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Confira o novo pôster de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito

Filme chega aos cinemas brasileiros no dia 11 de setembro 

Para aumentar a expectativa dos fãs, foi divulgado um novo pôster do filme Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito. O destaque desta vez é a batalha entre Zenitsu e Kaigaku. Os ingressos para a pré-venda já estão disponíveis, e a estreia está marcada para o dia 11 de setembro no Brasil e em outros países da América Latina.

O filme estreou no Japão no dia 18 de julho e quebrou recordes de bilheteria no final de semana de sua estreia. Com quatro dias de exibição, se tornou o segundo filme com a maior bilheteria de 2025 no Japão. Além disso, também superou os recordes do longa-metragem anterior da franquia, Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – The Movie: Mugen Train.

A produção é o primeiro filme da trilogia que vai encerrará a história do anime. Na trama, enquanto os membros do Esquadrão de Caçadores de Onis e os Hashiras realizavam um programa de treinamento em grupo, chamado Treinamento dos Hashiras, em preparação para a iminente batalha contra os demônios, Muzan Kibutsuji, líder dos onis, aparece na Mansão Ubuyashiki. 

Com o chefe do Esquadrão de Caçadores de Onis em perigo, Tanjiro e os Hashiras correm para o quartel-general, mas são lançados em uma queda infinita para um espaço misterioso pelas mãos de Kibutsuji. 

O local onde eles foram levados é a fortaleza dos demônios, o Castelo Infinito. Assim, o campo de batalha está definido, dando início ao confronto final entre o Corpo de Extermínio de Demônios e os onis.

Confira o novo pôster:
Pôster demon slayer
Imagem: divulgação/Crunchyroll

Tanto no trailer quanto no pôster, Zenitsu aparece mais sério do que nunca. Apesar de ser sempre energético e escandaloso, ele não está mais para brincadeiras. Isso acontece porque tanto ele quanto Kaigaku foram discípulos de Jigoro Kuwajima, o antigo Hashira do Trovão. 

Por ter medo da morte e por ambição, Kaigaku decidiu se tornar um oni, traindo seu mestre e todo Corpo de Exterminadores de Demônios. Agora, Zenitsu quer derrotá-lo para honrar seu professor. E será na telona que veremos algo raro: uma luta entre dois usuários da Respiração do Trovão!

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Leia também: JUJUTSU KAISEN: confira o trailer e a data de lançamento da nova temporada

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Cultura asiática Notícias

ROCKY retorna ao Brasil para um único show

Confira mais informações da apresentação do artista sul-coreano 

O cantor ROCKY vai fazer um show único no Carioca Club, em São Paulo, no dia 7 de setembro. Os ingressos já estão disponíveis para compra na Pixel Ticket e também presencialmente no restaurante Mr. Jin (Rua Humberto I, 94 – Vila Mariana, SP).

Confira mais informações sobre o evento:

Local do evento: Carioca Club – Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Metrô Faria Lima, São Paulo

Ingressos disponíveis:

PISTA

  • R$ 290 (inteira)
  • R$ 145 (meia entrada) 

VIP

  • R$ 590 (inteira)
  • R$ 295 (meia entrada) 

MEZANINO

  • R$ 490 (inteira)
  • R$ 245 (meia entrada) 

BRONZE (Área VIP + Hi Touch + Photocard Exclusivo)

  • R$ 690 (inteira)
  • R$ 345 (meia entrada) 

SILVER (Área VIP + Foto em grupo com 5 pessoas + Soundcheck + Hi Touch + Photocard Exclusivo)

  • R$ 1.190 (inteira)
  • R$ 595 (meia entrada) 

GOLD (Área VIP + Foto individual + Pôster autografado + Soundcheck + Hi Touch + Photocard Exclusivo)

  • R$ 1.590 (inteira)
  • R$ 795 (meia entrada) 

Meia Entrada
Conforme a Lei Federal 12.933/2013 e o Decreto 8.537/2015, têm direito à meia entrada:

– Estudantes com carteirinha estudantil válida (CIE ou DNE);
Pessoas com deficiência e um acompanhante, se necessário;
– Idosos (60 anos ou mais);
– Jovens de 15 a 29 anos inscritos no CadÚnico;
– Professores da rede estadual de ensino de São Paulo.

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Leia também: Entrevista | YOUNITE fala sobre debut, shows no Brasil e projetos futuros

 

Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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Cultura turca Notícias Séries

Lembranças de um Amor: série com Hande Erçel e Barış Arduç já está disponível no Brasil

Os oito episódios da trama turca, que estreou hoje (3) no país, podem ser assistidos com exclusividade em streaming

 

Notícia maravilhosa para a diziland! Lembranças de um Amor (Aşkı Hatırla, 2025), produção turca protagonizada por Hande Erçel e Barış Arduç, estreou hoje (3) no Brasil. Os oito episódios da série, lançada na Turquia em junho deste ano, já estão disponíveis com exclusividade no Disney+ BR.

Confira o pôster em português a seguir:

Foto pôster Lembranças de um Amor.
Foto: reprodução/Disney+ Brasil

Veja o trailer abaixo: 

Sinopse

A trama, que é a segunda parceria dos atores, apresenta Güneş (Hande Erçel) e Deniz (Barış Arduç), um casal que se encontra por acaso após uma separação, trazendo à tona um sentimento que acreditavam ter ficado no passado.

Quando ambos esquecem de cancelar uma viagem anteriormente marcada para a Capadócia, eles se reencontram. Mesmo relutantes, os dois embarcam nessa jornada, permitindo revisitar as memórias e sentimentos que um dia os uniram. Envolvidos pelas paisagens deslumbrantes da região, o antigo casal começa a redescobrir o amor, vivendo uma experiência transformadora e emocionante.

Foto Lembranças de um Amor.
Foto: reprodução/Instagram @disneyplustr
Equipe

A produção da O3 Medya em parceria com Saner Ayar, tem roteiro de Ahmet Vatan e foi escrita e dirigida por Özgür Önurme.

Feyyaz Şerifoğlu, Başak Gümülcinelioğlu, Alper Saldıran, Melis Minkâri, Sezin Akbaşoğulları e Fatih Al completam o elenco da série.

Foto Lembranças de um Amor.
Foto: reprodução/Instagram @disneyplustr

 

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Leia também: Aşk ve Gözyaşı: primeiras imagens dos bastidores da dizi com Hande Erçel e Barış Arduç

 

Texto revisado por Gabriela Fachin @gabrieladfachin

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Música Notícias

Entrevista | Desirée, brasileira do grupo global Now United, fala sobre carreira e representatividade

A artista cresceu na Zona Norte de São Paulo e hoje representa o Brasil no primeiro grupo pop global do mundo

Em uma entrevista exclusiva ao Entretetizei, a brasileira de 20 anos abriu o coração e relembrou momentos de sua trajetória artística, que começou ainda na infância.

Nascida no Jardim Brasil, na zona norte de São Paulo, Desirée sempre esteve ligada à música e à dança. Com carisma e talento marcantes, ela foi conquistando espaço no cenário artístico até alcançar um dos maiores sonhos de sua vida.

Desirée, que sempre demonstrou sua paixão pela música e especialmente pelo samba, tem levado isso consigo por onde vai. Cresceu em ambiente familiar musical: seus pais, especialmente o pai, e os avós tinham uma vasta coleção de vinis, CDs e DVDs, e havia músicos na família. Em 2018, ela participou do Jovens Talentos no programa Raul Gil.

No dia 1º de junho de 2023, ela foi anunciada como vencedora do reality NOW UNITED: New Dreams, competição que buscava novos talentos para integrar o grupo. Desde então, ela carrega a responsabilidade e o orgulho de representar o Brasil em um dos projetos musicais mais inovadores da atualidade.

Foto: reprodução/Instagram @NowUnited

Em 2024, ela lançou seu projeto autoral em seu canal no YouTube, Laje Sessions, com versões de músicas como Baby 95 (Liniker), O Que É o Amor (Arlindo Cruz, Maria Rita) e Sem Filtro (IZA) em colaboração com o artista pop, Washington Duarte.

Durante nossa conversa, Desirée revelou como é ser uma jovem negra e brasileira conquistando espaço em um grupo pop global. Com sua voz, dança, carisma e presença de palco, ela compartilhou a importância da representatividade e como suas raízes influenciam cada passo da sua carreira.

Entretetizei: Você cresceu na Zona Norte de SP e hoje representa o Brasil em um grupo global. Já teve aquele momento em que pensou: “eu sou a inspiração de alguém”? O que isso desperta em você?

Desirée: Já pensei muito nisso, mas a ficha só caiu recentemente. Às vezes é difícil de assimilar que sou uma referência para algumas pessoas porque quando me olho no espelho, apesar de estar mais madura, ainda vejo a mesma garota que nasceu e cresceu no Jardim Brasil, sabe? Muitas pessoas me inspiraram a ser quem eu sou hoje. Saber que eu posso estar inspirando pessoas iguais a mim faz com que todo o meu trabalho seja um círculo perfeito.

E: Desirée, pensando só em você mesma, fora de qualquer contexto profissional, o que te faz sentir mais você? Aquela coisa, gesto ou hábito que ninguém mais vê, mas que define quem você é de verdade?

D: É bem clichê, mas eu amo estar com a minha família. Tudo parece fazer mais sentido em uma tarde de domingo onde eu sou só a filha da Cintia e do Dédo. As vezes eu sinto que todo o meu trabalho (e a minha ausência por causa dele) é para que, no final, eu consiga ter cada vez mais conforto nesses momentos preciosos onde sou apenas eu junto com as pessoas que me trouxeram até aqui.

E: Muita gente te conheceu no Now United, mas antes disso você já cantava, dançava, e até participou de programas como Raul Gil. O que te motivava a continuar acreditando, mesmo nos momentos mais difíceis?

D: Sendo bem sincera, desde pequena sempre tive esse sentimento de que as coisas dariam certo pra mim. Não sei explicar, desde que eu me lembro, sempre senti essa conexão com a arte dentro do meu coração. A sensação é de como se eu tivesse um imã no meu peito que atrai as coisas que eu sempre sonhei. Obviamente, nada é constante, então as vezes é difícil me manter firme; nesses momentos eu tenho a minha família e meus amigos me lembrando de todas as coisas que consegui alcançar antes de completar 20 anos, e me mostrando coisas que muitas vezes não consigo enxergar com os meus próprios olhos.

E: Como jovem negra, você se tornou uma inspiração para muitos jovens, especialmente aqueles que sonham em seguir carreira artística. O que essa representatividade significa pra você no dia a dia?

D: Essa é uma boa pergunta, muitas vezes já me peguei lendo comentários questionando minha personalidade e de onde eu venho, e durante muito tempo pensei se deveria ou não mudar isso. Ser uma mulher negra faz parte de quem eu sou e isso inclui todos os aspectos da minha formação como pessoa, artista e cidadã. Todas as minhas vivências têm esse recorte e por isso faço questão de reforçar quem sou e de onde vim em todos os lugares que piso, porque sei que pra pessoas que se parecem comigo e que vem de lugares parecidos com o de onde venho, as coisas são mais difíceis. Mas quero que as pessoas saibam que nada é impossível. Todos os lugares podem ser nossos espaços também.

E: O que você gostaria de dizer para as pessoas que acompanharam sua jornada desde o New Dreams e que estão com você nessa nova fase da sua carreira?

D: Para todos que estão aqui desde que tudo começou, gostaria de agradecer pela lealdade e por acreditarem em mim desde o início. Vocês não fazem ideia do quanto me ajudaram nessa jornada de adaptação a uma vida completamente diferente. Acredito que estamos prestes a entrar em uma fase linda onde vamos conseguir aproveitar e colher os frutos de todo o trabalho dos últimos dois anos. Eu amo vocês.

Atualmente, Desirée tem se preparado para a turnê mundial Now or Never Tour. A série de shows com passagem pelo Brasil celebra o aguardado reencontro entre membros atuais e ex-integrantes, com direito a hits, novidades e uma superprodução que promete emocionar os fãs.

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Leia também: Entrevista | ARrC fala sobre o novo álbum, conquistas e o apoio dos fãs brasileiros

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Ruth de Souza, Lázaro Ramos e mais nos lançamentos da Intrínseca de setembro

Obras infantis que exaltam a negritude e fantasias épicas também chegam às livrarias

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(Des)controle, com Carolina Dieckmann, é selecionado para o Festival do Rio 2025

Longa explora os impactos da dependência do álcool e tem sua estreia prevista para novembro

O filme (Des)controle, dirigido por Rosane Svartman e Carol Minêm, terá sua primeira exibição para o público no Festival do Rio 2025, que acontece de 2 a 12 de outubro. Protagonizado por Carolina Dieckmann e com grande elenco, com nomes como Caco Ciocler, Júlia Rabello, Irene Ravache e Daniel Filho, o longa foi selecionado para a mostra Première Brasil: Hors Concours e será apresentado fora de competição.

A produção acompanha a escritora Kátia Klein (Carolina Dieckmann) em um momento turbulento na vida e na carreira. Sobrecarregada e em busca de um alívio, Kátia volta a beber após um período de 15 anos de sobriedade, mas vai de uma simples taça de vinho ao total descontrole, regredindo à dependência. 

Isso tudo acontece ao mesmo tempo em que administra o acúmulo das demandas de seus dois filhos e de seus pais. “As pessoas podem esperar uma Carolina em carne viva”, disse a atriz sobre seu papel no longa.

(Des)controle tem argumento de Iafa Britz, roteiro assinado por Felipe Sholl e Iafa Britz, com colaboração de Bia Crespo e Gabriel Meyohas, e supervisão de Rosane Svartman. O filme é um drama envolvente, com pitadas de humor que busca discutir o alcoolismo e mostrar a vida como ela é.

Com previsão de estreia para 13 de novembro nos cinemas nacionais, contando com investimento do FSA, é uma produção da Migdal Filmes em coprodução com a Sony Pictures e com a Elo Studios, que também farão a distribuição.

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Leia também: Jesuíta Barbosa: conheça o ator por trás de Ney Matogrosso no filme Homem com H

Texto revisado por Ketlen Saraiva

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Música Notícias Resenhas

Crítica | Sabrina Carpenter brinca com estilos musicais em seu novo álbum

Em 12 faixas, o álbum vai do country ao pop dos anos 80 e se consolida como sequência de Short n’ Sweet

Sabrina Carpenter, que foi confirmada como uma das headliners do Lollapalooza 2026, abalou o mundo pop com o lançamento de seu sétimo álbum de estúdio, Man’s Best Friend, na última sexta-feira (29/08).

O álbum gerou grande expectativa considerando que o álbum anterior, Short n’ Sweet, lançado em 2024, contou com hits que alcançaram resultados extraordinários, como Espresso, que chegou ao 3º lugar na Billboard Hot 100, e deu à loirinha a primeira vitória no VMA na categoria de Música do Ano e a primeira indicação ao Grammy deMelhor Performance Pop Solo, além de Please, Please, Please e Taste.

Man’s Best Friend conta com 12 faixas, compostas pela cantora, que fazem do projeto uma sequência perfeita de Short n’ Sweet. Neste álbum, Sabrina segue utilizando a ironia ao falar de suas frustrações com os homens, como visto em Manchild, e o sexo volta a ser abordado de forma explícita e melódica, a exemplo do single Tears.

Assim como Short n’ Sweet, este álbum possui referências do country, como pode ser observado em músicas como Go Go Juice, e pop dos anos 80 em We Almost Broke Up Again Last Night e Goodbye, nas quais é possível observar referências de ABBA.

Foto: reprodução/Pop line

O álbum mostra o talento de Sabrina como compositora, conseguindo transitar entre diversos estilos musicais, abordando temas diversos, principalmente os relacionados a sexo de forma inusitada e divertida. Além disso, as faixas traduzem sua grande potência vocal, como pode ser visto na balada Sugar Talking e em When Did You Get Hot?.

Contudo, o projeto perde força em algumas faixas que se tornam monótonas e desinteressantes, como é o caso de Nobody’s Son, Never Getting Laid e Don’t Worry I’ll Make You Worry.

Algumas faixas do álbum foram co-escritas ou produzidas por Jack Antonoff, compositor que ficou famoso pela parceria com Taylor Swifit, Amy Allen, uma das responsáveis pelo hit Espresso, e John Ryan, que está por trás de outros hits de Carpenter, como Taste e Feather.

No geral, Man’s Best Friend reforça o talento de Sabrina e prova que a loirinha vai se manter no topo das paradas pop por mais um ano.

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Leia também: Confira o line-up completo da edição de 2026 do maior festival do ano em SP

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Ainda Estou Aqui ganha o prêmio de Melhor Filme do Ano pela crítica internacional

Criado há 25 anos, o Grand Prix FIPRESCI será entregue pela primeira vez a um longa-metragem brasileiro

Um ano após a sua estreia mundial no Festival de Veneza, onde recebeu o prêmio de Melhor Roteiro, Ainda Estou Aqui foi escolhido como o Melhor Filme do Ano na votação da Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (FIPRESCI, sigla em francês), formada por profissionais de 75 países.

Desde a criação do prêmio em 1999, a FIPRESCI nunca havia concedido seu Grand Prix a um filme brasileiro, embora Walter Salles já tenha sido reconhecido pela organização em 2018, com o Prêmio pelo Conjunto da Obra (dedicado a realizadores latino-americanos). Em janeiro deste ano, Ainda Estou Aqui recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem Internacional.

Foto: reprodução/Agência Brasil

Com o Grand Prix FIPRESCI, o longa soma 61 prêmios nacionais e internacionais, incluindo o Oscar de Melhor Filme Internacional e o Globo de Ouro de Melhor Atriz em Filme de Drama, para Fernanda Torres. Além disso, Ainda Estou Aqui também foi selecionado para mais de 50 festivais no Brasil e no exterior.

Baseado no livro biográfico homônimo de Marcelo Rubens Paiva, Ainda Estou Aqui retrata o Rio de Janeiro do início dos anos 70, durante a Ditadura Militar, sob a perspectiva da família Paiva: Rubens (Selton Mello), Eunice (Fernanda Torres e Fernanda Montenegro) e seus cinco filhos. Quando Rubens, opositor ao regime, é levado por militares, Eunice começa uma busca pela verdade sobre o destino de seu marido enquanto tenta cuidar sozinha de seus filhos.

Confira o trailer do longa abaixo:

O Grand Prix FIPRESCI 2025 foi decidido através de uma enquete online entre 739 membros da centenária associação e será entregue a Walter Salles na sessão de abertura do 73º Festival Internacional de Cinema de San Sebastián, no dia 19 de setembro.

 

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Leia também: Clássico Dona Flor e Seus Dois Maridos retorna às telonas em versão remasterizada

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura @_itsbrinis

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Jogos Vorazes e o povo apalache: conheça a história real que inspirou a saga

​​Entre a poeira de carvão e a rebelião fracassada, Jogos Vorazes eterniza a história e o legado de uma população marginalizada dos Estados Unidos

Lançado em 2008, o mundo pós-apocalíptico de Jogos Vorazes foi um dos responsáveis por popularizar o sub gênero da literatura distópica entre jovens leitores durante os anos 2010. Na obra, após uma crise ecológica provocar guerras por recursos, somos apresentados à Panem, uma nação construída sobre as ruínas dos Estados Unidos e formada por 12 distritos e pela Capital, um governo fascista que controla esses distritos.

Cerca de 74 anos antes do início do primeiro livro, depois de uma tentativa fracassada de rebelião contra esse governo totalitário, a Capital criou os Jogos Vorazes como penitência para garantir a manutenção de seu controle. Assim, todos os anos, cada um dos 12 distritos deve entregar dois tributos, uma menina e um menino entre 12 e 18 anos sorteados em uma cerimônia chamada de colheita, que então são levados para lutar até a morte em uma arena até que somente um sobreviva.

É a partir dessa premissa que conhecemos Katniss Everdeen, uma jovem que vive no Distrito 12, o menor e mais pobre de Panem. Com 16 anos, Katniss sobe ao palco do Edifício de Justiça para assumir o lugar de sua irmã na colheita para o 74º Jogos Vorazes.

Cena de Jogos Vorazes
Foto: reprodução/Collider

Em todas as colheitas, que seguem um ritual bastante rígido, os prefeitos de cada distrito recontam a história de Panem como essa grande nação que trouxe prosperidade e ordem à região, mas que, mesmo assim, foi vítima da ingratidão do próprio povo, que ergueu-se contra a Capital.

Por isso, os Jogos são justificados como um “lembrete anual de que os Dias Sombrios jamais devem se repetir” (os Dias Sombrios referem-se aos anos de conflito que seguiram o levante popular), de forma que a memória da rebelião fracassada se torna uma cerimônia sádica de reafirmação de controle e vingança, certificando que a população não se esqueça os riscos de se opor ao governo.

Sob a perspectiva de Katniss, Suzanne Collins compôs uma trilogia que tematiza os limites morais de uma rebelião e as distorções ideológicas da propaganda. A popularidade internacional de Jogos Vorazes, contudo, faz com que leitores de fora dos Estados Unidos percam algumas referências históricas regionais, como as alusões ao povo apalache, cujo passado inspirou a caracterização do Distrito 12. Por isso, nesta matéria especial do Entretê, vamos conhecer a história dessa população marginalizada que ajudou Collins a criar alguns dos personagens mais queridos da saga.

Povo apalache e os paralelos com o Distrito 12

Ainda que tenha sonoridade indígena (e possa ser confundido com a etnia indígena apache), os apalaches não são um povo originário, mas sim os caipiras (hillbilly) estadunidenses que vivem na região das montanhas Apalache. Estamos acostumados a conhecê-los através dos estigmas que os rotulam como um povo simples de baixa escolaridade, conservador, violento (armamentista) e até sujo em algumas representações, à semelhança do personagem brasileiro Jeca Tatu criado por Monteiro Lobato.

Recentemente, o filme Era Uma Vez Um Sonho (2020), estrelado por Amy Adams e Glenn Close, centralizou a história de mulheres apalache, mesmo que também cheio de estereótipos.

Foto: reprodução/Netflix

Mas esses estereótipos têm raízes históricas, que são referenciadas em Jogos Vorazes.

Em Panem, cada um dos 12 distritos é responsável pela produção de um recurso que deve ser enviado à Capital – o Distrito 3, por exemplo, é responsável pela produção tecnológica e eletrônica, enquanto ao Distrito 8 é atribuída a produção têxtil e assim por diante. O Distrito 12, de onde parte nossa heroína, é encarregado da mineração de carvão, e a partir daí já se revelam muitos diálogos com a história.

A região da Apalachia, que nomeia a população, é uma área montanhosa dos Estados Unidos que percorre grande parte do oeste do país, passando por 13 estados desde o noroeste do Mississippi até o sul de Nova York, conforme ilustrado no mapa abaixo:

Foto: reprodução/Research Gate/Kirk Hazen

No final do século XIX, essa região recebeu muitos imigrantes (sendo a maioria de origem escocesa e irlandesa) e ex-escravizados devido à promessa de trabalho nas minas de carvão, que se estabeleciam principalmente na Pensilvânia e na Virgínia Ocidental. Logo nos capítulos iniciais de Jogos Vorazes, Katniss diz diretamente que o Distrito 12 ocupa a região que, antes de todas as guerras e caos ecológico, era conhecida como Apalachia, e que as minas do distrito eram muito profundas porque era um local em que “centenas de anos antes” já se minerava carvão.

No mapa abaixo, contornadas em vermelho, vemos as Montanhas Apalache, e as regiões de mineração de carvão nos Estados Unidos em marrom:

Foto: reprodução/Research Gate/Florian Egli, Nicolas Schmid e Tobias Schmidt

Em Jogos Vorazes, o trabalho nas minas é descrito sempre de forma muito precária, com muitos mortos (como o pai de Katniss) ou mutilados em acidentes devido a falta de segurança e de instalações e equipamentos adequados.

Ainda por cima, mesmo sendo responsáveis pela extração, os moradores do Distrito 12 não tinham acesso à grande maioria do carvão que coletavam e, conforme ficamos sabendo em Amanhecer na Colheita (2025), os mineradores eram pagos com um dinheiro que só podia ser usado em comércios específicos sancionados pela Capital, deixando de fora muitas lojas e empreendimentos dos residentes.

Todos esses detalhes são inspirados nas condições reais que os imigrantes encontraram nas minas de carvão do século XIX. Eles não tinham direitos, trabalhavam de forma insalubre, sofriam acidentes regularmente e ganhavam salários irrisórios pagos em moedas locais, que só podiam ser usadas nos comércios geridos pelos donos das minas, que também eram os donos de suas casas.

Foto: reprodução/Smithsonian Magazine

Como era uma região com muitas pessoas pobres, era também uma região bastante negligenciada pelo governo dos Estados Unidos, de modo que grande parte da população da Apalachia não tinha acesso à educação e ficava muitas vezes de fora dos processos de modernização que aconteciam no resto do país. O termo white trash, ou lixo branco, inclusive, que nomeia pessoas brancas pobres de colarinho azul (responsáveis por trabalho braçal), é frequentemente usado para descrever essa população.

Esse contexto nos permite entender que a educação foi, por muitos anos, negada ao povo apalache. Ainda que as últimas décadas tenham visto um aumento, os níveis de escolaridade na Apalachia passaram muito tempo abaixo da média nacional, com consequências materiais que atravessam gerações.

É interessante refletir como a própria ideia de serem conservadores também é consequência de terem, por muito tempo, sido isolados do resto do país, de forma que o orgulho da identidade apalache se associou à rejeição do que vinha de fora, porque muitas vezes era um processo impositivo, de cima para baixo.

Ainda que possam passar despercebidos para nós, esses termos e estereótipos usados para referenciar o povo apalache são muito comuns na mídia. Em Silêncio dos Inocentes (1991), por exemplo, vemos o personagem de Hannibal (Anthony Hopkins) dizer à agente Clarice (Jodie Foster) que ele enxerga como, apesar dela tentar apagar o sotaque da Virgínia Ocidental e se vestir bem, Clarice ainda é white trash, e ele até pergunta se o pai dela era um minerador de carvão. Veja a cena no vídeo abaixo, a partir do minuto 4:34:

Os moradores do Distrito 12 são frequentemente vistos através dos mesmos estigmas e experienciam processos históricos semelhantes aos vividos pelo povo apalache. No primeiro livro, quando Katniss chega à Capital pela primeira vez, ela escuta os moradores dizendo que o Distrito 12 “sempre foi um pouco retrógrado” e, para melhorar a sua percepção pública, é criada a narrativa de que Katniss lutou para “superar a barbaridade de seu distrito”.

Em outro momento, quando a personagem de Rue, uma tributo de 12 anos, conta à Katniss sobre a violência e a brutalidade que os trabalhadores agrícolas do Distrito 11 sofrem, Katniss pensa sobre como o Distrito 12 é negligenciado pela Capital desde que produzam suas cotas de carvão.

Foto: reprodução/Screen Rant
Guerras do carvão e a rebelião fracassada

Diante de toda essa exploração, os trabalhadores apalaches começaram a se organizar politicamente em sindicatos e a promover greves e manifestações, iniciando o que ficou conhecido como guerras do carvão. Marcado por vários conflitos em diferentes cidades mineradoras da Apalachia, as guerras duraram de 1890 até cerca de 1930.

Um dos conflitos mais importantes foi a Batalha de Blair Mountain, em 1921, que foi o maior levante trabalhista dos Estados Unidos e o segundo maior levante armado depois da Guerra Civil.

Foto: reprodução/WV Public Broadcasting

Se muitos de nós nunca ouvimos falar sobre essas guerras, é por um motivo muito simples: eles perderam. As guerras do carvão não surtiram mudanças substanciais, com a maioria dos rebeldes sendo presos ou mortos em massacres. Aliás, como retaliação, muitas minas foram temporariamente fechadas, deixando muitos trabalhadores sem emprego na época.

Esse enorme levante fracassado é representado em Jogos Vorazes através da rebelião perdida pelos distritos de Panem e que, na ficção, deu origem aos Jogos.

Através desses paralelos com a história das guerras do carvão e das referências diretas à Apalachia em Jogos Vorazes, Suzanne Collins pensa uma distopia que, além de alertar sobre o futuro, nos faz olhar para o passado e entender as situações materiais que levaram à construção do nosso presente. Em um mundo que ser lembrado pode ser a diferença entre continuar vivo e morrer na arena, Collins também mantém viva a história de uma população marginalizada e sufocada por estereótipos. Essas relações também mostram que Panem não está tão distante de nós assim.

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Leia também: Entrevista | YOUNITE fala sobre debut, shows no Brasil e projetos futuros

 

Texto revisado por Larissa Couto

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Data de estreia e novas imagens de Tremembé foram divulgadas

A série chega ao serviço de streaming em 31 de outubro de 2025

O Prime Video divulgou a data de estreia da sua nova produção, a série Tremembé, que será lançada na plataforma no dia 31 de outubro de 2025.

A trama é ambientada na penitenciária de Tremembé, em São Paulo, conhecida como  “prisão dos famosos”. A trama mostra a trajetória e o cotidiano de figuras que ganharam grande repercussão pelos seus crimes.

Entre eles, Suzane von Richthofen, Daniel e Christian Cravinhos, condenados pelo assassinato dos pais de von Richthofen; Anna Jatobá e Alexandre Nardoni, condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni; além de nomes como o de Elize Matsunaga, condenada por assassinar o marido.

Prime Vídeo
Foto: divulgação/Prime Vídeo

O elenco engloba nomes de destaque, como Marina Ruy Barbosa, Bianca Comparato, Felipe Simas, Kelner Macêdo e grande elenco que estrelam nessa série ficcional.

A série é baseada nos livros de true crime do jornalista Ulisses Campbell, autor de Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido e Suzane: Assassina e Manipuladora. Ele também assina o roteiro ao lado de Vera Egito (direção geral), J Rosenthal, Thays Berbe e Maria Isabel Iorio. Tremembé é uma produção da Paranoid em parceria com o Amazon MGM Studios.

Você pretende assistir Tremembé? Conte pra gente nos comentários. Siga o Entretetizei nas redes sociais — Facebook , Instagram, X – e não perca as novidades no mundo do entretenimento.

Leia também: Conheça todas as produções que chegam ao streaming em setembro

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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