Filme está na programação da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo
Virtuosas (2025) conta com a direção de Cíntia Domit Bittar e será exibido na 49ª Mostra de Cinema Internacional em São Paulo. A produção é estrelada por Bruna Linzmeyer, Maria Galant e Juliana Lourenção.
Confira o novo pôster assinado pelo artista paulistano Cristiano Siqueira:
Imagem: divulgação/ Cristiano Siqueira
As sessões serão nos dias 27, às 21h, no CineSesc, e 29 de outubro, às 18h, no Espaço Petrobrás de Cinema – Sala 3. Os ingressos estão à venda a partir do dia 23 de outubro no site oficial: https://mostra.org/filmes/virtuosas.
Sinopse:
A trama se passa em um retiro VIP para mulheres em busca de sua melhor versão. O filme apresenta Virgínia (Bruna Linzmeyer) uma coach que tem como foco o público feminino conservador e que prega sobre os valores da mulher virtuosa e seu papel na família e na sociedade.
Um desconforto rapidamente se instala e, conforme o retiro avança, a tensão cresce na tela por meio do fascínio e inquietação do público diante das atitudes das personagens, surpreendendo-se com até onde podem chegar.
O filme aborda a ideia da “mulher virtuosa”, muito utilizada no contexto conservador. “Mergulhei em uma densa pesquisa sobre o assunto, em busca de verossimilhança e solidez para a criação das personagens, dos diálogos, da estética como um todo. E, a partir desse contexto, exploro as possibilidades do terror, trabalhando com o absurdo, a ironia e a tragédia”, explica a diretora.
Além disso, o elenco conta com nomes como Sarah Motta, Brisa Marques, Nenê Borges, Fernando Bispo e participação especial de Gabriel Godoy. O roteiro é de Cíntia Domit Bittar e Fernanda de Capua e a produção de Ana Paula Mendes e Cíntia Domit Bittar.
O filme Virtuosas estreou no Festival do Rio e recebeu um prêmio no Goes to Cannes, vitrine de filmes inéditos ou em pós-produção realizada pelo Marché du Film do Festival de Cannes deste ano, que apresentou 25 títulos de cinco países.
“É interessante e desafiador ampliar o conceito do olhar feminista para o cinema a partir do terror, já que o lugar-comum disso é a mulher que sobrevive, a mulher possuída, a mulher que dá à luz ao demônio, a que vence o mal e por aí vai. Acredito que uma forma de contribuir é criar mulheres ambíguas, por vezes sem qualquer escrúpulo, porque são demasiada e monstruosamente humanas.
Isso também é fortalecer mulheres no cinema, pois trazer a complexidade e a contradição é trazer humanidade. E é também colocar as personagens mulheres em foco, já que é sobre elas e não sobre algum personagem homem que está ali“, comenta Cíntia.
Confira o teaser:
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Primeiro volume da HQ mergulha na dualidade entre luz e trevas, amor e maldição, mostrando que amadurecer pode ser o mais terrível dos feitiços
Publicado no Brasil pela Geektopia, o primeiro volume de O Mundo Sombrio de Sabrina (2019) marca uma reinvenção ousada da jovem feiticeira que muitos conheceram em versões mais leves e televisivas. Em 2018, a história ganhou uma adaptação pela Netflix que, ao longo de quatro temporadas, deu vida e movimento à jornada sombria da protagonista.
Foto: reprodução/Netflix
Escrita por Roberto Aguirre-Sacasa e ilustrada por Robert Hack, a HQ transporta Sabrina Spellman para um universo sombrio, repleto de ocultismo, dilemas morais e atmosferas de horror gótico – deixando-a mais próxima de A Bruxa de Blair (1999) do que da clássica sitcom dos anos 1990.
Foto: reprodução/SplashPages
Entre dois mundos: a escolha de Sabrina
Às vésperas de completar 16 anos, Sabrina precisa tomar uma decisão definitiva: seguir o legado de sua família e abraçar o mundo das trevas, ou continuar vivendo como humana ao lado de Harvey Kinkle, o garoto por quem é apaixonada. Essa encruzilhada, central à trama, simboliza o conflito entre destino e livre-arbítrio – um dos eixos narrativos mais instigantes da HQ.
Foto: reprodução/Geektopia
Paralelamente, a história revisita o passado dos Spellman, revelando o controverso relacionamento de Edward, pai de Sabrina, com a mortal Diana Sawyer e as consequências que esse amor proibido trouxe para toda a linhagem.
A chegada de Madame Satã, ex-amante do pai da protagonista, adiciona uma camada de vingança e perversão, colocando em risco tudo o que a jovem acredita sobre si mesma.
Horror com estética retrô
A ambientação na década de 1960 dá à obra uma estética retrô que reforça seu clima de estranheza e isolamento. A arte de Robert Hack é essencial nesse processo: com pinceladas texturizadas, cores amareladas e sombras intensas, ele constrói uma atmosfera que parece saída de um pesadelo – tornando-se um convite visual à inquietação.
Foto: reprodução/Geektopia
Cada página transmite um senso de desconforto e decadência, em perfeita sintonia com o roteiro. A estética do horror clássico se mistura a referências ocultistas e rituais macabros, criando uma narrativa que se destaca pela coerência visual e pelo cuidado com a ambientação.
Entre o sagrado e o profano
O texto de Aguirre-Sacasa se equilibra entre o grotesco e o psicológico. A história não depende apenas do choque visual, mas investe no terror moral, aquele que nasce do conflito entre fé, identidade e desejo. Sabrina é uma adolescente dividida entre duas heranças irreconciliáveis e sua jornada ecoa as incertezas da própria transição para a vida adulta.
Foto: reprodução/Geektopia
As tias, Hilda e ZeldaSpellman, ganham novas nuances, mais próximas de guardiãs sombrias do que de figuras maternas. Salem, o gato falante, mantém seu sarcasmo característico, mas aqui é também um eco de um passado trágico – lembrando constantemente à protagonista que até a magia tem um preço.
Um começo promissor (e perturbador)
Como volume introdutório, O Mundo Sombrio de Sabrina cumpre bem o papel de apresentar seu universo. O ritmo é deliberadamente lento em certos momentos, permitindo que a tensão se acumule até explodir em cenas de horror puro.
Ainda assim, há leitores que apontam uma certa previsibilidade nos arcos ou que sentem falta de uma Sabrina mais assertiva – críticas compreensíveis, mas que não diminuem o impacto da proposta.
Foto: reprodução/Geektopia
A HQ dialoga com temas como herança familiar, destino, repressão, identidade e encontra força justamente quando abraça o desconforto. É um terror que não busca apenas assustar, mas provocar. E, nesse sentido, entrega uma experiência densa, visualmente fascinante e emocionalmente ambígua.
Entre o horror e o amadurecimento
Mais do que uma história sobre bruxas, O Mundo Sombrio de Sabrina é um conto sobre o custo de crescer. Sua protagonista aprende que o poder sempre cobra algo em troca e que o amor pode ser tão perigoso quanto qualquer feitiço.
Foto: reprodução/Geektopia
Com uma arte hipnótica e uma narrativa que mistura ocultismo, tragédia e coming-of-age (tradução livre: chegada à maioridade), o quadrinho se firma como uma das versões mais ousadas da personagem: uma que entende que amadurecer também é encarar o próprio lado sombrio.
Quando o terror também se revela nas páginas: a edição da Geektopia
A edição da Geektopia mantém o padrão de qualidade característico do selo do Grupo Novo Século, com capa cartonada de ótima gramatura e impressão em cores vivas, que realçam o contraste das ilustrações de Robert Hack. O papel couché oferece excelente definição às tonalidades sombrias e à textura gótica das páginas, preservando a atmosfera retrô da obra.
Foto: divulgação/Entretetizei
O cuidado editorial se reflete também na tradução, que preserva o tom arcaico e cerimonial dos diálogos sem perder fluidez. É uma edição que valoriza tanto o leitor casual quanto o colecionador, equilibrando preço acessível e acabamento de qualidade.
É possível adquirir o primeiro volume da obra na Amazon.
Sobre os autores
Foto: divulgação/Entretetizei
Roberto Aguirre-Sacasa é roteirista, dramaturgo e quadrinista, conhecido por reinventar personagens clássicos da cultura pop sob uma ótica sombria e emocional. Além de O Mundo Sombrio de Sabrina (2018), ele é o criador da série Riverdale (2017) e produziu a série musical Glee (2009).
Foto: divulgação/Entretetizei
Já escreveu gibis para a Marvel Comics, como Quarteto Fantástico: Jogados aos Lobos (2022) e O Espetacular Homem-Aranha – Volume 13. Também adaptou em HQ o romance A Dança da Morte (2008), de Stephen King.
Sua escrita combina elementos de melodrama, horror e crítica social, transformando arquétipos juvenis em figuras complexas e moralmente ambíguas.
Robert Hack, ilustrador responsável pela arte da HQ, é reconhecido por seu estilo gótico e texturizado, marcado por paletas sombrias e composições que evocam o horror clássico.
Foto: divulgação/Entretetizei
Seu trabalho em O Mundo Sombrio de Sabrina ajudou a definir a identidade visual da série, com uma estética retrô e perturbadora que mescla elegância e decadência. Hack também ilustrou capas para a adaptações de Doctor Who (2022)e Star Wars: Tales From the Nightlands (2025).
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A cantora se une a Mark Ronson para Dream as One, música-tema do novo filme de Avatar, que chega aos cinemas em dezembro
Miley Cyrus se juntou ao universo de Avatar. A popstar vencedora do Grammy anunciou que gravou uma música inédita para Avatar: Fire and Ash, o terceiro filme da franquia de sucesso criada por James Cameron.
Foto: divulgação/Sony Music
A faixa, intitulada Dream As One, tem um time de peso na sua composição: além da própria Miley, foi escrita em parceria com Andrew Wyatt, Mark Ronson e Simon Franglen. A canção será lançada como single no dia 14 de novembro e aparecerá nos créditos finais do filme.
Em suas redes sociais, a cantora disse: “É uma honra apoiar Avatar: Fire and Ash com uma música original que escrevi com Mark Ronson e Andrew Wyatt. Tendo sido pessoalmente afetada pelo fogo e me reconstruído das cinzas, este projeto tem um significado profundo para mim. Obrigada, Jim, pela oportunidade de transformar essa experiência em medicina musical. Os temas do filme, a união, cura e o amor, ressoam profundamente na minha alma. Ser uma pequena estrela no universo que a família Avatar criou é um sonho que se tornou realidade”.
As novidades da trilha sonora não param por aí. A composição principal é assinada por Simon Franglen, vencedor do Grammy por My Heart Will Go On, canção tema do Titanic (1997). A trilha completa será divulgada uma semana antes da estreia do longa, em 12 de dezembro.
Em Avatar: Fire and Ash, retornaremos à Pandora para uma nova aventura envolvendo a família Sully, com retorno dos protagonistas Jake Sully (Sam Worthington) e Na’vi Neytiri (Zoe Saldaña). A produção tem roteiro de James Cameron, Rick Jaffa e Amanda Silver e conta com nomes como Kate Winslet (Titanic), Sigourney Weaver (Alien: O Oitavo Passageiro, 1979) e Stephen Lang (O Homem nas Trevas, 2016) no elenco. O filme chega aos cinemas de todo o mundo em 19 de dezembro.
Confira o trailer:
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Com ambição narrativa e estética, o terror psicológico brasileiro falha ao transformar metáforas em cenas sem consistência emocional
A premissa de A Herança de Narcisa – um retorno à ancestralidade, mágoas familiares e uma maldição que assombra casa e herdeira – possui ingredientes intrigantes. Paolla Oliveira esforça-se em dar corpo à protagonista Ana, e a ideia de usar o espaço da casa como metáfora simbólica para traumas não resolvidos tem potencial. No entanto, o filme acaba se afogando em suas próprias ambições: as referências ao terror psicológico clássico se diluem em roteiros previsíveis, personagens pouco explorados e sustos visuais que soam mais convencionais do que genuínas angústias.
Visualmente, o casarão e os elementos simbólicos (como a fita vermelha que supostamente representa laços e limites entre gerações) surgem com brilhantismo na ideia, mas não se sustentam dramaticamente. A sequência de limpeza da casa, a descoberta dos remédios controlados, o irmão que parte, tudo isso deveria construir tensão e desconforto, mas o ritmo irregular e a falta de aprofundamento nos conflitos internos impedem uma imersão real. O que poderia gerar reflexão sobre vínculos maternos e herança emocional, transforma-se em um resumo de clichês do gênero.
Foto: reprodução/Camisa Preta Filmes
No quesito atuação, Paolla Oliveira segura a narrativa quando está em tela, mas o resto do elenco rende-se à caricatura. A escuridão simbólica da mãe-vedete Narcisa, por exemplo, nunca se transforma em figura aterrorizante nem em presença realmente perturbadora. Falta corpo e deixa a protagonista sozinha no peso da trama. A tentativa de unir drama familiar ao horror não atinge a coerência desejada: a expressão “maldição ancestral” soa vaga e pouco atuante na narrativa.
Embora o cinema nacional do gênero mereça reconhecimento por ousar, A Herança de Narcisa falha em criar algo memorável. A profundidade prometida se dissolve em convenções visuais e deslocamentos narrativos que não sustentam a tensão. Para quem espera não apenas sustos, mas uma exploração profunda de laços, trauma e identidade, esse filme entrega menos do que sua proposta sugere.
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Elenco, direção e autores falam da fusão entre horror, sertanejo e identidade na nova produção do Globoplay
Na segunda-feira (20/10), a coletiva de imprensa da série Reencarne reuniu virtualmente o elenco principal, os autores e a equipe criativa para antecipar ao público o que está por vir. A produção, que estreia hoje (23) no Globoplay, ambienta-se em uma cidadezinha no interior de Goiás, onde mortes misteriosas, forças ocultas e uma investigação policial se entrelaçam com a crença na reencarnação e no sobrenatural.A protagonista interpretada por Taís Araújo, a delegada Bárbara Lopes, atravessa limites entre a razão e o inexplicável, e a coletiva destacou justamente essa tensão dramática como um dos pilares da narrativa.
Inovação técnica e identidade sonora
Os autores da série enfatizaram que Reencarne busca ser “terror sertanejo”, ou seja, um gênero híbrido que junta elementos do horror clássico (possessão, investigação de assassinatos, corpo em mutação) com a musicalidade, os signos e a veia emocional da música sertaneja. Além disso, o diretor Bruno Safadi revelou um detalhe técnico que chamou a atenção da imprensa: trata-se da primeira série de dramaturgia da Globo produzida integralmente em 8K e com áudio em Dolby Atmos, para gerar uma imersão mais intensa ao espectador.
Foto: reprodução/Globoplay
Durante o bate-papo, Taís Araújo falou com sinceridade sobre seu envolvimento com o projeto: “Não sou espectadora de terror… mas achei genial o roteiro, essa coisa de terror quente, suado, brasileiro”. Ela também destacou a importância da equipe de roteiristas, composta por homens pretos e uma mulher, o que, segundo ela, ajudou a trazer originalidade ao olhar da série.
O elenco ainda compartilhou os bastidores de gravação em locais remotos de Goiás, em meio a milharais e estradas de terra, o que reforçou a atmosfera de isolamento, tensão e natureza ameaçadora. A atriz Julia Dalavia relatou o desconforto, o frio e o estranhamento provocados pelo cenário, algo que ajudou a integrar o clima de horror. Já o ator Welket Bungué comentou que trabalhar com elementos da música sertaneja, viola e melodramas inesperados foi um desafio e um aprendizado para compor seu personagem.
Por fim, a coletiva deixou claro que Reencarne pretende não apenas sustos, mas provocar reflexões sobre identidade, máscaras sociais e o que pensamos sobre vida e morte. Amanda Jordão, a única autora, ao lado de Juan Jullian e Elisio Lopes Jr., questionou: “Qual é a máscara que você veste? E como a gente, no final das contas, acaba se prendendo a essas identidades, sendo que a morte sempre está à espreita”.
O tom foi de ambição: oferecer ao público um terror genuinamente brasileiro, original no gênero, esteticamente ousado e emocionalmente denso. Se a execução estiver à altura, a série poderá marcar um novo padrão para o horror nacional.
Ansiosa para maratonar o novo queridinho do terror brasileiro? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei–Facebook,InstagrameX –, nos siga e não perca as novidades do mundo do entretenimento.
Sucesso absoluto no Globoplay, a série segue no Top 1 da plataforma e ganha nova temporada para 2026
A atriz mineira Bárbara Roterdã celebra um momento especial de sua carreira ao fazer sua estreia no streaming com a série original Vermelho Sangue, já disponível no Globoplay. A produção, que combina fantasia, suspense e romance, marca sua primeira participação em um projeto de grande alcance nacional, reforçando seu talento e destacando seu nome na cena audiovisual brasileira.
Natural de Santo Antônio do Monte (MG), Bárbara cresceu imersa nas artes e encontrou na atuação a sua vocação. Formada em TV e Cinema, e com experiências no teatro em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, ela traz em sua trajetória um intenso processo de formação e dedicação, estudando com grandes nomes da atuação e acumulando aprendizados que, agora, ganham uma nova dimensão em Vermelho Sangue. Na trama, ela interpreta Bia, uma jovem com sonhos, conflitos e mistérios que promete prender a atenção do público.
Em entrevista exclusiva ao Entretetizei, Bárbara conta como foi chegar ao streaming em uma produção ambiciosa do Globoplay, fala sobre os desafios do universo fantástico da série, revela como construiu a complexidade emocional de sua personagem e celebra o sucesso da obra, que segue entre as mais assistidas da plataforma. A atriz também comenta os bastidores, o clima de parceria com o elenco e compartilha seus próximos sonhos na carreira, deixando claro que esta é apenas a primeira de muitas conquistas que ainda estão por vir.
Confira agora esse bate-papo exclusivo:
Entretetizei: Bárbara, Vermelho Sangue marca a sua estreia no streaming, justamente em uma produção original do Globoplay. Como foi viver esse momento tão importante na sua carreira?
Bárbara: Eu fiquei muito feliz em fazer parte dessa produção, porque foi realmente algo grandioso. Vermelho Sangue é uma das maiores apostas do Globoplay, e isso já torna tudo ainda mais especial.
O Brasil ainda tem poucas produções nesse estilo, com fantasia, mistério e suspense, e ver uma série com esse nível de qualidade, com efeitos especiais vindos de fora do país, foi incrível.
A experiência foi maravilhosa, a equipe era fantástica e eu tive a oportunidade de trabalhar com atores muito renomados, o que fez de cada dia um aprendizado enorme. Foi e ainda está sendo, um momento muito marcante e especial na minha vida.
Foto: Divulgação
E: A série mistura fantasia, mistério, romance e suspense. Como foi mergulhar em um universo tão diferente do cotidiano?
B: Foi incrível mergulhar em um universo tão diferente do que estamos acostumados. Especialmente como atriz, encarar esse mundo da fantasia foi um grande desafio e também um aprendizado enorme.
A gente precisa realmente acreditar no que está vendo, mesmo quando os efeitos especiais ainda não existem, porque tudo é adicionado depois. É fascinante observar o processo e ver como uma equipe gigantesca, com mais de 200 pessoas, faz tudo aquilo acontecer. Foi uma experiência maravilhosa, muito rica artisticamente e eu fiquei realmente muito feliz em poder viver algo tão fora do comum.
E: A sua personagem, Bia, é uma jovem cheia de sonhos, mas também cercada por segredos. Como foi construir esse equilíbrio entre o real e o misterioso?
B: Eu trabalhei muito com os meus preparadores para entender não só as dores da Bia, mas também cada detalhe do que ela queria transmitir. No começo, ela tem atitudes mais duras, mas, ao longo da trama, o público começa a perceber suas fragilidades e o que está por trás disso tudo.
Construir esse equilíbrio entre o real e o misterioso foi um desafio lindo, e acho que o público vai entender ainda mais sobre esse lado dela na próxima temporada.
E: O que mais te surpreendeu durante as gravações de Vermelho Sangue, seja nos bastidores, na convivência com o elenco ou no resultado final da série?
B: Várias coisas me surpreenderam positivamente nesse projeto. Primeiro, eu não imaginava que ficaria tão próxima de todo o elenco – a convivência nos bastidores foi de muita parceria, lealdade e carinho.
Também me surpreendeu muito ver como tudo é feito por trás das câmeras. Como foi meu primeiro projeto grande, eu pude entender o quanto uma única cena exige da equipe: o tempo, a dedicação e o cuidado de cada detalhe.
E o resultado final está incrível – a fotografia, a trilha sonora, o texto, os atores… Tudo foi pensado com muito capricho. Ver Vermelho Sangue no Top 1 do Globoplay é muito gratificante, e eu sigo muito feliz com tudo o que estamos colhendo e com o que ainda vem por aí.
Foto: Divulgação
E: Quais foram os maiores desafios de estrear justamente em uma produção desse porte, com tantos efeitos, emoções e simbolismos?
B: Acho que o maior desafio foi entender como o público reagiria a uma produção desse tipo, já que não é algo tão comum no Brasil. Vermelho Sangue traz um gênero diferente, cheio de fantasia, simbolismos e efeitos visuais, então havia uma expectativa muito grande sobre como isso seria recebido.
Outro ponto desafiador foi a pós-produção, que demorou bastante por conta dos efeitos especiais – e controlar a ansiedade até a estreia foi o mais difícil (risos). Mas ver o resultado final e a qualidade que a equipe conseguiu entregar fez tudo valer muito a pena.
E: A trama está emplacando o Top 1 do Globoplay há semanas. Como é para você ver esse sucesso de um primeiro trabalho no streaming?
B: Para mim, é um privilégio estar fazendo parte dessa história, mesmo que o meu papel seja contar a trajetória de outros personagens. Participar de um projeto tão incrível já é muito gratificante e, como atriz, ver o reconhecimento do público é emocionante.
É um aprendizado enorme estar no Top 1 do Globoplay, perceber como as pessoas estão recebendo a série e acompanhar o caminho que essas histórias estão tomando. Está sendo simplesmente incrível.
Foto: Divulgação
E: Depois dessa estreia marcante, quais são os sonhos e próximos passos que você deseja trilhar na sua carreira?
B: Quero muito continuar trilhando minha carreira, explorando diferentes formatos e projetos. Gostaria de participar de novelas, filmes, séries… Tudo o que me permita crescer como atriz e mostrar diferentes facetas do meu trabalho.
Sinto que esse é apenas o começo de uma trajetória que venho construindo desde criança e, para mim, a prática da atuação é estar sempre em movimento. Tenho muitos sonhos e planos, e espero continuar mostrando o meu trabalho em projetos cada vez mais desafiadores e especiais.
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Novos episódios chegam à plataforma no dia 18 de dezembro e mostram Emily vivendo a dolce vita entre amores, desafios e segredos
A Netflix divulgou o teaser oficial e novas imagens da aguardada quinta temporada de Emily em Paris. O vídeo mostra a protagonista Emily (Lily Collins) explorando Veneza e vivendo uma nova fase em Roma.
Nesta nova temporada, também com dez episódios, Emily assume a liderança da Agência Grateau na capital italiana e se vê dividida entre os desafios de sua carreira e as turbulências do coração. Quando um projeto profissional não sai como o esperado, ela precisa lidar com as consequências que abalam sua trajetória.
Em busca de equilíbrio, Emily tenta adotar o estilo de vida europeu com mais leveza, até que um segredo vem à tona e ameaça uma de suas relações mais próximas. Entre descobertas, amadurecimento e reviravoltas, a série promete mais humor, romance e reflexões sobre identidade e escolhas.
Foto: divulgação/Netflix
Criada, roteirizada e produzida por Darren Star (Sex and the City, 1998-2004), Emily em Paris é uma coprodução da MTV Entertainment Studios, Darren Star Productions e Jax Media. A produção executiva conta com nomes como Tony Hernandez, Lilly Burns, Andrew Fleming, Stephen Brown e Lily Collins, que também protagoniza a série.
O elenco principal traz de volta Philippine Leroy-Beaulieu (Sylvie Grateau), Ashley Park (Mindy Chen), Lucas Bravo (Gabriel), Samuel Arnold (Julien), Bruno Gouery (Luc) e Lucien Laviscount (Alfie). As novidades ficam por conta de Eugenio Franceschini como Marcello e Thalia Besson como Genevieve.
Foto: divulgação/Netflix
Desde sua estreia em 2020, Emily em Paris conquistou uma base fiel de fãs e se tornou um fenômeno global por seu estilo leve, visualmente deslumbrante e repleto de referências à moda e ao romantismo europeu. Agora, com cenários italianos e novos dramas pessoais, a produção promete encantar o público mais uma vez brindando a temporada com um toque de dolce vita (tradução livre: doce vida).
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Filme que acompanha a trajetória do grupo feminino de K-pop estreia nos cinemas brasileiros em novembro
O grupo feminino de K-pop Twice será celebrado com o documentário One in a Million, que acaba de ter seu trailer divulgado. O filme chega aos cinemas brasileiros em 6 de novembro, com pré-venda de ingressos que se inicia nesta quarta (9), a partir das 13h.
A produção celebra dez anos do grupo que se tornou um fenômeno global, conhecido pela saudação “One in a million, Twice!”. O documentário acompanha a trajetória das integrantes desde a estreia e mostra os bastidores da comemoração de uma década, incluindo entrevistas e depoimentos.
Foto: Divulgação/SATO Company
A produção propõe ser mais do que uma retrospectiva de shows: é uma verdadeira homenagem à base de fãs, Once. O filme celebra o amor e o apoio que acompanharam a jornada das integrantes do Twice por uma década.
A força do Twice no cenário global
O Twice é um dos grupos femininos de K-pop mais vendidos no mundo. O grupo acumula números impressionantes, como 13 milhões de ouvintes no Spotify e 15 bilhões de views no YouTube. O grupo consolidou sua fama no Ocidente em 2017, ao alcançar o primeiro lugar no Billboard World Albums Chart.
A força do Twice se traduziu em recordes. A turnê Ready to Be (2023) fez história ao torná-las o primeiro girl group de K-pop a esgotar estádios na América do Norte. A alta demanda de ingressos também foi sentida no Brasil, levando o grupo a abrir uma segunda data de show.
Vale destacar que três integrantes do grupo, Jeongyeon, Jihyo e Chaeyoung, gravaram para o filme da Netflix Guerreiras do K-pop uma versão da canção Takedown. Essa participação é um testemunho da representação autêntica que o filme buscava retratar da cultura K-pop.
Foto: Divulgação/SATO Company
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Com gravações em andamento e estreia prevista para 2026, a Bigboss Produções leva às telas o universo vampiresco criado por Mari Sales e Jéssica Macedo
Os mundos sombrios e arrebatadores criados por Mari Sales e Jéssica Macedo estão prestes a ganhar vida fora das páginas. A série literária Dark Wings, publicada pelo Grupo Editorial Portal, está sendo adaptada para o cinema pela Bigboss Produções, em uma trilogia que promete unir romance proibido, fantasia sombria e paixão sobrenatural.
Foto: reprodução/Instagram @paginasentrelivros
O primeiro filme, Dark Wings: Trevor e o Bebê Proibido, baseado no livro homônimo lançado em 2019, tem estreia marcada para março de 2026, inaugurando uma sequência de lançamentos mensais que chegarão à plataforma nacional Portal Play.
A história mergulha no submundo de vampiros, caçadores e seres híbridos, na qual o poder e o desejo se confundem com os limites da moral. Trevor, protagonista do longa inicial, é um vampiro dividido entre o amor e a condenação de gerar um bebê proibido, um ato que ameaça desafiar as leis do próprio sangue.
O segundo capítulo, Scorn: e a Inevitável Conexão (2019), aprofunda o conflito de um líder frio e impiedoso que se vê transformado pela paternidade. Já o desfecho, Thomy & Milly: e o Amor Proibido (2019), acompanha os herdeiros do clã Dark Wings diante de uma paixão que desafia não apenas as regras dos vampiros, mas também as forças celestiais.
Com toques de dark romance, sensualidade e dilemas sobrenaturais, a trilogia promete conquistar fãs de produções que mesclam a intensidade de Crepúsculo com o espírito rebelde de Sons of Anarchy.
Do e-book para a tela do celular: Mari Sales leva romance erótico ao formato mininovela
Reconhecida como a terceira autora mais lida da Amazon Brasil pelo Kindle Unlimited, Mari Sales já vinha explorando o audiovisual. Seu romance Além do Toque (2022) foi adaptado em formato de mininovela vertical, uma tendência internacional voltada ao consumo de histórias pelo celular. A produção fez de Mari a primeira escritora brasileira a levar um romance erótico para esse formato.
Mari Sales é a terceira autora mais lida do Kindle Unlimited Brasil nos últimos dez anos. Natural de Cuiabá e morando em Campo Grande (MS), trocou o universo da programação por histórias de romances intensos e inusitados em 2016.
Publicou mais de 145 e-books, 35 livros físicos pelo Grupo Editorial Portal, cinco audiolivros pela Audible e já teve uma adaptação audiovisual com Além do Toque. Também é idealizadora do Desafio MariSales, projeto que apoiou mais de 500 escritoras independentes.
Conheça mais do trabalho da escritora através de seu Instagram.
Jéssica Macedo iniciou a carreira aos 14 anos com o lançamento de O Vale das Sombras. Com mais de 200 obras publicadas, ajudou a adaptar seu romance Eternamente Minha para o cinema, lançado na Cinebrac.
Formada em Cinema de Animação e Artes Digitais pela UFMG, aos 28 anos, integra a lista Under 30 da Forbes Brasil, que reconhece jovens talentos promissores.
Autora best-seller na Amazon Brasil e Europa, tem obras publicadas em seis idiomas. Conheça mais do trabalho da escritora através de seu Instagram.
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Entre máscaras, classes sociais e convenções, o terceiro livro da série Os Bridgertons transforma um romance de época em uma história sobre empatia e amadurecimento
Um Perfeito Cavalheiro, terceiro volume da série Os Bridgertons, foi publicado em 2000 e marca uma nova fase na escrita de Julia Quinn. Após apresentar os irmãos Daphne e Anthony em romances de estrutura mais tradicional, aqui a autora se arrisca em um tom mais introspectivo e simbólico: um conto de fadas às avessas, que mistura a leveza das comédias românticas com reflexões sobre classe social, moralidade e destino.
Foto: reprodução/De Livro em Livro
No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Arqueiro em 2014, com tradução de Cássia Zanon, e ganhou novas edições ao longo dos anos – incluindo uma edição econômica, em janeiro de 2021, e uma edição especial de colecionador, em maio do mesmo ano.
Foto: divulgação/Editora Arqueiro/Entretetizei
A quarta temporada da adaptação da Netflix vai retratar o romance entre Benedict e Sophie e tem estreia marcada para 29 de janeiro de 2026 no streaming. Confira abaixo a prévia lançada pela Netflix Brasil:
Do baile ao desencanto
A história de Sophie Beckett começa como um reconto da Cinderela. Filha ilegítima de um conde, ela cresce em meio ao luxo sem nunca pertencer completamente a ele. Após a morte do pai, é deixada aos cuidados da madrasta Araminta, que a relega à condição de criada.
Foto: reprodução/De Livro em Livro
Seu único momento de liberdade surge em um baile de máscaras promovido pelos Bridgertons, em que, disfarçada, ela dança com Benedict Bridgerton. A química entre os dois é imediata, mas o encanto dura pouco. Sophie desaparece antes da meia-noite, deixando para trás não um sapatinho, mas uma lembrança impossível de apagar.
Foto: reprodução/Netflix
Anos depois, o destino volta a reuni-los em circunstâncias muito diferentes. Benedict, sem reconhecer a moça misteriosa, encontra Sophie vivendo como criada e decide ajudá-la. O reencontro, porém, expõe as barreiras sociais e emocionais que os separam e transforma o conto de fadas em um drama sobre escolhas e identidade.
Complexidade emocional e amadurecimento
Embora parta de um enredo conhecido, Julia Quinn subverte as expectativas. Sophie não é uma donzela passiva que espera ser resgatada. Pelo contrário, é uma personagem guiada por dignidade e senso de justiça – qualidades raras em heroínas de romances ambientados durante a Regência inglesa. Ela se recusa a depender da caridade dos outros, mesmo quando o amor lhe oferece um atalho.
Já Benedict, frequentemente lembrado como o irmão artista e idealista, ganha um arco de amadurecimento interessante. Sua jornada é menos sobre conquistar Sophie e mais sobre aprender a enxergar além das convenções sociais e do próprio privilégio.
Foto: divulgação/Entretetizei
Há, contudo, momentos em que o comportamento de Benedict pode causar incômodo. Algumas atitudes soam paternalistas e, certas cenas, principalmente na segunda metade, revelam o peso das hierarquias de gênero típicas da época.
Foto: divulgação/Entretetizei
Julia Quinn, no entanto, parece estar ciente disso: ao longo do livro, a autora contrapõe esses momentos com diálogos que expõem as contradições do personagem e forçam o leitor a questionar as estruturas sociais que sustentam o romance.
O caos encantador dos Bridgertons
Foto: reprodução/Netflix
Como nos volumes anteriores, os Bridgertons seguem sendo o coração da narrativa. O senso de humor entre os irmãos, a presença reconfortante de Violet e o caos afetuoso da casa da família equilibram o drama com momentos de leveza. Quinn domina como poucos o tom da comédia de costumes, fazendo do lar dos Bridgertons um símbolo de acolhimento e um lembrete constante de que amor também é afeto cotidiano, não apenas paixão arrebatadora.
Forma e fluidez narrativa
O estilo de Julia Quinn é leve, espirituoso e acessível, mas em Um Perfeito Cavalheiro ela se permite ser mais contemplativa. O ritmo é menos apressado e o foco está na construção gradual da intimidade entre os protagonistas. Isso faz com que o livro soe mais maduro, ainda que perca um pouco da vivacidade dos volumes anteriores. Os diálogos continuam sendo o ponto forte: inteligentes, divertidos e cheios de subtexto, equilibrando doçura e ironia com precisão.
O que Um Perfeito Cavalheiro ainda nos diz: os temas por trás do romance
Lido hoje, o livro ganha novas camadas. O contraste entre o conto de fadas e a realidade social de Sophie faz com que Um Perfeito Cavalheiro funcione quase como uma crítica disfarçada às narrativas românticas que idealizam o amor como salvação. Julia Quinn parece dizer que o verdadeiro final feliz não está em encontrar um príncipe, mas em ser reconhecida como igual.
Foto: reprodução/A Cachopa
Essa leitura é reforçada pela presença de figuras femininas que desafiam, em diferentes graus, o papel que a sociedade lhes impõe. A própria Violet, sempre observadora, surge como mediadora entre tradição e mudança: uma mulher que acredita no amor, mas que também sabe o valor da independência.
Por que Um Perfeito Cavalheiro é mais do que um conto de fadas
A história de Benedict e Sophie é, em muitos aspectos, a mais sensível da série Os Bridgertons. Sua força está menos no enredo romântico e mais na jornada emocional de dois personagens que aprendem a ver o outro além das aparências. Julia Quinn oferece aqui um romance que combina delicadeza e consciência social, sem abrir mão do encanto que tornou seus livros fenômenos de popularidade.
Foto: reprodução/Estante Mineira
Mais do que uma história de amor, é um lembrete de que o verdadeiro felizes para sempre exige empatia, coragem e escolha.
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