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O K-pop ama o dinheiro e os charts do Brasil, mas ainda despreza o fã brasileiro

Com ingressos que passam dos R$ 2 mil, fandoms enormes e o Brasil entre os maiores mercados fonográficos do mundo, empresas de K-pop ainda entregam ao público brasileiro turnês menores, poucas datas e experiências que nem sempre correspondem ao preço cobrado

A passagem do aespa por São Paulo, em 4 de setembro, colocou novamente em discussão uma insatisfação que não começou agora. O grupo voltou ao país maior do que em sua primeira visita, reunindo mais de 21 mil pessoas e vendendo pacotes VIP que chegavam  aos R$ 2,7 mil. Depois da apresentação, porém, parte das conversas nas redes sociais se concentrou menos nas performances e mais na experiência oferecida ao público brasileiro.

As reclamações envolveram a duração e a organização dos benefícios VIP e também o repertório menor na etapa sul-americana. No show do aespa, o pacote mais caro chegava a R$ 2.689 na inteira. Pelo setor Pit, fãs pagaram R$ 990 , e outros R$ 1.699 eram cobrados pelos benefícios VIP, entre eles o send-off. É um valor alto até para os padrões cada vez mais caros dos shows internacionais e muda bastante a forma como essa experiência deve ser analisada. Quem paga por um benefício específico também pode questionar como ele foi realizado.

@bestguy360

We spent over $500 for aespa VIP… and the send-off was literally a 15-second walk-through 😭 Was it worth it just to see Karina, Winter, Giselle, and Ningning this close? Here’s what the aespa send-off experience was actually like in São Paulo—and what you should know before paying for VIP. #aespa #kpop #aespaVIP #aespaSendOff #Karina

♬ LEMONADE – aespa

Isso ainda é complicado dentro de um fandom que, muitas vezes, mistura uma crítica à organização com uma crítica direta aos artistas. Questionar um send-off rápido ou um benefício que não parece compatível com o preço não significa esperar uma conversa particular de dez minutos com um idol. Significa olhar para uma experiência vendida como premium e perguntar se ela realmente justificava o valor desembolsado além do ingresso.

O repertório também entrou nessa discussão. Mesmo com o aespa seguindo com as performances debaixo de chuva forte, a etapa sul-americana teve três músicas a menos do que outras partes da turnê, incluindo Drama, um dos maiores hits da carreira. Setlists mudam durante turnês por diferentes razões, mas a diferença chama mais atenção quando acontece em uma região que historicamente recebe menos datas e precisa esperar muito mais para entrar nas rotas dos grandes grupos.

A explicação costuma chegar rápido: logística. E ela é real. Trazer uma produção da Coreia do Sul para o Brasil envolve equipamentos, passagens, equipe, hospedagem, fornecedores locais, impostos, seguros e uma operação que pode reunir centenas de profissionais. A distância pesa no orçamento e ajuda a explicar por que uma etapa latino-americana dificilmente terá a mesma estrutura de uma sequência de apresentações no Japão ou na Coreia do Sul. O que ela não explica sozinha é por que, mesmo com o crescimento do mercado, o Brasil continua tantas vezes restrito a uma única cidade ou simplesmente fora das rotas.

A própria história do K-pop por aqui mostra que o mapa brasileiro já foi mais amplo. Em 2017, o KARD passou por Fortaleza, Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo em sua primeira turnê brasileira. As sessões de autógrafos das quatro primeiras cidades esgotaram, assim como o primeiro show paulistano, levando à abertura de uma segunda apresentação na capital. Na época, o ingresso do show partia de R$ 135 pela meia e R$ 270 pela inteira, enquanto o high-touch custava R$ 80.

Não dá para comparar diretamente os preços de 2017 com os de 2026, considerando inflação, câmbio e a transformação do próprio mercado de shows. O interessante naquele caso é a rota. Um grupo ainda no começo da carreira conseguiu encontrar público em cinco capitais em um momento em que o K-pop era consideravelmente menor no Brasil.

O Dreamcatcher seguiu uma lógica parecida naquele período, passando por Recife, Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo, com sessões de autógrafos nas quatro cidades e uma apresentação na capital paulista. A produtora responsável trabalhava justamente com a proposta de levar artistas de K-pop para diferentes regiões do país e já havia feito ações com nomes como 24K, MASC e KARD.

O cenário de 2026 é outro, assim como o tamanho das produções. Uma turnê de estádio não pode simplesmente copiar a operação de um grupo que fazia casas menores quase dez anos atrás. Ainda assim, esses casos ajudam a lembrar que São Paulo não é sinônimo de Brasil e que houve momentos em que produtoras trabalharam ativamente para encontrar fãs em outras capitais, em vez de concentrar toda a demanda em uma única cidade.

Essa concentração também muda completamente o preço real de assistir a um show. Para quem mora em Recife, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre, Brasília ou tantas outras cidades, um ingresso de R$ 700 ou R$ 1 mil pode ser apenas o começo. Passagem, hospedagem, alimentação e transporte entram na mesma conta e, dependendo da antecedência do anúncio, podem fazer o valor da experiência dobrar ou até ultrapassar isso.

Ao mesmo tempo, apresentações recentes mostram que existe espaço para grandes operações no país. Em 2024, a primeira data do TWICE no Allianz Parque esgotou e uma segunda apresentação foi adicionada. O grupo terminou sua passagem pelo Brasil com mais de 40 mil pessoas nas duas noites e ingressos que chegavam a R$ 920 na inteira, antes das taxas.

Foto: reprodução/JYP

O NCT 127 também realizou três apresentações consecutivas em São Paulo em janeiro de 2023, algo ainda pouco comum para artistas de K-pop no Brasil. Em 2024, foi a vez do NCT Dream voltar ao país para uma apresentação no Espaço Unimed. São casos diferentes, mas que ajudam a desmontar a ideia de que o público brasileiro precisa constantemente provar que existe antes de receber investimentos maiores.

Por isso, algumas ausências se tornam mais difíceis de entender com o passar dos anos. O BLACKPINK estreou em 2016, construiu uma das maiores carreiras do K-pop, realizou turnês gigantescas pelos Estados Unidos, Europa e Ásia e tem um fandom enorme no Brasil, mas segue sem realizar uma apresentação própria no país. A decisão sobre uma rota internacional envolve empresas, promotoras, agendas, custos e negociações que vão muito além das integrantes, mas dez anos sem uma passagem brasileira também revelam quais mercados foram priorizados durante esse período.

O SEVENTEEN ajuda a ampliar essa discussão. Pledis e HYBE conseguiram construir grandes etapas de turnê na Coreia do Sul, Japão, América do Norte e em diferentes mercados asiáticos, muitas vezes com várias apresentações em uma mesma cidade, enquanto a América do Sul aparece com muito menos frequência. É claro que mercados como Japão e Estados Unidos oferecem moedas mais fortes, estruturas consolidadas e um faturamento mais previsível. Só que o Brasil de hoje também não é o mesmo mercado de dez anos atrás.

Em 2025, o Brasil se tornou o oitavo maior mercado de música gravada do mundo, segundo a IFPI. A receita do setor no país cresceu 14,1%, depois de já ter avançado 21,7% em 2024. Isso não coloca automaticamente o Brasil no mesmo nível de rentabilidade de Estados Unidos ou Japão para uma turnê, mas torna cada vez mais ultrapassada a ideia de que o país ocupa uma posição pequena demais na indústria para merecer atenção. 

Existe ainda uma contradição especialmente difícil de ignorar quando a discussão chega aos preços. O real vale menos do que dólar, euro, iene e outras moedas relevantes para a indústria musical, e essa diferença afeta os custos das empresas. Só que ela afeta ainda mais diretamente quem compra. O fã brasileiro sente o câmbio no álbum importado, no frete, no merchandise oficial e nos produtos que muitas vezes nem chegam oficialmente ao país.

Nos shows, essa limitação econômica não impede a oferta de experiências cada vez mais caras. O TWICE chegou a cobrar R$ 920 pela pista premium inteira em 2024. Dois anos depois, o aespa tinha opções acima dos R$ 2 mil e um pacote completo de R$ 2.689. Quem vinha de outro estado ainda precisava colocar uma viagem inteira em cima desse valor. Por isso, conforme os preços aumentam, também cresce a expectativa por organização, estrutura e benefícios que façam sentido dentro do que foi cobrado.

O problema não é esperar que toda empresa leve uma turnê para cinco capitais ou que cada grupo ofereça exatamente o mesmo show em todos os continentes. Existem diferenças de produção, agenda, tamanho de venue e negociação em qualquer turnê mundial. A crítica está em perceber como o público brasileiro é lembrado com facilidade quando o assunto é consumo e com muito mais cautela quando chega a hora de planejar investimentos por aqui.

Essa relação também foi normalizada pelo próprio fandom durante muito tempo. Uma única data em São Paulo era recebida com “pelo menos eles vieram”. Um ingresso muito caro ganhava a justificativa de que trazer artistas coreanos para o Brasil custava mais. Uma interação de poucos segundos era aceita porque, afinal, o fã tinha conseguido chegar perto do idol. O medo de reclamar e o grupo nunca mais voltar acabou criando uma situação em que qualquer insatisfação podia parecer falta de gratidão.

Só que o K-pop também mudou. Hoje, a indústria vende memberships, soundchecks, hi-touch, hi-bye, send-offs, photocards especiais e diferentes categorias de pacotes premium, muitas delas construídas justamente em cima do desejo de proximidade entre fã e artista. Quanto mais essa relação afetiva vira parte do modelo de negócio, menos sentido faz esperar que o público desligue o senso crítico depois de passar o cartão.

O Brasil já mostrou que consegue sustentar K-pop em escalas muito diferentes, de grupos menores circulando por várias capitais a três noites do NCT 127 em São Paulo e duas apresentações do TWICE em estádio. Ao mesmo tempo, se tornou o oitavo maior mercado fonográfico do mundo e continua sendo uma presença enorme em streams, charts e engajamento online. Depois de tantos números, talvez a discussão já nem devesse ser sobre provar que existe público por aqui, mas sobre o lugar que esse público ocupa nas prioridades de uma indústria que conhece muito bem seu poder de consumo.

Gostar de um artista não diminui o valor de R$ 2 mil, não paga uma passagem para São Paulo e não torna uma experiência automaticamente satisfatória. O público brasileiro pode continuar lotando shows, comprando álbuns e colocando seus grupos favoritos nos charts sem precisar tratar qualquer passagem pelo país como um privilégio. Se as empresas já aprenderam a enxergar o Brasil quando olham para os números, também precisam enxergá-lo quando decidem o que entregar em troca deles.

 

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Texto revisado por Ludimila Rodrigues

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Beleza Notícias

Skala Brasil apresenta novas linhas de tratamento capilar e nova identidade na Beauty Fair 2026

Novidades atendem diferentes necessidades dos fios e incluem a repaginação da antiga Skalinha Bebê, que passa a se chamar Skala Baby

A Skala Brasil apresenta, durante a Beauty Fair 2026, novidades que integram a nova identidade da marca. Entre os destaques estão as quatro novas linhas de tratamento capilar: Mais Hidratação com Amido de Milho, Brilho Supremo, Força Absoluta e Reparação Instantânea, desenvolvidas para diferentes necessidades dos fios. O portfólio também ganha a atualização da antiga Skalinha Bebê, que passa a se chamar Skala Baby.

Cuidados para diferentes necessidades dos fios

As quatro linhas têm propostas específicas para diferentes necessidades, com indicação para todos os tipos de cabelo.

A Mais Hidratação com Amido de Milho é voltada para cabelos ressecados, com foco em hidratação e controle do frizz. A fórmula combina Manteiga de Karité e Óleo de Coco e oferece 3x mais ação antifrizz. O portfólio inclui shampoo, condicionador, creme de tratamento, creme para pentear e óleo finalizador com proteção térmica, que reduz em 80% o frizz e ajuda a proteger os fios.

Imagem: Divulgação/Skala Brasil

A linha Brilho Supremo é voltada para cabelos com falta de brilho e porosidade. Sua formulação tem o Ácido Glicólico e Óleo de Patauá, com ação antiporosidade e 72 horas de brilho espelhado. O portfólio inclui shampoo, condicionador, creme de tratamento e óleo finalizador com proteção térmica.

Imagem: Divulgação/Skala Brasil

A linha Força Absoluta tem como foco força e resistência à quebra. A fórmula combina Extrato de Jaborandi e Cafeína, ativos associados ao fortalecimento dos fios e à resistência à quebra. A linha conta com shampoo, condicionador e creme de tratamento.

Imagem: Divulgação/Skala Brasil

A linha Reparação Instantânea reúne Extrato de Abacate e Manteiga de Tucumã e tem como proposta reparar os danos desde o primeiro uso. O portfólio é composto por shampoo, condicionador, creme de tratamento e leave-in com proteção térmica, aminoácidos e peptídeos.

Imagem: Divulgação/Skala Brasil

As quatro linhas trazem soluções para as diferentes necessidades de cuidado, hidratação e controle de frizz, brilho e porosidade, força e resistência à quebra e reparação de danos. Todas contam com ativos brasileiros, dentro da proposta de valorizar ingredientes associados à beleza brasileira.

Da Skalinha Bebê à Skala Baby

A repaginação também chega ao portfólio infantil. A antiga Skalinha Bebê passa a se chamar Skala Baby e ganha nova apresentação, com bichinhos 100% brasileiros nas embalagens e ingredientes de origem vegetal com propriedades calmantes. As fórmulas são hipoalergênicas, têm pH balanceado para a pele do bebê e são livres de parabenos, sulfatos, alergênicos e corantes. A linha conta com 92% de ingredientes naturais.

A nova identidade visual associa cada produto a um animal brasileiro e a um ingrediente. O Shampoo Sálvia traz o mico-leão-dourado; o Shampoo Camomila, a capivara; a Loção Hidratante Lavanda, o bicho-preguiça; e o Sabonete Líquido de Glicerina Vegetal, o tucano. A proposta é traduzir visualmente os ingredientes e atributos de cada produto dentro da nova apresentação da linha.

Imagem: Divulgação/Skala Brasil

A atualização das linhas capilares e do portfólio infantil integra a participação da Skala Brasil na Beauty Fair, no ano em que a marca completa 40 anos.

 

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Cultura asiática Música Notícias

Hwasa chega ao Rock in Rio em seu melhor momento como artista solo

Primeira solista sul-coreana a subir ao Palco Mundo, cantora chega ao festival com uma carreira cada vez mais distante de fórmulas e uma sequência de lançamentos que mostra diferentes lados de sua identidade artística

Não é todo dia que uma artista estreia no Rock in Rio fazendo história. Quando subir ao Palco Mundo, em 11 de setembro, Hwasa será a primeira solista sul-coreana a ocupar esse espaço e chega ao Brasil em uma fase especialmente interessante da carreira. Depois de anos construindo uma identidade para além do MAMAMOO, ela desembarca por aqui com um repertório que já sustenta seu nome sozinho e, principalmente, sem parecer interessada em repetir o que funcionou no comeback anterior.

Quem acompanha Hwasa desde o início dessa trajetória solo sabe que muita coisa mudou desde Twit, lançada em 2019. O single mostrou que ela tinha espaço para caminhar sozinha, mas foi Maria que levou essa carreira para outro nível. A música se tornou um dos maiores sucessos da cantora e juntou duas características que continuam muito presentes em seu trabalho: a confiança que domina suas performances e uma vulnerabilidade que aparece quando você presta atenção no que ela está cantando.

O mais interessante é que Hwasa não passou os anos seguintes tentando criar uma nova Maria. Vieram I’m a B, I Love my Body e NA, músicas diferentes entre si e que ajudaram a construir uma discografia menos previsível. Mesmo mudando de conceito, existe algo que permanece reconhecível, seja pelo timbre rouco, pela interpretação ou pela maneira muito própria de ocupar o palco. Você não precisa de muitos segundos para perceber quando uma música é dela.

Essa vontade de experimentar ficou ainda mais evidente depois que Hwasa deixou a RBW e assinou com a P NATION, gravadora fundada por PSY. A mudança abriu uma fase em que ela parece ainda mais confortável para testar caminhos diferentes sem abandonar aquilo que construiu como artista. Um dos melhores exemplos veio com Good Goodbye, lançamento que mostrou um lado bem diferente daquele que costuma dominar suas performances.

Hwasa
Foto: reprodução/P Nation

Em vez de apostar novamente na sensualidade e na presença mais provocadora que muita gente associa à cantora, Good Goodbye colocou a voz de Hwasa no centro. A interpretação mais delicada e melancólica deixou seu timbre rouco conduzir a música e mostrou uma vulnerabilidade que até então aparecia com menos frequência em seus trabalhos solo. Para uma artista que passou boa parte da carreira sendo lembrada pela confiança no palco, foi interessante vê-la encontrar força justamente em uma performance mais contida.

Só que ficar confortável em uma única versão de si mesma nunca pareceu muito a cara de Hwasa. Em abril deste ano, ela mudou novamente de direção com So Cute, dance-pop composto em parceria com PSY e Park Woo-sang. Se Good Goodbye explorava uma cantora mais sensível, So Cute recupera seu lado divertido, confiante e carismático, sem simplesmente voltar aos conceitos que ela já havia apresentado.

Essa diferença entre os dois lançamentos ajuda a entender por que a chegada ao Rock in Rio acontece em um momento tão interessante. Hwasa já não precisa provar que consegue ter uma carreira fora do MAMAMOO ou encontrar uma música capaz de repetir o impacto de Maria. Depois de anos como solista, ela construiu espaço suficiente para testar, mudar e até contrariar aquilo que o público espera dela sem deixar de soar como Hwasa.

E é com esse repertório que ela chega ao Rock in Rio 2026. Ser a primeira solista sul-coreana a ocupar o Palco Mundo é um marco importante, mas reduzir sua estreia a esse feito deixaria de fora justamente o que torna o momento tão interessante. Mais de dez anos depois de debutar com o MAMAMOO e sete anos depois de começar oficialmente sua trajetória solo, Hwasa chega ao Brasil como uma artista que já encontrou sua identidade e ainda parece interessada em descobrir o que mais pode fazer com ela.

Para o público brasileiro, agora fica a expectativa de descobrir como todas essas versões vão dividir o mesmo palco. Maria provavelmente será aquele momento em que ninguém precisa combinar para cantar junto, enquanto faixas mais recentes como Good Goodbye e So Cute mostram o quanto o repertório cresceu desde 2019. Se existe algo que a carreira solo de Hwasa deixou claro até aqui, é que prever qual versão dela vai aparecer em seguida está cada vez mais difícil, e talvez essa seja justamente a graça.

 

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Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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Tudo o que você precisa saber sobre Avenida Brasil 2 

Novela ganha sequência em janeiro de 2027 e promete volta de personagens emblemáticos como Tufão, Carminha e Nina 

Oi, Oi, Oi! Sim, Avenida Brasil terá uma continuação, e isso não é um teste! A novela que foi fenômeno em 2012, se tornando uma das mais emblemáticas da televisão brasileira, teve sua continuação confirmada para Janeiro de 2027 na última terça (8), substituindo a atual novela das nove, Quem Ama Cuida, na Rede Globo! A emissora anunciou a sequência da trama de João Emanuel Carneiro nas redes sociais após meses de especulações, burburinhos nos bastidores e sigilo absoluto sobre o projeto. Pensando nisso, o Entretetizei resolveu listar tudo o que você precisa saber sobre essa sequência tão aguardada e imperdível! Vem com a gente!

História original

Foto: divulgação/Estevam Avellar/Globo

Exibida originalmente pela TV Globo entre 26 de março e 19 de outubro de 2012, Avenida Brasil contou com 179 capítulos e é uma das novelas mais lembradas e queridas pelo público brasileiro, marcada pelo suspense, grandes reviravoltas, tramas de vingança, ascensão social dos chamados novos ricos e pela grande vilã Carminha, interpretada por Adriana Esteves. A trama virou tendência nacional e registrou média geral de cerca de 38 pontos no ibope. Seu último capítulo chegou a alcançar mais de 50 pontos, parando literalmente o Brasil inteiro em frente a telinha; repercutindo inclusive internacionalmente, a novela foi vendida para mais de 100 países. 

Na trama original, Rita (Mel Maia) é abandonada no lixão pela madrasta Carminha (Adriana Esteves) após a morte do pai. Anos depois, a garotinha reconstrói a vida, muda de identidade e retorna ao Brasil já adulta sob o nome de Nina (Débora Falabella), se infiltrando na mansão da nova família de Carminha para se vingar dela. 

Nova trama

Foto: divulgação/Globo

De acordo com a sinopse oficial divulgada pela Globo, a nova fase de Avenida Brasil parte da redenção de Carminha. Após confessar o assassinato de Max (Marcelo Novaes), ela foi presa e, anos depois, foi acolhida por Mãe Lucinda (Vera Holtz) no lixão. A reaproximação com Nina e Jorginho (Cauã Reymond) dá o ponto de partida para a nova história. A trama se desenrola a partir do desejo de Carminha de voltar a ser rica. Ela estará vivendo no lixão e cuidando das crianças órfãs após a morte de Mãe Lucinda. No entanto, ela começa a pensar em voltar para a vida de luxo que tinha antes de terminar o casamento com Tufão (Murilo Benício). Em um plano estratégico para poder retornar para a mansão, ela começa a se aproximar da filha, Ágata (Karol Lannes), que ficou morando com o pai. Ela quer voltar a conviver com a família com o intuito de recuperar sua antiga vida. No entanto, a novela não vai mostrar logo de cara qual será a verdadeira intenção de Carminha ao se reaproximar de Tufão e da família. A trama promete manter o público em dúvida se ela busca vingança, se é ambição ou se realmente ela mudou e tem boas intenções dessa vez. A morte de Monalisa (Heloísa Périssé), esposa de Tufão na trama, abre espaço para esse retorno triunfal de Carminha ao convívio da família. A história volta a se passar no bairro do Divino, onde Tufão segue sendo tratado como uma espécie de rei local. 

Nomes confirmados 

Foto: divulgação/Globo

Entre os nomes confirmados na sequência da trama, estão os de Adriana Esteves (Carminha), Murilo Benício (Tufão), Cauã Reymond (Jorginho), Débora Falabella (Nina), Marcos Caruso (Leleco), Eliane Giardini (Muricy), Letícia Isnard (Ivana), Juliano Cazarré (Adauto), Mel Maia, que não repete o papel de Nina criança e ganha uma personagem inédita especialmente para a continuação, e Karolina Lannes que volta como Agatha, filha de Carminha. Vale lembrar que alguns desses nomes confirmados não serão personagens fixos na história e devem aparecer em participações especiais abrindo espaço para novos personagens.

Personagens inéditos

Foto: divulgação/Globo

A continuação também aposta em novos rostos e histórias para renovar os conflitos e reviravoltas da trama do Divino:

Thalita Carauta interpreta Salomé, dona de um restaurante no bairro do Divino que forma um novo par romântico com Tufão; Thomás Aquino  integra o elenco em um papel ainda sem função ou nome revelados; Ernani Moraes  vive Espiridião, dirigente do Divino Futebol  Clube, o  mesmo núcleo de futebol que marcou a novela original, e também dono de um motel frequentado pelos novos jogadores do time; Drico Alves interpreta Juninho, outro personagem ligado ao núcleo de futebol; e Jéssica Ellen vive uma personagem com forte ligação com Carminha, ainda sem detalhes revelados. Novos nomes devem ser anunciados em breve. 

Quem fica de fora

Foto: divulgação/João Cotta/Globo

Alguns nomes queridos pelo público do elenco original não devem voltar para a trama por razões de elenco ou de roteiro, como os personagens de Alexandre Borges (Cadinho), Nathalia Dill (Débora) e José Loreto (Darkson), que estão no elenco de Quem Ama Cuida e dificilmente vão emendar duas novelas seguidas. Camila Morgado (Noémia), já está confirmada em Lá Na Minha Terra, próxima novela das 18h. Vera Holtz (Mãe Lucinda), Max (Marcelo Novaes), Nilo (José de Abreu) e Genésio (Tony Ramos) descartados porque seus personagens morreram no desfecho da novela original. Isis Valverde (Suelen) e Débora Nascimento (Tessália) também foram apontadas como fora da sequência por questões de roteiro. Heloísa Perissé retorna como Monalisa mas a personagem morre já nos primeiros capítulos, o que é o pontapé inicial da nova trama. 

Bastidores

Foto: divulgação/Globo

Na direção, Ricardo Waddington repete a direção artística, considerada um dos pilares da identidade da obra, que na versão original foi um marco de audiência e um fenômeno cultural. Já a direção geral, passa a ser de Henrique Sauer, substituindo Amora Mautner. Sauer já dirigiu O Outro Lado do Paraíso, Filhos da Pátria, Segunda Chamada e Encantado’s, e em 2025 dividiu com Dennis Carvalho a direção do especial de 60 anos da Globo. Atualmente, comanda as filmagens do longa A Viagem

Com o encerramento de Quem Ama Cuida e do ciclo de Pilar, personagem de Isabel Teixeira, o público se prepara para o retorno de uma das vilãs mais populares e amadas da teledramaturgia brasileira. A volta de Carminha já promete render novos embates, memes, atuações de tirar o fôlego e muito debate nas redes sociais, com o público já ansioso e com expectativas altas para conferir como  autor vai conduzir a nova fase da novela e a trama da vilã. Para viabilizar a estreia para janeiro de 2027, os trabalhos nos estúdios Globo começam já neste mês de setembro, com gravações antecipadas para se ajustar à agenda concorrida do elenco principal, garantindo que a estreia ocorra como o planejado. A novela promete! 

E aí, gostou de saber mais sobre o retorno desse grande clássico da teledramaturgia brasileira? Estão animados para a sequência? Conta para gente nas redes sociais do Entretê! Nos siga no X, no Facebook e no Instagram e não perca as novidades.

Leia também: 7 motivos para rever Avenida Brasil no Vale a Pena Ver de Novo

Clube do livro do Tufão: Os clássicos que tentaram avisar o personagem de Avenida Brasil

 

Texto revisado por Angela Maziero Santana 

 

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