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Série sobre o resgate dos mineiros chilenos estreia no próximo sábado

Produção conta a história inédita dos 33 homens que ficaram presos a 800 metros abaixo da superfície durante 69 dias em 2010

Foi anunciada, na última segunda (21), a estreia de O Resgate dos Mineiros Chilenos: Uma Corrida Contra o Tempo, série documental sobre o desastre de 2010 que deixou 33 mineiros a quase 800 metros abaixo do deserto do Atacama, no Chile. A produção contará com três episódios e chega ao Disney+ no próximo sábado (26).

Durante o relato, acompanhamos os mineiros desde o momento do desmoronamento e da organização improvisada que se estabeleceu durante os dias passados debaixo da terra até a ousada operação de engenharia que tornou o resgate possível e o que veio depois: a fama e as consequências daquela experiência.

Confira o trailer oficial:

Com imagens inéditas gravadas com celulares dentro da mina e entrevistas comoventes com sobreviventes, familiares e equipes de resgate, alguns dos quais dão depoimento pela primeira vez fora da imprensa local chilena, a série oferece um relato definitivo dos 69 dias em que as equipes de resgate trabalharam contra o tempo para salvar os mineiros presos, enquanto eles lutavam para sobreviver debaixo da terra.

Entre os entrevistados está Jeff Kofman, então correspondente internacional da ABC e primeiro jornalista internacional a chegar ao local, que fez a cobertura diretamente do Chile durante a operação de resgate.

Sobre o resgate

Em 5 de agosto de 2010, um desmoronamento catastrófico na mina de ouro e cobre de San José, no Chile, deixou 33 mineiros presos debaixo da terra. Durante 17 dias, eles foram dados como mortos. Nos 52 dias seguintes, eles aguardaram enquanto engenheiros e equipes de resgate chilenos, junto a perfuradores e especialistas do mundo inteiro, tentavam algo que nunca havia sido realizado antes, sem que suas famílias aceitassem deixar a região.

O Resgate dos Mineiros Chilenos: Uma Corrida Contra o Tempo
Foto: reprodução/Disney+

Quando a cápsula de resgate emergiu pela primeira vez, estima-se que um bilhão de pessoas acompanhava a transmissão: uma das maiores audiências ao vivo da história da televisão.

A série é uma produção da Blast Films para a National Geographic. Pela Blast Films, Tanya Winston, Shona Thompson e Danny Horan são os produtores executivos. Luke Sewell é o supervisor editorial da série, e Chloe Campbell e James Parris, os diretores. Pela National Geographic, Tom McDonald é o vice-presidente executivo de Conteúdo; Bengt Anderson é o vice-presidente sênior de Produção e Desenvolvimento de Conteúdo Não Roteirizado; e Carolyn Payne é a produtora executiva.

Quem vai aproveitar o sábado para maratonar O Resgate dos Mineiros Chilenos: Uma Corrida Contra o Tempo? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Segunda temporada de Nesse Canto Eu Conto estreia nesta terça

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Especiais Notícias Séries

Especial | Jean Smart faz história no Emmy com quinta vitória consecutiva por Hacks

Pela primeira vez na história da premiação, uma mulher é premiada por todas as temporadas de uma série na categoria de Melhor Atriz

 

A 78ª edição do Emmy trouxe uma vitória muito antecipada pelo público: Jean Smart, mais uma vez, foi premiada como Melhor Atriz em Série de Comédia por seu papel na quinta temporada de Hacks. Com a vitória, Smart se torna a primeira mulher a levar para casa o título de Melhor Atriz por todas as temporadas de uma série. 

A artista também entrou para o seleto clube de mulheres com 8 Emmys na categoria, unindo-se a Julia Louis – Dry (Seinfeld) e Cloris Leachman (Malcolm In The Middle). 

O destaque de Hacks no Emmy não parou por aí, uma vez que a produção da HBO Max também conquistou um feito histórico: 24 nomeações, incluindo Melhor Direção de Série de Comédia, Melhor Roteiro em Série de Comédia e Melhor Série de Comédia. Esses títulos, no entanto, foram entregues para O Segredo de Widow’s Bay, lançamento da Apple TV. 

Hacks
Imagem: reprodução/Instagram @hbomax

Em Hacks, Jean Smart interpreta Deborah Vence, uma comediante consagrada nos palcos e na televisão, que é forçada a trabalhar com Ava Daniels, vivida por Hannah Einbinder, uma novata na indústria. 

No início, as personalidades fortes de cada uma e as divergências entre as personagens se desenrolam em uma relação conturbada, marcada por conflitos pessoais e profissionais e, inclusive, pelo distanciamento geracional.

Hacks
Imagem: reprodução/Instagram @hbomax

Com o passar do tempo  e das temporadas, Ava e Deborah passam a compartilhar uma parceria íntima e complexa.

A partir de um roteiro original e potente, assinado principalmente por Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky, há espaço para o destaque e desenvolvimento primoroso das duas personagens, individualmente e como dupla, mas também dos personagens secundários.

Na quinta e última temporada, Deborah lida com um embargo judicial que a proíbe de fazer apresentações e falas públicas. Assim, ela planeja um retorno triunfal no renomado Madison Square Garden, uma das maiores e principais arenas do mundo, enquanto lida com a decisão que a impede de fazer qualquer divulgação do evento.

Hacks
Imagem: reprodução/Instagram @hbomax

O destaque de Smart no Emmys se torna ainda mais simbólico ao trazer à luz uma série que se distancia de estereótipos e tabus sobre uma mulher na casa dos 70 anos. Hacks soube abordar as questões sociais e de gênero que envolvem o showbiz e a vida pessoal dos personagens ao mesmo tempo que criava personagens imperfeitos e em constante evolução.

A disputa pelo prêmio colocou em evidência uma atriz de 75 anos, que interpreta uma protagonista, em uma realidade em que a presença de mulheres com mais de 60 anos na TV hollywoodiana, especialmente em papéis de destaque, sofre quedas significativas, como aponta o relatório Screen and Behind the Scenes on Broadcast and Streaming Television in 2024-25, realizado pela Universidade Estadual de San Diego, na Califórnia. 

Hacks
Imagem: reprodução/Instagram @hbomax

Em relação a isso, a disputa acirrada entre Smart e Lisa Kudrow (Friends), por seu papel em The Comeback, representa uma edição do Emmy com uma presença marcante de mulheres acima dos 60 que ainda estão ou voltaram ao auge de suas carreiras.

Essa conquista espelha a trajetória de Deborah Vence: uma história que se recusa a aceitar os limites, muitas vezes, impostos pela sociedade. 

Ao subir ao palco e agradecer aos roteiristas com a frase “Tudo começa e termina com vocês”, a atriz encerrou com primor um ciclo de cinco anos de uma personagem que percorreu uma jornada intensa, convicta de que era boa demais para simplesmente não conquistar outros públicos e provocar novas risadas.

 

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Leia também: Widow’s Bay, The Pitt e Hacks: confira os ganhadores do Emmy Awards 2026 

 

Texto revisado por Ludimila Rodrigues



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Cultura asiática Eventos Notícias

Krush promove festa temática para ARMYs em São Paulo

BTS All Night Long acontece em 31 de outubro, no Prince Tower, e reúne fãs em uma noite dedicada aos sucessos e às diferentes eras do grupo

Depois dos shows do BTS no Brasil, a comemoração continua em São Paulo. A Krush realiza, no dia 31 de outubro, uma edição especial totalmente dedicada ao grupo sul-coreano, reunindo ARMYs para uma noite inteira ao som da discografia dos sete integrantes.

Batizada de Krush: BTS All Night Long, a festa acontece a partir das 22h, no Prince Tower, no Bom Retiro. Durante a noite, os DJs residentes da Krush comandam a pista com músicas que atravessam diferentes fases da carreira do BTS, dos primeiros lançamentos aos trabalhos mais recentes.

Foto: divulgação/Krush

Além da programação musical, o evento contará com open bar premium durante toda a noite e diferentes modalidades de ingresso, com opções para pista, área VIP e camarotes para grupos.

Conhecida por promover festas voltadas ao K-pop e à cultura pop asiática, a Krush também prepara ativações especiais para a edição. Os detalhes ainda serão divulgados pela organização, mas a proposta é criar outros momentos de interação e celebração para os fãs além da pista de dança.

A Krush: BTS All Night Long acontece em 31 de outubro, a partir das 22h. A classificação etária é de 18 anos.

Serviço

Krush: BTS All Night Long
Data: 31 de outubro de 2026
Horário: a partir das 22h
Local: Prince Tower, Rua Júlio Conceição, 92, Bom Retiro, São Paulo
Classificação: 18 anos                                                                            Ingressos aqui!

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Cultura Cultura turca Entretenimento Notícias Novelas

Para Sempre no Meu Coração: 2ª temporada ganha data de estreia no streaming

Continuação da história de Süreyya e Faruk chega ao catálogo em outubro

 

Quem estava esperando para descobrir o que acontece depois da primeira temporada de Para Sempre no Meu Coração já pode comemorar! A 2ª temporada da produção turca chegará em 5 de outubro.

Faruk ajoelhado ao lado de Süreyya.
Foto: reprodução/Dizilah

Originalmente intitulada İstanbullu Gelin, a produção foi transmitida pela Star TV entre 2017 e 2019 e acompanha a história de amor entre Süreyya (Aslı Enver) e Faruk (Özcan Deniz). Depois de conquistar o público com os primeiros capítulos, a trama ganhará novos episódios no streaming.

Recentemente, a Netflix anunciou um calendário de produções turcas até 2027, e Para Sempre no Meu Coração estava na lista e também teve a 3ª e última temporada confirmada para dezembro.

Cena de Para Sempre no Meu Coração
Foto: reprodução/Dizilah
Relembre a história de Para Sempre no Meu Coração

Süreyya é uma jovem cantora independente que cresceu sem os pais e construiu uma vida sem precisar do controle de ninguém. As coisas mudam quando ela conhece e se apaixona por Faruk Boran, um empresário rico e herdeiro de uma família tradicional e reconhecida em Bursa.

Apaixonados e determinados a se casar, Süreyya se muda para a mansão da família Boran e precisa lidar com os costumes e as tradições da família comandada pela matriarca Esma Sultan. A sogra, acostumada a controlar as decisões dos filhos, não aceita facilmente a chegada da nova nora.

Faruk cumprimentando uma mulher, enquanto Süreyya olha para ele.
Foto: reprodução/Dizilah

A trama familiar, vale lembrar, chegou a concorrer ao Emmy Internacional de Melhor Novela em 2018. A produção, no entanto, não levou o prêmio, que ficou com a portuguesa Ouro Verde. İstanbullu Gelin também disputou a categoria ao lado de outra produção turca, Cesur ve Güzel (tradução livre: Corajosa e Bela).

Atualmente, a Netflix disponibiliza 51 episódios da produção no Brasil. A versão original turca teve 87 capítulos longos, que posteriormente foram divididos em episódios menores para a distribuição internacional.

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Leia também: Plataforma de streaming anuncia Eşref Rüya e calendário turco até 2027, veja cronograma

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Música Notícias

Segunda temporada de Nesse Canto Eu Conto estreia nesta terça

Comandado pela cantora Sandy, o programa terá estrelas como Maiara e Maraísa, Gaby Amarantos e mais

 

A segunda temporada de Nesse Canto Eu Conto, programa exclusivo de Sandy para o canal Multishow, estreia nesta terça (22), às 23h, e contará com a presença da dupla sertaneja Maiara e Maraísa para abrir a nova edição. 

Com uma carreira consolidada na música há décadas, que começou ainda criança com a dupla de sucesso com o irmão, Júnior Lima, Sandy demonstrou bastante desenvoltura e sensibilidade, também, para a apresentação. Em 2025, ano que marcou sua estreia como apresentadora no Multishow, ela recebeu artistas como Ivete Sangalo, Vanessa da Mata, Liniker, Paula Toller e Ana Castela, fazendo o telespectador assistir a conversas pra lá de emocionantes.

Seguindo o mesmo formato da primeira temporada, a cantora e compositora recebe semanalmente uma convidada marcante da música nacional para um bate-papo intimista sobre carreira, vida pessoal, curiosidades, além de uma performance inédita nos palcos. Nomes como Duda Beat, Adriana Calcanhoto, Gaby Amarantos e Luedji Luna já estão confirmados, celebrando a diversidade de estilos.

Sandy Lima
Foto: reprodução/Instagram @sandyoficial/Kelly Fuzaro

Ao todo, a segunda temporada terá cinco episódios gravados. Com direção de Marcia Faria e coprodução do Multishow com a Kromak, cada programa tem cerca de meia hora de duração e vai ao ar toda terça, no mesmo horário, com reprise às quartas, no Canal Bis, às 21h. Assinantes do plano premium do Globoplay também podem reassistir no streaming. 

A atração também é uma oportunidade para os fãs matarem a saudade de Sandy, que anunciou um hiato dos shows em 2024 por tempo indeterminado. Suas últimas apresentações foram nos dias 15 e 16 de junho do mesmo ano, no Espaço Unimed, em São Paulo, para arrecadar fundos ao Rio Grande do Sul e encerrar a turnê. 

Sandy Lima
Foto: Reprodução/BrazilNews/Manuela Scarpa

A volta do programa promete reviver novas emoções!

 

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Leia também: Confira os indicados ao Grammy Latino 2026

 

Texto revisado por Ludimila Rodrigues

 

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Destaques Livros Notícias

Romances cozy, Box Belo Desastre e a continuação de Atraídos pelo Destino são os destaques dos lançamentos de setembro

Mistérios, caubóis sensuais, decepções amorosas e bad boys podem fazer parte da sua primavera! Confira as sinopses dos livros indicados pelo Clube do Entretê

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Cultura turca Entretenimento Novelas Séries

O que esperar da nova dizi Anne Yarısı?

Nova produção da NOW combina drama, romance e conflitos familiares em uma história repleta de segredos e laços de maternidade

Imagem: divulgação/ NOW TV

A produção turca Anne Yarısı acompanha uma mulher que, após perder a irmã Zeren na Alemanha, recebe a responsabilidade de criar a sobrinha Ege. Oito anos depois, os caminhos de Ali (Cihangir Ceyhan) e Zeynep (Burcu Özberk) se cruzam novamente em torno da pequena Ege (Melisa Duru Ünal). Com isso, a história se desloca para a Capadócia, onde os personagens passam a enfrentar conflitos familiares, segredos do passado e uma disputa pela guarda da menina.

A trama, que será exibida pela NOW, na Turquia, tem como principais atores: Cihangir Ceyhan como Ali, protagonista masculino; Burcu Özberk como Zeynep, protagonista feminina; Esra Dermancıoğlu, Yeliz Korkmaz, Merve Şen, Fatih Gühan, Selen Uçer, Melisa Duru Ünal.

Imagem: divulgação/ NOW TV

O drama assinado pela NTC Medya, com Mehmet Yiğit Alp como produtor, Semih Bağcı na direção e roteiro de Melis Civelek, Zeynep Gür e Merve Göntem, acompanha um enredo marcado por luto, segredos familiares, maternidade e disputa pela guarda de uma criança.

A produção promete explorar segredos do passado e grandes sacrifícios feitos, principalmente, pelos protagonistas. O projeto começou a ser divulgado pela imprensa turca em abril de 2026, quando a NTC Medya iniciou as negociações com o elenco.

Naquele momento, já havia sido informado que a narrativa começaria na Alemanha e posteriormente chegaria à Capadócia, explorando diferenças culturais e conflitos familiares. A mudança de cenário durante as gravações é algo a ser citado. A equipe começou a filmar em Izmir, com cenas protagonizadas por Zeynep, e depois seguiu para a Capadócia, região que terá importância central na trama.

Imagem: divulgação/ NOW TV
Você sabia?

O título da série tem um significado ligado à história: Anne Yarısı significa, literalmente, “metade da mãe” e faz referência ao ditado turco “teyze anne yarısıdır”, que pode ser entendido como “a tia é metade da mãe”. A expressão se relaciona diretamente à personagem Zeynep (Burcu Özberk), que assume um papel materno na vida da sobrinha Ege (Melisa Duru Ünal).

A escalação de Burcu Özberk como protagonista foi um dos aspectos que mais chamou atenção durante a divulgação da produção, pois a atriz já estava um período afastada das telas. A dizi tem sua estreia marcada para 22 de setembro (terça), às 20h.

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Leia Também: Filme com Demet Özdemir será exibido no Festival do Rio

 

Texto revisado por Crystal Ribeiro

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Ali Hazelwood anuncia Bad in Bed, novo romance em audiobook

A nova história segue a mesma fórmula que amamos: romances no universo do doutorado e enemies to lovers

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Entretenimento Eventos Música Teatro

“O Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk” chega ao Teatro Arthur Azevedo e leva filosofia, saúde mental e punk rock à Mooca

Após conquistar público e crítica no Festival de Curitiba, espetáculo produzido pela Bife Seco chega pela primeira vez à capital paulista com uma versão renovada da montagem, com humor, fantasia e música 

Depois de conquistar público e crítica na mostra principal do Festival de Curitiba em 2024, “O Fantasma de Friedrich – Uma Pop Ópera Punk” chega pela primeira vez a São Paulo com uma versão renovada da montagem. Criado pela companhia curitibana Bife Seco, o espetáculo cumpre temporada de 3 a 13 de setembro no Teatro João Caetano e de 17 de setembro a 3 de outubro no Teatro Arthur Azevedo, em São Paulo. Apresentado pelo Ministério da Cultura e Petrobras, o musical reúne 15 artistas em cena e combina humor ácido, fantasia, punk rock e teatro musical para abordar, de forma sensível e original, temas como saúde mental, solidão, amadurecimento e a busca por sentido. Os ingressos já estão à venda pela Sympla.

A trama acompanha Alana, uma jovem que vive em uma instituição de saúde mental e busca pela irmã desaparecida. Durante essa jornada, ela encontra um improvável aliado: o fantasma do filósofo Friedrich Nietzsche. A partir desse encontro, a montagem constrói uma narrativa que mistura realidade e fantasia para discutir os desafios da juventude e da construção da própria identidade.

No palco, dez atores dão vida ao universo criado pela companhia, interpretando personagens que transitam entre a realidade e a fantasia. O elenco é formado por Laura Binder (Alana), Kauê Persona (Fantasma), Sávio Malheiros (Adolfo), Amanda Nicolau Schubert (Lucy Fernanda), Helen Tormina (Elisângela), Cezar Rocafi (Edi), Henrique Augusto (Abel), Mo Amaral (Lídia), Laís Cristina (Samuel/Sofia) e Emanuel Bill (Christopher), compondo uma galeria de figuras que conduz o público por uma jornada marcada por humor, emoção e reflexões sobre a condição humana.

Em um momento em que grande parte dos musicais em cartaz nasce de adaptações, biografias ou franquias de sucesso, “O Fantasma de Friedrich” aposta em uma história completamente original, criada especialmente para os palcos brasileiros. Longe de tratar a filosofia como uma aula ou a saúde mental de forma didática, utiliza esses elementos para construir uma narrativa que dialoga especialmente com os dilemas da juventude. O resultado é uma obra inédita no teatro musical brasileiro, capaz de equilibrar emoção, irreverência e reflexão sem abrir mão do entretenimento. O próprio subtítulo “Pop Ópera Punk” traduz essa proposta: uma linguagem acessível e contemporânea, a grandiosidade do teatro musical e a energia contestadora do punk reunidas em um mesmo espetáculo.

A origem do espetáculo está diretamente ligada à trajetória pessoal do diretor, dramaturgo e idealizador Dimis, que encontrou na literatura e na filosofia um caminho para atravessar um período de depressão vivido na juventude. Em vez de reproduzir essa vivência de maneira autobiográfica, ele optou por transformá-la em uma história capaz de dialogar com diferentes gerações.

“O espetáculo fala muito sobre juventude, sobre a beleza e o caos do início da vida adulta. Nietzsche nunca me ofereceu respostas prontas, mas me ensinou que o sofrimento também faz parte da trajetória e que cada pessoa precisa construir o próprio caminho. Foi dessa inquietação que nasceu a peça”, afirma.

Essa abordagem também orientou todo o processo de criação. Sem recorrer a fórmulas ou soluções fáceis, a montagem aposta no humor, na música e na fantasia para aproximar o público de temas frequentemente cercados por estigmas. A trilha sonora original, já disponível nas plataformas digitais, foi composta por Enzo Veiga e transita entre punk rock, pop, rock alternativo e referências operísticas, enquanto a cenografia e os figurinos acompanham a transformação emocional vivida pelos personagens, ampliando a atmosfera fantástica que invade o palco ao longo da narrativa.

A temporada paulistana marca uma nova etapa para o espetáculo. Desde a estreia em Curitiba, a companhia continuou desenvolvendo a obra a partir da experiência acumulada em cena e da resposta do público. A identificação com a montagem ficou evidente nas conversas após as apresentações, quando espectadores passaram a compartilhar com a equipe relatos pessoais sobre saúde mental, amadurecimento e os desafios da juventude. A versão que chega à capital traz ajustes de dramaturgia, novas soluções cênicas, além de atualizações em cenários, figurinos e iluminação, preservando a essência da história, mas aprofundando sua construção narrativa.

“A estreia nunca representa o fim do processo criativo. O teatro continua sendo escrito no encontro com o público. São Paulo receberá a versão mais madura que já fizemos de ‘O Fantasma de Friedrich’. Conseguimos refinar a narrativa sem perder aquilo que sempre esteve no coração da obra: falar sobre emoções humanas de forma honesta e acolhedora”, destaca Dimis.

Sobre a Bife Seco

Fundada em Curitiba há 15 anos, a companhia Bife Seco desenvolve uma pesquisa voltada ao teatro musical autoral brasileiro e à criação de universos inéditos, personagens originais e histórias conectadas ao presente. Em vez de adaptar obras conhecidas, a companhia aposta em dramaturgias próprias e em uma linguagem que aproxima referências populares e eruditas para construir uma identidade artística singular. A chegada de “O Fantasma de Friedrich” a São Paulo representa não apenas a primeira temporada do espetáculo na cidade, mas também a consolidação de uma trajetória construída fora do eixo Rio–São Paulo, reafirmando a força da produção musical brasileira realizada em diferentes regiões do país.

“Sempre acreditamos que era possível construir um grande musical brasileiro a partir de Curitiba, sem abrir mão da nossa identidade. Chegar a São Paulo representa um passo importante nessa trajetória. Espero que o público saia do teatro com a sensação de ter descoberto uma obra diferente de tudo o que imaginava encontrar em um musical nacional”, conclui o diretor.

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Um dos maiores nomes da dança brasileira, Thiago Soares retorna ao Rio com sua “Carmem”

Artista de trajetória consagrada nos principais palcos internacionais apresenta, nos dias 17 e 19 de setembro, sua releitura latino-americana do clássico de Georges Bizet

Um dos artistas brasileiros mais celebrados da dança internacional, Thiago Soares retorna aos palcos do Rio de Janeiro com “Carmem”, releitura do clássico de Georges Bizet criada para a Cia. de Dança Thiago Soares. Nos dias 17 e 19 de setembro, às 20h, no Teatro Multiplan, no VillageMall, o bailarino, coreógrafo e diretor artístico apresenta uma montagem que aproxima a personagem do universo latino-americano e combina a técnica clássica à dança contemporânea, às linguagens urbanas e à teatralidade. As duas apresentações contarão com a participação especial de Sasha De Sola, primeira bailarina do San Francisco Ballet, em sua estreia no Brasil. Os ingressos estão à venda pela Sympla.

Conhecida por atravessar gerações como símbolo de desejo, sensualidade e insubmissão, Carmem ganha novos contornos nesta versão. Mais do que a mulher fatal perpetuada pelo imaginário em torno da obra, ela surge como uma mulher consciente de suas escolhas, que se recusa a estabelecer suas relações a partir da ideia de posse. É essa liberdade, e o preço cobrado por ela, que conduz a narrativa.

A relação entre Carmem e José concentra o principal conflito da montagem. O que começa pelo desejo e pela paixão se transforma com a chegada do ciúme, do controle e da tentativa de determinar a liberdade do outro. Ao deslocar o foco da história, Thiago propõe uma leitura atual sobre a diferença entre amar alguém e acreditar que esse amor concede o direito de posse.

“Carmem sempre me interessou pela força da personagem e, principalmente, pelo que ela representa: liberdade, desejo e a recusa em pertencer a alguém. É uma obra muito conhecida, mas justamente por isso me interessava encontrar uma maneira de contá-la a partir do meu olhar e do nosso tempo. Minha intenção nunca foi simplesmente remontar um clássico, mas utilizar essa história como ponto de partida para construir uma linguagem própria”, afirma.

A música de Bizet permanece como um dos pilares da criação, mas a montagem não pretende reproduzir uma Espanha tradicional nem transportar literalmente a ópera para a dança. A narrativa se aproxima da América Latina, ganha características brasileiras e passa pela experiência dos corpos que estão em cena. O vocabulário clássico convive com uma movimentação mais contemporânea, física e teatral, na qual os encontros, as tensões e os conflitos entre os personagens também constroem a dramaturgia.

Esse encontro entre a técnica clássica, as linguagens urbanas e a teatralidade acompanha Thiago desde o início de sua história com a dança. Nascido em São Gonçalo e criado no Rio de Janeiro, ele começou pela dança de rua e pelo hip-hop antes de chegar ao balé clássico, aos 15 anos, no Centro de Dança Rio. Dois anos depois, já integrava o corpo de baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 2001, conquistou a medalha de ouro no Concurso Internacional de Ballet de Moscou, resultado que projetou seu nome internacionalmente.

Em 2002, ingressou no The Royal Ballet, em Londres, e, quatro anos depois, alcançou o posto de Principal Dancer, posição máxima dentro de uma das companhias mais prestigiadas do mundo. Durante sua trajetória no grupo britânico, interpretou personagens centrais de obras como “Romeu e Julieta”, “O Lago dos Cisnes”, “Giselle”, “A Bela Adormecida”, “Manon”, “Mayerling” e “Onegin”, além de participar de processos criativos com alguns dos principais nomes da dança internacional. Em 2004, recebeu o prêmio de Outstanding Male Artist na categoria clássica do Critics’ Circle National Dance Awards, no Reino Unido.

A participação especial de Sasha De Sola, primeira bailarina do San Francisco Ballet, marca também sua estreia nos palcos brasileiros. Integrante da companhia norte-americana desde 2007, ela foi promovida a Principal Dancer em 2017 e, três anos depois, recebeu o título de Diane B. Wilsey Principal Dancer. Em seu repertório estão personagens centrais do balé clássico e contemporâneo, como Aurora, de “A Bela Adormecida”, e Kitri, de “Dom Quixote”, além de obras como “O Lago dos Cisnes”, “Giselle”, “Romeu e Julieta”, “O Quebra-Nozes” e “Onegin”. Sua presença em “Carmem” promove o encontro entre artistas com carreiras construídas em duas das mais prestigiadas companhias de dança do mundo. 

A rotina de Thiago ao longo desses anos consolidou não apenas sua técnica, mas sua compreensão sobre a construção de uma carreira. Ao retornar ao Brasil, o artista passou a direcionar essa experiência também para a criação coreográfica, a direção artística e a formação de outros bailarinos.

“Depois de tantos anos construindo minha carreira fora, comecei a sentir uma necessidade muito grande de devolver ao Brasil parte de tudo o que a dança me proporcionou. Voltar não significava encerrar minha trajetória internacional, mas iniciar um novo capítulo, no qual eu pudesse compartilhar experiência, criar e contribuir para o desenvolvimento de outros artistas”, explica.

A Cia. de Dança Thiago Soares nasceu, em 2025, desse novo momento. Com sede na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, o grupo mantém uma rotina de aulas, preparação técnica, ensaios e criação de repertório, além de desenvolver um trabalho voltado à profissionalização de jovens talentos. A escolha dos bailarinos não se limita à execução: considera musicalidade, personalidade, presença cênica e disponibilidade para transitar entre diferentes qualidades de movimento. A técnica clássica sustenta o trabalho, mas dialoga com a dança contemporânea, as linguagens urbanas e a cultura brasileira na construção de uma identidade própria.

“Continuo sendo bailarino e continuo querendo estar no palco, mas hoje existe também uma responsabilidade e um desejo muito fortes de abrir caminhos, formar artistas e ajudar a construir novas possibilidades para a dança no Brasil”, diz Thiago.

Depois da temporada carioca de “Carmem”, a companhia pretende ampliar a circulação de seu repertório, estabelecer intercâmbios com outros artistas e instituições e fortalecer sua estrutura de trabalho no Rio de Janeiro. Entre os projetos em desenvolvimento está uma montagem de “O Quebra-Nozes”, produção que amplia a atuação do grupo e dá continuidade ao projeto de construir, no Brasil, uma companhia capaz de dialogar com a dança produzida no mundo sem abrir mão de sua identidade.

SERVIÇO:

“Carmem” | Cia. de Dança Thiago Soares

Temporada: 17 e 19 de setembro, às 20h
*Sessões com participação especial de Sasha De Sola
Local: Teatro Multiplan – VillageMall
Endereço: Avenida das Américas, 3.900 – Barra da Tijuca – Rio de Janeiro/RJ
Ingressos: a partir de R$ 110
Vendas: Sympla |https://bileto.sympla.com.br/event/125507

Duração: 80 minutos
Classificação etária: livre

Concepção, direção e coreografia: Thiago Soares
Convidada especial: Sasha De Sola

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Texto revisado por Crystal Ribeiro

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