreana. Além dos memoriais dedicados aos soldados estrangeiros que participaram do conflito, os militares turcos são frequentemente homenageados em cerimônias oficiais realizadas no país. Para muitos veteranos e suas famílias, esse reconhecimento representa uma forma de preservar a lembrança daqueles que viajaram milhares de quilômetros para defender um povo que até então lhes era completamente desconhecido.

Essa proximidade também se reflete nas relações diplomáticas entre os dois países. Não é raro que autoridades sul-coreanas e turcas utilizem a expressão “países irmãos” em discursos e encontros oficiais, destacando que o vínculo entre as duas nações foi construído durante a Guerra da Coreia. Ao longo das últimas décadas, essa relação se fortaleceu por meio de acordos comerciais, intercâmbios culturais, cooperação acadêmica e iniciativas voltadas à preservação da memória do conflito.

Foto: reprodução/korea today

Embora existam diversos episódios que expliquem essa aproximação, poucos se tornaram tão conhecidos quanto a história de Ayla e Süleyman. O encontro entre os dois acabou personificando uma relação construída não apenas por decisões políticas ou alianças militares, mas também por gestos individuais de solidariedade em um momento de extrema vulnerabilidade.

Até hoje, veteranos da Brigada Turca e familiares de soldados que participaram da guerra costumam visitar a Coreia do Sul para participar de homenagens e reencontros. Da mesma forma, instituições sul-coreanas frequentemente promovem cerimônias para agradecer a atuação dos países que integraram a força da ONU, mantendo viva a memória daqueles que contribuíram para a defesa do país durante o conflito.

Curiosidades sobre Ayla e a relação entre Coreia do Sul e Turquia
  • O nome Ayla significa “halo da lua” em turco e foi escolhido por Süleyman porque, segundo ele, o rosto da menina parecia iluminado pelo luar quando eles se encontraram.
  • Aproximadamente 15 mil soldados turcos serviram na Guerra da Coreia entre 1950 e 1953, tornando a Turquia um dos países que mais contribuíram com tropas para a força da ONU.
  • O verdadeiro nome de Ayla era Kim Eun-ja, informação que Süleyman só descobriu quando os dois se reencontraram, m ais de 60 anos depois.
  • A Turquia tornou-se membro da OTAN em 1952, durante a Guerra da Coreia, período em que sua participação no conflito reforçou o alinhamento com o bloco ocidental.
  • A expressão “países irmãos” continua sendo utilizada por autoridades sul-coreanas e turcas para destacar a amizade construída durante a guerra.
Uma história real que emocionou o mundo também ganhou vida nos cinemas

Uma trajetória como a de Süleyman Dilbirliği e Kim Eun-ja dificilmente permaneceria restrita aos livros de História. Em 2017, a emocionante relação entre os dois inspirou Ayla: A Filha da Guerra, longa-metragem dirigido por Can Ulkay que levou essa história para o cinema e apresentou o episódio a um público muito maior.

Foto: reprodução/korea today

Baseado em acontecimentos reais, o filme acompanha o momento em que o sargento encontra a pequena Ayla durante a Guerra da Coreia, retratando a convivência entre os dois e as dificuldades enfrentadas quando chega a hora da despedida. Embora algumas situações tenham sido adaptadas para a narrativa cinematográfica, a produção preserva o elemento que tornou essa história conhecida internacionalmente: o vínculo criado entre um soldado estrangeiro e uma criança que havia perdido tudo por causa da guerra.

O longa foi escolhido para representar a Turquia na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar e recebeu reconhecimento em diversos festivais ao redor do mundo. Mais do que contar uma história emocionante, Ayla: A Filha da Guerra ajudou a apresentar às novas gerações um capítulo pouco conhecido da Guerra da Coreia e reforçou a importância da memória de um conflito que continua influenciando as relações entre os dois países até hoje.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Yorgun Güneş, com Pınar Deniz, ganha três novos nomes no elenco

Novo filme de Nuri Bilge Ceylan amplia o elenco enquanto segue com as gravações entre Istambul e Assos

As filmagens de Yorgun Güneş (tradução livre: Sol Cansado), novo longa do premiado diretor Nuri Bilge Ceylan, seguem em ritmo intenso entre Istambul e Assos. Estrelado por Pınar Deniz e Altan Erkekli, o filme acaba de confirmar a entrada de mais três atores no elenco: Mahir İpek, Serkan Ercan e Şebnem Hassanisoughi.

Na trama, Pınar Deniz interpreta Defne, enquanto Altan Erkekli dá vida a Sabri, um homem que vive sozinho em Ancara e aceita o convite da filha para passar uma temporada em sua casa de veraneio. O reencontro dos dois desencadeia uma intensa história de conflitos familiares e acertos de contas emocionais.

Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Segundo informações divulgadas pela jornalista Birsen Altuntaş, o filme confirmou a entrada de Mahir İpek, Serkan Ercan e Şebnem Hassanisoughi no elenco. A jornalista também informou que Kerem Bürsin, que interpretará o ex-namorado de Defne, deve iniciar as gravações de suas cenas nos próximos dias.

Com roteiro e direção de Nuri Bilge Ceylan, um dos cineastas turcos mais premiados internacionalmente, Yorgun Güneş ainda não teve sua data de estreia anunciada.

 

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Leia também: Uzak Şehir estreia no Brasil o título Longe Demais 

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Filmes para ver em família nessas férias

Entre animações e emoções, confira cinco filmes para aproveitar com todo mundo em casa

 

Nesse clima frio de julho, nada melhor do que ficar no sofá embaixo dos cobertores, fazer uma pipoca e transformar tudo em um verdadeiro cinema caseiro assistindo filmes nos streamings. Pensando assim, fizemos uma seleção dos melhores longas para aproveitar com todos. Vem conferir!

De Repente Uma Família (2018)

Foto: divulgação/Paramount

Nesse filme divertido e bem humorado, Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne) decidem adotar um filho. Em um evento, se encantam por uma adolescente, porém ela tem outros dois irmãos. Assim, da noite para o dia, o casal tem três filhos indisciplinados para cuidar.

O longa aborda com muita alegria os desafios da adoção, mas também tem aquela pitada deliciosa de emoção.

A Caminho da Lua (2020)

Foto: divulgação/Netflix

A pequena Fei Fei, protagonista deste longa, tenta incessantemente provar a existência de uma deusa lendária que sempre ouviu nas histórias contadas por sua falecida mãe. Cheia de invenções, ela constrói uma nave e segue em uma missão para a lua, descobrindo diversas coisas novas.

Mais do que apenas uma jornada, o filme ensina sobre seguir em frente mesmo com o inesperado de forma leve e bonita.

Próxima Parada: Lar Doce Lar (2021)

Foto: divulgação/Netflix

O filme conta a história de um grupo de animais extremamente perigosos e feios que vivem em exibição no zoológico. Como nunca são valorizados ou admirados pelas pessoas, eles decidem fugir em busca de um lar verdadeiro.

Esse peculiar grupo passa por diversas aventuras divertidas e perigosas na sua fuga, mas os personagens conseguem ensinar sobre a beleza que vai além do que foi imposto para eles.

As Ovelhas Detetives (2026)

Foto: divulgação/Prime Video

Ninguém poderia imaginar ovelhas apaixonadas por mistérios, mas nesse longa elas existem. Após a morte misteriosa de seu dono, um grupo de ovelhas resolve investigar o que causou aquilo, o que leva a diversas aventuras inesperadas.

Além do mistério, esse filme consegue deixar o coração de todos quentinho e nos faz segurar uma lágrima no olho.

Os Irmãos Willoughby (2020)

Foto: divulgação/Netflix

Inspirado no livro homônimo, Os Irmãos Willoughby conta a história de quatro irmãos negligenciados pelos pais, que planejam uma fuga para construir sua família dos sonhos. Curiosamente, a narração do filme é feita por um gato sarcástico que consegue alterar diversos acontecimentos da narrativa.

O filme tem uma maneira peculiar de ser contado e com certeza merece um pouco do tempo das suas férias.

 

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Leia também: Estreia de As Ovelhas Detetives é anunciada para o dia 24 de junho

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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É fã de cultura coreana? Confira esses cursos gratuitos

Cursos de língua coreana, K-Dance e taekwondo serão oferecidos pelo CCCB  

Os fãs de cultura coreana já podem comemorar os dias de glória. Na próxima segunda-feira, 13, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) abre inscrições para os cursos gratuitos e presenciais do segundo semestre de 2026. As vagas são para cursos de língua coreana, k-dance e taekwondo. 

As inscrições serão realizadas a partir das 10h por meio de formulários online pelo site do CCCB. Os critérios de seleção variam de acordo com cada curso, podendo incluir ordem de inscrição, envio de vídeos ou audições presenciais. Confira! 

Língua coreana 

O curso de língua coreana é realizado em parceria com o Instituto Rei Sejong na sede do CCCB. Ele contempla diferentes níveis de proficiência, do iniciante ao avançado, com turmas organizadas de acordo com o conhecimento prévio dos alunos. 

As aulas são presenciais e têm como objetivo promover o aprendizado estruturado do idioma e ampliar o acesso à cultura coreana por meio da língua. Apesar de gratuito, o curso exige a aquisição de material didático por parte dos alunos selecionados. O início das aulas é em 1 de agosto e se encerra em 21 de novembro.

K-dance 

Em parceria com o Centro Cultural São Paulo (CCSP), o CCCB oferece o curso de K-Dance entre 1 de agosto e 7 de novembro. A seleção acontecerá por ordem de inscrição e apenas 25 vagas estão disponíveis. Podem se inscrever jovens a partir de 15 anos de idade.  

Prontos para mostrar tudo que aprenderem com todas aquelas views em dance practice

Taekwondo 

Também em parceria com o CCSP, o curso de Taekwondo recebe interessados de todos os níveis e ocorre de 5 de agosto a 11 de novembro. Os 40 alunos serão selecionados por ordem de inscrição. Para participar, é necessário ter 15 anos e utilizar o uniforme de Taekwondo (dobok) durante as aulas. A prioridade nas inscrições será para os alunos que concluíram o primeiro semestre. 

Além dos cursos regulares, que estão com inscrições abertas, o CCCB também oferece aulas de Taekwondo para estudantes da Universidade de São Paulo (USP), ajudando a promover um estilo de vida saudável entre os jovens e o enriquecimento da vida universitária. 

Desde 2024, o Centro mantém ainda uma turma extracurricular de Taekwondo na Escola Municipal Heliana Mafra Machado de Castro, localizada em Mogi das Cruzes. Por meio dessa iniciativa, crianças do ensino fundamental recebem treinamento em Taekwondo, sendo incentivadas a desenvolver hábitos saudáveis, disciplina e a buscar objetivos cada vez mais elevados. 

Resultados

Os resultados das inscrições em todos os cursos serão comunicados individualmente por e-mail, conforme os prazos de cada modalidade. Candidatos não selecionados integrarão automaticamente a lista de espera. Inscreva-se aqui.

Quem aí vai disputar essas vagas igual ingresso para show? Conta pra gente seu favorito nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Star Wars: Visions – A Nona Jedi tem estreia confirmada para este ano 

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Confira os indicados ao maior prêmio da televisão, o Emmy Awards 2026

O principal prêmio que celebra produções da TV e do streaming acontece em 14 de setembro; veja a lista de indicados

A maior e mais famosa premiação da televisão, o Emmy Awards, tem data marcada para acontecer em 14 de setembro de 2026, em Los Angeles, nos Estados Unidos. E o anúncio oficial de seus indicados foi feito nesta quarta (8) pela Academia de Televisão. 

Neste ano, a apresentação desta 78ª edição do prêmio estará nas mãos da estrela da série Law & Order: SVU (1999), Mariska Hargitay, primeira mulher a apresentar a premiação em 15 anos. A cerimônia de entrega das estatuetas terá início às 21h (horário de Brasília). 

As séries The Pitt (2025) e Hacks (2021) ganham destaque na disputa, liderando com mais de 20 indicações cada, e os seriados O Segredo de Widow’s Bay (2026) e Pluribus (2025), estreantes na premiação, também chamam atenção com 19 e 18 indicações, respectivamente. 

Confira a lista de indicados ao Emmy Awards 2026

Melhor série de drama

A Diplomata

A Idade Dourada

O Cavaleiro dos Sete Reinos

Paradise

The Pitt

Pluribus

Slow Horses

Seus Amigos e Vizinhos

Foto: reprodução/Apple TV
Melhor série de comédia

Abbott Elementary

O Urso

Hacks

Margô Está em Apuros

Ninguém Quer

Only Murders in the Building

Falando a Real

O Segredo de Widow’s Bay

Foto: reprodução/Disney+
Melhor série limitada ou antologia

O Monstro em Mim

Treta

DTF St. Louis

All Her Fault

História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessettee

Melhor ator em série de drama

Sterling K. Brown, Paradise

Gary Oldman, Slow Horses

Mark Ruffalo, Task: Unidade Especial – Caminhos Cruzados

Noah Wyle, The Pitt

Rufus Sewell, A Diplomata

Melhor atriz em série de drama

Carrie Coon, A Idade Dourada

Chase Infiniti, Os Testamentos: Das Filhas de Gilead

Keri Russell, A Diplomata

Rhea Seehorn, Pluribus

Zendaya, Euphoria

Foto: reprodução/HBO
Melhor ator coadjuvante em série de drama

Patrick Ball, The Pitt

Billy Crudup, The Morning Show

Shawn Hatosy, The Pitt

Gerran Howell, The Pitt

Jack Lowden, Slow Horses

Tom Pelphrey, Task: Unidade Especial – Caminhos Cruzados

Carlos-Manuel Vesga, Pluribus

Melhor atriz coadjuvante em série de drama

Taylor Dearden, The Pitt

Fiona Dourif, The Pitt

Allison Janney, A Diplomata

Katherine LaNasa, The Pitt

Sepideh Moafi, The Pitt

Julianne Nicholson, Paradise

Karolina Wydra, Pluribus

Melhor ator em série de comédia

Steve Carell, Rooster

Matthew Rhys, O Segredo de Widow’s Bay

Jason Segel, Falando a Real

Martin Short, Only Murders in the Building

Yahya Abdul-Mateen II, Wonder Man

Foto: reprodução/Apple TV
Melhor atriz em série de comédia

Quinta Brunson, Abbott Elementary

Ayo Edebiri, O Urso

Lisa Kudrow, The Comeback: O Retorno

Elle Fanning, Margô Está em Apuros

Jean Smart, Hacks

Foto: reprodução/HBO Max
Melhor ator coadjuvante em série de comédia

Colman Domingo, As 4 Estações

Paul W. Downs, Hacks

Harrison Ford, Falando a Real

Nick Offerman, Margô Está em Apuros

Stephen Root, O Segredo de Widow’s Bay

Michael Urie, Falando a Real

Tyler James Williams, Abbott Elementary 

Melhor atriz coadjuvante em série de comédia

Dale Dickey, O Segredo de Widow’s Bay

Hannah Einbinder, Hacks

Janelle James, Abbott Elementary

Kate O’Flynn, O Segredo de Widow’s Bay

Michelle Pfeiffer, Margô Está em Apuros

Megan Stalter, Hacks

Jessica Williams, Falando a Real

Melhor ator em série limitada, antologia ou telefilme

Riz Ahmed, A Isca

Charlie Hunnam, Monstro: A História de Ed Gein

Oscar Isaac, Treta

Matthew Rhys, O Monstro em Mim

Jason Bateman, Black Rabbit

Melhor atriz em série limitada, antologia ou telefilme

Claire Danes, O Monstro em Mim

Sally Field, Criaturas Extraordinariamente Brilhantes

Carey Mulligan, Treta

Sarah Pidgeon, História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette

Sarah Snook, All Her Fault

Melhor ator coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilme

Jason Bateman, DTF St. Louis

Richard Gadd, Half Man

David Harbour, DTF St. Louis

Richard Jenkins, DTF St. Louis

Charles Melton, Treta

Nick Offerman, Morte Fulminante

Foto: reprodução/HBO Max
Melhor atriz coadjuvante em série limitada, antologia ou telefilme

Linda Cardellini, DTF St. Louis

Dakota Fanning, All Her Fault

Laurie Metcalf, Monstro: A História de Ed Gein

Joy Sunday, DTF St. Louis

Youn Yuh-jung, Treta

Constance Zimmer, História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette

Melhor direção em série de drama

Salli Richardson Whitfield, A Idade Dourada – My Mind Is Made Up

Hanelle M. Culpeppe, Paradise – Exodus

Noah Wyle, The Pitt – 12:00 P.M.

Vince Gilligan, Pluribus – We Is Us

Saul Metzstein, Slow Horses – Scars

Salli Richardson Whitfield, Task: Unidade Especial – Caminhos Cruzados – Out Beyond Ideas of Wrongdoing and Rightdoing, There Is a River.

Melhor direção em série de comédia

Randall Einhorn, Abbott Elementary – Ballgame

Christopher Store, The Bear – Bears

Andrew DeYoung, The Chair Company – Life Goes By Too F**king Fast, It Really Does. 

Lucia Aniello, Hacks – Hacks (Final)

Mary Lou Belli, The Ms. Pat Show – Give It Arrest

Hiro Murai, O Segredo de Widow’s Bay – Welcome to Widow’s Bay! 

Melhor direção em série limitada, antologia ou telefilme

Jake Schreier, Treta – It Will Stay This Way and You Will Obey

Lee Sung Jin, Treta – Oh, The Comfort, The Inexpressible Comfort

Jason Bateman, Black Rabbit – The Black Rabbits 

Steven Conrad, DTF St. Louis

Melhor ator convidado em série de drama

Colman Domingo, Euphoria

Ernest Harden Jr, The Pitt

Jeff Hiller, Pluribus

Jeff Kober, The Pitt

Jonathan Pryce, Slow Horses

Bradley Whitford, A Diplomata

Melhor atriz convidada em série de drama

Brittany Allen, The Pitt

Tal Anderson, The Pitt

Tina Ivlev, The Pitt

Miriam Shor, Pluribus

Merritt Wever, A Idade Dourada

Shailene Woodley, Paradise

Melhor ator convidado em série de comédia

Michael J. Fox, Falando a Real

Brett Goldstein, Falando a Real

Hamish Linklater, O Segredo de Widow’s Bay

Christopher McDonald, Hacks

Rob Reiner, O Urso

Connor Storrie, Saturday Night Live

Melhor atriz convidada em série de comédia

Leslie Bibb, Hacks

Jamie Lee Curtis, O Urso

Betty Gilpin, O Segredo de Widow’s Bay

Cherry Jones, Hacks

Laurie Metcalf, Hacks

Kaitlin Olson, Hacks

Lauren Weedman, Hacks

Melhor reality de competição

Dancing With the Stars

RuPaul’s Drag Race

Survivor

Top Chef

The Traitors

Melhor série de variedades

The Daily Show

Jimmy Kimmel Live!

Last Week Tonight with John Oliver

The Late Show with Stephen Colbert

Saturday Night Live

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Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Cinema Notícias

A Morte de Robin Hood apresenta uma versão mais sombria do herói

Protagonizado por Hugh Jackman, o longa de Michael Sarnoski subverte o mito do personagem

A Morte de Robin Hood, novo filme da A24, reimagina os últimos anos de vida de Robin Hood de forma bem diferente do herói das fábulas que conhecemos. Interpretado por Hugh Jackman, o personagem é visto como um homem moldado por ciclos de violência e sobrevivência selvagem.

Temos essa ideia de Robin Hood dançando pela floresta com seus Homens Alegres, mas a vida naquela época não era assim”, explica o diretor Michael Sarnoski. “Pensei comigo mesmo: qual seria a versão de Robin Hood mais verdadeira e honesta em relação à aspereza da vida no século XIII?

Ambientado por volta de 1247, no interior da fronteira celta, o longa acompanha um Robin Hood já velho e escondido nas montanhas, vivendo como um fora da lei solitário.

Sua rotina de recluso muda quando Pequeno João (Bill Skarsgård), seu antigo parceiro de crimes, reaparece e o convence a encarar mais uma batalha. Gravemente ferido no combate, Robin acaba parando num priorado isolado, onde a Irmã Brigid (Jodie Comer) cuida dele e o apresenta a uma pequena comunidade, incluindo um homem doente e enigmático (Murray Bartlett) e uma menina traumatizada (Faith Delaney) que não faz ideia de quem ele realmente foi.

Foto: divulgação/A24

A partir daí, vamos da brutalidade das batalhas para o silêncio da reflexão. Enquanto se recupera, Robin começa a enxergar os erros do próprio passado e a possibilidade de uma vida guiada pela bondade, não mais pela violência. A proposta de Sarnoski é inverter a lógica das lendas tradicionais, que sempre tratam a Prioresa como vilã e Robin como herói puro, e propõe uma leitura mais humana e ambígua dos dois.

Em A Morte de Robin Hood, acho que vemos um retrato belo e muito humano da plenitude da vida de Robin”, elabora Hugh Jackman. “A escuridão, o arrependimento, a dor, a perda. Há um custo para a violência, não importa de que lado você esteja. Qual é esse custo? E existe graça e redenção para alguém assombrado por tudo isso?

Foto: divulgação/A24

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Star Wars: Visions – A Nona Jedi tem estreia confirmada para este ano

Com oito episódios, o anime aprofunda o universo apresentado em Star Wars: Visions

Em uma mesa redonda dedicada a Star Wars: Visions – A Nona Jedi na programação da Anime Expo 2026, foi apresentado o trailer e o pôster da primeira série do projeto Star Wars: Visions Apresenta, que contará histórias em formato mais longo de Star Wars: Visions (2021 – presente).

Com oito episódios, o anime retoma a trama pouco após os acontecimentos dos curtas Visions: A Nona Jedi (2021) e A Nona Jedi: Filha da Esperança (2025), com Lah Kara ainda em seu treinamento nos caminhos Jedi sob a orientação de Margrave Juro. Na nova série, Kara embarca em uma jornada épica de autodescoberta enquanto ela e a pequena comunidade de aprendizes de Jedi de Juro partem em uma missão para salvar seu pai.

Confira o novo pôster:

Foto: divulgação/Disney+

Star Wars: Visions – A Nona Jedi conta com a direção de Shunsuke Tada e o roteiro de Mitsuyasu Sakai. Kenji Kamiyama é o diretor supervisor. 

A série tem estreia prevista para 5 de agosto deste ano, exclusivamente no Disney+. 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Cinema Notícias

Resenha | Moana faz a Disney reencontrar a magia dos seus melhores live-actions

A nova adaptação transforma um clássico da animação em uma experiência emocionante, visualmente deslumbrante e com identidade própria

Quando a Disney anunciou um live-action de Moana (2016), muita gente reagiu com desconfiança. Afinal, adaptar uma animação tão recente parecia um risco desnecessário. Mas bastam poucos minutos para perceber que essa nova versão não existe apenas para reproduzir o que a gente já conhece, também é um longa que encontra sua própria identidade e lembra por que os live-actions da Disney conquistaram tantas pessoas no passado.

Mesmo mantendo toda a essência da animação original, o filme aposta em novas interpretações, pequenas mudanças no ritmo das cenas e um elenco extremamente carismático para fazer a história parecer viva outra vez. O resultado é uma aventura que emociona tanto quem cresceu acompanhando Moana quanto quem conhecerá essa jornada pela primeira vez.

Uma dupla que faz toda a diferença
Foto: divulgação/Disney

Grande parte do sucesso do longa está na química entre Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson.

Trazer Maui para uma versão em carne e osso era um dos maiores desafios da produção, mas Dwayne prova, mais uma vez, que nasceu para interpretar o semideus polinésio. Seu carisma continua intacto, as piadas funcionam exatamente no momento certo e o personagem segue roubando a cena sem nunca ofuscar a protagonista.

Na coletiva de imprensa realizada no Rio de Janeiro, da qual o Entretetizei participou, o ator contou que entende o receio do público em relação aos live-actions. “Toda vez que há algo amado como a animação de Moana, os fãs ficam nervosos (…). Eu entendo totalmente essa preocupação”. Depois de assistir ao filme, fica difícil não concordar quando ele afirma que a equipe conseguiu fazer um bom trabalho.

Já Catherine Laga’aia entrega uma Moana extremamente humana. Em vez de tentar reproduzir todos os trejeitos da animação, a atriz constrói uma personagem com mais vulnerabilidade, sensível e próxima da realidade, tornando sua jornada de amadurecimento ainda mais emocionante. Sua coragem continua presente do início ao fim, mas agora é acompanhada por inseguranças, dúvidas e emoções que aproximam ainda mais o público da protagonista.

O próprio Dwayne Johnson fez questão de destacar a atuação da colega durante a coletiva. “Ela foi incrível”. E essa impressão fica evidente em praticamente todas as cenas divididas entre os dois.

Uma viagem que continua encantadora
Foto: divulgação/Disney

Visualmente, Moana impressiona do início ao fim.

O oceano continua sendo praticamente um personagem da história, e as paisagens inspiradas na Polinésia ganham uma riqueza de detalhes capaz de transportar quem está assistindo para Motunui. Toda parte de direção de arte recria com muito primor a cultura, as ambientações, os figurinos e toda a atmosfera que fizeram da animação um dos maiores sucessos da Disney.

Os efeitos visuais também merecem destaque. Seja na presença de Te Fiti, nas sequências em alto-mar ou nas cenas de aventura, tudo contribui para ampliar a sensação de magia sem perder a beleza que marcou a obra original.

Até mesmo personagens queridos voltam a emocionar. Mais uma vez, a vovó Tala prova por que continua sendo um dos grandes corações da história.

A trilha sonora continua emocionante

Se existe um elemento que permanece indispensável em Moana, é sua música.

Além das canções que marcaram a animação, o live-action apresenta Along the Way, composição inédita do incrível Lin-Manuel Miranda, que se encaixa naturalmente na narrativa e reforça o sentimento de crescimento da protagonista, se tornando um dos momentos mais bonitos da adaptação.

Vale a pena assistir Moana?

Mais do que reproduzir uma animação de sucesso, Moana consegue justificar sua existência como live-action.

A produção respeita profundamente o material original, mas entende que uma nova linguagem pede novas interpretações. A direção encontra equilíbrio entre fidelidade e novidade, enquanto Catherine Laga’aia e Dwayne Johnson conduzem a aventura com uma química surpreendente.

Em tempos em que muitos live-actions parecem existir apenas pela nostalgia, Moana lembra que essas adaptações também podem emocionar, divertir e apresentar novas camadas para histórias que já fazem parte da memória do público. É, sem dúvida, um dos melhores live-actions da Disney dos últimos anos e um sinal de que o estúdio pode, finalmente, ter reencontrado o caminho que fez esse formato funcionar tão bem.

Moana estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (9), levando às telonas uma aventura que honra o clássico animado de 2016 enquanto encontra sua própria identidade.

 

E você, está na expectativa para assistir essa grande produção? Conta pra gente, siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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C.S. Lewis, Peglo e Cat Sebastian estão entre os lançamentos literários de julho

C.S. Lewis, Peglo, Cat Sebastian, L.J. Shen e Renato Noguera estão entre os autores que chegam às livrarias com romances, fantasia, HQs e obras de não ficção

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Entrevista | Budah fala sobre FREQUÊNCIA LUNAR e processo artístico: “mudar não é instabilidade”

Em entrevista exclusiva, Budah explica a estética do novo disco, fala sobre gostos pessoais e conta que sonhou em fazer feat com a Pabllo Vittar

 

Desde jovem, Brendha Rangel já se sentia conectada com a música. Foi durante os encontros de família, embalados por karaokê, que, ainda criança, ela começou a se conectar com sua própria voz. Com a chegada da adolescência, essa relação se fortaleceu e a capixaba começou a se envolver com a cena do hip hop da Grande Vitória.

Após viralizar com covers na internet, a jovem aderiu ao seu nome artístico, Budah, e, saindo do Espírito Santo para conquistar o Brasil, tornou-se uma das grandes vozes da música e do rap nacional. Explorando R&B, rap, trap e outros ritmos, Budah construiu uma identidade própria e conquistou uma legião de fãs.

Em maio, a cantora lançou seu segundo álbum de estúdio, FREQUÊNCIA LUNAR. Uma verdadeira imersão na estética noturna e nos sentimentos da artista, a obra reúne feats como Pabllo Vittar, Iza e Duquesa. Budah conversou com o Entretê sobre seu novo disco, próximos passos da carreira e vida pessoal. Vem ver!

ENTRETETIZEI: Você diz no manifesto do disco que “não é instabilidade, é frequência, é lunar“. Em que momento você entendeu que as frequências, os ciclos da lua e essa energia da noite seriam o conceito central do disco? O que a noite representa para você?

BUDAH: Conforme eu e a minha equipe fomos ouvindo as músicas, percebemos que existia uma narrativa ali, como se o álbum acompanhasse uma noite inteira, do pôr do sol ao amanhecer. 

Eu também comecei a me interessar mais pelas frequências e achei bonito como isso se conecta com os sentimentos humanos. Existem frequências que trazem mais tensão, outras mais acolhimento, e percebi que as músicas do disco também carregavam essas oscilações, assim como as fases da lua e as emoções que a gente vive. 

Sempre gostei da atmosfera noturna, tem muito isso de ser livre, de sair e se divertir. Acho que FREQUÊNCIA LUNAR nasceu desse lugar de liberdade e da ideia de que mudar não é instabilidade.

Foto: reprodução/ Instagram @budah 
E: Qual foi a primeira música que você fez para o álbum? E quando você entendeu que o projeto estava completo?

B: A primeira música que eu fiz para o álbum foi INTUIÇÃO, acho que uns oito meses antes de FREQUÊNCIA LUNAR nascer de verdade. Eu sou muito apegada a ela justamente por isso, por ter sido a primeira… E, curiosamente, foi também a música que eu mais ouvi depois do lançamento e até hoje não me cansei dela (risos).

Sobre o projeto, nós fizemos um camp com um time muito especial de compositores e produtores e dali saíram muitas ideias. A verdade é que foi até difícil fechar a seleção final, porque teve muita música boa que acabou ficando de fora. 

Acho que entendi que o álbum estava pronto quando percebi que as faixas conversavam entre si e faziam parte da mesma história. Foi aquela sensação gostosa de que tudo finalmente estava fazendo sentido.

E: Muitas pessoas se identificam com suas letras, mas você também comentou que várias fãs compartilharam histórias que acabaram inspirando o disco. Como acontece essa troca com elas? De que forma ouvir essas vivências te ajuda a entender que você também não está passando pelas coisas sozinha?

B: Ah, essa troca nossa é muito bonita. Recebo muitas mensagens de mulheres contando suas histórias, desabafando, falando sobre amor, autoestima, relacionamentos, carreira. E muitas vezes eu percebo que estou vivendo experiências parecidas. Isso me faz entender que ninguém está sozinho. 

Acho que a música tem esse poder de transformar sentimentos individuais em algo coletivo. E eu levo também com muito carinho o fato de tantas meninas negras me enxergarem como referência. Se eu consigo inspirar alguém a acreditar mais em si mesma ou a se sentir representada, já vale tudo!

Budah
Foto: reprodução/ Instagram @budah
E: Quais faixas foram mais difíceis de escrever, seja por estrutura estética ou por um peso emocional que carregam? E quais foram as mais divertidas?

B: SUA FAVORITA foi uma delícia de fazer, ela carrega uma energia mais leve, divertida, mais ousada. SKIN AFROPATY também, eu a imagino como aquela música para ouvir com as amigas antes de sair para a pista, se arrumando, se sentindo linda. 

E MEU CRIME É EXISTIR é uma faixa muito importante para mim. Ela fala sobre como eu me sinto na minha pele, sobre o preconceito que ainda enfrentamos no dia a dia e sobre essa luta constante de existir e ocupar espaços. Mas, acima de tudo, é uma música sobre resistência, de que hoje eu aprendi a amar quem eu sou, e espero que muitas pessoas se identifiquem também.

E: Como foi o processo de escolha dos feats de FREQUÊNCIA LUNAR? O que você aprendeu fazendo música em conjunto com esses artistas?

B: Tive a sorte de reunir pessoas que admiro muito nesse trabalho. Algumas eram sonhos antigos, como a IZA e a Pabllo. Eu literalmente sonhei com ela e o feat aconteceu (risos). 

Outras já eram amigas que eu queria trazer há tempos, como Duquesa, Ajulliacosta e Tasha & Tracie. O Franco e a Vita são artistas que eu já acompanhava e queria muito ter por perto nesse projeto. Acho que o maior aprendizado foi entender que, quando cada artista traz a sua verdade, a música cresce ainda mais e tudo flui.

E: O que você descobriu sobre si mesma durante a produção do FREQUÊNCIA LUNAR?

B: Acho que descobri que eu sou muito mais corajosa do que imaginava. Esse disco nasceu de uma Budah mais madura e mais segura. Eu me permiti me expressar mais e me experimentar mais sonoramente também. Trouxe o R&B, que que faz me sentir em casa, mas trouxe mais rap, boombap e músicas para dançar e refletir.

Foto: reprodução/ Instagram @budah
E: Sua construção artística se apoia bastante no uso de cores frias. Desde Púrpura no último álbum, até os tons de azul de FREQUÊNCIA LUNAR. Como você acha que essas cores conversam com sua identidade? O que elas te transmitem?

B: Tenho a sorte de trabalhar com um time muito talentoso, tanto do meu escritório, a GTS, quanto da minha gravadora, a Universal Music, que pensam os projetos comigo em cada detalhe: conceito, foto, figurino, maquiagem, cabelo, cores… 

Essa transição de Púrpura para FREQUÊNCIA LUNAR foi muito pensada. Se você juntar o roxo da Antiga Era com o bordô de VIP, que foi o primeiro single do novo álbum com a Duquesa, dá azul. A Nova Era é inspirada pelo céu noturno e pela lua; a gente mergulhou em tons azulados e prateados, que acabaram guiando os visuais, o styling, a maquiagem e até o meu cabelo.

E: Púrpura foi uma era que durou bastante tempo e trouxe projetos muito especiais. Já perto do fim desse ciclo, você lançou o Púrpura Session, que rendeu a regravação do disco. O que podemos esperar para essa nova fase que se inicia com FREQUÊNCIA LUNAR?

B: Estou muito animada! A turnê de FREQUÊNCIA LUNAR começa em agosto em São Paulo, no Cine Joia, e a ideia é levar esse universo do álbum para o palco do início ao fim. 

Logo depois vem o Rock in Rio, que é um sonho para mim. Estamos ensaiando bastante para transformar esse disco em uma experiência real no palco, vai ser tudo muito especial!

E: Indo para os seus gostos pessoais, quero saber quais artistas e gêneros você escuta. Que músicas não podem faltar na sua playlist?

B: O R&B continua sendo uma das minhas maiores referências, assim como o afrobeat. Tenho ouvido bastante artistas como Kehlani e Kwn, além de muita black music no geral. 

Mas eu também escuto muito samba. Meu pai tinha um grupo de samba e eu cresci cercada por isso, então é um gênero que me conecta muito com a minha infância, com a minha família e com as minhas raízes. 

E: Além da música, que tipo de conteúdo você mais consome, seja livros, filmes ou séries? Tem alguma coisa que você esteja viciada atualmente?

B: Vejo muitos filmes, séries, documentários, mas sou daquelas que pesquisa tudo antes de assistir. Vejo indicações, gosto até de assistir vídeos e análises de pessoas que entendem de cinema para escolher bem e não perder tempo. 

Gosto muito de ficção científica também e amo videogame. Adoro esses jogos que deixam a gente personalizar personagens, comprar skin e criar uma versão que tenha a ver comigo e com a cultura do rap. Acho muito divertido me enxergar ali dentro daquele universo também.

E: Por fim, pode deixar um recado para o público do Entretê que acompanha seu trabalho?

B: Quero agradecer de coração a todo mundo que já abraçou FREQUÊNCIA LUNAR e convidar quem ainda não ouviu pra tirar um tempinho e viver esse disco comigo. Quero ver todo mundo também no Rock in Rio comigo, no dia 6 de setembro, que inclusive vai ter um line-up incrível. E, antes disso, a gente já se encontra na minha turnê, que começa dia 22 de agosto, em São Paulo. 

Os próximos shows eu vou anunciar em breve. Espero muito encontrar vocês por aí e viver muitas noites inesquecíveis juntos!

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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