Categorias
Cultura asiática Entrevistas Música Notícias

Entrevista exclusiva | Big Ocean fala sobre crescimento, Brasil e a decisão de expandir o grupo

Em conversa exclusiva, o Big Ocean reflete sobre sua evolução desde o debut, a conexão com o público brasileiro, acessibilidade como linguagem artística e os planos para o futuro com a abertura de uma audição global

Desde o início, o Big Ocean deixou claro que seu caminho não seria convencional. O grupo surgiu com a proposta de desafiar expectativas, repensar estruturas e construir uma identidade própria dentro do K-pop, onde performance, intenção e acessibilidade caminham juntas. Com o passar do tempo, essa visão deixou de ser apenas conceitual e passou a se transformar em impacto real, alcançando públicos fora da Ásia e criando conexões que atravessam idioma, cultura e território.

Big Ocean
Foto: reprodução/kpopping

Nesta entrevista exclusiva, PJ, Chanyeon e Jiseok falam sobre as mudanças internas desde o debut, as diferenças entre o grupo que imaginaram e o que se tornaram hoje, a experiência marcante no Brasil durante o Anime Friends e o que os levou a abrir uma audição global em busca de um novo integrante. Entre reflexões sobre preconceito, amadurecimento artístico e futuro, o Big Ocean mostra que sua trajetória é construída em movimento, e que a expansão faz parte natural desse processo. Confira:

Entretetizei: O Big Ocean nasceu desafiando expectativas. Olhando para trás, de que forma vocês acham que o grupo mais mudou desde o debut?

PJ: Nós mudamos de provar que pertencíamos a decidir como pertencemos. No começo, tudo girava em torno de conseguir entrar e ser aceitos. Agora, nosso foco é construir algo estável, sólido e duradouro.

E: Depois de algum tempo ativos na indústria, qual é a maior diferença entre o Big Ocean que vocês imaginavam no início e o Big Ocean que existe hoje?

Chanyeon: Eu imaginava algo pequeno e simbólico. O que temos hoje carrega responsabilidade, impacto e expectativas muito maiores do que eu pensei no começo.

E: A experiência no Anime Friends, no Brasil, colocou vocês diante de um público muito diverso. O que esse momento fora da Ásia ensinou sobre como o Big Ocean é recebido ao redor do mundo?

Jiseok: Mostrou que as pessoas se conectam primeiro com a intenção, antes mesmo da linguagem. Mesmo longe de casa, o público conseguiu entender o que queríamos expressar por meio do movimento e da presença.

E: Vocês já falaram antes sobre enfrentar preconceito no início da carreira. Hoje, essa resistência mudou ou apenas assumiu outras formas?

PJ: Ela não desapareceu, só ficou mais silenciosa. Em vez de rejeição direta, às vezes surge como dúvida ou expectativas mais baixas.

E: Muitas pessoas conhecem o Big Ocean primeiro pelo impacto social, e nem sempre pela parte artística. Como vocês descreveriam seu som e performance hoje, sem usar rótulos?

Chanyeon: Nossa performance é física, intencional e emocional. Ela é construída a partir de ritmo, silêncio e da forma como o corpo comunica significado.

E: A abertura de uma audição global marca uma nova fase para o grupo. Quando essa ideia começou a ser discutida entre vocês?

Jiseok: Tudo começou quando percebemos que o crescimento não podia ficar apenas dentro do grupo. Quando a conversa passou a girar em torno do futuro, a expansão se tornou inevitável.

E: Por que escolher abrir essa seleção para o mundo agora? O que fez vocês sentirem que esse era o momento certo?

PJ: Porque finalmente temos estrutura e experiência para apoiar novos artistas da forma correta. O tempo é importante, e agora responsabilidade e oportunidade estão alinhadas.

E: A decisão de procurar um novo integrante veio mais de uma necessidade artística, de crescimento pessoal ou de uma visão de longo prazo para o grupo?

Chanyeon: Da visão de longo prazo. O crescimento artístico vem naturalmente quando a visão está clara.

E: O que vocês sentem que ainda falta no Big Ocean hoje, algo que um novo integrante poderia ajudar a construir?

Jiseok: Novas perspectivas. Um novo membro traz experiências diferentes, que podem desafiar nossos hábitos e expandir nossa forma de pensar.

E: Durante a passagem pelo Brasil, vocês se conectaram tanto com fãs surdos quanto ouvintes. Como essas interações influenciaram a forma como vocês pensam acessibilidade em suas performances?

PJ: Isso nos lembrou que acessibilidade não é apenas técnica. Ela é emocional. As pessoas se sentem incluídas quando percebem que foram consideradas.

E: Para quem sonha em participar dessa audição global, o que vocês acham mais importante entender sobre o Big Ocean antes mesmo de pensar em talento?

Chanyeon: O Big Ocean é uma equipe e um sistema. Comunicação, respeito e paciência são tão importantes quanto habilidade.

E: Existe algo que vocês aprenderam com os fãs brasileiros que fez vocês repensarem a escala ou o alcance global do grupo?

Jiseok: Sim. Isso nos mostrou que nossa mensagem alcança distâncias maiores do que imaginávamos, e que “global” não significa distante.

E: O K-pop vive um momento de expansão e redefinição. Onde vocês veem o Big Ocean dentro dessa transformação?

PJ: Como um modelo que mostra que acessibilidade e arte podem crescer juntas, sem competir entre si.

E: Com a possível chegada de um quarto integrante, o que vocês esperam que mude no palco, e o que precisa permanecer exatamente igual?

Chanyeon: Espero que a escala da coreografia cresça, com formações mais diversas e visuais mais fortes. O que precisa permanecer é a confiança e a intenção.

E: Para encerrar, quando vocês imaginam o Big Ocean daqui a alguns anos, qual é a imagem mais clara que vem à mente?

Jiseok: Uma plataforma que continua evoluindo, acolhendo mais artistas e que nunca se torna algo finalizado ou preso ao passado.

Você já conhecia o grupo? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Big Ocean anuncia seleção global para novos integrantes surdos e com deficiência auditiva

 

Texto revisado por Larissa Couto 

Categorias
Crítica Livros Notícias

Crítica | A Melhor Surpresa e a delicadeza de recomeçar

Um romance que transforma a dor, o silêncio e a empatia em vínculo

[Contém spoiler] 

Há romances que não se contentam em contar uma história de amor: eles se propõem a investigar o que acontece quando duas pessoas feridas decidem, ainda assim, permanecer abertas ao amor. A Melhor Surpresa (2026), de Stefany Nunes, insere-se nesse território com precisão emocional. Desde a dedicatória e da epígrafe de Lord Byron, a narrativa anuncia seu eixo central – o recomeço – não como promessa fácil, mas como um processo delicado, atravessado por perdas, silêncios e escolhas conscientes.

Personagens marcados pelo excesso de sentir

Willow Hamilton é uma protagonista construída a partir do desgaste. Aos 31 anos, virginiana, controladora e profundamente ansiosa, ela carrega as marcas de um burnout e de uma vida que exigiu mais do que pôde oferecer por muito tempo. Engenheira de software, habituada a ambientes de alta cobrança e racionalidade extrema, Willow encontra-se emocionalmente exausta quando decide viajar para Peonyshire como uma resolução de Ano Novo em uma tentativa clara de reorganizar o próprio caos interno. Esse processo é atravessado, ainda, pelos ecos recentes do luto pela morte de seu pai.

Foto: reprodução/Instagram @stefanynunes_

Jake Ashton III surge como seu contraponto narrativo e emocional. Aos 35 anos, divorciado, solitário e leitor ávido, atua como professor de hóquei e faz-tudo de Peonyshire, apesar de ser herdeiro e formado em literatura. Sua escolha por uma vida simples e funcional não é casual: Jake vive à sombra de um trauma profundo, a morte da irmã em um acidente, aos 28 anos, dois anos antes do início da narrativa. 

Foto: reprodução/Instagram @stefanynunes_

O que torna essa dupla especialmente interessante não é apenas o passado doloroso de ambos, mas a forma como esses traumas moldam suas atitudes no presente. Stefany Nunes evita a romantização do sofrimento ao construir personagens que não se definem pela dor, mas pelas estratégias que desenvolveram para continuar existindo apesar dela. Willow e Jake seguem em frente de maneiras distintas, e é justamente nesse contraste que a narrativa encontra força.

Os personagens secundários – como Amanda, a irmã de Willow, a avó de Jake e os moradores de Peonyshire – conquistam o leitor de forma quase imediata. Mais do que figuras de apoio, eles funcionam como uma rede afetiva que sustenta e espelha os protagonistas, torcendo pelo relacionamento com a mesma intensidade do leitor. 

Ainda que ocupem um segundo plano, a autora lhes confere contornos próprios, permitindo que suas presenças ampliem o senso de comunidade e reforcem a atmosfera acolhedora da narrativa, contribuindo diretamente para a sensação de pertencimento e imersão que o livro constrói.

O afeto como espaço de acolhimento

A relação entre os protagonistas se constrói de maneira gradual, sustentada por gestos mínimos e observações silenciosas. A convivência forçada intensifica a atração, mas é nos detalhes cotidianos – como a posição dos óculos dele, o perfume floral dela, um sanduíche preparado por ele ou ela ler o livro favorito dele – que o vínculo se consolida. Há algo de profundamente significativo no fato de Willow não se sentir sozinha nem mesmo nos silêncios entre eles, pois ela sente que Jake a vê por inteiro, sem exigir explicações constantes.

Foto: reprodução/Instagram @stefanynunes_

Um dos maiores méritos do livro está na forma como a autora aborda temas sensíveis, como a depressão, a ansiedade, o luto, as crises de pânico e os relacionamentos tóxicos. Não há hierarquia da dor nem disputa por quem sofreu mais entre o casal, afinal ambos viveram o luto e lidaram com ele de maneiras distintas, e essa diferença é respeitada. 

Antes mesmo de reconhecerem o amor, Willow e Jake já oferecem um ao outro empatia, escuta e segurança emocional. O afeto, aqui, antecede a nomeação do sentimento e isso confere maturidade à narrativa.

Estratégias narrativas e ritmo emocional

A estrutura do texto reforça a caracterização dos personagens. Willow, mais emotiva e ansiosa, tem parágrafos mais longos, densos e  repletos de ideias que se sobrepõem, convidando o leitor a entrar em seu fluxo de pensamento. Jake, por outro lado, se expressa com mais contenção, refletindo seu modo de existir no mundo. Em alguns momentos, a narrativa insere o leitor diretamente nos pensamentos dos personagens, recurso que fortalece o vínculo com quem lê e aprofunda a imersão na história.

Foto: reprodução/Aqui Tem Literatura

A fluidez do texto é outro ponto forte. Os personagens estão sempre abertos ao diálogo, o que reflete uma fase da vida em que não há mais espaço para jogos emocionais ou prolongamentos desnecessários de conflitos. 

Os plots são bem construídos, com destaque para o arco envolvendo o ex de Willow – que adiciona camadas importantes à compreensão da trajetória emocional dos protagonistas – e, também, o da mãe de Jake. 

Um romance que conforta sem simplificar

A Melhor Surpresa se afirma como uma comédia romântica voltada para leitores adultos, consciente tanto de seus temas quanto de seu público. A recomendação para maiores de 18 anos não se deve apenas à complexidade emocional abordada, mas também à presença de cenas de intimidade que dialogam com a maturidade dos personagens e com a fase de vida que ambos atravessam, reforçando o caráter adulto da narrativa.

Além disso, a obra também investe em recursos que ampliam a experiência de leitura. A playlist que acompanha a narrativa estabelece um diálogo direto com os personagens e seus estados emocionais, funcionando como uma extensão sensível da história e intensificando seu tom afetivo.

Foto: divulgação/Instagram @stefanynunes_/Entretetizei

Nesse contexto, Stefany Nunes demonstra domínio na construção de personagens: sejam aqueles que despertam empatia imediata, sejam os que provocam incômodo, todos contribuem para um alto nível de imersão emocional, evidenciado pelo envolvimento constante do leitor com a trama.

Ao final, o livro entrega exatamente o que constrói ao longo do caminho: um desfecho acolhedor, honesto e emocionalmente coerente. É uma leitura que aquece o coração sem recorrer a soluções fáceis, ideal para quem busca sair de uma ressaca literária ou reencontrar, na ficção, a possibilidade de recomeçar com mais gentileza consigo mesmo.

Sobre a autora
Foto: divulgação/Lavanda Literária

Nascida em Sorocaba, em 1992, Stefany Nunes é formada em Letras e Direito. Leitora apaixonada desde a infância, sempre cultivou o hábito de criar histórias, ainda que por muito tempo não as colocasse no papel. A mudança para Londres foi decisiva para que transformasse esse sonho em realidade, impulsionada pela atmosfera criativa da cidade. 

Além de sua atuação no mercado brasileiro, a autora também é publicada no Reino Unido, com o romance Falling on a Duke (2025), lançado pela editora The Book Guild.

Foto: divulgação/Entretetizei

Pretende se encantar com essa leitura? Compartilhe com a gente através das nossas redes sociais – Instagram, Facebook e X – e, se gosta de trocar experiências literárias, junte-se ao Clube do Livro do Entretê!

Leia também: Stefany Nunes lança A Melhor Surpresa, comédia romântica ambientada no interior da Inglaterra

 

Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

Categorias
Coletiva de Imprensa Comportamento Notícias Séries

Coletiva | Henry Winkler: “repetimos a história o tempo inteiro. Penso que isso é ser humano”

O artista falou sobre Histórias Arriscadas, sua nova série documental, e o que mais o surpreendeu durante as filmagens 

Seja através de personagens como Fonzie, de Happy Days (1974–1984), Gene Cousineau, de Barry (2018–2023), pelo qual ganhou um Emmy, ou mesmo no papel do pai de Adam Sandler, no icônico Click (2006), Henry Winkler conquistou o seu lugar como um dos artistas mais queridos do audiovisual. 

Com mais de 50 anos de carreira na televisão, no cinema e até na literatura infantil, é difícil encontrar um formato de contar histórias que Henry Winkler já não tenha explorado – mas o ator, produtor, diretor e escritor estadunidense segue buscando novos desafios que o tirem de sua zona de conforto.

Foto: reprodução/TrueVisions Now

“Eu não quero me aposentar, eu nem penso em me aposentar.” Henry, agora com 80 anos, revelou ao Entretê em uma coletiva de imprensa para divulgar seu próximo projeto, Histórias Arriscadas, que chega ao Brasil esse ano. “Acho que [o trabalho] te mantém jovem, te força a usar o seu cérebro, e eu gosto muito.”

A série documental, que já está confirmada para mais uma temporada, é produzida pela History, apresentada por Henry e contando com oito episódios que exploram práticas e produtos inusitados que existiam e eram comercializados nos Estados Unidos no passado. “Eu fico espantado com como, pelo menos no Ocidente, o dinheiro parece ser sempre o fator motivante, em detrimento das pessoas. Não acho que segurança passou pela cabeça [das pessoas que faziam esses produtos].”

Como exemplo, Henry diz que, há alguns anos, mães e pais compravam uma solução com morfina para fazer seus bebês dormirem, assim como heroína era vendida para combater dores de cabeça e enxaquecas. Além disso, Winkler conta, era permitido enviar crianças pelo correio para distâncias de até 80 km. 

“Nós, como seres humanos, sempre achamos que somos tão evoluídos, mas somos exatamente iguais a como éramos nas cavernas, apenas nos vestimos diferente”, comentou Henry, respondendo sobre o que o deixou mais surpreso durante as filmagens. “Nós repetimos a história o tempo inteiro. Fico chocado, mas então penso que isso é ser humano.”

Henry também comentou sobre a experiência de ser apresentador pela primeira vez e comparou com seu trabalho na ficção: “como personagem, você tem que absorver toda a informação no roteiro: o que outros personagens dizem sobre você, o que você sente e sua imaginação diz, o que o diretor e o produtor querem… E você tem que pegar todas essas partes e juntar, como um quebra-cabeças, até criar um ser humano que seja identificável para a maioria das pessoas”.

Já em uma série documental, por outro lado, sua maior preocupação é “ser cuidadoso para apresentar os fatos de forma exata e ser claro na minha comunicação com a audiência”.

Foto: reprodução/CNBC

O Entretê também teve a oportunidade de fazer uma pergunta a Henry durante a conversa. Em toda a sua carreira, Winkler contou muitas histórias através de variados meios – desde livros infantis, a séries de ficção, filmes, séries de variedade… como todas essas experiências em diferentes contextos o impactaram?

Henry nos contou que buscou se formar e se educar em diferentes especialidades, inclusive conquistando um Mestrado na Universidade de Yale, para poder aproveitar da melhor forma tudo o que aparecesse em seu caminho.

“Eu fico maravilhado quando olho para trás e vejo todas as experiências tão diferentes que tive. Algumas incríveis, outras nem tanto, mas eu amei cada uma delas como se fossem meus filhos, não tenho um favorito. Cada uma me impulsionou para frente. Sou muito grato por ainda poder fazer isso até hoje.”

Foto: reprodução/Canal History

Histórias Arriscadas estreia no dia 22 de fevereiro, sábado, às 22h10, no History. 

Qual trabalho de Henry Winkler você mais gosta? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

Leia também: De Closer ao filtro do cachorro no Snapchat: por que 2016 virou o ano mais lembrado da cultura pop, e por que a gente só percebeu isso agora?

 

Texto revisado por Cristiane Amarante 

Categorias
Música Notícias

XG retorna com HYPNOTIZE e lança o 1° álbum completo THE CORE – 核

Novo projeto transita entre gêneros musicais e carrega essência do grupo

O grupo japonês XG retornou, na última sexta (23), com o single HYPNOTIZE e lançou o primeiro álbum completo da carreira, intitulado THE CORE – 核. O novo lançamento também veio acompanhado do videoclipe oficial da faixa principal. 

Assim como a energia de GALA, primeiro single da nova era lançado ainda em 2025, HYPNOTIZE é uma música house que combina paisagens sonoras etéreas com linhas rítmicas de piano. A canção aborda os temas de fascinação e hipnose, conduzindo os ouvintes a uma experiência imersiva que flutua entre a realidade e os sonhos.

Com um total de dez faixas, THE CORE – 核 é o primeiro álbum completo da carreira do grupo e inclui canções lançadas anteriormente, como GALA e 4 SEASONS. O novo projeto transita entre gêneros, conectando eras e espaços em uma única jornada musical, ainda carregando a identidade e energia do grupo japonês.

O novo trabalho vem após a redefinição no nome, de Xtraordinary Girls para Xtraordinary Genes. Em dezembro, Cocona, integrante do grupo, revelou ser uma pessoa transmasculina não-binária em um comunicado nas redes sociais. O artista de 20 anos também compartilhou que realizou uma cirurgia de mastectomia no início de 2025.

Neste mês, o XG também foi oficialmente nomeado embaixador da Copa do Mundo da FIFA Japão. Em fevereiro, o grupo dará início à segunda turnê mundial, XG WORLD TOUR: THE CORE, começando com três shows na K-Arena Yokohama, no Japão, no dia 6 de fevereiro. Além do país japonês, a tour passará por outros pontos da Ásia, América do Norte, Reino Unido, Europa, Austrália e América Latina.

 

E aí, o que acharam do novo álbum do grupo? Contem para a gente nas redes sociais do Entretê! E nos sigam no X, Facebook e Instagram para não perder nenhuma novidade do mundo do entretenimento.

Leia também: Catch The Young lança EVOLVE, seu primeiro álbum completo, e amplia o discurso sobre juventude

 

Texto revisado por Kalylle Isse

Categorias
Música Notícias Séries

Não dá pra resistir ao Rouge: grupo ganhará série documental

Produção sobre o grupo criado em reality da TV aberta está em fase de produção e ainda não tem data de lançamento

Adolescentes de 30/40 anos já podem surtar. Pra você que viveu o fenômeno Rouge, temos uma notícia: a HBO anunciou nesta segunda (26) a produção de uma série documental do grupo que foi sucesso no Brasil no começo dos anos 2000, e que vai revisitar, de forma inédita, a trajetória de um dos maiores girl groups nacionais.

A produção reúne as integrantes Aline Wirley, Fantine Thó, Karin Hils e Lu Andrade para compartilharem, pela primeira vez, sua própria versão da história. Da audição para o reality show Popstars (SBT, 2002) ao estrelato, passando pelo rompimento e pelas carreiras individuais, a série promete revelar memórias, afetos e bastidores nunca antes contados. A docussérie é dirigida por Tatiana Issa que também assina a produção executiva ao lado de Guto Barra, os mesmos responsáveis por Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez (2022), Bateau Mouche: O Naufrágio da Justiça (2025) e Um Tanto Familiar com Pedro Andrade (2025) e 12 vezes indicados ao Emmy – vencendo três vezes a premiação. 

O grupo foi formado em 2002 em parceria com a Sony Music, em um momento em que a indústria fonográfica mundial era dominada por grupos de jovens talentos como Spice Girls, Destiny’s Child, Backstreet Boys e N’Sync. No Brasil, o Rouge se tornou um marco: vendeu cerca de seis milhões de cópias, conquistou três discos de ouro, três de platina e um de platina dupla pela Pro-Música Brasil. Chique demais!

Ao longo da trajetória, o grupo lotou turnês, estrelou campanhas publicitárias, participou de produções audiovisuais e lançou uma linha de produtos licenciados. Em 2006, a banda chegou ao fim em meio a polêmicas e desentendimentos. Agora, quase 20 anos depois, são as próprias artistas que retomam a narrativa, revelando dores, aprendizados e vitórias.  

A série documental é uma coprodução da Producing Partners com a Warner Bros. Discovery. Por parte da Warner Bros. Discovery, a supervisão é de Mariano César, Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Marina Pedral. As gravações ainda estão rolando e a data de estreia ainda não foi divulgada, mas vem muito aí!

 

Ansiosos pelo doc? Compartilhe com a gente nas redes sociais do Entretê – Facebook, Instagram e X – e nos siga para ficar por dentro de todas as novidades do mundo do entretenimento e da cultura.

Leia também: Manoel Carlos: entre Helenas, Leblon e silêncios; a arte de um autor inesquecível

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

Categorias
Cultura turca Entretenimento Notícias Séries

Notícias da semana no mundo turco – 19/1 a 24/1

Confira as atualizações do entretenimento no mundo turco durante esta semana de janeiro

Por Ana Matos, Anna Mellado, Débora Lima e Gisélia Oliveira

Presença turca marca o Joy Awards 2026 e reforça influência global das dizis

O Joy Awards 2026, realizado no dia 17 de janeiro em Riyadh, capital da Arábia Saudita, destacou de forma evidente a força das produções turcas no cenário internacional. No chamado lavender carpet, atores e atrizes da Turquia chamaram a atenção não apenas pelos looks, mas também pela relevância cultural que carregam hoje no mundo árabe e além. A presença massiva de talentos turcos no evento reforçou como as dizis ultrapassaram fronteiras e se tornaram fenômenos globais, especialmente no Oriente Médio.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/albawaba

Entre os nomes mais comentados da noite estiveram Hande Erçel, que brilhou no tapete e no palco; Pınar Deniz, que surpreendeu ao anunciar seu retorno às dizis em 2026; Barış Arduç, com sua elegância já característica; além de Meryem Uzerli, Hazal Kaya, Halit Ergenç e Kaan Urgancıoğlu, cuja aparição reacendeu a nostalgia dos fãs de Yargı. Os atores da Turquia hoje representam um movimento cultural e audiovisual de alcance internacional, consolidando seu espaço entre os grandes nomes do entretenimento global. Saiba mais aqui.

Mais uma novela turca está chegando ao Brasil!

A Record TV segue ampliando seu catálogo de produções turcas e adquiriu os direitos de Sandık Kokusu (I Am Mother – ainda sem título oficial em português), novela exibida originalmente em 2023 e estrelada por Özge Özpirinçci, atriz já bastante conhecida do público brasileiro. A chegada do título acontece após o bom desempenho de Força de Mulher e Chamas do Destino, reforçando a emissora como um dos principais espaços das dizis no Brasil e acompanhando a crescente demanda global por conteúdo turco.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Portal Léo Dias

A trama acompanha a história de uma mulher marcada por um relacionamento abusivo que perde o filho para o ex-marido, dando início a um drama intenso sobre maternidade, dor e reconstrução. Com estreia prevista para fevereiro, substituindo Mãe no horário das 21h, I Am Mother chega cercada de expectativa e promete emocionar os telespectadores, consolidando ainda mais o fenômeno das novelas turcas na televisão brasileira e seu impacto crescente junto ao público latino-americano.

Kerem Bürsin na Semana de Moda de Milão 

Kerem Bürsin foi um dos nomes mais comentados da Semana de Moda de Milão, onde participou como convidado de honra, chamando a atenção da imprensa turca e internacional por sua presença estratégica no circuito fashion global. Além dos looks elegantes e da forte repercussão nas redes sociais, um dos momentos mais destacados foi o reencontro do ator com Lucien Leon Laviscount, conhecido mundialmente por interpretar Alfie, em Emily in Paris, reforçando a imagem de Bürsin como um artista cada vez mais conectado ao entretenimento internacional.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @thebursin

A aparição em Milão foi lida pela mídia como mais um passo consistente na consolidação do ator fora do eixo exclusivo das dizis, ampliando seu alcance entre moda, streaming e mercado global. O ator acabou de concluir sua participação na dizi Çarpıntı (tradução livre: Palpitação), o que ajuda a explicar sua agenda mais voltada a eventos internacionais e a aparições estratégicas fora dos sets neste momento.

Mais atores no elenco da dizi Şule + Leitura de roteiro

A dizi Şule (tradução livre: Şule – Uma Vida Entre Palavras), nova produção original da TRT tabii, segue avançando nos preparativos e já tem data para iniciar as gravações na próxima semana. Protagonizada por Yıldız Çağrı Atiksoy, İlayda Alişan e Alp Navruz, a série levará às telas a história de vida da escritora Şule Yüksel Şenler, com direção de Ece Erdek Koçoğlu e produção assinada pela Frame Pictures, sob comando de Muhammed Ali Çavuşoğlu.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş

Além dos protagonistas, o projeto contará com um elenco robusto, que inclui Didem Balçın, Hakan Yılmaz, Rüzgar Aksoy, Hülya Darcan, Berrin Arısoy, Arif Pişkin, Tuğba Daştan, Fatoş Kabasakal, Mürşit Ağa Bağ, Tutku Ece Alkan, Ferhan Gülşah Varlıoğlu e Zeynep Ebrar Karaca. A leitura de roteiro já foi realizada, e as primeiras imagens desse encontro foram divulgadas, aumentando a expectativa em torno de uma das produções mais ambiciosas da plataforma para a próxima temporada.

Derya Pınar Ak será a protagonista da dizi Çirkin

Derya Pınar Ak foi confirmada como protagonista de Çirkin, a nova dizi com produção da 25 Film para a Star TV, que já está em fase avançada de preparação. A série levará às telas a história de Meryem, uma jovem órfã que desafia o próprio destino ao se apaixonar pelo filho da família que a criou, em uma narrativa marcada por conflitos emocionais e escolhas difíceis. O roteiro é assinado por Nil Güleç Ünsal e Özlem İnci Hekimoğlu, com direção de Burcu Alptekin.

O papel de Meryem será vivido por Derya Pınar Ak, um dos nomes em ascensão da nova geração, que vem de trabalhos recentes como as séries Yan Oda e Prens, além do filme Sultana. Já o ator que interpretará Kadir, o grande amor da protagonista, ainda não foi anunciado, e a previsão é que as gravações comecem no dia 20 de fevereiro, caso não haja mudanças no cronograma.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Birsen Altuntaş
Série Yeraltı tem dia de exibição alterado para quarta-feira + Novidades no elenco

A aguardada série Yeraltı, produção da Medyapım, teve seu dia de exibição alterado antes mesmo da estreia. Inicialmente programada para ir ao ar às segundas-feiras, a trama protagonizada por Deniz Can Aktaş, Devrim Özkan e Uraz Kaygılaroğlu agora deve ocupar a grade de quartas-feiras. A mudança, segundo informações de bastidores, já está definida e reposiciona a produção em um dos dias mais disputados da televisão turca, aumentando a expectativa em torno do desempenho da série.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Instagram @yeralti_tv

Dirigida por Murat Öztürk, Yeraltı conta ainda com um elenco de peso formado por Sümeyye Aydoğan, Burak Sevinç, Ülkü Hilal Çiftçi, Ekin Mert Daymaz, Emir Benderlioğlu, Koray Şahinbaş, Hülya Gülşen, Hakan Çelebi e Mehmet Yılmaz Ak. Se não houver novas alterações, a estreia está prevista para o dia 28 de janeiro, uma quarta-feira. Com isso, a produção entrará diretamente na disputa de audiência com títulos como Eşref Rüya, Sahipsizler e Kuruluş Orhan.

Além disso, a série segue reforçando seu elenco às vésperas da estreia. Murat Danacı foi confirmado no papel de Hamburglu, personagem ligado ao submundo do crime que cruza o caminho do protagonista Haydar Ali, vivido por Deniz Can Aktaş. Já a veterana Sevil Akı se junta à trama a partir do terceiro episódio como a irmã de Hamburglu. O elenco também ganha novos nomes como Muhammed Cangören, Sefa Zengin, Zeynep Kumral e Seray Özkan, que chegam em papéis-surpresa e ampliam ainda mais as expectativas em torno de Yeraltı, uma das apostas mais comentadas da nova temporada.

Segunda temporada de Afili Aşk já está disponível em streaming

A Globoplay estreou, na última segunda-feira (19), a segunda temporada de Afili Aşk, novela turca que vem conquistando o público brasileiro desde sua chegada ao catálogo da plataforma em 2024. Embora a produção tenha apenas uma temporada na exibição original na Turquia, o formato mais longo dos episódios levou o streaming a dividir a trama em partes no Brasil. A primeira temporada disponibilizada pela Globoplay conta com 45 capítulos dublados, o que corresponde a cerca de 13 episódios da versão turca.

Agora, a plataforma lançou a segunda parte dublada de Afili Aşk, com mais 18 capítulos, avançando a história até o equivalente ao episódio 18 da exibição original. Como a novela estrelada por Kerem e Ayşe possui 38 episódios no total, a expectativa é de que uma nova parte seja lançada futuramente para concluir a narrativa no streaming. A trama acompanha Kerem, um herdeiro rico e mulherengo envolvido em constantes escândalos, e Ayşe, uma jovem simples de um bairro modesto de Istambul, que acabam tendo suas vidas transformadas após uma mentira que os une inesperadamente.

Foto mundo turco.
Foto: reprodução/Dizilah
O que mais aconteceu essa semana:

Novos personagens agitam Kuruluş Orhan: a dizi histórica Kuruluş Orhan (tradução livre: Fundação Orhan), exibida às quartas-feiras, ganha novos desdobramentos com a chegada de Demirhan Han, interpretado por Mustafa Üstündağ, que passa a integrar o elenco ao lado de Mert Yazıcıoğlu, responsável por dar vida a Orhan Bey. O personagem não chega sozinho: seu braço direito, Umur, será vivido por Gürkan Çolaker, ator conhecido também por sua trajetória esportiva, prometendo intensificar os conflitos e disputas de poder na trama, que segue conquistando o público com sua narrativa envolvente e elenco de peso.

Sezin Bozacı entra para o elenco de Amor Intergaláctico: a dizi digital İntergalaktik Aşk (tradução livre: Amor Intergaláctico) ganha um reforço no elenco com Sezin Bozacı, atriz em destaque por Halef. Protagonizada por Erdem Kaynarca e Aslıhan Malbora, a produção dirigida e roteirizada por Mehmet Zakir Ekni traz Bozacı no papel de Filizar, mãe da personagem de Malbora, em uma comédia absurda de tom autoral inspirada no espírito do Yeşilçam.

Museu da Inocência chegará ao streaming no Brasil: a partir do dia 13 de fevereiro, estará disponível na Netflix mais uma trama turca. Museu da Inocência (Masumiyet Müzesi) é uma minissérie baseada na obra homônima de Orhan Pamuk, um famoso escritor da Turquia. Com Selahattin Paşalı e Eylül Lize Kandemir no elenco, a produção se passa em Istambul em 1970 e conta a história de amor proibido de um homem por uma vendedora, que se transforma em uma obsessão.

Dizi Tutku Ouynalrı terá novo nome e enredo: com o título alterado para Seni Tanıyorum (tradução livre: Eu conheço você), o novo enredo da produção para a Netflix Turquia acompanhará Funda (Elçin Sangu), uma artista que, após dar à luz, opta por pausar a carreira. Nesse momento, a pintora contrata uma babá, Nazlı (Melis Sezen), cuja chegada mudará a vida da família para a qual irá trabalhar. O ator Ozan Dolunay completa o elenco, atuando como o esposo de Funda.

Rapidinhas:

Novo fragman de Doktor: Başka Hayatta;

– Sandokan já está disponível na Netflix Brasil. Partiu maratona!

– Burak Dakak será Ali Nail na série “Canvermezler”, da TRT tabii, e Lidya Atlik interpretará Seyyan;

– O filme turco Sarı Zarflar foi selecionado para a competição principal do 76º Festival de Berlim e concorre ao Urso de Ouro;

– Kurtuluş também foi selecionado para a competição principal do 76º Festival de Berlim e concorre ao Urso de Ouro;

– Melisa Şenolsun se despede da dizi Cennetin Çocukları no 21º episódio;

– Hamdi Alkan retorna a Kızılcık Şerbeti e entra no elenco a partir do episódio 123, interpretando Ulvi, pai de İlhami, na quarta temporada da dizi;

– Mehmet Kurtuluş é o novo nome confirmado no elenco de Eve Dönemezsin;

– A Netflix revelou os números do segundo semestre de 2025 e confirmou o domínio turco no streaming, com Enfes Bir Akşam liderando entre as séries mais vistas, Metruk Adam como o filme turco de maior audiência no ranking global e Amar, Perder… mantendo destaque no Top 10 da plataforma no Brasil;

– A atriz Şebnem Özinal se junta ao elenco da dizi diária Gelin;

Foi divulgado o pôster da dizi Aynı Yağmur Altında, ainda sem data de estreia;

– Dizi do Disney+ Turquia, Bize Bu Şey Olmaz, que terá Mert Ramazan Demir e Miray Daner como protagonistas, se passará no universo da dizi Dünyayla Benim Aramda’

– O ator Doğukan Güngör foi removido da dizi Kızılcık Şerbeti;

– O ator Yığıt Kırazcı entrará para o elenco da dizi Sahtekârlar como İbrahim;

– Ege Aydan entrará para o elenco da dizi Şule. 

 

Qual notícia mais chamou sua atenção? Conta para a gente e siga o Entretê nas redes sociais (Instagram, Facebook, X) para mais novidades sobre o mundo do entretenimento turco.

 

Leia também: Notícias da semana no mundo turco – 12/1 a 17/1

 

Texto revisado por Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

Categorias
Cultura Entretenimento Especiais Notícias Novelas

Manoel Carlos: entre Helenas, Leblon e silêncios; a arte de um autor inesquecível

O autor, cronista do cotidiano e das Helenas, um gigante da teledramaturgia brasileira, nos deixou no dia 10 de janeiro, transformando sua obra em um legado inestimável para os amantes de novelas do Brasil

Manoel Carlos, autor de novelas, cronista do cotidiano e das paixões intrínsecas ao ser humano, humanista convicto e autodidata, nos deixou no último dia 10 de janeiro aos 92 anos. O Entretetizei preparou uma homenagem para esse autor cujo legado permanecerá eterno em todos os corações daqueles que amam boas histórias.

Poucos souberam retratar o dia a dia como ele. Manoel Carlos escrevia refletindo a sociedade em suas obras como um espelho, amava as mulheres e criou personagens femininas fortes e detentoras de humanidade e complexidade como ninguém. Suas famosas Helenas e o Leblon, quase um personagem à parte em suas histórias, representavam uma parte da sociedade de elite do Brasil, sem jamais deixar de lado as pautas sociais, morais e existenciais em cada uma de suas histórias que paravam o país inteiro.

Maneco, como era apelidado, era um profundo conhecedor de almas, de conversas e das relações humanas. Suas tramas dispensavam grandes reviravoltas ou vilões caricatos.  Apartamentos estonteantes, recortes das praias ensolaradas e bonitas do Rio de Janeiro, cafés e famílias repletas de afetos e conflitos profundos construíram um universo que marcou época e entrou para a história da teledramaturgia brasileira.

De Felicidade a Por Amor, passando por Mulheres Apaixonadas e Em Família, não houve uma obra de Manoel Carlos que não provocasse reflexão, debates e divisões de opiniões entre os brasileiros. 

O começo de um grande ícone

Foto: reprodução/Cícero Rodrigues/Memória Globo

Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, mais conhecido como Manoel Carlos ou simplesmente Maneco, foi um autor de novelas, escritor, diretor, produtor e, no início da carreira, também ator. É pai da atriz Júlia Almeida e da roteirista Maria Carolina, sua colaboradora em diversas obras.

Iniciou sua trajetória na década de 1950, integrando o Grande Teatro Tupi, da extinta TV Tupi, dirigido por nomes como Sérgio Britto, Fernando Torres e Flávio Rangel. O teleteatro ficou no ar por dez anos e apresentou mais 450 peças de grandes autores nacionais e estrangeiros, com atrizes como Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, Glória Menezes e Beatriz Segall no elenco.

Paulista na certidão, Maneco se considerava carioca de coração. “Faço coisas muito fortes, sob um céu muito azul. As tragédias e os dramas acontecem, mas o dia está lindo. A praia e o espírito carioca dão uma coloração rosa ao contexto cinzento”, declarou em entrevista ao Memória Globo.

Absolutamente autodidata, nunca se viu como ator. Inspirado pelas radionovelas, começou a escrever suas primeiras histórias e consolidou seu estilo em dramaturgia, aprendendo muito nos bastidores do teatro e da televisão. Prezava pelo realismo em suas obras mas sem abandonar por completo a ficção “A mágica se dá nesse caminho entre o possível e o impossível“, contou ele ao Memória Globo. Ele sempre contava com uma equipe de pesquisadoras escolhidas a dedo que o auxiliavam na criação de suas histórias.

O seu caminho para chegar ao estrelato foi tortuoso. Aos 14 anos, foi auxiliar de escritório, mas já frequentava, desde essa época, os Adoradores de Minerva, um grupo de jovens que se reunia todos os dias na Biblioteca Municipal de São Paulo para ler e discutir literatura e teatro, refletindo que desde tenra idade já adorava a arte e a escrita. Entre os integrantes do grupo estavam Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Fábio Sabag, Flávio Rangel e Antunnes Filho.

Aos 17 anos, em 1952, escreveu sua primeira novela, Helena para a TV Paulista, uma adaptação do romance de Machado de Assis, seguida por Nick Chuck também para a TV Paulista, uma outra adaptação de Machado de Assis. Entre 1953 e 1964, participou da fase inaugural da TV Record, dirigindo e produzindo programas por lá. Depois passou pela TV Itacolomi, de Belo Horizonte, TV Rio e TV Tupi, onde adaptou mais de 100 teleteatros, lhe dando bagagem para o futuro promissor que viria a seguir.  

Estreia na Globo

Foto: reprodução/Nelson Di Rago/Globo

Manoel Carlos estreou na TV Globo em 1972, como diretor-geral do programa Fantástico. Durante esse tempo, participou também do Globo Gente, um programa de entrevistas comandado por Jô Soares

Em 1978 viria sua virada de chave, escreveu sua primeira novela na TV Globo: Maria, Maria, trama das seis adaptada do romance Maria Dusá, de Lindolfo Rocha, a novela contava com Nívea Maria e Cláudio Cavalcanti como os protagonistas. “Um dia, o Fernando Sabin encontrou o Borjalo e disse que tinha um romance do século XIX chamado Maria Dusá, do Lindolfo Rocha, e que ele achava que dava uma boa novela das seis. Na época, a Globo tinha uma preocupação de adaptar romances brasileiros, então Borjalo chegou e passou essa ideia para mim. Eu gostei e fiz“, contou o autor em entrevista ao Memória Globo.

Foto: reprodução/Acervo Globo

Logo após, naquele mesmo ano, o autor adaptou o romance de Carolina Nabuco, A Sucessora, que contava a história de Marina (Susana Vieira), uma jovem de 20 anos criada em uma fazenda simples que se apaixona por um homem rico e viúvo, Roberto Steen (Rubens de Falco). Marcada por atuações fortes e inesquecíveis, a novela até hoje é lembrada e admirada pelos apreciadores da boa dramaturgia. 

Em 1980, convidado pelo diretor Paulo Afonso Grisolli, escreveu alguns episódios do seriado Malu Mulher, protagonizado por Regina Duarte, entre os quais os polêmicos Até Sangrar e Duas Vezes Mulher. O seriado retratava a condição de ser mulher brasileira no final dos anos 70 através do cotidiano de Malu, uma socióloga paulista, divorciada e mãe de uma menina de 12 anos; um seriado transgressor e revolucionário para a época, abordando assuntos delicados como o divórcio, o aborto, a emancipação feminina e a angústia diante da primeira experiência sexual.

Nesse mesmo ano, atuou como colaborador de Gilberto Braga em Água Viva a partir do capítulo 51 da obra, sua primeira experiência no horário das 20h, em um clássico que aborda conflitos da burguesia e da classe média carioca, temática que sempre estaria presente nas futuras obras de Maneco. 

O Horário Nobre

Foto: reprodução/Josemar Ferrari/Globo

Em 1981, lançou Baila Comigo, sua primeira novela das oito e que contava com sua primeira Helena das muitas que viriam, se tornando sua marca registrada.

As Helenas, inspiradas pela paixão do autor pela mitologia grega,  são como um símbolo da mulher forte, corajosa, guerreira e que é capaz de fazer de tudo em nome do amor até mesmo disposta a cometer sacrifícios impossíveis de se imaginar. 

A trama conta a história da matriarca Helena, vivida por Lilian Lemmertz, mãe de gêmeos separados no nascimento e que não sabem da existência um do outro: Quinzinho e João Victor, interpretados por Tony Ramos. João Victor foi criado pelo pai, Joaquim Gama (Raul Cortez), e Quinzinho ficou com a mãe, Helena. Os gêmeos idênticos, de temperamentos opostos, acabam se aproximando sem querer por meio de uma série de pressentimentos e acontecimentos que não conseguem explicar. 

Sol de Verão e outras obras

Foto: reprodução/Acervo/Globo

Em 1982, escreveria Sol de Verão, novela que ele deixou pela metade devido ao trauma da morte do ator protagonista da novela e um de seus melhores amigos pessoais, Jardel Filho. Essa novela relatava o dilema de Rachel (Irene Ravache), uma mulher que acabava de sair de um casamento infeliz e que vivia ao lado da mãe Laura (Beatriz Segall) e da filha Clara (Débora Bloch) e que acabava se envolvendo com Heitor (Jardel Filho), um mecânico boêmio que nunca havia vivido um relacionamento sério. A novela foi concluída por Gianfrancesco Guarnieri e Lauro César Muniz e saiu do ar antes do previsto. 

Maneco deixou a Globo logo em seguida, escrevendo três tramas na Rede Manchete: a minissérie Viver a Vida, em 1984; o seriado Joana, no mesmo ano e exibido até 1985; e a novela Novo Amor em 1986. Em 1989, escreveu a minissérie O Cometa, na Rede Bandeirantes. 

Manoel retornou para a Globo em 1991, quando escreveu o sucesso Felicidade, uma livre adaptação da obra de Aníbal Machado. O projeto foi idealizado por Maneco por mais de 12 anos e teve a primeira mulher à frente da direção geral, a diretora Denise Saraceni. Em Felicidade, Maneco deu vida à sua segunda Helena, dessa vez interpretada por Maitê Proença.

Enquanto esteve no ar, a novela foi esticada diversas vezes devido a indecisão sobre sua substituta. A novela também marcou a estreia de Vivianne Pasmanter na televisão, que se destacou interpretando a vilã neurótica e temperamental Débora. Também foi a primeira novela de Eliane Giardini, Maria Ceiça e Ana Beatriz Nogueira

Felicidade fez um grande sucesso no exterior, sendo vendida para diversos países. Dividida em duas fases, a trama soube segurar o telespectador, atrair e encantar, conduzindo o público para dentro da narrativa, coisa que Maneco sabia fazer como ninguém. A identificação com os personagens acontecia de forma natural e imediata, sem rodeios e enrolações clássicas de novelas. 

História de Amor e o nascimento de um ícone

Foto: reprodução/Bazílio Calazans/Globo

Em 1995, Maneco escreveria aquela que seria um divisor de águas em sua carreira: a novela História de Amor, trama considerada como uma comemoração dos trinta anos de carreira da atriz Regina Duarte, que pela primeira vez interpretava um papel no horário das 18 horas. 

Aqui, Regina viveu a primeira de suas três Helenas: “Maneco foi o pai das Helenas, das antagonistas perfeitas e filhas marcantes. Registrou em nós, amantes da teledramaturgia, um amor inexplicável pela realidade de tantas histórias. As Helenas são espetaculares. Ele me ensinou muito sobre mim mesma. Grande Manoel Carlos, vamos sentir sua falta e amar para sempre o teu legado“, lamentou Regina Duarte em publicação nas redes sociais sobre a partida de seu grande amigo e incentivador.

Escrevi essa novela para a Regina Duarte e para a Carolina Ferraz“, contou Maneco em entrevista ao Memória Globo a respeito de seu grande sucesso História de Amor. Helena integra aqui um triângulo amoroso: apaixonada por Carlos Alberto (José Mayer), ela tem como rival a ciumenta Paula (Carolina Ferraz), com quem o médico é casado, e Sheila (Lília Cabral), a ex obcecada por ele. Nesta trama, uma campanha social sobre o câncer de mama foi promovida por meio da personagem Marta, interpretada por Bia Nunes. A novela reforçou campanhas de prevenção e conscientização, reforçando mais uma vez o compromisso de Maneco de levar entretenimento com contexto social em suas tramas.

A história também girava em torno do conflito entre mãe e filha. Helena luta para criar a adolescente Joyce (Carla Marins), que vive um relacionamento conturbado com Caio (Ângelo Paes Leme). Irresponsável, o rapaz abandona a moça grávida para não arcar com as responsabilidades da paternidade. Além disso, Joyce ainda precisa enfrentar o pai, Assunção (Nuno Leal Maia), um homem conservador que não aceita o namoro da filha.

Por meio de Assunção, o autor abordou o machismo repressor e moralista. O ex-atleta vive em conflito com sua filha, sua ex e a atual esposa. No decorrer da novela, ele sofre um acidente de carro, fica paraplégico e entra em depressão. O autor abordou, pela primeira vez em sua obra, a questão da paraplegia e também como o esporte pode recuperar a vontade de viver de alguém, trazendo força e coragem. Para falar desse tema, a novela contou com a participação especial de Pelé, na época Ministro dos Esportes.

A partir da personagem Mariana (Monique Curi), Manoel Carlos também abordou o drama de mulheres que não conseguem engravidar, apesar de não serem estéreis, tratando de casos ligados a comportamentos neuróticos, por desejarem demais ter filhos.

A novela foi ambientada no Rio de Janeiro, nos bairros do Leblon, Jardim Botânico e Gávea, na Zona Sul, e Barra da Tijuca, na Zona Oeste, tendo Teresópolis também como pano de fundo, na região serrana. As cenas reforçavam o tom urbano, moderno, cotidiano e carioca das novelas de Maneco. 

O autor lembra que História de Amor foi sua primeira novela a ter um grupo de discussão para avaliar a trama. A novela foi o primeiro trabalho de José Mayer nas tramas de Maneco, que ainda trabalharia em diversas obras do autor se tornando figurinha carimbada em suas novelas.

A atriz Lilia Cabral conta que Sheila foi um desafio em sua carreira, pois ela demandava uma carga emocional muito alta, sendo o oposto do que tinha feito até então. A atriz gravava as cenas com muita concentração e dedicação para que sua vilã não se tornasse superficial ou artificial.

Transmitido no final de 1996, o final de História de Amor parou o Brasil e rendeu à novela sua maior audiência. Foram 46 pontos no Ibope, algo inédito para uma trama das 18h, consolidando definitivamente o nome de Maneco por todo o país e na história da teledramaturgia nacional. No capítulo, Helena finalmente revela para Joyce que ela não era sua filha biológica, mas sim de sua irmã falecida, Maria Lúcia. 

Por Amor e o divisor de águas

Foto: reprodução/Nelson Di Rago/Globo

Logo após esse sucesso, Maneco viria com talvez o seu maior marco na teledramaturgia nacional: a icônica e inesquecível Por Amor, exibida entre 1997 e 1998. A novela trazia novamente o tema de sacrifício que uma mãe faz por seus filhos, abdicando de tudo em prol da felicidade de suas crias. Mas, aqui, o sacrifício era algo muito maior e visceral.

Mãe e filha engravidaram na mesma época e vão para a maternidade terem seus filhos juntas. Eduarda (Gabriela Duarte) perde o útero no parto e dá à luz um bebê que morre logo em seguida. Helena tem uma criança perfeita e saudável em seus braços, seu filho. Fragilizada com o sofrimento de Eduarda e muito abalada pelo fato de a filha não poder mais ter filhos biológicos, ela implora para que o médico César troque os bebês. Chocado com o trágico momento, por amor à Eduarda e em nome de tudo que Helena já fez por ele durante a vida, ele faz a troca. 

Essa cena emblemática da troca das crianças gerou debates por todo o país sobre os limites éticos do médico e os conflitos amorosos e sociais que envolveriam todo esse momento crucial para o desenrolar da trama. O que você faria por amor era a questão que norteava e centralizava a novela.

Helena diz a todos, inclusive para Atílio (Antônio Fagundes), pai do seu bebê, que a criança não resistiu. Eduarda passa a cuidar do próprio irmão como se fosse seu filho, dando a ele o nome de Marcelo Junior sem saber a verdade sobre o parto. A partir daí, César vive um transtorno pessoal, consumido pela culpa diariamente, enquanto Helena guarda o segredo, mesmo sofrendo ao ver tudo aquilo, chegando até mesmo a amamentar a criança, já que Eduarda não tinha leite suficiente. Ela vive no limite entre o amor pelo filho e o amor por Eduarda.

Somente no último capítulo o segredo é revelado, parando o país mais uma vez com o desfecho impactante de uma trama. Além desse motim forte inicial, Eduarda sofre, ao longo de toda a novela, com a perseguição de Laura (Vivianne Pasmanter), que tenta reconquistar Marcelo (Fábio Assunção) a qualquer custo. Obcecada, ela consegue até mesmo engravidar do ex-namorado, tendo filhos gêmeos, o que fere muito Eduarda.

Por Amor também abordava a trajetória de Orestes (Paulo José), ex-marido de Helena e pai de Maria Eduarda. Alcoólatra, frágil e derrotado, ele enfrenta uma longa jornada de sofrimento com o álcool até ser levado aos Alcoólicos Anônimos pela filha e pela neta Sandrinha (Cecília Dassi), no último capítulo da novela.

Foto: reprodução/Nelson Di Rago/Globo

A vilã Branca Letícia de Barros Mota, vivida por Susana Vieira, também foi emblemática e é lembrada até hoje como uma das maiores vilãs da teledramaturgia brasileira. Petulante, arrogante e obsessiva, Branca vivia em uma relação conflituosa com sua filha Milena (Carolina Ferraz), que vive uma tórrida paixão com o piloto de helicópteros, Nando (Eduardo Moscovis), para o seu total desespero e horror. Milena e Nando fizeram muito sucesso com o público e são lembrados como um dos casais mais apaixonantes e sensuais de novelas, a repercussão foi avassaladora. 

Branca também sempre rejeitou Leo (Murilo Benício), o considerando como o patinho feio da família, afirmando que estava satisfeita apenas com o casal de filhos Marcelo e Milena, deixando claro que ele não precisava ter nascido. Ela termina a novela sozinha, sem perder a pose e nem a soberba, mesmo diante da solidão.

A trama ainda abordou a bissexualidade por meio do personagem Rafael (Odilon Wagner) e o racismo através do drama da personagem Márcia (Maria Ceiça), esposa de Wilson (Paulo César Grande), um homem branco que não admitia ter um filho negro.

Maneco bateu o pé para conseguir emplacar a trama na Globo, que já havia sido descartada. Ele insistiu durante 14 anos para que a sinopse fosse aceita e levada para o ar. O autor apresentou a história pela primeira vez em 1983, mas o projeto acabou engavetado. Nesse período, Manoel escreveu Novo Amor na Manchete e El Magnate (1990) para a Telemundo, ambas baseadas nessa mesma sinopse.

A emissora queria que ele desenvolvesse a novela como uma trama das seis. Entretanto, Maneco queria que a história fosse ao ar às oito, por ser uma trama bastante forte e não queria cortar temas cruciais de sua obra. Quatro anos depois, ele foi escalado novamente para o horário das 18h e recusou usar a sinopse de Por Amor. Somente em 1997 foi promovido para o horário nobre e pôde desenvolver Por Amor do jeito que sempre desejou.

O autor afirmou que se inspirou no amor mais inquestionável e bonito de todos: o amor materno e a intensidade, a beleza e a dor das relações familiares.

“Foi o grande acontecimento da minha trajetória como atriz. Eu era muito jovem quando recebi a missão de encarnar a Eduarda. Ele confiou em mim, contou a atriz Gabriela Duarte em entrevista à CNN Brasil, ressaltando a importância desse papel na sua carreira e a confiança mútua que existia entre ela e Maneco.

A novela até hoje segue provocando reações intensas no público e semeando diálogos e debates por diversas gerações se revitalizando através do tempo.

Laços de Família

Foto: reprodução/Roberto Steinberger/Globo

Após o grande sucesso de Por Amor, Maneco escreveria outra obra emblemática que marcaria ainda mais seu nome no coração dos amantes de teledramaturgia: Laços de Família (2000), ambientada no bairro carioca do Leblon. O centro da trama era o triângulo amoroso entre o jovem Edu (Reynaldo Gianecchini), Helena (Vera Fischer) e sua filha Camila (Carolina Dieckmann). A mãe acaba abrindo mão de seu amor em nome da felicidade da filha, reforçando o tema recorrente do sacrifício materno nos folhetins de Maneco.

No decorrer da trama, Camila descobre uma leucemia, e a única forma que sua mãe encontra para salvá-la é gerando um filho do mesmo pai que a menina, um homem que ela já não ama.

“A ideia surgiu de um fato real. Foi em 1991, vi uma história de uma mãe nos Estados Unidos que gerou um filho e doou as células-tronco do cordão umbilical do bebê para a filha com leucemia, eu fiquei sabendo pelo jornal. Pensei que se ninguém fizesse essa história eu faria. Em 1995, fiz a sinopse. O tema principal é uma mãe que engravida de um homem, já sem gostar dele, para salvar a sua filha. Novamente, a relação de amor de mãe com filha é fundamental”, contou Maneco ao Memória Globo.

“Fiquei tão feliz em interpretar Helena, o Manoel falava que era a Helena que ele tinha mais amor, mais encantamento”, relembra Vera Fischer em entrevista à CNN Brasil, sobre a felicidade de viver uma das Helenas mais marcantes das obras do autor.

A novela também trouxe núcleos importantes, como o de Capitu (Giovanna Antonelli), uma universitária que se prostitui para sustentar os pais e o filho de um ano, enfrentando um forte preconceito; Pedro (José Mayer), um homem rústico e disputado; da espevitada e rebelde Íris (Deborah Secco), apaixonada por Pedro, que a trata como criança; e o mulherengo e bon vivant Danilo (Alexandre Borges), sustentado pela esposa Alma (Marieta Severo) envolvido com a empregada Ritinha (Juliana Paes). 

Foto: reprodução/Roberto Steinberger/Globo

A abordagem da leucemia retratada na novela levou a Rede Globo a conquistar o mais importante prêmio de responsabilidade social do mundo, o Bitic Awards For Excellence 2001, na categoria Global Leadership Award. O chamado Efeito Camila provocou aumento no número de doadores de sangue, órgãos e medula óssea por todo o Brasil. A cena em que Camila raspa os cabelos parou o país e é lembrada até hoje como símbolo de conscientização para doação de medula, resultando em um aumento de mais de 100 novos cadastros de doadores na época da novela, segundo o Instituto Nacional do Câncer.

Além disso, a novela abordou temas sociais relevantes, como a inclusão de pessoas com deficiência, por meio do personagem vivido pelo ator Flávio Silvino, a impotência masculina, a depressão, a campanha Solidariedade e Cidadania e a importância da leitura. 

Mulheres Apaixonadas e o culto ao feminino

Foto: reprodução/Gianne Carvalho/Globo

Após Laços de Família, Manoel Carlos obteve grande sucesso com a minissérie Presença de Anita (2001), baseada em um livro de mesmo nome de Mário Donato. A produção foi responsável pela maior audiência de uma minissérie nos anos 2000, com média de 30 pontos no Ibope, algo muito grande para a época.

Em 2003, viria mais um de seus grandes sucessos em novelas, uma obra fascinante que aborda a força das mulheres para superar as dificuldades da vida, exaltando-as e coroando-as por meio de suas paixões, amores e vitalidade: Mulheres Apaixonadas (2003). “Acho que a mulher move o mundo, não só pelo fato dela ser geradora de um ser humano, mas porque eu acho a mulher mais forte, mais sofrida, e injustiçada. Tem mais dificuldade na vida e no trabalho e faz disso uma fortaleza”, contou o autor ao Memória Globo.

A trama girava em torno da diretora de uma escola de ensino médio, Helena, dessa vez interpretada por Christiane Torloni, que resolve viver uma nova paixão após 15 anos casada com Téo (Tony Ramos). Ela forma, ao lado de César (José Mayer) e Luciana (Camila Pitanga), o principal triângulo amoroso da história, marcada por segredos, amores e dramas familiares. 

Foto: reprodução/João Miguel Júnior/Globo

Entre um dos núcleos mais marcantes esteve o casal de idosos Flora (Carmem Silva) e Leopoldo (Oswaldo Louzada), maltratados pela neta Dóris (Regiane Alves). A história denunciou as violências e o abandono sofridos por idosos no Brasil e teve forte repercussão social, contribuindo para a aceleração da aprovação do Estatuto do Idoso, em 2003. A novela é vista como uma das maiores aliadas na conquista desse direito, e Regiane Alves chegou a ir até Brasília para apoiar o projeto. 

Outro destaque foi Heloísa (Giulia Gamm), irmã caçula de Helena, cujo ciúme doentio que nutria por seu marido, Sérgio (Marcello Anthony) gerou uma das tramas mais comentadas da época. A personagem passou a frequentar as reuniões de um grupo de apoio chamado Mulheres Que Amam Demais Anônimas, repleto de histórias verdadeiras, que impulsionaram as mulheres de todo o país a buscar ajuda.

Outro tema abordado foi o da violência doméstica contra as mulheres por meio de Raquel (Helena Ranaldi), vítima do marido agressivo Marcos (Dan Stulbach). Ele agride Raquel de várias formas, inclusive com uma raquete de tênis. A trama evidenciou a fragilidade do sistema penal e do apoio às mulheres e resultou em um aumento de mais de 40% nas denúncias de casos de violência doméstica no Rio de Janeiro.

A novela ainda abordou temas como o desarmamento, após a morte de Fernanda (Vanessa Gerbelli), vítima de bala perdida, a doação de órgãos, o câncer de mama, o alcoolismo mais uma vez e a relação amorosa entre duas mulheres representadas pelo casal de adolescentes Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli), que enfrentam a resistência dos pais e o preconceito de colegas da escola para assumirem o seu amor. A abordagem foi considerada um avanço e obteve um enorme sucesso. Outro grande sucesso da trama foi o relacionamento entre Estela (Lavínia Vlasak) e o padre Pedro (Nicola Siri) que desafiaram as dimensões do amor, o preconceito e o plebiscito, com Pedro dividido entre a paixão e a batina de padre. A química dos dois era imensa e até hoje eles são lembrados como um dos melhores casais de novelas da televisão brasileira.

Foto: reprodução/Renato Rocha Miranda/Globo

Christiane Torloni foi escolhida para interpretar Helena por representar o perfil desejado pelo autor: “uma mulher bonita, determinada, de nariz em pé com certa arrogância e atrevimento” , conforme contou em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, em 2002.

A novela foi um tremendo sucesso e impactou tanto o cotidiano brasileiro que gerou até mudanças em leis do país. Ela conquistou uma série de prêmios, incluindo troféus dos Prêmio Extra de Televisão, Melhores do Ano, Troféu Imprensa, Prêmio de Qualidade Brasil e Prêmios Contigo!, consolidando, mais uma vez, o poder de Manoel Carlos em transformar temas cotidianos em folhetins de grande relevância social.

Páginas da Vida

Foto: reprodução/Willian Andrade/Globo

Em 2006, Manoel Carlos escreveu o sucesso Páginas da Vida, trazendo novamente Regina Duarte como Helena, uma médica forte e determinada que decide cuidar de uma criança com Síndrome de Down rejeitada pela avó, a perversa Marta, interpretada brilhantemente por Lília Cabral.

A trama acompanhava Nanda (Fernanda Vasconcellos), que engravida do namorado Léo (Thiago Rodrigues) durante um intercâmbio em Amsterdã. Após retornar ao Brasil, Nanda sofre um acidente e a obstetra Helena consegue salvar os bebês, mas a jovem morre. Marta fica com os netos, mas rejeita a menina com Síndrome de Down, o que leva Helena a lutar pela adoção da criança.

A novela se destacou pela discussão sobre a inclusão social de pessoas com Síndrome de Down e o preconceito enfrentado por elas através da personagem Clara (Joana Mocarzel). Regina Duarte buscou se aprofundar no tema, e a equipe usou como referência o documentário Do Luto à Luta (2005), de Evaldo Mocarzel.

Outros temas abordados foram a bulimia, por meio do drama de Giselle (Pérola Faria),o alcoolismo vivido por Bira (Eduardo Lago), além da discriminação racial e da Aids. Segundo o autor,  o alcoolismo seria um tema recorrente em suas novelas porque ele o considerava a maior praga social, o maior dos vícios que existem, que deveria ser tratado com mais seriedade e rigor por ser uma droga lícita e amplamente comercializada. 

A campanha de lançamento da trama contou com a participação do público e com livrarias disponibilizando um livro em branco para relatos pessoais.

Foto: reprodução/Márcio de Souza/Globo

Inicialmente convidada para viver Marta, Renata Sorrah recusou o convite e a personagem ficou para Lília Cabral, considerada por Maneco como a  sua antagonista perfeita: “As pessoas muitas vezes me perguntam por que ela nunca fez uma Helena. Porque ela, para mim, é a antagonista ideal. Ela é muito boa antagonista. Ela é a que combate a heroína, a rival da heroína, ela tinha razões pra ser como era, nunca foi vilã. Ela sempre se destaca, não adianta dar papel pequeno pra ela, ela fica grande”, explicou Maneco em uma carta feita por ele para Lilia, lida por ela no especial Tributo, da Rede Globo. 

Em 2009, o autor escreveu a minissérie Maysa: Quando Fala o Coração, uma biografia da cantora Maysa, que obteve grande sucesso de público e reconhecimento da crítica. 

Viver a Vida e a primeira Helena negra

Foto: reprodução/Renato Rocha Miranda/Globo

Ainda em 2009, Manoel Carlos escreveu Viver a Vida, novamente ambientada no Leblon e com Taís Araújo como a Helena da vez, tornando-se a primeira protagonista negra de uma novela das oito da TV Globo e a primeira Helena negra do autor. A escolha foi um marco na teledramaturgia brasileira, embora a passagem tenha enfrentado forte rejeição do público logo no início da trama, refletida em pesquisas que apontaram racismo estrutural e resistência à ascensão social da personagem.

O próprio autor admitiu que errou na construção do perfil de Helena, o que acabou criando uma antipatia por parte do público em vez de humanização e empatia, como ele havia planejado. Devido aos problemas, o triângulo amoroso formado por Helena, Bruno (Thiago Lacerda) e Marcos (José Mayer) acabou perdendo força, enquanto a trama passou a girar em torno de Luciana (Alinne Moraes), que se torna tetraplégica após um acidente, e forma um triângulo amoroso com os irmãos gêmeos Jorge e Miguel (Mateus Solano).O romance dela com Miguel é arrebatador, puro e encantador levando o país todo á se emocionar com o desabrochar do amor deles que nasce aos poucos e é a coisa mais linda!

Era difícil aceitar uma negra bem posicionada sem justificar o porquê de ela estar ali, eu recebi uma enxurrada de críticas de todos os lugares e lados. Aquilo bateu diretamente em mim e hoje eu vejo o que a gente errou em achar que o Brasil não era o Brasil que se apresenta hoje. Na época, era um Brasil que a gente acreditava muito que éramos todos iguais, que éramos vistos da mesma forma, quando na verdade, não era assim”,  contou Taís em entrevista ao especial Tributo, da TV Globo.

A trama acompanha Helena, uma jovem modelo de sucesso, que decide se despedir das passarelas para se casar com o empresário Marcos. O romance não é bem visto pela filha dele, a modelo Luciana, que conta com o apoio da mãe, Tereza (Lília Cabral).

Foto: reprodução/Thiago Prado Neri/Globo

O drama de Luciana ganhou centralidade e foi amplamente elogiado por abordar superação, inclusão social e acessibilidade. A novela exibiu depoimentos reais ao final dos capítulos e apresentou projetos de inclusão e uma série de produtos criados para cadeirantes, como o projeto itinerante Praia Para Todos, além de adaptações domésticas, o desafio de acessibilidade, o transporte público para cadeirantes, o preconceito e os desafios cotidianos enfrentados por pessoas com deficiência.

Manoel, juntamente com Jayme Monjardim, diretor da trama, ainda chegou a criar um blog da personagem, batizado de Sonhos de Luciana, idealizado para receber e responder mensagens de internautas reais e que obteve grande repercussão. A trama também discutiu temas como o alcoolismo, incluindo a anorexia alcoólica, vivida pela personagem Renata (Bárbara Paz). Apesar da repercussão social e do sucesso comercial, a novela teve repercussão crítica dividida, mas rendeu prêmios para o autor e para a produção.

Em Família, a última novela e a última Helena

Foto: reprodução/Paulo Belloti/Globo

Em 2014, após projetos engavetados, Maneco escreveu Em Família, sua última novela, trazendo a derradeira Helena, interpretada por Júlia Lemmertz e Bruna Marquezine em duas fases distintas. A escolha de Lemmertz foi uma homenagem à sua mãe, a também atriz Lilian Lemmertz, que viveu a primeira Helena do autor em Baila Comigo, de 1981. “Acho que viver Helena não é fazer uma protagonista qualquer, é um grande desafio, um trabalho emocionante, é lindo pensar que dentro da novela tem essa homenagem à minha mãe, a todas as Helenas, mas especialmente essa conexão com ela, pelo fato de ter sido a primeira Helena”, disse a atriz em entrevista ao portal Na Telinha, do Uol.

Foto: reprodução/João Miguel Júnior/Globo

A trama acompanhava a história marcada por amor, ciúme e obsessão entre os primos Helena e Laerte (Eike Duarte, Guilherme Leicam, Gabriel Braga Nunes). Virgílio (Humberto Martins) era amigo dos dois e também um dos motivos para a constante briga do casal. No dia do casamento dos dois, Laerte é preso por tentar matar Virgílio. Helena não perdoa o noivo, se muda para o Rio de Janeiro e casa com Virgílio. Com três fases, indo dos anos 1980 até 2014, a trama começa em Goiás e se desenrola vinte anos após a separação dos dois no Leblon, bairro do Rio de Janeiro que é o pano de fundo de grande parte das obras de Maneco.

Laerte, que havia ido morar na Europa para estudar flauta após um ano de prisão, retorna ao Brasil e demonstra interesse por Luiza (Bruna Marquezine), filha de Helena, que possui grande semelhança com a mãe, que desaprova o namoro entre eles. A trama abordava duas famílias movidas por amor, ciúme, culpa e inveja. 

Foto: reprodução/João Miguel Júnior/Globo

Entre os destaques da trama, esteve a relação homoafetiva entre Clara (Giovanna Antonelli) e a fotógrafa Marina (Tainá Muller). Clara é casada com Cadu (Reynaldo Gianecchini) e se vê dividida entre o comodismo de sua relação e a paixão avassaladora que começa a nutrir por Marina. A relação é bonita, natural, bem desenvolvida e um marco na história da representação LGBTQIA+ na teledramaturgia nacional com grande aceitação do público!

A novela também abordou alcoolismo, doença de Parkinson e conflitos familiares confusos .Apesar de ditar moda e levantar debates relevantes, Em Família foi um fracasso de audiência e recebeu críticas por seu ritmo lento e enfadonho, encerrando a trajetória de Manoel Carlos nas novelas. 

Legado

Foto: reprodução/Cícero Rodrigues/Memória Globo

Manoel Carlos criou personagens memoráveis, vilãs inesquecíveis e tramas do cotidiano que refletiam como um espelho da alma do telespectador, que habitam a memória afetiva do país, com amores reais, conflitos carregados de dor e beleza, sentimentos avassaladores e a família acima de qualquer coisa.

O sacrifício materno atravessava suas obras e pulsava como sua essência viva. Suas obras, quase sempre ambientadas no Leblon, embaladas pela bossa nova e pelo autêntico jeito Maneco de ser, eram carregadas de poesia e autenticidade e um olhar sensível de um autor que enxergava beleza no cotidiano. Havia ali uma mágica alucinante e singular, a sensação de sermos capazes de nos teletransportar e de nos fazer imaginar caminhando descalças pelo calçadão de Copacabana como uma de suas Helenas, pensando na vida enquanto o mar observava em silêncio, um universo só dele. 

Poético e cronista das emoções humanas, Manoel Carlos deixa um legado inestimável para a história da teledramaturgia brasileira, transformando a realidade por meio de suas tramas, sem jamais abandonar o caráter social e legítimo, o compromisso humano das suas obras. Manoel Carlos nos dava tempo para refletir, debater, nos emocionar e nos apaixonar como nunca.

O Brasil se despede de um autor atento a cada gesto, do drama ao amor, das paixões ao silêncio, cujo legado seguirá vivo como uma parte de nossa própria história. A história de quem cresceu, se reconheceu e se refletiu em cada uma de suas obras inesquecíveis em cada um de nós. 

E aí, gostou de saber mais sobre esse grande ícone brasileiro? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

Leia também: 

Texto revisado por Larissa Couto @larscouto e Cristiane Amarante @cris_tiane_rj

Categorias
Cultura pop Livros Notícias Séries

Heated Rivalry chega ao Brasil em 13 de fevereiro

A série canadense de sucesso estreia no streaming com o título Rivalidade Ardente

 

Hóquei no gelo, rivalidade, desejo e um romance LGBT? A espera acabou! Com Hudson Williams e Connor Storrie, Heated Rivalry já tem estreia marcada no Brasil. O seriado, que estreou exclusivamente no streaming canadense no último ano, chega com o título Rivalidade Ardente e uma temporada composta por seis episódios, que serão lançados semanalmente às sextas-feiras, até o capítulo final previsto para 20 de março.

Heated Rivalry
Imagem: divulgação/HBO Max

Baseada na série de livro Game Changers, de Rachel Reid, e criada pelo premiado escritor, diretor e produtor canadense Jacob Tierney, Rivalidade Ardente conta a história de Shane Hollander e Ilya Rozanov. A temporada acompanha as duas estrelas da Major League Hockey, que são unidos pela ambição, pela rivalidade e por uma atração intensa que nenhum dos dois consegue compreender completamente.

O que começa como um romance secreto entre dois jovens novatos se transforma em uma história que se desenvolve ao longo de vários anos, marcada pelo amor, pela negação e pelo autoconhecimento. Durante oito anos, Shane e Ilya buscam a glória dentro do gelo enquanto enfrentam o desafio de aceitar seus sentimentos fora dele. Divididos entre o esporte que define suas vidas e um amor impossível de ignorar, eles precisarão decidir se, em um mundo ferozmente competitivo, há espaço para algo tão delicado e poderoso quanto o amor verdadeiro.

Heated Rivalry
Imagem: divulgação/HBO Max

A série chega com tudo na HBO Max a partir de 13 de fevereiro e também conta com as atuações de François Arnaud, Robbie G.K., Christina Chang, Dylan Walsh, Sophie Nélisse e Ksenia Daniela Kharlamova. Rivalidade Ardente é produzida pela Accent Aigu Entertainment em parceria com a Crave (Bell Media) e distribuída internacionalmente pela Sphere Abacus.

 

Preparados para a maratona de Rivalidade Ardente? Conta pra gente! Siga o Entretetizei nas redes sociais – Facebook, Instagram e X – e não perca as novidades do mundo do entretenimento.

Leia também: Aperture: Harry Styles anuncia novo single

Texto revisado por Larissa Couto

Categorias
Cultura pop Livros Notícias Séries

Protagonista da 4ª temporada de Bridgerton ganha vídeo de apresentação oficial

A produção estreia em duas partes e contará a história de Sophie Baek e Benedict Bridgerton

Prepare-se para a busca pela misteriosa Dama de Prata! A menos de uma semana do lançamento dos quatro primeiros episódios da quarta temporada de Bridgerton (2020–presente), finalmente temos um gostinho da mais nova protagonista: Sophie Baek (Yerin Ha).

A personagem divide os holofotes da aguardada continuação da série com Benedict Bridgerton (Luke Thompson), que estreia na Netflix em duas partes, com quatro episódios no dia 29 de janeiro e os quatro episódios finais no dia 26 de fevereiro

Confira a apresentação da personagem:

A quarta temporada de Bridgerton, inspirada em um conto de fadas, acompanha o boêmio Benedict Bridgerton, que não quer se casar de jeito nenhum apesar dos apelos da mãe. Até que um dia, em um baile de máscaras, Benedict é atraído por uma misteriosa Dama de Prata mascarada.

Com a relutante ajuda da irmã Eloise (Claudia Jessie), Benedict sai pela alta sociedade e tenta descobrir a identidade da jovem. Mas, na verdade, a moça nem faz parte desse mundo. Ela é Sophie Baek, uma criada.

Quando o destino coloca Benedict e Sophie cara a cara novamente, ele fica dividido entre o amor por essa moça tão intrigante e a fantasia da Dama de Prata, sem saber que as duas são a mesma pessoa. 

Será que a incapacidade de Benedict de perceber a verdade vai atrapalhar a atração inegável entre ele e Sophie? E será que o amor realmente é capaz de superar tudo, até mesmo uma relação proibida, entre classes sociais diferentes?

Foto: reprodução/Netflix

Quais são suas expectativas para essa temporada? Nos siga nas redes sociais do Entretetizei — Facebook, Instagram e X — e não perca as novidades do mundo do entretenimento! 

 

Leia também: De Closer ao filtro do cachorro no Snapchat: por que 2016 virou o ano mais lembrado da cultura pop, e por que a gente só percebeu isso agora?

 

Texto revisado por Kalylle Isse

Categorias
Notícias Séries

Percy Jackson e Os Olimpianos retornam para sua terceira temporada no fim deste ano

Foi revelado um primeiro olhar da próxima temporada nos créditos do último episódio da segunda temporada

O impactante fim da segunda temporada de Percy Jackson e Os Olimpianos chegou ao fim na quarta (21), no Disney +, deixando o público ansioso com um desfecho repleto de suspense. No meio dos créditos do episódio final, foi apresentado um surpreendente primeiro olhar da terceira temporada, confirmando que a série retornará no fim deste ano.

Percy Jacson
Foto: divulgação/ Disney

A segunda temporada é estrelada por Walker Scobell, Leah Sava Jeffries, Aryan Simhadri, Charlie Bushnell, Dior Goodjohn e Daniel Diemer, além de um elenco recorrente de estrelas convidadas, que inclui Lin-Manuel Miranda, Jason Mantzoukas, Glynn Turman, Timothy Simons, Virginia Kull, Courtney B. Vance, Andra Day, Adam Copeland, Sandra Bernhard, Margaret Cho, Kristen Schaal, Tamara Smart, Rosemarie DeWitt, Toby Stephens, entre outros.

Criada por Rick Riordan e Jonathan E. Steinberg, a segunda temporada da série conta com a produção executiva de Steinberg e Dan Shotz ao lado de Rick Riordan, Rebecca Riordan, Craig Silverstein e executivos do The Gotham Group.

Além disso, os fãs ainda podem acessar conteúdos exclusivos da segunda temporada por meio do podcast oficial de Percy Jackson e Os Olimpianos, que está disponível no Disney+, oferecendo acesso aos bastidores da produção.

A terceira temporada de Percy Jackson e os Olimpianos já está em produção em Vancouver e será baseada em A Maldição do Titã, o terceiro livro da série best-seller de Rick Riordan para a Disney Hyperion.

Você vai assistir a nova temporada de Percy Jackson Conta pra gente, siga o Entretetizei nas redes sociais – FacebookInstagram  e X – e não perca as novidades no mundo do entretenimento.

Leia também: 26 series que retornam (ou estreiam) em 2026

Texto revisado por Angela Maziero Santana

plugins premium WordPress

Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdo de seu interesse. Ao utilizar nossos serviços, você concorda com tal monitoramento. Acesse nossa política de privacidade atualizada e nossos termos de uso e qualquer dúvida fique à vontade para nos perguntar!