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As histórias que chegaram às livrarias em outubro

Novos livros chegaram ao público neste mês com histórias para diferentes momentos de leitura

Outubro chega às livrarias com os novos lançamentos da HarperCollins Brasil. A seleção do mês passeia por mundos fantásticos, relações familiares, histórias de amor e questões que fazem parte da vida cotidiana.

Também há espaço para quem gosta de acompanhar o que acontece no trabalho, revisitar narrativas que atravessaram gerações ou descobrir novos recordes pelo mundo. Confira alguns dos títulos que chegam às livrarias ao longo do mês.

Fantasia, romance e novas histórias

Imagem: reprodução/Editora HarperCollins

Nós que Morreremos, de Stacia Stark, chega ao Brasil como uma nova aposta de romantasia. A história acompanha Arvelle Dacien, que precisa proteger os dois irmãos mais novos enquanto vive em um território dominado por um imperador vampiro.

Depois de anos longe das competições promovidas pelo imperador, Arvelle aceita um pacto para tentar matá-lo. Para isso, terá de enfrentar os três desafios da Ruptura e lidar com dois vampiros que podem ser fundamentais para descobrir mais sobre os próprios poderes.

Já Cada Laço entre Nós, de Thaís Flôr, leva a história para Barretos, às vésperas da tradicional Festa do Peão. Lana chega à cidade para acompanhar a reforma da Pousada Casa Serena e acaba precisando trabalhar ao lado de Enrico, um ex-peão de rodeio que carrega suas próprias feridas.

Enquanto os dois tentam colocar a pousada de pé, antigas mágoas voltam à superfície. A história parte desse encontro para falar sobre família, vínculos e a possibilidade de perdoar aquilo que ainda machuca.

Em Perdendo o Equilíbrio, Jennifer Iacopelli acompanha Audrey Lee, uma ginasta que retorna aos treinos depois de uma lesão e passa a mirar uma vaga nas Olimpíadas. O caminho, porém, muda quando um escândalo abala sua equipe e ela precisa lidar com uma nova realidade dentro do esporte.

No meio dessa turbulência, Audrey se aproxima de Leo Adams, seu conhecido de infância e filho da nova treinadora. O romance complica ainda mais uma rotina já marcada pela pressão e pela busca pela perfeição.

Histórias que escondem mais do que parecem

Imagem: reprodução/Editora HarperCollins

Em Oi, Raio de Sol, Keezy Young constrói uma graphic novel que mistura terror sobrenatural e drama. Alex desapareceu durante o verão e, enquanto seus amigos tentam entender o que aconteceu, cada um lida com a culpa e as perguntas deixadas para trás.

Noah pensa no namorado secreto que desapareceu. Sky está determinada a encontrá-lo. Izzy se pergunta se poderia ter evitado o desaparecimento e Jamie tenta lidar com a raiva e com as lembranças da própria família. Conforme os acontecimentos avançam, o grupo percebe que há algo mais sombrio por trás do sumiço.

A história também aborda questões relacionadas à saúde mental e ao luto, usando o sobrenatural para revelar feridas que continuam presentes mesmo depois de uma perda.

A Filha Favorita, de Morgan Dick, parte de uma relação familiar que já começa marcada pela distância. Mickey e Arlo são meias-irmãs que nunca se conheceram e tiveram experiências muito diferentes com o pai.

Depois da morte dele, Mickey descobre que foi escolhida como herdeira da fortuna, mas precisa cumprir uma condição: fazer algumas sessões de terapia. O que ela não esperava era descobrir que a psicóloga escolhida pelo pai é justamente Arlo.

Recomendado pelo clube do livro de Dua Lipa, o livro acompanha a convivência das duas enquanto segredos familiares, luto e ressentimentos antigos começam a aparecer.

Livros para olhar o mundo por outros ângulos

Imagem: reprodução/Editora HarperCollins

Em A Reinvenção do Trabalho, Rishad Tobaccowala parte das transformações que já estão mudando a maneira como as pessoas trabalham. O livro discute novos modelos profissionais e mostra como organizações e trabalhadores precisam repensar ideias que durante muito tempo pareceram permanentes.

A obra também aborda as mudanças provocadas por equipes remotas, contratos sob demanda e diferentes gerações e culturas no ambiente profissional. Tobaccowala estará no Universo Totvs 2026.

Já O Deus de Nossos pPais, de Aldo Cazzullo, revisita as grandes narrativas do Antigo Testamento a partir da literatura. O autor recupera histórias conhecidas e observa como elas atravessaram séculos e influenciaram nomes como Dante, Michelangelo, Shakespeare, Tolstói e Cervantes.

A obra passa por personagens e episódios bíblicos para discutir temas que continuam presentes na experiência humana, como dor, amor, desejo, fé e morte.

Imagem: reprodução/Editora HarperCollins

Do crime à origem de Nárnia

Acerto de Contas, de Don Winslow, reúne contos inéditos do autor e marca seu último livro antes da aposentadoria. As histórias percorrem diferentes situações ligadas ao crime e acompanham personagens diante de escolhas que podem mudar seus destinos.

Com reviravoltas e dilemas morais, a coletânea reúne narrativas que exploram o lado mais imprevisível da ficção policial.

Para quem está começando a descobrir os clássicos, O Sobrinho do Mago: Edição Cartonada, de C. S. Lewis, apresenta a origem de Nárnia em uma versão adaptada para a primeira infância. A história acompanha duas crianças que encontram anéis mágicos e acabam diante do leão que dá início à criação desse universo.

A seleção de outubro também traz o Guinness World Records 2027, com novos recordes de diferentes partes do mundo. A edição apresenta feitos humanos, descobertas da natureza, acontecimentos esportivos e curiosidades científicas, além de comparações visuais que colocam acontecimentos extraordinários em cenários conhecidos.

Para completar o mês, os lançamentos mostram que sempre existe uma história esperando por quem decide abrir um livro. Agora é só escolher por qual começar.

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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Notícias Teatro

Shrek – O Musical está confirmado no Rio de Janeiro

Depois de uma temporada cheia em São Paulo, a adaptação do primeiro filme chega às terras cariocas

A peça Shrek – O Musical, inspirada no primeiro filme da franquia, finalmente chega ao Rio de Janeiro, em maio de 2027. A estreia está prevista para o dia 19 de maio, com sessões de quarta a domingo, no Grande Salão da Cidade das Artes. O espetáculo fica em cartaz até 13 de junho do ano que vem. 

Muito esperado pelos fãs, o anúncio foi feito após a última sessão de Wicked, no complexo cultural Cidades da Artes Bibi Ferreira. Quem estava presente no palco na hora era a presidente do Cidade das Artes, Maria Isabel Werneck da Silva, que discursava ao lado do Baccic, fundador do Atelier de Cultura (produtora de teatro musical), e Carlos Cavalcanti, o presidente do Instituto Artium de Cultura. Além deles, os atores Tiago Abravanel, que interpreta o Shrek, e Evelyn Castro, que atua como o Burro, entraram de surpresa, pela plateia, para contar que o espetáculo voltaria aos palcos, mas nessa vez nas terras cariocas. Depois de divulgar que os ingressos já estavam à venda no Sympla, colocaram para tocar I’m a Believer, música marcante presente no final da peça e também no filme original.

Até agora, apenas os dois estão confirmados para retornar no ano que vem.

Relembre a temporada de São Paulo

Com direção geral de Gustavo Barchilon, direção musical de Thiago Rodrigues e direção de movimento da Anelita Gallo, Shrek – O Musical conta a história do primeiro filme da franquia. Na cidade paulista, o musical contou com cerca de 146 mil espectadores, vindos de todos os cantos do Brasil.

A peça estreou em 15 de abril e ficou em cartaz no Teatro Renault até 6 de julho. O elenco contou com Thiago Abravanel (Shrek), Evelyn Castro (Burro), Fabi Bang e Myra Ruiz, que dividiram o papel da Fiona,Baccic e Fabrizio Gorziza, que interpretaram Lorde Farquaad. 

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Texto revisado por Marina Barrelli de Carvalho

 

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Cinema Crítica Notícias

Papaya: quando criar raízes deixa de ser prisão e passa a ser liberdade

 

Primeira animação brasileira selecionada para o Festival de Berlim chegou aos cinemas em setembro e apresenta imagens, sons, movimentos e situações que deixam espaço para que cada um complete a experiência

Papaya, de Priscilla Kellen (O menino e o Mundo, 2016), chegou aos cinemas brasileiros em 24 de setembro de 2026. O longa transforma uma pequena semente de mamão em protagonista de uma jornada visual e sonora sobre liberdade, pertencimento, transformação e descoberta. 

Imagem: reprodução/Reviva Bauru

Foi por meio de uma newsletter sobre novidades do mundo artístico que conheci Papaya. O nome, por si só, já despertou minha curiosidade. Quando li a sinopse, a vontade de assistir aumentou. Fui procurar se o filme estava em cartaz em Aracaju e, para minha sorte, estava.

O cartaz colorido de Papaya já funciona como uma espécie de prenúncio da experiência que o filme oferece. Mas nenhuma imagem de divulgação prepara completamente o espectador para o que acontece quando a animação começa.

Desde os primeiros segundos, é difícil tirar os olhos da tela. Papaya acompanha uma pequena semente de mamão apaixonada pela ideia de voar. Para não se tornar aquilo que acredita estar destinado a ser, uma árvore como sua mãe, ela precisa permanecer em movimento e evitar criar raízes. É a partir desse desejo que começa uma jornada de descobertas. A semente se desprende, atravessa diferentes situações, conhece outros mundos e, pouco a pouco, começa a construir uma narrativa própria.

Mas sempre que tenta seguir adiante, Papaya olha para trás e enxerga os mamoeiros. Uma contradição que a acompanha durante todo o percurso. Há algo naquele lugar que ainda a chama de volta. Para ela, ser livre é deixar para trás tudo aquilo que a prende, mas aos poucos ela vai aprendendo que nem todo vínculo é uma prisão. 

Imagem: reprodução/Reviva Bauru

No filme, não há diálogos e essa ausência amplia a experiência. Permite que cada espectador crie seus próprios diálogos internos. As cores são vivas, os movimentos são orgânicos, os cenários parecem pulsar e a direção de arte cria um universo que mistura formas bidimensionais, colagens e referências aos grafismos latino-americanos. A própria diretora definiu a estética da produção como uma espécie de “tropicalismo pós-apocalíptico”.

Outro ponto forte é a trilha; fundamental para contar a história. Ela acompanha a trajetória da pequena semente e funciona praticamente como uma narradora. Samba, forró, funk e outros elementos da música brasileira aparecem para conduzir momentos de descoberta, tensão, alegria e transformação. A cantora Tulipa Ruiz também integra o elenco vocal do filme. É uma trilha vibrante, brasileira e emocional, que não está simplesmente acompanhando as imagens e isso faz com que o filme consiga ser tão comunicativo mesmo sem utilizar palavras.

Imagem: reprodução/Reviva Bauru

A princípio, a semente entende suas raízes como aquilo que a impede de ir embora. Criar raízes significa, para ela, perder a liberdade. Então ela se desprende. Só que a liberdade que encontra fora não é simples. Existem perigos, dúvidas, perdas e situações que fazem com que ela precise descobrir quem é e o que realmente deseja. Até que decide voltar.

Mas, ao retornar, Papaya já não é a mesma. Ela passou por experiências que a fizeram crescer, questionar, transformar e compreender que suas raízes podem representar muito mais do que uma limitação. E, nesse processo, a personagem não apenas encontra uma nova maneira de existir. Ela transforma sua própria floresta, liberta sua família e também se liberta. No fim, seu sonho de voar continua existindo, mas agora ele não precisa acontecer contra suas raízes.

A proposta de Priscilla é não entregar ao público uma interpretação única. A narrativa é deliberadamente aberta, permitindo que cada pessoa encontre seus próprios significados a partir daquilo que viveu. Uma criança pode enxergar uma aventura sobre uma sementinha que quer voar. Um adulto pode enxergar uma história sobre amadurecimento, família, pertencimento ou a dificuldade de romper expectativas. Outra pessoa pode encontrar na trajetória de Papaya uma metáfora sobre sair de casa, mudar de cidade, construir uma identidade ou aprender a conciliar liberdade e pertencimento. Papaya não determina exatamente o que o espectador deve sentir ou compreender. Ele apresenta imagens, sons, movimentos e situações e deixa espaço para que cada um crie seu próprio enredo.

Essa escolha também contribui para a circulação internacional da obra. Sem depender de diálogos, o filme consegue estabelecer uma comunicação mais ampla com públicos de diferentes línguas e culturas. 

Formada em Design Gráfico pela Unesp, Priscilla Kellen construiu sua trajetória entre a animação, o cinema e a ilustração. Trabalhou em Garoto Cósmico (2007)  e em O Menino e o Mundo (2013), indicado ao Oscar de Melhor Animação, além de dirigir a série Vivi Viravento (2017). Em Papaya, estreia na direção de um longa-metragem autoral, reunindo experiência artística e narrativa em uma produção que levou cerca de sete anos para chegar às telas. O filme também mantém sua parceria com Alê Abreu (Perlimps, 2022), que integra a equipe de produção. 

Ficha técnica:

Papaya
Brasil | 2026 | Animação | 74 minutos
Direção e roteiro: Priscilla Kellen
Produção: Boulevard Filmes
Coprodução: Birdo Studio, Alê Abreu e Priscilla Kellen
Produtores: Letícia Friedrich, Lourenço Sant’Anna, Priscilla Kellen e Alê Abreu
Produção executiva: Letícia Friedrich
Montagem: Elaine Steola
Direção de arte: Priscilla Kellen
Desenho, edição de som e mixagem: Submarino Fantástico
Trilha sonora: Talita Del Collado
Elenco: Aretha Garcia, Tulipa Ruiz e Maria Vitória Garcia
Distribuição: Cajuína Audiovisual/Sessão Vitrine Petrobras

O longa teve sua estreia internacional no Festival de Berlim, em fevereiro de 2026, na mostra Generation Kplus, depois de também circular por importantes festivais brasileiros, como Festival do Rio, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Mostra de Cinema de Tiradentes.

Papaya está em cartaz em cinemas brasileiros. Vale a pena embarcar nessa aventura. 

Você costuma acompanhar o cinema nacional? Qual foi o último filme brasileiro que te surpreendeu?  Conte pra gente em nossas redes sociais: Facebook, Instagram e X e fique de olho para mais informações sobre o mundo do entretenimento. 

Leia também: É viralatismo torcer pelo cinema nacional?

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana

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Música Notícias

Lost in Lust: conheça novo álbum de Pabllo Vittar

Cantora mira mercado internacional com ode a Madonna e à pista

Se Pabllo Vittar passou os últimos anos fazendo o Brasil inteiro cantar junto, agora a cantora parece ter decidido descobrir até onde sua música consegue chegar quando a barreira do idioma deixa de existir. Lost in Lust, seu sétimo álbum de estúdio, com 12 faixas, inaugura uma nova fase na vida da cantora. O disco aposta na música eletrônica e em referências à cultura das pistas de dança, além de incorporar elementos da música brasileira em sua produção.

O álbum reúne também participações internacionais, como Mahmood e Villano Antillano, e uma homenagem direta a Madonna, com quem Pabllo mantém uma relação de amizade desde o encontro entre as duas no Brasil. A nova fase da cantora, que começou a ganhar forma durante o projeto de DJ Club Vittar, busca ampliar a circulação de sua música para além do público brasileiro.

Um álbum para sair da bolha
Photoshoot do álbum da cantora (à esquerda) e capa do álbum Lost In Lust (à direita)
Imagem: reprodução/Entretetizei

Lost in Lust é o primeiro disco de Pabllo Vittar inteiramente cantado em inglês e espanhol, em uma tentativa de aproximar o álbum de ouvintes da Europa, Ásia e outros mercados nos quais a cantora já vem construindo espaço com apresentações internacionais.

A busca por um público internacional não significa que o Brasil desapareça do álbum. Entre as referências utilizadas na produção estão elementos da música eletrônica e gêneros brasileiros, como o tecnomelody, originário do Pará. A presença brasileira também está no próprio conceito construído ao redor da pista de dança, espaço que Pabllo relaciona à vivência da comunidade LGBTQIA+. Para a produção do álbum, a cantora reuniu exclusivamente profissionais da comunidade, incluindo artistas e produtores que participaram da criação das músicas.

O lançamento chegou às plataformas digitais em 1º de outubro e reúne 12 músicas em aproximadamente 29 minutos. Entre os convidados estão a porto-riquenha Villano Antillano, a brasileira Urias, o italiano Mahmood e o venezuelano La Cruz.

Para a construção do álbum, a experiência de Pabllo como DJ foi fundamental, uma vez que as canções buscam um lado mais experimental e eletrônico nas batidas. Durante o período do Club Vittar foram testadas músicas, produtores e sonoridades diante de diferentes públicos, ajudando a artista a se aproximar de produtores e famosos que a ajudaram a formar a identidade deste novo trabalho.

Madonna está no álbum. E não é só no nome da faixa!
Encontro de Pabllo e Madonna no show "Todo Mundo no Rio"
Foto: reprodução/Brazil News

Se existe uma figura que ajuda a entender a direção escolhida para o disco, é Madonna. A cantora norte-americana inspirou parte da construção sonora de Lost in Lust, especialmente pela relação histórica de sua música com as pistas de dança e com a cultura dos clubes. Madonna construiu parte importante de sua trajetória explorando a relação entre música pop, sexualidade e clubes, elementos que também atravessam o novo projeto da brasileira.

A influência chega ao próprio repertório: Friends With… transforma a amizade entre Pabllo e Madonna em uma das faixas do disco. As duas se aproximaram durante o show de Madonna no Rio de Janeiro, e Pabllo afirma ter levado para o novo trabalho a ousadia associada à trajetória da artista, experimentando novos caminhos ao invés de reproduzir uma fórmula conhecida.

O que significa estar Lost in Lust?
Photoshoot da artista Pabllo Vittar
Foto: reprodução/Instagram Pabllo Vittar

O título do álbum também entrega uma pista sobre o universo criado por Pabllo. Lost in Lust significa, em tradução livre, “perdido na luxúria” e está relacionado à ideia de desejo intenso, capaz de fazer alguém agir de maneira impulsiva. A proposta aparece também na identidade visual do trabalho, cuja capa apresenta Pabllo usando penas e tule, com pele à mostra e elementos associados à sedução. A estética acompanha a atmosfera criada pelas músicas e reforça a relação entre desejo, fantasia e pista de dança. Para quem gosta de descobrir o conceito de um álbum depois de ouvir as músicas, fica aí o momento de voltar à faixa-título e procurar as pistas.

E a nova era não fica restrita ao streaming. O álbum chega acompanhado de uma identidade visual própria e de um filme que, segundo Pabllo, aborda a fama a partir de diferentes perspectivas: o começo da carreira, a maneira como o público enxerga a artista e a forma como ela própria se percebe dentro desse processo. A estética também se estende aos palcos, especialmente com o Halloween da Pabllo que, neste ano, ganha formato de turnê e incorpora este novo universo ao espetáculo.

 

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Texto revisado por Crystal Ribeiro

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Notícias Séries

Dexter: Ressurreição: confira trailer da 2ª temporada

Novos serial killers, personagens conhecidos e lançamento marcado para outubro

Se Dexter Morgan achava que já tinha problemas suficientes, o novo trailer de Dexter: Ressurreição mostra que a segunda temporada pretende complicar ainda mais a vida do serial killer. A prévia coloca o personagem de Michael C. Hall novamente no centro de Nova York, desta vez com dois serial killers com perfis completamente diferentes, que passam a disputar espaço na trama. De um lado está Don Frampt, conhecido como Estripador de Nova York e interpretado por Brian Cox; do outro, aparece Owen Stark, o Assassino dos Cinco Distritos, vivido por Dan Stevens.

A nova temporada também retoma a história de Harrison Morgan, vivido por Jack Alcott, enquanto pai e filho continuam lidando com suas próprias ideias de justiça, além de reunir personagens que já fazem parte do universo da franquia. Os novos episódios chegam ao Paramount+ em 30 de outubro, justamente na semana do Halloween. Confira o trailer:

Afinal, quem é Dexter?
Divulgação da primeira temporada de Dexter (à esquerda) e James Doakes (à direita)
Imagem: reprodução/Entretetizei

Se o nome Dexter Morgan já apareceu para você, ou simplesmente o meme do homem encarando outro com uma cara desconfiada, aqui vai o contexto. Dexter é um especialista em análise de padrões de sangue que trabalha para a polícia, mas esconde uma segunda vida: ele também é um serial killer. A diferença é que o personagem segue um código criado por seu pai adotivo: ao invés de escolher qualquer pessoa, ele direciona sua obsessão para criminosos que considera responsáveis por mortes e que conseguiram escapar da Justiça.

A história começou em Dexter (2006), durou oito temporadas e ganhou diversas produções derivadas que ampliaram o universo do personagem, como Dexter: New Blood (2021). Dexter: Ressurreição é mais um capítulo dessa história, que leva o protagonista a uma nova fase de sua vida, em Nova York e novamente envolvido com assassinatos e investigações. A trama também recupera a relação entre Dexter e seu filho, Harrison Morgan, que passa a ocupar um espaço importante na história.

Dexter não vai ter sossego tão cedo
Dexter, no trailer, de Dexter: Ressureição
Imagem: reprodução/Paramount

A nova temporada coloca o protagonista diante de uma situação diferente daquela que costuma acompanhar sua trajetória. Dexter continua perseguindo criminosos, mas agora precisa dividir sua atenção com outros assassinos que também possuem seus próprios métodos e objetivos. O trailer apresenta Don Frampt como uma figura que já construiu uma reputação ao longo de décadas, enquanto Owen Stark aparece como um criminoso disposto a transformar seus assassinatos em uma espécie de jogo com a polícia.

A temporada ainda terá Gabriel Luna em participação especial como Ray Ballard, conhecido como The Sleepy-Eyed Stranger. Com três novos nomes ligados ao universo dos serial killers, a produção aumenta o número de personagens que podem cruzar o caminho de Dexter. O trailer, porém, mantém em segredo parte dos detalhes sobre como esses encontros vão acontecer, deixando o desenvolvimento dos conflitos para os episódios inéditos.

Pai, filho e um legado difícil de escapar
Dexter e seu filho, Harrison Morgan
Imagem: reprodução/Dexter Daily

Enquanto novos assassinos chegam à história, Harrison Morgan continua ocupando um lugar importante na trama, buscando entender o que fazer com o legado deixado pelo pai. A relação entre os dois continua atravessada pela maneira diferente como cada um entende justiça, violência e as escolhas que fizeram ao longo da franquia. Para Dexter, ter o filho novamente por perto também significa encarar as consequências de tudo o que tentou esconder dele e de si mesmo.

A continuação também recupera rostos que ajudam a conectar Dexter: Ressurreição às diferentes fases da franquia. Joey Quinn, interpretado por Desmond Harrington, ganha ainda mais espaço ao passar a integrar o elenco regular, enquanto James Remar também retorna ao universo da série como Harry Morgan. Já Mia LaPierre, vivida por Krysten Ritter, reaparece em uma participação especial depois de ser apresentada anteriormente na produção.

Por trás dessa mistura de rostos conhecidos e novidades, a produção mantém Clyde Phillips à frente da série, retornando como o responsável pela criação da produção original. A resposta para a pergunta sobre como Dexter vai lidar com tantos assassinos ao mesmo tempo começa a chegar em 30 de outubro, no Paramount+, onde os dez episódios da primeira temporada já estão todos disponíveis.

 

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Leia também: Conheça Yellow Cake, novo filme com Tânia Maria

 

Texto revisado por Crystal Ribeiro

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Cinema Crítica Cultura pop

Crítica | O filme Verity correspondeu a todas as expectativas?

A esperada adaptação literária teve algumas diferenças do livro

O filme Verity foi lançado nos cinemas esta semana, no dia 30 de setembro. A adaptação literária do best-seller da Colleen Hoover é estrelada por Anne Hathaway como Verity Crawford; Dakota Johnson como Lowen Ashleigh; e Josh Hartnett como Jeremy Crawford.

A trama conta a história de Lowen, que foi chamada para ser escritora-fantasma da renomada autora Verity Crawford pelo marido dela, Jeremy. Porém, para que ela possa fazer isso, Lowen precisa passar um tempo morando na casa deles e lendo os arquivos que Verity deixou antes de sofrer um acidente de carro que a deixou catatônica.

Quando começa a ler esses textos, a escritora descobre um manuscrito. Nele, há todas as confissões mais assustadoras sobre a vida de Verity. Durante o longa, Lowen descobre a realidade daquela família e precisa navegar por aquilo que pode ser verdadeiro – ou não. 

Verity estreou com muitas expectativas, uma vez que contou com grandes nomes de Hollywood e adaptou um livro muito famoso nas redes sociais. Entretanto, o filme não cumpriu com todas elas.

Diferenças da adaptação com o livro (contém spoilers)
Dakota Johnson no filme Verity
Foto: divulgação/Sony Pictures

O livro é mais macabro do que o filme. A adaptação buscou um ar de leveza, tendo até momentos estratégicos de piada para contar uma história que não deveria ser feita assim. As partes em que Lowen leu o manuscrito passaram tão rápido que nem conseguiram dar a relevância necessária para a autobiografia sombria.

O sadismo de Verity foi comedido na adaptação. Na obra original, a renomada escritora faz atrocidades com os bebês e vai muito além de empurrar a barriga para dentro e quase asfixiar a filha: ela tenta abortá-los sozinha.

A principal diferença foi a inexistência da segunda gêmea. No livro, Crew não era o gêmeo da Harper, na verdade era Chastin. Nos acontecimentos da obra, ela morre por ter ingerido amendoim, ao qual era extremamente alérgica. Por ter sido a preferida de Verity, a mãe decide matar a segunda irmã, pois achava que Harper deveria ter ido no lugar da outra. 

O filme pode funcionar, de certo modo, para o público que assiste sem conhecimento sobre a obra original. Tem vários momentos de susto e cenas interessantes e assustadoras para aqueles que não têm expectativas sobre o filme. Mesmo assim, Verity tem partes sexualizadas e uma narrativa morna que precisava ser mais explorada, o que não dava para fazer em um longa de duas horas.

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Leia também: Lançamentos literários de outubro: novos livros de John Green, Lynn Painter e Rick Riordan chegam às livrarias

 

Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Cinema Notícias

Conheça Yellow Cake, novo filme com Tânia Maria

Ficção científica nacional, dirigida por Tiago Melo, ganha trailer oficial

O filme estrelado por Tânia Maria (O Agente Secreto, 2025) e Rejane Faria (Vicentina Pede Desculpas, 2026) passou por diversos festivais de cinema nacionais e internacionais. O longa chega aos cinemas dia 26 de novembro.

A trama se passa em Picuí, no sertão da Paraíba, e acompanha um grupo de cientistas nucleares que desenvolvem um experimento arriscado para tentar erradicar o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Yellow Cake
Imagem: reprodução/Youtube Olhar Filmes

Para isso, eles recorrem a uma tecnologia à base de urânio, mas o experimento sai do controle e será preciso encontrar uma maneira de conter as consequências do problema e impedir uma catástrofe. O título do filme, Yellow Cake, significa bolo amarelo e é um tipo de concentrado de urânio em pó obtido a partir do processamento químico do minério extraído da terra.

Nas cenas divulgadas até agora, há uma equipe estrangeira que comenta o pioneirismo do experimento, também nomeado Yellow Cake. Além disso, Rúbia (Rejane Faria), a cientista nuclear brasileira à frente do projeto, conversa com Rita (Tânia Maria), a qual explica que a região é rica em urânio e que, por isso, muitas pessoas morrem de câncer.

Yellow Cake
Imagem: reprodução/Youtube Olhar Filmes

O trailer oficial revela a atmosfera tensa do filme, as implicações arriscadas e catastróficas do experimento, além do envolvimento da população local com a pesquisa e com a mina de urânio.

O roteiro do longa é assinado por Amanda Guimarães, Anna Carolina Francisco, Gabriel Domingues, Jerônimo Lemos e Tiago Melo. O filme foi produzido por Carol Ferreira e conta com a coprodução da CinemaScópio Produções, de Emilie Lesclaux, Kleber Mendonça Filho e Winston Araújo. 

Confira o trailer do filme:

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Texto revisado por Alexia Friedmann

 

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Cinema Cultura pop Entretenimento Moda Notícias Sem categoria

7 filmes para conhecer o mundo da moda além das passarelas

Documentários e filmes biográficos revelam os bastidores de grandes marcas, estilistas, revistas e os impactos da indústria fashion

 

A moda é um universo que vai além das roupas apresentadas nas passarelas ou nos tapetes vermelhos. Por trás de cada coleção existem histórias, profissionais que tomam decisões e processos criativos que são contados através dos tecidos e detalhes. Tudo isso ajuda a construir uma indústria bilionária.

Entre documentários e produções ficcionais, diferentes filmes apresentam os bastidores de grandes maisons, estilistas, revistas e personagens marcantes. Para quem deseja conhecer melhor o mundo da moda, reunimos produções que mostram diferentes perspectivas sobre esse universo. Confira:

Dior and I (2014)

Ficha técnica: Documentário | Direção: Frédéric Tcheng | Duração: 89 minutos.

Trazendo os bastidores da Maison Dior, o documentário é dirigido por Fréderic Tcheng. Acompanhando Raf Simons durante a criação da sua primeira coleção de Alta Costura para a Christian Dior, a história mostra o período antes do desfile que apresenta essa produção. 

O filme mostra que, além das roupas prontas, é possível conhecer as costureiras e outros profissionais, o trabalho coletivo da equipe e a pressão envolvida na construção da coleção.

Coco Antes de Chanel (2009)

Ficha técnica: Drama biográfico | Direção: Anne Fontaine | Duração: 110 minutos | Elenco: Audrey Tautou, Alessandro Nivola e Benoît Poelvoorde.

Com uma direção mais biográfica, o filme apresenta os primeiros anos profissionais de Gabrielle “Coco” Chanel. A protagonista é interpretada por Audrey Tautou. 

A história foca na juventude da estilista, mostrando sua passagem pelo orfanato e até seus trabalhos em cabaré. Depois, graças a relacionamentos, ela tem acesso à alta sociedade de Paris e assim constrói seu próprio caminho no universo da moda. 

O figurino também ocupa um papel importante na produção. Catherine Leterrier foi responsável pelos trajes e contou com acesso aos arquivos e coleções da Chanel.

Phantom Thread (2017)

Ficha técnica: Drama e romance | Direção: Paul Thomas Anderson | Duração: 130 minutos | Elenco: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps e Lesley Manville.

O filme é ambientado em Londres nos anos 50, acompanhando Reynolds Woodcock, um renomado costureiro. Ao lado da sua irmã Cyril, eles vestem membros da realeza, estrelas de cinema e a elite britânica. Porém, a rotina muda quando ele conhece Alma, sua nova musa.

O processo de criação se torna a parte fundamental da narrativa nessa produção e o figurino se torna um personagem à parte, com mais de 50 peças desenvolvidas inteiramente para o filme. Criatividade, relacionamento e poder são os principais temas da história, tudo dentro do universo da alta costura.

The September Issue (2009)

Ficha técnica: Documentário | Direção: R. J. Cutler | Duração: aproximadamente 90 minutos.

O documentário leva o público direto para dentro de uma das maiores revistas de moda. Focado na produção da edição de setembro de 2007 da Vogue, a produção revela os principais passos para a construção do mês mais importante da moda.

A publicação foi comandada pela então editora-chefe Anna Wintour e o filme revela reuniões, escolhas editoriais, ensaios fotográficos e decisões que influenciam a construção da revista. Dessa forma, a moda aparece não apenas nas roupas, mas também na fotografia, no jornalismo, na publicidade e na construção de imagens.

Casa Gucci (2021)

Ficha técnica: Drama biográfico | Direção: Ridley Scott | Duração:  157 minutos | Elenco: Lady Gaga, Adam Driver, Jared Leto, Al Pacino e Jeremy Irons.

Protagonizado por Adam Driver como Maurizio Gucci e Lady Gaga como Patrizia Reggiani, o filme dramatiza a história da família responsável por uma das maiores grifes italianas, a Gucci. A história acompanha o relacionamento entre os protagonistas, marcado por dispostas familiares pelo controle do império construído. 

A moda é diretamente relacionada na produção não apenas pela história da grife, mas também pelo figurino que teve acesso aos arquivos da Gucci. A produção mostra as roupas como uma forma de comunicar posição social, personalidade e poder.

Os Irmãos Versace (2013)

Ficha técnica: Drama biográfico para televisão | Direção: Sara Sugarman | Duração:  85 minutos | Elenco: Gina Gershon, Enrico Colantoni, Colm Feore e Raquel Welch.

Também popularmente conhecido como House of Versace, o filme acompanha a família Versace, responsável pela criação da grife, mas a história se concentra principalmente em Donatella Versace, aqui interpretada pela atriz Gina Gershon. 

Assumindo a responsabilidade na Maison após o assassinato de Gianni, é possível ver o periodo de transição que Donatella e a familia vivem. Também são mostrados os desafios que a estilista enfrenta diante do legado deixado pelo irmão. 

É importante destacar que o filme é inspirado em acontecimentos reais. Porém, trata-se de uma dramatização baseada no livro House of Versace, de Deborah Ball.

The True Cost (2015)

Ficha técnica: Documentário | Direção: Andrew Morgan | Duração: 92 minutos.

Com uma perspectiva diferente sobre a indústria da moda, esse documentário deixa o glamour das passarelas em segundo plano. O filme procura investigar as pessoas e os lugares envolvidos na produção das roupas. O longa também discute os impactos sociais e ambientais relacionados ao setor.

O documentário conecta consumidores, trabalhadores, empresas e recursos naturais ao percorrer diferentes países. A produção amplia a discussão sobre o tema de moda e consumo, questionando os custos que podem existir por trás das roupas cada vez mais baratas.

Os bastidores do mundo da moda

Os filmes apresentam perspectivas diferentes sobre como o universo fashion funciona. Juntos, eles passam por criação, alta-costura, jornalismo, negócios, história e sustentabilidade. Áreas importantes para o bom resultado desse mercado.

Para quem gosta de moda e quer entender mais, as produções também ajudam a perceber quantas áreas participam da construção. Afinal, uma coleção não é apenas desenhar e não termina quando o desfile acaba.

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Texto revisado por Gabriela Matuk 

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Crítica | Estilhaços transforma uma boa ideia em uma grande decepção

Produção de Ryan Murphy parte de uma perspectiva promissora, mas se perde entre escolhas narrativas nada convincentes e um desenvolvimento fraco

A primeira impressão que Estilhaços deixa nos espectadores é de que estamos diante de uma série com todos os ingredientes para funcionar perfeitamente. A premissa chama muito a atenção e a produção carrega o nome de peso de Ryan Murphy. O cenário dos anos 80 e o elenco escolhido cativam e a história parece preparada para entregar a receita infalível de uma série de sucesso: personagens bonitos, complexos, situações desconfortáveis e uma narrativa que une entretenimento com reflexões profundas.

O problema é que uma boa ideia precisa de mais do que atores com rostinhos bonitos e uma atmosfera instigante para funcionar. E é justamente no desenvolvimento que Estilhaços começa a desmoronar.

Ambientada nos anos 1980, a série acompanha Bret (Igby Rigney), um adolescente escritor que está iniciando o último ano na escola de elite Buckley Prep. Com um grupo de amigos inseparáveis composto por Susan Reynolds (Kaia Gerber), Debbie Schaffer (Hayes Warner) e Thom Wright (Graham Campbell), ele divide a rotina luxuosa entre festas, relacionamentos conturbados, a paixão pela escrita e as responsabilidades como estudante.

Com a chegada de Robert Mallory (Homer Gere), um novo aluno, coincide o início de uma série de assassinatos que aterrorizam a cidade. Em meio ao mistério, Bret vê nos crimes uma fonte de inspiração para sua escrita e a possibilidade de construir seu livro.

Com elementos de suspense, erotismo e mistério, Estilhaços se propõe a acompanhar a aproximação entre a vida privilegiada daqueles jovens e a violência que começa a tomar conta da cidade.

No papel, a série tinha potencial para ser um suspense adolescente de sucesso. A questão é que Estilhaços não se concentra na premissa. A ideia escondida dentro do universo da série é envolvente e a pauta da violência e do voyeurismo poderia render reflexões instigantes, mas a produção parece mais interessada em apresentar um número exagerado de acontecimentos sem explorar as consequências deles e sem oferecer ao público um desfecho convincente. Questões que poderiam ganhar profundidade são introduzidas e rapidamente deixadas de lado, enquanto a trama segue para a próxima revelação.

E isso se torna ainda mais evidente conforme os episódios avançam. Estilhaços quer ser tudo ao mesmo tempo, um thriller de suspense, uma história sobre amadurecimento, um drama adolescente, um romance e uma produção carregada de erotismo.

Não há problema em misturar gêneros, o que é típico do estilo de Ryan Murphy. A questão é não conseguir fazer com que todos esses elementos conversem entre si, o que faz parecer que a história não sabe quais são os seus reais objetivos.

Constantemente preocupada em entregar uma nova reviravolta, a sucessão de escolhas malfeitas causa a sensação de que a série está mais preocupada em surpreender o tempo todo e manter uma estética sedutora do que em construir uma atmosfera envolvente. Os figurinos, as festas, os cenários luxuosos e a fotografia são bem feitos, mas não conseguem compensar a fragilidade do roteiro.

Foto: divulgação/Disney+

A dinâmica mal elaborada se repete com os personagens. Bret, que deveria ser a ponte de conexão entre os adolescentes e os crimes da cidade, tem sua trajetória prejudicada por um desenvolvimento totalmente superficial. O fascínio pela violência e a transformação dos acontecimentos em literatura convergem com a fragilidade das consequências reais na vida do protagonista. O mesmo vale para o grupo de amigos: as relações parecem existir apenas para movimentar os episódios.

E esse é um dos maiores desperdícios de Estilhaços. A produção possui personagens complexos e com potencial para serem muito mais interessantes do que de fato são, mas acaba priorizando as reviravoltas mirabolantes em detrimento de suas construções.

Também é difícil ignorar o peso do nome de Ryan Murphy. O produtor é conhecido por histórias provocativas, personagens controversos e produções que transitam entre o exagero, o suspense e o drama. Em Estilhaços, essas características estão presentes, mas nem sempre parecem funcionar a favor da história.

A série peca pelo excesso de sensualidade e situações desconfortáveis, que não necessariamente acrescenta novas camadas à trama. O público espera esses elementos de uma produção do diretor, mas é frustrante como são demonstrados de maneira inconsistente.

Em Estilhaços, muitas das surpresas parecem existir apenas para provocar um novo choque, sem que isso necessariamente fortaleça o que veio antes. E quando a surpresa não está acompanhada de uma construção sólida, o resultado desaponta mais do que impacta.

No fim, o que torna Estilhaços decepcionante é justamente o potencial desperdiçado. Não se trata de uma série sem ideias ou sem qualidades. Existe uma boa premissa, uma identidade visual marcante e elementos suficientes para construir um thriller adolescente envolvente. O problema está na produção, que começa em um ponto e finaliza no mesmo lugar, sempre a um passo de se tornar alguma coisa.

Assista ao trailer completo aqui:

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

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Shakira terá show da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour transmitido ao vivo pelo Amazon Music

Amazon Music e Shakira anunciaram a transmissão global de um dos shows da cantora em Madri, na Espanha

A apresentação, intitulada Amazon Music Presents: Shakira Live from Madrid, acontece no próximo sábado (3) e será exibida ao vivo para o público de diferentes países. O show será o encerramento da residência europeia da Las Mujeres Ya No Lloran World Tour em Madri e marcará a primeira transmissão global ao vivo de um show completo da cantora colombiana.

Shakira no Amazon Music
Foto: divulgação/Sony Music/Amazon Music

No Brasil, a transmissão começa às 15h45 (horário de Brasília) e poderá ser acompanhada pelo aplicativo Amazon Music, Prime Video, aplicativo Amazon Music no Fire TV e pelo canal do Amazon Music na Twitch. Não é necessário ter uma assinatura para assistir.

A apresentação faz parte do The Women Shaping Latin Music, iniciativa do Amazon Music que, em 2026, reúne ações voltadas às mulheres na música e na cultura latina. Além da transmissão, a plataforma também anunciou um novo remix de Dai Dai, uma edição especial em vinil do álbum Laundry Service, que completa 25 anos, e outras experiências relacionadas à cantora.

A residência de Shakira em Madri começou em 2 de outubro e terá seis apresentações na cidade, seguindo até 11 de outubro. A cantora também passou pelo Brasil com a Las Mujeres Ya No Lloran World Tour, incluindo uma apresentação gratuita na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, em maio deste ano.

E essa é mais uma oportunidade de matar a saudade da colombiana no palco e acompanhar de perto mais um dos momentos icônicos da carreira de Shakira.

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Texto revisado por Ana Carolina Loçasso Luz

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