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Emmy Internacional 2025: vitória turca, presença asiática e prêmio honorário ao Brasil – veja lista completa

Premiação homenageia a Globo, premia a novela turca Deha e destaca produções asiáticas em categorias-chave

O Emmy Internacional 2025 anunciou, nesta terça (24), seus vencedores e celebrou produções e talentos de nove países em uma noite que reuniu profissionais do audiovisual de todo o mundo, em Nova York. A cerimônia, apresentada por Kelly Ripa e Mark Consuelos, premiou 16 categorias, além de entregar dois reconhecimentos honorários.

O Brasil teve um momento de destaque logo entre os homenageados da noite. João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo, recebeu o Directorate Award, prêmio que reconhece lideranças que fortalecem o impacto cultural e jornalístico da televisão mundial. A homenagem – entregue por William Bonner e Lilia Cabral – reforçou a relevância histórica da Globo no cenário global, especialmente em jornalismo, teledramaturgia e inovação no audiovisual.

Créditos: reprodução / International Academy

Já entre as categorias competitivas, a Turquia se destacou com a vitória de Deha (trad. livre: Deha – Entre o Bem e o Mal), que conquistou o prêmio de Melhor Telenovela. A produção da Ay Yapım superou títulos de diversos países (incluindo o Brasil) e reafirmou o crescente reconhecimento internacional das séries e novelas turcas. O resultado segue uma trajetória consistente: nos últimos anos, produções do país vêm acumulando conquistas de peso, como Yargı (Segredos de Família), vencedora em 2023, e Kara Sevda (Amor Eterno), que fez história ao se tornar a primeira novela turca a vencer o Emmy Internacional em 2017.

Créditos: reprodução / International Academy

Além disso, o continente asiático também teve presença marcante na premiação. O Japão levou o prêmio de Melhor Programa de Arte com Ryuichi Sakamoto: Last Days, enquanto o Qatar conquistou Melhor Telejornalismo com Gaza, Search for Life. Outro destaque foi Shaolin Heroes: Denmark, filmado com mestres de Kung Fu em um templo budista, vencedor na categoria de Entretenimento Não-Roteirizado – consolidando a influência e a diversidade das narrativas asiáticas no Emmy deste ano.

A fala de Bruce L. Paisner, presidente da International Academy, resumiu a diversidade e todo o conjunto da noite: “Em um mundo incerto, a televisão segue como força de conexão entre culturas e fronteiras”. Os vencedores do Emmy Internacional 2025, vindos de países como Japão, Alemanha, Austrália, Qatar e Turquia, comprovam isso.

Veja a lista oficial de vencedores a seguir:

Programa de Artes
Ryuichi Sakamoto: Last Days, NHK (Japan Broadcasting Corporation), Japão

Melhor Ator
Oriol Pla, por Yo, adicto [I, Addict] – Alea Media / Disney+, Espanha

Melhor Atriz
Anna Maxwell Martin, por Until I Kill You – World Productions, Reino Unido

Comédia
Ludwig – Big Talk Studios / That Mitchell & Webb Company, Reino Unido

Atualidades (Current Affairs)
Dispatches: Kill Zone: Inside Gaza – Basement Films, Reino Unido

Documentário
Hell Jumper – Expectation TV, Reino Unido

Série Dramática
Rivals – Happy Prince (ITV Studios) / Disney+, Reino Unido

Animação Infantil
Bluey – Ludo Studio, Austrália

Infantil: Factual e Entretenimento
Auf Fritzis Spuren – Wie War Das So In Der DDR?
[On Fritzi’s Traces – What Was It Like In The GDR?] – Balance Film / MDR / WDR, Alemanha

Infantil: Live-Action
Fallen – Night Train Media / Silver Reel / Hero Squared / UMedia, Reino Unido

Noticiário
Gaza, Search for Life – Al Jazeera Arabic Programs Directorate, Qatar

Entretenimento Não-Roteirizado
Shaolin Heroes: Denmark – Metronome Productions / Banijay / TV 2 Danmark, Dinamarca

Série de Curta Duração
La Médiatrice [The Mediator] – KOTV, Canadá

Documentário Esportivo
It’s All Over: The Kiss That Changed Spanish Football – Netflix Documentary / You First Originals Production, Espanha

Telenovela
Deha [The Good & The Bad] – Ay Yapım, Türkiye

Telefilme/Minissérie
Lost Boys & Fairies – Duck Soup Films, Reino Unido

 

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti

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O Menino e o Panda | Novo cartaz e trailer dublado revelam a próxima grande aventura

 

Filme de Gilles de Maistre estreia nas férias de janeiro com versões dublada e legendado

 

A A2 Filmes divulgou o cartaz nacional e o trailer, nas versões dublada e legendada, da produção francesa O Menino e o Panda (Moon the Panda), dirigida por Gilles de Maistre. O longa estreia exclusivamente nos cinemas brasileiros em 22 de janeiro de 2026, com sessões dubladas e legendadas.

Estrelado por Noé Liu Martane, Sylvia Chang, Yé Liu, Nina Liu Martane e Alexandra Lamy em um grande elenco, o filme chega ao país com distribuição da A2 Filmes.

Assista o trailer aqui:

O Menino e o Panda (França–Bélgica, 2025), acompanha Tian, um garoto de 12 anos enviado para viver com a avó nas montanhas de Sichuan após tirar notas baixas. Longe da vida urbana, ele encontra um filhote de panda, ao qual dá o nome de Lua, e inicia com ele uma amizade transformadora. Juntos, vivem um verão de descobertas, coragem e reconciliação familiar, enquanto Tian aprende sobre autoconfiança, respeito e a conexão entre humanos e a natureza.

Foto: divulgação/A2 Filmes

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Texto revisado por Simone Tesser @simone_alleotti 

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Entrevista | Casal G. B. Baldassari fala sobre romance sáfico e escrita a quatro mãos

Best-seller da Amazon, livro acaba de receber primeira versão física

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Dublado ou legendado? Conheça Fabi Bang e Myra Ruiz, vozes de Wicked no Brasil

Entre palcos, estúdios e milhares de fãs, as duas atrizes enfrentam desafios, celebram conquistas e consolidam uma história de quase uma década como as versões brasileiras da amizade mais icônica de Oz

No debate eterno entre dublado ou legendado, algumas vozes se tornam tão marcantes que extrapolam a discussão técnica e passam a habitar o imaginário coletivo. No Brasil, isso acontece com Fabi Bang e Myra Ruiz, intérpretes de Glinda e Elphaba no musical Wicked desde sua estreia nacional, em 2016, e agora responsáveis por dublar Ariana Grande e Cynthia Erivo na versão cinematográfica do mesmo universo encantado. As duas atrizes, já consagradas no teatro musical, carregam quase uma década de identificação profunda com seus papéis e, com isso, também a responsabilidade emocional de representar personagens amadas por fãs no Brasil inteiro. Em um momento em que críticas e hate aparecem com força nas redes sociais, revisitamos suas trajetórias para lembrar o óbvio: estamos diante de duas das artistas mais competentes, versáteis e admiradas da nossa cena teatral, que seguem entregando excelência com generosidade, estudo e respeito ao público.

Fabi Bang e Myra Ruiz
Foto: reprodução/annelize tozetto
O começo de tudo: duas trajetórias que já nasceram grandes

Antes mesmo de Wicked existir no Brasil, tanto Fabi Bang quanto Myra Ruiz já eram nomes sólidos e respeitados entre os profissionais do teatro musical. A formação das duas combina estudo formal, disciplina, atuações marcantes e escolhas de carreira que revelam uma maturidade artística acima da média. Cada uma delas percorreu um caminho próprio, mas ambas já demonstravam, desde o início, a mesma seriedade com que tratam sua arte ainda hoje.

Fabi Bang, conhecida pela técnica vocal cristalina e pela presença cênica precisa, se destacou em grandes produções como A Família Addams, O Fantasma da Ópera, A Pequena Sereia — onde encantou o público como Ariel — e o Kit Kat Club, da montagem brasileira de Cabaret. Nessas obras, consolidou uma assinatura como artista: a habilidade de unir leveza, humor, empatia e força dramática, qualidades que mais tarde se encaixariam perfeitamente em uma personagem tão multifacetada como Glinda. Sua voz doce, cheia de controle e nuances, já fazia dela uma das intérpretes mais promissoras do país.

Enquanto isso, Myra Ruiz se firmava como uma atriz de intensidade incomum, dona de uma profundidade interpretativa que a colocava naturalmente entre as profissionais mais potentes de sua geração. Antes de vestir o verde característico de Elphaba, ela já emocionava plateias com sua entrega visceral e sua capacidade de dar complexidade psicológica a papéis desafiadores.

Sua trajetória passou por produções que exigiam versatilidade, presença cênica e uma força emocional rara. Em Mamma Mia! — onde começou como ensemble e cover da Sophie — Myra já demonstrava uma naturalidade encantadora no palco. Em seguida, vieram trabalhos que ampliaram seu alcance artístico, como Fame, Shrek – O Musical (onde substituiu Fiona), Nas Alturas (In the Heights) interpretando Nina, Nine – Um Musical Felliniano como Saraghina, Rent dando vida à irreverente Maureen e Chaplin – O Musical.

Mais tarde, ela assumiria papéis de grande peso dramático, como Eva Perón em Evita Open Air, além de integrar o elenco de Meu Destino é Ser Star, Matilda (como Sra. Wormwood) e protagonizar Legalmente Loira como Elle Woods,  um desafio que reforçou sua habilidade de unir carisma, energia e técnica.

Em cada projeto, Myra deixava claro que não era apenas uma cantora excepcional, mas uma atriz completa, capaz de equilibrar vulnerabilidade e força com uma verdade cênica arrebatadora. Quando a ficha de Wicked foi anunciada no Brasil, já não restava dúvida: ela estava pronta para uma personagem tão complexa quanto Elphaba.

Wicked chega ao Brasil: a química perfeita

Com a estreia brasileira do musical, em 2016, um novo capítulo começou a ser escrito, não apenas para o teatro nacional, mas para a conexão entre público e artistas. Wicked é um dos maiores fenômenos do teatro musical mundial, exigindo protagonistas preparadas para lidar com números vocais complexos, cenas rápidas e emoções profundas. A expectativa era enorme – e Fabi e Myra não apenas atenderam a esse nível de exigência, como rapidamente superaram qualquer projeção inicial.

A química entre as duas em cena era surpreendente. O público via nascer ali uma parceria artística orgânica, afetuosa e totalmente comprometida com a narrativa das personagens. As performances de Fabi como Glinda eram ao mesmo tempo engraçadas, sensíveis e brilhantes, compondo uma personagem que transcendia o arquétipo da garota perfeita e revelava humanidade genuína. Já Myra, com sua potência vocal e emocional, entregava uma Elphaba inesquecível, carregada de força, fragilidade e revolta – uma personagem que, nas mãos dela, ganhava contornos ainda mais profundos.

Em pouco tempo, fã-clubes surgiram, vídeos viralizaram e uma legião de admiradores começou a acompanhar ambas em cada nova sessão. Elas não apenas interpretavam Glinda e Elphaba: elas se tornaram a definição brasileira dessas personagens.

A consagração: turnês, reestreias e a marca de uma década

O sucesso estrondoso da primeira temporada de Wicked no Brasil fez com que o musical retornasse ao país em novas oportunidades, sempre com público fiel e esgotando ingressos. E a presença de Fabi Bang e Myra Ruiz no elenco se tornou uma espécie de garantia emocional para os fãs, que ansiavam pela oportunidade de revê-las. A longevidade desse vínculo é rara no teatro musical, em que elencos costumam se renovar a cada nova montagem. O fato de Fabi e Myra permanecerem associadas aos papéis por tantos anos é mérito pessoal: elas mantiveram consistência vocal, maturidade artística e carisma constante, entregando performances sempre renovadas e profundamente honestas.

Ao longo desses anos, suas interpretações evoluíram. Não eram mais apenas as personagens da primeira temporada – eram versões mais completas, mais humanas, mais vividas. Essa maturidade só reforçou o quanto a presença das duas no musical se tornou um marco na história do teatro brasileiro. Em diversas entrevistas e relatos de fãs, fica evidente que o público reconhece esse comprometimento. Para muitos, Wicked no Brasil tem rosto e voz – e esses rostos e vozes são Fabi Bang e Myra Ruiz.

A conquista do cinema: as vozes de Ariana Grande e Cynthia Erivo

Com o anúncio da versão cinematográfica de Wicked, estrelada por Ariana Grande e Cynthia Erivo, uma pergunta começou a ecoar entre os fãs brasileiros: quem dublaria as protagonistas? A resposta veio com emoção e, para muitos, com um senso de justiça poética. Fabi Bang foi confirmada como a voz brasileira de Ariana Grande; Myra Ruiz, como a voz de Cynthia Erivo. Era o reconhecimento natural de uma trajetória construída com excelência.

Dublar um musical é um desafio técnico imenso. Não se trata apenas de cantar: é necessário interpretar, ajustar a respiração ao take original, sincronizar emoção, adaptar timbre e, ao mesmo tempo, preservar a própria identidade artística. Fabi e Myra trouxeram ao estúdio não apenas sua bagagem vocal, mas todo o histórico emocional construído ao longo de anos interpretando Glinda e Elphaba no palco. O cinema, assim, se torna um registro histórico desse legado.

Entre o amor e o hate: o peso de ser ícone

A popularização das redes sociais trouxe vantagens, como o contato mais direto entre artistas e público, mas também amplificou discursos agressivos. No debate entre dublado e legendado, que por si só já é polarizado, Fabi e Myra acabaram recebendo comentários injustos – algo que não condiz com a trajetória, o talento ou o profissionalismo de ambas. É importante reforçar que elas não tiraram o espaço de ninguém, não foram escolhas casuais e não chegaram ao filme por acaso. Elas foram convidadas por mérito, currículo, experiência e pela profunda conexão com essas personagens no Brasil.

Ainda assim, mesmo diante do hate, o carinho do público real – aquele que compra ingresso, retorna às sessões, acompanha as produções e se emociona de verdade – fala mais alto. A estreia do filme representa a consagração de duas carreiras íntegras e brilhantes, não uma batalha entre versões.

Fabi Bang e Myra Ruiz
Foto: reprodução/life fabi bang
O impacto delas para uma geração de fãs

Ao longo de quase uma década, Fabi Bang e Myra Ruiz se tornaram porta de entrada para muitos brasileiros conhecerem Wicked, teatro musical e até mesmo sua própria relação afetiva com a arte. Não é raro encontrar relatos de espectadores que descobriram o amor por musicais ao vê-las no palco, ou de jovens artistas que decidiram estudar canto, atuação ou dança inspirados pelas performances da dupla.

Esse impacto, profundo e duradouro, não pode ser medido apenas por números. Ele existe na memória emocional de quem viu uma Glinda radiante descer no globo ou uma Elphaba desafiando a gravidade com força e vulnerabilidade. Fabi e Myra não foram apenas intérpretes: foram referências, inspirações e vozes que marcaram a vida de muitas pessoas.

Fabi Bang e Myra Ruiz
Foto: reprodução/caio galucci
A importância de reconhecer e celebrar artistas nacionais

Ao ouvirmos Fabi e Myra no filme de Wicked, celebramos mais do que escolhas de dublagem – celebramos o talento brasileiro. É a prova de que nosso país forma artistas capazes de dialogar com produções internacionais, entregando performances tecnicamente impecáveis e emocionalmente verdadeiras. Em um momento em que elogios circulam menos do que críticas, é essencial reafirmar a importância dessas duas artistas para a cultura nacional.

Mais do que representar personagens, elas representam o Brasil. E fazem isso com excelência, profissionalismo e uma sensibilidade rara, que merece ser celebrada e reconhecida. Suas carreiras são exemplos de dedicação e amor pela arte, e suas vozes, agora registradas no cinema, permanecem como parte de um legado que seguirá encantando gerações.

Dublado ou legendado… o importante é reconhecer o talento

A discussão entre dublado e legendado sempre vai existir, e não há nada de errado nisso. Mas quando falamos de Fabi Bang e Myra Ruiz, falamos de um caso especial. Elas não são apenas dubladoras do filme: são parte essencial da história de Wicked no Brasil. Não é exagero dizer que marcaram uma geração inteira e que agora têm seu trabalho eternizado nas telas.

Ao revisitar suas trajetórias, o que se destaca é a beleza de duas carreiras construídas com estudo, coragem, entrega e respeito ao público. Fabi e Myra merecem ser celebradas,  não apenas como vozes de Glinda e Elphaba, mas como artistas completas que continuam engrandecendo o teatro musical brasileiro.

 

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Texto revisado por Alexia Friedmann

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Entrevista | Lis Vilas Boas fala sobre o preconceito com a romantasia, lobisomens e Carnaval

Entre as principais inspirações da escritora, estão séries como Peaky Blinders e Carnival Row 

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Johnny Hooker anuncia single Viver e Morrer de Amor na América Latina em parceria com Ney Matogrosso

Novo single traz elementos do brega, bolero e da MPB contemporânea e antecipa a energia do novo álbum do cantor

O cantor e compositor pernambucano Johnny Hooker anunciou o novo single Viver e Morrer de Amor na América Latina em parceria com Ney Matogrosso, com lançamento marcado para sexta-feira (28). A faixa marca o novo momento artístico de Hooker e é o primeiro lançamento do novo álbum homônimo.

A canção tem elementos da música popular latino-americana combinados a referências do brega, do bolero e da MPB contemporânea. O arranjo traz percussões latinas, guitarras e camadas vocais que antecipam a energia do novo disco do cantor, que deverá ser lançado oficialmente nas próximas semanas.

Em um manifesto emocional e político, Johnny Hooker canta sobre paixão, memória e renascimento: “Tome cuidado com o andor / Tome cuidado menina / Viver, morrer de amor / Na América Latina / Saiu três vezes é sorte / a carta da morte”.

Hooker considerou a colaboração com Ney Matogrosso uma grande realização e afirmou que a canção é “uma grande homenagem ao legado dele”. Para o cantor, a música representa a chance de reunir duas trajetórias que, em diferentes épocas, compartilham liberdade estética e atuação política. 

Dividir esse projeto com esse grande nome foi melhor do que no sonho! Ney é de uma generosidade e carinho num nível estratosférico. Quando escrevi a música percebi que estava falando sobre ele e isso me emocionou muito. E quando ele topou fiquei incrédulo, esse encontro de gerações que são filhos de uma luta contínua por liberdade é maior do que eu possa colocar em palavras. Essa música é uma grande homenagem ao legado dele”, expressou.

Nesta quinta-feira (27), Johnny Hooker se apresentará na Audio, em São Paulo, para a gravação do seu novo DVD e álbum ao vivo. No espetáculo, o cantor revisitará canções de sucesso da carreira e apresentará músicas inéditas do próximo trabalho. A apresentação ainda terá as participações de Gaby Amarantos e Catto

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Texto revisado por Laura Maria Fernandes de Carvalho

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Cinema Notícias

Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, com Hugh Jackman e Kate Hudson, ganha novo trailer

Filme estreia em janeiro de 2026

Song Sung Blue é um filme dirigido e escrito por Craig Brewer (Meu Nome é Dolemite, 2019). A produção é estrelada por Hugh Jackman (Os Miseráveis, 2012) e Kate Hudson (Quase Famosos, 2000). A estreia nos cinemas brasileiros será no dia 29 de janeiro de 2026.

(L to R) Hugh Jackman as Mike Sardina and Kate Hudson as Claire Stengl in director Craig Brewer's SONG SUNG BLUE, a Focus Features release. Credit: Courtesy of Focus Features. © 2025 All Rights Reserved.
Foto: divulgação/Universal Pictures

Além disso, o elenco também conta com nomes como Michael Imperioli, Fisher Stevens, Jim Belushi, Ella Anderson, King Princess, Mustafa Shakir e Hudson Hilbert Hensley. A produção executiva é de Craig Brewer, John Davis e John Fox.

A trama apresenta dois músicos sem sorte na vida, interpretados por Hugh e Kate, que formam uma animada banda-tributo a Neil Diamond, provando que nunca é tarde para encontrar o amor e correr atrás de seus sonhos. O longa é baseado em uma história real sobre sonhos, família, resiliência e amor à música.

(L to R) Hugh Jackman as Mike Sardina and Kate Hudson as Claire Stengl in director Craig Brewer's SONG SUNG BLUE, a Focus Features release. Credit: Courtesy of Focus Features © 2025 All Rights Reserved.
Foto: divulgação/Universal Pictures
Confira o trailer:

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz @analuztraduz

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Música Notícias

Após passagem pelo Brasil, Rose Gray lança remix de Wet & Wild com DUDA BEAT

Música ainda conta com visualizer gravado em praia do Rio de Janeiro

A cantora Rose Gray lançou na última sexta-feira (21) o remix da música Wet & Wild com a participação de DUDA BEAT. A nova versão da faixa, do primeiro álbum de estúdio da artista inglesa, vem dias após a passagem de Rose pelo Brasil e conta com um visualizer gravado no Rio de Janeiro.

Rose surge como um dos nomes em ascensão da nova cena pop e clubber britânica e vem chamando atenção com o seu primeiro álbum de estúdio, Louder, Please, lançado em janeiro deste ano. O projeto da artista mistura o pop com vertentes da música eletrônica e letras que celebram o amor, a liberdade e o prazer. 

Wet & Wild, co-escrita e produzida por Sur Back, é um dance pop com batidas eletrônicas e sintetizadores intensos. No remix da música, Rose e DUDA cantam juntas e unem o inglês e o português. No vídeo, o cenário é uma praia do Rio de Janeiro e Rose aparece vestida com as cores verde e amarelo, enquanto dança e toma água de coco. 

A colaboração entre as cantoras chega após as duas se apresentarem no Zig Festival, em São Paulo, marcando a primeira passagem de Rose pelo Brasil. Além da apresentação na capital paulista, Gray participou do Zig Fest Side Gigs, no Rio de Janeiro. 

Essa não é a primeira vez em que Rose colabora com uma artista brasileira. Em outubro, a cantora lançou a versão deluxe do seu primeiro álbum, intitulada A Little Louder, Please, que conta com três faixas inéditas – April, Lotus e I Don’t Speak French – além de parcerias com diferentes artistas.

A música Just Two ganhou feat com a DJ e produtora paranaense Clementaum, que também vem crescendo na cena eletrônica nacional. Na faixa, que conta com sample da famosa Blue (Da Ba Dee), de 1999, Rose arrisca algumas palavras em português, como “dança”, “tambor”, “amor” e “correr”.

O álbum deluxe A Little Louder, Please também traz colaborações com outros artistas, como JADE, Shygirl, Alex Chapman e Logic1000.

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Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

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Cinema Teatro

Atrizes negras que fundaram as bases do teatro e do cinema brasileiros

Conheça as pioneiras que abriram o caminho e inspiraram gerações na arte dramática no país

O Brasil tem uma linhagem de intérpretes que se impôs pela excelência num período em que o espaço era restrito e as oportunidades eram bem raras. Durante décadas, o cinema e o teatro brasileiros reservaram aos artistas negros papéis limitados, caricaturais ou inexistentes. Ainda assim, algumas atrizes romperam essas barreiras com talento e coragem, abrindo espaço para que outras pudessem existir de forma plena na tela e no palco.

Neste Mês da Consciência Negra, lançamos um olhar sobre algumas dessas mulheres que pavimentaram um caminho artístico e estético que hoje permite que novas gerações brilhem.

Para que a lista não seja muito extensa, o foco serão as mulheres que fundaram essa tradição quando o ofício era ainda mais desafiador, e cuja obra permanece como referência de profissionalismo, força e arte.

Mas antes de conhecer esses perfis, é preciso entender o contexto do teatro e cinema, não apenas no Brasil, ao que se referia às pessoas negras. 

Papéis reservados a atores negros no brasil

Durante boa parte do século XX, atores negros eram escalados quase exclusivamente para papéis subalternos, cômicos e folclorizados: escravos, serviçais, tipos populares, sempre representados de forma caricata. 

No teatro, mesmo em montagens com temática afro-brasileira, os papéis de destaque eram frequentemente entregues a atores brancos pintados de preto (blackface), prática comum até os anos 1940. 

As oportunidades restringiam protagonistas negros e impediam atrizes negras de interpretarem papéis românticos ou dramáticos complexos. A mudança real só começou quando companhias e movimentos culturais passaram a contestar essa lógica, e nenhum foi tão influente quanto o Teatro Experimental do Negro. 

Teatro Experimental do Negro
Foto: reprodução/GOV

Fundado em 1944 por Abdias do Nascimento, o Teatro Experimental do Negro foi uma das iniciativas mais importantes da história cultural brasileira. Seu objetivo era combater a exclusão racial no teatro, formar atores negros, promover dramaturgia que fugisse da caricatura e apresentar o artista negro como protagonista, não como tipo folclórico. 

O TEN treinou intérpretes, montou peças escritas para elencos negros e abriu espaço para talentos como Ruth de Souza e Lea Garcia. Além de companhia teatral, o TEN foi um movimento cultural e político que influenciou debates sobre identidade, arte e cidadania ao longo de décadas.

Ruth de Souza (1921–2019)
Foto: reprodução/Acervo Globo 

Primeira grande atriz negra do Brasil, ingressou no Teatro Experimental do Negro ainda jovem. Em 1954, tornou-se a primeira brasileira indicada ao Leão de Ouro (prêmio de melhor atriz) no Festival Internacional de Cinema de Veneza pelo filme Sinhá Moça (1953). 

No teatro, interpretou papéis clássicos e contemporâneos, rompendo barreiras numa época em que papéis de destaque eram reservados a elites brancas. Sua presença forçou o mercado cultural a encarar a inconsistência das escalas raciais na dramaturgia brasileira.

Lea Garcia (1933–2023) 
Foto: reprodução/Itaú Cultural

Revelada também pelo TEN, ganhou projeção internacional por sua atuação em Orfeu Negro (1959), filme premiado em Cannes. Sua carreira marcou uma transição histórica: pela primeira vez, uma atriz negra brasileira não era vista apenas como figura tipificada, mas como intérprete dramática com peso internacional. Teve uma carreira longa, com solidez e dignidade rara.

Zezé Motta (1944–atualmente) 
Foto: reprodução/Itaú Cultural/Jardiel Carvalho 

Protagonista de Xica da Silva (1976), tornou-se símbolo da autonomia feminina negra no cinema brasileiro. Sua carreira na música, na televisão e no teatro consolidou a presença de artistas negros em espaços antes inacessíveis. Zezé quebrou definitivamente o teto cultural que limitava mulheres negras a papéis secundários.

Chica Xavier (1932–2020)
Foto: reprodução/Negrê 

Foi uma das figuras mais queridas da dramaturgia brasileira. Baiana, mudou-se para o Rio nos anos 1950 e começou no teatro antes de migrar para a televisão, onde se tornou presença constante em novelas, minisséries e especiais. Representou personagens de forte dimensão moral e espiritual, quase sempre matriarcas, parteiras, rezadeiras, líderes comunitárias (papéis que ela interpretava com dignidade e profundidade). Tornou-se referência e mentora informal para jovens atrizes negras que buscavam espaço num mercado ainda excludente.

Thereza Santos (1932–2012)

 

Atriz, dramaturga, intelectual e uma das vozes mais ativas na discussão sobre cultura e identidade no Brasil. Integrou o Teatro Experimental do Negro e trabalhou com Abdias do Nascimento. Atuou não só nos palcos, mas também como autora de peças e como articuladora política em debates sobre a presença negra nas artes. Foi uma das primeiras mulheres negras no Brasil a escrever e sistematizar pensamento crítico sobre teatro, identidade e desigualdade racial, combinando atuação artística e militância cultural.

Marina Gonçalves (décadas de 1940–50)
Foto: reprodução/Portal Geledés 

Integrou o elenco do Teatro Experimental do Negro em seus primeiros anos e participou das montagens que buscavam formar um repertório dramático protagonizado por artistas negros. Atuou em peças decisivas do TEN nos anos 1940 e 1950, tornando-se um dos rostos femininos mais presentes no esforço de legitimar o ator negro como intérprete dramático capaz de papéis complexos, não apenas tipos caricaturais. Sua carreira ajudou a consolidar o TEN como laboratório de novos talentos.

Depois delas vieram outras intérpretes igualmente fortes e atrizes como Camila Pitanga, Taís Araújo, Ruth Negga (em carreira internacional) e tantas outras consolidaram esse legado. Mas sem as pioneiras, não haveria o caminho que hoje parece natural.

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Leia também: Cultura, luta e resistência: 12 livros da Intrínseca para o Mês da Consciência Negra 

 

Texto revisado por Cristiane Amarante 

 

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Cultura turca Entretenimento Entrevistas Notícias

Entrevista | Yaren Güldiken fala com exclusividade sobre Uzak Şehir: “Somos totalmente como uma família”

Em um bate-papo leve e exclusivo, Yaren Güldiken revela detalhes de Uzak Şehir, fala sobre a personagem Pakize, conta histórias dos bastidores e manda um recado em português 

Yaren Güldiken nasceu em 23 de setembro de 1998, em Istambul, na Turquia. Formada em Psicologia pela Universidade Yeditepe, sempre manteve uma forte ligação com as artes cênicas, estudando atuação com nomes importantes da indústria. Apesar da formação acadêmica, ela encontrou seu caminho como atriz, construindo uma carreira marcada por disciplina e entrega – características notadas também por seu estilo de vida atlético, já que Yaren pratica musculação há anos e é associada ao universo do fisiculturismo.

Sua virada para o grande público aconteceu com Uzak Şehir (tradução livre: Cidade Distante), novela turca do Kanal D exibida desde 2024 – considerada um dos maiores sucessos atuais da TV turca. A trama acompanha a família Albora e ganha força quando Alya e seu pequeno filho, Cihan Deniz, são obrigados a deixar o Canadá e se mudar para Mardin, na Turquia, cidade histórica que se torna o centro de todos os conflitos.

Créditos: reprodução / fragman-tv

É nesse cenário que Yaren Güldiken dá vida a Pakize Sancak, jovem que trabalha como babá de Cihan Deniz e ajuda os pais nos cuidados da mansão dos Albora. Vivendo em um ambiente tradicional e repleto de tensões, Pakize se vê dividida entre deveres, sentimentos e as mudanças que transformam seu mundo.

Em entrevista exclusiva para o Brasil, Yaren explica que sempre tenta compreender Pakize profundamente, porque a personagem vive uma realidade oposta à sua: criada em um ambiente tradicional, com pouca liberdade, quase sem vida social e sempre presa ao universo da mansão de seus patrões. “Eu tento entender a Pakize porque a Yaren nunca viveu algo assim. Com ela, aprendi que condições diferentes moldam comportamentos diferentes: uma pessoa pode se tornar ansiosa, agressiva, curiosa. Se eu tivesse vivido o que ela viveu, talvez fosse igual. Ela me mostra isso.”

Créditos: reprodução / @yarenguldiiken via Instagram

Ainda durante a entrevista, Yaren Güldiken divide como é o dia a dia no set com o elenco de Uzak Şehir. Ela conta que a recepção do público tem sido emocionante e intensa, e que o set se transformou em uma verdadeira família: “Damos força, damos apoio, compartilhamos os momentos bons e ruins. Acho que esse é o segredo do nosso sucesso. (…) Se não nos amássemos tanto, se houvesse alguma negatividade no que vivemos juntos, acho que refletiria no set e no trabalho. Podemos dizer que somos totalmente como uma família. Temos uma família grande em Mardin”, comenta Yaren.

Créditos: reprodução / @cihalss via Instagram

Com uma personagem intensa e emocionalmente complexa, Yaren vem conquistando cada vez mais espaço entre os novos talentos da dramaturgia turca, e tem chamando atenção também no Brasil, onde seu trabalho já ganhou admiradores.

Assista à entrevista completa, realizada por Anna Mellado e traduzida simultaneamente por Jaque Rosa. Em um bate-papo leve e cheio de carinho, Yaren Güldiken abre o coração sobre Uzak Şehir, relembra cenas marcantes, conta curiosidades dos bastidores e ainda surpreende ao falar português em uma mensagem encantadora para o público brasileiro. Confira a seguir:

 

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 Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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