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O que os K-dramas revelam sobre a fragilidade humana que o Ocidente esqueceu

Enquanto muitas produções ocidentais ainda insistem em celebrar o sucesso, a superação individual e a ideia de vitória a qualquer custo, os dramas coreanos parecem mais interessados em olhar para aquilo que quase ninguém sabe dizer em voz alta: o fracasso, o cansaço, a solidão e a necessidade de ser acolhido

Existe uma diferença muito clara entre histórias feitas para provar que alguém venceu e histórias feitas para lembrar que alguém sobreviveu. Durante muito tempo, parte da ficção ocidental construiu seus protagonistas a partir de uma lógica quase meritocrática: a pessoa sofre, aprende uma lição, se fortalece, vence o vilão, conquista o emprego, encontra o amor, compra a casa, dá a volta por cima e encerra a narrativa como alguém finalmente resolvido”. É uma estrutura confortável, eficiente e, muitas vezes, emocionante. Mas também pode ser cruel, porque sugere que toda dor precisa virar performance, todo trauma precisa gerar produtividade e todo fracasso precisa ser apenas uma etapa rápida antes do sucesso.

Os K-dramas, por outro lado, parecem menos interessados em transformar a fragilidade humana em obstáculo a ser superado e mais dispostos a enxergá-la como parte essencial da vida. Em muitas dessas histórias, os personagens não são admiráveis porque dão certo, mas porque continuam existindo mesmo quando tudo dentro deles parece quebrado. Eles choram no ônibus, comem em silêncio, voltam para casa sem ter coragem de contar que foram humilhados no trabalho, fingem estar bem para a família, sentem inveja, vergonha, medo, raiva, culpa e uma tristeza que nem sempre cabe em grandes discursos. E talvez seja justamente aí que mora a força dessas produções.

Em vez de oferecerem respostas fáceis, os dramas coreanos costumam criar espaço para perguntas incômodas. O que acontece quando o sonho da juventude não se realiza? Quando a vida adulta não parece uma conquista, mas uma sucessão de boletos, frustrações e pequenas desistências? Quando amar alguém não basta para curar uma pessoa? Quando a família, que deveria ser abrigo, também é fonte de dor? Quando o sucesso chega tarde demais ou nem chega? Essas perguntas atravessam obras como My Mister (2018), Our Blues (2022), My Liberation Notes (2022), Misaeng (2014), Hospital Playlist (2020), Reply 1988 (2015) e Tudo Bem Não Ser Normal (2020), que entenderam algo muito simples e muito profundo: ser humano não é estar sempre em evolução. Às vezes, ser humano é apenas aguentar mais um dia.

K-dramas
Foto: reprodução/viki

Em Our Blues, talvez um dos exemplos mais bonitos dessa sensibilidade, não existe apenas uma grande história de superação. Existe uma comunidade inteira formada por pessoas difíceis, contraditórias, machucadas e, ainda assim, profundamente dignas de cuidado. A série não tenta transformar seus personagens em figuras inspiradoras no sentido mais óbvio da palavra. Pelo contrário, ela permite que eles sejam duros, egoístas, ressentidos, cansados, amorosos, injustos e generosos ao mesmo tempo. A vida em Jeju aparece como um mosaico de dores pequenas e enormes: mães e filhos que não sabem se perdoar, amigos que envelhecem carregando arrependimentos, mulheres que aprenderam a sobreviver sendo fortes demais, jovens pressionados por futuros que ainda nem começaram. Tudo ali parece dizer que ninguém é uma coisa só.

K-dramas
Foto: reprodução/viki

Essa talvez seja uma das grandes diferenças entre muitos K-dramas e parte da dramaturgia ocidental mais tradicional. Enquanto o Ocidente muitas vezes gosta de personagens que “superam” suas feridas, os dramas coreanos parecem mais interessados em mostrar pessoas aprendendo a conviver. Em My Mister, por exemplo, Lee Ji-an e Park Dong-hoon não se salvam de maneira grandiosa, não encontram uma cura mágica, não saem da história como versões iluminadas de si mesmos. O que existe entre eles é algo mais silencioso e, por isso mesmo, mais raro: o reconhecimento. Um vê no outro uma dor que o mundo não percebe. E, a partir disso, surge uma forma de afeto que não precisa ser romantizada para ser profunda.

Essa delicadeza também aparece em My Liberation Notes, drama que entende como poucos o vazio cotidiano. A série não trata a solidão como algo cinematográfico ou bonito, mas como uma espécie de cansaço acumulado. Seus personagens não estão vivendo grandes tragédias o tempo todo. Eles trabalham, pegam transporte, voltam para casa, jantam, repetem rotinas, engolem incômodos e seguem. A dor ali não está em uma explosão dramática, mas na sensação de que a vida ficou pequena demais. Isso é muito poderoso porque conversa com uma geração inteira que talvez não saiba nomear exatamente o que sente, mas entende perfeitamente a vontade de desaparecer por alguns instantes.

Os K-dramas também têm uma relação muito particular com o fracasso. Em vez de tratá-lo apenas como um degrau antes da vitória, eles o mostram como experiência emocional completa. Em Misaeng, Jang Geu-rae não é um gênio injustiçado prestes a provar seu valor ao mundo. Ele é alguém deslocado, despreparado, inseguro, tentando sobreviver em um ambiente corporativo que não foi feito para acolher fragilidades. O drama é quase doloroso porque não romantiza o trabalho. Ele mostra hierarquias, humilhações, exaustão, competição e a sensação de estar sempre devendo alguma coisa. Mas, ao mesmo tempo, encontra beleza nas pequenas vitórias, em uma tarefa bem feita, no colega que reconhece esforço, na conversa no fim do expediente, no dia em que a pessoa não desiste.

 

Essa abordagem é muito diferente da lógica ocidental do “vencedor solitário”. Nos K-dramas, quase ninguém se salva sozinho. Mesmo quando o protagonista precisa amadurecer, mudar ou tomar decisões difíceis, a comunidade ao redor importa. Em Reply 1988, a vida dos personagens é construída em torno da vizinhança, das refeições compartilhadas, dos pais que erram tentando acertar, dos amigos que entram e saem das casas uns dos outros como se fossem família. A série entende que pertencimento não é uma ideia abstrata, mas algo feito de gestos repetidos: guardar comida para alguém, perceber um silêncio diferente, emprestar dinheiro, brigar, voltar, pedir desculpa sem saber pedir desculpa.

Foto: reprodução/viki

Isso talvez explique por que tantos espectadores encontram conforto nos K-dramas. Eles não dizem apenas “você vai vencer”. Muitas vezes, dizem algo mais importante: “você não precisa atravessar tudo sozinho”. Em uma cultura cada vez mais marcada pela performance individual, pela necessidade de parecer produtivo, desejável, saudável, bem-sucedido e emocionalmente equilibrado, existe algo quase revolucionário em assistir a histórias nas quais as pessoas desmoronam e ainda assim continuam sendo amadas.

E não é que os K-dramas sejam perfeitos ou mais profundos por natureza. Eles também têm clichês, excessos, fórmulas repetidas, romances idealizados e finais convenientes. Mas, em seus melhores momentos, conseguem tocar em zonas emocionais que muitas produções evitam por medo de parecerem lentas, tristes ou pouco aspiracionais. Eles entendem o silêncio. Entendem o constrangimento. Entendem a vergonha de falhar. Entendem que nem toda dor vira discurso bonito. Às vezes, a dor vira uma pessoa sentada sozinha em uma mesa, comendo devagar porque não sabe mais o que fazer.

Em Hospital Playlist, por exemplo, a fragilidade aparece dentro de um ambiente onde a vida e a morte estão o tempo inteiro em disputa. Mas o drama não se sustenta apenas nas emergências médicas. O que realmente emociona é a forma como ele observa seus personagens fora dos grandes acontecimentos: a amizade entre os médicos, as conversas banais, a música tocada em grupo, o cuidado que não precisa ser anunciado. A série parece entender que o afeto mais transformador nem sempre vem em forma de declaração, mas de presença constante.

Tudo Bem Não Ser Normal  coloca a saúde mental no centro da narrativa, ainda que com uma linguagem mais estilizada e, por vezes, fantasiosa. O drama fala sobre trauma, abandono, dependência emocional e cura sem fingir que amar alguém resolve tudo. O amor pode ajudar, pode iluminar, pode criar caminhos, mas não substitui o enfrentamento das próprias feridas. Essa é uma diferença importante, porque muitas histórias românticas tratam o relacionamento como solução final. Os K-dramas, quando acertam, mostram que amar alguém também é reconhecer que a pessoa carrega dores que não cabem inteiramente no casal.

Talvez o que o Ocidente tenha esquecido, ou pelo menos o que parte de suas narrativas deixou em segundo plano, é que fragilidade não diminui ninguém. A cultura da alta performance ensinou a transformar a própria vida em currículo emocional: é preciso superar rápido, postar aprendizados, seguir em frente, agradecer pela dor, sair mais forte, provar maturidade. Mas nem todo mundo sai mais forte imediatamente. Às vezes, a pessoa sai apenas mais cansada – E tudo bem! Existe humanidade nisso também.

Os K-dramas emocionam porque não têm tanto medo desse cansaço. Eles sabem que existe beleza em personagens que não sabem exatamente para onde estão indo. Sabem que recomeçar não é uma cena bonita com trilha sonora esperançosa, mas um processo cheio de recaídas, dúvidas e passos minúsculos. Sabem que pedir ajuda pode ser mais difícil do que enfrentar um vilão. Sabem que famílias amam e machucam. Que amigos salvam sem perceber. Que o amor pode ser abrigo, mas também pode ser espera, renúncia e cuidado silencioso.

No fundo, essas histórias parecem dizer que a vida não precisa ser grandiosa para merecer ser narrada. Uma pessoa tentando pagar as contas, outra tentando perdoar a mãe, outra tentando levantar da cama, outra tentando dizer “eu sinto muito”, outra tentando acreditar que ainda existe futuro, tudo isso também é drama. Tudo isso também é épico, só que em outra escala.

É por isso que tantos K-dramas permanecem com o público muito depois do último episódio. Não apenas pelos casais, pelas trilhas sonoras ou pelas cenas bonitas, mas porque eles oferecem uma forma de consolo que não soa como autoajuda. Eles não prometem que tudo vai ficar bem de maneira simples. Mostram que talvez algumas coisas nunca fiquem totalmente bem, mas ainda assim podem ser atravessadas com companhia+ , com tempo com comida quente, com uma conversa honesta, com alguém que percebe quando você está tentando ser forte demais.

E talvez seja isso que os K-dramas entendem sobre a fragilidade humana: ela não é o oposto da força, ela é o lugar onde a força deixa de ser pose e passa a ser verdade.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Streaming divulga primeira imagem de Scooby-Doo em série live-action inédita

Scooby-Doo: A Origem chega ao catálogo da plataforma em 2027 e apresenta uma nova versão do personagem como um cachorro real

A Netflix revelou nesta segunda (8) a primeira imagem oficial de Scooby-Doo: A Origem, nova série live-action inspirada em uma das franquias mais populares da cultura pop. A prévia marca um momento inédito para a história do personagem, que será retratado como um cachorro real pela primeira vez em uma produção da saga.

A trama vai abordar a história de origem da clássica e amada equipe de investigadores. Antes de se tornarem um grupo de especialistas em solucionar mistérios, Salsicha, Daphne, Velma e Fred eram apenas adolescentes aproveitando o último verão em um acampamento.

Confira aqui a revelação do Scooby-Doo:

Tudo muda quando Salsicha e Daphne encontram um filhote de dogue alemão perdido que pode ter testemunhado um assassinato sobrenatural. O acontecimento faz com que os amigos se unam para realizar uma investigação que rapidamente se torna mais perigosa do que imaginavam.

Ao longo da série, o grupo contará com a ajuda da inteligente Velma e do popular e recém-chegado Fred para desvendar os segredos que envolvem o caso. Ao passo que a investigação avança, os jovens passam a enfrentar uma ameaça sombria que coloca em risco não apenas suas vidas, mas também os segredos que cada um carrega.

O elenco principal reúne nomes conhecidos do público jovem. A atriz Mckenna Grace interpreta Daphne Blake, enquanto Tanner Hagen dá vida a Salsicha Rogers. Já Abby Ryder Fortson assume o papel de Velma Dinkley, e Maxwell Jenkins interpreta Fred Jones. O elenco ainda conta com Paul Walter Hauser.

Elenco da série Scooby-Doo: a origem
Foto: divulgação/Netflix

Produzida pela Berlanti Productions, em parceria com a Midnight Radio e a Warner Bros. Television, a série está atualmente em produção e tem estreia global prevista para 2027 na Netflix.

 

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Leia também: Cultura asiática: mês de junho traz novidades aguardadas no streaming 

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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Romantasias consagradas são protagonistas dos lançamentos do mês de junho

Editora Record aposta em continuações queridinhas dos amantes de romance e fantasia

 

Em uma mistura de romance e fantasia, a seleção de lançamentos do mês de junho da Editora Record reúne as aguardadas continuações de universos queridinhos dos leitores. As renomadas autoras de fantasia Holly Black (da famosa saga O Povo do Ar) e Jennifer L. Armstrong, que movimenta as novidades com duas continuações de sua saga De Sangue e Cinzas, são as protagonistas do mês na Galera Record.

Confira abaixo os lançamentos que envolvem novos universos de fantasia, romance e criaturas mágicas que prometem deixar sua lista de leitura mais empolgante:

As Três Tarefas de Cristina Ribeiro de Castro, por Laura Pohl
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

O mês de junho no Brasil promete diversas datas festivas, entre elas o tão aguardado Dia dos Namorados. Mas não somente ele. Junho também nos traz uma das comemorações tradicionais mais amadas pelo povo brasileiro: a festa junina. E que escolha de leitura melhor do que um best-seller do New York Times, escrito pelas mãos hábeis da brasileira Laura Pohl, que cria aqui uma romantasia sáfica que promete te prender do início ao fim?

Uma festa junina em São Pedro da Serra Alta nos apresenta Cristina Ribeiro de Castro, neta de Dona Rita e irmã mais velha de Cici. Cris só queria sair e aproveitar para encher a barriga dos deliciosos churros, bem recheados e cobertos de açúcar. 

No entanto, as irmãs recebem um suspeito aviso da avó: não saiam de casa.

Por mais insatisfeita em se privar das comemorações, a mais velha obedece a matriarca. Por outro lado, o espírito aventureiro de Cici não se deixa vencer, e, mais que depressa, ignora o aviso de Rita e se permite “ir em um pé e voltar no outro” para participar do primeiro dia de festival.

A atitude desespera a avó Rita que, ao descobrir a saída da neta, mobiliza Cris para procurá-la e levar a caçula de volta para casa em segurança. Entretanto, a avó lhe dá mais um aviso estranho: “Não importa o que aconteça, não olhe para trás”.

Ao se aventurar pela calada da noite à procura de Cici, Cris descobre que deverá passar por três tarefas para salvar sua irmã e retornar em segurança. Em uma mistura de romance e folclore, essa nova proposta encantou internacionalmente os leitores.

Minha História de Amor com Yamada-Kun Nível 999 (Volume 4), por Mashiro
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

O quarto volume de Mashiro volta com tudo no romance entre Akane e Yamada. A garota está recebendo toda atenção e cuidados vindos dele enquanto está se recuperando de uma doença repentina, e cada toque a faz pensar que, cada vez mais, a relação entre eles vai além de uma amizade.

Seus sentimentos conflitantes lhe dão coragem para se declarar, mas uma agenda lotada e uma nova jogadora podem colocar em risco o objetivo de Akane. Será que esse triângulo amoroso vai colocar em risco o destino do casal?

Ladra da Noite (Volume 2), por Holly Black
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

Na aguardada continuação de Livro da Noite, a ladra Charlie Hall retorna a suas arriscadas empreitadas. Agora, com um novo emprego, a garota é designada à caça de Pragas, criaturas feitas de sombra que estão deixando trilhas de corpos por onde passam.

Além de lidar com monstros que assolam os becos escuros e misteriosos, Charlie ainda precisa lidar com seu coração. Seu amor, Vince, assumiu a forma de uma poderosa criatura das sombras, Red, e, com isso, perdeu suas memórias junto com o sentimento que nutria por ela.

Charlie agora precisa enfrentar as sombras e lidar com a criatura que permanece com o mesmo rosto do homem que ama. Ela aceitará o destino ou vai tentar reviver o amor com Vince (Red)?

A Guerra dos Dragões (Volume 2), por S. F. Williamson
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

Os segundos volumes das sagas de romantasia chegaram com tudo para sanar as dúvidas dos leitores, e com A Guerra dos Dragões não seria diferente.

A continuação de Linguagem dos Dragões retorna com Vivien Featherswallow, a acadêmica que precisou abandonar seu sonho da área de pesquisa das línguas dracônicas para assumir uma nova função na sociedade: ser o rosto de uma rebelião. Os dragões búlgaros invadiram seu lar, seu nome está por toda Britânia, o luto por seu amor perdido e um impasse quanto ao próximo passo corre em suas veias.

Munida de um aparelho que ouve pensamentos de dragões e um diário em uma língua ainda não decifrada, Vivian junta sua sede de vingança ao anseio de alimentar a rebelião e parte em busca de um exército rebelde nas Ilhas Hébridas.

Será que ela vai conseguir convencer toda uma população a se juntar à sua causa? Ou cairá nas mãos dos mesmos inimigos que levaram o homem que amava?

Sea Spinner: O Guardião dos Remanescentes (Volume 2), por Julie Johnson
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

Sequência de Wind Weaver, Sea Spinner une os quatro elementos da natureza (água, ar, terra e fogo) em uma sintonia de fantasia e luta por poder que coloca a protagonista Rhya Fleetwood num forte luto por seus aliados perdidos após a batalha de Fyremas.

Seu lar, Caeldera, está em ruínas, os sobreviventes estão feridos e lutando pela vida, e o governante real está preso em sua própria imoralidade. Diante de tudo isso, a guardiã do vento se vê sem escolha e com receio de confiar em qualquer um que cruze seu caminho.

A jovem, então, traça seu caminho até a Corte da Água, o último lugar a que imaginava ter que recorrer, governada por Soren de Llyr, rei das marés. Ao contrário do governante dos ventos, Soren está aberto a ajudar Rhya com seus poderes, o que a faz questionar vários impasses da guerra travada em sua corte.

Com inimigos vindos de todos os lados, Rhya precisará fazer sacrifícios para trazer, finalmente, paz ao seu povo.

Nascida de Sangue e Cinzas (Volume 4), por Jennifer L. Armentrout
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

O quarto e último volume da saga Carne e Fogo, Nascida de Sangue e Cinzas, veio para encerrar a história de Sera e Nyktos.

Nessa “última dança”, Sera está a poucos passos de assumir a coroa e se tornar Rainha dos Deuses. No entanto, ela ainda está com receio do impacto que isso irá causar na opinião das demais cortes, que ainda deixam dúvidas quanto ao apoio contra seu cruel inimigo, Kolis.

Apesar do pequeno, mas importante triunfo, tudo está bem longe de se resolver. Mesmo com Nyktos, o homem que finalmente aceitou amar e ser amada, ao seu lado, Sera ainda terá que enfrentar a perturbadora profecia que assola seu destino e que dita um caminho ainda mais perigoso.

Com uma batalha entre deuses e um iminente número de perdas à frente, o casal, junto a seus amigos e aliados, terá que impedir o rastro de sangue e cinzas causado por Kolis antes que seja tarde.

Primordial de Sangue e Ossos (Volume 6), por Jennifer L. Armentrout
Imagem: Divulgação/Galera Record/Entretetizei

Comandar duas sagas de fantasia e assumir o protagonismo do mês não é para qualquer um, mas Jennifer L. Armentrout retorna com mais um volume de sua saga mais hypada: De Sangue e Cinzas. O sexto volume, Primordial de Sangue e Ossos, veio para fechar com chave de ouro a seleção do mês de junho na Editora Record.

A querida e aclamada Poppy Balfour nos presenteia mais uma vez com suas aventuras ao lado de Casteel e Kieran. O perigo causado pela Coroa de Sangue, assim como ela, foi derrotado. Mas algo muito pior eclodiu, fazendo o trio juntar suas forças para impedir outro mal, muito mais forte e poderoso que o anterior.

O futuro de todos está em suas mãos, mas encarar um reino em total desequilíbrio os colocará à frente de difíceis escolhas, do passado e presente, que terão poder de apagar ou modificar cada ação, sentimento e laço construído ao longo de suas jornadas.

 

Estava aguardando alguma dessas continuações, ou descobriu novos universos que chamaram sua atenção? Conta para a gente em nossas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e aproveite para nos seguir e não perder nenhum lançamento. E, caso goste de compartilhar suas leituras e trocar experiências literárias, faça parte do nosso Clube do Livro do Entretê!

 

Leia também: Galera Record anuncia novidades imperdíveis para os fãs de fantasia e romantasia

 

Texto revisado por Crystal Ribeiro

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Cultura turca Notícias

Notícias da semana no mundo turco – 01/06 a 06/06

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana

Por Anna Mellado, Débora Lima, Gisélia Oliveira e Mariana Chagas

[Contém spoiler]

Bertan Asllani será Toprak em Mercan Köşk 

O elenco de Mercan Köşk (tradução livre: Mansão Coral), uma das apostas da ATV para a próxima temporada, já está na cidade de Tarsus para as gravações da série produzida pela Faro e Sinehane.

Foto: reprodução/Dizi Club

Havia grande expectativa sobre quem interpretaria Toprak Mercandağ, um dos personagens centrais da trama. Segundo informações dos bastidores, o papel ficou com o ator Bertan Asllani, conhecido por sua participação em Yabani: Coração Selvagem (Yabani, 2023). Na história, Toprak surge na vida de Cemre (Hafsanur Sancaktutan) durante um período difícil. Os dois se casam rapidamente, mas, logo após o casamento, ele desaparece misteriosamente.

Alt ı Üstü Istambul vem na segunda-feira, 15 de junho

Altı Üstü İstanbul (tradução livre: De Ponta-Cabeça em Istambul) chega à ATV em 15 de junho. A nova dizi, produzida pela NTC Medya, está entre as estreias mais aguardadas da temporada de verão.

Foto: reprodução/ATV

Dirigida por Müge Uğurlar e escrita por Yekta Torun e Hilal Yıldız, a dizi convida os espectadores a uma jornada cativante pela atmosfera complexa, dinâmica e emocional de Istambul, com uma história onde amizades são testadas, amores mudam de rumo e todos travam suas próprias batalhas. O elenco reúne Feyyaz Duman, Nehir Erdoğan, İlker Aksum, Rahimcan Kapkap, Elçin Zehra İrem, Kaan Çakır, Yüsra Geyik, Öykü Gürman, Berk Ali Çatal, Cem Söküt e Sacide Taşaner.

Simay Barlas está em negociações para Aşk ve Taht 

A Bozdağ Film continua os preparativos de Aşk ve Taht (tradução livre: Amor e Trono), em produção para a ATV. A dizi será dirigida pelos renomados irmãos Yağmur Taylan e Durul Taylan, com roteiro assinado por Serdar Özönalan, Hasan Erimez, Özlem Atasoy e Melek Yalçın.

Foto: reprodução/Instagram @simaybarlass

Já foi confirmado que Akın Akınözü interpretará Alaaddin Keykubad. Agora, as negociações seguem para definir quem dará vida a Melike Hatun. Simay Barlas, vista recentemente em İstanbul Hatırası (tradução livre: Memória de Istambul), é o nome mais cotado para interpretar a personagem. Caso as negociações sejam concluídas com sucesso, a atriz integrará o elenco principal da produção histórica.

Emre Bey tornou-se o ator principal da série Sevdam Karadeniz

Foram definidos os protagonistas de Sevdam Karadeniz (tradução livre: Meu Amor do Mar Negro), nova série da Mia Yapım, produtora comandada por Banu Akdeniz. A produção, exibida pela NOW, será escrita por Nuray Uslu, dirigida por Aytaç Çiçek e gravada em Trabzon.

Foto: reprodução/ATV

Emre Bey interpretará Kuzey Alazlı, um dos personagens centrais da trama. O nome da protagonista feminina também foi definido: Aslıhan Malbora fechou contrato e dará vida a Zeyşan Yeniceli. A dizi contará a história de amor de Zeyşan e Kuzey, dois jovens do Mar Negro que se reencontram quando Zeyşan retorna à sua terra natal aos 25 anos.

O que mais aconteceu essa semana:

O Entretetizei realizou uma entrevista exclusiva com ator de Arafta: o ator turco Arda Şanlı, intérprete de Berat na dizi Arafta, destacou sua trajetória e comentou a construção de seu personagem, baseada no mergulho psicológico e emocional dos papéis, revelando que se interessou por Arafta pela história envolvente e pela oportunidade de viver um personagem leve e divertido. E, adiantando um pouco do que o público pode esperar: grandes surpresas estão preparadas para os próximos desdobramentos da produção exibida pelo Kanal 7. Veja a entrevista completa aqui.

Vamos Ficar Bem já está disponível no Disney: a série Vamos Ficar Bem (Bize Bi’Şey Olmaz, 2026), estrelada por Miray Daner e Mert Ramazan Demir, já está disponível no Disney+. O drama conta a história de Aktan e Lal, que se envolvem em um forte e intenso romance, apesar de todas as diferenças e impossibilidades que os afastam.

Menderes Samancılar entra para o elenco de Sevdiğim İnsanlar: o filme independente Sevdiğim İnsanlar (tradução livre: As Pessoas que Amo), estrelado por Serenay Sarıkaya, fechou contrato com Menderes Samancılar para integrar o elenco. O longa abordará uma jornada de reencontro e acerto de contas com o passado, acompanhando o retorno de Azra (Serenay Sarıkaya) à sua cidade natal, e Samancılar interpretará o pai de Azra na trama.

Despedidas no final de Uzak Şehir: a dizi Uzak Şehir chegou ao final da sua segunda temporada com uma trama intensa e cheia de reviravoltas. O personagem Feyyaz (Ahmet Varli) é morto em um tiroteio e a protagonista, Alya (Sinem Ünsal), despede-se de Cihan (Ozan Akbaba) em um final que partiu o coração dos fãs.

Cemal Şan retorna ao cinema após 16 anos com Söyleyemediklerim: o veterano diretor Cemal Şan volta às telonas com Söyleyemediklerim (tradução livre: O Que Não Consegui Dizer), cujas filmagens começaram na quinta (4), em Van. A trama acompanha os desdobramentos de um assassinato cometido por engano em uma região marcada pela dureza geográfica e social do leste da Turquia, e abordará temas como vingança, reconciliação, justiça e os conflitos da consciência humana.

A série francesa High Intellectual Potential será adaptada pela Show TV: a Show TV segue preparando sua nova temporada e já definiu um de seus primeiros projetos: a adaptação turca de High Intellectual Potential, fenômeno internacional criado na França. A versão turca será produzida por Öner Arslanel e Fabrika Yapım, com produção criativa de Salih Fahlıoğulları e roteiro assinado por Burcu Yılmaz.

Final de temporada de Sevdiğim Sensin: Sevdiğim Sensin entrou em hiato após a exibição de seu 15º episódio, na última quinta (4). A série da Ay Yapım, estrelada por Aytaç Şaşmaz e Helin Kandemir, teve um final de temporada marcante e cheio de emoção. A trama levou Erkan e Dicle de volta ao lugar onde tudo começou: a aldeia de Dicle. O episódio também mostrou a tão aguardada declaração de amor de Erkan, um dos momentos mais esperados pelos fãs da série.

O novo projeto de Görkem Sevindik foi definido após Eşref Rüya: a nova série da Tims&B para a ATV, Güneşin Doğduğu Yer (tradução livre: Onde o Sol Nasce), será escrita por Yıldız Tunç e dirigida por Çağrı Vila Lostuvalı e Çiğdem Bozali. Na trama, a aclamada Sibel Taşçıoğlu interpretará Celadet, enquanto Uğur Güneş dará vida a Kenan. Os dois personagens serão mãe e filho. Já o ator Görkem Sevindik, após sua participação em Eşref Rüya como Kadir, será Ceyhun.

Hazal Filiz Küçükköse interpreta dois personagens em Ateş Denizi: as gravações de Ateş Denizi (tradução livre: Mar de Fogo), nova série da TRT tabii adaptada do romance homônimo de Beşir Ayvazoğlu, já começaram. A produção é assinada por Özhan Eren e um dos grandes destaques é Hazal Filiz Küçükköse, que dará vida à duas personagens diferentes na trama. O elenco conta também com Erdem Kaynarca e İpek Tuzcuoğlu.

Rapidinhas 

– A terceira e última temporada de Bahar (2024) já chegou à HBO Max do Brasil. Os cinco primeiros episódios estão disponíveis, e o restante sairá semanalmente no streaming.

– O pôster oficial de Muhtemel Aşk (tradução livre: Amor Possível), nova dizi estrelada por Ayça Ayşin Turan, Ekin Koç e Feyyaz Şerifoğlu, foi divulgado. Além disso, o 1º fragman também foi divulgado.

– Já Doğanın Kanunu (tradução livre: A Lei da Natureza), nova produção da Ay Yapım protagonizada por Alperen Duymaz e Özge Yağız, também ganhou seu pôster oficial

Aliye Uzunatağan vai deixar o elenco de Kızılcık Şerbeti (tradução livre: Xarope de Cranberry).

DAHA 17, nova dizi do Kanal D, marcou 3.19 pontos de audiência na classificação total com seu primeiro episódio. A dizi obteve 2.17 na categoria AB e 2.02 na ABC1.

Erdem Adilce, que recentemente chamou atenção por sua atuação como Remzi em Delikanlı (tradução livre: O Rapaz), fechou contrato para integrar o elenco de Sevdam Karadeniz (tradução livre: Meu Amor do Mar Negro).

– O filme Aile Arasında 2 (tradução livre: Entre Duas Famílias 2), produzido pela BKM, escrito por Gülse Birsel e dirigido por Ozan Açıktan, chegará aos cinemas da Turquia em 4 de dezembro.

– Os atores Derya Pınar Ak, Onur Seyit Yaran e Mina Demirtaş, protagonistas do filme Yaz Evi (tradução livre: Casa de Verão), se encontraram em Bodrum antes da gala que aconteceu na sexta (5).

– A atriz Öykü Çelik anunciou que retornará às séries de TV na próxima temporada, após um período dedicado exclusivamente ao cinema. 

 

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Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 18/5 a 23/5

 

Texto revisado por Sabrina Borges de Moura

 

 

Fonte para estas notícias: Birsen Altuntaş

 

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Comportamento Cultura asiática Notícias

Precisamos falar sobre a romantização do sofrimento feminino

Por que tantas mulheres são ensinadas a serem resilientes, pacientes e sacrificiais? Das protagonistas de K-dramas às expectativas sociais reais, existe uma cultura que transforma sofrimento em virtude

Sabe aquela história de que “mulher forte é aquela que aguenta tudo”? Que precisamos ser resilientes, pacientes, compreensivas e, de preferência, sorridentes, mesmo quando o mundo está caindo aos pedaços? Parece que, desde que a gente se entende por gente, somos bombardeadas com a ideia de que o sofrimento feminino, de alguma forma, nos enobrece. Que passar por provações, abrir mão dos nossos desejos e colocar as necessidades dos outros acima das nossas é o caminho para ser uma “boa mulher”. E, sejamos sinceras, essa narrativa é exaustiva, né?

Mas de onde vem essa ideia? Por que tantas de nós crescemos acreditando que o sacrifício é uma virtude e que a dor é um atalho para a santidade? Se você já se pegou pensando nisso enquanto maratonava um K-drama, ouvia uma música da Taylor Swift ou via uma protagonista de série ocidental se desdobrando para agradar a todos, pode ter certeza: você não está sozinha. Milhões de mulheres ao redor do mundo estão começando a questionar essa romantização do sofrimento, percebendo que, por trás da aura de “mulher guerreira”, existe uma armadilha que nos impede de viver plenamente. Então, vem com a gente desvendar esse mistério e entender como essa cultura se manifesta das telas coreanas aos palcos pop, e como a gente pode se libertar dela!

A heroína que chora em silêncio: o sofrimento feminino nas telas (asiáticas e ocidentais) que a gente ama (e questiona!)

Seja em K-dramas, filmes de Hollywood ou séries da Netflix, já deve ter notado um padrão que, às vezes, dá um nó na cabeça: muitas protagonistas femininas parecem ter um imã para o sofrimento emocional e social. Elas enfrentam adversidades financeiras, familiares, amorosas e profissionais com uma resiliência quase sobre-humana. São órfãs, endividadas, vítimas de bullying, ou simplesmente azaradas no amor. E, por mais que a gente torça por elas e se emocione com suas histórias, é inegável que a jornada dessas personagens é muitas vezes pavimentada com lágrimas, sacrifícios e uma dose cavalar de paciência.

Pense em dramas como Boys Over Flowers (2009), onde a protagonista Geum Jan-di, uma garota de origem humilde, é constantemente humilhada e maltratada pelos garotos ricos da escola, mas persiste com uma força inabalável. Ou em Escada Para O Céu (2003), um clássico que beira o absurdo no quesito sofrimento, com a personagem principal passando por todo tipo de tragédia, desde a perda da mãe até a cegueira e doenças terminais, sempre com uma aura de pureza e bondade. Em muitos desses dramas, a virtude da personagem feminina parece ser diretamente proporcional à sua capacidade de suportar a dor e o sacrifício. É quase como se o sofrimento fosse um pré-requisito para um final feliz, sabe?

Mas não é só na Ásia que a gente vê isso! Quantas vezes não nos identificamos com a Meredith Grey de Grey’s Anatomy (2005), que parece carregar o peso do mundo nas costas, sempre se sacrificando pelos pacientes e pelos amigos, enquanto lida com suas próprias tragédias? Ou com a Rory Gilmore de Gilmore Girls (2000), que, apesar de todo o privilégio, vive uma busca incessante pela perfeição acadêmica e profissional, muitas vezes se cobrando demais e sofrendo em silêncio para atender às expectativas de todos ao seu redor? E a Phoebe Waller-Bridge em Fleabag (2016), que usa o humor ácido para mascarar uma dor profunda e uma culpa avassaladora, mostrando que o sofrimento feminino pode ter muitas faces, nem sempre óbvias. É quase como se a narrativa de “mulher que sofre e supera” fosse um roteiro universal.

Essa representação, embora muitas vezes emocionante e cativante (afinal, quem não ama um bom drama?), levanta uma questão importante: será que estamos, inconscientemente, sendo ensinadas a associar o valor de uma mulher à sua capacidade de sofrer em silêncio? Será que a imagem da heroína que aguenta tudo, que perdoa o imperdoável e que se sacrifica pelos outros, não reforça a ideia de que o sofrimento é um caminho para a redenção ou para o amor verdadeiro? É uma reflexão que nos convida a olhar para as nossas histórias favoritas com um olhar mais crítico, questionando os padrões que elas, por vezes, perpetuam e que, sem querer, acabamos reproduzindo na vida real.

Resiliência, paciência e sacrifício: as virtudes que a gente acha que tem que ter (mas que podem nos aprisionar!)

Fora das telas, essa romantização do sofrimento feminino se manifesta em diversas expectativas sociais que nós conhecemos bem. Desde cedo, somos ensinadas a ser “boazinhas”, a não reclamar, a colocar as necessidades dos outros antes das nossas. A mulher paciente é elogiada, a mulher resiliente é admirada, e a mulher sacrificial é quase canonizada. Mas, peraí, a que custo tudo isso? Será que essa busca por ser a mulher perfeita não está nos custando a nossa própria paz?

Essa cultura nos ensina que devemos ser as cuidadoras universais: da casa, dos filhos, do marido, dos pais, dos amigos, dos colegas de trabalho. E, ao fazer isso, muitas vezes esquecemos de cuidar de nós mesmas. A exaustão física e mental se torna um distintivo de honra, um sinal de que somos mulheres de verdade. A paciência se transforma em passividade, a resiliência em conformismo e o sacrifício em autoanulação. E a gente, que é tão forte, acaba se perdendo no meio de tantas cobranças.

Quantas vezes ouvimos frases como “você tem que ter paciência com ele”, “aguenta firme, você é forte” ou “faça isso pelos seus filhos”? Essas frases, embora muitas vezes ditas com boas intenções, reforçam a ideia de que o sofrimento é uma parte intrínseca da experiência feminina, e que a nossa capacidade de suportá-lo é uma medida do nosso valor. É uma armadilha sutil, mas poderosa, que nos impede de buscar a nossa própria felicidade e de lutar pelos nossos próprios direitos e desejos. E a gente merece muito mais do que isso, né?

A síndrome da boa moça: por que é tão difícil dizer não e colocar a gente em primeiro lugar?

A romantização do sofrimento feminino está intrinsecamente ligada à síndrome da boa moça, um padrão de comportamento que nos leva a buscar a aprovação dos outros a todo custo. Temos medo de desagradar, de sermos vistas como egoístas ou difíceis. E, para evitar esses rótulos que a sociedade adora nos dar, acabamos dizendo “sim” para coisas que não queremos, aceitando situações que nos fazem mal e nos sobrecarregando com responsabilidades que não são nossas. É um ciclo viciante e super cansativo!

Essa síndrome é alimentada pela ideia de que uma mulher virtuosa é aquela que está sempre disponível, sempre sorrindo e sempre disposta a ajudar, mesmo que isso signifique se anular. É uma armadilha que nos impede de estabelecer limites saudáveis, de expressar nossas opiniões e de lutar pelos nossos próprios interesses. E, no final das contas, nos leva a um ciclo de frustração, ressentimento e esgotamento. Nós merecemos mais do que viver para agradar os outros, né?

É importante questionar: por que a bondade feminina é tão frequentemente associada à passividade e ao sacrifício? Por que a nossa capacidade de amar e cuidar é tão frequentemente explorada para nos manter em um lugar de submissão? A resposta está em uma cultura que, por séculos, tem se beneficiado do trabalho não remunerado e da autoanulação feminina. E é hora de desconstruir essa narrativa, de redefinir o que significa ser uma boa moça e de aprender a dizer “não” sem culpa. Afinal, não precisamos ser perfeitas para sermos incríveis!

A trilha sonora do coração partido: como a música pop romantiza a dor feminina (e a gente canta junto!)

Seja nos K-dramas ou na vida real, a música pop tem um papel fundamental em moldar nossa percepção sobre o amor e o sofrimento. Quantas vezes não nos identificamos com letras que falam de corações partidos, amores não correspondidos e a dor de um relacionamento que não deu certo? Artistas como Taylor Swift, com suas baladas sobre desilusões amorosas, ou Lana Del Rey, com sua estética melancólica e letras que exploram a vulnerabilidade feminina, são mestras em traduzir esse sentimento em arte. E a gente ama, né?

Mas será que essa identificação não acaba reforçando a ideia de que o sofrimento é uma parte inevitável e até mesmo “bonita” do amor? Músicas como Drivers License da Olivia Rodrigo, que explora a dor de um primeiro amor perdido, ou Someone Like You da Adele, que fala sobre a dificuldade de seguir em frente, tocam fundo na gente. Elas validam nossos sentimentos, mas também podem nos fazer acreditar que a dor é um estágio necessário para o crescimento, ou que a intensidade do sofrimento é uma prova da profundidade do amor. E a Billie Eilish, com suas letras introspectivas e melancólicas, muitas vezes nos convida a mergulhar em um universo de angústias e questionamentos que, embora reais, podem ser romantizados como parte da experiência feminina.

Essa romantização do coração partido pode nos levar a idealizar relacionamentos tóxicos, a aceitar menos do que merecemos e a prolongar um sofrimento que poderia ser evitado. É importante lembrar que, embora a arte seja um espelho da vida, ela também pode influenciar a forma como vivemos. E nós merecemos uma trilha sonora que celebre a nossa força, a nossa alegria e o nosso amor próprio, e não apenas a nossa dor.

Desconstruindo o mito: o sofrimento não é um atalho para a felicidade (e nem pra ser uma mulher incrível!)

A verdade é que o sofrimento, por si só, não nos torna melhores, mais fortes ou mais virtuosas. Ele pode nos ensinar lições valiosas, sim, mas apenas se o encararmos como uma experiência a ser superada, e não como um destino a ser abraçado. A romantização do sofrimento nos impede de buscar a cura, de lutar por justiça e de exigir o respeito que merecemos. E a gente merece muito, viu?

É hora de desconstruir o mito de que a mulher precisa sofrer para ser completa. De que a dor é um pré-requisito para o amor verdadeiro ou para o sucesso. A felicidade não é o resultado de um sofrimento bem-sucedido, mas sim da capacidade de nos valorizarmos, de estabelecermos limites, de buscarmos nossos próprios sonhos e de nos cercarmos de pessoas que nos apoiam e nos elevam. Porque merecemos ser felizes, e ponto final!

Os K-dramas, embora por vezes reforcem essa narrativa (e a gente sabe que sim!), também têm evoluído, mostrando protagonistas femininas mais fortes, independentes e que se recusam a aceitar o sofrimento como seu destino. Personagens que lutam por seus direitos, que buscam sua própria voz e que se recusam a ser apenas coadjuvantes na história de outra pessoa. Essa evolução é um reflexo de uma mudança maior na sociedade, onde as mulheres estão cada vez mais questionando os padrões impostos e buscando uma vida mais autêntica e plena. E a gente ama ver isso!

O caminho para a liberdade: redefinindo a força feminina (do nosso jeito!)

A verdadeira força feminina não está na capacidade de suportar o sofrimento em silêncio, mas na coragem de se levantar, de lutar por si mesma e de exigir o respeito que merece. Está em dizer “não” quando necessário, em estabelecer limites saudáveis e em priorizar a própria saúde mental e emocional. Porque a nossa saúde mental importa, e muito!

Está em buscar a felicidade sem culpa, em perseguir os próprios sonhos sem medo do julgamento e em se cercar de pessoas que nos apoiam e nos celebram, e não que nos exploram ou nos diminuem. A força feminina está na sororidade, na capacidade de nos unirmos e de lutarmos por um mundo onde o sofrimento não seja romantizado, mas sim combatido. Juntas somos mais fortes, sempre!

Que a gente possa aprender com as histórias, tanto as das telas quanto as da vida real, a questionar os padrões, a desconstruir os mitos e a redefinir o que significa ser uma mulher forte. Que a nossa resiliência seja usada para construir um futuro mais justo e igualitário, e não para nos aprisionar em um ciclo de sofrimento. E que, acima de tudo, a gente se permita ser feliz, sem culpa e sem a necessidade de provar nada a ninguém. Porque a nossa felicidade é a nossa maior revolução!

O preço da perfeição: como a sociedade cobra e a mulher paga (e como a gente pode mudar isso!)

A pressão para ser perfeita não é novidade para nenhuma mulher, né? Desde a infância, somos bombardeadas com mensagens que nos dizem como devemos ser, o que devemos sentir e como devemos nos comportar. A menina que não chora, a adolescente que tira notas excelentes e é popular, a mulher que concilia carreira, maternidade e um corpo impecável,  essas são as imagens que nos são vendidas como ideais. E, para alcançar esses ideais, muitas vezes nos submetemos a um sofrimento silencioso, internalizando a ideia de que a dor é um preço justo a pagar pela aceitação e pelo sucesso. Mas será que vale a pena?

Essa cobrança se manifesta de diversas formas. Na esfera profissional, somos incentivadas a trabalhar mais, a ser mais produtivas, a provar constantemente o nosso valor em ambientes muitas vezes hostis. Na vida pessoal, espera-se que sejamos os pilares emocionais da família, as cuidadoras incansáveis, as parceiras compreensivas que sempre colocam as necessidades dos outros em primeiro lugar. E, nas redes sociais, a vitrine da vida perfeita nos empurra para uma comparação constante, gerando ansiedade e a sensação de que nunca somos boas o suficiente. É um ciclo que não tem fim, se a gente parar pra pensar!

O resultado é uma geração de mulheres exaustas, sobrecarregadas e, muitas vezes, com a saúde mental comprometida. A romantização do sofrimento atua como um véu, mascarando a exaustão e transformando-a em uma espécie de virtude. “Ela é tão forte, aguenta tudo!” – quantas vezes ouvimos ou dissemos isso? Mas será que “aguentar tudo” é realmente um sinal de força, ou um sintoma de uma sociedade que explora a capacidade feminina de resiliência até o limite? A gente precisa se questionar!

K-dramas e a evolução da protagonista feminina: uma luz no fim do túnel (e nas nossas telas!)

Embora muitos K-dramas ainda flertem com a romantização do sofrimento feminino (e a gente sabe que eles adoram um bom drama!), é inegável que há uma evolução acontecendo. Novas produções têm trazido protagonistas mais complexas, que questionam as expectativas sociais, que buscam sua própria voz e que se recusam a ser meras vítimas das circunstâncias. Elas ainda enfrentam desafios, claro, mas a forma como lidam com eles é diferente, e isso é inspirador!

Pense em dramas como Uma Advogada Extraordinária (Extraordinary Attorney Woo) (2022), onde a protagonista Woo Young-woo, uma advogada no espectro autista, enfrenta preconceitos e desafios no ambiente de trabalho, mas se recusa a ser definida por suas dificuldades. Sua jornada é de superação, mas também de autoaceitação e de construção de relacionamentos autênticos, onde sua vulnerabilidade é vista como parte de sua força. Ou em Vincenzo (2021), onde a personagem Hong Cha-young, uma advogada destemida, luta contra a corrupção e não tem medo de confrontar o sistema, mesmo que isso signifique se colocar em risco. Ela é forte, inteligente e, acima de tudo, dona de suas próprias escolhas. A gente ama uma mulher assim, né?

Esses exemplos mostram que o K-drama, assim como a sociedade, está em constante movimento. Há um reconhecimento crescente da necessidade de representar mulheres de forma mais realista, com suas complexidades, suas falhas e suas forças. Essa evolução é um sinal de esperança, mostrando que é possível contar histórias emocionantes e cativantes sem precisar romantizar o sofrimento feminino. É um convite para que as narrativas reflitam a diversidade e a força real das mulheres, inspirando o público a questionar os padrões e a buscar uma vida mais autêntica. E a gente tá aqui pra isso!

Desafios diários: como desromantizar o sofrimento na nossa vida (e viver mais leve!)

A desromantização do sofrimento feminino não é algo que acontece apenas nas telas; é um trabalho diário, que começa dentro de nós mesmas. Significa questionar as mensagens que recebemos, desafiar as expectativas sociais e, acima de tudo, priorizar o nosso próprio bem-estar. Porque a gente merece ser feliz, e não viver em função da dor!

Começa com pequenas atitudes: aprender a dizer “não” sem culpa, estabelecer limites saudáveis nos relacionamentos, buscar ajuda profissional quando necessário, e permitir-se sentir as emoções sem julgamento. Significa entender que a nossa força não está em “aguentar tudo”, mas em reconhecer as nossas vulnerabilidades e em buscar apoio quando precisamos. É um processo de autoconhecimento e de empoderamento, onde aprendemos a valorizar a nossa própria voz e a lutar pelos nossos próprios direitos. E isso é libertador!

Também envolve a forma como nos relacionamos com outras mulheres. Em vez de perpetuar a cultura da comparação e da competição, podemos construir redes de apoio, onde celebramos as conquistas umas das outras e oferecemos um ombro amigo nos momentos difíceis. A sororidade é uma ferramenta poderosa para desconstruir a romantização do sofrimento, mostrando que não estamos sozinhas nessa jornada e que juntas somos mais fortes. Sempre!

O futuro é nosso: uma nova narrativa para a força feminina (e para a nossa felicidade!)

O futuro da força feminina não está na capacidade de suportar o sofrimento em silêncio, mas na coragem de se expressar, de lutar por seus direitos e de construir uma vida que seja verdadeiramente sua. Está em redefinir o sucesso não como a ausência de dor, mas como a capacidade de superá-la, de aprender com ela e de transformá-la em crescimento. Porque merecemos crescer e florescer!

Que possamos usar as lições dos K-dramas, das músicas pop e das séries que nos fazem refletir e nos inspiram, para construir uma nova narrativa para a força feminina. Uma narrativa onde a resiliência seja sinônimo de adaptabilidade e de busca por soluções, e não de conformismo. Onde a paciência seja uma virtude para os momentos certos, e não uma desculpa para a passividade. E onde o sacrifício seja uma escolha consciente, e não uma imposição social. A gente tem o poder de escolher!

É tempo de abraçar a nossa complexidade, as nossas falhas e as nossas vitórias. É tempo de nos permitirmos ser humanas, com todas as nuances que isso implica. E, acima de tudo, é tempo de nos libertarmos da ideia de que o sofrimento nos torna mais valiosas, e de abraçarmos a alegria, a autenticidade e a plenitude como os verdadeiros pilares da nossa existência. O futuro é nosso, e ele é muito mais brilhante do que qualquer sofrimento romantizado pode nos fazer acreditar. Vamos juntas nessa jornada!

 

Qual a sua opinião sobre isso? Conta pra gente nas redes sociais do Entretetizei  (Facebook, Instagram e X) e nos siga para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento!

Leia também: Por que a violência contra as mulheres vende tanto?

 

Texto revisado por Thaís Figueiredo

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Novo livro Brilhante Maví aborda a pressão emocional da Geração Z nas escolas

Com uma narrativa atual, o livro retrata a pressão pela perfeição nas redes sociais e mostra aos jovens que crescer também significa errar

 

Brilhante Maví é um dos lançamentos de 2026 da Editora Mundo Cristão voltado ao público infanto-juvenil. O livro foi escrito pela escritora best-seller Queren Ane, atualmente uma das principais escritoras da ficção cristã jovem no Brasil. Nesta nova ficção é apresentada uma narrativa envolvente e atual, repleta de conflitos internos, expectativas frustradas e confusões da adolescência que são carregadas de boas risadas.

Em meio às pressões das redes sociais, das amizades escolares e do primeiro amor, a história leva o leitor junto à protagonista em uma jornada de amadurecimento que conversa diretamente com a saúde emocional da Geração Z, trazendo também referências às músicas da cantora Taylor Swift, grupos de K-pop e doramas.

Confira a sinopse:

Maví é a garota que todo mundo admira: aluna exemplar, filha responsável, amiga sempre pronta para resolver o caos alheio. No entanto, quando as coisas ameaçam sair do controle – na escola, em casa e no próprio coração – Maví se vê diante de escolhas que podem mudar tudo. Afinal, quando o medo de perder fala mais alto, até onde se pode continuar brilhando?

Maví sempre soube como consertar as coisas. Representante de turma, aluna destaque, referência para as amigas e orgulho do avô, ela construiu a própria imagem sendo a garota que resolve problemas – dos outros, principalmente. Um acento fora do lugar? Ela corrige. Uma confusão no banheiro masculino? Ela põe ordem. Um namoro em crise? Ela dá um jeito.

Mas, e quando não dá para apagar, colar de novo ou fingir que está tudo sob controle?

Entre pressões familiares, competições escolares e um coração partido que ela não sabe como remendar, Maví vai descobrir que nem tudo pode ser consertado… e que talvez crescer signifique, antes de tudo, aprender a olhar para o alto.

Brilhante Maví é uma história que vai além da jornada de aprendizados, aventuras e desafios na adolescência, é um livro que vai levar o leitor a refletir sobre autoestima, pertencimento, erros e amadurecimento em meio às pressões de uma geração totalmente digital. Uma leitura sensível, divertida e muito atual para quem já se sentiu perdido tentando corresponder às expectativas dos outros e da própria rede social. 

A obra possui 320 páginas e está disponível por R$79,90 no site da Amazon.

 

E você, está preparado para mergulhar nessa jornada de emoções, descobertas e amadurecimento com a Maví? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre as  novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê

 

Leia também: Entrevista | Guilherme Alf conta sobre Turma da Bola, desenho que une esporte e diversidade

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Junho traz romances que celebram o amor e a autodescoberta sem limite de idade

Histórias emocionantes sobre recomeços, relações improváveis e amor

 

No mês de Junho, a Editora Verus do Grupo Editorial Record lança alguns títulos que vão da autodescoberta ao enemies to lovers. Entre os destaques estão obras de autores best-sellers que exploram recomeços, relações improváveis e as diferentes formas de encontrar o amor. 

A Última Dança, de Ruth Hogan
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Neste livro, iremos conhecer a personagem Venetia Hargreaves, que vê sua vida sofrer uma grande mudança após a morte do marido. Ao perceber que dedicou décadas da sua vida a apoiar os sonhos dele, ela vê que acabou deixando de lado seus próprios sonhos. Agora, aos 74 anos, ela decide resgatar uma antiga paixão ao comprar o Salão de Dança Fênix, local onde já foi professora de dança na juventude. 

Entre memórias, novos amigos e desafios inesperados, Venetia embarca em uma jornada de autodescoberta que prova que nunca é tarde para recomeçar e construir a vida que sempre desejou.

O Casamento da Minha Melhor Amiga, de Kat T. Masen
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Nesta leitura, nossa protagonista é a Eva, que leva uma vida tranquila administrando sua cafeteria em Cinnamon Springs até ser encarregada de organizar o casamento da melhor amiga – uma tarefa que seria desafiadora. O que ela não esperava era ter como parceiro nos preparativos Aston, o irmão mais velho da sua melhor amiga, um bilionário controlador responsável por partir seu coração anos antes. 

No entanto, entre os preparativos da cerimônia, a convivência forçada faz antigas mágoas ressurgirem ao mesmo tempo que a atração entre os dois cresce. Com romance, humor e segundas chances, a história reúne os ingredientes perfeitos para os fãs de enemies to lovers.

O Amor Está no Ar, de B.K. Borison
Foto: divulgação/Editora Verus e Grupo Editorial Record

Neste livro, iremos conhecer Lucie, uma mãe solo cuja vida amorosa está bem parada. No entanto, ela acaba vendo sua vida virar notícia pública quando sua filha liga para um famoso programa de rádio em busca de um namorado para ela. Do outro lado, temos Aiden Valentine, o apresentador de um programa de rádio sobre relacionamentos, que, apesar de falar sobre amor no trabalho, não acredita mais nisso. 

Quando os dois passam a trabalhar juntos em um quadro para a rádio em que o objetivo é encontrar o par perfeito para Lucie, a química entre eles se torna impossível de ignorar. Entre momentos divertidos, emoções genuínas e muito romance, a história mostra que o amor pode surgir quando menos se espera.

 

Entre tantas histórias de amor e recomeços, qual conquistou você? Conta pra gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e, se quiser saber mais sobre as novidades do mundo literário, venha participar do Clube de Leitura do Entretê

 

Leia também: Livros para quem amou Off Campus

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

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Especial | Curiosidades sobre Kerem Bürsin que vão além das dizis

Conhecido pelos sucessos na Turquia, o ator também coleciona hobbies criativos e projetos fora da atuação

Apesar de ser amplamente conhecido pelos grandes sucessos nas dizis turcas, Kerem Bürsin construiu uma carreira que vai muito além dos romances que o público acompanha nas telas.

O ator, que completa mais um ano de vida nesta quinta (4), chama atenção também por seu estilo de vida e interesses fora da atuação. Em seu aniversário, o Entretê reune algumas curiosidades pouco conhecidas sobre Kerem Bürsin.

 

Foto: reprodução/Instagram @thebursin
Morou em vários países

 

Embora tenha nascido em Istambul, Kerem passou boa parte da infância e adolescência fora da Turquia. Ele já viveu em países como Escócia, Indonésia, Emirados Árabes Unidos, Malásia e Estados Unidos. Graças aos anos vividos no exterior, o ator fala turco, inglês e espanhol fluentemente!

 

Sua primeira paixão artística foi a música

 

Antes mesmo de pensar seriamente em atuar, Kerem encontrou na música sua principal forma de expressão artística. Nos tempos de colégio, Kerem criou uma banda chamada Androgen, na qual tocava baixo. O grupo chegou a realizar apresentações e até produziu um CD no início dos anos 2000. Além do baixo, ele também toca piano e outros instrumentos musicais.

 

Foto: reprodução/Instagram @thebursin

 

Estudou Comunicação e Marketing

 

Kerem já foi acadêmico e concluiu sua formação na Emerson College, em Boston, nos Estados Unidos, onde estudou Comunicação e Marketing.

 

Passou anos tentando construir carreira em Los Angeles

 

Depois da faculdade, o ator viveu durante anos em Los Angeles em busca de oportunidades no meio artístico. Como acontece com muitos profissionais da área, precisou enfrentar desafios e realizar trabalhos paralelos enquanto investia na carreira de ator.

 

Um dos seus primeiros papéis foi num filme bastante inusitado

 

Hoje conhecido por grandes produções turcas, Kerem atuou em Sharktopus (2010), um filme de ficção científica sobre uma criatura híbrida entre tubarão e polvo.

Foto: reprodução/Instagram @thebursin

 

Tem hobbies bastante criativos

 

Além de fotografia, Kerem também é fã de construções com LEGO e gosta de trabalhar com madeira. Entre seus passatempos está a criação de pequenas esculturas e estatuetas artesanais, que frequentemente são presenteadas a familiares e amigos.

 

Também atua nos bastidores

 

Nos últimos anos, Kerem ampliou sua atuação dentro da indústria audiovisual. Além de participar da coprodução de projetos digitais como Aşamayanlar (tradução livre: Os que Não Conseguem Superar, 2018), o ator fundou sua própria produtora, a Braveborn, investindo em novos projetos.

 

Você conhecia alguma dessas curiosidades sobre Kerem Bürsin? Conta pra gente nas redes sociais do EntretetizeiFacebook, Instagram e X ー e nos siga para não perder nenhuma novidade!

 

Leia também: Kerem Bürsin e Alina Boz estrelarão novo filme juntos

 

Texto revisado por Crystal Ribeiro

 

Fontes: IMDb; Agente Viu; Instagram @thebursin; Laís Mendes

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5 vezes que a literatura brasileira sambou na estrangeira

Com seu “jeitinho brasileiro”, a literatura nacional transformou o cotidiano em arte, e criou obras que até hoje deixam muita literatura estrangeira no chinelo.

Existe um pensamento inevitável quando se mergulha na literatura brasileira: realmente sambamos na estrangeira

Não porque grandes obras internacionais não mereçam reconhecimento. Merecem. Mas existe traquejo na literatura produzida aqui que é difícil de traduzir. Uma intimidade desconfortável com a ironia, com a realidade, com a memória e até com a solidão.

Enquanto muita literatura celebrada como revolucionária apostava em narrativas grandiosas, autores brasileiros transformavam o cotidiano em arte. Machado de Assis já brincava com a estrutura do romance antes disso virar símbolo de modernidade literária. Clarice Lispector traduzia o vazio emocional em palavras viscerais. Carolina Maria de Jesus escrevia sobre a  fome para tentar alimentar sua alma.

Talvez o diferencial da literatura brasileira esteja justamente na maneira como ela entende o contraditório em uma terra onde os livros – assim como seu povo – dificilmente tentam parecer perfeitos.

Que a literatura brasileira surra a estrangeira já entendemos… Agora, quais são os momentos que entram para essa lista?

Quando Machado de Assis revolucionou o realismo literário
Créditos: reprodução/Editora Antofágica

Antes de qualquer manual de escrita criativa falar em “quebrar a quarta parede”, antes de autores europeus serem aplaudidos por “desconstruir o romance”, Machado de Assis publicou Memórias Póstumas de Brás Cubas, um livro narrado por um defunto, que revolucionou o realismo.

Brás Cubas conta a própria história depois de morto, com um distanciamento irônico que ele mesmo usa para ridicularizar sua trajetória como um homem rico, egoísta e sem grandes feitos. O narrador omite informações e se contradiz diversas vezes. Convidando o leitor para dentro da narrativa só para depois rir dele.

Quando o ordinário encontra o espetacular em Macabéa
Créditos: reprodução/Editora Rocco

A Hora da Estrela foi a última obra publicada em vida por Clarice Lispector. O livro é narrado por Rodrigo S.M., um escritor que conta a ordinária história de Macabéa – uma jovem nordestina, pobre, invisível, que não sabe direito o que sente nem o que quer. Ela se muda para São Paulo, onde acompanhamos seu pacato cotidiano, sem sonhos ou aspirações.

O que Clarice fez é quase impossível de explicar fora do português brasileiro: ela criou uma subjetividade tão específica, tão ligada à nossa forma de sentir, que qualquer tradução perde camadas. A solidão de Macabéa é feita de silêncio nordestino, em uma cidade grande que não vê ninguém, as alegrias pequeníssimas diante do nada.

A literatura mundial tem grandes obras sobre mulheres invisibilizadas. Nenhuma delas tem Macabéa.

Quando Carolina Maria de Jesus escreveu um diário
Créditos: reprodução/Editora Ática

Carolina Maria de Jesus escreveu seu diário em pedaços de papel encontrados no lixo, na favela do Canindé, em São Paulo. Não era um projeto literário. Era um instinto de sobrevivência.

Quarto de Despejo é um documento e uma obra ao mesmo tempo. No diário, Carolina  denunciou a fome com a mesma precisão que o preconceito e a hipocrisia dos políticos. Sua escrita direta e a denúncia dessa realidade cruel fez com que o livro fosse traduzido para mais de quarenta idiomas.

Carolina escreveu sua obra sem escola literária e não teve um reconhecimento à altura do que produziu em vida.

Quando Capitu não traiu Bentinho (ou será que traiu?)
Créditos: reprodução/Editora Antrofágica

Em Dom Casmurro, Bentinho – o próprio Dom Casmurro – narra a história do seu grande amor por Capitu e da suspeita de traição que destruiu o casamento. O problema: o narrador é ele mesmo. E ele claramente não é confiável.

Machado de Assis, construiu um dos maiores enigmas da literatura em língua portuguesa sem que a resposta importe mais do que a pergunta. Capitu traiu ou não? A dúvida é o ponto. O que o livro revela, na verdade, é o narrador – seus ciúmes, suas lacunas, seu desejo de que a culpa esteja sempre no outro.

Quando o Santo perdeu a cabeça

Foto: Companhia das Letras

Em 1984, o prefeito de uma cidade do interior do Ceará mandou construir uma estátua de Santo Antônio. A cabeça ficou pronta. Pesada demais para ser erguida até o corpo, foi esquecida no chão, entre ruas e casas, por décadas. Virou paisagem e culpada pela “maldição”, sempre que algo dava errado na cidade.

A Cabeça do Santo conta a história de Samuel, um rapaz que chega a pé ao município de Candeia para cumprir a promessa feita à mãe no leito de morte. Ele encontra abrigo na cabeça do santo – literalmente –  e começa a ouvir vozes. São mulheres rezando, pedindo pelo amor e por um milagre. Samuel escuta, e é nesse cabeça oca abandonada onde o livro une o sagrado e o profano. O que Acioli fez foi entender que o Brasil não precisa inventar o fantástico. Ele já vive aqui, entre a fé e o abandono.

Talvez a literatura brasileira seja tão poderosa porque entende uma coisa que poucos países entendem tão bem: o ser humano quase nunca faz sentido.

Com toda ironia, miséria, humor, silêncio e contradição, nossos autores transformaram com o “jeitinho brasileiro”, o cotidiano em algo grandioso. E fizeram isso sem precisar parecer perfeitos.

E você, já leu alguma dessas obras? Nos conte o que achou nas nossas redes sociais — Instagram, X e Facebook. E se você gosta de trocar experiências literárias, venha participar do Clube de Leitura do Entretê, para conversar sobre leituras incríveis!

 

Leia também: Resenha | Hamnet, de Maggie O’Farrell, é a poética dilaceradora do luto

 

Revisado por Angela Maziero Santana

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